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*Antro/fagia: "marcha das Utopias", da Renato Vieira Cia de Dança, é um projeto inédito de produção de espetáculo com 3 apresentações gratuitas no Rio de Janeiro, possivelmente na Caixa Cultural e mais 6 apresentações com preços populares em 2 equipamentos culturais, fora do Rio de Janeiro, em Brasília e São Paulo. Propõe uma estética revigorada e transformada do Movimento Antropofágico para a complexidade contemporânea e para a linguagem da dança. A narrativa cênica dialoga com o Manifesto Antropófago, explorando a deglutição e digestão artística de influências externas e internas na formação das identidades brasileiras.
Antro/fagia: “marcha das Utopias”, da Renato Vieira Cia de Dança, é um projeto inédito de espetáculo que propõe uma estética revigorada e transformada do Movimento Antropofágico dimensionado para a complexidade contemporânea e para a linguagem da dança. A narrativa cênica dialoga com o Manifesto Antropófago, explorando a deglutição e digestão artística de influências externas e internas na formação das identidades brasileiras. Além da produção e montagem que será realizada no Rio de Janeiro, terá a circulação do espetáculo no Rj e nas cidades de São Paulo e Brasília. Cada localidade contará com a contrapartida de um encontro com debate e oficinas de dança contemporanea.
Objetivos do projeto: *Geral * Refletir a miscigenação cultural brasileira, seus tensionamentos e representatividade por meio da produção de um espetáculo na linguagem da Dança Contemporânea com sonoridades híbridas, que remontam à formação da brasilidade em suas matrizes culturais e uma leitura contemporânea do movimento antropofágico brasileiro por meio de montagem de espetáculo. Específicos • Assimilar e recriar técnicas de diversas culturas, incorporando-as à dança contemporânea. • Dialogar com o Manifesto Antropófago, explorando a deglutição e digestão artística de influências externas e internas. • Explorar uma Movimentação extenuante explorando a linguagem contemporânea. • Desenvolver visualmente e nas partituras corporais e elementos oníricos, influência surrealista e cores fortes. • Realizar uma abordagem brechtiana para uma narrativa crítica. • Utilizar Espaço cênico, preferencialmente, não convencional, onde os intérpretes criadores interagem com o público, tornando-o coautor ou transformar o palco italiano • Refletir a ideologia do Manifesto Antropófago. • Ressignificar o Movimento Antropofágico. • Incorporar elementos de diversos representantes do movimento • Realizar 6 apresentações, preferencialmente nos equipamentos da Caixa Cultural • Promover para escolas e universidades um debate com equipe de criação e produção sobre questões ligadas à formação brasileira a partir de suas matrizes culturais e Movimento Antropofágico, 03 dias, pós espetáculo. • Propor parcerias com escolas de dança, teatro e universidades para ensaios abertos e conversas com a equipe durante produção do espetáculo • Produzir material de divulgação inclusivo, banner e folhetos e Produção de Conteúdo para formação de Público • Promover um espetáculo de dança e debates com acessibilidade ( física, atitudinal e comunicional)
*A proposta de montagem nasceu a partir das pesquisas de linguagem da dança contemporânea, realizadas pela Renato Vieira Cia de Dança. As pesquisas estão voltadas para as complexas nuances das identidades culturais brasileiras, destacando a riqueza advindas da miscigenação e dos princípios do Movimento Antropofágico. A companhia vem trabalhando todas as áreas do espetáculo em conjunto, contando concepção de cenário, figurino, iluminação e dramaturgismo para compor por meio da criação coletiva, mediada por Renato Vieira uma abordagem que estimula as produções de sentido do espectador a partir do conceito da prática ritual da Antropofagia e sua relação com o Movimento Antropofágico. Este movimento artístico, surgido na década de 1920, propôs uma assimilação criativa de influências estéticas estrangeiras, transformando-se em algo "genuinamente" brasileiro, uma utopia que se compôs em uma "revolução melancólica". A dança contemporânea, por sua natureza fluida, tensionadora e inovadora, oferece uma campo ideal para reflexão sobre a formação da ideia de "identidade" nacional brasileira. A partir das descobertas e criações dos bailarinos se deu a necessidade de democratizar o acesso, tanto as práticas no desenvolvimento da dança contemporânea e também às questões reflexivas sobre nossa própria formação cultural e histórica. Ao abordar a miscigenação, o projeto busca destacar a diversidade cultural como um elemento central na construção das identidades, explorando como diferentes influências se entrelaçam e se manifestam no atravessamentos que compõe a corporeidade, os signos e as ações físicas dos bailarinos/ "performers". Ao incorporar os princípios do Movimento Antropofágico, o projeto propõe um diálogo reflexivo entre o passado e o presente. O diferencial da proposta é trazer a dança como protagonista de uma narrativa que transcorre na necessidade de transformar influências diversas, ressignificando a abordagem antropofágica, na qual o artista brasileiro devora e reinventa elementos culturais estrangeiros, gerando estéticas renovadas e contestadoras por meio do corpo. Através das partituras corporais e de uma musicalidade híbrida, o projeto busca desafiar estereótipos culturais arraigados, promovendo uma visão mais ampla e inclusiva das identidades que compõe o que denominaram "identidade brasileira". O projeto visa não apenas entreter, mas também provocar questionamentos sobre a construção deste ideário e como diferentes culturas coexistem, resistem, interagem. Ao explorar a miscigenação e o Movimento Antropofágico pretende-se contribuir para um diálogo cultural mais profundo. Justifica-se também em uma possibilidade de democratização de acesso ao público em geral dos estudos e práticas da Renato Vieira Cia de Dança, companhia carioca que, há mais de 35 anos, enfrenta as dificuldades de se consolidar e manter-se ao longo do tempo. Renato Vieira propõe uma composição coreográfica que estimula a pesquisa intensa de linguagem carioca em temáticas contemporâneas, necessárias aos nossos dias. Ao mesmo tempo, sua linha de direção explora o onírico, o contato com o público e os sentimentos em ebulição e confronto, identificação, estranhamento no sentido brechtiano, em favor de uma brasilidade inclusiva que denuncia incongruências, repressões, opressões e celebra nossas gentes, nossas diferenças, nossa corporeidade. O mecanismo da Lei 8313 torna-se fundamental na medida que a partir do art. 1o. irá: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Dentro dos objetivos do Art 3o. da Lei, apontamos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
ESPETÁCULO CONCEPÇÃO *Antro/fagia: “marcha das Utopias”, da Renato Vieira Cia de Dança, é uma jornada artística que une a riqueza do movimento antropofágico à expressão única da dança contemporânea. O projeto propõe a produção do espetáculo inédito e nove apresentações, sendo três delas, completamente gratuitas, preferencialmente nos palcos da Caixa Cultural Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, mas pode ser formatado em espaços variados e outros teatros, voltado para um público jovem e adulto(18 anos +). A montagem, fruto de pesquisas cênicas iniaciadas, em 2022, desafia a plateia a se tornar coautora de uma/experiência intensa e reflexiva, conectando-se com tensionando narrativas e raízes históricas e os desafios do presente. O espetáculo se torna um veículo de expressão e questionamento, ecoando através do tempo. Propõe uma estética revigorada e transformada do Movimento Antropofágico para as dinâmicas da complexidade da nossa sociedade atual. A narrativa cênica dialoga com o Manifesto Antropófago, uma digestão artística de influências externas e internas na Cultura Brasileira. Ao longo do espetáculo, sonoridades diversas das matrizes formadoras culturais do povo brasileiro e variações rítmicas atravessam e compõem a dinâmica da corporeidade dos bailarinos, explorando nossa miscigenação cultural e a complexidade dos nossos problemas contemporâneos, em uma abordagem de arte bricoleur.CONCEÇÃO DIREÇÃO Dramaturgismo A proposta procura, por meio de um trabalho de pesquisas corporal e sonora, aprofundar e dimensionar o movimento antropofágico brasileiro. A narrativa do espetáculo se torna um veículo de expressão e questionamento, refletindo o eurocentrismo e ressignificando abordagens do Movimento Antropofágico para as temáticas necessárias atuais: aborda a repressão, o preconceito, as utopias, a resistência. O que a romantização da característica híbrida de nossa formação esconde? Oferece uma experiência intensa e reflexiva da nossa miscigenação. A direção de Renato Vieira celebra a consolidação e enfrentamentos da companhia ao longo do tempo. Ao mesmo tempo, sua linha de direção explora o onírico, a visualidade no cenário e figurinos em uma inspiração surrealista. Além da montagem do espetáculo e das apresentações realizaremos em 03 dias, debates com equipe artística e produção do espetáculo, sobre linguagem da dança e a formação cultural brasileira. Os encontros acontecerão depois do espetáculo, no próprio Teatro e contarão com convidados a cada sessão. Os debates estarão abertos, especialmente para estudantes, grupos e coletivos artísticos, em parceria. O cronograma de préprodução inicia-se em janeiro de 2025, com apresentações em março, abril e maio de 2025 e pós produção em junho de 2025. A proposta de montagem nasceu a partir das pesquisas de linguagem da dança contemporânea, realizadas pela Renato Vieira Cia de Dança. As pesquisas estão voltadas para as complexas nuances das identidades culturais brasileiras, destacando a riqueza advindas da miscigenação e dos princípios do Movimento Antropofágico. A companhia vem trabalhando todas as áreas do espetáculo em conjunto, contando concepção de cenário, figurino, iluminação e dramaturgismo para compor por meio da criação coletiva, mediada por Renato Vieira uma abordagem que estimula as produções de sentido do espectador a partir do conceito da prática ritual da Antropofagia e sua relação com o Movimento Antropofágico. Este movimento artístico, surgido na década de 1920, propôs uma assimilação criativa de influências estéticas estrangeiras, transformando-se em algo “genuinamente” brasileiro, uma utopia que se compôs em uma “revolução melancólica”. A dança contemporânea, por sua natureza fluida, tensionadora e inovadora, oferece uma campo ideal para reflexão sobre a formação da ideia de "identidade" nacional brasileira. A partir das descobertas e criações dos bailarinos se deu a necessidade de democratizar o acesso, tanto as práticas no desenvolvimento da dança contemporânea e também às questões reflexivas sobre nossa própria formação cultural e histórica. Ao abordar a miscigenação, o projeto busca destacar a diversidade cultural como um elemento central na construção das identidades, explorando como diferentes influências se entrelaçam e se manifestam no atravessamentos que compõe a corporeidade, os signos e as ações físicas dos bailarinos/ "performers". Ao incorporar os princípios do Movimento Antropofágico, o projeto propõe um diálogo reflexivo entre o passado e o presente. O diferencial da proposta é trazer a dança como protagonista de uma narrativa que transcorre na necessidade de transformar influências diversas, ressignificando a abordagem antropofágica, na qual o artista brasileiro devora e reinventa elementos culturais estrangeiros, gerando estéticas renovadas e contestadoras por meio do corpo. CONCEÇÃO DIREÇÃO Dramaturgismo Através das partituras corporais e de uma musicalidade híbrida, o projeto busca desafiar estereótipos culturais arraigados, promovendo uma visão mais ampla e inclusiva das identidades que compõe o que denominaram “identidade brasileira”. O projeto visa não apenas entreter, mas também provocar questionamentos sobre a construção deste ideário e como diferentes culturas coexistem, resistem, interagem. Ao explorar a miscigenação e o Movimento Antropofágico pretende-se contribuir para um diálogo cultural mais profundo. Justifica-se também em uma possibilidade de democratização de acesso ao público em geral dos estudos e práticas da Renato Vieira Cia de Dança, companhia carioca consolidade nos cenários nacional e internacional. Renato Vieira propõe uma composição coreográfica que estimula a pesquisa intensa de linguagem carioca em temáticas contemporâneas, necessárias aos nossos dias. Ao mesmo tempo, sua linha de direção explora o onírico, o contato com o público e os sentimentos em ebulição e confronto, identificação, estranhamento no sentido brechtiano, em favor de uma brasilidade inclusiva que denuncia incongruências, repressões, opressões e celebra nossas gentes, nossas diferenças, nossa corporeidade. CONCEÇÃO DIREÇÃO Dramaturgismo O movimento antropofágico brasileiro tinha como objetivo assimilar outras culturas, partindo também da ideia de um país miscigenado, que possui várias culturas em sua formação. Com isso, a ideia era absorver ou “devorar” técnicas de outras culturas, reelaborando-as e convertendo-as em símbolo nacional. O Manifesto Antropofágico foi um marco no Modernismo brasileiro, pois não somente mudou a forma do brasileiro de encarar o fluxo de elementos culturais do mundo, mas também colocou em evidência a produção própria, a característica brasileira na arte, ascendendo uma identidade tupiniquim no cenário artístico mundial. que o Abaporu é o símbolo do movimento antropofágico. Abaporu é a junção dos termos "aba", "por" e "ú", que querem dizer "homem que come". Os artistas, inspirados pela obra, resolveram então inovar no movimento do qual faziam parte: o Modernismo. Abaporu, então, inspirou o Manifesto Antropofágico publicado na Revista de Antropofagia, que circulou ainda em 1928. fase antropofágica (1928-1930), a pintora ainda utiliza as cores fortes; porém, sobressaem os elementos oníricos, com clara influência surrealista O movimento antropofágico brasileiro tinha como objetivo assimilar outras culturas, partindo também da ideia de um país miscigenado, que possui várias culturas em sua formação. Com isso, a ideia era absorver ou “devorar” técnicas de outras culturas, reelaborando-as e convertendo-as em símbolo nacionaL A proposta da antropofagia cultural de Oswald de Andrade promovia o canibalismo da cultura estrangeira. Essa metáfora simbolizava que a influência cultural de outros países deveria ser devorada e assimilada. A ruptura com a tradição; A postura experimentalista; A valorização do cotidiano; A busca / reconstrução da identidade. O Manifesto Antropofágico foi um marco no Modernismo brasileiro, pois não somente mudou a forma do brasileiro de encarar o fluxo de elementos culturais do mundo, mas também colocou em evidência a produção própria, a característica brasileira na arte, ascendendo uma identidade tupiniquim no cenário artístico mundial. Frases do manifesto de Oswaldo de Andrade: Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. A nossa independência ainda não foi proclamada CONCEPÇÃO FIGURINO O Movimento Antropofágico no Brasil foi marcado pela ideia de devorar culturalmente influências estrangeiras e transformá-las em algo genuinamente brasileiro. Uma utopia que será contada no palco, mostrando que na verdade nossa brasilidade é múltipla. Isso pode ser representado no figurino através de uma mistura de materiais, texturas e referências culturais. A bricolagem envolve a utilização de materiais e objetos cotidianos de forma inovadora e não convencional. No figurino serão utilizados uma variedade de materiais como tecidos (desde sedas até algodões rústicos), plásticos, metais, papéis e elementos naturais (como folhas, galhos secos). Utilizaremos o Patchwork e a Costura Aparente, combinando diferentes tecidos e texturas. Costuras visíveis e técnicas de costura improvisada podem enfatizar a ideia de bricolagem. Serão integrados objetos encontrados ou reaproveitados, como peças de metal, pedaços de vidro, conchas, cordas, etc., que possam ser transformados em acessórios ou detalhes do figurino, adicionando aos corpos a ideia de relicário vivo, vívido e pleno de atravessamentos e referências diversas. Importante que o figurino dê leveza e não concorra com os movimentos, ao contrário, leve a corporeidade ao desafio. O surrealismo valoriza o inconsciente, o sonho e o não convencional. Na indumentária formas Inusuais e Assimétricas exploram silhuetas e formas que desafiam as expectativas convencionais. Traz Peças com proporções exageradas, assimetrias marcantes ou formas orgânicas. Estampas e Pinturas Abstratas: integradas ao surrealismo, resultarão de padrões abstratos, imagens distorcidas ou técnicas de pintura que evocam o inconsciente. Máscaras, Coberturas Faciais, Body Art: também farão parte da indumentária . Máscaras ou coberturas faciais , efeito argila, que distorçam a percepção do rosto, evocando a transformação e o estranhamento surrealista aludindo a aculturação, endoculturação . A Body Art explora o corpo humano como tela e meio de expressão artística. Neste conceito de indumentária para dança contemporânea, a Body Art será incorporada não apenas como decoração superficial, mas como parte integrante e essencial do figurino dos dançarinos. Explore contrastes de cores vibrantes e texturas que complementem o movimento e a expressão corporal durante a dança. A pintura pode seguir linhas musculares ou artísticas, enfatizando movimentos específicos e criando uma continuidade visual entre os dançarinos e o ambiente cênico.Elementos tridimensionais à pintura corporal, como aplicações de pequenos objetos (como penas, contas, pequenos espelhos) ou texturas de materiais diversos (areia, gesso, pó de mármore). Esses elementos podem ser estrategicamente aplicados para destacar áreas específicas do corpo ou para criar um efeito de textura que interage visualmente com a luz e o movimento. A paleta de cores será diversa, variando de tons naturais terrosos a cores vibrantes e contrastantes, dependendo do tema e da atmosfera do espetáculo. O estilo visual pode oscilar entre o minimalismo e a extravagância, adaptando-se à coreografia e ao contexto emocional de cada parte da dança. CONCEPÇÃO CENÁRIO E LUZ A concepção cenográfica não apenas incorpora os princípios do movimento Antropofágico, mas também utiliza a videarte de forma inovadora para enriquecer a experiência visual e narrativa do espetáculo de Dança Contemporânea. Ao mesclar elementos culturais, naturais e urbanos de maneira dinâmica e transformadora, o cenário visa não apenas ambienta, mas participar ativamente a iniciativa de propor estímulos para a fruição do espectador. Na ambientação propomos a de mistura elementos urbanos modernos com elementos naturais selvagens. Isso simboliza a fusão cultural proposta pelo movimento Antropofágico, onde culturas se "devoram" e se transformam. Serão utilizadas projeções montadas em videarte., incluindo imagens de culturas diversas, paisagens naturais e urbanas, e símbolos antropofágicos como imagens de devoração simbólica e assimilação cultural x aculturação. A Composição cenográfica incluirpa elementos que remetam ao conceito de antropofagia cultural, como objetos de diferentes culturas e períodos históricos, reaproveitados e reciclados para formar novas estruturas. Isso reflete a ideia de absorção e transformação de influências culturais, a arte do bricouler, facilitando uma estética que flerta com o Surrealismo. O espaço cênico pode utilizar-se de elementos modulares, que se trasnformam ao longo do espetáculo. Isso pode ser feito com estruturas móveis, painéis ajustáveis e telas de projeção que mudam conforme a narrativa dapartitura coreográfica. A iluminação dinâmica e integrada com as projeções de vídeo, aompanha o ritmo da dança e as transições de cena, enfatizando momentos chave e criando atmosferas diversas conforme a evolução do espetáculo. A Paleta de Cores aleta de cores inclue tons naturais da terra, como terracota, verde musgo e tons de madeira, misturados com elementos urbanos como concreto e metal. Isso ajuda a unir os conceitos de urbano e natural dentro da proposta antropofágica. Layout Cenográfico: Cenário inicial: Bricolagem de de objetos reciclados e reaproveitados, dispostos de forma caótica e artística, com projeções de vídeos abstratos que representam culturas diversas. Cenário intermediário: Estruturas modulares que se movem e se reconfiguram ao longo da dança, acompanhando o fluxo da narrativa e das projeções. Cenário final: Uma fusão simbólica de elementos urbanos e naturais, onde os dançarinos interagem com projeções que mostram o ciclo de vida e morte, crescimento e decadência, refletindo a ideia de transformação constante e absorção de influências. CONCEPÇÃO MUSICAL Mesclando sonoridades que contam com o orquestral erudito de Heitor Villa-Lobos, elementos de música eletrônica, música popular brasileira, e europeia, texturas típicas tensionadas com texturas sonoras brasileiras, africanas e indígenas estabelecem a proposta musical em claro hibridismo. Propõe uma marca sonora forte das identidades múltiplas concernentes à nossa brasilidade. A musicalidade dos nativo-americanos indígenas, africanos, europeus perfazem recortes músico-temporais que serão amplamente utilizados de forma a contextualizar e enriquecer o espetáculo, como uma linha de tempo dinâmica aparecendo através de citações musicais, emprego de sonoridades diversas, timbres característicos e estilos, clichês harmônicos e melódicos típicos de época, gêneros musicais e povos. O tensionamento e hibridização musical farão menção, também, às migrações que ocorreram no Brasil, as relações com outros países, além de Portugal. A trilha sonora propõe diversos elementos musicais de diferentes nações, e que também influenciaram no desenvolvimento de estilos musicais únicos no país. Vale lembrar que elementos musicais variados, do Lundu Angolano às óperas francesa e italiana, ritmos espanhóis, como bolero e zarzuela, valsas e polcas, sem falar de ritmos da própria América, blues e jazz americano também tiveram importante participação na construção da música brasileira.
Para garantir a inclusão de todos os públicos, o projeto Antro/fagia: A Marcha das Utopias será planejado com uma estrutura de acessibilidade abrangente, contemplando aspectos físicos e de conteúdo. O objetivo é proporcionar uma experiência de imersão e entendimento completo da performance, assegurando que pessoas com diferentes necessidades possam usufruir integralmente da proposta artística e cultural do espetáculo. 1. Acessibilidade FísicaPara que o espaço de apresentação seja acessível a todos, o projeto contará com: Rampas de Acesso e Plataformas Elevadas: Rampas serão instaladas nos acessos ao espaço cênico e áreas de circulação. Plataformas elevadas permitirão visão adequada para pessoas com cadeiras de rodas em ambientes de plateia.Banheiros Acessíveis: As instalações sanitárias serão adaptadas com banheiros acessíveis, de forma a atender confortavelmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.Guias Táteis: O projeto instalará guias táteis para direcionamento ao espaço do espetáculo, principalmente em ambientes de circulação e acesso, permitindo uma navegação autônoma e segura para pessoas com deficiência visual.Acessibilidade em Espaços Não Convencionais: Em caso de apresentações em locais alternativos, será feita uma avaliação de acessibilidade, incluindo a adaptação do local e instalação temporária de rampas e guias, assegurando que todas as pessoas possam circular e assistir ao espetáculo com segurança.2. Acessibilidade de ConteúdoA acessibilidade de conteúdo permitirá que o espetáculo e a experiência sensorial oferecida sejam compreensíveis e inclusivas para todos os públicos. As medidas incluem: Libras (Língua Brasileira de Sinais): Intérpretes de Libras estarão presentes nas apresentações e debates pós-espetáculo, tornando as informações acessíveis para pessoas surdas. Esses intérpretes serão posicionados de forma que o público consiga visualizar tanto o espetáculo quanto a interpretação em Libras.Legenda Descritiva: A legenda descritiva será incluída para apresentar informações relevantes, incluindo trilhas sonoras e efeitos sonoros que fazem parte da ambientação do espetáculo, enriquecendo a experiência para pessoas com deficiência auditiva.Material em Braille: Informações sobre o projeto, como programa do espetáculo, serão disponibilizadas em Braille. Isso incluirá descrições sobre os temas abordados, a equipe de criação, informações sobre acessibilidade e formas de contato para mais informações.Visita Sensorial: Antes das apresentações, será oferecida uma visita sensorial que permitirá às pessoas com deficiência visual e outras deficiências explorar o cenário, sentir as texturas dos figurinos e identificar elementos sonoros. Esta visita guiada será realizada por membros da equipe de criação, proporcionando uma compreensão tátil e auditiva do espetáculo.
O espetáculo terá ingressos populares, inteiros à 20,00 e gratuitas previstas, além de meia entrada As oficinas serão gratuitas, bem como o debate.
FICHA TECNICA Renato Luciano Vieira Santos (Renato Vieira) Função: Coordenação Geral e Diretor Artístico - Será responsável por toda a gestão das atividades e decisões do projeto. Além da sua companhia, Renato Vieira já dirigiu a Companhia de Dança de São José dos Campos, o Balé de São Paulo e criou obras para a Cia. de Ballet da Cidade de Niterói, para o Teatro Guaíra, para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre outros. É um dos pioneiros na direção de movimento para teatro, cinema e TV. Pelo conjunto de sua obra Renato foi premiado e ganhou da Icatu Holding uma Residência Artística de seis meses em Paris. É também coreógrafo da comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel. Luciane Medeiros de Souza Conrado Função: Diretora de Produção Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999) e Formação Pedagógica em Artes Visuais, mestrado em Ciências da Arte pela Universidade Federal Fluminense (2003), doutorado em Letras pela Universidade Federal Fluminense (2009) e Pós Doutorado em História da Arte (UERJ). Luciane Conrado é Jornalista, Atriz, Cientista Social e Diretora de Produção. Pesquisadora e Dramaturgista, tem experiência na área de Artes, com ênfase em Produção Cultural.rofessora permanente do Mestrado em Novas Tecnologias Digitais na Educação, da UniCarioca trabalha, especialmente, nas pesquisas que vinculam Comunicação e suas Tecnologias, Cultura e Arte para Educação. É pesquisadora na área de História da Arte e Carnaval (Pós Doc Uerj), Consultora para Mapeamento e Diagnóstico do Carnaval de Niterói no termo de cooperação Prefeitura de Niterói/ Unesco e Diretora de Produção da Renato Vieira Cia de Dança. Bruno Cezario Vieira Radunsky (Bruno Cezario) Função: Bailarino e coreógrafo Bailarino com tem 23 anos de carreira, 7 dos quais na Europa, com uma média de mais de 150 apresentações anuais. Um dos principais nomes da dança em sua geração, de 2001 até hoje Bruno já atuou com o Ballet Du Grand Theatre (Suíça), o Cullberg Ballet (Suécia), o Ballet de L'Opera (França), a Companhia Nacional de Dança - Nacho Duato (Espanha), e o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Hugo Santhiago Lopes (Hugo Lopes) Função: bailarino Experiência Profissional: -RENATO VIEIRA CIA DE DANÇA (desde 2018): Espetáculo temporada ´Malditos´ 2018, Turnê "Malditos" estado RJ 2018, Prêmio de Dança CESGRANRIO 2019, Abertura Semana de Cultura BARRA MANSA 2019 - Como assistente em diversos cursos de Dança Contemporânea pelo Brasil como Festival Internacional de Dança de Joinville, SESC DE INVERNO FRIBURGO entre outros, Espetáculo temporada ‘Suite Vivaldiana’ 2021, Espetáculo temporada ‘TERRADURA’ 2021 - DIVERSAS APARIÇÕES EM PROGRAMAS DE TV E PUBLICIDADE COMO: “CRIANÇA ESPERANÇA” “PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO” “MELHORES ANOS DE 26/10/2021 23:04 Sistema Desenvolve Cultura cultura.rj.gov.br/desenvolve-cultura/inscricao/icms2021/submeter-projeto.php?id=21641 12/18 “CRIANÇA ESPERANÇA”, “PRÊMIO BRASIL OLÍMPICO”, “MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS”, “NOVELA VERÃO 90”, “PROGRAMA TATÁ WERNECK”, “NOVELA GENESIS”, “CAMPANHA PUBLICITÁRIA TIM LUDMILLA”, “CAMPANHA PUBLICITÁRIA TIM LUAN SANTANA”. - COMISSÃO DE FRENTE: Beija Flor 2018 e Salgueiro 2019 Felipe Padilha Função: bailarino Interprete-criador, bailarino e professor vem desenvolvendo uma sólida carreira na dança contemporânea carioca se apresentando em diversos estados do Brasil, USA, Canadá e Europa. No Brasil, trabalhou com as mais ilustres companhias de dança e com diversos coreógrafos respeitados pela crítica e pelo público tais como: Marcia Milhazes, Renato Vieira, Esther Weitzman, Andrea Marciel, Andrea Jabor, Alexandre Franco, Gleidson Vigne e Alex Neoral.Com sólida formação na Técnica Clássica foi aluno de Rosália Verlangieri (discípula de Eugênia Feodorova) e Eloisa Menezes (solista do Teatro Municipal). Atualmente compõe o elenco da Companhia de Ballet da Cidade de Niterói, da Renato Vieira Companhia de Dança e está em cartaz com o projeto “As Histórias que inventamos sobre nós” da Esther Weitzman cia de Dança. Rafael Gomes Função: bailarino Formado por Dalal Achar e Mariza Estrela, foi bailarino da Cia de Dança Deborah Colker, solista da São Paulo Cia de Dança, e convidado na Opera De Gotemburgo na Suécia. Atuou como professor no Yantra em Bruxelas e Studio Harmonic em Paris. Atualmente coreógrafo no Ballet Vórtice em Uberlândia e educador no Projeto Social Maricá Das Artes. Luiz Carlos de Oliveira (Luiz Oliva) Função: iluminador Em 2020 - Projeto de Iluminação espetáculo "Quem te viu, quem te vê" – (adaptação para turnê em Portugal) 2012/2020 - Técnico Iluminação projeto Levada (musical) - RJ 2019 - Operador de Luz do Projeto Institucional ENTREDANÇA no Sesc Copacabana - RJ 2019 - Técnico de Iluminação para o projeto “Arandú - Lendas Amazônicas” Centro Cultural Banco do Brasil - RJ, BH, SP e DF. 2019 - Iluminação projeto ARTSÔNICA RESIDÊNCIA ARTÍSTICA - RJ 2018/2019 - Técnico de Luz para o projeto PASSAGEIRO DO FUTURO 21ª e 22ª EDIÇÃO - RJ 2002 / 2006 - Iluminador/Assistente Espetáculo Teatral “Missa dos Quilombos” - RJ, BH, SP, PR, SC e DF 1997 - Técnico de montagem Instalação do sistema de iluminação Teatro Vila Velha - Salvador / BA 1995 - Assistência para Instalação do sistema de iluminação Centro de Arquitetura e Urbanismo - RJ. Nome: Soraya Maria de Souza Bastos (Soraya Bastos) Função: bailarina Bailarina da Renato Vieira Cia de Dança e também da Ana Vitoria Dança Contemporânea nos projetos "1 Segundo Revisitado" e "Ferida Sábia". Graduada em Educação Física e pós-graduada em História do TeatroProfessora de Corpo da Faculdade CAL de Artes Cênicas (RJ) e Diretora de Movimento/Coreógrafa do Núcleo de Teatro Musical da CAL.Professora de "Estudos Coreográficos para Musicais" na PósGraduação em Preparação Corporal nas Artes Cênicas da Faculdade Angel Vianna (RJ). Preparadora Corporal e Diretora de Movimento da Oficina de Teatro Musical Cesgranrio em 2017, 2018 e 2019. Coreógrafa Assistente dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio2016 e Assistente de Coreografia de Renato Vieira dos Jogos Panamericanos 2007. Diretora de Movimento e Coreógrafa dos shows/musicais "ABBA - people need Love", "Elas Cantam Elis", "Say Yes - Um show para Liza Minelli", "Meninos de Ouro", “A Lira dos 20 Anos”, "Cabaret Autofáfico", "Sociedade Ambulante" e outros. Diretor Musical - Daniel Drummond Considerado pela crítica especializada um grande músico, guitarrista, baixista, violonista, produtor musical, compositor e arranjador, Daniel Drummond nasceu em Juiz de Fora, mas reside no Rio de Janeiro há doze anos. Começou tocando violão aos 08 anos de idade e passou a atuar profissionalmente aos 14, aos 16 anos já trabalhava como professor. Bacharel em Música pela UFERJ - UniRio, especializado em MPB, Daniel, aos 31 anos, é celebrado como excepcional instrumentista e um compositor com uma linguagem própria, possuidor de um estilo requintado, sua atenção à interpretação confere ao seu trabalho uma mescla de originalidade e clareza. Produção Artística e Repertório Priorizando execuções simples, agradáveis, sua utilização técnica, realizada com excelência e versatilidade, não esfria a música, ao contrário, sua poiésis conecta, gradualmente, a obra musical aos níveis racional, sensorial e emocional do ouvinte. O músico mineiro, que faz parte da banda Palácio Moderno, trabalha, também, como side-man e já se apresentou em diversas casas, destacando o Canecão, Mistura Fina, Teatro Rival, Teatro Antônio Fagundes, Ribalta, entre outras. Como produtor musical, Daniel Drummond, já produziu centenas de músicas para o mercado da música independente brasileira. O instrumentista - ganhador do primeiro e segundo lugar no Festival Rio das Ostras de Música 2008 e do segundo lugar na edição de 2007, na categoria música instrumental - lançou seu álbum, Faces, em 2008, produzido inteiramente com composições próprias e gravado em seu Home Studio. O disco conta com a participação de Dudu Lima (baixista com trabalho próprio, além de acompanhar o guitarrista americano Stanley Jordan), Emerson Mardhine (baixista da banda carioca Celebrare), Walmer Carvalho (saxofonista da banda Biquíni Cavadão), Roberto Lazzarini (maestro e diretor musical que trabalhou com nomes como Sá e Guarabira, Fábio Júnior e Bibi Ferreira), entre outros. As composições do álbum transitam etre o Funk, o Pop, o Instrumental Brasileiro, o Metal e ainda esbarram em Música Orquestrada, mostrando a competência de Daniel, independente do estilo musical. Conforme relata a crítica de Edilson Hourneaux, ao CD Faces, todos os instrumentos no disco foram muito bem captados, os volumes perfeitos e os timbres de guitarra perfazem um capítulo à parte, pois Daniel Drummond, além de conseguir sonoridades impecáveis, demonstrou sua sensibilidade artística ao escolher a característica de cada instrumento para cada faixa, exagerou no drive das músicas pesadas, acelerou nas “fritações” e ainda assim, conseguiu fazer, brilhantemente, algo poético por trás de tudo isso.
PROJETO ARQUIVADO.