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O projeto tem como objetivo realizar um circuito de música preta brasileira regional, levando uma versão pocket do Festival Feira Preta para as cidades de Cachoeira (BA), Belém (PA) e Belo Horizonte (MG). O circuito promove a visibilidade de artistas negros regionais, tanto individuais quanto em grupos ou coletivos, conectando-os ao público e impulsionando a valorização de talentos locais. Com atrações que refletem a diversidade e a riqueza da música regional brasileira, o evento se propõe a fortalecer a cultura e a representatividade artística.
Show Música Regional Cachoeira (BA): 9 bandas música regional 148 pessoas cada show 1.332 pessoas no total Show Música Regional Belém (PA): 9 bandas música regional 148 pessoas cada show 1.332 pessoas no total Show Música Regional Belo Horizonte (MG): 9 bandas música regional 148 pessoas cada show 1.332 pessoas no total Total de pessoas impactadas pelo projeto: 3.996
Objetivo Geral Este projeto tem como objetivo valorizar, promover e difundir a identidade e a criatividade negras por meio de apresentações musicais regionais brasileiras, fortalecendo o ecossistema de artistas negros no país. Objetivos Específicos - Realizar apresentações musicais em 3 (três) cidades brasileiras, destacando e promovendo talentos de artistas negros. Estimativa de público/show de 148 pessoas, totalizando 1.332 pessoas de plateia por cidade x 3 cidades = 3.996 pessoas impactadas. - 01 apresentação musical de grupo/banda regional ao mês x 9 meses = 9 shows/ano por município (Cachoeira/BA), (Belém/PA) e (Belo Horizonte/MG). Total de 28 shows. Cachoeira (BA) Nove músicos e grupos tradicionais do Recôncavo Baiano se apresentarão no Casa Preta Hub, em Cachoeira, com uma apresentação por mês. As performances trarão o autêntico samba de roda, surgido na Bahia por volta de 1960 e fortemente enraizado na cultura do Recôncavo Baiano. Essa expressão cultural, que integra tradições trazidas pelos africanos escravizados, como o culto aos orixás e caboclos e a culinária com azeite de dendê, foi reconhecida em 2005 como patrimônio imaterial do Estado da Bahia. As apresentações exaltarão a poética e o ritmo singular dos sambadores da região, criando uma experiência de interação profunda com as raízes do samba de roda e celebrando essa herança cultural com o público.*Os grupos serão decididos pelo curador a ser contratado após a liberação de execução do projeto. Gêneros Musicais: ● Samba de Roda ● Música de capoeira ● Músicas de terreiro (candomblé) ● Forró ● Axé * É válido ressaltar que iremos estritamente fomentar artistas/atrações regionais. Belém (PA) Nove músicos e grupos tradicionais de Belém e do Pará se apresentarão no espaço cultural local, a ser escolhido conforme as características locais, com uma apresentação por mês. As performances trarão a riqueza dos ritmos paraenses, como o carimbó e o brega, que refletem as influências indígenas, africanas e portuguesas na cultura musical da região. O carimbó, com suas danças vibrantes e instrumentação típica, é uma expressão cultural que encanta e une a comunidade. As apresentações destacarão a diversidade dos sons paraenses, criando uma vivência que celebra a herança cultural local. Os grupos serão escolhidos pelo curador a ser contratado após a liberação de execução do projeto. Gêneros Musicais: ● Carimbó● Brega● Siriri● Música Popular Paraense● Lambada * É válido ressaltar que iremos estritamente fomentar artistas/atrações regionais. Belo Horizonte (MG) Nove músicos e grupos tradicionais de Belo Horizonte e de Minas Gerais se apresentarão no espaço cultural da cidade, a ser escolhido conforme as características locais, com uma apresentação por mês. As performances trarão a essência da música mineira, destacando estilos como o congado e a folia de reis, que são fundamentais para a identidade cultural da região. O congado, uma manifestação cultural que celebra a história afro-brasileira, e a folia de reis, que mistura música e religiosidade, prometem encantar o público. As apresentações proporcionarão uma experiência única, celebrando as tradições e a rica herança musical de Minas Gerais. Os grupos serão selecionados pelo curador a ser contratado após a liberação de execução do projeto. Gêneros Musicais: ● Congado● Folia de Reis● Sertanejo de Raiz● Música Popular Brasileira● Samba Mineiro* É válido ressaltar que iremos estritamente fomentar artistas/atrações regionais. As apresentações musicais terão um caráter cultural e regional, visando valorizar e promover artistas e atrações locais, selecionados pela comissão de curadores após a aprovação do projeto. Isso garantirá a autenticidade e a valorização da música regional, um patrimônio cultural imaterial de imenso valor no Brasil. Gêneros como forró e samba de roda são apenas alguns exemplos dessa riqueza musical. O forró, originário do Nordeste, combina ritmos como baião, xote e xaxado, e é amplamente celebrado em festas juninas e eventos culturais em todo o país. Por sua vez, o samba de roda, uma expressão tradicional da Bahia, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, sendo caracterizado pela dança em roda e pelo uso de instrumentos típicos como pandeiro, atabaque e reco-reco. Além disso, Belo Horizonte se destaca por sua rica tradição musical, que inclui o samba de raiz e a música sertaneja, refletindo a diversidade cultural de Minas Gerais. O Clube da Esquina, movimento musical que emergiu na cidade, combina elementos do jazz, rock e MPB, promovendo uma sonoridade única que ainda ressoa entre os artistas locais. Belém do Pará, por sua vez, é o berço do carimbó e do tecnobrega, gêneros que celebram a cultura amazônica. O carimbó, com seus ritmos contagiantes e danças envolventes, é uma parte essencial das festas regionais, enquanto o tecnobrega mistura influências eletrônicas e sonoridades tradicionais, atraindo um público jovem e dinâmico. Dessa forma, as apresentações musicais não apenas celebram a diversidade cultural brasileira, mas também fomentam a valorização das tradições locais, conectando o público a suas raízes e à riqueza da música regional. * As atrações serão decididas pelo curador a ser contratado após a liberação de execução do projeto.
Em 2002, Adriana Barbosa se encontrava desempregada e buscava uma forma de ganhar dinheiro. Resolveu então, junto com uma amiga, criar um brechó onde vendia peças de roupas que não usava mais. O negócio foi bem-sucedido e, em pouco tempo, começou a visitar várias feiras vendendo seus produtos, até que, numa dessas ocasiões, acabou sofrendo um arrastão e perdeu grande parte de seu investimento. Ao invés de se deixar abater, Adriana teve a ideia de criar a própria feira, onde não precisaria mais disputar espaço com pessoas brancas e pudesse expor produtos com os quais se identificasse e, mais ainda, onde pudesse envolver produtos feitos por pessoas negras para pessoas negras. Em paralelo, notou que o bairro Vila Madalena (na zona oeste de São Paulo) estava se tornando palco de muitos eventos de black music, onde a maioria das baladas possuía público e DJs negros, mas nenhuma tinha um proprietário afro-brasileiro. Buscando resolver o problema da falta de protagonismo dos negros em eventos de cultura negra - e juntando a isso à ideia de criar a própria feira -, Adriana lançou, em 2002, a primeira Feira Preta na Praça Benedito Calixto, em São Paulo. Com 40 expositores e cerca de 7 mil visitantes, a feira foi um sucesso. A ideia era produzir um evento que reunisse cultura, produtos e serviços sob a estética afro e, de lá para cá, 20 anos se passaram e já foram realizadas mais de 20 edições, com participação de mais de cinco mil artistas e um milhão de pessoas contempladas. O Festival Feira Preta, maior festival de cultura negra e economia criativa da América Latina, é lugar de encontro das diferentes expressões da criatividade e inventividade pretas. Shows, experiências imersivas, artes, produtos e serviços de categorias diversas, além de painéis que promovem a convergência e compartilhamento de saberes sobre o futuro da economia preta, do afro-consumo, do empreendedorismo e da existência negra. A proposta de levar a experiência da Feira Preta para outros lugares representa uma oportunidade formentar as culturas locais, com apresentações e shows que refletem a música regional, valorizando a música brasileirra e sua riqueza e diversidade. A Feira é um espaço de projeção dessa música, ampliando oportunidades dos artistas locais, que muitas vezes, carecem de espaços de visibilidade e valorização cultural. A Feira Preta é um ecossistema estratégico voltado para o fortalecimento econômico e cultural da população negra na América Latina, em particular no Brasil. Nossa tese de impacto se baseia na construção de uma cadeia de resultados que, ao atuar de maneira sistêmica, diferentes programas, projetos e ações, cria um ambiente propício para o empoderamento, crescimento e sustentabilidade econômica da população negra, a partir do fortalecimento identitário amparado na historicidade negra e nos saberes que colaboram para a reconstrução de imaginários e construção de novos futuros. Através de processos de valorização, promoção e difusão da identidade e criatividade negras, criar e recriar memórias, narrativas e imaginários, posicionando suas contribuições ancestrais, intelectuais, culturais, sociais e econômicas. Dessa forma, o presente projeto visa promover a música regional três municípios brasileiros, com o intuito de valorizar a cultura e os agentes culturais negros e as música regional. As apresentações musicais serão 100% gratuitas para o público e contarão com a ampla participação de um número diversificado de artistas, grupos e coletivos, focando em destacar os expoentes negros e regionais. O projeto se enquadra nos seguintes incisos/objetivos dos Arts. 1° e 3° da Lei 8.313/91: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; Nesse sentido, a utilização da Lei Federal de Incentivo à Cultura é fundamental para o desenvolvimento e manutenção da cultura no país e ferramenta imprescindível para a continuidade deste projeto, e, portanto, solicitamos o deferimento da referida proposta por meio de relevante mecanismo.
Ao total, serão 3.996 pessoas beneficiadas pelo projeto, sendo 1332 por cidade. O número de beneficiários dos dois produtos não se somam.
As feiras serão realizadas nas cidades de Belo Horizonte (MG), Cachoeira (BA) e Belém (PA), atendendo a 3.996 (1.332 por cidade), e contarão com um espaço dedicado para apresentações musicais.
Acessibilidade física: · Área específica para embarque/desembarque de PcD, idosos e pessoas com mobilidade reduzida; · Rampas de acesso e banheiros adaptados para PcD; · Áreas reservadas para cadeirantes e assentos reservados para PcD e/ou idosos. Itens orçamentários: Escolha de locais com acessibilidade para realização das apresentações, locação de banheiros químicos. Acessibilidade de conteúdo: · Contratação de intérpretes de libras para promoção de acessibilidade das apresentações. · Impressão de material de divulgação em braile, quando necessário. · Legendagem descritiva em materiais de divulgação (vídeos para redes sociais), contemplando deficientes auditivos; · Inserção do widget público VLibras no site. Itens orçamentários: Intérprete de libras, Custos Administrativos e Custos de Divulgação.
O presente projeto prevê acesso 100% gratuito a todas as suas atividades, promovendo a fruição de bens, produtos e serviços culturais para 3.996 beneficiados (total). Ampliação - Art. 30 da IN 11/24: IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; A distribuição gratuita também atenderá aos critérios do artigo 29 (distribuição gratuita de ingressos e produtos) e Art. 31. (distribuição de ingressos e produtos para a comunidade negra) I - de caráter social a distribuição de ingressos e produtos culturais para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e inscritos no CadÚnico; da IN 11/024.
Proponente: Instituto Feira Preta | Presidente: Adriana Barbosa Função no projeto: Direção Geral Adriana Barbosa é fundadora da Feira Preta, maior evento de cultura e empreendedorismo da América Latina, e CEO da PretaHub. Em 2017 foi homenageada junto ao Lázaro Ramos e a Taís Araújo como os 51 negros com menos de 40 anos mais influentes do mundo segundo o Mipad, premiação mundial reconhecida pela ONU. Entre seus reconhecimentos, estão os prêmios Empreendedor Social, Revista Claudia, Estado de São Paulo para as Artes e Sim à Igualdade Racial. Em 2020 foi reconhecida como a primeira mulher negra entre os Inovadores Sociais do Mundo no Ano, pelo Fórum Econômico Mundial. Gerente de Relações Institucionais (Coordenador Geral) - Daniel Manjarrés Arquiteto pela Faculdade de Artes da Universidade Nacional da Colômbia, Pós-graduado em Editoração pela Universidade de Salamanca (Madrid, ES) e Mestre em Museologia pelo Programa Interunidades de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (Brasil). É gestor de projetos culturais com impacto social, nos tópicos do patrimônio cultural, economia criativa e os museus. Realizou esses trabalhos principalmente para instituições do setor público e para instituições privadas e da sociedade civil. Coordenadora Programa Técnico (Coordenadora do Projeto) - Jéssica Martins Paulistana movida por tambor, poesia e ax é. Bacharel em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo - FESPSP. Idealizadora e gestora do Projeto Omodé que trabalha na disseminação da cultura e arte percussiva afro-brasileira a jovens da periferia de São Paulo. Possui experiência na gestão de projetos e programas incentivados, produção executiva e cultural. Pós-graduanda em Cultura, Educação e Relações Étnico-raciais pelo CELACC - Centro de Estudos Latino- Americanos sobre Cultura e Comunicação, da USP - Universidade de São Paulo. Integra a equipe da PretaHub como Coordenadora do Projeto Técnico.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.