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A ELCCAJU é um projeto de formação profissional, cultural e cidadã para adolescentes e jovens de 16 a 24 anos de São Paulo, com prioridade para pessoas negras, indígenas, travestis e transgêneras, mães, com deficiência e egressos do sistema socioeducativo. Busca ampliar as oportunidades de trabalho, empreendedorismo e geração de renda na Economia Criativa, além de fortalecer os vínculos comunitários e o engajamento sociocultural desse público. Se organiza em duas frentes principais de atuação — Curso Profissionalizante em Comunicação e Cultura e a Produtora Júnior de Comunicação e Cultura — que articulam as dimensões teórica e prática em um percurso formativo com 8 meses de duração que intersecciona os campos da comunicação, cultura e artes. Neste percurso, os jovens receberão formação conceitual e técnica, além de mentoria para desenvolver projetos e negócios próprios no campo da Economia Criativa com potencial de impactar positivamente suas trajetórias e os territórios onde vivem.
CURSO PROFISSIONALIZANTE DE COMUNICAÇÃO E CULTURA O Curso Profissionalizante de Comunicação e Cultura terá carga horária total de 160 horas, divididas em dois encontros semanais com 4h de duração, ao longo de cinco meses. Ele contempla atividades presenciais, que serão realizadas na sede da Viração, e virtuais, que ocorrerão por meio de plataformas digitais. A matriz curricular se estrutura por módulos relacionados às dimensões éticas, sociais e técnicas da criação, gestão e produção em comunicação e cultura: - Mídia, cultura e cidadania — O módulo aborda temas como o multiculturalismo e os direitos humanos, discutindo como diferentes grupos sociais, especialmente afrodescendentes e ameríndios, são representados na mídia e sua produção cultural. Através de análises críticas das representações midiáticas, o módulo investiga o papel da mídia e da arte na construção de identidades e na manutenção ou contestação de estereótipos. Além disso, a cultura afro-ameríndia é destacada como uma rica fonte de resistência e expressão artística. A arte de contestação é examinada como um veículo para a luta por direitos e a afirmação de vozes marginalizadas, promovendo uma visão crítica sobre a cidadania e a inclusão social. - Cultura e Economia Criativa — O módulo "Cultura e Economia Criativa" oferece uma visão abrangente sobre a relação entre cultura, políticas públicas e atividades econômicas. Inicia com a reflexão sobre o conceito de cultura, explorando suas múltiplas definições e o papel que desempenha na sociedade. Em seguida, aborda o campo da Política Cultural, examinando como governos e instituições moldam e incentivam a produção cultural. O curso também apresenta os fundamentos da economia criativa, destacando o impacto econômico de setores como arte, design, moda e mídia. Por fim, explora o empreendedorismo em arte e cultura, oferecendo ferramentas para que criadores e gestores culturais desenvolvam negócios sustentáveis, aproveitando o potencial criativo como motor de inovação e desenvolvimento econômico. - Produção artística e midiática multimídia — O módulo "Produção Artística e Midiática Multimídia" explora a convergência entre arte e mídias digitais, abordando as diversas linguagens e técnicas midiáticas e artísticas utilizadas na criação contemporânea. O curso investiga como essas linguagens se interrelacionam e como as novas tecnologias transformam as formas de expressão artística e cultural. Além disso, são exploradas estratégias de marketing cultural, com foco em como artistas e produtores podem promover suas obras em um cenário cada vez mais digital e interconectado. O módulo também discute as expressões artísticas e culturais contemporâneas, analisando movimentos, tendências e as interações entre arte, tecnologia e sociedade. - Produção Cultural — O módulo "Produção Cultural" oferece uma imersão nas práticas e técnicas essenciais para a organização e realização de projetos culturais, tanto em contextos corporativos quanto comunitários. O curso abrange as dinâmicas da produção cultural corporativa, focada em grandes empresas e marcas, e da produção comunitária, voltada para ações locais e sociais. Também são discutidos os processos de organização de eventos, desde a concepção até a execução, bem como a produção de cultura digital, que explora o universo das plataformas digitais e novas mídias. Por fim, o módulo inclui aspectos técnicos fundamentais, como som, luz e cenografia, essenciais para a realização de eventos e espetáculos culturais de impacto. - Gestão Cultural — O módulo "Gestão Cultural" oferece uma visão prática e estratégica sobre a administração de projetos culturais, abordando tanto os aspectos legais quanto os gerenciais. O curso explora as principais leis de incentivo à cultura, como a Lei Rouanet, e ensina a elaborar projetos culturais aptos a captar recursos e promover ações culturais diversas. Além disso, o módulo se aprofunda na gestão de projetos culturais, fornecendo ferramentas para o planejamento, execução e avaliação de iniciativas culturais. Também são introduzidas noções essenciais de direitos autorais, fundamentais para garantir a proteção das criações artísticas e culturais dentro dos marcos legais. Os professores de cada módulo/aula serão selecionados e contratados com base na experiência e relevância no campo em que atua, pela coordenação executiva e pedagógica do projeto. Além dos professores especialistas convidados, os arte-educomunicadores da Viração contribuirão com a mediação de todos os módulos, contribuindo para que os estudantes a pensarem as convergências entre eles, de modo a apoiá-los na construção de um pensamento complexo e denso sobre o conjunto dos temas e técnicas abordados.
>>> Objetivo Geral: O objetivo do projeto é criar uma Escola Livre de Comunicação, Cultura e Artes que se estruture a partir de um curso profissionalizante e uma produtora júnior, voltada à formação profissional, cultural e cidadã de adolescentes e jovens da cidade de São Paulo, considerando as dimensões teórica e prática do campo da Economia Criativa. >>> Objetivos Específicos: CURSO PROFISSIONALIZANTE: atender até 120 alunos, divididos em quatro turmas e dois ciclos formativos, em um curso profissionalizante em comunicação e cultura com duração de cinco meses, sendo duas aulas de 4h por semana, totalizando 40 aulas e 160h/a. PRODUTORA JÚNIOR: realizar percurso formativo prático por meio de uma produtora júnior com duração de três meses e carga horária mínima de 96 h/a de atividades, com a participação de, no mínimo, 60 alunos, ao longo dos dois ciclos formativos. PROJETOS JUVENIS: realizar até 12 produtos, projetos e/ou negócios culturais juvenis de caráter comunitário e/ou empreendedor, concebidos e liderados pelos alunos atendidos no projeto, no âmbito da atuação da produtora júnior. EVENTOS DE CULMINÂNCIAS: realizar dois eventos públicos comunitários de culminância, sendo um ao final de cada ciclo formativo, para a exposição dos produtos, projetos e/ou negócios criados pelos jovens.
O projeto ELCCAJU dialoga com as demandas, desafios e aspirações das juventudes contemporâneas que, por um lado, enfrentam dificuldades para a inserção socioprodutiva digna e, por outro, se constituem e se expressam a partir das múltiplas convergências que criam entre comunicação, cultura e arte, especialmente, a partir das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Essas áreas representam hoje alguns dos campos de atuação profissional mais promissores e de maior interesse por parte dos jovens, pelas dinâmicas próprias de cada uma delas e pelas possibilidades de transformação da realidade socioeconômica que proporcionam. Também estas áreas interessam-se pelas juventudes e pela sua força de trabalho criativa e inovadora. Entretanto, com um mercado cada vez mais competitivo, a inserção profissional nesses campos exige o desenvolvimento de habilidades e competências diversas, além de uma prática contínua de aprendizagem que possibilite uma atualização constante das mudanças e avanços tecnológicos e culturais. Numa perspectiva interseccional, a discussão sobre inclusão socioprodutiva juvenil se relaciona diretamente com os efeitos das injustiças de classe, raça e gênero, que produzem e/ou agravam o problema, se tornando, muitas vezes, empecilhos incontornáveis para o ingresso digno dos jovens no mundo do trabalho, inclusive nas indústrias criativas. As desigualdades territoriais e as vulnerabilidades das comunidades ameaçadas pela violência, precariedade dos serviços públicos e/ou degradação ambiental, se somam aos obstáculos que prejudicam as trajetórias juvenis e comprometem o desenvolvimento econômico, democrático e criativo do país. A essas questões, somam-se as transformações do mercado de trabalho devido, entre outros fatores, às Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) que empregam mudanças e moldam oportunidades e desafios profissionais em todas as áreas, fomentam em diversos setores o surgimento de novas áreas e dinâmicas profissionais, incluindo na indústria criativa. Considerando que este cenário molda desafios e oportunidades para além do mundo do trabalho, impactando de forma complexa a dinâmica da sociedade, a ELCCAJU visa não apenas impulsionar a inclusão produtiva dos jovens atendidos, mas também incentivá-los a exercer um papel ativo em suas comunidades, liderando processos de transformação social a partir de ferramentas da comunicação e das artes. Através de uma metodologia que combina teoria e prática, sustentado na realização de um curso profissionalizante e na constituição de uma produtora júnior, o projeto oferecerá a oportunidade de criação de produtos, projetos e negócios culturais juvenis que vão fortalecer o engajamento sociocultural, contribuindo para o fortalecimento da economia criativa local. Em resumo, a ELCCAJU é uma iniciativa estratégica e profundamente pertinente para o cenário cultural, social e econômico contemporâneo, com potencial para causar um impacto positivo duradouro na vida dos jovens atendidos e em suas comunidades. Ao se voltar para um público mais vulnerabilizado, contribui para a construção de um futuro mais inclusivo, justo, próspero e criativo. No conjunto de suas ações, o projeto se propõe a fortalecer as trajetórias juvenis por meio da capacitação para o mundo do trabalho e o empreendedorismo, com foco na indústria criativa, criando caminhos para o acesso à educação de qualidade; a inserção profissional digna sob a perspectiva do trabalho decente; e o engajamento sociocultural. Estas ações estão comprometidas com a melhoria da qualidade de vida dos jovens, tendo em perspectiva o aumento da empregabilidade e a geração de renda, alinhada ao fortalecimento da cidadania cultural e do senso crítico, como caminho para a transformação social, cultural e econômica. A partir do trabalho com os jovens, o projeto apresenta um potencial transformador das comunidades nos quais estes vivem e atuam, engajando o crescimento econômico e a valorização da cultura em cada território; o fortalecimento do capital cultural e da coesão social; o desenvolvimento de projetos culturais potentes; e a promoção da sustentabilidade. Em tudo isso, o projeto constrói caminhos para que as juventudes possam vislumbrar perspectivas de futuro, sonhando para si, suas famílias e seus territórios novas trajetórias individuais e coletivas, que se distanciam daquelas comumente determinadas pelos contextos e cenários de violações de direitos. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que está comprometida com o direito à vida das juventudes, o reconhecimento, valorização e preservação de seus territórios e os ecossistemas neles presentes e a continuidade de suas comunidades. Por fim, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei Rouanet: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. E se alinha ao Art. 3º, inciso I- incentivo à formação artística e cultural; alínea "c" -instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos. lucrativos.
PLANO RESUMIDO DE ATIVIDADES DA ELCCAJU>>> Objetivos:- Capacitar adolescentes e jovens a atuarem de forma crítica e inovadora nas áreas de comunicação, cultura e artes, desenvolvendo habilidades técnicas, criativas e de gestão. - Promover a compreensão das dinâmicas culturais contemporâneas e o papel da mídia, da arte e da cultura na formação de identidades e na luta por direitos. - Preparar os estudantes para desenvolver e gerenciar projetos culturais e midiáticos, tanto em contextos comunitários quanto corporativos. - Capacitar os alunos a elaborarem projetos culturais utilizando leis de incentivo e a gerenciar eventos e produções. - Explorar as potencialidades da arte e da comunicação digital como ferramentas de expressão e transformação social. - Incentivar a criação e produção cultural e artística a partir de uma visão empreendedora e socialmente engajada. - Mentorar os jovens na criação de produtos, projetos e negócios no campo da economia criativa que impulsionem suas trajetórias e promovam impacto social positivo. >>> Justificativa/Relevância: O percurso formativo, composto pelo curso profissionalizante e a produtora júnior, busca oferecer uma formação integrada e multidisciplinar que combine aspectos conceituais, técnicos e práticos, abordando questões contemporâneas da comunicação, arte e da cultura. O curso fomenta o desenvolvimento de habilidades que dialogam com a crescente demanda por profissionais qualificados em setores criativos, ao mesmo tempo em que promove a cidadania ativa e a reflexão crítica sobre temas como diversidade cultural, representações midiáticas e inclusão social. Assim, capacita adolescentes e jovens de 14 a 24 anos para atuarem de forma relevante no mercado criativo brasileiro. >>> Carga horária completa: 256 horas, sendo 160 horas no curso profissionalizante — 2 encontros semanais de 4 horas cada, durante 5 meses. E, no mínimo, 96 horas de atuação na produtora júnior — 2 encontros semanais de 4 horas cada, durante 3 meses. >>> Público-alvo: Adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, que vivam em situação de vulnerabilidade, interessados em comunicação, arte e cultura, e que desejam desenvolver habilidades profissionais nessas áreas. >>> Metodologias de ensino: - Aulas presenciais: Atividades presenciais na sede da Viração, com foco em debates, análises de casos, exercícios práticos e dinâmicas de grupo. - Aulas virtuais: Utilização de plataformas digitais para realização de workshop, webinários e lives para o aprofundamento teórico e reflexivo, por meio de exposição dialogada, com possibilidade de participação de especialistas de todo o país. - Educação dialógica: Promoção de espaços de troca de saberes e experiências, valorizando a participação ativa dos estudantes. - Visitas técnicas: Visitas a espaços culturais, estúdios de produção, eventos artísticos e instituições voltadas para a comunicação e cultura. Essas visitas proporcionarão aos alunos uma vivência prática dos conteúdos discutidos em sala de aula, permitindo a ampliação do repertório conceitual, técnico e estético. - Atividades práticas e projetos: Desenvolvimento de produtos, projetos e negócios culturais no qual os jovens poderão se desenvolver de forma prática habilidades artísticas e de gestão cultural. - Mentoria: Por meio de mentorias especializadas, a Escola vai fornecer aos jovens orientação personalizada no desenvolvimento de seus projetos culturais e profissionais. - Mediação pedagógica: Arte-educomunicadores atuarão como facilitadores, conectando os módulos e incentivando a reflexão sobre as convergências entre os temas abordados. >>> Material didático a ser utilizado: - Textos teóricos sobre mídia, cultura e direitos humanos - Ferramentas digitais para produção e edição de conteúdo (como softwares de design e edição de vídeo) - Estudos de caso de projetos culturais e de empreendedorismo criativo - Equipamentos técnicos para produção audiovisual (câmeras, microfones, iluminação) - Apostilas sobre leis de incentivo à cultura e direitos autorais - Materiais sobre gestão de projetos e organização de eventos >>> Conteúdo a serem ministrados: - Mídia, cultura e cidadania (32h) — multiculturalismo e direitos, representações midiáticas e identidade, cultura afro-ameríndia, arte de contestação e resistência. - Cultura e Economia Criativa (32h) — O que é cultura, o que é Política Cultural, fundamentos de economia criativa, empreendedorismo em arte e cultura.- Produção artística e midiática multimídia (48h) — Linguagens midiáticas, linguagens artísticas, marketing cultural, expressões artísticas e culturais contemporâneas. - Produção Cultural (24h) — Práticas de produção cultural corporativa e comunitária, organização de eventos, produção de cultura digital, produção técnica: som, luz e cenografia.- Gestão Cultural (24h) — Leis de incentivo à cultura e elaboração de projetos culturais, gestão de projetos culturais, noções de direitos autorais. >>> Resultados esperados: - Os estudantes desenvolverão competências práticas em comunicação, gestão e produção cultural. - Ao final do percurso formativo, os alunos estarão aptos a criar, gerenciar e promover projetos culturais e artísticos de forma autônoma ou em colaboração com instituições públicas e privadas. - Adolescentes e jovens cursistas vão desenvolver consciência cidadã, promovendo a inclusão social através da arte e da cultura. - Adolescentes e jovens se engajarão na criação de projetos, produtos e negócios culturais com impacto social positivo. >>> Profissionais envolvidos: Os professores de cada módulo/aula serão mobilizados, selecionados e contratados com base na experiência e relevância no campo em que atua, pela coordenação executiva e pedagógica do projeto. Além dos professores especialistas convidados, os arte-educomunicadores da Viração contribuirão com a mediação de todos os módulos, contribuindo para que os estudantes a pensarem as convergências entre eles, de modo a apoiá-los na construção de um pensamento complexo e denso sobre o conjunto dos temas e técnicas abordados.
A acessibilidade será considerada no projeto tanto do ponto de vista técnico — por meio da adaptação de produtos e atividades para um público diverso, quanto do ponto de vista político pedagógico — abordando o tema da acessibilidade no percurso formativo. Neste sentido, as aulas do Curso Profissionalizante devem promover tanto a apreensão de técnicas para a adaptabilidade de produtos midiáticos e culturais, quanto a discussão sobre a acessibilidade do ponto de vista sociopolítico, considerando as desigualdades de acesso à cultura e aos demais direitos para as pessoas com deficiência e a luta anticapitalista. Quanto à acessibilidade em atividades presenciais, a sede atual da Viração, onde serão realizadas as formações presenciais, possui acessibilidade parcial, contando com elevadores e banheiro adaptado, embora não possua rampa de acesso na entrada. Nesse caso, sempre que algum/a jovem cadeirante for participar de uma atividade, a organização vai mudar o local do encontro, acionando parceiros locais em prédios vizinhos com acessibilidade total. Além disso, a organização vai realizar tradução em Libras, sempre que houver jovens surdos. Esse levantamento será feito sempre a partir dos formulários de inscrição que contam com campo específico para que pessoas interessadas nas atividades possam indicar a sua necessidade de recursos de acessibilidade. Quanto à acessibilidade dos produtos gerados no âmbito do projeto, todos contarão com recursos de acessibilidade como legenda, texto alternativo e tradução em libras. Para todas as demandas de acessibilidade, a Viração contará com apoio de especialistas. >>> CURSO PROFISSIONALIZANTE: inclusão do tema acessibilidade em produtos midiáticos e culturais na grade curricular; tradução em libras quando necessário, garantia de espaço acessível para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida em atividades presenciais, legendagem descritiva em materiais audiovisuais utilizados nas atividades formativas. >>> PRODUTORA JÚNIOR: tradução em libras quando necessário, garantia de espaço acessível para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida em atividades presenciais, legendagem descritiva em produtos audiovisuais criados no âmbito da produtora. >>> PROJETOS CULTURAIS JUVENIS: tradução em libras quando necessário, garantia de espaço acessível para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida em atividades presenciais, legendagem descritiva em produtos audiovisuais criados no âmbito da produtora. >>> EVENTOS DE CULMINÂNCIA: tradução em libras, espaço acessível para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida, legendagem descritiva em produtos audiovisuais que serão exibidos.
As atividades da Escola Livre de Comunicação e Cultura serão gratuitas e voltadas prioritariamente para grupos que, historicamente, têm menos acesso a oportunidades de formação, produção e fruição cultural, em especial adolescentes e jovens negros/as, indígenas e periféricos/as. O acesso do público-chave do projeto se dará pelo percurso formativo no Curso Profissionalizante e Produtora Júnior, por meio de um processo público e gratuito de inscrições/seleção que vai priorizar juventudes negras, indígenas e periféricas, mães, jovens em cumprimento ou egressos de medidas socioeducativas, LGBTQIAPN+ e com deficiência. Durante o percurso formativo, os/as jovens selecionados/as vão receber uma bolsa de R$600,00 (seiscentos reais), durante oito meses do percurso formativo, além do custeio de despesas com transporte e alimentação, como caminho para fortalecer e viabilizar a plena participação de meninas, menines e meninos de famílias empobrecidas. Na trajetória da Viração com grupos de adolescentes em situação de mais vulnerabilidade, essa estratégia tem sido fundamental para contornar as questões financeiras que, muitas vezes, podem ser impeditivas para a participação, seja pela falta de recursos para circular pela cidade, seja pela necessidade de trabalhar (em geral de forma desprotegida) para complementar a renda familiar. Por outro lado, será possível acessar o projeto a partir dos serviços ofertados pelos estudantes a partir da Produtora Júnior e, neste aspecto, o projeto se volta à coletivos, grupos, organizações, artistas e realizadores culturais pertencentes a grupos vulnerabilizados, sendo que os serviços acontecerão de forma voluntária ou baixo custo. O projeto também vai impactar os territórios onde vivem os estudantes a partir de projetos autorais que poderão desenvolver no âmbito da produtora. Todos estes projetos deverão prever impacto social e acesso gratuito a outros jovens em situação de vulnerabilidade. Em tudo isso, o projeto contribui para a democratização do acesso à cultura, atendendo prioritariamente o público jovem periférico e criando oportunidades de formação e inserção profissional, geração de renda e fortalecimento de trajetórias juvenis.
A Viração é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua com educomunicação, cultura e mobilização social para a promoção e defesa dos direitos juvenis. Criada em março de 2003, tem como missão conectar, inspirar e engajar adolescentes e jovens na construção de uma sociedade justa, participativa e plural. A organização desenvolve processos, projetos e produtos educomunicativos que articulam a educação, a cultura e a comunicação de forma integral e integradora, compreendendo a relação entre os campos não sob o ponto de vista instrumental, mas político e pedagógico. Dessa forma, numa perspectiva freiriana, busca criar condições para que adolescentes e jovens aprendam a ler a realidade, comunicar essa realidade e, a partir disso, transformá-la. Em uma trajetória de mais de 20 anos, a Viração desenvolveu três programas que atuam para formar, mobilizar e organizar adolescentes e jovens em torno de agendas fundamentais para a democracia e o desenvolvimento do país, no campo da comunicação, cultura e dos direitos humanos. A Revista Viração, a Agência Jovem de Notícias e a Escola de Cidadania para Adolescentes, bem como as dezenas de projetos educomunicativos desenvolvidos neste tempo, criaram condições para que adolescentes e jovens pudessem se desenvolver e expressar suas ideias, inquietudes e demandas por meio de diversos produtos de comunicação e artes, participando ativamente do debate público para a reivindicação, o monitoramento e a formulação de políticas públicas em várias áreas. O corpo diretivo e a equipe técnica da organização são compostos por profissionais com vasta experiência, conhecimento técnico e habilidades nas áreas de formação de adolescentes e jovens. Na ELCCAJU atuarão diretamente os seguintes profissionais. Ellen de Paula, coordenadora executiva, é mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2016) e Graduada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (2011). Atriz, educadora, produtora cultural e pesquisadora. Coordenadora Executiva da “Viração Educomunicação” (atual). Idealizadora, Diretora Artística e Curadora do “Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo” (2017 - atual). Produtora Executiva do premiado espetáculo “Buraquinhos ou o Vento é Inimigo do Picumã” (2019 - atual). Idealizadora do projeto de orientação artística “Escrevivências Teatrais” (2020- atual). Atriz colaboradora do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (2018 - atual). Foi atriz do Coletivo Cultural Sankofa, tendo atuado em temporada no espetáculo “Já Nascemos Mortos” (2019). Integrou a Cia Calor de Laura, tendo atuado nos espetáculos “A Quintessência de Alice” (2011-2012) e “O Jardim do Silêncio” (2012). Atuou nas nas leituras encenadas “Filhos de Santo” (2014), “Alcolu é Aqui” (2016) e “Fala das Profundezas” (2018-2019). Foi artista orientadora de teatro do “Programa Vocacional” (2020) e artista educadora de teatro do “Programa de Iniciação Artística” (2018 e 2019). Foi arte-educadora do programa “Competências para a vida” (2018-2019), professora de teatro da rede pública municipal de Campo Limpo Paulista (2018), professora de teatro, assistente de coordenação pedagógica e gestora do projeto “Circo, Arte, Educação e Cidadania” (2008-2012), onde assinou a direção de cena do espetáculo “Lugares Possíveis” (2012) e compôs a equipe de criação do espetáculo “Somos Todos Chico Rei: um cortejo em homenagem à alegria” (2009-2011). Foi assistente de produção do “Ateliê Artes do Palco” (2015-2016) e entre 2007 e 2014 trabalhou na elaboração e execução de projetos culturais, promoção de grupos teatrais, shows musicais, curtas-metragens e produção de eventos, além de ter participado das equipes de produção do “Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana” (2008), “Fórum das Letras” (2009) e “Mostra de Cinema de Ouro Preto – CINEOP” (2010). Tem se dedicado ao estudo das poéticas e políticas do corpo e investiga, dentro do campo das políticas públicas e das práticas pedagógicas, temas como arte, cultura, educação e juventudes. Vânia Correia, coordenadora pedagógica, jornalista especializada em Comunicação, mídias e educação pela Universidade de São Paulo, com especialização em Desenvolvimento local e capital territorial pela Universidad EAFIT (Colômbia) e mestrado em políticas públicas pela Universidade Federal do ABC. É graduanda na licenciatura em Pedagogia pelo Senac São Paulo. Atua há mais de dez anos em projetos socioeducacionais com adolescentes e jovens junto a organizações privadas sem fins lucrativos e organismos internacionais. Tem experiência no planejamento, execução, monitoramento e sistematização de projetos voltados para a mobilização e formação de adolescentes e jovens; tendo sido responsável pela coordenação pedagógica de dezenas de projetos no Brasil. E também na criação e edição de materiais instrucionais, como o Guia prático para participação cidadã de adolescentes e o Guia Tá na Rede, ambos da Viração Educomunicação e o Guia Competências para a Vida, do UNICEF. Atualmente compõe a coordenação colegiada da Viração e é consultora de desenvolvimento e participação de adolescentes do UNICEF em São Paulo. Monise Berno, analista de comunicação e marketing, é mestre em História Social e licenciada em História, especializada em marketing de conteúdo e produção de conteúdo, com capacitação no software de criação e design Canva. Profissional com 10 anos de experiência em diversas funções da área de comunicação e marketing digital, sendo os últimos 5 anos dedicados à empresas de comunicação da mídia alternativa e organizações do Terceiro Setor. Atua nas funções de planejamento estratégico de conteúdo e de campanhas, criação de conteúdo, direção de arte, design de peças para canais digitais, assessoria de comunicação e de imprensa, cobertura de eventos, editoração de conteúdo e supervisão de produção de conteúdo para sites, interação com internautas, mediação de oficinas, entre outras atividades. Núbia Verneck, arte-educomunicadora, travesti, 23 anos, técnica em administração e ex-graduanda em Ciências Sociais pela Unesp Aqa, artista independente, produtora cultural, curadora, arte-educomunicadora e agente de saúde e prevenção sexual. Articula diversas linguagens e pedagogias em seu trabalho e sua pesquisa corre acerca do proibicionismo e redução de danos com o recorte à corpas transvestigeneres racializadas através das artes visuais, performance, música e atuação em projetos e OSC com questões relacionadas à cultura, direitos humanos, direitos sexuais, prevenção combinada das IST e do HIV/aids, da equidade de raça e gênero. Mariano Figueira, arte-educomunicador, venezualano, atua na Viração Educomunicação desde 2020, residindo em São Paulo. Formado em Antropologia pela Universidad Central de Venezuela, tem se dedicado à pesquisa em arte e arte-educação, além de atuar como analista e como arte-educador em projetos relacionados à migração e políticas de diversidade. É artista independente e desenvolve sua obra por meio do desenho e da pintura. Desde 2024, faz parte da rede de estudo e organização em arte contemporânea brasileira, BASA. Patricia Cavalcanti Gois, analista administrativa, administradora generalista com 33 anos de experiência profissional, orientada para resultados e foco estratégico com consistentes resultados no setor social. Excelência em controles e relatórios financeiros, confecção de orçamentos, prestação de contas e em implantação de práticas de boa governança para entidades sem fins lucrativos. Experiência intersetorial nas áreas de Comunicação, Marketing e Recursos Humanos. Vivência nas áreas: auditoria, consultoria e telemarketing.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.