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Projeto para itinerancia de uma exposição do acervo do Museu das Culturas Brasileiras (MCB) por todos os estados do Brasil. O Museu é uma instituição direcionada à "salvaguarda e divulgação da diversidade cultural brasileira e, em especial, do patrimônio material e imaterial das culturas menos favorecidas da população, que têm até hoje menor visibilidade institucional". O Conceito curatorial da exposição traz um olhar decolonizante em relação à História da Cultura Nacional, enaltecendo os saberes ancestrais de matrizes negras e de povos originários em uma abordagem onírica e contemporânea em relação à essa sabedoria e esses conhecimentos, a partir da possibilidade de reconexão com a natureza e novas formas de produção sustentáveis em contraposição à fúria do consumo industrializado. Além de também trazer à pauta, quais seriam e como se dá a produção de uma CulturaNacional Brasiliera nos dias de hoje dentro desta mesma lógica e, portanto, distante do padrão eurocêntrico.
PROGRAMA EXPOSITIVO DAS ITINERÂNCIASO programa compreende um processo continuado de produção da itinerância, considerando as montagens e desmontagens nos municípios de cada uma das cinco regiões.Formato: presencial;Duração: 3 meses por regiãoEstimativa de Público: 9.000 pessoas (1.800 por região)Classificação etária: livrePúblico alvo: Documentário da itinerânciaO documentário será filmado nos locais das itinerâncias ou em outras locações que sejam relacionadas ao assunto central da exposição, assim como poderão contar com inserções de imagens de obras, documentos, depoimentos relativos à exposição, de acordo com as decisões conceituais para cada filme.Formato: online;Duração: 25 minutosEstimativa de Público: 250 visualizaçõesClassificação etária: livrePúblico alvo: Rodas de Conversa presenciais ou onlineO projeto prevê a reunião de pensadores, artistas e curadores nos espaços expositivos e auditórios dos espaços das itinerâncias, ou nas plataformas digitais do projeto, para dialogar sobre temas relacionados com as exposições, e questões ligadas à cultura regional e ao pensamento contemporâneo.05 Rodas de conversa (01 por região) com aproximadamente 1 a 2 horas de duração, a serem realizadas em auditórios ou áreas de convivência dos espaços culturais que forem abrigar a Exposição.Formato: presencial;Duração: 1 a 2 horas por rodaEstimativa de Público: 70 a 150 pessoas por região (a depender do espaço disponibilizado)Classificação etária: livrePúblico alvo: Apresentações MusicaisNas aberturas ou ao longo das exposições, serão produzidas ao menos uma apresentação de grupo regional por itinerância. Formato: presencialDuração: 1 a 2 horas por apresentaçãoEstimativa de Público: 1.500 pessoas (300 pessoas por apresentação)Classificação etária: livrePúblico alvo: Paineis ou MuraisTambém está prevista a produção de um mural ou painel artístico de artista urbano regional no território de cada região. Formato: presencialDuração: 1 a 2 horas por apresentaçãoClassificação etária: livrePúblico alvo: grande público em geral LivroProdução de catálogo da exposição com todas as itinerâncias e análise do projeto ao final.Formato: onlinepáginas: entre 100 e 150Estimativa downloads: 250Classificação etária: livrePúblico alvo: consumidores de cultura, estudantes, especialistas e universitáriosVisitas e material educativoSerão promovidas visitas educativas que poderão contar com material de apoio tanto prévio (material de professor), quanto para ser utilizado de apoio para os educadores.Programa de Visitas Mediadas e Atividades EducativasPrograma integrado por visitas, ações educativas e oficinas que visam promover amplo acesso às atividades do projeto e potencializar a experiência dos diferentes públicos com o Acervo do MCB. As ações do programa envolvem práticas artístico-pedagógicas experimentais que desdobram as obras, as questões e as proposições apresentadas nas exposições a partir das especificidades e dos interesses de cada pessoa ou grupo. As linhas conceituais e pedagógicas que orientam as atividades deste programa passam por revisões e atualizações constantes nos processos de formação continuada dos educadores. As atividades educativas fazem uso de diferentes recursos e materiais, desde os mais simples, como lápis, papel, papelão, tinta, tecidos, até instrumentos musicais, fotografias, tecnologias audiovisuais e objetos vindos de outros campos. Também é característico dessas atividades o uso de Dispositivos artístico-pedagógicos – objetos e proposições disparadoras do processo de mediação cultural com os diferentes públicos construídos pelos educadores da itinerância. O programa é integrado por quatro tipos de atividades:Visitas Educativas agendadasFormato: presencialCarga Horária: Até 1h de duraçãoFrequência: ao menos 02 vezes semanalmente ou mediante demandaNúmero de Vagas: Em torno de 20 pessoas por grupoPerfil do público: Estudantes da rede pública e privada, universidades, professores, associações, familiares, grupos diversos e público atendido por ONGs.Visitas Monitoradas para público espontâneo Formato: presencialFrequência: 04 dias da semana - a depender da instituição que acolher à itinerânciaHorários: Ao menos duas horas por dia que a instituição selecionada para receber a itinerância permaneça com a exposição aberta ao público.Número de vagas: Em torno de 20 pessoas por grupo Descrição de AtividadesO Programa Especial Visitas Educativas para as Escolas dos Territórios, visa ampliar o acesso de estudantes da rede pública, filantrópicas e particulares, com recorte educacional do ciclo Fundamental II, do 6º ao 9º ano. O recorte priorizado serão os territórios em que as instituições que receberem as exposições estiverem inseridas. As ações deste programa buscam promover práticas educativas artístico-pedagógicas experimentais que desdobram as obras, questões e proposições apresentadas pela exposição em cartaz, a partir das especificidades e interesses de cada grupo escolar que participe das visitas. As linhas conceituais e pedagógicas que orientam as atividades deste programa passam por revisões e atualizações constantes nos processos de formação continuada dos educadores. Pedagogicamente a visita se constroi sempre em diálogo entre as relações dos conteúdos de diferentes disciplinas, as mostras e a confluência das instituições culturais e as escolas, ampliando os espaços de experiência compartilhadaAs visitas educativas mediadas acontecerão presencialmente, mediante agendamento prévio, por telefone ou e-mail do agendamento das instituições que tiverem este recurso. Caso a escola tenha alunos ou alunas surdas ou com deficiência auditiva a equipe de educadores será acompanhada por intérpretes de tradução e interpretação de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Contrapartida SocialTambém serão realizados vídeos educativos com a participação de alunos da rede pública de ensino que irão relatar suas experiências e sensações sobre a exposição. O vídeo, além das ferramentas digitais de acessibilidade, será distribuído para a rede de escolas dos municípios que receberem a exposição.Formato: presencialDuração: 1 a 2 horas por apresentaçãoClassificação etária: livre
Objetivos Gerais O objetivo geral deste projeto é valorizar o acervo do Museu das Culturas Brasileiras, atualmente localizado no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), por meio de uma exposição itinerante pelo Brasil, com montagem em 04 espaços diferentes (Belém, São Luiz, Espírito Santo e São Paulo). O Museu é uma instituição vinculada à prefeitura de São Paulo direcionada à "salvaguarda e divulgação da diversidade cultural brasileira e, em especial, do patrimônio material e imaterial das culturas menos favorecidas da população, que têm até hoje menor visibilidade institucional". A exposição busca trazer o questionamento e fazer um contraponto em relação aos saberes ancestrais de matrizes negras e de povos originários, além de seus desdobramentos frente à Cultura Popular Nacional, e como a sabedoria desses conhecimentos, para além de um olhar decolonizante em relação à História Nacional, trazem para os dias de hoje, possibilidades de reconexão com a natureza e novas formas de produção sustentáveis em contraposição à fúria do consumo industrializado. Em cada uma das itinerâncias, será possível o diálogo com a criação de artistas contemporâneos das regiões do país em que a exposição for apresentada, trazendo uma singularidade a cada nova edição, relacionada com a sociedade local. Trata-se igualmente de reconhecer a diversidade da produção artística contemporânea e inventariando a multiplicidade de visões sobre a cultura brasileira. Para além das artes visuais, o projeto prevê o fomento em relação à produção musical e audiovisual vernaculares desde os primeiros registros captados pela Missão de Pesquisas Folclóricas de Mário de Andrade nas primeiras décadas do século XX, e como essa produção se sustenta até os dias de hoje, mesmo com a massificação dos meios de comunicação e streamings. Assim como a exposição trará artistas contemporâneos que dialoguem com o acervo, também este acervo musical pretende ter um contraponto contemporâneo a partir de uma Programação Cultural de jovens músicos ou grupos musicais, vinculada à agenda da exposição, assim como o incentivo para uma programação de conteúdos voltados para rádios comunitárias e podcasts, o projeto pretende abordar a complexidade de uma produção que se mantém rica e imprescindível de ser referenciada a partir de outras formas não eurocêntricas de consumo. A fim de possibilitar o máximo de divulgação de acessibilidade à este acervo, o Projeto prevê a elaboração de uma catálogo que será disponibilizado para download gratuito e um vídeo com uma visita virtual pela exposição. Objetivos Específicos 1. Produto Itinerância de exposição: Itinerância de uma exposiçao do Acervo do Museu das Culturas Brasileiras (MCB), pertencente ao Museu da Cidade de São Paulo (MCSP), todas de curta duração (até três meses) e médio porte, por PELO MENOS 04 regiões entre Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste; 2. Produto Exposição de Encerramento: Produzir 01 exposição de curta duração e médio porte que traga para a pauta, a diversidade cultural nacional a ocorrer ao final das itinerâncias e a ser realizada ou no Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), ou na Chácara Lane, a qual trata-se de uma das unidades pertencente ao Museu da Cidade de São Paulo (MCSP); 3. Produto obras comissionadas: Fomentar a produção de jovens artistas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste a partir do comissionamento de ao menos 04 projetos de jovens artistas que dialoguem com o Acervo do MCB; 4. Produto Rádios Comunitárias/ Podcast: Fomentar a produção audiovisual comunitária a partir da criação de conteúdos para rádios comunitárias locais (ao menos 01 rádio para cada itinerância) e podcasts divulgados em plataforma youtube ou spotify do Projeto Saberes da Terra, 5. Produto Apresentações Artísiticas: Fomentar a Produção Cultural a partir de ao menos 01 apresentação musical de artista ou conjunto regional em cada um dos locais de itinerância pelas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, sendo esta vinculada ao Projeto Saberes da Terra, totalizando 05 apresentações ao final do projeto; 6. Produto Ação Educativa: Ao menos 01 Atividade Educativa semanal vinculada à exposição por meio de oficinas culturais, totalizando aproximadamente 60 atividades ao final do projeto para um público de 1.500 pessoas; 7. Produto Visitas Educativas: de 03 Visitas Educativas Guiadas semanais para estudantes e professores - mediante demanda (total aproximado de 200 visitas ao longo de todo o projeto para estimados 4.500 estudantes/professores); 8. Produto Visitas Monitoradas para Público Espontâneo: 04 Visitas Monitoradas semanais para público espontâneo ao longo do projeto (total aproximado de 260 visitas para um público de 5.200 visitantes); 9. Produto Acessibilidade Física: Acessibilidade física nos 05 locais de itinerância (se permitido pelo edifício); 10. Produto Acessibilidade Conteúdo: 01 Visita em Libras semanal (60 ao longo do projeto) e 01 maquete tátil da exposição por itinerância (total 05) de forma a permitir o máximo de interação da exposição e programação correlata com os visitantes; 11. Produto Livro: Produção de 01 catálogo virtual da exposição disponível para download; 12. Produto Mural e Painéis Artísticos: Incentivo de ao menos 05 painéis artísticos de jovens artistas muralistas com temática vinculada ao conceito da exposição. 13. Contrapartida Social: realizar ao menos 01 Roda de Conversa por itinerância (total 05) com a participação das curadoras e do artista regional responsável pela obra comissionada de cada território, produção de pelo menos 01 vídeo com uma visita virtual da exposição e com as Rodas de Conversa a serem disponibilizados nas redes sociais do Projeto; realização de estágio ao longo do projeto.
O Projeto "Saberes da terra: diálogos no contemporâneo" visa atender dois aspectos principais: o primeiro é um olhar descolonial e decolonial para as produções culturais tidas como populares e que não seguem critérios acadêmicos em sua lógica criativa e construtiva e indo além, trazendo a lógica dessa produção para o centro das questões sustentáveis que se tornam pauta urgente nos tempo atuais em que o Antropoceno já é uma realidade e que discutimos até mesmo uma nova antecipação climática em função dos danos causados por uma produção industrial faminta e voltada para os interesses do capital; o segundo ponto de interesse do Projeto, é trazer para a pauta, o(s) relevante(s) acervo(s) do Museu das Culturas Brasileiras (MCB), hoje abrigado(s) nas Reservas Técnicas do Pavilhão das Culturas Brasileiras (PACUBRA), nome dado edifício pertencente ao conjunto do Parque do Ibirapuera em São Paulo.O atual MCB, nasceu com a atribuição de conservar, restaurar, catalogar e divulgar o acervo do antigo Museu de Folclore e do conjunto de manifestações culturais conhecido como Missão de Pesquisas Folclóricas. Ambas experiências foram criadas por Mário de Andrade, então primeiro diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo.A primeira grande mostra deste acervo aconteceu durante a Exposição Interamericana de Artes e Técnicas Populares, produzida por ocasião das comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo no recém inaugurado Parque do Ibirapuera (1954). Já no fim dos anos noventa o acervo foi transferido da Oca, para que o local recebesse a Mostra do Redescobrimento - Brasil 500 anos. Dez anos depois foi ajuizada uma ação cautelar para que fossem adotadas medidas de preservação do acervo do Museu do Folclore e assim, a prefeitura de São Paulo criou o PACUBRA. Sua inauguração pública ocorreu em 2010, por meio da exposição Puras Misturas, sob a curadoria geral de Adélia Borges, contudo, dez anos após este movimento, a programação do Pavilhão foi suspensa para que fossem priorizadas as obras do edifício. Desde então, o PACUBRA permanece sob reforma, ainda sem previsão de abertura.A instituição, que passou a se chamar Museu das Culturas Brasileiras, atualmente guarda um acervo que conta com peças ímpares:"A coleção tem relíquias, como registros da missão de pesquisas folclóricas do modernista Mário de Andrade pelo interior do Brasil há 85 anos e obras de artistas dito populares muito valorizadas pelo mercado, como pinturas de Amadeo Lorenzato e esculturas de Antônio Poteiro. Há ainda artefatos indígenas, com peças dos povos karajá e tukano, que ganharam status no circuito artístico nos últimos anos" (PERASSOLO, 2023).A fim de que tal relíquia não permaneça reclusa por mais tempo, a atual gestão municipal do museu em parceria com o proponente do Projeto "Saberes da terra: diálogos no contemporâneo", desenvolveram uma estratégia de divulgação por meio de uma exposição itinerante que seguirá em conjunto com uma programação cultural aqui proposta. O Projeto visa a criação de uma exposição que itinere pelos estados Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul, com o objetivo de não somente apresentar este acervo para grande parte do território nacional, como fazê-lo de forma crítica, compreendendo sua relevância não somente como patrimônio histórico, como também a partir de uma reconexão com estes saberes, imprescindíveis para a construção de uma sociedade nova, que reconheça não somente a importância de uma produção artística sustentável, como que traga à luz os mestres à frente dessas criações como: Mestre Vitalino, J. Borges e tantos outros.Essa conexão será também trabalhada na exposição a partir do contraponto de uma produção contemporânea de jovens artistas pertencentes aos territórios de cada região, possibilitando uma narrativa linear de resgate com nossos antepassados. A curadoria pretende articular os seguintes artistas: Alice Lara; (Distrito Federal); Uyrá (Santarém, PA); Glicéria Tupinambá, também conhecida como Célia Tupinambá (Olivença, BA); Josi (Itamarandiba, MG) e Santídio Pereira (Isaías Coelho, PI).Nas últimas décadas aumentou o pessimismo sobre o futuro ambiental. A perda contínua da massa de florestas, a urbanização acelerada a impermeabilização do solo e constante genocídio de povos indígenas-originários, ribeirinhos e camponeses têm acometido vários territórios do sul global, entre eles o Brasil. O cenário que se constroi é de insegurança a respeito de nossa sobrevivência e tem condicionado todos os aspectos da vida, isso inclui o campo cultural.Entre as elaborações mais relevantes sobre o nosso tempo, implicada com a emergência climática e ambiental, está o pensamento do antropólogo, sociólogo e filósofo da ciência francês, Bruno Latour. Ele dedicou muito de suas pesquisas à análise do que tem sido denominado como "Antropoceno", idade ou época geológica em que o planeta Terra passa a ser moldado pela humanidade. Segundo esse pensador "Uma das razões pelas quais nos sentimos tão impotentes quando chamados a nos preocupar com a crise ecológica (...) é a total desconexão entre, de um lado, a extensão, a natureza e a escala dos fenômenos e, do outro, o conjunto de emoções, hábitos de pensamento e sentimentos que seriam necessários para lidar com essa crise".Latour cita a sensação de impotência e desconexão com a natureza, saberes que ao longo da formação das sociedades modernas foram se perdendo ou sendo substituídos pelos produtos do tão esperado progresso.No campo da cultura, entretanto, encontramos algumas respostas e possíveis saídas para a recuperação dessa reconexão se voltarmos a uma produção material que ainda preserva conhecimentos vernaculares como no caso da coleção de obras, materiais e objetos do PACUBRA.Pensando como essa coleção responde a determinadas inquietações bastante contemporâneas, o nosso interesse é, a partir deste acervo, nos re-conectarmos com conhecimentos de um fazer de mundo que não entenda a natureza e o ambiente como "recursos naturais" em seu sentido mercadológico.Diante do fracasso da forma de produção e reprodução da vida e da cultura que rompeu com o sentimento de pertencimento à natureza , queremos olhar para este acervo, buscando reimaginar a possibilidade de um mundo mais integrado tanto política quanto ecologicamente.Assim, para a composição da lista de obras, itens e materiais, queremos apresentar um visada que coloque em destaque os saberes e modos de fazer. Para se dar um exemplo do tipo da seleção de obras e objetos a ser realizada pela curadoria há um conjunto objetos, antes integrado ao Museu do Folclore, que é composto por lamparinas e canecas feitas com embalagens utilizadas no envase de extratos de tomate, graxa, leite condensado entre outros produtos. Esses recipientes que em nosso cotidiano urbano seriam descartados e destinados ao lixo, são remodelados com um trabalho de funilaria e ganham novas formas e usos. Aqui trata-se não só de um saber fazer, mas, em paralelo, nos faz questionar o modo como temos tratado os objetos advindos do modo de fazer industrial que utiliza qualquer matéria-prima e transforma em objetos para o consumo e, posteriormente, resíduos. Outros tipos de materiais e conhecimentos que buscaremos dar destaque na seleção de obras é a produção material indígena, por exemplo, as cuias da aldeia Kumarumã, provenientes do povo Galibi Marworno (Oiapoque, AP), caracterizados por recipientes ovóides feitos com o fruto da cuieira, um tipo de árvore muito comum nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, depois de seco e sem a polpa é muito utilizado para esvaziar as canoas, beber ou transportar líquidos, farinha, sementes etc. As cuias são pintadas apenas pelas mulheres da aldeia e além de seus diversos usos tem também uma aplicação ritual e religiosa para os Galibi Marworno e são usados para servir o xibé (bebida composta de água, farinha, sal e pimenta) ou caxiri (bebida fermentada) em rituais do Turé, do tambor e festas católicas.
TODAS AS PEÇAS DE DIVULGAÇÃO CONTARÃO COM A LOGOMARCA DA LEI DE INCENTIVO, DO MINC E DO GOVERNO FEDERAL, CONFORME MANUAL DE APLICAÇÃO. CONCEITO MUSEOGRÁFICO O conceito expográfico, a Exposição “Saberes da terra: diálogos no contemporâneo” segue o conceito curatorial apresentado na justificativa, baseado no pensamento do antropólogo, sociólogo e filósofo da ciência francês, Bruno Latour, mas em sua obra “Jamais fomos Modernos” (1991), em que ele critica o projeto de separação onírica entre Natureza e Cultura, limitando as possibilidades de compreensão e ação sobre elas. Portanto, o primeiro esforço da expografia deve ser de possibilitar uma leitura múltipla e repleta de conexões entre as peças. Para além das determinações conceituais, é determinante que o projeto considere suportes que sejam desmontáveis e resistentes para, de preferência, otimizar as montagens e desmontagens das itinerâncias. A exposição, apesar de ser pensada para instituições com arquiteturas distintas, pode contar com elementos que sejam reaproveitados em todas as regiões, desde que não onerem o transporte de suas peças com grandes volumes ao serem transportados, pois os custos da otimização não podem ser maiores que os deslocamentos. A princípio, a curadoria conceituou alguns elementos que devem ser entendidos mais como norteadores da exposição para os visitantes, do que serem pensados como “nichos” ou “classificações” em função dos objetivos descritos até agora, mais voltados para a teoria de rede (LATOUR, 1991) do que à segmentação do pensamento e olhar sobre o Acervo e os ricos saberes que ele nos trás. OS SABERES Neste sentido, os saberes ancestrais são tratados como a linha unificante de toda a Exposição e porque não dizer, do Acervo do Museu das Culturas Brasileiras de forma geral. Seja na tradição da oralidade como linguagem para transmissão desse conhecimento até a lógica de reaproveitamento e ressignificação presente na produção de lamparinas e canecas construídas a partir de embalagens criadas inicialmente no envase de extratos de tomate, graxa, leite condensado entre outros produtos. . A Terra Dentro desta imersão de conexões possíveis, a Natureza, ou Tekoha (em Guarani e Kaiowá), ou a Terra em si, nos traz à tona uma grande possibilidade de comos esses saberes tomam como base essa matéria prima para a confecção de peças do cotidiano e ritualísticas como peças de cuias, cestarias etc. . O Corpo Da mesma forma, a interação entre o corpo e a matéria prima não deve ser entendida de forma segmentada pelo visitante. Mesmo se entendermos que alguns trabalhos sejam ligados ao “corpo como ator”, como objetos feitos na escala corporal e com o fim de acolher este corpo em sua função como os múltiplos bancos presentes no acervo, que hora atendem funções específicas, hora são pensados como representações escultóricas de animais, ou ressignificados a partir de outros objetos, eles trazem cada um na sua lógica, uma gama de saberes múltiplos em sua execução.
"E aquilo que nesse momento se revelará aos povosSurpreenderá a todos não por ser exóticoMas pelo fato de poder ter sempre estado ocultoQuando terá sido o óbvio" (Um índio, Caetano Veloso) OBJETIVO DO PROJETO A proposta é equipar pessoas com os instrumentos culturais para que elas sejam produtoras de significados e conhecimentos artísticos, culturais, sociais, políticos e econômicos a partir da discussão sobre as questões urgentes que são trazidas pela antecipação característica do Antropoceno, em contraposição à sociedade capitalista baseada no consumo e como os saberes ancestrais podem ser uma alternativa para o fim (KRENAK, 2019, “Ideias para adiar do fim do Mundo” e KOPENAWA, 2010, “A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami”). As atividades se basearão na discussão central da exposição “Saberes da terra: diálogos no contemporâneo” e da Programação Cultural, utilizando ao longo de sua estruturação e final e realização, a priorização de uma abordagem dialógica e de escuta ativa de seus públicos e instituições parceiras, mas também conectada às tendências emergentes, que atravessam os objetos centrais do projeto. Objetivos específicos: I. Realizar o Programa de Atividades Educativas em articulação com as proposições da curadoria e da pesquisa, mas também voltadas ou atravessadas para temas emergentes de sustentabilidade; II. Realizar o Programa de Proteção do Patrimônio Histórico-Cultural material e imaterial através da divulgação e trabalho com o acervo do MCB; III. Aplicar os princípios e práticas de inclusão e acessibilidade de forma transversal a todas as ações, tendo como ênfase o alcance de pessoas com deficiência como público e como elaboradores; IV. Realizar o Programa de Formação Continuada de professores do Sistema Municipal de Educação nas formas remota e presencial; V. Realizar discussões que auxiliem na Qualificação Profissional no campo da arte e da cultura tendo como ênfase jovens em situação de vulnerabilidade social; VI. Realizar o Programa de Extensão Universitária em articulação com Programas de Graduação e Pós-Graduação nos campos da arte, educação, acessibilidade e outros. JUSTIFICATIVA DO PROJETO O Projeto de itinerância do acervo do Museu das Culturas Brasileiras pela Exposição “Saberes da terra: diálogos no contemporâneo”, tem como projeto político-pedagógico priorizar o processo de construção do seu planejamento num formato dialógico por meio de uma escuta ativa, em especial com os moradores dos cinco territórios pelas quais a exposição irá percorrer, enfatizando tanto a relevância de saberes ancestrais nos diversos territórios, mas como estes dialogam com a produção cultural tida como “popular” e contemporânea, na busca pele ressignificação de como a sociedade como um todo lidou e lida com esses saberes ao longo dos tempos. As ações educativas do Projeto das itinerâncias, também pretende buscar vínculos com universidades, oferecendo oficinas e rodas de conversa com a presença de professores, educadores, estudantes e atuantes no campo da arte e educação, assim como realizando atividades e pesquisas conjuntas sobre arte, educação, acessibilidade e sustentabilidade. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DOS PRODUTOS CULTURAIS: Quando possível, o Programa Educativo pretende manter as equipes educativas já existentes nas instituições culturais que acolherem o projeto, sendo que, nos casos em que isso não será possível, o projeto prevê ao menos um profissional contratado para este fim. O cálculo considera esta possibilidade em suas estimativas e, portanto, estão determinadas como “previsão de no mínimo”. . Estimadas no mínimo 04 visitas monitoradas para público espontâneo semanais, totalização ao longo do projeto aproximadamente 260 Visitas e ações educativas do programa de visitas educativas - duração de cerca de 1h00, gratuito para aproximadamente 5.200 visitantes espontâneos ao longo das itinerâncias; . Estimadas no mínimo 03 visitas educativas semanais para público escolar, totalização ao longo do projeto aproximadamente 200 Visitas e ações educativas do programa de visitas educativas - duração de cerca de 1h30, gratuito para aproximadamente 4.500 estudantes e professores; . Estimadas 01 Visita em Libras semanal – mediante demanda (60 ao longo do projeto) para um público estimado em 120 pessoas; . Estimadas no mínimo 60 atividades educativas abaixo listadas com cerca de 2.540 participantes no total, as atividades serão desenvolvidas presencialmente e/ou por meio das plataformas digitais do museu, gratuitamente: . Oficinas - Cerca de 20 participantes, a depender da disposição da área de realização e temática, de 2h a 16h; . Rodas de Conversa – 01 por itinerância, para cerca de 50 participantes por Roda, totalizando 5 conversas para 250 pessoas, com aproximadamente 1h a 3h de duração; . Programação em rádios comunitárias; . Desenvolvimento de material de acessibilidade e inclusão; VISITAS MEDIADAS E ATIVIDADES EDUCATIVAS Programa integrado por visitas mediadas e oficinas de criação que visam promover amplo acesso aos conteúdos e discussões proporcionados pela exposição e potencializar a experiência dos diferentes públicos ao acervo do MCB. As ações do programa envolvem práticas experimentais em arte educação que exploram as obras, questões e proposições presentes nas exposições através da mediação cultural. A mediação cultural é uma metodologia para conectar pessoas aos significados artísticos e culturais de uma exposição e do próprio museu. Na mediação, o público tem um papel ativo na construção do conhecimento e dos significados. As atividades educativas fazem uso de diferentes recursos e materiais, desde os mais simples, como lápis, papel, papelão, tinta, tecidos, tendo como premissa a sustentabilidade e também no uso instrumentos musicais, fotografias, tecnologias audiovisuais e objetos vindos de outros campos. SUBPROGRAMA: Visitas Educativas Agendadas Disponibilizadas presencialmente; 02 dias semanais: das 10h às 12:30h Estimativa de Público: até 25 pessoas Visitas realizadas mediante agendamento prévio, destinadas a estudantes e professores de escolas das redes públicas e privadas, universidades, ONGs associações, famílias e grupos diversos. As visitas são desenhadas a partir do perfil do grupo em articulação com as exposições em cartaz. A visita visa aprofundar a experiência dos visitantes com os conteúdos e obras em exposição e trabalhar especialmente determinados aspectos de interesse, com o intuito de fornecer subsídios para o desenvolvimento posterior de atividades em seus locais de trabalho, pesquisa e estudo. As visitas são realizadas através dos email do projeto e de formulário de agendamento. SUBPROGRAMA Visitas Educativas com Público Espontâneo Disponibilizadas presencialmente; 02 dias semanais: das 14h às 15:30h Estimativa de Público: até 20 pessoas Acontecem primordialmente aos sábados, domingos e feriados e também no período de férias escolares. São oferecidas ao público espontâneo individualmente, em famílias e grupos diversos, e constituem proposições práticas e poéticas a partir dos temas relacionados às exposições em cartaz. Essas visitas são desdobradas em: PROGRAMA OFICINAS DE CRIAÇÃO E RODAS DE CONVERSA - OFÍCIOS E SABERES DA REGIÃO Disponibilizada online e presencialmente; Uma vez por itinerância; Estimativa de Público: 20 Instituições das comunidades dos territórios por onde passar as itinerâncias. Duração: 1h30 Oficinas e ou Rodas de conversas oferecidas como parte da programação Educativa das itinerâncias, com diferentes formatos e dinâmicas que visam dar visibilidade e potencializar os saberes, conhecimentos e práticas de pessoas dos cinco territórios. Faixa Etária: 0 -2 ,3 -5, 6-9, 10-13, 14 -17, 18 + (adultos) e 60 + (idosos).
O Projeto se compromete a cumprir os artigos 27 e 28 da IN 11/2024, ressaltando o compromisso em “conter medidas de acessibilidade compatíveis com as características do objeto sempre que tecnicamente possível para cada linguagem artística de seus produtos, sendo devidamente justificados e fundamentados, nos termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, doart. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018”. Assim como considerar em seu plano que o acesso à cultura por todos os brasileiros e a manutenção de manifestações populares, indígenas e afro-brasileiras são direitos garantidos na Constituição Brasileira de 1988, mais especificamente em seu artigo 215. Ao falarmos da diversidade da população brasileira devemos nos lembrar que esta abrange uma grande gama de pessoas e de que é nosso dever garantir que ações culturais sejam inclusivas, também, as pessoas com os mais diversos tipos de deficiência. O direito à inclusão e igualdade das pessoas com deficiência é assegurado pela lei federal nº 13.146/2015, que estabelece o Estatuto das Pessoas com Deficiência. Reafirmando o estabelecido na Constituição, estes direitos abrangem a pessoa com deficiência, dentre outros, os direitos de ir e vir, acesso à informação e a cultura, conforme é possível ler em seu artigo 8º: Art. 8º É dever do Estado, da sociedade e da família assegurar à pessoa com deficiência, com prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à sexualidade, à paternidade e à maternidade, à alimentação, à habitação, à educação, à profissionalização, ao trabalho, à previdência social, à habilitação e à reabilitação, ao transporte, à acessibilidade, à cultura, ao desporto, ao turismo, ao lazer, à informação, à comunicação, aos avanços científicos e tecnológicos, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, entre outros decorrentes da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo e das leis e de outras normas que garantam seu bem-estar pessoal, social e econômico. (BRASIL, 2015. grifo nosso) Visando atender a Constituição e ao Estatuto da Pessoa Com Deficiência, o presente projeto apresenta ações que visam atender de forma inclusiva a maior diversidade possível de pessoas. Visando atender ao público de pessoas com deficiência visual serão gravados áudio guias com os textos da exposição, descrição de imagens e ambiente do espaço expositivo. Estes áudios serão disponibilizados em meio de aparelhos audiovisuais com fones. A audiodescrição é um recurso que para além de pessoas cegas e com baixa visão abrange pessoas neurodivergentes, conforme podemos observar no texto abaixo, disponível no Portal do Instituto Federal da Paraíba: Em linhas gerais, a audiodescrição traduz imagens em palavras para que pessoas cegas e com baixa visão possam ter acesso ao seu conteúdo (Franco e Silva, 2010, p. 23). O recurso também amplia o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, com TDAH, autistas, disléxicos, idosos e outras pessoas sem deficiência (Motta, 2016, p. 2). Outra tecnologia a ser utilizada para acessibilidade de pessoas com baixa visão, e/ou perda total, será o uso de objetos 3D para que a vivência se dê de forma tátil. Serão produzidas cópias em 3D de importantes objetos presentes na exposição. Este é um recurso utilizado em diversos Museus, dentre eles a Pinacoteca do Estado de São Paulo, que visa a inclusão de pessoas com deficiência visual na vivência dos Museus, contudo, sem danificar o objeto original (e único) pelo manuseio indevido das peças. Abaixo podemos ver uma imagem deste recurso sendo utilizado no Museu do Estado de São Paulo. Para o público com deficiência auditiva, e/ou surdo, os textos serão traduzidos para libras e disponibilizados nos aparelhos audiovisuais. Os projetos expográfico e de identidade visual atenderão as diretrizes de acessibilidade vigentes. Visando atender pessoas neurodivergentes e/ou com baixa visão, os textos da exposição utilizarão de linguagem simplificada, recuo à esquerda, cores contrastantes com o fundo, fontes com tamanho adequado à leitura por pessoas com baixa visão e sem serifas. Com relação ao mobiliário acessível, este será projetado de acordo com as especificações da NBR 9050:2015. É importante salientar que mobiliários e recursos acessíveis atendem também ao público que não possui deficiências diagnosticadas, mas o contrário não se aplica. Um mobiliário com estatura adequada a um cadeirante, abrangerá ao público que anda, mas um mobiliário inadequado poderá representar, por vezes, risco de danos físicos aos cadeirantes, ou simplesmente ser um mecanismo de exclusão por não se conseguir acessar à informação que nele consta. Um exemplo do exposta é o ângulo de visão de uma pessoa em cadeiras de rodas e outra em pé representada na figura abaixo: O centro da visão da pessoa cadeirante é mais baixo, mas facilmente alcançado por alguém em pé. Um exemplo de expografia que tinha como padrão o centro do quadro de 1,20m de altura foi a da exposição “Histórias da Infância”, do MASP. No caso da exposição do MASP, a disposição das obras visava contemplar ao público retratado na mostra, às crianças. Contudo, a expografia facilmente atenderia também cadeirantes e pessoas adultas com baixa estatura. Neste sentido, a exposição visará incluir pessoas com baixa estatura e cadeirantes. Em caso da utilização de recursos sonoros ou visuais sensíveis a pessoas neurodivergentes será disponibilizado um mapa na entrada da exposição com sinalização das regiões que poderão causar desconforto e/ou crises tornando assim a visita à exposição o mais inclusiva possível. Produto Exposições de Artes: Acessibilidade física, Visual e Auditiva: Os quesitos de acessibilidade previstos na legislação brasileira para pessoas com deficiência, que aborda o conceito de desenho universal que abrange diferentes públicos, deverão estar previstos nas instituições selecionadas para as itinerâncias. Contudo, compreendendo as limitações impostas à alguns edifícios, em especial os patrimonializados, o projeto contará com a previsão para complementação de mobiliário que auxilie na acessibilidade física dos visitantes às exposições. Acessibilidade de conteúdo presenciais: Será disponibilizada semanalmente, ao menos uma visita educativa com apoio especial em libras para pessoas surdas. Todas as visitas educativas contarão com a possibilidade de solicitação de apoio para pessoas com deficiências visual e física. Para as exposições, será disponibilizada a audiodescrição de ao menos sete obras da exposição, entre obras do acervo do PACUBRA e obras de artistas contemporâneos. Estas serão acessíveis via QR Code para sistemas Android ou IOS, a partir do apoio de monitor presente nas exposições. Tanto o documentário da itinerância, quanto o registro das Conversas de galeria, previstos para serem divulgados no website e redes sociais do Museu da Cidade, serão condizentes com o disposto no art. 17 da Lei no 10.098/000 e no art. 9° da convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência, implementaremos recursos de legendagem ou janela em libras nos documentários das exposições. Produto Cursos / Oficina / EstágioAcessibilidade física, Visual e Auditiva presenciais: prover sempre que possível a acessibilidade física para as atividades. Produto LivroAcessibilidade de conteúdo: Um e-book contará com uma versão audiobook será disponibilizado para download gratuitamente no site do museu. Produto Contrapartidas SociaisAcessibilidade de conteúdo: Será disponibilizada semanalmente, ao menos uma visita educativa com apoio especial em libras para pessoas surdas. Todas as visitas educativas contarão com a possibilidade de solicitação de apoio para pessoas com deficiências visual e física.
As ações para democratização de acesso pretendem atender aos artigos 29 e 30 da IN 11/2024 considerando: Produto Itinerância de exposição: . Dias de fncionamento: a definir de acordo com cada instituição que irá receber a exposição em cada uma das 04 regiões da itinerância. . Horários de Funcionamento: a definir de acordo com cada instituição que irá receber a exposição em cada uma das 04 regiões da itinerância. As visitas educativas presenciais serão oferecidas gratuitamente pelos educadores mediante agendamento e o acesso à exposição pode ser pago ou gratuito a depender do grupo agendado.Nos eventuais casos em que a instituição tenha uma política de cobrança de ingressos, a distribuição seguirá o disposto abaixo:I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado;II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo;III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações dedivulgação do projeto; eIV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3%(três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta.Assim como os indicativos acima, os demais ingressos eventualmente comercializados cumprirão as recomendações indicadas no artigo 29 da IN 11/2024. Todo o conteúdo desenvolvido e divulgado por meio das plataformas digitais do Projeto Saberes da Terra de forma gratuita, a saber as visitas virtuais e as atividades do programa de visitas online. As visualizações deste conteúdo serão contabilizadas no plano de distribuição em gratuidades.Serão disponibilizados um Tour virtual e registros das Rodas de Conversa de forma a atender ao:Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; Produto Exposição de Encerramento: . Dias de funcionamento: a definir de acordo com a instituição que irá receber a exposição, sendo que em ambas as possibilidades (PACUBRA ou Chácara Lane) são instituições gratuitas e que se mantém aberta em pelo menos 6 dias da semana. . Horário de funcionamento: a definir de acordo com cada instituição que irá receber a exposição, sendo que em ambas as possibilidades (PACUBRA ou Chácara Lane), as instituições se mantém aberta ao público entre 11:00 e 17:00, podendo eventualmente cumprir um horário ampliado. As visitas educativas presenciais serão oferecidas gratuitamente pelos educadores mediante agendamento e o acesso à exposição pode ser pago ou gratuito a depender do grupo agendado.A distribuição de ingressos para a Exposição final deverá ser 100% gratuita para todos os públicos, cumprindo assim, integralmente o artigo 29 da IN 11/2024.Assim como os ingressos, todo o conteúdo desenvolvido será divulgado por meio das plataformas digitais do Projeto Saberes da Terra de forma gratuita, a saber as visitas virtuais e as atividades do programa de visitas online. As visualizações deste conteúdo serão contabilizadas no plano de distribuição em gratuidades.Vídeo educativo com a integração de alunos do ensino público com as obras da exposição, de forma a atender ao:Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso:III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;Produto Livro: Em cumprimento ao Art. 30, IN 11/2024 do Ministério da Cultura, os e-books serão disponibilizados gratuitamente por meio das redes sociais do Projeto Produto Contrapartida Social: De forma geral, além do atendimento em relação às gratuidades dispostas no Artigo 29 da IN 11/2024, serão oferecidas de forma também gratuita o programa especial visitas tanto nas itinerâncias quanto na exposição de encerramento em São Paulo. As ações do programa educativo irão promover práticas educativas artístico-pedagógicas experimentais que desdobram as obras, questões e proposições apresentadas pela exposição Saberes da terra: diálogos no contemporâneo. Pedagogicamente a visita irá se construir sempre em diálogo entre as relações dos conteúdos de diferentes disciplinas, a exposição e as escolas, ampliando os espaços de experiência compartilhada. Além das ações de amplo acesso, serão realizadas de forma pontual as seguintes ações: . Produção de pelo menos 01 visita virtual (vídeo) da exposição e das Rodas de Conversa para disponibilizar nas redes sociais do Projeto conforme Art. 30 da IN/2024: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; . Realização de estágio ao longo do projeto conforme estabelecido no Art. 32 da IN 11/2024: I - oferecer bolsas de estudo ou estágio de gestão cultural e artes; . Realizar ao menos 01 Roda de Conversa por itinerância (total 05), com a participação das curadoras e do artista regional responsável pela obra comissionada de cada território, conforme estabelecido no Art. 30 da IN 11/2024: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
3C CULTURA, CIDADE E CRIATIVIDADE Função: proponente Associação privada de Cultura sem fins lucrativos que atua como proponente do projeto. Marisa Bueno Função: Coordenadora geral, arquiteta de Expografia Gestora, produtora cultural, arquiteta (CAU-A794651) é também museóloga (COREM 4R-392 II) com ênfase em gestão museológica, doutoranda Sociomuseologia (Univ. Lusófona- PT) e mestre em Museologia (PPGMUS-USP). A partir de sua experiência como diretora de equipamento do Museu da Diversidade Sexual (MDS), consultora de planejamento do Instituto Odeon para o Museu de Arte do Rio (MAR), coordenadora de Planejamento e Projetos do Theatro Municipal de São Paulo (TMSP), e produtora na Pinacoteca de São Paulo, pretende atuar na coordenação geral das atividades e equipes envolvidas com o projeto, além da gestão e monitoramento das atividades e demandas necessárias para o encerramento e prestação de contas. Além das ações acima descritas, também irá atuar como arquiteta de exposições, visto sua ampla experiência prática nos anos em que trabalhou na área, seja no Centro Cultural São Paulo (CCSP), seja como coordenadora de desenvolvimento do projeto expográfico do Museu do Amanhã, ou como gerente de projetos na implementação da museografia do Museu do Futebol. Além dos anos de experiência nos quais foi responsável por projetos de exposições em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Luciara Ribeiro Função: curadoria Educadora, pesquisadora e curadora. Nascida em Xique-xique/Bahia, reside entre São Paulo e Goiânia. É mestre em História da Arte pela Universidade de Salamanca (USAL, Espanha, 2018) e pelo Programa de Pós-Graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, Brasil, 2019). É graduada em História da Arte pela UNIFESP (2014) e possui curso técnico em museologia pela Escola Técnica Estadual de São Paulo (ETEC/SP, 2015). É colaboradora da Revista Contemporary And América Latina e da plataforma virtual Projeto Afro. É docente no Departamento de Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina e no Centro Universitário Fundação Armando Alvares Penteado. É Diretora artística no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Khadyg Leite Fares Cavalheiro Função: curadoria Khadyg Fares é pesquisadora, educadora e curadora com foco nos estudos anticoloniais e dissidentes, nas teorias da imagem. Possui graduação e mestrado em História da Arte pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP e também é graduada em Comunicação Social pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi curadora de "Como terminar uma tese: o tempo da cor individual" de Juliana dos Santos e “Todo muro é uma faixa”, na Galeria de Artistas, ambas na GDA (2024); “Xirê das Yabás: a fertilidade do mundo”, Museu da Diversidade Sexual (2023/2024); “Geoprópolis”, individual de João Machado na Villa Mandaçaia e Bananal Arte e Cultura Contemporânea (2023); “A barganha”, na Coleção Moraes Barbosa (2022), “Vivemos pra isso” da Chamada VoA 2022-2023 para Artistas Mulheres e Pessoas Não Binárias, no Ateliê 397 e Galpão da Galeria Vermelho (2022), “VIDEOLATINAS”, na Villa Mandaçaia - SP (2022) e Lux Espaço de Arte-SP (2021-2022), “Plantão” (2021) e da “Amarração” - Mostra de Performance e Vídeo do Prêmio Vozes Agudas (2021), ambas no Ateliê 397-SP. Co-organizou o “Tramas do Comum” (2021), programa público da 10ª Mostra 3M de Arte – “Lugar Comum: travessias e coletividades na cidade", realizado em 2020, exposição em que atuou como assistente curatorial e editorial. Integrou os Núcleos de Exposições e Programação e de Museologia e Acervo do Museu da Diversidade Sexual (2023/2024), o Núcleo de Pesquisa e Curadoria da Pinacoteca de São Paulo (2018/2020) e o Núcleo de Pesquisa do Arquivo Histórico Wanda Svevo da Fundação Bienal de São Paulo (2016/2017). Foi coordenadora do Colóquio de Cinema e Arte na América Latina – COCAAL e integrante do Grupo de Estudos MAAR-UNIFESP (Mídias, Afetos, Artes e Resistências). Leila Antero Função: Museóloga Leila é mestra pelo Programa Interunidades em Museologia da Universidade de São Paulo, com pesquisa sobre a Preservação de Mídias Digitais em Instituições Museológicas. Licenciada em Artes Visuais pelo Centro Universitário Metropolitano de São Paulo - FIG/UNIMESP (2008 - 2012). Técnica em museologia pelo Centro Paula Sousa - ETEC (2013 - 2014). Estagiária no setor de pesquisa e documentação fotográfica no Museu da Cidade de São Paulo (2010). Assistente de pesquisa e documentação no Museu da Cidade de São Paulo (2011 - 2013). Técnica em Museologia no Museu da Cidade de São Paulo (2013 - 2017). Documentalista Jr no Museu Afro Brasil (2018 - 2020). Foi professora no curso online "Conceitos e Montagem de Exposição", da Nucleo Academy (2018 - 2020). Assistente de Museologia no Museu da Inclusão(2020-2022). Museóloga no Museu da Diversidade Sexua (2022-2024). É integrante do grupo ProMusas (2020-atual) e da Habitus (2024-atual). Atualmente presta serviços como técnica em Museologia e Conservadora Preventiva de Bens Patrimoniais. Leonardo Vieira Função: Pesquisador Leonardo Vieira é Historiador, Museólogo (COREM 4R 341 II) e Mestre em Museologia (PPGMus/USP). Atualmente é doutorando na Universidade Lusófona em Sociomuseologia com bolsa da Cátedra UNESCO ULHT "Educação, Cidadania e Diversidade Cultural" (2024 - 2026), onde estuda patrimônio LGBTQIA +. Coordena e desenvolve projetos culturais ligados à memória, cultura e patrimônio, bem como trabalhos técnicos e pesquisas relacionadas à gestão de acervos museológicos, formação em museologia, patrimônio, memória LGBTQIA+ e processos curatoriais. Nos últimos anos, atuou como Coordenador de Museologia e Acervo do Museu da Diversidade Sexual do estado de São Paulo (2022 - 2024) - no qual destaca-se a organização do livro Acervos e Referências de Memória LGBTQIAP+ (2023) -, e Assessor de conteúdo no projeto Circuito Memória Paulistana da Prefeitura de São Paulo (2021). Beatriz Oliveira Função: Coordenadora de Comunicação Beatriz Oliveira é formada em Relações Públicas pela Universidade Anhembi Morumbi, onde se formou com bolsa integral do Prouni. Atualmente, cursa pós-graduação em Marketing na FIA Business School. Com ampla experiência em comunicação corporativa, políticas de diversidade e inclusão, e campanhas de comunicação, Beatriz é membro do Comitê Internacional do Mês da História LGBTQ+ e atua como Gerente de Conteúdo do Museu da Diversidade Sexual em São Paulo. No Museu, desenvolve e gerencia as atividades e programações, bem como trabalha as frentes de comunicação da instituição.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.