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O projeto de Reabertura da Exposição de Cultura Popular Tradicional visa renovar, revisitar e repensar a sala de longa duração destinada à preservação, à pesquisa e à divulgação do acervo de cultura popular sob guarda do Museu de Arte e da Universidade Federal do Ceará. A iniciativa visa ampliar o acervo de cultura popular com a presença de novas obras produzidas por mestres da cultura cearense que estão em atividade, assim como trazê-los ao Museu e à Universidade para momentos formativos com a comunidade interna e com a sociedade. Neste reabrir da sala, pretende-se ainda a elaboração de catálogos sobre o acervo de xilogravura e esculturas populares, assim como a formação continuada com seminário e oficinas com os mestres da cultura cearense. O projeto contará com a participação de estudantes, servidores docentes e técnicos-administrativos, pesquisadores externos e em especial, com a participação dos detentores dos saberes tradicionais, os mestres da cultura.
ExposiçãoO Museu de Arte da UFC detém uma das maiores coleções de cultura popular do Brasil, dessa forma, o projeto de reabertura da sala representa uma iniciativa importante no sentido de valorizar e ampliar o acesso do público a este acervo. A mostra contará com peças de diversas técnicas e autoria, o que possibilitará inúmeros diálogos com o público durante as mediações em virtude da variedade de temas, tais como religião, trabalho, profissões, cotidiano, dentre outras. CatálogoO catálogo da exposição de cultura popular do Mauc se configura como um recurso de divulgação tanto da coleção como do trabalho de salvaguarda da Universidade e do Museu de Arte, tornando público o conjunto preservado por esta instituição museal. Como esta coleção foi coletada? Como ela chegou ao museu? Quais atores estão envolvidos neste processo? Quais artistas e quais obras integram este conjunto museológico? Essas e outras questões poderão ser conhecidas pelo leitor, que por meio do catálogo poderá ter a dimensão da representatividade de nossas coleções. Trata-se também de uma iniciativa que proporcionará aos professores e pesquisadores um grande conjunto de informações para o desenvolvimento de trabalhos com a temática da cultura popular. SemináriosOs seminários terão como proposta trazer para o debate o que a cultura popular representa no cenário cearense e na conjuntura das artes visuais brasileiras. A participação de mestres da cultura nestes eventos possibilitará uma maior aproximação da comunidade com essa prática artística, estimulando a valorização do acervo e ampliando a compreensão sobre como a cultura popular tradicional se insere no universo das artes. OficinasA realização das oficinas promoverá a fruição do fazer artístico por meio da aproximação com as técnicas e processo criativo dos artistas. Neste contexto, o participante poderá não apenas conhecer, mas também construir trocas sobre o fazer artístico.
Objetivo Geral: Reabertura da sala de cultura popular tradicional do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará. Objetivos específicos: 1) Reabrir a Sala de Cultura Popular Tradicional com novos acervos produzidos por mestre das cultura;2) Tornar público, por meio de dois catálogos, a produção artística dos mestres, artesãos e artistas populares do acervo do Museu de Arte;3) Realizar percursos formativos e processos criativos com 10 mestres da cultura no ambiente universitário a serem selecionados.4) Fortalecer e disseminar saberes ancestrais ligados à cultura imaterial numa coleção pública e aberta à visitação.5) Acessibilizar, por meio de recursos acessíveis como pisos táteis, peças táteis para que pessoas com baixa visão, cegas e crianças possam "tocar" em peças de museu, assim como elaborar vídeos em LIBRAS e recursos audiodescritivos;
O projeto de Reabertura da Exposição de Cultura Popular Tradicional visa renovar, revisitar e repensar a sala de longa duração destinada à preservação, à pesquisa e à divulgação do acervo de cultura popular sob guarda do Museu de Arte e da Universidade Federal do Ceará por meio do mecanismo de incentivo a projetos culturais. O projeto alinha-se ao artigo 1° inciso II da lei, a saber, promove e estimula "a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais" uma vez que a iniciativa visa ampliar o acervo de cultura popular com a presença de novas obras produzidas por mestres da cultura cearense que estão em atividade, assim como trazê-los ao Museu e à Universidade para momentos formativos com a comunidade interna e com a sociedade. Estas atividades formativas alinham-se ao inciso I, pois contribuem "para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" uma vez que estas ações serão ofertadas gratuitamente. Neste reabrir da sala, pretende-se ainda a elaboração de catálogos sobre o acervo de xilogravura e esculturas populares, assim como a formação continuada com seminário e oficinas com os mestres da cultura cearense, estando assim em consonância com o inciso VII já que estimulam "a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória". Este projeto atende ao artigo 3° da lei em seu inciso II por seu caráter de promoção e valorização dda cultura popular e seus mestres, fomentando a produção cultural e artística mediante a realização de uma exposição de longa duração. Atende também ao inciso III do mesmo artigo por contribuir para a proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.O Museu de Arte da Universidade foi criado e inaugurado em 1961 e hoje encontra-se vinculado à recém-criada Pró-Reitoria de Cultura da UFC. Atualmente, o Mauc tem sob sua guarda um relevante conjunto museológico composto de aproximadamente 8 mil obras dentre as quais destacamos as coleções de Cultura Popular Tradicional (cestaria, plumária, ex-votos, esculturas em cerâmica, madeira, barro) e de Artes Visuais (matrizes e estampas de xilogravuras, pinturas, guaches, aquarelas, gravuras, desenhos, esculturas). As coleções do Mauc mantêm-se fiel ao lema da sua criação e estendem-se do regional ao universal. Além de possuir caráter de salvaguarda de acervos de artes visuais modernas, o Mauc também é considerado um centro de referência na preservação da cultura popular tradicional cearense em Fortaleza, sendo possuidor de um rico e vasto acervo de Cultura Popular representativa da região Nordeste do país, mas com grande destaque para o Ceará e para a região do Cariri. O grande conjunto de Cultura Popular do Mauc é composta de aproximadamente 4.000 itens, dentre as quais destacam-se as esculturas populares em madeira, cerâmica e barro cru, além das xilogravuras populares produzidas e comercializadas em Juazeiro, cestarias e plumárias indígenas e cerâmicas decorativas de diversas outras regiões do estado e do nordeste. Em 2009, com o apoio financeiro do Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional - IPHAN, foi inaugurada a sala de longa duração dedicada à Cultura Popular Tradicional e parte do acervo encontra-se em exposição permanente desde então. Ao longo destes 15 anos parte do mobiliário se deteriorou e foi sendo retirado aos poucos do espaço para não colocar em risco os acervos e o público, assim como não foi possível grandes mudanças na expografia e na curadoria da sala por conta do mobiliário adotado à época. Neste sentido, a proposição do projeto é repensar o modelo expositivo e reabrir a sala, assim como trazer novas obras ao acesso público de forma segura para o acervo e para os visitantes. O projeto contará com a participação de estudantes, servidores docentes e técnicos-administrativos, pesquisadores externos e em especial, com a participação dos detentores dos saberes tradicionais, os mestres da cultura. As atividades foram divididas de forma racional para serem executadas em 1 ano, no entanto, as etapas distintas se cruzam na construção das oficinas formativas, na aquisição de bens culturais e sua salvaguarda seguindo o padrão museológico, na remodelação da sala de exposição e na forma de entregar estes produtos ao grande público.O Museu de Arte está localizado na região central de Fortaleza, próximo a um shopping center, paradas de metrô e ônibus e na região que abriga os cursos de graduação da área de humanidades, design, arquitetura, ciências econômicas e área jurídica, assim como está próximo de comitês políticos, entidades de classes e outros equipamentos culturais da universidade, do estado e particulares. Como o Museu de Arte tem uma tradição em recepção de públicos escolares dos mais diversos níveis de formação por meio de receptivo de educadores museais e patrimoniais, poderá viabilizar institucionalmente o transporte escolar para alunos de escolas públicas. Anualmente, a visitação do Museu de Arte é de aproximadamente 20 mil visitantes e com a reabertura da sala e as ações formativas com os mestres este número pode e deve crescer vertiginosamente, uma vez que há um interesse coletivo pelo conhecimentos ancestrais e populares tanto dentro como fora dos muros universitários. Acreditamos ainda no potencial turístico e na internacionalização do acesso deste acervo como representativo do Patrimônio Cultural do estado e do nordeste brasileiro.
Exposição Período: Longa duraçãoÁrea: 91,12 m2Serviços relacionados: Mediação CatálogoN° Páginas: 300 páginasQuantidade: 500 unidadesDistribuição: Gratuita Seminários/PalestrasQuantidade: 7Carga-horária: 2h a 3hVagas: 50 OficinasQuantidade: 3Carga-horária: 2h a 3hVagas: 25
Além do acesso facilitado por sua privilegiada localização, o Mauc tem cada vez mais implementado recursos acessíveis por compreender que a inclusão e a acessibilidade devem ser tratados como essenciais para que todas as pessoas, especialmente aquelas que possuam algum tipo de limitação, tenham o mesmo acesso e possam se sentir incluídas no acesso ao patrimônio artístico e cultural, nos museus e nos espaços culturais. Para isso, através dos recursos deste projeto buscaremos ampliar e melhorar a infraestrutura física com pisos táteis, implementando na sala expositiva que será remodelada para reabertura. Como forma de promover acessibilidade às artes visuais para pessoas cegas, o Mauc coordena o projeto com finalidade extensionista cultural denominado “Fotografia Tátil e Educação Museal como Ferramentas de Inclusão Social” em parceria com o Curso de Design da Universidade Federal do Ceará. Através da parceria é realizado um estudo visual das obras para que possam ser produzidas peças capazes de representar de forma tátil as pinturas e/ou fotografias que compõem o acervo. As peças são materializadas em MDF, produzidas a partir de prototipagem digital e por máquinas de corte a laser. Também se aplicam texturas e diferentes camadas de acordo com a diferença entre as tonalidades de cor ou profundidade dos elementos presentes na pintura. Assim, serão produzidas peças táteis a partir das obras selecionadas para a reabertura da Exposição de Cultura Popular Tradicional para inclusão de pessoas cegas e com baixa visão. No caso de obras tridimensionais, como cestaria, ex-votos, esculturas em cerâmica, madeira, barro, serão adquiridas peças para que pessoas com baixa visão, cegas e crianças possam “tocar” em peças táteis da exposição.Outras medidas de acessibilidade serão a elaboração de vídeos em LIBRAS e recursos audiodescritivos, textos em braille para acessibilizar o conhecimento sobre a exposição, artistas e obras. A acessibilidade em LIBRAS também estará presente em visitas mediadas na exposição, além de contar com intérpretes de LIBRAS nos seminários e oficinas, em caso de receber inscrições de pessoas surdas. Perguntaremos na ficha de inscrição das atividades formativas a necessidade para este recurso acessível entre outras medidas de acessibilidade para pessoas que tenham algum tipo de limitação.Por fim, também haverá impressão em Braille e a tradução para 2 línguas estrangeiras (inglês e espanhol) dos textos da exposição para possibilitar acesso ao público do exterior, tendo em vista, que a própria universidade recebe estudantes, professores e pesquisadores internacionais.
O Museu de Arte da UFC é um museu público de acesso gratuito, dessa forma a nova sala da exposição de Cultura Popular Tradicional será de acesso gratuito. Todas as palestras e oficinas propostas neste projeto serão gratuitas para o público. Em todas as palestras haverá reserva de 20% das vagas para grupos prioritários (pessoas indígenas, negras, periféricas, quilombolas, ciganas, PcDs e outras). Também haverá cota de 20% para grupos prioritários na contratação de profissionais do projeto. O museu fará a distribuição de exemplares dos catálogos para bibliotecas públicas selecionadas, visando ampliar o acesso do público a este acervo.
Graciele Karine SiqueiraBacharel em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)Mestre em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) / Museu deAstronomia e Ciências Afins (MAST)Diretora do Museu de Arte da Universidade Federal do CearáAtividades: Coordenação da equipe de trabalho, execução do projeto expográfico, acompanhamento das entregas e validação dos produtos Izabel Rosa Barbosa GurgelBacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC)Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC)Especialista em Gestão da Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)Atividades: Curadoria
PROJETO ARQUIVADO.