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PRONAC 2416694Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

Cantoras Negras do Brasil

Luciana de Oliveira Miranda da Cruz
Solicitado
R$ 997,7 mil
Aprovado
R$ 997,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-07-01
Término
2026-07-31
Locais de realização (7)
Brasília Distrito FederalSão Luís MaranhãoCuritiba ParanáBelém ParáRecife PernambucoRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

Uma circulação com shows musicais,roda de conversas e palestrascom o tema "Cantoras Negras do Brasil!" baseado napesquisa de Mestrado sobre Estéticas Afro-diaspóricas no canto e na performance de cantoras negras brasileiras, na PUC-SP. A pesquisa se tornou em uma publicação chamada "Catálogo Cantoras Negras Brasileiras" que destaca arelevância histórica, política e cultural de cantoras negras brasileiras de diferentes regiões do Brasil.

Sinopse

O show e a estrutura do projeto tem como base a pesquisa do Catálogo de Cantoras Negras do Brasil. A sinopse desta pesquisa está em anexo ( Prévia Catálogo de Cantoras Negras)

Objetivos

Objetivo Geral: Registrar, documentar e difundir a relevância artística, histórica e cultural de cantoras negras brasileiras, promovendo o empoderamento feminino artístico e fortalecendo a visibilidade de mulheres negras na música. O projeto busca reconhecer e destacar as contribuições dessas artistas para a música nacional, bem como fomentar a valorização de suas histórias e trajetórias, estimulando o diálogo e a conscientização sobre a importância de sua presença na cultura brasileira. Ampliar a visibilidade e o reconhecimento das cantoras negras, destacando suas vozes como símbolos de resistência e força cultural. Promover uma compreensão mais profunda da interseção entre raça e gênero na música, conscientizando o público sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres negras e como elas superaram desafios para ocupar espaços artísticos e culturais. Facilitar o encontro e o intercâmbio entre cantoras negras de diferentes gerações e regiões Objetivos Específicos: Realizar 8 eventos shows em 7 cidades brasileiras (em espaços culturais de relevância para as comunidades), permitindo que comunidades diversas tenham contato direto com as artistas e suas histórias, gerando uma conexão mais significativa e engajadora. Desenvolver um espaço virtual interativo que permita o acesso ampliado ao conteúdo do catálogo e vídeos das apresentações, promovendo a inclusão digital e a disseminação do projeto para um público ainda maior. Oferecer 7 roda de conversas com palestra sobre músicalidade ea importância da presença de mulheres negras na arte e na cultura para jovens e adultos, em especial para mulheres negras, fomentando assim, o interesse por expressões artísticas e o empoderamento através da música. Registrar e perpetuar as trajetórias artísticas e as histórias de vida de cantoras negras de diferentes regiões do Brasil, assegurando que suas contribuições sejam reconhecidas como parte fundamental do patrimônio cultural nacional. O projeto também inclui ações de acessibilidade que serão detalhadas no item relativo ao assunto e distribuição gratuita de exemplares para espaços públicos e/ou associações sem fins lucrativos.

Justificativa

O processo de escravização no Brasil resultou na exclusão sistemática de pessoas negras de diversos aspectos da vida social, cultural e econômica, deixando cicatrizes profundas que perduram até hoje. Um dos reflexos mais notáveis dessa exclusão é o apagamento e, por vezes, a repressão às expressões culturais negras. Na música, esse fenômeno é particularmente visível por meio da invisibilização de artistas negras, que, apesar de terem construído um rico legado cultural como Lia de Itamaracá, Kátia de França, Dona Onete, Liniker, entre outras e estarem presentes nas memórias e nas tradições orais de suas comunidades e territórios, frequentemente não possuem registros que os consolidem como patrimônio cultural. Quando se trata de mulheres negras, esse apagamento é ainda mais acentuado. Utilizando a interseccionalidade como ferramenta de análise — conceito que explora a interação entre categorias como raça, gênero, classe e orientação sexual —, é possível entender como esses fatores limitam a ocupação de espaços de poder e reconhecimento na sociedade. O projeto de Cantoras Negras Brasileiras surge, portanto, como um importante mapeamento das trajetórias artísticas permeadas pelas histórias de vida de cantoras negras de diversas regiões do país. É uma iniciativa que busca preservar e destacar a contribuição artística e histórica de mulheres que, independentemente de sua notoriedade, carregam em suas vozes e percursos artísticos um legado cultural e regional da presença negra no Brasil. A circulação do projeto por diferentes regiões permite que o público acesse o conteúdo de forma mais interativa e envolvente, ampliando as discussões sobre a representatividade e a presença de mulheres negras na música com suas caracteristicas regionais e dificuldades particulares. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) é essencial para o financiamento do projeto Cantoras Negras Brasileiras. Ele busca registrar, valorizar e difundir a relevância das cantoras negras na música brasileira, enfrentando o apagamento histórico e promovendo o empoderamento feminino artístico. A viabilidade financeira por meio desse mecanismo permitirá a execução de suas etapas, como a distribuição do catálogo nas cidades, shows, oficinas e desenvolvimento de uma plataforma digital interativa, garantindo acessibilidade e alcance nacional e internacional. Enquadramento no Art. 1º da Lei 8.313/91O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei: Inciso I: Contribuir para a promoção e a proteção do patrimônio cultural e artístico brasileiro, neste caso, pela valorização das expressões artísticas de cantoras negras e pela documentação de suas trajetórias. Inciso III: Apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais populares, indígenas e afro-brasileiras, uma vez que o projeto é focado em cantoras que representam a herança cultural afro-brasileira, tanto tradicional quanto contemporânea. Objetivos do Art. 3º Alcançados pelo ProjetoO projeto atenderá aos seguintes objetivos previstos no Art. 3º da Lei 8.313/91: Inciso II: Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória coletiva. O projeto vai documentar e compartilhar as histórias de vida e contribuições musicais das cantoras negras, oferecendo um registro duradouro que fomenta o conhecimento e a memória cultural do Brasil. Inciso V: Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, como afrodescendentes. O projeto destaca e resguarda as contribuições artísticas das mulheres negras, reconhecendo-as como parte vital do patrimônio cultural brasileiro. Inciso VII: Ampliar o acesso aos bens e serviços culturais. O projeto inclui distribuição gratuita de exemplares do catálogo para bibliotecas, centros culturais e/ou escolas, além de eventos em várias regiões do país, e o desenvolvimento de uma plataforma digital para acessibilidade. Inciso VIII: Apoiar a participação e a difusão da produção cultural em todas as regiões do país, garantindo um alcance nacional através dos shows e encontros com roda de conversa e palestras em diferentes cidades. Por fim, a realização desse projeto requer recursos significativos para cobrir as despesas de produção editorial, logística de eventos, cachês artísticos, desenvolvimento da plataforma digital e materiais de acessibilidade. O Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais permite que o projeto alcance uma dimensão ampla e inclusiva, assegurando que a história e as vozes das cantoras negras sejam registradas e disseminadas como parte do patrimônio cultural do Brasil. Assim, o apoio financeiro por meio da Lei Rouanet é indispensável para que o Projeto Cantoras Negras Brasileiras alcance seus objetivos de valorização cultural, empoderamento artístico e acesso democrático à cultura, cumprindo integralmente os princípios e objetivos estabelecidos pela legislação. Lembrando que a pesquisa e levantamento biográfico foram realizadas pela cantora, compositora e pesquisadora Luciana Oliveira, que desenvolveu uma pesquisa de Mestrado sobre Estéticas Afro-diaspóricas no canto e na performance de cantoras negras brasileiras, na PUC-SP. A pesquisa contou ainda com a supervisão de Goli Guerreiro, PHD em Antropologia pela USP, com pesquisas sobres culturas negras no mundo atlântico, e autora dos livros: A trama dos tambores: a música afro-pop de Salvador", e Terceira Diáspora: culturas negras no mundo atlântico, e tem produção executiva de Jussara Salles, da cabeça de Nêga produções culturais. Em sua primeira edição, o Catálogo reunio mais de 40 nomes de cantoras que tiveram seus trabalhos lançados no século 21 como Liniker, Xênia França, Karol Conká, Josyara, Dona Onete, Letícia Fialho, Ellen Oléria, Fabiana Cozza, Maíra Freitas, Isaar, Bia Ferreira, Mahmundi, dentre tantas outras cantoras negras que vem compondo a cena da música brasileira. Considerando a importância dos passos que vieram antes, o livro dedicou um capítulo às mulheres que fundamentaram o canto das novas gerações, reunido o perfil de cantoras que compõe esse imenso panteão musical brasileiro, como Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Dolores Duran, Elizeth Cardoso e Elza Soares. Em resumo, é um projeto totalmente adequado a lei de incentivo nacional e necessário para a história da formação artística negra do Brasil contada por mulheres protagonistas.

Especificação técnica

não se aplica

Acessibilidade

Acessibilidade FísicaEspaços Acessíveis: Os locais para a realização das ações previstas no projeto, serão realizadas preferencialmente em ambientes que tenham infraestrutura adequada, como rampas de acesso, elevadores e banheiros adaptados para pessoas com deficiência. Acessibilidade ComunicacionalIntérpretes de Libras: Serão contratados intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as rodas de conversa e apresentações musicais, garantindo que pessoas com deficiência auditiva possam acompanhar o conteúdo. Audiodescrição: As ações de mídia digital terão legendas descritivas para que aplicativos possam acessar e dar acessibilidade ao conteúdo. Materiais Informativos em Braille: Será produzido oito livros em braile para a distribuição gratuita de uma unidade por cidade e, em locais específicos. Legendagem e Closed Caption: O recurso será usado para os vídeos nas plataformas digitais para facilitar assim, o acesso de pessoas com deficiência auditiva. Divulgação Acessível: Garantir que sites e redes sociais do projeto sejam acessíveis e usem uma linguagem clara e inclusiva.

Democratização do acesso

Distribuição do Catálogo: Serão impressos exemplares do catálogo e distribuídos gratuitamente para bibliotecas públicas, centros culturais e/ou escolas em diferentes regiões do país. Essa ação assegura que pessoas de comunidades com acesso limitado a recursos culturais possam conhecer o trabalho e a história das cantoras negras. Ingressos: Todas as apresentações musicais citadas neste projeto serão gratuitas ao público. Incluindo reservas para a população baixa renda, comunidades negras, indígenas, LGBTQIAP+, e mulheres, garantindo a presença de um público diversificado e promovendo a inclusão social. Os eventos serão, preferencialmente, realizados em espaços comunitários e/ou públicos permitindo que o acesso seja mais fácil e próximo das comunidades locais. Oferecer como contrapartida rodas de conversas e palestras gratuitas com discussões sobre a importância da presença de mulheres negras na arte e na cultura para jovens de comunidades carentes, incentivando o interesse artístico e promovendo o empoderamento feminino negro. Participação Inclusiva: Adaptar as oficinas para incluir pessoas com deficiência, garantindo que todas as atividades sejam abertas a diferentes públicos. Os encontros que ofertarão conteúdos sobre musicalidade e a importância da presença de mulheres negras na arte e na cultura serão prioritariamente para jovens de comunidades carentes, incentivando o interesse artístico e promovendo o empoderamento feminino negro. Serão estabelecidas parcerias com instituições culturais, ONGs, serviços públicos e organizações comunitárias para divulgar o projeto e os eventos a públicos diversos e em regiões com menor acesso a atividades culturais. Todas as ações acima citadas, estão de acordo com os princípios e diretrizes da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) e a Instrução Normativa (IN) nº 11/2024 do Ministério da Cultura que asseguram a democratização do acesso a projetos culturais incentivados. A seguir: Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet)Art. 1º, Inciso III: Incentivar o acesso dos cidadãos aos bens culturais, promovendo e protegendo as expressões culturais das diferentes comunidades formadoras da sociedade brasileira, especialmente as que têm menor acesso a tais bens. Art. 3º, Inciso VIII: Apoiar e difundir a produção cultural em todas as regiões do país, contribuindo para a descentralização e democratização do acesso à cultura. Art. 3º, Inciso IX: Estimular o acesso à cultura, contemplando a população com menor poder aquisitivo e garantindo a fruição dos bens e serviços culturais. IN nº 11/2024 do Ministério da CulturaArt. 6º: Dispõe que os projetos culturais apoiados pelo mecanismo de incentivo fiscal devem adotar medidas que garantam a democratização do acesso, como ingressos gratuitos ou a preços populares, a realização de eventos em espaços acessíveis e a implementação de ações de inclusão social. Art. 7º, Inciso II: Estabelece que os projetos devem promover ações que ampliem o acesso a bens culturais, com foco em segmentos sociais historicamente marginalizados. Art. 10º: Prevê que a prestação de contas dos projetos deve incluir um relatório sobre as ações de democratização de acesso implementadas, evidenciando o cumprimento das contrapartidas sociais previstas. Art. 15º: Reforça que todos os projetos culturais incentivados devem observar normas de acessibilidade física e comunicacional, garantindo a participação de pessoas com deficiência.

Ficha técnica

Luciana Oliveira - Proponente, diretora geral é cantora, compositora e pesquisadora, graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasileira, e Mestre em Fonoaudiologia pela PuC-SP. Com três álbuns lançados, integra a banda Natiruts e tem atuação em projetos culturais, como curadora musical. Atualmente é idealizadora do Catálogo de Cantoras Negras Brasileiras. Seu primeiro contato com os palcos surgiu cantando em uma banda de reggae na adolescência e depois através da arte da interpretação, participando de peças de teatro, o que a levou a estudar Artes Cênicas na Universidade de Brasília, sua cidade natal. Anos depois lançou-se em carreira solo como cantora através do show “Cântico Negro”, que reunia músicas do cancioneiro afro-brasileiro, sendo uma prévia de " O Verde do Mar", seu primeiro álbum de estúdio, influenciado pela música africana e afro-brasileira, com releituras de João Donato e Jackson do Pandeiro. Realizou shows por Sescs de São Paulo e foi contemplada pelo edital Sesi de circulação. No mesmo período Luciana passou a integrar a banda Natiruts, gravando e acompanhando a banda em turnê nacional e internacional dos álbuns Natiruts reggae Power e Raçaman, de 2006 a 2010. Em 2011 gravou com a lenda viva do Dub mundial, Mad Professor, em seu estúdio Ariwa em Londres, um projeto que mesclava música brasileira e reggae. Jussara Salles - Produtora Cultural e executiva - iniciou na área fotográfica em organização de exposições, workshops e palestras. Há 12 anos fundou a produtora CABEÇA DE NÊGA desenvolvendo trabalhos na área musical como produtora artística e executiva para diversos artistas com exclusividade e parcerias e também projetos autorais, e prestação de serviços na elaboração de projetos para editais, tendo como foco principal o desenvolvimento e divulgação da cultura negra.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.