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O projeto GamboARTE visa ampliar o acesso à cultura por meio da realização de oficinas gratuitas de arte-educação voltadas a crianças, jovens e mulheres em situação de vulnerabilidade social, na comunidade da Gamboa de Baixo, em Salvador/BA. Como culminância, o projeto realizará, ao final, uma mostra artística aberta ao público, compartilhando os processos e resultados desenvolvidos ao longo das atividades.
Abaixo a sinopse das oficinas e mostra final: OFICINAS (CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO) (1) Oficina de Teatro, Escrita e Leitura Poética: Noções básicas e elementos que constituem uma obra teatral, formação para o ofício teatral sob a perspectiva da prática do ator através dos elementos básicos para a atuação em uma obra teatral, passando pela formação artística da linguagem teatral, criação de texto, improvisação, apreciação estética, técnicas teatrais, projeção da voz, expressão corporal, improvisação, leitura dramatizada e encenação, ensaios até a montagem de uma performance cênica para ser apresentada na Mostra de encerramento. (2) Oficina de Dança: Estimular o gosto pela dança e pelo movimento corporal. Ênfase nos elementos tempo e espaço (níveis, direções, espaço pessoal e interpessoal), para desenvolvimento da percepção rítmica e espacial, trabalho de postura e alongamento de pernas e pés no centro, imagem corporal. Introdução ao estudo das posições e movimentos livres. Juntamente a oficina de teatro, a oficina de dança se apresentará em um espetáculo na Mostra de encerramento. (3) Oficina de Artesanato: Formação prática e criativa na técnica ancestral do macramê, promovendo o aprendizado dos nós básicos, suas variações e possibilidades de composição estética com fios, cores e texturas. A oficina articula arte, sustentabilidade e identidade cultural, estimulando a autonomia, o trabalho coletivo e a expressão criativa em diferentes faixas etárias. Durante o processo, as turmas desenvolverão peças autorais que dialogam com o universo cênico do projeto. Ao final, os macramês criados serão utilizados como adereços dos atores na Mostra de encerramento de dança e teatro, integrando a cenografia e fortalecendo a dimensão colaborativa do Gamboarte. MOSTRA ARTÍSTICA DE ENCERRAMENTO (EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTE) Encenação itinerante pelas vielas, becos e escadarias comunidade que reunirá células artísticas os trabalhos desenvolvidos nas oficinas, como uma grande celebração de encerramento do projeto. Todas as oficinas se encontram nessa atividade, articulando suas produções realizadas ao longo do período de oficinas.
OBJETIVOS GERAIS O projeto GamboARTE tem como objetivo geral ampliar o acesso à cultura através da promoção de ações artístico-culturais e formativas na comunidade da Gamboa de Baixo, tendo como produto principal a realização de 3 oficinas de arte-educação e 1 mostra final. O intuito é de estimular o desenvolvimento comunitário, promover inclusão cultural, a socialização, fortalecer as relações intergeracionais, a autoestima e o senso de pertencimento, especialmente entre crianças, adolescentes, jovens e mulheres.As ações do projeto serão orientadas por um plano político-pedagógico fundamentado em metodologias participativas, com foco no letramento racial e na formação artística referenciada na cultura negra. As vivências propostas estimulam a valorização do território e de sua história, reconhecendo a comunidade como herdeira de uma rica ancestralidade ligada ao mar e à pesca. A partir desse processo, pretende-se fortalecer o reconhecimento da juventude como sujeito ativo, capaz de agir com orgulho, pertencimento e potência na transformação de sua própria realidade.O projeto também representa um passo inicial para a concretização de um antigo anseio da comunidade: a consolidação de um espaço cultural de uso coletivo. As atividades serão realizadas na sede da Associação de Moradores, que passará por adequações físicas pontuais para viabilizar seu funcionamento, em caráter piloto, como um espaço cultural comunitário e multiuso. As intervenções incluem melhorias em banheiros e a aquisição de equipamentos necessários às oficinas, como espelhos para as atividades de dança. Esse espaço constituirá um legado para a comunidade, ampliando o acesso a práticas culturais, educativas e recreativas e contribuindo para o desenvolvimento intelectual e a valorização humana, especialmente de públicos em situação de vulnerabilidade social. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar adequações físicas pontuais nas salas de dança e teatro e seus respectivos banheiros, com instalação de 4 espelhos, 2 vasos sanitários, 2 pias, e 2 torneiras;- Criar e executar 1 plano de comunicação/mobilização/divulgação, com identidade visual acessível e mobilizadora, chamativa, que convide os jovens a participar e que divulgue a mostra final;- Elaborar e executar 1 plano pedagógico focado em formação em arte e cultura, mas também formação política, discutindo letramento racial, saberes tradicionais pesqueiros - Realizar 3 oficinas artísticas e educativas para crianças, jovens e mulheres da comunidade. As oficinas ocorrerão no contraturno escolar. São elas: a) Oficina de teatro; b) Oficina de dança; c) Oficina de Artesanato (macramê);- Atender diretamente 60 pessoas - sendo cerca de 50 crianças e jovens (entre 13 e 29 anos) e 10 mulheres (entre 29 e 60 anos) - nas oficinas;- Realizar 1 Mostra de encerramento articulando todas as oficinas. Público estimado 250 pessoas.
A Gamboa de Baixo, uma comunidade tradicional pesqueira localizada no Centro Antigo de Salvador, enfrenta diversos desafios relacionados à falta de infraestrutura básica, acessibilidade, moradia de qualidade e espaços educativos e de lazer adequados para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Com uma população de aproximadamente 1.500 pessoas, a comunidade é marcada por um contexto de racismo ambiental e operações policiais violentas que atingem de forma desproporcional a juventude da comunidade.Apesar dessas adversidades, a Gamboa de Baixo resiste por meio da luta organizada de sua população, com destaque para a atuação da Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo, criada em 1992, e do Grupo de Mulheres da Gamboa de Baixo. Tais grupos têm desempenhado um papel crucial na defesa dos direitos dos moradores, especialmente em questões de habitação e infraestrutura, além de garantir a legitimação da área como uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador. Através de mobilização social, campanhas de comunicação e articulação com movimentos do Centro Antigo de Salvador, a Gamboa busca manter viva sua cultura e tradições. Nesse sentido, o foco em projetos socioeducativos também é fundamental para garantir que as crianças e jovens tenham oportunidades de crescimento.O projeto "GamboARTE" surge em resposta à necessidade urgente de transformar a realidade de crianças, adolescentes e mulheres da comunidade pesqueira da Gamboa de Baixo, em Salvador. Marcada pela vulnerabilidade social, especulação imobiliária e marginalização, essa comunidade historicamente enfrenta barreiras que afetam diretamente o bem-estar e dignidade de seus moradores. O projeto propõe oferecer atividades gratuitas de arte e educação que não só resgatam a autoestima e o pertencimento comunitário, mas também possibilitam novas perspectivas de vida, especialmente para as gerações mais jovens. O projeto enfatiza que a educação é a chave para abrir portas e expandir horizontes.De acordo com Beth Rangel, doutora em Educação pela FACED-UFBA e professora da Escola de Dança da UFBA, quando um indivíduo desenvolve suas habilidades sociais, cognitivas e interpessoais, ele se torna capaz de propor e participar de mudanças no ambiente em que vive, promovendo inclusão através de ações criativas e produtivas. No entanto, nas periferias brasileiras, o acesso à cultura é limitado, e com poucas oportunidades de atividades extracurriculares, muitas crianças e jovens, diante da ausência de apoio estatal e condições econômicas precárias, ficam vulneráveis à violência, drogas e criminalidade nas ruas [1].O diferencial desse projeto está em seu foco na valorização e resgate da rica cultura local vinculada à pesca artesanal. A partir das pedagogias das oficinas de arte-educação, os/as participantes terão a oportunidade de conectar-se com suas raízes e descobrir novas formas de expressão. Ao buscar promover o orgulho de ser "gamboeiro/a", a proposta combate o estigma que muitos jovens carregam, mostrando que uma vida digna pode ser alcançada por meio da arte-educação, sem abandonar suas origens. Mais do que um projeto cultural, o "GamboARTE" busca fortalecer a identidade coletiva da comunidade, mostrando que o conhecimento, a criatividade e a cultura são ferramentas poderosas de transformação.Além disso, o projeto vai além de ações pontuais, envolvendo a comunidade em um movimento contínuo de fortalecimento social. O espaço da sede, transformado em um local de aprendizados e convivência, possibilitará atender as necessidades essenciais que vão desde o desenvolvimento pessoal e profissional até a valorização da arte e cultura local. O "GamboARTE" atende diretamente às demandas culturais e educativas da comunidade Gamboa de Baixo, e também se alinha às políticas públicas e diretrizes de incentivo à cultura, consolidando-se como uma proposta única e de impacto duradouro para a comunidade.Devido à sua magnitude e ao impacto que pretende gerar, é de extrema importância a utilização de mecanismos de incentivo à cultura. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressos no art. 1º da Lei nº 8.313, sendo:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Este projeto promove e proporciona o contato e acesso de crianças, jovens e mulheres a vivências e práticas artísticas e culturais. Nas oficinas, os instrutores priorizam a utilização de obras e repertórios da cultura brasileira, especialmente afro-brasileira, também como forma de estimular o pertencimento, valorizar a identidade e ampliar o repertório cultural desses indivíduos.O projeto também se enquadra nos objetivos do art 3º da mesma Lei, como:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos.Vale situar que a interlocução comunitária é fundamental para a realização do "GamboARTE". Por isso que a Associação TRAMA, proponente deste projeto, trabalhará em parceria com o Grupo de Mulheres e a Associação da Gamboa de Baixo. A relação entre esses agentes veio sendo construída nos últimos anos, a partir da criação de outros projetos culturais e de impacto social realizados junto à comunidade.________[1] Fonte disponível em: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/8981/3/Do_sujeito_individual_ao_sujeito_social_na_traducao_de_experiencias.pdf . Acesso em: 21 set. 2024.
A parceria entre a Associação TRAMA e a comunidade da Gamboa de Baixo acontece desde 2020, a partir da Articulação dos Movimentos e Comunidades do Centro Antigo de Salvador, do qual a Associação de Moradores faz parte. Esse movimento atua pela garantia do direito à cidade, pelo direito à moradia social e à permanência nos seus territórios em uma região turistificada e cobiçada por interesses públicos e privados. Desde então a TRAMA tem criado campanhas de mobilização e de denúncia de violações de direitos, oficinas, atos de rua, audiovisuais com intuito de contribuir com a luta por justiça socioespacial.Em 2022, criamos o curta documental 'Pescadoras em rede: As mulheres da Gamboa de Baixo'. A partir do registro das mulheres pesqueiras da comunidade da Gamboa, frequentemente invisibilizadas, o curta tem o intuito de contribuir para o reconhecimento desta prática ancestral que se mescla com a história deste território. As vozes das figuras que protagonizam o curta evocam memórias e contam sobre as disputas pela permanência e as articulações tecidas pelas mulheres negras na manutenção da vida da sua comunidade. O filme foi exibido em 10 Festivais Nacionais de Cinema, ganhando 3 premiações: Melhor direção de arte, Melhor trilha sonora e Melhor pôster. O curta está disponível na GloboPlay. Assista e saiba mais em: https://www.trama.org.br/pescadorasemredeEm 2023-24, realizamos, também em parceria com a Associação de Moradores, o projeto 'Do mar à mesa: ciclo profissionalizante com a comunidade pesqueira da Gamboa de Baixo'. O principal objetivo foi apoiar o fortalecimento da economia da Gamboa de Baixo através de oficinas educativas e profissionalizantes, incentivando o Turismo de Base Comunitária. Para isso, foram criados espaços de formação de mulheres e jovens relacionadas/os à pesca tradicional, culinária e empreendedorismo social. Contamos com o desenvolvimento de 10 oficinas voltadas para a potencialização da geração de renda desta comunidade que possui história e tradições de grande valor, mas que tem sido exposta a uma série de vulnerabilidades e violações de direitos sociais. Além dos espaços formativos, o projeto contou com a exposição 'O MAR NOS UNE' nas ruas da comunidade, distribuição de cartilhas com a história local e a compra de uma embarcação promovendo uma maior autonomia para as mulheres pescadoras e mergulhadoras. O projeto contou com uma forte mobilização social, tendo cerca de 70 pescadores/as envolvidos diretamente com as atividades. O projeto teve apoio do Instituto Lugar de Faz. Saiba mais em: https://www.trama.org.br/domaramesa. O 'Do Mar à Mesa' foi uma das 6 iniciativas nordestinas premiada pelo Ministério das Cidades do Governo Federal, dentro do Prêmio Periferia Viva 2024.Dando continuidade a essa relação de parceria e contribuição com a comunidade que este presente projeto é construído. O ‘GAMBOARTE’ se volta para o acolhimento e desenvolvimento pessoal e profissional de crianças, jovens e adolescentes filhos e filhas de pescadores. A prática tradicional da pesca é algo que tem se perdido na comunidade, sendo desempenhada por pessoas adultas e idosos. Criar um projeto de arte-educação que valorize a cultura da localidade é fundamental para construir caminhos de reaproximação da juventude com essa prática ancestral. A relação com o mar estrutura os modos de vida da comunidade, é lugar de sustento, de trabalho, de lazer, de socialização, de religiosidade.Por isso que este projeto tem como essência, além de realizar oficinas, a vontade de contribuir com a promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade, por meio de ações que contribuam com o desenvolvimento pessoal e social de crianças, adolescentes e jovens, da Gamboa de Baixo, promovendo inclusão, fortalecendo a autoestima e o senso de pertencimento comunitário por meio do reconhecimento das tradições e culturas locais.Este projeto contribuirá em ocupar o tempo ocioso dos jovens, afastando-os de influências negativas e promovendo um ambiente de aprendizado e desenvolvimento pessoal. Além das atividades culturais na sede da Associação, buscando também promover uma abordagem holística e ampliada, levaremos outras atividades para espaços públicos locais e estimulando o diálogo com a comunidade de forma mais abrangente com objetivo de fortalecer a identidade e o orgulho da comunidade, destacando sua história e importância como uma comunidade pesqueira no centro da cidade.A efetivação de um espaço socioeducativo na Gamboa de Baixo é fundamental para a construção de uma infância saudável na comunidade. A aposta na potência do multiuso, é fundamental para criar um espaço comunitário ativo e pulsante. Acreditamos que fortalecer a educação e cultura em territórios negros e populares tende a ser algo transformador não apenas para as crianças, mas para toda a comunidade. Com base nas necessidades e anseios dos moradores, majoritariamente negros e de baixa renda, o projeto desenvolverá um plano metodológico focado no letramento racial para subsidiar as atividades culturais e educativas que tem também um caráter de formação política. Vale citar ainda que o projeto dialoga com alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como: ODS 1 - Erradicação da Pobreza; ODS 4 - Educação de Qualidade; ODS 5 - Igualdade de Gênero; ODS 10 - Redução das Desigualdades; ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis.Para efetivação desse projeto, contamos com a parceria da Associação de Moradores e do Grupo de Mulheres. A Associação de Moradores Amigos de Gegê da Gamboa de Baixo, fundada em 1992, tem sido um pilar na luta por melhorias sociais e urbanas para esta comunidade pesqueira. O território enfrenta especulação imobiliária e gentrificação, o que ameaça a permanência de seus moradores. O movimento de resistência começou na década de 1960 com a construção de uma escadaria pelos próprios moradores e foi liderado por mulheres negras, que também fundaram o Grupo de Mulheres Negras nos anos 1990. A associação, surgida após uma epidemia de cólera, desempenhou um papel crucial na conquista de melhorias como saneamento básico e regularização fundiária, além de lutar pela valorização da pesca tradicional, enfrentando sucessivas ameaças de remoção e promovendo a mobilização social contínua da comunidade. Em 2024, segue ativa e criando ações de mobilização social e incidência política, sentando nas mesas de negociação com organizações públicas em prol de melhorias infraestruturais da comunidade. O Grupo de Mulheres, por sua vez, possui uma atuação mais voltada para a juventude e mulheres por esse viés da arte-educação-profissionalização, sendo um forte grupo local, composto por 25 mulheres. Ana Caminha, a presidente de ambas as organizações, possui uma trajetória de atuação em defesa dos direitos da comunidade e é uma das principais vozes da luta pelo direito à cidade e moradia em Salvador.
Todos os produtos são gratuitos e voltados para a comunidade da Gamboa de Baixo, especialmente crianças, adolescentes, jovens e mulheres.Curso / Oficina / Capacitação OFICINAS (1) Oficina de Teatro90 horas em 7 meses = 6h de planejamento + 84h de aulaPúblico: 20 adolescentes e jovens (10 - 29 anos). (2) Oficina de Dança 90 horas em 7 meses = 6h de planejamento + 84h de aulaPúblico: 30 pessoas (10 - 29 anos) (3) Oficina de Artesanato90 horas em 7 meses = 6h de planejamento + 84h de aulaPúblico: 30 pessoas (10 - 60+ anos)80 pessoas impactadas diretamente Exposição Cultural / de Artes MOSTRA ARTISTICA DE ENCERRAMENTO 1 ação artística multilinguagem com duração de 1h30, realizada em 1 dia como atividade de conclusão do projeto. Haverá performances dos participantes das oficinas.Público estimado: 250 pessoas (moradores, visitantes, turistas).
ACESSIBILIDADE FÍSICANesse campo da Acessibilidade, é importante mencionar que a Gamboa de Baixo encontra-se inserida em uma encosta e que o principal meio de locomoção são escadarias, vielas e becos acessados apenas por pedestres. Não há meio de acesso a motos ou carros. Vale citar também que a comunidade não possui números expressivos de pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou que apresente deficiência intelectual.O projeto buscará minimizar essas barreiras e facilitar os acessos de todos os moradores e visitantes, bem como as condições de segurança na utilização dos espaços, refletindo o compromisso com a inclusão de acordo com a Lei nº 13.146, Decreto nº 3.298 e Decreto nº 9.404.ACESSIBILIDADE DO CONTEÚDO* Intérprete de libras: Serviço realizado durante a Mostra artística de encerramento do projeto, que contemplará público de moradores e visitante, haverá intérpretes de Libras disponíveis para garantir que pessoas surdas possam compreender plenamente as apresentações.* Linguagem acessível: Todos os materiais educativos e comunicativos serão desenvolvidos em linguagem clara, direta e acessível, garantindo que pessoas de todas as idades e níveis de escolaridade possam compreender e participar das atividades.* Educação inclusiva: A proposta pedagógica das atividades de arte-educação será baseada na pedagogia de Paulo Freire, que valoriza o conhecimento, a vivência e a cultura tradicional da comunidade como base para o aprendizado. Um processo educativo que se aproxima das nuances do território e das trajetórias de vida dos seus moradores. A educação inclusiva será central, considerando as realidades e necessidades específicas das crianças da Gamboa de Baixo.Implementando essas medidas, dentro das possibilidades e limitações, o Projeto “GamboARTE” não apenas promove o desenvolvimento pessoal e social da comunidade, mas também assegura que todos possam participar plenamente e se beneficiar das oportunidades oferecidas, construindo uma Gamboa de Baixo mais inclusiva e acolhedora.
Todas as vagas disponibilizadas para as oficinas são 100% gratuitas, de forma inclusiva, sem distinção de raça, credo, gênero e orientação sexual. O projeto é fundamentado na ideia da democratização do acesso à arte, cultura, educação e na inclusão social, com o objetivo de fortalecer o senso de pertencimento comunitário, a valorização cultural e a participação ativa de todos os membros da comunidade, independentemente de condição socioeconômica. A forma de distribuição e comercialização dos produtos e serviços culturais desse espaço será voltada para a gratuidade e ampla participação.Algumas estratégias para garantir a democratização do acesso são:- Ensaios Abertos e Eventos Públicos, permitindo que a comunidade participe ativamente do processo criativo e se aproxime das atividades culturais. - Registros das Oficinas divulgados nas redes sociais da comunidade (@sougamboadebaixo), da proponente (@trama_org) e do parceiro @centroantigovivo.- Transmissão da Mostra de encerramento pelo Instagram do @sougamboadebaixo para alcançar um público mais amplo.- Mobilização das famílias dos participantes.- Atividades para pessoas de diferentes idades.
Coord. geral: Matheus Tanajura Elaborar e monitorar o Plano de Ação; Coordenar as atividades institucionais; Monitorar o progresso das ações e o cumprimento das metas e prazos; Gerenciar os recursos financeiros, humanos e materiais, controlando despesas, notas, documentos e elaborando relatórios; Buscar parcerias para ampliar o projeto. Bio: Matheus é gestor de projetos culturais com foco em impacto social na Associação TRAMA. Arquiteto-urbanista (UFBA) com mestrado na área, atua na coordenação de processos de comunicação comunitária. Foi coordenador do projeto premiado pelo Ministério das Cidades ‘Do Mar à Mesa’ (2023/24), voltado à capacitação profissional da comunidade pesqueira da Gamboa de Baixo. Sua trajetória inclui a criação e gestão de projetos de arte-educação em territórios populares e comunidades tradicionais. Coord. do projeto: Ana Cristina Caminha Representar o projeto junto a parceiros, patrocinadores e comunidade; Coordenar reuniões para definição e acompanhamento de metas; Gerenciar a produção de eventos, oficinas e mostra; Supervisionar readequação da sede da Associação; Acompanhar oficinas e atividades; Facilitar a comunicação entre a comunidade e equipe técnica. Bio: Ana é presidente da Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo e do Grupo de Mulheres da Gamboa de Baixo, além de ser uma das lideranças da Articulação do Centro Antigo de Salvador. Pedagoga e nascida na Gamboa, atua desde 1990 em mobilização social e projetos de impacto comunitário, como o Programa Vida Melhor (1996), do Gov. da Bahia. Em 2023/24, coordenou a produção do projeto 'Do Mar à Mesa'. Coord. Pedagógica: Joelma Lopes Sousa Planejar, organizar e supervisionar atividades pedagógicas; Coordenar o trabalho dos oficineiros e arte-educadores para garantir alinhamento metodológico; Elaborar e monitorar cronogramas; Viabilizar reuniões com a equipe; Criar e executar o plano pedagógico. Bio: Joelma é pedagoga formada pela Fundação Visconde de Cairu, com especializações em Coordenação Pedagógica e Psicopedagogia. Foi coordenadora pedagógica na Escola Aberta do Calabar (Projeto Criança Esperança) e atualmente coordena o Teatro Escola e o Reforço Escolar Flor de Maio na Gamboa. Nascida na Gamboa de Baixo, Joelma atua em projetos voltados ao fortalecimento educacional e cultural da juventude. Oficineiros: 3 profissionaisPlanejar e realizar oficinas conforme o Plano de Ação; Colaborar na montagem da Mostra de encerramento. (1) Teatro | Aparecida OliveiraCida Oliveira é atriz com formação pelo Curso Profissionalizante de Teatro do Teatro Castro Alves e pelo Curso Livre da UFBA, acumulando mais de 25 anos de experiência como arte-educadora. Ela desenvolve oficinas de teatro em escolas, empresas e comunidades, criando montagens teatrais. Já trabalhou com empresas como Embasa, Coelba e Petrobras, e escolas como o Colégio Antônio Vieira e o Salesiano Dom Bosco, sendo reconhecida por sua contribuição à transformação social através da arte em comunidades como Mussurunga e Nordeste de Amaralina. (2) Dança | Denilson SantosDenilson é bailarino com uma vasta experiência no mundo da dança. Atuou no Balé da Mata e no Balé do Teatro Castro Alves, além de participar do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros nos anos III e IV, atuou também como professor de dança no Projeto Teatro Escola. É professor de dança moderna no estilo Horton e professor de dança afro-brasileira e afro contemporânea. Além disso, exerce o papel de gestor no centro cultural Makota Valdina (Teatro XVIII) Coreógrafo da renomada Cia Tradições. (3) Artesanato (Macramê)| Nós MacramêA Nós Macramê é um projeto criado por Cássio Caiazzo e Erick Simões unindo arte, ancestralidade e geração de renda a partir da técnica do macramê. Com forte inspiração na cultura dos povos originários e africanos, a marca foi vencedora do Concurso Novos Talentos do Shopping Barra com a coleção Wazaká. Presente desde 2015 no Afro Fashion Day, a Nós Macramê consolida sua atuação no cenário da moda autoral baiana com peças sustentáveis e criativas. Além das coleções e desfiles, o projeto desenvolve oficinas formativas, inclusive em territórios populares, ampliando o acesso à técnica e fortalecendo redes locais de trabalho.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$100.000,00 em 23/03/2026.