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PRONAC 2416435Expirado o prazo de captação totalMecenato

Oficina A Voz da Poesia - Mulheres que Versam

ISABELLY M DE ALMEIDA PRODUCOES CULTURAIS
Solicitado
R$ 223,6 mil
Aprovado
R$ 223,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Educativos em geral
Ano
24

Localização e período

UF principal
PE
Município
São José do Egito
Início
2025-03-03
Término
2026-03-02
Locais de realização (5)
Teixeira ParaíbaNazaré da Mata PernambucoTriunfo PernambucoRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

A Oficina A Voz da Poesia, idealizada pela poetisa Isabelly Moreira, promove o acesso à literatura por meio da poesia e da oralidade, com foco em mulheres do campo e agricultoras.Esta edição nacional passará por cidades de diferentes regiões do País, onde serão realizados encontros que integram declamação, leitura e produção poética coletiva, valorizando as experiências das participantes e a cultura da poesia popular.A proposta utiliza exclusivamente material literário de mulheres poetas.

Sinopse

A Oficina "A Voz da Poesia – Mulheres que Versam" tem como principal objetivo promover a poesia popular em comunidades rurais, com foco em mulheres agricultoras ou que tenham vivência no campo. Com carga horária de 8 horas por turma e totalizando 05 turmas de até 15 participantes, a oficina será facilitada pela poetisa Isabelly Moreira, vencedora do Prêmio Inspirar 2024 do Instituto Neoenergia. O projeto visa proporcionar o acesso à literatura popular por meio da poesia, destacando o valor da oralidade e estimulando o contato direto das participantes com diferentes estilos poéticos, como quadras e sextilhas. A oficina valoriza a integração entre as mulheres, independentemente de saberem ler ou escrever, usando a oralidade como forma de expressão poética. Ao longo da oficina, as participantes terão a oportunidade de ler, declamar, escrever e discutir sobre a poesia popular, sempre em um ambiente de troca e valorização das vivências individuais e coletivas. O projeto ainda foca na disseminação das tradições orais do Sertão do Pajeú, uma das mais importantes regiões de produção poética popular do Brasil, contribuindo para o fotalecimento da identidade cultural das mulheres do campo. As oficinas serão realizadas nas próprias comunidades rurais das participantes, visando incluir mulheres que, devido às suas rotinas de trabalho e responsabilidades familiares, têm pouco ou nenhum acesso a atividades culturais. A proposta busca levar a arte até elas, integrando-as ao processo criativo e ao universo poético, em um exercício de empoderamento de suas próprias vozes. Além das atividades práticas, como declamação, leitura e produção de poesias, a oficina promove um espaço de partilha e fortalecimento de laços entre as mulheres, criando um ambiente de acolhimento e reconhecimento. A poesia popular, neste contexto, se torna um meio de expressão, libertação e valorização das experiências pessoais e comunitárias. Classificação indicativa: a oficina é destinada a mulheres maiores de 18 anos, sem limite de idade. Metodologia:- Debates sobre poesia popular e suas estruturas;- Declamações de poesias;- Exercícios de rima e estilo;- Leitura e interpretação poética;- Apresentação e comentários sobre as produções. Conteúdo abordado:- História e origem da poesia popular;- Modalidades poéticas (violeiros, cordelistas, declamadores, entre outros);- Estruturas poéticas (verso, estrofe, rima);- O poder da palavra e da poesia. Ao final, as participantes serão avaliadas pelo seu envolvimento nas atividades e pela produção poética resultante, com certificação garantida àquelas que participarem de 75% das oficinas e das atividades propostas.

Objetivos

Objetivo Geral Promover a valorização da poesia popular e o fortalecimento da expressão cultural entre mulheres agricultoras e do campo, por meio da "Oficina A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" incentivando a oralidade, a escrita e o protagonismo feminino nas zonas rurais das cidades contempladas pelo projeto. Objetivos específicos 1. Ministrar 5 oficinas "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam", atendendo até 15 mulheres em cada turma, em 5 zonas rurais do Brasil; 2. Produzir um vídeo documentando a circulação do projeto e os resultados alcançados; 3. Realizar registros fotográficos de cada turma, que serão entregues às participantes para incentivar o olhar poético e promover a valorização pessoal e de suas histórias; 4. Produzir e distribuir brindes (cordéis, camisas do projeto, entre outros) ao final de cada oficina, reforçando a identidade e o impacto do projeto; 5. Disponibilizar um espaço adequado com uma profissional capacitada para cuidar dos filhos das participantes, garantindo a participação plena das mães; 6. Assegurar que os locais das oficinas estejam adaptados para receber Pessoas com Deficiência (PcD), promovendo a inclusão de todas as mulheres; 7. Contratar profissionais especializados para garantir acessibilidade, como intérpretes de Libras e auxiliares nas oficinas; 8. Desenvolver material didático inclusivo, com impressos adaptados para acessibilidade, atendendo às necessidades do público-alvo; 9. Disponibilizar materiais adaptados, como lápis engrossados, para facilitar o uso por participantes com dificuldades motoras; 10. Adaptar o tempo e as atividades das oficinas para atender necessidades específicas de cada participante, garantindo a inclusão de todas; 11. Atrair e garantir a plena participação de mulheres analfabetas, criando um ambiente de acolhimento e inclusão literária; 12. Assegurar que mais de 50% da equipe do projeto seja composta por mulheres, promovendo a equidade de gênero; 13. Realizar uma capacitação com toda a equipe, abordando práticas de acessibilidade e inclusão para melhor atender ao público-alvo.

Justificativa

O projeto "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" se enquadra no uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto pela Lei nº 8.313/91, ao atender objetivos fundamentais para o fomento e difusão da cultura brasileira, com ênfase na promoção e salvaguarda da poesia popular nordestina, especialmente do Sertão do Pajeú. Este projeto visa levar a poesia às zonas rurais, um território historicamente marginalizado em termos de acesso a atividades culturais, promovendo a inclusão de mulheres agricultoras, muitas delas analfabetas, e proporcionando um espaço seguro para a participação ativa. De acordo com o inciso II do Art. 1º da Lei 8.313/91, o projeto fomenta o desenvolvimento cultural em áreas menos favorecidas. Além disso, o projeto alcança vários dos objetivos estabelecidos no Art. 3º, como o *inciso I* (contribuir para o desenvolvimento cultural do país), o *inciso III* (difundir e valorizar as manifestações culturais), e o *inciso VII* (assegurar a democratização do acesso aos bens de cultura). As oficinas serão 100% gratuitas, garantindo o direito de acesso à cultura ao ocorrerem diretamente nas comunidades rurais, assegurando também a participação de mães com o oferecimento de atividades para seus filhos. A proposta não apenas promove a produção literária popular, valorizando poetas e poetisas, mas também prioriza a inclusão feminina, destacando o trabalho de mulheres em um meio historicamente dominado por homens. Ao difundir o trabalho dessas autoras, o projeto reforça a salvaguarda da cultura popular nordestina e sua perpetuação. A Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para a realização do projeto, pois possibilita o financiamento e a viabilização de ações que promovem a diversidade cultural e o acesso à cultura em comunidades que muitas vezes são esquecidas. Por meio do incentivo fiscal, o projeto consegue mobilizar recursos que garantem a implementação das oficinas e a produção de materiais didáticos acessíveis. Em contrapartida, "A Voz da Poesia" contribui com a sociedade ao fortalecer laços comunitários, fomentar a autoestima das mulheres participantes e promover a valorização da cultura local, permitindo que as vozes femininas sejam ouvidas e reconhecidas em suas comunidades e além. O projeto não apenas enriquece o panorama cultural brasileiro, mas também se torna um agente transformador, promovendo inclusão, empoderamento e uma maior valorização das tradições e expressões artísticas regionais.

Estratégia de execução

A Oficina A Voz da Poesia, criada e conduzida pela poetisa Isabelly Moreira, foi desenvolvida em diversos formatos ao longo dos anos, sempre tendo a poesia como elemento central e motor de transformação. Ao longo de sua trajetória, a Oficina já foi realizada em escolas públicas e privadas, além de diversos espaços culturais. Um dos momentos mais marcantes foi sua implementação na Colônia Penal Bom Pastor, em Recife/PE, onde obteve grande sucesso, levando a poesia para mulheres em situação de privação de liberdade. Em 2021, a oficina ganhou uma nova dimensão ao ser adaptada para o formato virtual, atendendo mulheres do campo e agricultoras de três macrorregiões de Pernambuco. Já em 2023, a iniciativa retornou ao seu formato presencial, dessa vez focada exclusivamente no Sertão do Pajeú, onde foi recebida com entusiasmo por quatro cidades, divididas em cinco turmas. Esse ciclo culminou com o reconhecimento do trabalho, por meio do recebimento de uma moção de aplausos da Câmara Municipal de Tabira e também com uma homenagem feita, em versos, pelo renomado poeta e Patrimônio Vivo de Pernambuco, Dedé Monteiro: PLANTAR A POESIA Tu, grande Belinha - Isabelly Moreira, Versada no verso, no metro e na rima, De cima pra baixo e de baixo pra cima, Viraste, sabemos, "a oficineira". E pra confirmares que és mesmo guerreira E que do teu porte ninguém se aproxima, Mudando de regras, de rota e de clima, Adentras a vida da mulher roceira. E, ali organizas, pensando só nelas, Palestras tão tuas, mas também tão delas, Que as mesmas recebem com tanta alegria. Que, em dias vindouros, se a Mestra voltar, Vai vê-las, felizes, tentando provar O quão valioso é plantar Poesia! Dedé Monteiro Em 2024, o projeto ganhou reconhecimento nacional ao ser um dos vencedores do Prêmio Inspirar, do Instituto Neoenergia. Também foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo de Pernambuco, que proporcionou uma nova circulação da oficina, dessa vez com foco exclusivo em São José do Egito, terra natal de Isabelly Moreira, consolidando ainda mais o impacto cultural e social da iniciativa na região.

Especificação técnica

Necessidades Técnicas: Materiais: Folha A4, lápis, borracha, apontador, caneta, lápis de cor, lápis de cera, tesoura, projetor, computador, caixa de som, post-it, fita adesiva, certificados, cards com poesias, cards com atividades para realizar em casa. Espaço Físico: Sala ou espaço amplo com acessibilidade, ventilação e iluminação adequados, contendo cadeiras e/ou mesas para apoio de escrita. Carga horária: 08h/aula por turma. Conteúdo: - O Pajeú e a Poesia / Origem da Poesia popular/ Breve Perspectiva Histórica; - O que é poesia; - Poeta ou Poetisa? - Modalidades Poéticas: Violeiros(as), glosadores(as), declamadores(as), cordelistas, emboladores(as), coquistas, abaiadores(as), rapers; - Leituras e interpretação poética; - O que é Verso; - O que é Estrofe; - O que é Rima; - Estilos da poesia (quadra/sextilha/sete linhas); - A palavra enquanto poema; - A palavra enquanto poesia; - A poética em nossas vidas; - Os temas e motes nas poesias; - O fazer poético - O cordel enquanto patrimônio cultural imaterial brasileiro. Metodologia: - Debates sobre o assunto exposto, destacando os valores poéticos e a poética popular; Declamações diversas de poesias sobre temas e estilos variados; - Atividades de exercitação de rima e estilo; Leitura e interpretação poética; - Apresentação e comentários da produção durante a oficina. Objetivos: 1. Disseminar a poesia popular; 2. Difundir as obras de poetas e poetisas de Pernambuco e do Nordeste; 3. Estimular o pensamento crítico a partir das poesias apresentadas; 4. Promover debates e diálogos com base nos temas trabalhados nas poesias; 5. Propiciar reflexões sobre o papel da mulher na sociedade; 6. Debater temas de interesse social a partir da poética e da realidade local; 7. Incentivar a leitura; 8. Valorar a importância dos saberes populares e da oralidade; 9. Fomentar a criação poética e literária; 10. Contribuir para o fortalecimento do olhar para a mulher na sociedade 11. Fortalecer o cordel enquanto patrimônio cultural imaterial brasileiro. Obs.:Cada Oficina varia demanda de estruturação de acordo com o público e a localidade, devendo sempre as necessidades técnicas serem revistas e atualizadas.

Acessibilidade

ARQUITETÔNICA · Reserva de espaço para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida Como será realizado: O local da Oficina contará com áreas específicas e devidamente sinalizadas para acomodar cadeirantes, garantindo acesso fácil e seguro ao espaço. A disposição dos assentos será adaptada para assegurar a participação confortável e inclusiva de todas as participantes, com pessoas disponíveis para oferecer assistência e orientação, se necessário. · Rotas acessíveis com espaço de manobras para cadeira de rodas Como será realizado: As rotas acessíveis dentro do local da Oficina serão projetadas para garantir a facilidade de deslocamento para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Isso incluirá a criação de caminhos amplos e desobstruídos, com espaço suficiente para manobras de cadeira de rodas. A disposição do mobiliário e dos equipamentos será planejada para evitar obstáculos e proporcionar um ambiente confortável e seguro para todos. ATITUDINAL · Capacitação de equipes atuantes no projeto Como será realizada: As equipes envolvidas no projeto "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" passarão por uma capacitação especializada em acessibilidade e inclusão. Essa capacitação será conduzida por profissionais experientes na área e abordará tópicos como comunicação inclusiva, atendimento a pessoas com deficiência, e sensibilização sobre diversidade. Para isso, será produzido um vídeo com profissionais especializados em acessibilidade para projetos culturais, garantindo que todos os membros das equipes envolvidas estejam preparados para atender às necessidades específicas que possam surgir. · Sensibilização do público ao propagar o discurso anticapacitistas Como será realizada: A sensibilização do público será promovida de diversas formas. Primeiramente, através do material informativo oferecido durante a oficina, que incluirá conteúdos sobre o discurso anticapacitista e a importância da inclusão. Além disso, a equipe, previamente capacitada, estará preparada para instruir e dialogar com os participantes sobre essa e possíveis temáticas que venham a surgir, utilizando uma abordagem acolhedora e educativa. As poesias escolhidas para a oficina abordarão temas relacionados à inclusão e ao combate ao capacitismo, proporcionando um espaço para debate e reflexão. Durante as discussões, haverá interação direta entre a equipe e os participantes, incentivando uma troca de ideias que aprofunde a compreensão e o engajamento com a causa. · Contratação de profissionais especializados em acessibilidade para projetos culturais Como será realizada: Serão contratados profissionais especializados em acessibilidade para projetos culturais, que terão a responsabilidade de gravar o vídeo instrutivo de capacitação para as equipes que atuarão no projeto. Os profissionais selecionados possuirão ampla experiência e reconhecimento na área, garantindo que o conteúdo seja de alta qualidade e relevante para as necessidades do projeto. Essa escolha criteriosa visa assegurar que a capacitação seja abrangente e eficaz, preparando a equipe para criar um ambiente inclusivo e acessível para todos os participantes. METODOLÓGICA E COMUNICACIONAL · Adaptação das atividades, métodos e material Como será realizada: Todo o material pedagógico da oficina será cuidadosamente planejado e adaptado para garantir a inclusão de um público diverso, abrangendo pessoas analfabetas, semianalfabetas e com limitações correlatas. A oficina utilizará uma variedade de recursos para facilitar o aprendizado e a participação de todos, incluindo o uso da oralidade, atividades de pintura e desenho, e textos com fontes legíveis e letras ampliadas. Essas adaptações visam criar um ambiente acessível e acolhedor, permitindo que cada participante se envolva plenamente nas atividades propostas, independentemente de suas habilidades ou limitações. · Linguagem simples Como será realizada: Todos os textos utilizados durante a oficina serão cuidadosamente elaborados e selecionados em colaboração com a coordenação pedagógica do projeto. A escolha do material será orientada para garantir que a linguagem seja acessível e de fácil compreensão para todos os grupos participantes, incluindo aqueles com diferentes níveis de alfabetização. Essa abordagem se somará às demais ações de adaptação das atividades e métodos, assegurando que o conteúdo seja claro e inclusivo, facilitando a participação ativa e o entendimento de todos os envolvidos. · Divulgação com descritivo “Para cego ver” Como será realizada: Todas as postagens e materiais de divulgação digital incluirão legendas descritivas especialmente elaboradas para o público cego ou de baixa visão. Essas descrições detalhadas serão inseridas nas legendas de imagens e vídeos, permitindo que todos os aspectos visuais sejam compreendidos por pessoas com deficiência visual. Essa prática visa promover a acessibilidade e garantir que todas as informações sejam acessíveis a todos, sem exclusão. · Flexibilização do tempo Como será realizada: O cronograma das atividades será ajustado para atender às necessidades individuais e possíveis limitações de cada participante. Para garantir que ninguém sofra atrasos ou prejuízos, aqueles que concluírem uma atividade em um tempo maior do que o previsto terão a oportunidade de continuar no ritmo que necessitam. Por outro lado, participantes que terminarem mais rapidamente receberão atividades adicionais semelhantes, permitindo a continuidade do aprendizado sem pressionar o grupo. Essa abordagem assegura que todos os participantes possam acompanhar o desenvolvimento da oficina de acordo com seu próprio ritmo, promovendo um ambiente inclusivo e respeitador. · Material em braile Como será realizada: Além das legendas descritivas em postagens digitais, o projeto "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" também disponibilizará materiais em braile para promover acessibilidade e inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão nas atividades. Livretos com conteúdo das oficinas, como poemas e informações sobre as poetisas, serão impressos em braile e distribuídos entre as participantes que necessitarem. INSTRUMENTAL · Disponibilização de engrossadores de pincéis, canetas e lápis Como será realizada: Para garantir que todos os participantes possam utilizar os materiais de forma confortável e eficiente, serão disponibilizados engrossadores de pincéis, canetas e lápis. Esses acessórios facilitarão o manuseio para pessoas com dificuldades de destreza ou força nas mãos, permitindo uma melhor aderência e controle dos instrumentos de escrita e desenho. Os engrossadores serão oferecidos a todos os participantes, assegurando que todos tenham acesso aos recursos necessários para uma participação plena nas atividades da oficina. Essa medida visa promover a inclusão e garantir que cada participante possa expressar sua criatividade de maneira adequada e sem limitações.

Democratização do acesso

A Oficina "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" será 100% gratuita e ocorrerá diretamente nas comunidades rurais, garantindo que as mulheres do campo possam participar sem a necessidade de se ausentar por longos períodos de suas residências. Esta proximidade facilita o acesso ao projeto para aquelas que, devido à rotina de trabalho e cuidados com a família, muitas vezes não têm oportunidade de participar de atividades culturais em centros urbanos. Para assegurar que mães sem rede de apoio possam participar plenamente, haverá profissionais qualificados para realizar atividades com as crianças durante o horário das oficinas, evitando que essas mulheres sejam excluídas por não terem com quem deixar seus filhos. Além disso, o projeto contará com amplas ações de acessibilidade, como tradução em Libras, materiais adaptados em braile e para pessoas com dificuldade motora, garantindo a inclusão de mulheres com deficiência. O objetivo é abranger o maior número de participantes possível, sem excluir ninguém por limitações físicas ou sociais. A equipe envolvida será majoritariamente composta por mulheres, fortalecendo a presença e atuação feminina tanto no âmbito da produção cultural quanto na condução de oficinas, promovendo o empoderamento e a valorização do trabalho feminino. Essas medidas visam a ampliação do acesso e a democratização da cultura, proporcionando às mulheres do campo oportunidades de expressão e integração através da poesia popular. A Oficina "A Voz da Poesia - Mulheres que Versam" foi cuidadosamente planejada para incluir e acolher mulheres que não leem ou escrevem, permitindo que participem ativamente das atividades literárias. A proposta reforça que a poesia é para todos, independentemente do nível de escolaridade, e valoriza o potencial da oralidade como meio poderoso de expressão. Através da poesia falada, as participantes terão a oportunidade de expressar sentimentos e vivências que muitas vezes permanecem não verbalizados por falta de espaços adequados. A oficina mostrará que todas as mulheres, independentemente de suas habilidades de leitura e escrita, podem criar e compartilhar poesia de maneiras diversas, usando a oralidade como um canal legítimo e profundo de manifestação cultural e emocional. Ao final da circulação, será disponibilizado um vídeo que mostrará os depoimentos das participantes e o resultado das Oficinas, evidenciando o impacto do projeto e o processo criativo desenvolvido por essas mulheres. Este vídeo será uma forma de eternizar e compartilhar as experiências vividas durante as atividades, ressaltando o poder da oralidade e a capacidade de expressão das mulheres que, independente do nível de escolaridade, encontraram na poesia uma maneira de exteriorizar seus sentimentos e histórias. A produção audiovisual servirá também como um registro da transformação e integração geradas pela Oficina, mostrando como a poesia pode ser acessível e inclusiva para todas.

Ficha técnica

Isabelly Moreira - Idealizadora e facilitadora Idealizadora da Oficina "A Voz da Poesia", é uma das principais poetisas do Nordeste e referência na poesia pernambucana. Com vasta experiência em produção cultural e literatura, Isabelly já levou a Oficina para diversos públicos, como comunidades rurais, a colônia penal feminina Bom Pastor e escolas públicas, contribuindo para o acesso à literatura de forma inclusiva e transformadora. Isabelly desempenha um papel fundamental em todas as etapas do projeto, assumindo a coordenação geral e participando ativamente desde a concepção até a execução. Sua atuação começa com a criação da Oficina em diferentes formatos, que ela vem testando e aprimorando ao longo dos anos. Essa experiência foi crucial para o desenvolvimento da versão atual, que contempla um público diversificado e inclui mulheres que não leem ou escrevem, enfatizando o poder da oralidade na poesia popular. Na pré-produção, Isabelly contribui para a seleção das comunidades que receberão o projeto, considerando fatores como o perfil das mulheres e a realidade local. Ela também colabora na elaboração do material didático, garantindo que tudo esteja alinhado à essência da poesia popular e dos objetivos da Oficina. Durante a execução, Isabelly é a facilitadora das Oficinas, realizando leituras, declamações e conduzindo as atividades. Ela seleciona as poesias que serão trabalhadas, adaptando os temas às especificidades de cada comunidade, e também compõe novas poesias com base nas sugestões da coordenação pedagógica, que estuda as necessidades de cada grupo. Após cada oficina, Isabelly se reúne com a equipe para uma avaliação detalhada, apontando possíveis melhorias e discutindo novas abordagens que possam tornar as atividades ainda mais acessíveis e integrativas. Junto à equipe de acessibilidade, ela participa do levantamento de estratégias para incluir o maior número de participantes, especialmente pessoas com deficiência e aquelas com dificuldade de leitura. Por fim, Isabelly estará envolvida na pós-produção, dirigindo o vídeo final que apresentará os depoimentos e resultados das Oficinas, além de continuar participando ativamente na criação de conteúdos que mantenham vivo o legado do projeto para as participantes e o público em geral. Bea Laranjeira - ProduçãoBea Laranjeira, fundadora da Laranjeira Produções em 2018, é formada em Gestão em Turismo pelo IFPE, com especialização em Gestão e Produção Cultural pela FAFIRE e Mestra em Ciências pelo Programa de Mudança Social e Participação Política pela USP. Iniciou sua trajetória profissional em 2015, atuando em diversas áreas da produção cultural, incluindo audiovisual, teatro, música e cultura popular. Ao longo de sua carreira, produziu projetos de destaque como Batuque Book do Frevo, Orquestra Criança Cidadã, Josildo Sá, Aurinha do Coco e Brasil de Tuhu, coordenado pela violinista Carla Rincon. Bea também participou da produção audiovisual de registros importantes como os shows de Josildo Sá e Aurinha do Coco, e desenvolveu projetos como "Memórias Juninas" e "Nos Passos da Poesia de São José do Egito" com apoio da Lei Aldir Blanc PE. Sua conexão com a cultura do Sertão do Pajeú tem sido fundamental para o desenvolvimento do seu trabalho de viabilização de ações culturais na região, além de alimentar suas pesquisas acadêmicas. O Pajeú se tornou um espaço de intenso intercâmbio de saberes, que contribuiu para sua trajetória no mestrado e continuará a ser uma fonte rica de inspiração e conhecimento em seus futuros estudos de doutorado.Aparecida Izídio - Coordenação PedagógicaAparecida Izídio é doutoranda em Linguística Aplicada pelo Programa de Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e mestre pela Universidade de Pernambuco (UPE). Graduada em Letras pela Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira, atua como educadora de apoio na EREF Sebastião Ferreira Rabelo Sobrinho e como docente na Secretaria de Educação de Pernambuco. Também é assessora do programa de formação continuada da Prefeitura de São José do Egito. Sua atuação se concentra em literatura de cordel, letramento literário, análise do discurso na perspectiva do Círculo de Bakhtin e ensino fundamental. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3219759812278776Joyce Marinho da Silva Patriota - Coordenação PedagógicaJoyce Marinho, natural de Ipojuca/PE, reside há mais de 10 anos em São José do Egito/PE, onde tem uma atuação significativa na área de educação. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Joyce atua como Professora de artes e poesia popular, com ênfase em práticas pedagógicas literárias. Sua experiência também inclui a Coordenação Pedagógica da Educação de Jovens e Adultos (EJA) pela Secretaria de Educação de São José do Egito.

Providência

Periodo para captação de recursos encerrado.