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O projeto Festival Corpo-tempo, Instrumento da Arte _ Circulação de Artistas 40+ do RS tem por objeto promover a circulação regional do Espetáculo CLLÃ (Prêmio Açorianos 2018 em 5 categorias) e mais 06 (seis) espetáculos solos/performances, com artistas do Rio Grande do Sul, com idades superiores a 40 anos,em quatro circuitos: Sul (Porto Alegre-RS, Florianópolis-SC, Curitiba-PR), Sudeste (São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG) e Nordeste (Salvador-BA, Recife-PE, Fortaleza-CE); além das cidades de Lisboa (Portugal) e Chauny (França); e a realização de aulas abertas e rodas de conversa sobre Dança e etarismo nas cidades-destino.
1. Espetáculo CLLÃ RELEASEPor definição, clã é um grupo de pessoas unidas por parentesco ou por laços simbólicos… Um grupo de pessoas que por anos dividiu certezas e inquietações artísticas entre si se separou, expandindo seus horizontes com o objetivo de buscar novas experiências no amplo universo das artes do espetáculo. Correram mundo, encantaram nações distintas e acumularam em sua bagagem tesouros doados pelas plateias que os assistiram. Hoje, passados os anos, estas pessoas se encontram novamente e percebem que o afastamento foi apenas físico, já que o desejo de partilhar os palcos, a vontade de dialogar com os espectadores, de aprender e de criar está ainda mais latente. Esse reencontro de almas ratificou entre elas a admiração mútua, o respeito e a crença de que sensibilizar o público em geral com a manifestação da arte que habita corpos cheios de vida e de experiências como portadores de poesia é imprescindível em todos os tempos e contextos. Para festejar essa maioridade cênica fez-se necessária a criação do espetáculo CLLÃ. SINOPSEO espetáculo desenvolve-se em uma hipotética sala de estar, onde os móveis vão sendo dispostos conforme o espírito inquieto dos personagens. Uns partem, outros ficam, como num ambiente familiar, mas nem tanto... Inspirado levemente no universo de Wes Anderson, os personagens, numa relação dúbia, desfilam situações desconexas, desoladoras e sarcásticas. CATEGORIA: Dança contemporânea CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre DURAÇÃO: 55 min Registro do espetáculo: https://vimeo.com/366511132 Concepção: ALEX SANDER DOS SANTOSIntérpretes / Criadores: LUCIANA DARIANO, LAUREN LAUTERT e ALEX SANDER DOS SANTOSOlhar Externo: CARLOTA ALBUQUERQUEMúsicas: URI CAINE a partir de Mahler, ALDO D'IBAÑOSTrilha Sonora, composição e edição: ALDO D'IBAÑOSFigurinos: MARGARIDA RACHEIluminação: FERNANDO OCHÔAFotos: CLAUDIO ETGES, LÍVIA DÁVALOS, LEO SALDANHA 2. Espetáculo de solos 2.1. Espetáculo "Às Vezes Me Kahlo" (Graziela Silveira) SINOPSE: Partindo da imobilidade de Frida Kahlo, colhendo gestos contemporâneos, a obra tem foco no período em que Frida foi compulsoriamente paralisada em sua cama pelo grave acidente que sofreu, tornando-se uma mulher ágil, criativa, determinada a prosseguir em sua trajetória. O espetáculo de dança contemporânea intenciona incorporar e traduzir, ao extremo, as cores e dores de Frida e toda a sua imobilidade móvel emoldurada pela própria inquietação. CATEGORIA: Dança contemporânea Registro do espetáculo: https://youtu.be/Cw6QbiA_3So 2.2. Espetáculo "Casa das Especiarias - Fragmentos" (Angela Spiazzi) SINOPSE: "Casa das Especiarias" é um convite a um lugar onde o público visitante é instigado a envolver-se em experimentações despertadas inicialmente pelo olfato e paladar. Um espaço “casa” repleto de cheiros, sabores, amores e dores. Um lugar de visitas. Ao se apropriar do espaço, a obra traz, além do seu lado acolhedor e provocador de lembranças, uma mistura de linguagens, onde dança, música e projeções se unem. A obra emerge justamente dessa interação simultânea entre o real e o virtual, provocadores de muitas imagens. A obra de Carlota Albuquerque foi baseada no texto literário de Chitra Divakaruni intitulado “A Senhora das Especiarias”. Relata uma lenda sobre uma senhora que conhece segredos culinários capazes de realizar sonhos e desejos. Os olhos dela veem além das aparências, seus ouvidos ouvem os corações e sabem entender o mais secreto dos pensamentos. No entanto, até mesmo ela está sujeita às fraquezas do coração. E quando se apaixona resolve arriscar todos os seus poderes sobrenaturais por uma única noite de amor. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2010, e também já recebeu o prêmio especial Braskem de Melhor Cenário (para Raul Voges). Em 2013, integrou a programação do Porto Alegre em Cena.DIREÇÃO E CONCEPÇÃO: Carlota Albuquerque / Cia. Terpsí Teatro de DançaCATEGORIA: Dança contemporânea CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 12 anos 2.3. Espetáculo "A Reminiscência do Tambores do Corpo…" (Daniel Amaro) SINOPSE: Narrando a trajetória do povo negro, o espetáculo aborda a retirada dos negros da África até a contemporaneidade brasileira. Remetendo ao cotidiano africano, o espetáculo agregam movimentos que evocam a dança, os ritmos e a religiosidade da cultura africana, demonstrando a mescla cultural existente entre a África e o Brasil, além da reconstrução da identidade baseada na crença e na fé. Assim, a obra descreve uma tentativa de buscar a essência perdida de cada indivíduo, possibilitando a criação de novas formas de viver e de se expressar. E é quando relembramos de nossa história, do nosso ponto de partida, de nossas vivências no transcorrer do tempo, que enxergamos a importância de se preservar a essência de cada indivíduo na criação de novas formas de viver.DIREÇÃO ARTÍSTICA/COREOGRAFIA: Daniel Amaro TRILHA SONORA: Doudou N’adye Rose, Astor Piazzolla, Aka Mon e Doudou N’adye Rose, Güem, Edu da Matta e Jucá de Leon, Bira Reis, YoYo Man e Bob Macferrin.DURAÇÃO: 40 min Registros do espetáculo: https://www.youtube.com/watch?v=Oqca45ygVU4&ab_channel=NELOOLUFSC
Objetivo geralA proposta de realização de circulação de trabalhos criativos de Dança de artistas gaúchos, com 40-50 anos de idade (ou mais), tem o objetivo de convidar a sociedade a uma reflexão sobre etarismo e preconceitos. A energia e a presença de corpos maduros, impregnados de vivências e técnicas diversas, e que comunicam-se com beleza e profundidade artística, deverá provocar a reflexão sobre a discriminação etária que afeta a sociedade em geral.O destaque à produção artística da Dança do RS adquire ainda mais relevância em momento de reabilitação da cena artística do Estado após a calamidade coletiva provocada pelas enchentes de maio de 2024, de modo que sua circulação nacional e internacional garantirá uma importante visibilidade aos trabalhos criativos oriundos do RS em um momento tão difícil para o meio artístico. Além do alcance ao público direto e do alcance aos públicos específicos de PCDs visuais com audiodescrição (AD) ao vivo, ou auditiva, mediante tradução simultânea em LIBRAS, a contratação direta e indireta de profissionais, a contratação de produtores culturais, técnicos e serviços, a contratação de serviços de transporte, hospedagem e alimentação, garantem a circulação de recursos públicos que reverterão em sustentabilidade da cadeia produtiva que a economia criativa move. Objetivos específicos: Levar o Espetáculo CLLÃ (Alex Sander dos Santos, Lauren Lautert e Luciana Dariano) e mais 06 (seis) espetáculos solo/performances de artistas do Rio Grande do Sul a circular nas regiões brasileiras Sul (Porto Alegre-RS, Florianópolis-SC, Curitiba-PR), Sudeste (São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ, Belo Horizonte-MG) e Nordeste (Salvador-BA, Recife-PE, Fortaleza-CE), além das cidades de Lisboa (Portugal) e Chauny (França), promovendo 02 (dois) dias de apresentações de dança, Aulas Abertas de Dança e Rodas de conversa com os artistas, em cada uma das cidades escolhidas, sendo tais atividades realizadas em espaços/centros culturais/teatros com acessibilidade arquitetônica. Dentre os solistas convidados, estão Angela Spiazzi (espetáculo "Casa das Especiarias - Fragmentos"), Daniel Amaro (espetáculo "A Reminiscência dos Tambores do Corpo...") e Graziela Silveira (espetáculo "Às Vezes eu Kahlo"). Os outros três artistas do RS que comporão as apresentações solo serão selecionados mediante curadoria. Em relação aos demais produtos, a Aula Aberta de Dança, ofertada de forma gratuita em cada cidade-destino do projeto, pretenderá estimular o potencial criativo dos alunos através da vivência prática de metodologias de criação coreográfica, além de refletir sobre o campo da dramaturgia, com carga horária de 2 horas.Quanto à Roda de Conversa "Corpo-Tempo, Instrumento da Arte", tratar-se-á de um momento de interação e diálogo dos artistas do projeto quanto à temática do etarismo na Dança, destinada a variados públicos das cidades-destino. Nesse sentido, os produtos do projeto Festival Corpo-Tempo, Instrumento da Arte - Circulação de Artistas 40+ do RS (Sul-Sudeste-Nordeste-Europa) são assim discriminados: 1. CIRCUITO SULa) Porto Alegre (RS): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. b) Florianópolis (SC): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. c) Curitiba (PR):- 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. 2. CIRCUITO SUDESTE a) São Paulo (SP): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. b) Rio de Janeiro (RJ): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. c) Belo Horizonte (MG):- 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. 3. CIRCUITO NORDESTE a) Salvador (BA): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. b) Recife (PE): - 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. c) Fortaleza (CE):- 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS. 4. CIRCUITO INTERNACIONAL PORTUGAL-FRANÇAa) Lisboa (Portugal)- 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS.b) Chauny (França)- 01 (uma) Aula Aberta com as/os artistas do projeto;- 01 (uma) Roda de Conversa "Corpo-tempo, instrumento da arte";- 01 (uma) apresentação do espetáculo CLLÃ;- 01 (uma) apresentação de 6 solos de artistas do RS.
O espetáculo CLLÃ conquistou 5 Prêmios Açorianos em 2018: Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Coreografia, Melhor Bailarina (Luciana Dariano) e Destaque em Dança Contemporânea. Contemplado também com 3 Prêmios "Olhares da Cena" em 2020: Melhor Espetáculo, Melhor Bailarina (Lauren Lautert) e Melhor Cenário. A continuidade da itinerância deste grande sucesso produzido por artistas do Rio Grande do Sul se torna ainda mais significativa ante o cenário de calamidade e emergência enfrentado pelo Estado a partir de maio de 2024; conferir visibilidade à produção artística gaúcha é uma forma de garantir a reabilitação da cena cultural e econômica do RS, além de "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais" (Lei 8313/91, Art. 1º, II). É nesta direção que vai, igualmente, o espetáculo com 06 (seis) solos de Dança, que contará, além de 03 (três) artistas convidados, mais 03 (três) escolhidos mediante curadoria pelos proponentes. Em sentido mais amplo, o projeto Festival Corpo-tempo, Instrumento da Arte _ Circulação de Artistas 40+ do RS foi livremente inspirado no Projeto Dance On, criado em 2015, em Berlim, por um conjunto de artistas da Dança, de vários países, com mais de 40 anos e que teriam sido dispensados pelas companhias nas quais atuavam. Dance On aborda o preconceito de idade no setor da dança e na sociedade, para que os bailarinos mais velhos sejam valorizados pela sua experiência e potência artística, para que sejam respeitados e se envolvam em atividades criativas e significativas e para que sirvam de inspiração para artistas mais jovens. Embora o aspecto sócio-político do projeto Dance On funcione dentro do microcosmo das artes performativas, a questão da discriminação etária reflete um problema que afeta a sociedade em geral. Nesse sentido, os trabalhos a serem apresentados pelas e pelos artistas (entre o espetáculo CLLÃ, os solos, as rodas de conversa e aulas abertas) convidam à reflexão sobre etarismo e preconceito na sociedade em geral; temas de interesse público no fomento à consciência contra todas as formas de discriminação. Alinham-se, portanto, ao intento de "estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória" (Lei 8313/91, Art. 1º, VIII). Considerando-se a realidade socioeconômica dos artistas do RS, em especial a partir da catástrofe climática de maio/2024, consolida-se uma situação quase impeditiva da circulação da produção artística dentro e fora do Rio Grande do Sul e do Brasil. Por essa razão consideramos essenciais as iniciativas de "fomento à produção cultural e artística mediante a realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres" (Lei 8313/91, Art. 3º, II-c), permitindo, por um lado, a circulação nacional e internacional de produções artísticas oriundas do RS, reaquecimento sua cena cultural-criativa; por outro, possibilitando aos mais diversos públicos, em termos geográficos, conhecer tais produções - dentro de uma perspectiva democratizante.
1. SOBRE A CIRCULAÇÃO INTERNACIONAL O quarto e último circuito do Festival Corpo-Tempo, Instrumento da Arte - Circulação de Artistas 40+ do RS (Sul-Sudeste-Nordeste-Europa) levará os espetáculos de Dança, as rodas de conversa e a aula aberta de Dança à Europa, sendo prevista a circulação do projeto nas cidades de Lisboa (Portugal) e Chauny (França). Nesta última, está localizado o centro artístico-cultural CARAVANE D’ART – Lieu vers l’Autre - um espaço de práticas artísticas e culturais aberto ao território em que está implantado. É um espaço solidário e transgeracional que tem em seu centro, a criação, e como impulso, a intersecção de abordagens artísticas. A Caravane D’Art, cruzando e entrecruzando projetos e pessoas, descompartimenta os campos artísticos, promovendo o diálogo entre diferentes práticas, estruturas e pessoas, através de encontros, e de diversos formatos de ateliers, entre dança, teatro, escrita, artes plásticas, criação de figurinos, cenografia, dramaturgia, música, que darão origem, na maior parte das vezes, à construção de formas artísticas. A Caravane D’Art é um espaço de trabalho a ocupar para dividir, divulgar, apresentar, conceber, fabricar, ensaiar, buscar, pesquisar, a se inventar para tornar possível, o outro. O espaço é idealizado e conduzido pelos brasileiros Chuca Toledo, Ugo Maubert e Alex Sander dos Santos, diretor artístico do Espetáculo CLLÃ. Deste modo, uma ponte natural está estabelecida entre o projeto Festival Corpo-Tempo, Instrumento da Arte - Circulação de Artistas 40+ do RS e a cena cultural de Chauny, na França, onde sua circulação seria bastante frutífera. 1.1. Orçamento internacional e custo total do projeto O item "Custo por Produtos" não comporta o detalhamento dos itens orçamentários ligados à circulação internacional (Lisboa e Chauny). Neste sentido, fornecemos uma planilha específica que contempla o quarto circuito, totalizando R$ 673.700,00. A planilha está juntada na documentação adicional que acompanha o presente projeto, de modo que nosso orçamento deverá considerar tanto os itens discriminados na SALIC (totalizando R$ 930.143,50) quanto a planilha internacional, de tal modo que:Custo total do projeto = 930143,50 + 673700,00 = R$ 1.603.843,50. 2. DESLOCAMENTOS/PASSAGENS AÉREASAs/os beneficiárias/os das passagens aéreas descritas nos orçamentos são: - Alex Sander dos Santos - Artista bailarino / Diretor artístico (Espetáculo CLLÃ)- Luciana Dariano - Artista bailarina (Espetáculo CLLÃ)- Lauren Lautert - Artista bailarina (Espetáculo CLLÃ)- Aldo D'Ibaños - Artista/músico/performer (Espetáculo CLLÃ)- Graziela Saraiva - Artista bailarina (solista)- Daniel Amaro - Artista bailarino (solista)- Angela Spiazzi - Artista bailarina (solista)- Carlota Albuquerque - Curadora- 3 bailarinas/os convidadas/os (a definir mediante seleção)- 1 audiodescritora e 1 intérprete de LIBRAS (OVNI Acessibilidade Universal)
Produto - Espetáculo CLLÃ CENÁRIO (em metros) Cubagem: 1,50 x 1,40 x 1,30 Descrição, nº de volumes e medidas: 9 volumes- Sofá (1,30 x 0,60 x 1,00)- Mesa (0,70 x 0,80 x 1,30)- TV (0,50 x 0,50 x 0,50)- 3 caixas de acessórios (0,50 x 0,93 x 0,32)- Cadeiras (0,50 x 1,30 x 1,00)- Mesa TV (0,51 x 0,29 x 0,69)- Mesa rádio (0,60 x 0,40 x 0,70) PALCO- Tipo de palco: italiano- Boca de cena (medida ideal e medida mínima: 10m / 8m- Largura (ideal / mínima): 10m / 8m- Altura (ideal / mínima): 5m / 4m- Profundidade (ideal / mínima): 6m / 5m- Necessidade de rotunda e coxias- Urdimento (preferencialmente) ILUMINAÇÃO- RIDER – plano de luz sob solicitação- 08 Elipsoidal ETC 36- 30 PAR 64 foco 5 220V - 03 PC 1KW- 08 LED RGBW 5W, 24 canais de dimmer - 01 console programável- projetor 3000ansilumens São levados pelo grupo: TV cenográfica com iluminação especial e umaluminária com Par20 50. RESPONSÁVEL TÉCNICO : Fernando OchôaSONORIZAÇÃOSonorização compatível com o espaço, comportando sistema de monitoração (retornos) e PA adequados, CD player, cabo P10xP2O grupo tem a possibilidade de levar o próprio materialRESPONSÁVEL : Fernando Ochôa _________________________________________________________Produto Aula Aberta de Dança - Oficina de Criação EMENTA: Aplicação prática de metodologias de criação coreográfica; Noções básicas de dramaturgia. CARGA-HORÁRIA: 2 horas. PÚBLICO-ALVO: Bailarinos, dançarinos, atores, músicos de formações diversas com disponibilidade para “experimentação” criativa em dança. OBJETIVOS- Estimular o potencial criativo dos alunos através da vivência prática de metodologias de criação coreográfica;- Refletir sobre dramaturgia. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO- Contato e improvisação;- Brincadeiras populares;- Inscrições: a expressividade das partes do corpo- Isolamento e projeção. PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS- Vivências práticas das metodologias propostas;- Apresentação de vídeo;- Roda de debate;- Exercício de composição em grupo. REFERÊNCIAS- KATZ, Helena. "O coreógrafo como DJ". In:PEREIRA, R. e SOTER, S. (Orgs.). Lições de Dança 1. UniverCidade Editora, 1997.- SCHULMANN, Nathalie. Da prática do Jogo ao Domínio do Gesto - do livro “Lições de Dança” – UniverCidade Editora. NECESSIDADES TÉCNICAS- Aparelho de som com entrada para aux. (ipod, notebooks ou similares)- Sala ampla que comporte a turma- Projetor de vídeo e multimídia de alta definição, 2000 ansi lumens compatível comS-VGA, acompanhado de cabo para som e áudio mini p2.- Tela ou parede clara para projeção de vídeo
I) Acessibilidade Física As atividades associadas aos produtos (espetáculo CLLÃ, espetáculo de solos, Rodas de Conversa e Aulas Abertas de Dança) ocorrerão, em cada uma das 12 (doze) cidades-destino do projeto, necessariamente em locais que disponham de rotas acessíveis de entrada e de saída/fuga, com rampas de acesso e espaço de manobra para cadeiras de rodas, além de assentos adaptados para as demandas da Pessoa com Deficiência (PCD) e da pessoa com mobilidade reduzida, distribuídos em locais diversos do recinto, e de boa visibilidade do palco (Arts. 43 e 44, § 1º, da Lei nº 13.146/2015), com especificações dispostas no Decreto 9.404, de 11 de junho de 2018. II) Acessibilidade de conteúdo A OVNI Acessibilidade Universal, criada em 2014 e dirigida por Mimi Aragón e Kemi Oshiro, atua a partir de Porto Alegre/RS e produz audiodescrição (AD), legendas para surdos e ensurdecidos (LSE) e LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais, além de prestar assessoria a projetos culturais que prevejam a inserção de recursos de acessibilidade comunicacional. Reúne as experiências de suas profissionais, que desde 2010 atuam na produção de recursos de acessibilidade comunicacional, nas áreas de audiovisual, artes cênicas, música, artes visuais, museus, editorial, eventos, publicidade e propaganda, educação e multiplicação de conhecimento. Premiada com o troféu Açorianos de Dança 2021, com o projeto Ver Con Tus Oídos, e em duas edições do Festival VerOuvindo, no Recife/PE, a OVNI é uma empresa com reconhecida atuação nos mercados local, regional e nacional, e mantém uma estreita relação tanto com instituições e profissionais do setor cultural, como com o público usuário dos recursos de acessibilidade comunicacional - prioritariamente, pessoas com deficiência sensorial. A empresa OVNI Acessibilidade Universal prestará os seguintes serviços: a) Audiodescrição ao vivo para o espetáculo de dança Cllã com 55 min. de duração - 09 (nove) apresentações. b) Tradução e interpretação simultânea em LIBRAS para rodas de conversa com 2h cada - 09 (nove) rodas de conversa._________________________________ Em todos os casos, os recursos de acessibilidade disponíveis serão explicitados nas mídias de divulgação das atividades, conforme o Art. 27, II, § 2º da IN 11/2024.Todo o supracitado está de acordo com o definido no Parágrafo Único do Art. 47 do Decreto 3298/99, que determina: "Os projetos culturais financiados com recursos federais, inclusive oriundos de programas especiais de incentivo à cultura, deverão facilitar o livre acesso da pessoa portadora de deficiência, de modo a possibilitar-lhe o pleno exercício dos seus direitos culturais".
Para cada cidade que receberá o Espetáculo CLLÃ e as apresentações solo, serão igualmente promovidas duas atividades gratuitas: I. Roda de Conversa "Corpo-Tempo, Instrumento da Arte" com os artistas; II. Aula Aberta de Dança (IN 11/2024, Art. 30, V).Em relação aos espetáculos de Dança, está prevista a reserva de 10% (dez por cento) dos ingressos para estudantes e professores da rede pública de ensino, mediante inscrição prévia. Outros 10%, totalizando 20 (vinte) ingressos, serão destinados especificamente para pessoas com deficiência visual, em cada cidade que receberá o Espetáculo CLLÃ - que contará com audiodescrição (AD) ao vivo, com equipamento e equipe especializada – OVNI Acessibilidade Universal - para até 20 pessoas.A produção local de cada cidade-destino fará a busca ativa com apoio das universidades locais, junto aos diversos programas de extensão e de envolvimento com as comunidades e entidades de atuação específica com o público PCDs, e de mobilidade limitada, existentes nas universidades, bem como irá buscar entidades que atuam com pessoas com deficiência visual, para acessar esse público, especificamente.Os 20% de ingressos acima referidos, "para distribuição gratuita com caráter social ou educativo", contemplam o disposto na Instrução Normativa 11/2024, Art. 29, II e Art. 30, I.
1. PROPONENTE: Humanitas Arte e Cultura Ltda. (CEPC 4646)CNPJ: 12.282.130/0001-43Sede: Av. Guaíba, 4330, Vila Assunção, Porto Alegre-RS. CEP 91900-420Responsável legal CEPC: Marise Gomes SiqueiraCPF: 654.202.330-53Contatos: humanitasartecultura@gmail.com – (51) 98012.5438Funções no projeto: Direção-Geral/Produção Executiva 1.1. Marise Siqueira – Profissional da Dança, Produtora Cultural e Advogada com atuação na área cultural, especialmente na área de Dança. Formação em Ballet Clássico (1984) pela Escola João Luiz Rolla, em Porto Alegre/RS. Atuou como bailarina nas Cias Ballet de Câmara do Sul, Grupo Mudança e Ballet Oficina. Produtora Cultural e Sócia-Diretora da Humanitas Arte e Cultura – Produções Culturais, fundada em 2010. Idealizadora e produtora de projetos premiados pelo IBERESCENA (2012), Prêmio FUNARTE Klauss Vianna (2013 e 2015), além de várias produções independentes. “Artivista”, atuou como gestora em entidades e coletivos como Comissão Permanente de Dança do RS, Célula de Dança, ASGADAN, atualmente compõe a Diretoria da Associação Cultural Articula Dança RS e da Associação Fórum Nacional de Dança e atua no coletivo ATAC – Articulação dos Trabalhadores das Artes da Cena pela Democracia e Liberdade. 2. Gabriel Giacomazzi - Coordenação de ProduçãoCPF 026.311.570-44Contato: (51) 993136855 / giaco.acad@gmail.com Gabriel Giacomazzi (Porto Alegre, 1995) é Mestre em História Social pela UFRGS e historiador (reg. 0000470/RS). Organizou eventos regionais e internacionais na área de História da África, como a Conferência Internacional "Sociedades Africanas: Religiosidades, Identidades e Conexões Globais" (2021). Integra o projeto internacional "ETHIOKONGROME - Les chrétiens d'Éthiopie et de Kongo face à Rome : écrire une autre histoire des connexions entre l'Afrique et l'Europe (XVe-XVIIe s.)", 2024-2027 - edital AAPG 2023 - ANR (França). É roteirista e fundador do HistoriCast, projeto de história pública criado em 2020. Artisticamente, também é escritor e músico instrumentista, tendo integrado grupos e performado em shows, apresentações públicas e gravações desde 2013. Pela banda Bom Fim, gravou o EP Îrixe (Umbaduba, 2015); pelo duo Xirús, gravou o single "Banca 40" (2016, independente) e, pela Karma Dharma, o EP "Ilha de Céu" (Lezma, 2017). 3. Alex Sander dos Santos - Artista bailarino / Diretor artístico Bailarino e coreógrafo, formado em Educação Artística pela Universidade do Rio Grande (1998), especializado em Dança Cênica pela UDESC (2000). Iniciou-se na dança em 1993 com Heloisa Bertoli, passando por formações em dança contemporânea, moderna, clássica e sapateado. Atuou em várias companhias, como Cia Heloisa Bertoli e Grupo Sótão, realizando turnês pela América do Sul. Premiado em diversas ocasiões, incluindo melhor interpretação masculina em 1998 pelo solo "Clown" e melhor bailarino em 2002 nos espetáculos "Grand Genet" e "Três Motivos". Em 2004, foi à França para uma formação em mímica corporal na escola Hippocampe e, em 2007, obteve o diploma em Artes do Espetáculo Coreográfico pela Universidade de Paris 8. Em 2018, criou o espetáculo CLLÃ em Porto Alegre, premiado no Prêmio Açorianos nas categorias melhor espetáculo, direção, coreografia e bailarina. 4. Luciana Dariano - Artista bailarina Formada em ballet clássico com mestres como Thais Virmond e Marina Fedossejeva, Luciana atuou como solista em várias peças de repertório clássico. Especializou-se em dança contemporânea com Jussara Miranda, integrando o repertório da Muovere Cia. de Dança e a Cia. de Ballet Mudança. Trabalhou com coreógrafos como Ivan Motta e Humberto da Silva. Destacou-se como melhor bailarina em prêmios como o Troféu Açorianos (1993, 2002, 2005 e 2018) e em competições de dança clássica no Festival de Joinville e no CBDD. É co-criadora e intérprete do espetáculo CLLÃ, ganhador de 5 Prêmios Açorianos em 2018. 5. Lauren Lautert - Artista bailarina Lauren começou sua formação em ballet com Maria Cristina Fragoso, complementando seus estudos com João Luiz Rolla e Jane Blauth. Especializou-se também em dança moderna, teatro e cinesiologia. Atuou como bailarina e coreógrafa na Línea Cia. de Dança (1989-1996) e, a partir de 1997, integrou a Muovere Cia. de Dança, onde trabalhou até 2013. Recebeu o Prêmio Açorianos de melhor bailarina em 2004, destacando-se no cenário da dança contemporânea. 6. Aldo D'Ibaños - Artista/músico/performer Aldo começou seus estudos musicais aos 12 anos, aprendendo violão erudito e contrabaixo, e estudou teoria musical na Escola da OSPA. Aos 17 anos, já atuava profissionalmente com artistas locais e, em 2002, passou a integrar a banda da casa no Abbey Road Studio Pub. Mudou-se para Paris em 2007, onde estudou na École Nationale de Dance, Musique e Théâtre e colaborou com o coletivo Le Collectif Des Yeux. De volta ao Brasil, foi indicado ao Prêmio Açorianos em 2008 com o grupo Trio de Janeiro. Mudou-se para Barcelona em 2017 para estudar cinema e interpretação, fundando a banda Fatt Foes em 2018, com a qual lançou singles e videoclipes. Além de atuar em curtas-metragens e no teatro, destaca-se na trilha sonora e interpretação de diversas produções. 7. Graziela Saraiva - Artista bailarina Formada em ballet clássico pela Fundação Cultural de Canoas (1999) e tecnóloga em Dança pela ULBRA, Graziela se especializou em flamenco, integrando a Cia de Dança Flamenca Tablado Andaluz (2003-2017). Desde 2010, dirige o Grupo Grazi Silveira Dança Flamenca e atua como bailarina e professora. Indicada ao Prêmio Açorianos como Melhor Bailarina (2011) e Destaque em Flamenco (2014), participou de espetáculos como Cem metros de valsa e um grama e Vaga. Também atua na Companhia de Flamenco Del Puerto e no canal do YouTube da Professora Daniela Araújo. 8. Daniel Amaro - Artista bailarino Daniel iniciou sua trajetória na dança afro desde a infância, fundando o Grupo Brother Show em Pelotas aos sete anos. A partir de 2000, dirigiu nove espetáculos, com destaque para Tambores do Corpo (2002) e A Dança dos Orixás, que alcançou reconhecimento internacional e foi estudado na Universidade de Harvard. Produziu eventos culturais como o Festival Dança Pelotas (2010-2017) e a Mostra de Dança e Teatro de Origem Africana. Desde 2019, Daniel é requisitado para colaborar em projetos culturais com artistas como Paco Gomes e instituições como o Teatro Guarany e o Clube Fica Ahí. 9. Angela Spiazzi - Artista bailarina Bailarina profissional desde 1983, Angela integrou a Terra Companhia de Dança do Rio Grande do Sul e cofundou a Cia. Terpsí-Teatro de Dança com Carlota Albuquerque em 1987. Trabalhou com grandes diretores, como Zé Adão Barbosa e Selton Mello, em projetos de dança, teatro e cinema. Atuou em espetáculos premiados como Bandoneon e Nossa Senhora das Graças, recebendo o Prêmio Açorianos de Melhor Bailarina (1996) e Melhor Atriz Coadjuvante (2017). Atua como coreógrafa e preparadora corporal para diversos espetáculos e, em 2022, foi assistente de direção na montagem de Esperando Godot. 10. Carlota Albuquerque - Curadora Formada em Dança Clássica pela Escola João Luiz Rolla, com bolsa para a Ecolle BESSO de Danse Classique em Toulouse. Foi voluntária, na base de cooperação do governo francês em Ouagadougou, em Haute Volta (atual Burkinafasso), na África, criando uma escola de dança para crianças, existente até hoje. Foi bailarina do Grupo Experimental de Dança e da Companhia de Dança do RS, além de co-fundar a Terra Cia. de Dança, realizando apresentações em várias regiões do Brasil. Fundou e dirige a Terpsí Teatro de Dança, com coreografias como Quem É? (1989), Lautrec... Fin de Siècle (1993), A Família do Bebê (1999). Recebeu a Ordem do Mérito Cultural (2010) pelo Governo Federal, o maior reconhecimento do Governo Federal a personalidades que contribuem para o desenvolvimento da identidade cultural brasileira.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.