| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 61557039000107 | ITAU SEGUROS S/A | 1900-01-01 | R$ 300,0 mil |
A Exposição Coleção Fundação Edson Queiroz será parte integrante do Museu do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, e apresentará um recorte significativo da Coleção, um dos acervos de artes visuais mais importantes do Brasil, o maior e mais representativo de uma instituição privada de ensino superior, composto por mais de mil obras dos séculos XVII ao XXI.
Não é o caso deste projeto.
Objetivos gerais e específicos para o produto Exposição - 60.000 beneficiários no total. Como objetivo geral podemos ressaltar que o projeto Exposição Coleção Fundação Edson Queiroz é dar continuidade às ações da Fundação, contribuindo na formação de novas gerações, com o trabalho junto às escolas, e também com o público interessado em as artes visuais, bem como nas suas relações com a história, a filosofia e a política brasileira e internacional. Realizaremos com este projeto, iniciando em 2025 e finalizando em 2026, uma exposição de grande porte ocupando as novas galerias do Museu do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, com acesso totamente gratuito ao público e projeto educativo. Como objetivos específicos podemos pontuar resumidamente: - Realizar 01 exposição de grande porte com 12 meses disponível ao público; - Receber a visitação de 60.000 pessoas, entre elas alunos de escolas públicas (com oferta de transporte) e privadas; - Contribuir com a consolidação do Ceará no circuito de grandes exposições nacionais e internacionais, em parceira com museus e instituições consagradas de outros estados; - Incentivar o conhecimento das novas gerações e interessados em geral sobre as artes plásticas e visuais, a história, a filosofia e a política brasileira e internacional; - Ensejar oportunidade para o público cearense visualizar o trabalho de grandes mestres das artes plásticas brasileiras e de outros países; - Proporcionar ação educativa a alunos de escolas públicas, bem como ao público em geral contando como apoio dos impressos educativos.
Inicialmente entendemos que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; E também no que ressalta, no Art. 3.°, nos seus incisos : II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; A Fundação Edson Queiroz está construindo um novo espaço cultura. Trata-se do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, um megaprojeto de mais de 108 mil m² de área construída, distribuídos em terreno de 25 mil m² ao lado do campus da Universidade de Fortaleza (Unifor). A exposição de longa duração, aqui proposta, ocupara parte do Museu que integra o Complexo Cultural. Apresentará um recorte significativo da Coleção Fundação Edson Queiroz, um dos acervos de artes visuais mais importantes do Brasil, o maior e mais representativo de uma instituição privada de ensino superior, composto por mais de 1.000 obras dos séculos XVII ao XXI. A coleção atravessa cinco séculos de arte, com obras dos artistas viajantes no litoral do Nordeste brasileiro, como Frans Post, Gillis Peeters e Govaert Flinck, passando por Debret, Rugendas e artistas acadêmicos como Victor Meirelles, Pedro Américo e Belmiro de Almeida. Destacam-se obras das principais vanguardas artísticas brasileiras, com trabalhos de seus maiores expoentes, como Lasar Segall, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Antonio Bandeira, Alfredo Volpi, entre muitos outros. Também estão representados artistas contemporâneos como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Leonilson, Vik Muniz, Adriana Varejão e Beatriz Milhazes, além de artistas estrangeiros como Raoul Dufy, Joaquín Torres-García, Victor Vasarely, Maria Helena Vieira da Silva e Fernando Botero. A Coleção de Arte da Fundação Edson Queiroz alcançou reconhecimento nacional e internacional com a mostra itinerante Arte Moderna na Coleção Fundação Edson Queiroz, que de 2015 a 2019 percorreu o Brasil e chegou à Europa, a convite de relevantes instituições. Essa exposição reuniu 77 obras de extrema importância do modernismo brasileiro e foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo; na Casa Fiat em Belo Horizonte; na Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre; no Museu Oscar Niemeyer em Curitiba; na Casa França-Brasil no Rio de Janeiro; no Museu Coleção Berardo em Lisboa; na Embaixada do Brasil em Roma e, finalmente, no Espaço Cultural da Universidade de Fortaleza. O reconhecimento desse acervo também se faz notar pelos sucessivos empréstimos de obras para exposições de museus brasileiros e estrangeiros, a exemplo de obras de Lygia Clark emprestadas em 2019 para o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha. A Universidade também recebe no campus pesquisadores brasileiros e estrangeiros, assim como estudantes de mestrado e doutorado de outros estados e países, para estudar as obras de seu acervo. Sobre o Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz O Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz trata-se de um megaprojeto de 108.984m² de área construída, distribuídos em 25.000m² ao lado do campus da Universidade de Fortaleza (Unifor), no local onde funcionou por várias décadas o antigo Centro de Convenções de Fortaleza. O novo equipamento cultural compreenderá museu, teatro, auditórios, área de convivência e é uma homenagem a dois cearenses responsáveis pelo desenvolvimento educacional e socioeconômico do Ceará e pelo fomento às atividades culturais no estado e no país: os empresários Edson Queiroz e Yolanda Queiroz. O projeto é de autoria do arquiteto cearense Luiz Deusdará, profissional com mais de mil obras espalhadas por todo o país. A previsão é que a primeira parte da obra, que compreende o Museu da Fundação Edson Queiroz, seja entregue no segundo semestre de 2025, contando com a exposição aqui proposta. Esse museu ocupará uma área de mais de 9 mil m², abrigando um memorial, áreas de exposição permanente e temporária, acervo de obras raras, reserva técnica, espaço de formação técnica, dez auditórios de 150 lugares cada, área de convivência e 250 vagas de estacionamento no subsolo. Em um prédio com pouco mais de 10 mil m² construídos, haverá um amplo teatro com 1.580 lugares, salas destinadas à orquestra, banda, coral e dança, além de restaurante, dois auditórios com capacidade para 150 lugares, área de convivência e também 250 vagas no subsolo. O terceiro e último prédio do projeto será uma torre de 19 pavimentos, totalizando 31.500m². Na torre, serão criados ambientes para ensino presencial, híbrido e virtual, o Museu da Imprensa, espaços para locação, 10 auditórios de 150 lugares, área de convivência e 300 vagas no subsolo.
É tudo verdadeObras da coleção FEQA apresentação de uma coleção abrangente e relevante como a da Fundação Edson Queiroz se torna, implícita ou explicitamente, um retrato do país onde as obras que a compõem foram concebidas e produzidas. Ou talvez dos países, considerando quanto o Brasil e o mundo mudaram ao longo dos séculos que constituem o arco cronológico da coleção. As peças que integram a coleção falam, entre outras coisas, dessas transformações, da maneira como se modificou a interpretação de acontecimentos históricos, fábulas e mitos, a partir do mais questionável de todos, o do “descobrimento”. As fotos da série Mucuripe, de Chico Albuquerque, são emblemáticas do embate entre verdade factual e representação, entre a construção planejada de um mito e a permanência incontornável da realidade social e económica, entre o apelo folclórico e turístico e a exploração da beleza com fins económicos, políticos e até militares. Constituem, portanto, o ponto de partida perfeito de um percurso que se articula em cinco núcleos temáticos, organizados seguindo uma ordem cronológica livre, em que também há espaços para desvios. Núcleo 1+2 O primeiro núcleo de obras tem a ver com a ideia estereotipada, e que apesar disso ainda persiste pelo menos em algumas camadas da sociedade, do “homem” brasileiro como cordial, não no sentido complexo em que o termo era empregado por Sérgio Buarque de Holanda, mas na visão edulcorada e superficial que teima em imaginar um povo de pessoas gentis, acolhedoras, justas e democráticas. Algumas das obras mais antigas da coleção, produzidas no início do século XVII, nos introduzem a esse Brasil fictício, alicerceado na afabilidade e na convivência pacífica entre distintos estados sociais e raças, que se estende até o século XX. No verso de cada uma dessas obras, sugerindo a necessidade de prestar atenção na filigrana do que nos é apresentado, outras pinturas introduzem visões distintas, apontando para um contexto de injustiças e tenções sociais e raciais. A “dobradiça” entre essas visões distintas do Brasil é uma parede com as duas versões de Mulher e Crianças (cát. 192 e 193) pintadas por Candido Portinari em 1940, obras parecidas e, contudo, ambíguas, ao mesmo tempo felizes, esperançosas, trágicas e angustiantes. Núcleo 3Se no núcleo inicial a justaposição de visões quase antagónicas sugere a necessidade de repensarmos a figura estereotipada do “homem cordial”, aqui a ênfase está na convivência sincrética de mitos, ritos, culturas e visões de mundo originárias ou aportadas no Brasil de várias partes do mundo. Configurado do ponto de vista arquitetônico como uma espécie de praça, numa alusão ao caráter inclusivo e abrangente da praça do ponto de vista urbanístico, o núcleo, por outro lado, aponta para uma dúvida latente, isto é, se a apresentação conjunta de lendas, divindades, mitos de povos e culturas distintos que se encontram no Brasil configura um grande panteão inclusivo, ou um choque de visões de mundo idiossincráticas e, no fundo, incompatíveis. Nessa dualidade de possíveis interpretações ecoa de certa forma, de maneira menos direta e literal, a mesma ambivalência da primeira sala. Núcleo 4 O núcleo seguinte, no qual se concentra a maioria das obras de matriz concreta incluídas na exposição, sugere uma relação entre a natureza vibrátil dessas obras e algumas pinturas das décadas anteriores que, a partir do âmbito da figuração, apontavam já para a desconstrução das coordenadas convencionais, reconhecíveis, sugerindo um descolamento entre o que é representado e seu significado mais profundo. Em outras palavras, nesse conjunto de obras busca-se tatear o momento em que o que é organizado e preciso começa a vibrar, entrar em ressonância e perder essa “sincronia”, por assim dizer, com o mundo, com as narrativas dominantes, com as lógicas estabelecidas e, antes disso tudo, com uma figuração convencional. Não por acaso o conjunto maior de obras é o concretista, pertencendo, portanto, a um momento em que, tardia, mas definitivamente, a produção brasileira se afasta do academicismo e introduz temas e conceitos novos. Núcleo 5 O núcleo final da exposição é o que reúne a maioria das obras de produção mais recente, e representa, nesse sentido, também o momento culminante da leitura (livremente) cronológica que a exposição propõe. De um ponto de vista temático, as obras deste núcleo se relacionam na escolha pela organicidade em contraposição à matriz geométrica que caracterizava o núcleo precedente, e se encerra com a visão da penca de bananas de Antonio Henrique Amaral, que sugere sutilmente, a partir de outro momento e de outra perspectiva, novamente a visão estrangeira e estereotipada sobre a cultura brasileira, e latino-americana em geral, sobre as “repúblicas das bananas”, precárias e violentas, onde a natureza é generosa e os homens se alimentam, além de que de frutas suculentas, também de mitos e histórias fantasiosas...
Expografia e temas das exposições O proponente deste projeto se compromete a enviar, previamente ao Ministério da Cultura, as expografias da exposição, bem como a listagem das obras, quando à curadoria for resolvida em definitivo. Ressaltamos no entanto, para efeito de análise do projeto, que a exposição seguirá a ordem de grandesa, e montagem das mostrar anteriores da Fundação Edson Queiroz, sendo com a relevância de um novo espaço físico.
Acessibilidade para o produto Exposições, nos espaços expositivos ACESSIBILIDADE FÍSICA: rampas, corrimões, banheiros adaptados, assentos para obesos e idosos e etc. DEFICIENTES AUDITIVOS: legendagem para os vídeos da exposição, intérprete de libras para visitantes. DEFICIENTES VISUAIS: audiodescrição.DEFICIENTES INTELECTUAIS : serviços de apoio especializado (como o AEE Atendimento Educacional Especializado no educativo e acompanhantes).
AMPLIAÇÃO DE ACESSO Em referência ao Art. 21., em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos e treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do Art. 22. A saber as atividades paralelas para este projeto serão : 1. Ofereceremos 16 vagas de estágio para cada um dos 02 semestres de duração do projeto, 32 vagas no total, para alunos universitários, de variados cursos, de forma a integrar o projeto educativo das exposições de forma plural. Este custo não está incluso no projeto e será bancado com recursos próprios.
GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRAFundação Edson Queiroz - Proponente CURADOR :Jacopo Crivelli Visconti (remunerado pelo projeto)Possui graduação em Lettere e Filosofia - Universita di Napoli (1996) e doutorado em ARQUITETURA E URBANISMO pela Universidade de São Paulo (2012). É crítico e curador de arte contemporânea. COORDENADOR GERAL DO PROJETO :Adriana Helena - Vice-Reitora de Extensão e Comunidade Universitária (não remunerado no projeto)Vice-Reitora de Extensão e Comunidade Universitária da Universidade de Fortaleza – Unifor. Doutora e Mestre em Ciências da Cultura pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – UTAD, em Portugal. Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Graduada em Letras pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Professora da Unifor nos Cursos de Comunicação Social. PRODUTOR EXECUTIVO:Thiago Braga - Chefe da Divisão de Arte, Cultura e Eventos (não remunerado no projeto)Doutorando em Educação pela Universidade de Lisboa, mestre em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza - Unifor, especialista em Marketing e em Gestão de Museus e Inovação, graduado em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Chefe da Divisão de Arte e Cultura da Universidade de Fortaleza e professor de cursos do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão da Universidade de Fortaleza
SOLICITAÇÃO DE PRAZO DE EXECUÇÃO ATENDIDA AUTOMATICAMENTE PELO SALIC