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Este projeto visa a realização de três exposições de Artes Visuais, que se desdobra em atividades de arte educação gratuitas no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, espaço cultural independente criadoem Goiânia pelo artista visual Dalton Paula e pela pesquisadora Ceiça Ferreira.Busca-se, portanto, destacar a produção artística feita no Centro-Oeste, especialmente em Goiás, como um lugar de potência e um centro de criação para além dos parâmetros ditados pelo eixo Rio-São Paulo.
Não se aplica.
OBJETIVO GERAL: Realizar três exposições coletivas, que integram o programa de exposições temporárias do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Deste modo, busca-se destacar a produção artística, as poéticas e os processos de criação de integrantes e artistas residentes do Sertão Negro, espaço cultural independente criado em 2021, em Goiânia. As exposições contarão com curadoria especializada, distribuição gratuita de material educativo e atividades formativas (conversas e visitas mediadas com curadores e artistas), visando o desenvolvimento da área de artes visuais em Goiás. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1- Realizar três (3) exposições temporárias gratuitas, cada uma com duração de seis (6) semanas; 2- Oferecer como atividades educativas gratuitas relacionadas ao programa de exposições o total de nove (9) visitas mediadas para grupos específicos de até 50 pessoas, em especial, estudantes de escolas públicas de bairros próximos ao Sertão Negro; 3- Realizar o total de nove (9) conversas/palestras com os/as artistas com 40 vagas cada e transmissão online pelo canal do Youtube do Sertão Negro. Tais atividades gratuitas de arte educação visam despertar o público para a percepção de novas linguagens, conteúdos e experiências, a partir de obras de arte, processos e práticas artísticas. 4- Oferecer três (3) Palestras sobre curadoria de cada exposição como atividades como atividades educativas gratuitas presenciais para 40 vagas e também com transmissão online, com o intuito de apresentar e discutir o projeto curatorial e expositivo.
Localizado no Loteamento Shangrilá, na Região Norte de Goiânia; idealizado pelo artista visual Dalton Paula e pela pesquisadora Ceiça Ferreira, o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes foi criado em abril de 2021 e em 2022 iniciou efetivamente suas atividades, quando o casal abriu as portas de sua casa para a realização deste sonho/projeto de vida. A proposta do Sertão Negro é ser um quilombo, um espaço artístico-cultural de vivências e trocas junto ao meio ambiente. Assim, o espaço atua na formação de artistas residentes e assistentes, além de servir para pesquisa, debate, residências nacionais e internacionais, exposições, aulas de cerâmica, gravura e capoeira. Também é realizado no local o Cineclube Maria Grampinho, atividade esta que reitera as nuances educativas e pedagógicas do projeto. Construído de forma ecologicamente sustentável, fazendo coleta de água em reservatórios, usando técnicas de bioconstrução e preservando as espécies nativas da fauna e da flora, o Sertão Negro conta com um ateliê coletivo, que comporta uma biblioteca de mais de três mil livros; possui um mezanino privativo, três chalés que servem de hospedagem e uma ampla cozinha aberta ao público, além de uma choupana de palha de piaçaba em formato circular para atividades educativas. Tudo isso rodeado de árvores do cerrado, plantas medicinais, flores e dois lagos com peixes. Em apenas dois anos, o espaço tem se destacado no cenário artístico do Centro-Oeste brasileiro, ao possibilitar o diálogo entre a comunidade de Goiânia em geral e diversos agentes do mercado artístico, como artistas nacionais e internacionais, curadores, galeristas e colecionadores. Considerando o contexto regional e local, nos quais prevalece uma escassez de espaços culturais, em especial, museus, o Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes se configura uma iniciativa que visa a formação de público, contribuindo assim para difusão e democratização do acesso à cultura e à arte, principalmente na cidade de Goiânia, pois está situado em área periférica na região norte da capital. Deste modo, considerando a importância de tal espaço para a produção artística nacional e em especial, para a região Centro-Oeste, para o Estado de Goiás, salientamos que esta proposta se enquadra nas finalidades da Lei 8313/91 expressas nos incisos I, II, III, IV, VIII e IX do Art. 1º visa: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Além disso, a execução deste projeto contribui para alcança os objetivos que são elencados nos incisos e alíneas do Art. 3º da referida lei: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; Em linhas gerais as três exposições destacam a produção artística feita no centro-oeste como lugar de potência e criação. Tal contexto de transformação imprime uma nova geografia da arte brasileira, com a consolidação de espaços, agentes e novas centralidades. Por meio de diálogos e conexões entre artistas nascidos em Goiás ou que aqui estão construindo suas trajetórias profissionais; também a ênfase numa produção artística feminina, que discute as desigualdades de gênero, e assim questiona a lógica masculino-bandeirantista enraizada na cultura local, este programa de exposições temporárias do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes busca apresentar obras, estudos e processos de criação fora do eixo, por meio dos quais tem, no campo das artes, edificado novos territórios de afeto e pertencimento. A proposta e realizar as exposições nos três chalés do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Tais espaços são utilizados para acomodação/estudo e criação individual de participantes do Programa de Residência deste ateliê-escola. Um chalé (nomeado "Ser" tem pavimento térreo) e dois chalés (nomeados respectivamente de "Tão" e "Negro tem pavimentos térreo e mezanino). Logo, a proposta é pensar a expografia a partir de uma dimensão convidativa que instiga o público a entrar nesse espaço que é morada, que é lar, ou seja, pensar como as obras se inserem e dialogam com esse espaço de vivência cotidiana do artista.
O Sertão Negro tem explorado seu potencial também como espaço expositivo, com a realização de exposições de curta duração e feiras, nas quais os artistas residentes, assistentes e estagiários apresentam obras, estudos e processos de criação, como descrito a seguir: ● I Estúdio Aberto foi realizado no espaço do ateliê, na primeira semana de maio de 2023 e aproveitando a movimentação na cidade com a inauguração da Cerrado Galeria, teve uma visitação de mais de 500 pessoas (públicos específicos, como galeristas, curadores e colecionadores; e a comunidade em geral); ● O ateliê aberto da primeira turma do curso de gravura do Sertão Negro foi realizado no dia 02 de dezembro de 2023, das 9 às 17 horas e utilizou como espaço expositivo um dos três chalés existentes no espaço e teve um visitação total de mais de 80 pessoas; ● A segunda edição do ateliê aberto do Sertão Negro foi realizado de 15 a 17 de maio de 2024 e teve um público visitante de 130 pessoas; ● De 3 a 10 de agosto de 2024, o Sertão Negro sediou a feira de gravura “Sertões: Minas Goiás”, uma ação conjunta com a Casa Borun/Povo de Luzia, casa-galeria criada pelo artista mineiro Paulo Nazareth, em Santa Luzia/MG. O evento em Goiânia transformou um dos chalés do Sertão Negro em espaço expositivo para obras de mais de quarenta artistas; a programação contemplou oficinas, performances e atividades culturais, tendo um público total de mais de 180 pessoas. Vale mencionar também a exitosa participação do Sertão Negro nas duas últimas edições da SP-Arte Rotas Brasileiras: - Em 2023, com uma proposta intitulada Aterramento, o ateliê-escola utilizou tinta produzida a base de terras de Goiânia para transformar o “cubo branco” do estande da Feira, instigando uma reflexão sobre a terra enquanto território ancestral; - Em 2024, a partir da serrapilheira, processo da natureza que acomoda as folhas caídas no solo e garantem fertilidade à terra, o Sertão Negro elaborou um projeto curatorial que conectava a produção artística de quinze artistas. As paredes do estande foram cobertas por placas e painéis evidenciando o processo de decomposição de folhas, cascas, flores, galhos, ramos, entre outros elementos, que fertilizam o solo.
Não se aplica.
A proposta prevê as seguintes medidas de acessibilidade: a) de conteúdo: 1-audiodescrição do material educativo e registros audiovisuais; 2-intérprete de libras para todas as atividades formativas (palestras/rodas de conversa/visitas mediadas); b) física: no aspecto arquitetônico: rampas, banheiro adaptado e piso tátil no espaço físico no qual serão realizadas as exposições.
Como todas as atividades previstas são gratuitas, serão contempladas com este projeto três medidas de ampliação de acesso previstas no artigo artigo 28 da IN nº 11/2024, que são: I – Todos os produtos resultantes da execução do projeto (exposição e material educativo) serão distribuído de forma gratuita, ultrapassando assim o percentual de 20% exigido; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas ao projeto, tais como palestras e conversa com artistas e curadores, contribuindo assim também para a ampliar as ações formativas e de acessibilidade cultural nesta capital da Região Centro-Oeste do país.
Dalton Paula – função: Proponente e Coordenador Artístico Bacharel em Artes Visuais, educador e idealizador do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia/GO. É um dos artistas participantes da 60ª Bienal de Arte de Veneza e um dos vencedores do Chanel Next Prize 2024. Tem em seu currículo exposições coletivas e individuais em importantes museus, como o MASP, a Pinacoteca de São Paulo e o MOMA, em Nova Iorque. Recebeu em 2023 o Prêmio Soros Arts Fellowship, reconhecimento da Open Society Foundation a artistas inovadores e produtores culturais que promovem mudanças sociais em todo o mundo. Conceição de Maria Ferreira Silva (Ceiça Ferreira) - função: Coordenadora geral Professora e pesquisadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e Mestre em Comunicação e Graduada em Comunicação Social – Jornalismo (UFG). Fundadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa, curadoria e extensão nas áreas de comunicação e cultura, raça, gênero e sexualidade no cinema e no audiovisual. Luciara Ribeiro - função: Curadora Diretora artística do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. É mestra em história da arte (USAL/UNIFESP). Curou diversas exposições, colabora com distintos projetos de memória afro-brasileira, revistas de arte e é docente no Departamento de Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina e do Centro Universitário Armando Álvares Penteado. Acumula mais de 14 anos de experiência nas artes sendo reconhecida por promover aproximações entre campos. Thalita Barros - função: Produtora Executiva Produtora Executiva de Projetos Culturais, Analista de Gestão Governamental e Gestora de Fundo Rotativo da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Especialista em Metodologia de Ensino de Inglês e Espanhol pelo Centro de Tecnologia Educacional Martins – COTEMAR, Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Faculdade Sul Americana – FASAM. Desenvolve estratégias, gestão e prestação de contas de projetos culturais.
PROJETO ARQUIVADO.