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A CASA DA FAVELA configura-se em um projeto que reúne autores, editoras, coletivos e pesquisadores com produção literária ou acadêmico-científica com uma perspectiva prioritária sobre e, especialmente, a partir da periferia. Sintetiza em sua programação atividades que promovam o debate e a divulgação dessa produção, assim como daquelas de caráter artístico-cultural periférico, sendo composta por convidados e parceiros do estado do Rio de Janeiro e das demais regiões do país. Dado o sucesso das duas primeiras edições na Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (2023 e 2024), a CASA DA FAVELA voltará à Festa em 2025. Sua programaçãoocorreráao longo de cinco dias, com mais de 30 atividades abertas ao público (mesas redondas, rodas de conversas, palestras, lançamento de livros, atrações artísticas). Em uma casa alugada no Centro Histórico do município de Paraty-RJ, os cômodos são ocupados com instalações (mobiliário e equipamentos) necessárias a cada uma dessas atividades.
Mesas Redondas; Rodas de Conversas; Palestra: Atividades que promovem debates acerca de temas pertinentes à produção literária e acadêmico-científica, reunindo convidados expoentes deste segmento. Lançamento de Livros: Momento individual ou coletivo de lançamento de novas publicações independentes ou de editoras parceiras da CASA DA FAVELA. Lançamento do jornal impresso “A Voz da Favela”: Veículo impresso, com uma tiragem de 20 mil exemplares, distribuído gratuitamente durante toda a FLIP, em sua extensão de atividades no Centro Histórico e adjacências de Paraty-RJ. Seu conteúdo abrange matérias produzidas por agentes da periferia da cidade e por demais colaboradores convidados pela ANF. Espaço das Editoras e Livrarias: Ambiente fixo, montado para exposição e comercialização de livros produzidos por autores periféricos ou com temática centrada na periferia. Barraco Editorial; Bando Favelofágico; Córdula; UFRJ; UERJ; Nua; Beco das Letras; Conexão 7; Muvuca; Aruanda; Kitembo; dentre outras. A comercialização dos livros é feita diretamente pelas editoras e livrarias, sem qualquer participação da ANF sobre o faturamento. Espaço Artístico: Ambiente organizado para realização de diversas intervenções artísticas ao longo da programação: slam, batalha de rima, esquete teatral, dança urbana, jongo, maculelê, baile de favela, dentre outras. Cozinha Afetiva: Espaço montado para produção de culinária característica da favela, para atendimento regular à equipe e convidados e degustação do público em geral.
Objetivo Geral: Contribuir com o incentivo, fortalecimento, promoção e democratização do acesso à produção literária, acadêmica e científica das periferias nacionais e internacionais na Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP (Edição 2025). Objetivos Específicos: - Constituir um espaço físico com infraestrutura necessária à fruição de conteúdo relativo aos saberes e autores periféricos. - Realizar curadoria temática e de formato, junto aos parceiros do Grupo ANF, para composição de uma programação com ao menos 30 atividades abertas ao público. - Viabilizar infraestrutura para, ao menos, dez editoras de livros de autores periféricos ou estudiosos da periferia, disponibilizando títulos dos mais diversos gêneros desses mercados editoriais. - Viabilizar a circulação de 20 mil exemplares da edição especial FLIP 2025 do jornal "A Voz da Favela" da ANF, ampliando a visibilidade da comunicação comunitária e da literatura periférica durante a programação da FLIP 2025. - Viabilizar o acesso direto de cerca de três mil pessoas à CASA DA FAVELA, ampliando o público alcançado nas edições de 2023 e 2024. - Promover o intercâmbio cultural e editorial periférico entre os convidados participantes.
O que se sabe sobre a realidade da vida nas periferias brasileiras pela perspectiva dos seus moradores? Como a população das favelas contribui para a formação das identidades e culturas nacionais? Esses são questionamentos necessários ao reconhecimento do lugar central desses territórios para a constituição da dinâmica da vida social brasileira. Reconhecimento, este, que posiciona as perspectivas endógenas ordenadas e manifestas pelo protagonismo dos seus próprios sujeitos. Em diálogo constante, por óbvio, com a produção de saberes a partir de outros pontos de vista. Por esta razão, a Agência de Notícias das Favelas - ANF idealizou e implementou as duas primeiras edições do projeto CASA DA FAVELA na Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP em 2023 e 2024. O propósito foi ampliar a visibilidade e o respeito à produção literária, acadêmica e científica de autores, editoras, coletivos e pesquisadores periféricos. Um espaço de vanguarda na maior feira literária do país, tornando-se para ela um divisor de águas no seu processo de diversificação e democratização do conteúdo, público e interesse do evento como um todo. O impacto da CASA DA FAVELA foi dimensionado pelo volume de frequentadores e pelo interesse da mídia hegemônica e alternativa, regional e nacional, em cobrir suas atividades e convidados participantes. Destacados em: https://www.instagram.com/casadafavela/ https://www.anf.org.br/ https://www.instagram.com/agenciadenoticiasdasfavelas/ Sendo assim, cabe reforçar a relevância de um projeto desta natureza demonstrando que, de acordo com a Periferia Brasileira de Letras - PBL (parceira da ANF no projeto), a promoção da literatura se materializa no reconhecimento de que a criação literária é fenômeno estimulador de identidades culturais na medida em que, diante de um mundo desigual, uma obra literária pode tanto provocar perspectivas insurgentes sobre o status quo, quanto propiciar amálgama de novas ideias, forjando pertenças sociais. Do mesmo modo, considera-se o entendimento de que as expressões da linguagem escrita, e mesmo sua dimensão oral, são construções culturais que dizem respeito às particularidades de um povo, de um estrato social, de um dado recorte da vida e da própria condição humana. As expressões periféricas são, portanto, representações de afetos e visões de mundo, forjadas em contextos que têm o direito e o dever de serem por si só. O que pressupõe, em várias instâncias, legitimação das suas narrativas, discursos e saberes. Assim como dos seus posicionamentos e reivindicações fruto de um processo histórico de negação e apagamentos. Resistência e salvaguarda cultural, empoderamento estético, religioso e político, dentre outras camadas de interesse das suas existências, são parâmetros que dignificam as lutas e os lugares da periferia e da sua população, conferindo à CASA DA FAVELA um espaço onde todos eles se encontram. Fundamental registrar que a ANF foi fundada em 2001 pelo jornalista André Fernandes para atender a uma demanda da sociedade, e da própria imprensa de massa, por informações concretas sobre o que realmente acontecia no contexto das favelas do Rio de Janeiro. Cumprindo seu objetivo de veicular notícias das favelas para o mundo e estimular a troca de informações entre as comunidades, a ANF hoje abrange outros estados (SP, BA, PR, DF), tendo sido reconhecida pela Reuters (maior agência internacional de notícias) como a primeira agência de notícias das favelas do mundo. A partir da criação da ANF Produções e do Instituto de Pesquisa Data ANF, seus braços empresariais, as ações se expandiram e ganharam escala, configurando o Grupo ANF, conforme portfólio anexado. Sua trajetória demonstra, portanto, solidez e se materializa não somente nos resultados efetivos do conjunto de iniciativas que realiza, mas no reconhecimento público a ela concedido através: do diploma Heloneida Studart de Cultura, da medalha Pedro Ernesto, da medalha Tiradentes, dentre outras homenagens e títulos. E com a CASA DA FAVELA, a ANF reforça sua responsabilidade em seguir construindo e estimulando espaços e processos de comunicação, formação e articulação de redes afetivas e efetivas, dentro e para fora da periferia, buscando com afinco caminhos de transformação social, cultural e econômica. Sendo parte de uma feira literária com dimensão internacional (FLIP), ela se torna um vetor de posicionamento da cultura periférica, com ênfase em sua produção literária, em um ambiente marcado pela predominância de grupos sociais caracterizados como referências socioeconômicas do país e por constituírem uma classe média e elite branca que, historicamente, não incorporou pretos e pobres em seus processos. O sucesso da sua primeira e segunda edição comprovou esta necessidade e força, garantindo o convite da organização da FLIP para o retorno da CASA DA FAVELA em 2025. Para sua realização, o projeto envolve a contratação direta de quase vinte pessoas, da pré-produção à pós-produção, além do envolvimento, também direto, de mais de 30 convidados que compõem a programação. Cabe enfatizar os resultados alcançados pela CASA DA FAVELA na edição de 2024 da FLIP: 12 debates (mesa redonda/ roda de conversa/ palestra), 10 lançamentos de livros, 6 intervenções artísticas, 4 bailes de favela, Mostra "Em Torno de Hélio Pellegrino", Lançamento e distribuição da edição especial do Jornal "A Voz da Favela" (20 mil exemplares), Espaço de exposição e venda de livros (6 editoras e 4 livrarias parceiras). O que totalizou cerca de 2.000 pessoas circulando pela CASA DA FAVELA ao longo dos cinco dias do evento, sendo sensibilizadas e impactadas positivamente pelas mais de 30 atividades da sua programação. Destaque, ainda, para as milhares de pessoas acessadas, e também impactadas, através da distribuição da edição especial do jornal "A Voz da Favela" e dos nossos perfis nas redes sociais. Sem falar na mídia espontânea de quase 30 veículos de comunicação. Superando a marca de 150 mil pessoas com registros de acesso e engajamento. A PERIFERIA É O CENTRO! Esta proposta de realização da CASA DA FAVELA na edição de 2025 da FLIP, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, vai ao encontro dos incisos I, III, IV e IX do Art. 1º da Lei 8313/91 na medida em que se trata de um evento literário que reúne em sua programação uma diversidade de expressões culturais cuja centralidade está na periferia, sendo parte integrante da constituição plural e diversa das expressões artísticas brasileiras. Do mesmo modo, a presente proposta insere-se no escopo de fomento à produção cultural, objetivamente, por se tratar da realização de incentivo à leitura e à produção literária, vinculada às demais manifestações artísticas e culturais, comungando com os preceitos dos incisos II e IV do Artigo 3º da mesma Lei. O que, por estas razões, aliadas à defesa específica da CASA DA FAVELA em si, justificam sua certificação enquanto projeto apto a captar recursos financeiros com incentivo fiscal.
Especificações do jornal impresso "A Voz da Favela":Formato tablóide 08 páginas coloridas Tiragem de 20 mil exemplaresPadrão de cor CMYK Arte com extensão JPG Resolução 300 DPIFormato total da página: Altura 31,7 cm xLargura 29,0 cmÁrea útil: 30 cm x 5 col. (25,5 cm)Total de colunas da página: 5 colunas
A CASA DA FAVELA, necessariamente, realizar-se-á em espaço com condições arquitetônicas que garantam a circulação do público com mobilidade reduzida, sejam PCD ou não. Deste modo, atenderá aos preceitos da acessibilidade física com rampas, corrimões, portas com largura adequada. Do ponto de vista atitudinal, a equipe contará com mediadores capacitados para atender às PCD que demandem acolhimento e/ou acompanhamento específico. Quanto à acessibilidade de conteúdo, os debates contarão com equipe responsável pela tradução em Libras e o público deficiente visual poderá acessar, com apoio da equipe de mediadores, o link com audiodescrição da composição do espaço físico da CASA DA FAVELA por meio dos aparelhos celulares dos respectivos visitantes. Ou seja, busca-se oportunizar a todo e qualquer cidadão as condições adequadas para experienciar a CASA DA FAVELA, garantindo a destinação de recurso público para inclusão social.
Os cinco dias de programação da CASA DA FAVELA terão acesso gratuito do público em geral. Previamente, como realizado nas primeiras edições do projeto, serão empreendidos esforços de articulação e mobilização local da população periférica para que sejam visitantes da CASA DA FAVELA e também venham a compor como convidados a programação. Haverá transmissão ao vivo/online de, ao menos, 50% da programação nos perfis e canais do Grupo ANF, assim como dos seus parceiros.
Coordenação Geral: Carmen Valdez https://www.linkedin.com/in/carmen-valdez-br/ Socióloga, Mestre em Artes Cênicas, Especialista em Estudos Avançados em Dança Contemporânea e Especialista em Gestão de Organizações da Sociedade Civil e Negócios de Impacto. Experiências principais: Coordenadora Geral da Casa da Favela (da Agência de Notícias das Favelas - Grupo ANF); Edições FLIP | 2023-2024. Coordenadora de Projetos e Assessora em Planejamento Estratégico e Gestão do Grupo ANF | 2023-2024. Mentora no desenvolvimento institucional de Organizações da Sociedade Civil - Projetos do CIEDS | 2023-2024. Parecerista em comissões de avaliação de projetos culturais - RJ, CE, MS, RS, Fundação Volkswagen, Fundação Renova, SECEC-RJ | 2013-2024. Coordenadora de Projetos do Instituto Socioambiental COMPOR | 2021-2024. Mentora no desenvolvimento de negócios criativos no Programa Cria RJ/ Agência Cria - SECEC RJ/ Quitanda | 2023. Coordenadora Acadêmica no Istituto Europeo di Design - IED Rio | 2017-2019. Coordenadora de Economia Criativa na SECEC RJ | 2015-2016. Assessora em Economia Criativa na SECEC RJ | 2013-2015. Gerente do Escritório de Apoio à Produção Cultural (foco na rede estadual de Pontos de Cultura) na SECEC RJ | 2010-2013. Curadoria e Articulação Institucional: André Fernandes https://www.instagram.com/jornalistandrefernandes/ Jornalista, fundador e diretor da ANF - Agência de Notícias das Favelas. Foi coordenador da campanha Rio Desarme-se; fez parte da direção dos projetos “Fábrica da Esperança”, em Acari e “Casa da Paz” em Vigário Geral. É autor dos livros ‘Perseguindo um sonho: a história da fundação da primeira agência de notícias das favelas do mundo’ e ‘Novos Rumos da Comunicação Comunitária no Brasil’. Foi idealizador e diretor do documentário ‘Eu só quero é ser feliz - Uma breve história do funk carioca’. Idealizador de diversos projetos dentre eles: o I e II Encontro Latino-americano de Comunicação Comunitária - ELACC e da RACC - Rede de Agentes Comunitário de Comunicação, que visa formar moradores das favelas para construírem suas próprias narrativas e que hoje está em sua 6ª edição. Foi homenageado com as medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes pelos serviços prestados à sociedade. Articulação Local e Curadoria Artística: Mônica Nêga https://www.instagram.com/monicanegaoficial/ Mônica Nêga é uma artista multipotencial, nascida na Favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Com uma trajetória diversificada,ela é reconhecida como atriz, diretora de elenco, RP, palestrante e mentora. Seus trabalhos mais recentes no audiovisual são: "Nosso sonho", filme sobre a vida da dupla Claudinho e Buchecha (dir. Eduardo Albergaria) como diretora de elenco; a série Vizinhos, para o Canal Brasil (dir. José Eduardo Belmonte e Letícia Prisco), e o filme Bandida (dir. João Wainer), ambos como diretora de elenco e atriz. Além disso, como Relações Públicas, promove a diversidade, inclusão e pertencimento, potencializando a comunidade preta convidando para eventos recentes como o Festival Universo Spanta 2024 e o Camarote Folia Tropical 2024 no sambódromo do Rio de Janeiro. Assessoria de Comunicação e Coordenação Literária: Jaqueline Pereira https://www.instagram.com/essajaque/ Comunicóloga e publicitária, especialista em comunicação estratégica para pequenos negócios. Pesquisadora das relações individuais e comerciais a partir da cosmopercepção de sociedades africanas. Mais de 15 anos de experiência em atendimento e relacionamento com o público. Atualmente, é coordenadora de comunicação na ANF Produções e na Editora ANF. Coordenadora Executiva: Renata Duarte Formada em Propaganda e Marketing. Membro(a) do Conselho Diretor da ANF - Agência de Notícias das Favelas é coordenadora administrativa e assistente editorial na empresa ANF Produções. Experiência Profissional: Suporte em processos de gestão da empresa, gestora financeira, planejamento e organização de eventos, coordenação de equipe e atividades da organização, emissão de NF, fluxo de documentos destinados a contabilidade, elaboração de planilhas e relatórios, compra e controle de material, suporte administrativo e financeiro, elaboração de projetos, acompanhamento de preparação de reuniões.
PROJETO ARQUIVADO.