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A proposta pretende recuperar as perdas de uma importante entidade carnavalesca da cidade de São Leopoldo que foi tragicamente atingida pelas enchentes de 2024, comprometendo completamente a própria existência da Sociedade Recreativa Cultural Beneficente Escola de Samba Alambique Leopoldense. A entidade cultural atua e é localizada nas imediações do rio dos sinos e foi uma das mais impactadas pela inundação, sofrendo de maneira catastrófica os efeitos do triste episódio climático. O projeto prevê os preparativos e a participação da escola no Carnaval 2025: aquisição de instrumentos musicais e equipamentos de som, insumos para fantasias, adereços e alegorias, realização de ensaios abertos à comunidade, Muamba Oficial e Desfile Oficial no Carnaval de São Leopoldo 2025.
Este projeto tem como objetivo resgatar a Sociedade Recreativa Cultural Beneficente Escola de Samba Alambique Leopoldense, uma das mais importantes entidades carnavalescas de São Leopoldo, que sofreu severas perdas devido às enchentes de 2024. A proposta inclui reposição de instrumentos musicais, equipamentos de som, alegorias e fantasias, além da reativação das atividades culturais da escola, como os tradicionais ensaios abertos à comunidade. O projeto também visa garantir a participação da Escola de Samba Alambique Leopoldense no Carnaval de 2025 - Muamba e Desfile Oficial - fortalecendo suas raízes culturais e sua relevância na cidade.
Objetivo Geral Possibilitar a retomada das atividades da Escola de Samba Alambique Leopoldense, incluindo as atividades na comunidade e a participação no Desfile Oficial do Carnaval 2025 Objetivo específico Adquirir equipamentos e materiais para as fantasias e alegoriasRealizar os ensaios abertos à comunidadeRealizar a apresentação da Escola de Samba Alambique Leopoldense no Carnaval 2025.
A Lei de Incentivo à Cultura em sua edição especial para o Rio Grande do Sul , com o objetivo de promover a retomada de ações artísticas de Grupos e Coletivos, Espaços e Eventos Artísticos Calendarizados dos municípios do Rio Grande do Sul em estado de calamidade pública assim como as iniciativas em torno da reorganização do setor cultural gaúcho é uma importante ferramenta para a recuperação não só da atividade cultural e dos patrimônios atingidos, mas de toda a população riograndense. A cidade de São Leopoldo foi uma das mais gravemente atingidas pela tragédia climática e a Escola de Samba Alambique Leopoldense está situada numa comunidade vulnerável e de baixa renda, que teve suas estruturas igualmente abaladas, impossibilitando a sua tradicional contribuição para a qualidade de vida das pessoas que ali vivem. As atividades da Escola de Samba Alambique Leopoldense vai além de sua participação nos desfiles de Carnaval. Em sua longa jornada como entidade cultural de São Leopoldo a Escola de Samba tem em seu currículo: - Ensaios Abertos da Escola de Samba Alambique Leopoldense, com a participação da comunidade da Vila Paim e Bairro São Miguel- Shows especiais e momentos de convivência e apreciação de conteúdos culturais durante os meses do ano e em datas festivas- Participação no Carnaval de São Leopoldo, grupos de acesso e principal desde 2014- Distribuição de Cestas Básicas à comunidade necessitada durante a pandemia 2020- Apesar de também ser atingida, a Escola de Samba Alambique teve participação na Distribuição de Donativos, Cestas Básicas e Materiais de Higiene Pessoal e limpeza durante a tragédia, alinhando-se aos esforços do poder público Municipal para socorrer e auxiliar os moradores da região atingida. A Escola de Samba Alambique representa uma parcela da população pobre leopoldense que nunca fugiu ao seu papel de lutar por políticas públicas, pela erradicação da miséria, pela qualificação das iniciativas educacionais e culturais, pelo olhar solidário e as ações inclusivas na comunidade em que está estabelecida. A resistência da população negra no seio de uma cidade de colonização alemã, tornando-se um lugar de afirmação social e racial, de atividades culturais e educacionais envolvendo a arte e a cultura, as tradições ancestrais e diversas iniciativas no setor da assistência social, a Escola Alambique teve um importante papel na distribuição de donativos e alimentos para a população, apesar de ter sofrido imensamente com a tragédia, que causou a perda de seus instrumentos, fantasias e alegorias, além de uma parte da quadra da Escola que ruiu com as enchentes. Este projeto é apresentado justamente para reaver os equipamentos, instrumentos e materiais perdidos na enchente e preparar a Escola e seus integrantes para sua participação nos desfiles do Carnaval Oficial de São Leopoldo de 2025. O histórico da escola nas edições do Carnaval leopoldense tem seu principal marco no ano de 2014 quando foi campeã do grupo de acesso. Antes era um bloco fervoroso que promovia sua participação nos carnavais como forma de afirmação da existência e da alegria daquelas gentes pretas que viviam na Vila São Miguel, nas margens do Rio dos Sinos. Embora a cidade não tenha tido carnaval em 2015 e 2016, a Escola se mobilizou com ações sociais e participou do Carnaval Comunitário, mantendo acesa a chama da cultura popular local, apesar da falta de recursos públicos para o setor. A partir dos carnavais de 2017 a cidade retomou a agenda cultural e em 2018 a Escola de Samba Alambique Leopoldense ocupa o 3º lugar no Grupo Especial com a Homenagem a Dona Ivone Lara. No ano seguinte a Escola repete o feito e conquista novamente a terceira colocação, sendo a principal ascensão de uma entidade carnavalesca até o advento da Pandemia de Covid 19. Seu papel nesta triste passagem foi importantíssimo, como centro de recebimento e distribuição de cestas básicas durante quase um ano. A Escola de Samba Alambique retomou suas atividades em 2022 e restabeleceu seu calendário de atividades continuadas, shows e encontros comunitários com frequência mensal, além de participar ativamente das iniciativas do poder público em programas de acolhimento social nas áreas da Assistência Social, Saúde, Educação e Cultura. Em maio de 2024 o Bairro São Miguel e a Vila Paim foram inundados. Retomada das atividades da Sociedade Recreativa Cultural Beneficente Escola de Samba Alambique Leopoldense após a tragédia climática que abalou a cidade de São Leopoldo - RS e o Bairro São Miguel, onde está a quadra da Escola de Samba Alambique. Para além de sua participação no evento Carnaval de São Leopoldo, seu calendário de atividades continuadas contém, shows e encontros comunitários com frequência mensal, além de participar ativamente das iniciativas do poder público em programas de acolhimento social nas áreas da Assistência Social, Saúde, Educação e Cultura. Devolver à comunidade leopoldense e especialmente à Vila Paim, no Bairro São Miguel, a alegria das atividades promovidas pela escola de Samba Alambique e seus integrantes é contribuir para o resgate da auto estima e da pulsação vital de uma gente simples que preserva suas tradições e sua identidade. O projeto se enquadra nos Art Iº (I, VII e VIII) e Art.IIIº (inciso II - a, b, c, e. inciso IV - a, inciso V - b)
A atividade cultural proposta no âmbito deste projeto não se limita à participação da Sociedade Recreativa Cultural Beneficente Escola de Samba Alambique Leopoldense no Carnaval 2025, mas também à revitalização completa de sua função sociocultural na comunidade. A programação abrange uma série de ensaios abertos que buscam, além de reconstruir, fortalecer o papel da escola de samba como centro cultural comunitário.
Reposição de Materiais- Instrumentos Musicais e Equipamentos de som:Reposição de instrumentos musicais diversos e equipamentos como caixas de som, mesa, microfones, cabos e outros materiais para os ensaios abertos à comunidade na quadra da Escola de Samba Alambique Leopoldense.- Fantasias e Indumentárias e Alegorias:Confecção de novas fantasias para os diversos segmentos da escola (bateria, alas, destaques, etc.).Uso de materiais de qualidade e com durabilidade, como tecidos resistentes a intempéries.Reposição de adereços e acessórios danificados durante as enchentes.Reativação da Programação Cultural Ensaios Abertos:Organização de ensaios abertos à comunidade, com programação semanal. Participação no Carnaval 2025:Planejamento completo da escola para o desfile no Carnaval de 2025, incluindo logística de transporte de fantasias e instrumentos, coordenação de alas, e preparação da bateria e harmonia.Participação nas Muambas Oficiais de São Leopoldo.Participação no Desfile Oficial do Carnaval de São Leopoldo 2025.
Acessibilidade em Eventos:Áreas Reservadas: Nos desfiles e eventos como os ensaios abertos à comunidade, reservar áreas para pessoas com deficiência, garantindo uma boa visão do espetáculo e fácil acesso.Acompanhantes: Permitir a entrada de um acompanhante por pessoa com deficiência, quando necessário, garantindo apoio durante as atividades.
A Escola de Samba Alambique Leopoldense assegura a inclusão cultural de diversos grupos sociais através de suas atividades voltadas à comunidade de baixa renda onde está sediada. Em cada atividade, há intensa participação de pessoas idosas, mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTQIAPN+. A escola promove um ambiente acolhedor e inclusivo, combatendo as desigualdades sociais ao oferecer acesso à produção cultural e à fruição de eventos artísticos para esses grupos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorizando a diversidade cultural. A entidade realiza atividades culturais gratuitas e abertas com regularidade na comunidade. Organiza ensaios de samba, rodas de percussão, abertos a todos os moradores. Esses encontros ocorrem semanalmente na sede da escola ou em espaços públicos da comunidade, como praças e centros comunitários. Além disso, promove eventos culturais, como desfiles, apresentações e festas populares, que são acessíveis e voltados para a inclusão social. Essas atividades fortalecem os laços comunitários e mantêm viva a tradição cultural local.
Diretor Geral - Mestre Du O Diretor Geral é responsável pela supervisão global do projeto cultural. Carlos Eduardo Ferreira, conhecido como Mestre Du, é um destacado carnavalesco, ritmista e educador social nascido em 1978 na comunidade periférica da Vila Paim, em São Leopoldo, RS. Crescendo em um ambiente de vulnerabilidade social, Mestre Du se tornou líder comunitário e figura importante no cenário artístico local. Envolveu-se com a música aos 15 anos e foi fundamental na consolidação da Escola de Samba Alambique. Como educador social, participou do projeto Mais Educação, atendendo mais de 4 mil alunos em São Leopoldo e Novo Hamburgo. Com 30 anos de experiência no Carnaval, ele já atuou como ritmista, diretor de bateria, presidente de escolas de samba e hoje preside a Escola de Samba Alambique, sua maior realização artística. Produtora Executiva - Carin Cristina Ferreira O Produtor Executivo é o responsável pela gestão prática e financeira do projeto. Carin Ferreira é uma mulher negra, nascida e criada na periferia de São Leopoldo, na Vila Paim, onde surgiu a Escola de Samba Alambique Leopoldense. Sua vida está visceralmente ligada à entidade onde atua como carnavalesca, diretora de fantasias e alegorias, coordenadora de eventos comunitários e é importante ativista nas várias ações sociais que a escola desenvolve. PROPONENTE - Escola de Samba Alambique Leopoldense Histórico e Contexto A Escola de Samba Alambique Leopoldense está localizada em uma comunidade de baixa renda em São Leopoldo, Rio Grande do Sul. Desde sua fundação, tem desempenhado um papel vital na vida das pessoas que vivem nessa área, promovendo políticas públicas, lutando pela erradicação da miséria e incentivando iniciativas educacionais e culturais. A escola também atua como um espaço de resistência e afirmação social e racial para a população negra, em uma cidade marcada pela colonização alemã. Ações e Contribuições Mesmo enfrentando adversidades, a Escola Alambique se destacou por sua atuação em várias frentes: Assistência Social: A escola tem sido fundamental na distribuição de donativos e alimentos para a comunidade, especialmente durante crises como enchentes e a pandemia de COVID-19.Ações Educacionais e Culturais: Além de participar ativamente do Carnaval de São Leopoldo, a escola promove atividades culturais e educacionais, visando à preservação das tradições carnavalescas e à inclusão social.Participação no Carnaval: A trajetória da escola no Carnaval de São Leopoldo teve um ponto alto em 2014, quando foi campeã do grupo de acesso. Nos anos seguintes, mesmo sem desfiles oficiais em 2015 e 2016, a escola manteve a chama do Carnaval acesa através de ações comunitárias. Em 2018 e 2019, alcançou o 3º lugar no Grupo Especial, com destaque para a homenagem à sambista Dona Ivone Lara.Resiliência em Tempos Difíceis: Durante a pandemia de COVID-19, a Escola Alambique funcionou como um centro de distribuição de cestas básicas, reafirmando seu papel de apoio à comunidade. Mesmo após a perda de parte de sua infraestrutura devido a enchentes, a escola continuou suas atividades e se manteve como um pilar de solidariedade.Retomada e Futuro Após a pandemia, em 2022, a Escola de Samba Alambique Leopoldense retomou suas atividades com força total. Seu calendário inclui encontros comunitários mensais e participação em programas sociais promovidos pelo poder público. Com seu compromisso contínuo com a cultura popular, a escola se consolidou como um espaço de resistência, apoio e celebração para a comunidade de São Leopoldo.
PROJETO ARQUIVADO.