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Realização do XVI Festival Internacional de Música de Campina Grande - 9º FIMUS Jazz, um dos mais importantes da região Nordeste, realizado de forma ininterrupta desde 2010 e que já recebeu artistas, grupos e alunos(as) das Américas, Europa, África e Ásia. O FIMUS tem como objetivo oferecer entretenimento e formação musical para a população, estudantes e profissionais, por meio de atividades artísticas e pedagógicas. Em 2025, o Festival terá 04 (quatro) séries (Master, Jovens Talentos, Músicas do Mundo e Música Para Todos) que serão realizadas de março a dezembro, na região da Rainha da Borborema, em auditórios, teatros, escolas, igrejas, praças, parques e feiras. As atividades formativas serão realizadas para discentes e profissionais da área musical e terão como foco a música instrumental e vocal, produção musical, regência, composição, educação musical. Tanto as atividades artísticas quanto as pedagogócias serão gratuitas e livres para todos os públicos.
Todos os anos, o Festival Internacional de Música de Campina Grande homenageia um nome do cenário musical. Dentre os nomes que já celebramos encontram-se o de Radegundis Feitosa, Reginaldo Carvalho, Almeida Prado, Marco Antônio Almeida, Jackson do Pandeiro e, no último ano, a pifeira Zabe da Loca, em virtude do seu centenário de nascimento. Em 2025, se estivesse fisicamente entre nós, o compositor José Alberto Kaplan (1935-2009) completaria 90 anos. Kaplan, argentino de nascimento, estudou em seu país natal e na Europa, vindo diretamente da Alemanha para morar em Campina Grande, em 1961, onde começou a atuar como professor de piano. Posteriormente, mudou-se para João Pessoa, onde trabalhou como regente e professor, lecionando na UFPB. Com ampla presença no cenário nacional, destacou-se como pianista e compositor, tendo sido premiado em vários concursos. Sua produção é vasta, e inclui obras vocais, instrumentais para diferentes formações. Ao longo da programação do FIMUS a obra de J. A. Kaplan será apresentada em diferentes momentos, incluindo a Cantata pra Alagamar, com texto de W. J. Solha, obra para solistas, coro e orquestra de câmara, que trata dos conflitos provocados pela reforma agrária, durante o período de implantação do programa Pró-Álcool. A cantata, publicada pelo SESC Partituras, é um monumento da literatura coral brasileira do século XX e precisa ser amplamente divulgada, razão pela qual ganhará destaque na nossa programação. Outro produto de destaque é a estreia da Ópera do Cabeça de Cuia, de Eli-Eri Moura, que foi um dos alunos mais próximos do professor J. A. Kaplan. A Ópera do Cabeça de Cuia, cujo libreto entrecuza a lenda piauiense do Cabeça de Cuia com a história de Ismália, personagem do famoso poema homônimo do poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), foi concluída recentemente. O compositor Eli-Eri Moura, nascido em Campina Grande-PB, em 1963, é conhecido por sua produção musical para diferentes formações vocais e instrumentais, bem como trilhas para teatro e cinema. No campo da ópera, escreveu Dulcinéia e Trancoso (2009) e Mambembe Encantado (2016). Os personagens da Ópera do Cabeça de Cuia são: Crispim – jovem pescador (Tenor); Maria das Águas – mãe de Crispim (Mezzo-Soprano); Isabel – vizinha de Maria das Águas (Soprano); Maria Ismália – jovem delirante (Soprano); e Mateus – pescador, marido de Maria Ismália/assaltante (Barítono). Um espetáculo dessa magnitude é rico em transversalidades, englobando várias linguagens artísticas, estimulando a reflexões sobre temas complexos numa perspectiva interseccional, como, por exemplo, o confronto entre gênero, raça e classe. A relação entre o poema Ismália, de Alphonsus Guimarães, e a lenda do Cabeça de Cuia, do Piauí, pode ser explorada a partir de temas como a marginalização, a condição feminina e a luta por identidade e voz. Ambas as narrativas revelam a complexidade da experiência humana em face da opressão e do sofrimento. Pretendemos, no concerto de abertura, apresentar o oratório Candomblé, do compositor paraibano José Siqueira (1907-1985). Siqueira compôs quatro oratórios ao longo da sua vida, todos dentro da estética nacionalista. Três com temática contemplativa, sendo dois com inspiração na religião negra com texto tradicional em nagô, Candomblé (1958) e Candomblé II (1970) e outro inspirado no folclore nordestino, Festas natalinas do Nordeste (1974). O último oratório tem temática narrativa com teor histórico-político sobre poesia de Cecília Meireles, A grande tragédia da Conjuração Mineira (1980). O oratório Candomblé foi a primeira incursão de Siqueira no gênero e representa um fruto oriundo das nossas tradições, cuja forma e conteúdo provêm da pesquisa sobre essa manifestação religiosa de matriz africana, já consolidada no Brasil. A obra é para solistas, grande orquestra sinfônica e vasta percussão. O Projeto da Nova Música Armorial, nascido da parceria artística celebrada entre o regente-tenor Vladimir Silva e o compositor-violonista Danilo Guanais e que tem como objetivo promover a nova música produzida no Nordeste brasileiro, mais particularmente obras vocais e corais inéditas e originais de alto nível, também terá espaço no FIMUS com o lançamento de mais uma composição. Outro aspecto importante é que o FIMUS tem também atuado também no campo das artes midiáticas, com cursos e performances de música com o auxílio de equipamentos eletrônicos, alinhando suas ações às políticas culturais do município, por ocasião da inserção de Campina Grande na rede de cidades criativas da UNESCO, na categoria Media Arts. Na edição de 2025, lançaremos o game do FIMUS, um produto em realidade aumentada, que deverá ser lançado na abertura do Festival.
OBJETIVO GERAL Oferecer entretenimento e formação para público variado por meio das atividades artísticas e pedagógicas propostas pelo Festival Internacional de Música de Campina Grande, utilizando a música como ferramenta de transformação social e valorização da diversidade cultural, realizando concertos gratuitos em teatros, igrejas, hospitais, asilos e presídios, estimulando o bem-estar, a humanização e a educação musical. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Oportunizar o contato da população, de modo geral, e dos(as) estudantes e profissionais da música, de modo mais específico, com artistas e grupos com consolidada carreira nacional e internacional que interpretam repertórios de diferentes contextos, incluindo literatura conhecida e novas obras, para instrumentos acústicos e produzidos por equipamentos eletrônicos. Para tanto, propomos a realização da Série Master, que contará com a participação de grupos e artistas, brasileiros e estrangeiros, reconhecidos internacionalmente pela excelência do trabalho que desenvolvem. As propostas arti´sticas dos(as) convidados pela direção do FIMUS para esta série deverão destacar, sempre que possível, a mu´sica do nosso tempo, povo e lugar, novos reperto´rios, peças ine´ditas e produzidas por compositores(as) conhecidos(as) e em ascenção. Para a Série Master serão convocados 10 (dez) grupos-artistas, que se apresentarão nos concertos noturnos realizados no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande, de 11 a 20 de julho de 2025. Estimular o surgimento de novos solistas e grupos, que se dediquem à interpretação da música brasileira do passado e da atualidade, escrita por compositores(as) advindos de diferentes tempos, lugares e povos. Para atingirmos o objetivo proposto, realizaremos a Série Jovens Talentos, que irá promover e divulgar os trabalhos dos(as) novos(as) intérpretes. Os participantes, solistas e grupos (duos, trios, quartetos e quintetos), serão selecionados com base na análise dos portfólios, qualidade, pertinência e variedade do repertório, que poderá abranger música de câmara, jazz e choro. As propostas artísticas inseridas neste programa deverão ser elaboradas numa perspectiva decolonial e deverão contemplar, exclusivamente, a música brasileira, incluindo, no mínimo, 30% (trinta) de obras escritas por compositoras brasileiras e uma obra de compositor (a) paraibano (a), ou aqui radicado (a), e uma estreia mundial. Além da interpretação das peças, os músicos deverão apresentar informações técnicas e históricas, dentre as quais os dados biográficos sobre os (as) compositores (as), assim como elementos relevantes sobre a criação, circulação e recepção das obras inseridas no programa. Os(as) 10 (dez) solistas e/ou grupos participantes da Série Jovens Talentos serão selecionados por meio de edital. Cada artistas-grupo se apresentará uma vez, de março a dezembro de 2025, dentro da programação do FIMUS. Celebrar a riqueza da diversidade musical, destacando as intersecções entre diferentes gêneros, convidando músicos de diferentes partes do mundo para compartilhar suas tradições musicais, promovendo intercâmbio cultural e colaboração artística, criando concertos temáticos que explorem a relação entre a música de tradição oral, erudita, jazz, choro, apresentando arranjos inovadores e colaborações entre artistas. A presente meta será atingida por meio da Série Músicas do Mundo, na qual celebramos os legados dos mestres e das mestras da cultura de tradição oral brasileira e mundial, pois entendemos que a expansão dos repertórios apresentados no Festival Internacional de Música de Campina Grande, incluindo músicas do mundo e da tradição oral, representa uma transformação significativa na forma como a música é percebida e vivenciada no contexto contemporâneo. A prática musical, muitas vezes encarcerada em narrativas eurocêntricas, precisa urgentemente de um redimensionamento que reconheça e valorize as ricas tradições sonoras globais. Essa mudança não é apenas uma questão estética, mas um passo necessário para a decolonização da música, que deve ser vista como um espaço de resistência e afirmação identitária. A inclusão de repertórios variados, que abrangem diferentes culturas e estilos, permite que o Festival se torne um espaço de encontro e diálogo, no qual múltiplas vozes podem ser ouvidas e celebradas. Os(as) cinco artistas-grupos desta série serão convidados pela direção artística do FIMUS, levando-se em consideração a sua representatividade, e se apresentarão no período de culminância do FIMUS, de 11 a 20 de julho de 2025, em espaços abertos, como, por exemplo, praças, parques e feiras. Facilitar o acesso a experiências culturais enriquecedoras por meio de concertos gratuitos em locais que tradicionalmente têm pouca oferta, garantindo que a música chegue a diferentes públicos, independentemente de sua condição socioeconômica. Com a Série Música para Todos, democratizaremos o acesso à arte, oferecendo às populações que vivem em asilos, creches, hospitais, presídios e em instituições para pessoas com deficiências uma experiência musical, social e afetiva. Nessa atividade, incluirmos 10 (dez) grupos locais com repertório instrumental e vocal e que, em suas apresentações, vão interagir com o público ativamente, humanizando e sensibilizando o público-alvo por meio da música. Os artistas-grupos desta série, convidados pela direção artística do FIMUS tendo em vista seus portifólios e representatividade, farão uma única apresentação, de março a dezembro, nos locais supracitados. Fomentar a qualificação profissional, proporcionando oportunidades formativas que ampliem a compreensão e a apreciação da música, bem como novas técnicas por meio de workshops e masterclasses com músicos renomados, abordando aspectos da interpretação, composição, produção e história da música erudita, jazz e choro, estimulando o interesse pela música em crianças, jovens e adultos. Tal meta será atingida com a realização de cursos e oficinas realizadas ao longo do ano e de forma mais intensiva durante os dez dias do FIMUS, nas seguintes áreas: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversa, oboé, fagote, trompa, clarineta, saxofone, trompete, trombone, tuba, piano, cravo, canto lírico, canto popular, guitarra, baixo elétrico, percussão, flauta doce, violão, musicografia braille, musicoterapia, educação musical.
O Festival Internacional de Música de Campina Grande ocupa um lugar de destaque na região, sendo o mais antigo, na sua categoria, em funcionamento no Estado da Paraíba. Tem se mostrado como um fomentador de novos produtos, sobretudo no que diz respeito ao processo de criação artística e à estreia de obras de compositores(as) consagrados(as) e emergentes. Ao longo de quinze anos, vários alunos(as), professores(as) e músicos, de modo geral, foram beneficiados(as) com as atividades do FIMUS, tanto nos aspectos pedagógicos quanto artísticos. O mundo do trabalho, em Campina Grande e região, expandiu-se, ampliando as possibilidades de emprego para muitos profissionais, sobretudo os(as) egressos dos cursos de Música das universidades públicas do entorno. É um dos poucos festivais de música de concerto, jazz, choro e música de tradição oral realizado no interior do Nordeste de forma ininterrupta há mais de uma década. O FIMUS inseriu-se no calendário turístico da cidade, mostrando o ecletismo musical da Rainha da Borborema, contribuindo para a diversidade cultural do município. O Festival dinamiza a vida acadêmica, artística e cultural da região e configura-se como uma referência internacional, ampliando a visibilidade de Campina Grande no setor da música, fortalecendo intercâmbios e parcerias, movimentando a economia criativa, dando visibilidade a diversas manifestações da música brasileira. A realização do XVI FIMUS e do 9º FIMUS Jazz, de 11 a 20 de julho de 2025, é relevante porque: 1) artistas e grupos participantes apresentar-se-ão num evento internacional, com Qualis Artístico A2, conforme avaliação da CAPES; 2) o evento dará visibilidade às músicas do nosso Estado, região e país, a exemplo daquelas produzidas por povos originários e afrodescendentes; 3) as propostas artísticas contemplarão peças de compositores (as) brasileiros (as), bem como estreias mundiais; 4) os concertos e cursos serão realizados em diferentes localidades do entorno da Rainha da Borborema, em locais acessíveis, visando a democratização e a inclusão de públicos variados, abrangendo crianças, jovens, adultos e idosos, com diferentes perfis socioeconômicos, pessoas com ou sem deficiência; 5) as atividades serão gravadas e os produtos audiovisuais gerados serão disponibilizados nas redes sociais do FIMUS; e 6) a produção desse material será fundamental para a divulgação e preservação da memória musical em nosso país. A utilização Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais (Lei nº 8.313/1991) é fundamental para viabilizar o Festival Internacional de Música de Campina Grande, especialmente considerando a realização de concertos gratuitos em espaços de acesso limitado a produtos artístico-culturais variados. O apoio financeiro através de renúncia fiscal permitirá que o projeto alcance uma ampla diversidade de públicos e promova inclusão social, além de garantir a qualidade artística das apresentações. Com relação ao Art. 1º da Lei 8.313/91, destacamos que o projeto pode se enquadrar em vários incisos do referido Artigo que aborda as finalidades do incentivo à cultura. Os mais relevantes incluem: Inciso I: "Apoiar a produção e a difusão de bens e serviços culturais." O festival promove a produção e a difusão de música erudita, jazz e choro, incluindo obras conhecidas e novas, contribuindo para a diversidade cultural e o acesso à múltiplas expressões e linguagens musicais. Inciso II: "Fomentar a formação de público." Ao realizar concertos em asilos, creches, hospitais, presídios e instituições para pessoas com deficiências, o FIMUS utiliza a música como instrumento de sensibilização e humanização, contribuindo para a transformação da comunidade, bem como a formação de novos públicos, especialmente aqueles que normalmente não têm acesso a essas experiências culturais. Inciso IV: "Contribuir para a preservação e a valorização do patrimônio cultural brasileiro." A inclusão do choro, um gênero musical genuinamente brasileiro, e das músicas de tradição oral dos povos originários, das comunidades quilombolas e ciganas, o FIMUS ajuda a preservar e valorizar esse patrimônio cultural. No que concerne aos objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91, destacamos os seguintes: Inciso I: "Promover o desenvolvimento da cultura brasileira." O FIMUS enriquece a cena cultural ao reunir diferentes gêneros musicais e artistas, promovendo o intercâmbio cultural e o desenvolvimento de uma cena musical diversificada. Inciso II: "Estimular a criação e a circulação de bens e serviços culturais." As apresentações e atividades educacionais previstas no festival incentivam a criação musical e a circulação de obras, beneficiando tanto artistas quanto o público. Inciso III: "Facilitar o acesso da população à cultura." Ao assegurar a realização de concertos gratuitos em diferentes locais, o festival atende diretamente a este objetivo, garantindo que a cultura chegue a todos, independentemente de sua situação socioeconômica. O financiamento do Festival Internacional de Música de Campina Grande através do Mecanismo de Incentivo à Cultura não apenas facilita a realização do projeto, mas também alinha-se aos objetivos da referida Lei, contribuindo para o fortalecimento da cultura no Brasil e a promoção da inclusão social.
Promoção da diversidade: A programação e os cursos do Festival Internacional de Música de Campina Grande incluem uma variedade de artistas de diferentes origens étnicas, culturais e sociais. Isso envolve a seleção-convite de músicos de diversas nacionalidades, etnias e gêneros, bem como a inclusão de artistas emergentes e estabelecidos em pé de igualdade, bem como com deficiências e necessidades especiais. Assim, pretendemos envolver a comunidade local na programação, dando voz a grupos sub-representados, criando espaços para que suas histórias e expressões culturais sejam compartilhadas e celebradas. Isso pode incluir parcerias com organizações comunitárias, apresentações em bairros diversos e programas de bolsas de estudo para músicos talentosos de origens sub- representadas. Aplicação de novas tecnologias: Transmissão ao vivo e streaming online, realidade virtual e realidade aumentada, aplicativos móveis e plataformas digitais, tecnologias de áudio avançadas, inteligência artificial e análise de dados e tecnologias de iluminação e efeitos visuais. Apoio a campanhas ambientais: Todos os programas serão impressos, reduzindo o impacto ambiental provocado pelo uso de papel e tinta. Controle do nível de ruído nos shows com amplificação, tanto em espaços fechados quanto abertos. Coleta seletiva de resíduos nos espaços onde as ações serão desenvolvidas. Capacitação de técnicos: As equipes de trabalho do FIMUS serão submetidas a treinamento técnico oferecido pela Affins Produções, com carga horária de 60 horas, contemplando iluminação, sonorização, cenotécnica, fotografia, audiovisual, serviços de camarim e recepção, dentre outras áreas. Empreendedorismo: Estímulo à criação de grupos musicais e empresas de produção de eventos. Espaço destinado ao comércio de roupas, acessórios, instrumentos musicais, livros, partituras, dentre outros produtos. Oferta de workshops e cursos Especializados, sobretudo na área da produção cultural e musical. Inovação no setor: Estreia de obras inéditas, lançamento de produtos, incluindo livros, acessórios, CDs, livros, documentários, partituras e games. Mobilização de rede de profissionais: Para a realização do FIMUS será formada uma grande rede de profissionais, incluindo artistas, músicos, técnicos, apresentadores, tradutores, médicos, advogados, contadores, cinegrafistas, fotógrafos, webdesingers, motoristas, seguranças, cozinheiros, dentre outros.
Site do Festival Internacional de Música de Campina Grande - criação e manutenção de um site contendo material relativo ao FIMUS. O site terá linguagem moderna e acessível, bem como recursos de acessibilidade, permitindo uma eficiente interatividade entre os usuários. Concertos - realização de concertos e recitais, no período de março a dezembro de 2025, como parte das Séries Master, Jovens Talentos, Músicas do Mundo e Música Para Todos. Cursos - realização de cursos, no período de março a dezembro de 2025, como parte das ativivdades didáticas do FIMUS. Gravação - transmissão ao vivo e gravação dos concertos, no período de 11 a 20 de julho de 2025, por meio da TV Nordestina, via canal da TV e do FIMUS no YouTube. A TV Nordestina é uma emissora de televisão brasileira sediada em Campina Grande, agreste do estado da Paraíba. Opera na TV por assinatura via cabo pelo canal 179 da Brisanet, com transmissão para vários estados do Nordeste.
As ações de acessibilidade no XVI Festival Internacional de Música de Campina Grande - 9º FIMUS Jazz serão fundamentais para garantir que todas as pessoas, independentemente de suas necessidades físicas, sensoriais ou cognitivas, possam desfrutar plenamente do evento. 1) Acesso Físico e Infraestrutura Adequada: Garantiremos que os locais do Festival sejam transitáveis para pessoas com mobilidade reduzida, oferecendo rampas, guias táteis, elevadores, banheiros acessíveis e espaços designados para cadeiras de rodas. Além disso, disponibilizaremos lugares reservados, próximos ao palco, para pessoas com deficiência visual ou auditiva. 2) Comunicação Acessível: Disponibilizaremos materiais de comunicação em múltiplos formatos, incluindo Braille, textos com letras ampliadas e interpretação em língua de sinais para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. Além disso, forneceremos informações sobre o evento em formatos digitais para pessoas com deficiência visual. 3) Assistência e Acompanhamento: Ofereceremos assistência e acompanhamento para pessoas com necessidades específicas, como serviços de orientação e suporte para locomoção nos locais do Festival, bem como disponibilizaremos pessoal treinado para auxiliar no atendimento às necessidades individuais dos participantes. 4) Áreas de Descanso e Conforto: Criaremos áreas de descanso com assentos confortáveis e sombra para pessoas que necessitam de pausas durante o evento, como idosos, gestantes ou pessoas com condições de saúde crônicas. 5) Acessibilidade Digital: Garantiremos que o site do festival tenha navegabilidade para pessoas com deficiência, seguindo diretrizes de acessibilidade da web e oferecendo recursos como descrições de imagens para pessoas com deficiência visual e legendas para vídeos para pessoas com deficiência auditiva. 6) Sensibilização e Capacitação: Sensibilizaremos a equipe do Festival sobre questões de acessibilidade e proporcionaremos treinamento adequado para lidar com diferentes necessidades e situações que possam surgir durante o evento. No período destinado à pré-produção do FIMUS, a equipe técnica visitará todos os locais nos quais os concertos e demais atividades serão realizadas, a fim de inspecionar todos os itens supracitados, assegurando, deste modo, o acesso livre e irrestrito de todas as pessoas. Os parceiros locais que irão receber as atividades do evento serão convidados a fazer os ajustes necessários para o pleno cumprimento da Legislação.
Sob a perspectiva da democratização do acesso, o FIMUS, ao longo da sua história, tem desenvolvido várias ações. Além dos concertos gratuitos, realizados em locais e horários acessíveis, temos também atuado numa dimensão humanitária e inclusiva, realizando ações pontuais em instituições sociais e filantrópicas, incluindo asilos e hospitais, como, por exemplo, o Hospital Alcides Carneiro (https://www.youtube.com/watch?v=Q4aGC7hPJes), bem como no Instituto dos Cegos de Campina Grande (https://www.youtube.com/watch?v=v9BInN7Ezi0). A inclusão de pessoas trans também foi tema de uma palestra no FIMUS. Evento pioneiro no país, convidamos a Dra. Loraine Sims, da Louisiana State University, para tratar do tema (https://youtu.be/qDMTUNJh5eM). Há alguns anos, realizamos um concerto na zona rural de Remígio. Foi uma experiência intensa, registrada, inclusive, pela TV Paraíba, afiliada da Rede Globo. Ao longo do dia, os repórteres acompanharam uma das agricultoras, mostrando o seu dia a dia, do amanhecer até após o concerto. O relato mostra o poder da música e das ações que promovem a sua democratização (https://www.youtube.com/watch?v=FaImL3gbGVs). Os impactos das ações do FIMUS em Remígio foram tão expressivos que a cidade realizou concurso para contratar professores de música. A banda municipal também foi reativada e novos instrumentos foram adquiridos. Além disso, durante o período de realização do FIMUS, ofereceremos vários cursos, contemplando diferentes públicos. As atividades são voltadas para alunos(as) de música de diferentes níveis, inseridos(as) no ensino médio e universitário, no âmbito da extensão, da graduação e da pós. A meta, nesse caso, é oferecer formação continuada para tais discentes e também oportunizar o contato de tais estudantes com profissionais com larga e experiência e condições de lhes oferecerem bolsas de estudo no Brasil e no exterior. Também iremos oferecer cursos para professores da rede pública que trabalham com música. Essas atividades formativas incluem cursos no campo da educação musical, contemplando os métodos ativos, prática coral infantil, metodologia Suzuki e laboratório para a construção de instrumentos alternativos, que também envolvem educação ambiental. É importante destacar que, para integrar a Série Master 2025, e à semelhança do que vem ocorrendo, a direção artística do FIMUS, por meio da sua curadoria, convidará artistas individuais e grupos, brasileiros e estrangeiros, com consolidada trajetória. Já para a Série Músicos(as) e Mestres (as) do Brasil, serão convidados artistas individuais e grupos formados por representantes da cultura popular, advindos dos povos originários, negros e das comunidades quilombolas e ciganas, que preservam a ancestralidade por meio da tradição oral e de práticas musicais diversas. Todos os concertos são gratuitos, seja em parques, praças e outros espaços públicos, para tornar a música, em suas múltiplas configurações, acessível a um público cada vez mais amplo e diverso. Isso não só proporciona entretenimento cultural, mas também ajuda a democratizar o acesso à arte, promovendo a inclusão e o senso de comunidade. Pretendemos, ainda, em 2025, desenvolver programas que promovam a inclusão social através da música, como workshops para grupos marginalizados e inviabilizados, como idosos, pessoas com deficiência ou pessoas em situação de vulnerabilidade social. A meta é promover diversidade e inclusão, destacando artistas e músicos de diferentes origensétnicas, culturais e sociais. Isso inclui a programação de artistas de diferentes países, etnias e backgrounds, bem como a realização de debates e painéis sobre temas relacionados à diversidade na música. A gravação de programas especiais para a TV Nordestina e a Rede ITA, afiliada da TV Cultura, permite o acesso de muitas pessoas ao conteúdo que apresentamos no Teatro e demais locais de apresentações.
O Festival Internacional de Música de Campina Grande é uma realização da Affins Produções Artísticas, Culturais e Serviços LTDA. Conforme definido em seu contrato social, e de acordo com o Código Nacional de Atividade Econômica, atua em várias áreas, incluindo atividades de gravação de som e de edição de música; produção musical; atividades de sonorização e de iluminação; serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas; produção teatral; e serviços de mixagem sonora em produção audiovisual. A Affins tem sido responsável pela produção de vários eventos em Campina Grande, incluindo espetáculos de música, dança e teatro, englobando artista locais, nacionais e internacionais. Carlos Alan Peres da Silva, produtor, idealizador e Diretor Geral do FIMUS, é Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Paraíba – Campina Grande (1983). Professor aposentado pela UFCG, tem experiência nas áreas de engenharia de áudio e gestão e produção de eventos. Flautista, coordenou a Mostra de Música do Festival de Inverno de Campina Grande, implantou a Galeria de Artes, DART Galeria – UFPB, o LIAA-Laboratório de Informática Aplicada às Artes e o Programa de Extensão em Artes da FURNE. Carlos Alan Peres da Silva é sócio administrador da Affins Produções. Vladimir A. P. Silva, idealizador, produtor e Diretor Artístico do FIMUS, é doutor em Música pela Louisiana State University com atuação nas Américas, Europa e África. Tem artigos e peças publicadas pela FUNARTE, UFPE, Gentry Publications/Hal Leonard e vários periódicos. Estreou obras de Beetholven Cunha, Liduino Pitombeira, Eli-Eri Moura, Reginaldo Carvalho e Danilo Guanais. Deste último, regeu a world première da Missa de Alcaçus, no Carnegie Hall (EUA, 2017). Atualmente, é professor nos cursos de graduação e pós-graduação (UFCG-UFPB) e presidente da Nova Associação Brasileira de Regentes de Coros. Vladimir Silva é sócio cotista da Affins Produções. Os participantes da Série Jovens Talentos serão selecionados por meio de edital. As equipes técnicas serãoformadas por profissionais, estudantes e pessoas da comunidade. Os líderes das equipes serão profissionais experientes, enquanto os membros dos referidos grupos de trabalho terão uma oportunidade de aprender, por meio da vivência, diferentes habilidades ligadas à produção musical. O processo seletivo será feito por meio de Como já especificado, artistas e grupos que integram a programação da Série Jovens Talentos serão selecionados por meio de edital. Nesse processo seletivo, a Affins Produções, enquanto produtora e realizadora do FIMUS, contemplará ações afirmativas, incluindo cotas étnico-raciais para projetos inscritos por pessoa física ou pessoa jurídica cujo representante legal autodeclare-se pessoa negra, indígena, cigana ou quilombola. Todas as regras serão estabelecidas e publicizadas, tendo em vista a transparência e a legalidade do processo. Com relação aos grupos e artistas convidados para as Séries Master, Músicas do Mundo e Música Para Todos, a direção do FIMUS levará em conta, além dos aspectos téncicos e artísticos, a representatividade dos(as) convidados(as) no cenário local, regional, nacional e internacional. A meta é incluir pessoas de diferentes gêneros, classes sociais, com e sem necessidades especiais, ampliando, desse modo, a inserção de tais sujeitos no mundo do trabalho, fundamentado nos princípios da equidade de gênero e raça. Por essa razão, e baseado nas experiências dos anos anteriores, pretendemos convidar artistas, grupos e docentes brasileiros(as), bem como profissionais das Américas, Europa, Ásia e África. A parceria que temos com a Universidade Eduardo Mondlane, de Moçambique, será fundamental, por exemplo, para ampliar nossos repertórios e a visibilidade das culturas africanas. Reiteramos que, em nossos arquivos, dispomos de uma ampla lista com nomes de artistas e grupos que já manifestaram interesse de participar do FIMUS e que poderão ser contatados a qualquer momento para a edição 2025, caso necessário.
PROJETO ARQUIVADO.