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O projeto "De Tudo Quanto Ali Deixei" é uma roda de leitura e sarau que tematiza as populações refugiadas, os povos nômades, além dos fluxos migratórios. É realizada pelo coletivo 3 na roda desde 2023, e já foi contemplado em três diferentes editais públicos: FOCA - Fomento à Cultura Carioca (Prefeitura do Rio), Sesc RJ Pulsar e Fazendo Arte (Linha Estadual da Lei Paulo Gustavo que atende a projetos na linguagem da arte-educação). A atividade preserva o valor do texto lido em voz alta como estratégia de encantamento pela literatura.
O projeto "3 na Roda - De Tudo Quanto Ali Deixei" é uma ação de arte-educação na linguagem da literatura, realizada a partir dos recursos de roda de leitura e contação de histórias, que tematiza o deslocamento de populações, a imigração, e a situação da pessoa refugiada em diferentes momentos da História. O coletivo 3 na Roda trabalha a leitura performática e em voz alta como estratégia de desenvolvimento do gosto pela leitura e também para aproximar o público das discussões que a literatura traz. Classificação indicativa: 12 anos.
OBJETIVO GERAL: Realizar o projeto "De Tudo Quanto Ali Deixei", uma ação de incentivo à leitura realizada a partir de textos que tratam de refugiados, imigrantes e deslocamentos humanos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Atender de forma inteiramente gratuita todo o público previsto para o projeto, incluindo escolas, comunidades originárias e tradicionais como política de democratização; Desenvolver políticas de acessibilidade de maneira integral, com atenção à acessibilidade física, e medidas de tradução para a comunidade surda, cega, além de ações que contemplam o público autista; Atuar em favor da descentralização cultural, circulando com atividades na região Norte e Centro-Oeste; Prever 36 (trinta e seis) apresentações do produto principal.
O principal motivo da pesquisa ser proposta é o crescente interesse do coletivo pela narrativa dos vencidos e fragilizados. A História da Literatura se constrói do que se QUER contar; mas também do que se deseja ocultar. Essa percepção ficou muito clara na pesquisa do repertório anterior, dedicado à literatura de língua portuguesa, que se mostraram repletas de histórias que a História não conta. Sobre, por exemplo, a Revolução dos Cravos, que conduziu o processo de emancipação de várias nações africanas. "Foi bonita a festa, ó pá...". Mas dela pouco soubemos. Propomos nos encontros, como diferencial, a inversão do lugar de fala nos eventos literários. Em regra, nos eventos literários, a voz é privilégio do professor ou do escritor. Aqui ela é da plateia e está incluída na roda. Pois em roda que todos se olham, se percebem, se reconhecem, se afirmam, se mostram, e são vistos como sujeitos. Em roda o sujeito é continente do saber, e é o saber do outro que a circularidade está esperando para ser perfeita. Não há voz que fale mais alto, ou qualquer agente soberano; é o ensaio da democracia: o direito é de todos. Quase 70 mil pessoas são reconhecidas como refugiadas no Brasil, segundo dados de 2022 do Ancur (Agência ligada à ONU). Internacionalmente, o Brasil desfruta de fama acolhedora - em diplomacia, o "soft power". A imigração é, por assim dizer, um dado histórico que explica muito da formação do Brasil e também dos sentidos de brasilidade: suas cidades, seus hábitos, suas danças, suas festas, e mesmo a sua arquitetura passam inevitavelmente por variados legados. Entender nos dias de hoje os motivos que explicam os fluxos migratórios é uma espécie de antídoto contra a intolerância e a xenofobia que faz parte da rotina de muitos dos que estão aqui, por força de inúmeras intempéries. O aspecto artesanal da atividade e o fato de atuar com plateias reduzidas (para que possa atingir os seus benefícios específicos), além dos custos inerentes aos deslocamentos, motivam a busca por mecanismos de incentivo à Cultura. Existe o atendimento claro aos seguintes objetivos do Artigo 1°: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Também atende aos seguintes incisos do Artigo 3°: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos e b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos. Além de V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens.
Produto Principal – Roda de Leitura 36 (trinta e seis) sessões de roda de leitura, realizadas em 6 (seis) diferentes cidades brasileiras; Duração da atividade: no máximo, 80 (oitenta) minutos; Até 6 (seis) ações de relacionamento com a empresa patrocinadora, todas gratuitas. Capacidade de público por evento: 50 (cinquenta) espectadores Quantidade de páginas por material impresso: Até 40 (quarenta) páginas; Acesso gratuito. Locação de 1(um) ônibus por cidade, para fins de ação de democratização. Workshop de Leitura e Narração 6 (seis) eventos realizados, sendo 1(um) em cada cidade que integrar o projeto; Composição de público: professores, estudantes de pedagogia e afins, bibliotecários ou estudantes de biblioteconomia. Duração da atividade: até 3 (três) horas Capacidade do evento: até 20 (vinte) participantes.
Produto Principal – Roda de Leitura Acessibilidade física: Visitas técnicas prévias aos espaços de atuação, para o mapeamento de trabalho dos monitores e mitigação de obstáculos; presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; mitigação de problemas de sinalização, com investimentos em melhorias. Acessibilidade para pessoa surda ou ensurdecida: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; disponibilidade de intérprete de Libras em todos os eventos programados do produto; ações comunicacionais específicas para informar a disponibilidade dos serviços. Acessibilidade para a pessoa cega: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; procedimento de autodescrição por parte dos monitores/artistas; disponibilidade de cópias impressas convertidas em sistema Braille; arquivos de materiais de leitura e apoio disponíveis para uso de tecnologias assistivas; ações comunicacionais específicas para informar a disponibilidade dos serviços. Acessibilidade para a pessoa autista ou neurodivergente: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; empréstimo de abafadores de ruído; criação de guia de previsibilidade sensorial, desenvolvido por pessoa autista; disponibilidade de sala de regulação sensorial para momentos de crise ou desconforto. Workshop de Leitura e Narração Acessibilidade física: Visitas técnicas prévias aos espaços de atuação, para o mapeamento de trabalho dos monitores e mitigação de obstáculos; presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; mitigação de problemas de sinalização, com investimentos em melhorias. Acessibilidade para pessoa surda ou ensurdecida: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; disponibilidade de intérprete de Libras em todos os eventos programados do produto; ações comunicacionais específicas para informar a disponibilidade dos serviços. Acessibilidade para a pessoa cega: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; procedimento de autodescrição por parte dos monitores/artistas; disponibilidade de cópias impressas convertidas em sistema Braille; arquivos de materiais de leitura e apoio disponíveis para uso de tecnologias assistivas; ações comunicacionais específicas para informar a disponibilidade dos serviços. Acessibilidade para a pessoa autista ou neurodivergente: presença de monitores treinados em acessibilidade atitudinal; empréstimo de abafadores de ruído; criação de guia de previsibilidade sensorial, desenvolvido por pessoa autista; disponibilidade de sala de regulação sensorial para momentos de crise ou desconforto.
Produto Principal – Roda de Leitura e Workshop de Leitura e Narração O projeto ocorre de maneira integralmente gratuita, em 100% dos atendimentos, o que configura um atendimento superior ao preconizado pela seção II, incisos I, II e III (IN 2024). Atendimento preferencial a segmentos beneficiados por políticas de meia-entrada, por meio de ações de divulgação e busca ativa: estudantes, jovens de baixa renda portadores da Identidade Jovem (ID Jovem) e pessoas com deficiência. Também existem atendimentos específicos do Artigo 30: II - Oferecer transporte gratuito ao público, beneficiando comunidades enquadráveis como segmentos vulneráveis. V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, em benefício direto a estudantes e bibliotecários. Contempla no campo de distribuição de ingressos os seguintes itens do Artigo 31: I - De caráter social a distribuição de ingressos e produtos culturais para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social (...); e II - de caráter educativo, a distribuição a professores e alunos da rede pública de ensino fundamental, médio ou superior.
EDUARDO RAMOS (Proponente, Pesquisador e Ator-monitor): Produtor e ator. Bacharel em Teoria do Teatro, foi produtor com "Minotauro", vencedor do Prêmio Miriam Muniz. Na literatura, criou o "Três na Roda", em que desenvolve rodas de leitura, nos quais obteve patrocínio para os repertórios "Rio de Todas as Letras", "Léguas e Léguas de Língua", "Letras Independentes", entre outros. Na música, viabilizou shows do projeto "Levo a Vida do Jeito Que For", com o Ex Fundo de Quintal Cleber Augusto. Nas artes visuais urbanas, foi o curador e produtor de "Trem das Cores", que homenageou Nise da Silveira e o bairro do Engenho de Dentro no edital Rua Cultural RJ. Desde 2018 desenvolve a Oficina Intensiva de Produção Cultural, que migrou para a página de YouTube Três na Roda. Foi diretor de produção do Festival "Santa História 2", em Santa Cruz, e homenageou Gilberto Gil com o painel de graffiti "Direto de Bonsucesso - 50 anos do Expresso". Pela LPG-RJ, linha de arte-educação, circulou por Rio e Baixada com a ação literária "De Tudo Quanto Ali Deixei". ADRIANA MARTINS (Produtora Executiva e Musicista): Formada em Comunicação Social - Jornalismo, licenciada em Língua Portuguesa, musicista formada em violão erudito, atriz (DRT 0013790/MG), parecerista e produtora cultural capacitada no Curso de Extensão em Administração Pública da Cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Capacitação em Gestão de Projetos e Empreendimentos Criativos do Ministério da Cultura/Senac DF. Formada em 2022 pela Escola de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, CEFART, BH, nos cursos livres de Arte Educação, Curadoria e Expografia e no FIC Assistente de Produção Cultural. Cursando especialização em Musicalização Infantil pela Unyleya (2023/2024). Foi premiada no edital Ondas da Cultura 2022 da FUNARJ com o projeto "Brinquedos Cantados". Parecerista cultural do Ministério da Cultura (MinC) em 2024 e dos estados do Amazonas, Sergipe, Paraná, Mato Grosso do Sul e Alagoas em 2023. Atriz, musicista e produtora executiva dos projetos de roda de leitura “De Tudo Quanto Ali Deixei”, da Três na Roda Produções Culturais, contemplado pelos editais “Fazendo Arte RJ” da SECEC RJ (2024), SESC Pulsar RJ (2023) e FOCA 2022, da SMCRJ e “O Beijo Que Vós Me Nordestes”, do edital Literatura Resiste RJ, da SECECRJ, em 2023. Lecionou oficinas de musicalização, violão, teatro e canto no Centro de Referência de Assistência Social de São Thomé das Letras, MG, nos anos de 2012, 2013, 2014 e de 2017 a 2020 para crianças, jovens e adultos. Participou, como atriz convidada, da I Mostra on-line da Cia Teatral Voz da Terra, contemplada pela Lei Aldir Blanc, em 2021. Foi integrante da Cia Teatral Voz da Terra (São Thomé das Letras, MG) de 2006 a 2019, como atriz, coordenadora do coral infantojuvenil Villa-Lobos e produtora cultural. Como produtora do grupo foi contemplada nos seguintes editais: Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais (FEC) 2015, Programa Comunidade Sempre Presente da Fundação Itaú Social 2015, LEIC (Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais) 2014, VI Prêmio Cena Minas do Governo do Estado de Minas Gerais em 2013. Foi chefe de Departamento de Cultura e Proteção do Patrimônio do município de São Thomé das Letras, MG, de 2013 a 2017, realizando vários eventos, como Festival da Canção de São Thomé das Letras (FECAST), Encontro de Folias de Reis, Carnaval, produção local do Festival Nacional da Canção (FENAC), ICMS Patrimônio Cultural e Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, além de realizar palestras sobre patrimônio cultural em escolas e espaços públicos. MARIA COELHO (Pesquisadora): Atriz, contadora de histórias e professora. Formada em Letras, com pós-graduação em Literatura Infantil e Juvenil (UFF) e doutorado em Literatura (USP). Estudou Artes Cênicas na UNIRIO. Participou de oficinas de narrativa oral com Laerte Vargas, Daniela Fossaluza, Grupo Lume de teatro, Inno Sorsy e Gislayne Avellar. Integrou o Grupo Mosaicos por onze anos, com o qual participou de festivais (Rio de Janeiro, São Paulo, Cuiabá, Londrina, Buenos Aires) e realizou apresentações em escolas, livrarias, bibliotecas, centros culturais e teatros. Participou de projetos como Paixão de ler, Ciranda de histórias, além de programas de rádio e TV. Foi roteirista do programa de rádio Contos cascudos, premiado pela ARPUB (2010). Atuou na peça Minotauro: fábula musical, contemplada pelo prêmio Myriam Muniz de Montagem Cênica 2012, com a qual recebeu indicação de melhor atriz no Prêmio Zilka Sallaberry Atuou como narradora no espetáculo Redondilhas (2017/2018). Participou da websérie Narrando Mulheres, (Estufa de ideias e Magalona Produções). Desde 2020 participa do projeto de Rodas de leitura (Três na roda Produções). Em 2020 dirigiu o espetáculo Foi-se: Histórias que a morte conta (Onírico produções), em cartaz no teatro da UFF. Desde 2017 integra o coletivo Sussurradores Poéticos. VINÍCIUS CASTRO (Compositor): Compositor brasileiro que vive atualmente no Rio de Janeiro. Vinicius foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira com o álbum CRIA - A Família, e ao Prêmio Profissionais da Música com o álbum CRIA - Pra Bagunçar. Castro escreveu canções para a série 'Gaby Estrela', indicada ao Emmy Kids. Sua canção em parceria com Adilson Xavier, 'Ser Diferente é Normal', foi traduzida por Emily Perl Kingsley e Sharon Lerner, escritoras da Rua Sésamo, e apresentada na ONU. Vinicius Castro escreveu trilhas sonoras para peças de teatro e produziu diversos artistas do Brasil, Estados Unidos e Portugal. CRIS MUÑOZ (Consultora em Acessibilidade Atitudinal): Atriz, palhaça, professora, diretora, teatral, palestrante e consultora de acessibilidade. PhD em Artes Cênicas e Neurodiversidade (UNIRIO/FAPERJ), Doutora, mestra e bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO. Pós graduação em Educação pela Universidade Veiga de Almeida- Instituto A Vez do Mestre. Formação em Direitos Humanos com ênfase em Direitos Culturais da Pessoa com Deficiência pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais. Foi professora concursada do município do Rio de Janeiro e da Escola Técnica de Teatro Martins Penna. Trabalhou como palhaça no grupo As Marias da Graça por dois anos, no Brasil, Argentina e Espanha. Atualmente sou pós-doutoranda UNIRIO/ FAPERJ, integro PSFB ( Palhaços Sem Fronteiras Brasil) e IIAN ( Internacional Inclusive Arts Network). Fez a regulação em acessibilidade de espetáculos recentes, como "Azul" (CCBB) e Louise/Os Ursos (Sesc Pulsar). Também integra o projeto: Suzana Diks (Atriz-monitora) e Jádson Abraão (Intérprete de Libras).
PROJETO ARQUIVADO.