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PRONAC 2416742Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

TOSCA - Temporadas Belo Horizonte e Rio de Janeiro

ASSOCIACAO BRASILEIRA DE ARTISTAS LIRICOS
Solicitado
R$ 7,02 mi
Aprovado
R$ 7,02 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ópera
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Óperas
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (2)
Belo Horizonte Minas GeraisRio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Este projeto tem o objetivo de subsidiar a montagem e a realização de duas temporadas de estreia da Ópera Tosca, de Giacomo Puccini (produto principal). Com produção da ABAL (Associação Brasileira de Artistas Líricos) e direção geral de Fernando Bicudo, a ópera contará com maestro principal e cantores/solistas de destaque internacional, e também com importantes solistas nacionais convidados. Além da montagem e das temporadas propostas, o projeto contemplará também a realização de Ensaios Abertos (produto secundário/contrapartida social) com entradas gratuitas e voltado para estudantes e professores da rede pública de ensino.

Sinopse

SINOPSE: ÓPERA "TOSCA, DE GIACOMO PUCCINI" RESUMO DA AÇÃO Roma, 1800 ATO I Igreja de Sant'Andrea della Valle. Ao escapar do Castelo Sant'Angelo, Angelotti, cônsul revolucionário, se esconde na capela de sua família na Igreja de Sant' Andrea della Valle. Chega o sacristão e, logo depois, Mario Cavaradossi. O pintor compara a beleza do modelo de sua pintura (uma Madona) à do retrato de Tosca que traz em um medalhão ("Recondita Armonia"). Ao sair o Sacristão, aparece Angelotti. Enquanto conversa com o pintor, Tosca chama por Cavaradossi de fora da Igreja. A demora do pintor em deixá-la entrar, bem como a beleza do modelo retratado, lhe desperta ciúmes. Após a saída de Tosca, a fuga de Angelotti é descoberta. Ao ouvir os canhões do Castelo Sant'Angelo, Cavaradossi decide dar ao amigo a chave de sua casa de campo, para onde este parte imediatamente. Scarpia, chefe da polícia romana, acompanhado de Spoletta, entra na Igreja à procura do fugitivo. Para prender Cavaradossi, de quem desconfia, e descobrir o paradeiro de Angelotti, Scarpia procura provocar os ciúmes de Tosca e seduzí-la. A notícia de uma vitória contra Napoleão faz com que se celebre um Te Deum, durante o qual Scarpia revela, em meio ao canto sacro, toda a sua vilania. ATO II Palácio Farnese O Barão aguarda a chegada de Tosca que, na festa comemorativa da vitória sobre Napoleão, cantará para a Rainha Maria Cavalena. Chega Spoletta, acompanhado de Mario Cavaradossi, de quem se pretende obter informações sobre a fuga de Angelotti. Com o surgimento de Tosca, o pintor é afastado para prestar depoimento. As torturas que lhe são infligidas fazem com que a cantora revele seu segredo. Cavaradossi é então novamente trazido à presença de Scarpia, mas ao tomar conhecimento de que a derrota de Napoleão tinha sido, ao contrário, a vitoriosa batalha de Marengo, sente suas forças voltarem ("L'Alba vindice appar"). Scarpia, enfurecido com a insolência do pintor, ordena sua execução. Todos se retiram, exceto Tosca, a quem o Barão anuncia estar o destino do amante em suas mãos. A cantora, sem alternativa, concorda em ceder aos desejos do Barão, obtendo a promessa de execução simulada de Cavaradossi bem como a assinatura de salvo-conduto para o casal. Recusando-se, porém, a cumprir sua parte no pacto, Tosca termina por apunhalar Scarpia. Subitamente consciente, exclama: "E diante dele tremia toda Roma". АТО III Castelo Sant'Angelo. Cavaradossi aguarda a morte, prevista para o amanhecer. Ao longe, um menino pastor e sinos anunciam o nascimento do dia. O pintor pede ao carcereiro que entregue uma mensagem a Tosca, mas nada consegue escrever. Para sua alegria, entra a própria Tosca, que conta todo o ocorrido no apartamento de Scarpia. A cantora afirma ainda que o fuzilamento será simulado e que traz salvo-condutos. Mas o trato que fizera com o Barão era falso. Após o que pensava ter sido uma simulação, Tosca se dá conta de que Mario Cavaradossi está realmente morto. Também o cadáver de Scarpia já fora encontrado, e a cantora, perseguida, se e lança num ímpeto por sobre a muralha do Castelo, negando desta forma a vingança à guarda do Barão:"Frente a Deus, Scarpia, nos encontraremos".

Objetivos

PRODUTO PRINCIPAL (Apresentação de Artes Cênicas / Ópera) Este projeto tem o objetivo de subsidiar (produto principal) a montagem e a realização de uma temporada de estreia de 8 (oito) récitas da Ópera Tosca, de Giacomo Puccini (produto principal). As récitas serão realizadas em Belo Horizonte-MG e no Rio de Janeiro-RJ, cada capital com 4 apresentações. Obra central no repertório operístico mundial, realizar uma nova montagem de Tosca é sempre um grande desafio artístico. Por isso, a ABAL (Associação Brasileira de Artistas Líricos), realizadora da presente montagem, buscou alguns dos mais importantes nomes das artes líricas para essa produção, que contará com direção geral de Fernando Bicudo, regência do maestro Eugene Kohn (USA) e, ainda, com cantores/solistas de destaque internacional. A montagem também envolverá outros profissionais de grande destaque em todas demais funções principais como Direção Artística, Direção de Cena, Coreografia e Preparação Corporal, dentre outras (mais detalhes, ver ficha técnica e currículos completos anexos), todas assinadas por nomes de comprovada excelência técnica e artística. Além do esmero técnico, a montagem busca também inovar quanto aos seus aspectos estéticos-formais, sobretudo no que diz respeito à produção dos cenários e demais elementos ambientais. Coerente com a atualidade perene dos temas tratados em TOSCA, a montagem ora proposta é também atual, contemporânea e, em sua concepção cenográfica, propõe um diálogo harmônico entre a tradição operística e as novas tecnologias, em especial, com a linguagem audiovisual. Após a fase de montagem, o projeto pretende realizar, como informado, pelo menos 8 apresentações/récitas do espetáculo proposto, sendo: - 4 récitas na cidade do Rio de Janeiro-RJ. - 4 récitas na em Belo Horizonte-MG. Os locais de realização das temporadas em cada cidade ainda estão sendo negociados e serão informados oportunamente. No entanto, já se pode dizer que serão espaços centrais em cada um das cidades, de fácil acesso, fartamente servidos por meios de transporte coletivo e que já contam com diversas medidas de acessibilidade para PCDs. As entradas/ingressos para as apresentações propostas serão distribuídas de forma democrática e acessível, conforme resumo abaixo (mais detalhes, ver Plano de Distribuição): - 10% dos ingressos terão distribuição gratuita de caráter social (população). - 10% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente em caráter promocional e de divulgação. - 10% também serão distribuídos gratuitamente junto a patrocinadores e apoiadores do projeto. - 20% dos ingressos serão comercializados a preços populares/promocionais (até 3% do salário mínimo vigente) - 50% dos ingressos serão comercializados a preços com valores definidos pela proponente, mas respeitando os limites legais. No conjunto de ingressos comercializados, será observada a aplicação das regras de meia-entrada para os públicos previstos na legislação federal, estadual e municipal. A partir desse plano de distribuição do produto principal do projeto (apresentação de artes cênicas / ópera), espera-se alcançar diretamente 9.600 pessoas, uma média de 1.200 pessoas por récita. PRODUTO SECUNDÁRIO (Contrapartidas sociais - Ensaio Aberto) Além da montagem e da temporada inicial proposta, o projeto contemplará também a realização 2 (dois) Ensaios Abertos com entradas gratuitas e voltados para estudantes e professores da rede pública de ensino de cada cidade contemplada. Realizados nas vésperas de uma das récitas da ópera Tosca em cada cidade e nos espaços culturais que abrigam as temporadas propostas, os Ensaios Abertos contarão com pelo menos 2 horas, quando serão apresentados aos participantes os principais aspectos da produção de uma ópera, bem como elementos históricos do gênero e sobre a obra e seu autor. As atividades contarão com presença de parte do corpo artístico envolvido na montagem, entre cantores e instrumentistas, bem como parte do corpo técnico (cenotécnicos, iluminadores, técnicos de som, etc.). Contará ainda com falas especiais de Fernando Bicudo, diretor geral da montagem. A atividade tem o objetivo central de despertar o interesse do público pelas artes líricas, pelo mundo operístico e suas relações com temas e disciplinas essenciais na vida dos estudantes e professores, como história, literatura, geografia, mitologia, dentre outras. Espera-se alcançar com a ação pelo menos 250 pessoas em cada cidade, num total de 500 pessoas contempladas gratuitamente.

Justificativa

Baseada na peça La Tosca de Victorien Sardou, Tosca, de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, é uma das obras mais populares de todo o repertório operístico mundial. Sua estreia, em 14 de fevereiro de 1900, no Teatro Constanzi (atual Ópera de Roma), foi apenas o início de um sucesso permanente. Quase 125 anos depois — data a ser celebrada em 2025 —, a ópera continua a se renovar e encantar plateias, mantendo-se jovem e relevante. Esse fenômeno de constante rejuvenescimento pode ser explicado por diversos fatores. Entre os principais, destacam-se a riqueza musical da partitura de Puccini, a atemporalidade dos sentimentos humanos expressos pelos personagens e a relevância das questões políticas e sociais abordadas na narrativa. Musicalmente, a obra é um marco. As transições contínuas entre música e ação dramática, as árias de grande carga emocional, e o uso de leitmotivs — temas musicais associados a cada personagem — demonstram o esmero de Puccini em aliar profundidade dramática e sofisticação musical. Além disso, TOSCA reflete o movimento verista, ao trazer à cena personagens comuns e emoções intensas, afastando-se das idealizações típicas do romantismo. A ópera explora paixões humanas universais — como o ciúme, a traição e a sede de poder — de forma crua e visceral. Tosca, Cavaradossi e Scarpia são arquétipos atemporais que continuam a ressoar emocionalmente, independentemente da época ou do contexto cultural em que a obra é encenada. Outro aspecto que reforça sua relevância é o contexto histórico e político. A história se desenrola em Roma, no início do século XIX, durante um período de repressão política e temor diante das invasões napoleônicas. Mais do que uma referência ao zeitgeist da época, TOSCA também reflete a Itália do início do século XX, marcada por processos de unificação e lutas por liberdade. Temas como autoritarismo, opressão e resistência atravessam a obra, conferindo-lhe uma atualidade surpreendente e tornando-a profundamente pertinente em qualquer momento histórico. Por fim, mas não menos importante, pode-se dizer que TOSCA segue viva e atual também pelo relevante trabalho de encenadores e artistas líricos de todo o mundo que, reconhecendo os valores universais e atemporais da obra, empenham-se no grande desafio de remontá-la e relê-la a partir de seus próprios contextos sociais e históricos locais, reafirmando sua relevância e garantindo que continue a emocionar e provocar reflexão. No Brasil, a relação com TOSCA é tão antiga quanto sua história global. Em 15 de dezembro de 1900, o antigo Teatro Lírico do Rio de Janeiro tornou-se a quarta casa no mundo a apresentar a obra, apenas meses após sua estreia mundial em Roma. A ópera também fez parte da primeira temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1909, consolidando sua presença na cena lírica nacional. Curiosamente, o responsável por essas primeiras apresentações foi Walter Mocchi, empresário de destaque na época e que foi o primeiro presidente da ABAL (Associação Brasileira de Artistas Líricos), que hoje lidera este novo projeto. Agora, quase 125 anos depois, a ABAL, fiel à sua missão de promover e democratizar o acesso à ópera no Brasil, se prepara para remontar TOSCA em uma produção que honrará essa obra-prima e seu legado. Mais do que uma celebração da tradição, essa iniciativa busca conectar a potência artística e simbólica da obra com as questões de nosso tempo e com linguagens igualmente contemporâneas. Além disso, a montagem representa um grande estímulo ao segmento e, por seu porte, também gera impactos positivos em muitos outros nós da cadeia produtiva da cultura, envolvendo algumas centenas de profissionais das mais diversas especialidades artísticas e técnicas. A concretização desse importante projeto, no entanto, depende do imprescindível apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, sem o qual essa ambiciosa empreitada não seria possível. Assim como Tosca nos ensina que resistência é uma forma de arte, esta nova montagem representa um gesto de afirmação cultural, demonstrando que a ópera é uma expressão viva e pulsante, capaz de dialogar com as demandas do presente e de enriquecer o futuro cultural do Brasil. O projeto atende pelo menos os seguintes incisos do Art. 1° da Lei Federal de Incentivo à Cultura: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Quanto ao artigo 3°, o projeto concorre com pelo menos as seguintes finalidades previstas em seus incisos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;

Estratégia de execução

DOCUMENTOS ANEXADOS À PROPOSTA: Além da documentação obrigatória do proponente, anexos à presente proposta os seguintes documentos: - No campo "Informações adicionais", apresentamos (em PDF único): > Resumo/Sinopse da Ópera "TOSCA" > Curriculos completos dos integrantes da ficha técnica principal do projeto - No campo "Carta ao proponente" (por ausência de outros campos para tanto), apresentamos (em PDF único): > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que irá apresentar, oportunamente, todas as autorizações, licenciamentos e alvarás que se fizerem necessários junto ao poder público local para realização das atividades do projeto. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que não irá adquirir bens permanentes com os recursos do projeto. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que obterá, se necessário, quaisquer autorizações e licenças em caso de uso de obras protegidas e/ou que envolvam direitos autorais de terceiros. > Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que adotará as medidas sanitárias vigentes, conforme portaria SECULT/Mtur n.44/2021. > Declaração firmada pela proponente atestando que o projeto cultural é uma produção independente. OBSERVAÇÕES SOBRE ORÇAMENTO: Como se poderá observar, não lançamos no orçamento custos com passagens áreas internacionais e outros custos (como locação de teatros / espaços culturais em que serão realizadas as récitas), pois esperamos pagar tais despesas por meio das receitas próprias geradas pelo projeto com a comercialização de parte dos ingressos, como detalhado no plano de distribuição.

Especificação técnica

Não se aplica.

Acessibilidade

AS MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE ABAIXO VALEM PARA OS DOIS PRODUTOS CULTURAIS DO PROJETO (Espetáculo de Artes Cênicas/Ópera - Produto Principal e Ensaio Aberto - Produto Secundário, exceto quando indicado). Acessibilidade física: Será escolhido equipamento cultural para realização dos Espetáculos, do Ensaio Aberto (contrapartida) a que já conta com as seguintes medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência física/motora ou mobilidade reduzida: - Áreas/cadeiras reservadas para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, próximas ao palco no teatro. - Rampas de acesso, piso táctil, corrimões, banheiros adaptados, elevador. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - As medidas acima citadas não geram custos adicionais ao projeto. Acessibilidade Para Pessoas com Deficiências Visuais: - Linguagem sonora / musical: as pessoas com deficiência visual podem fruir dos aspectos musicais do Espetáculo e do Ensaio Aberto. - Descrição das imagens na comunicação on-line do projeto: as postagens com imagens nas redes sociais serão acompanhadas de textos descritivos e a hashtag #pratodosverem. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - As medidas não envolvem custos adicionais para o projeto: a descrição das imagens nas redes está contida no trabalho de gestão de redes sociais, previsto nos Custos Vinculados de Divulgação do projeto. Acessibilidade Para Deficiências Auditivas: - Contaremos com intérprete de LIBRAS no Ensaio Aberto. - Contaremos com legendas eletrônicas no Espetáculo. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - Intérprete de Libras. - Legendagem. Acessibilidade Para Pessoas com Deficiências Intelectuais / Espectro Autista: - Disponibilização de um profissional da equipe capacitado para atendimento (se necessário) a respeito das atividades do projeto para esses públicos, incluindo transtorno do espectro autista. Itens de custo na Planilha Orçamentária: - Produtores e assistentes. A equipe de produção contratada já deverá possuir esse treinamento.

Democratização do acesso

MEDIDAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO: PRODUTO PRINCIPAL - apresentação de artes cênicas / ópera Em conformidade com as determinações da Instrução Normativa 11/2024, as entradas para as apresentações se darão de forma democrática e acessível, como se segue abaixo (mais detalhes, ver Plano de Distribuição): - 10% dos ingressos terão distribuição gratuita de caráter social. - 10% dos ingressos serio distribuídos gratuitamente em caráter promocional e divulgação. - 10% também distribuídos gratuitamente, junto a patrocinadores e apoiadores. - 20% dos ingressos serão comercializados a preços populares/promocionais (até 3% do salário mínimo vigente). - 50% dos ingressos serão comercializados com valor definido pela proponente, mas respeitando os limites legais. Para todos os ingressos comercializados, será observada a aplicação das regras de meia-entrada para os públicos previstos na legislação (federal, estadual e municipal). Espera-se com esse plano alcançar diretamente 9.600 pessoas com os espetáculos, uma média de 1.200 pessoas por récita. PRODUTO SECUNDÁRIO - Contrapartidas Sociais - Ensaio Aberto Além das medidas de democratização para o produto principal, o projeto prevê também, a título de contrapartida social, a realização de 2 (dois) Ensaios Abertos com entradas gratuitas e voltados para estudantes e professores da rede pública de ensino das duas cidades contempladas (teremos um Ensaio Aberto em Belo Horizonte e outro no Rio de Janeiro). Espera-se alcançar um público direto de pelo menos 500 pessoas com essa atividade, média de 250 por cidade. MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO Como medida complementar de ampliação do acesso, ofereceremos pelo menos 4 (quatro) vagas de estágio em produção cultural para jovens de comunidades/favelas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte (2 vagas por cidade). Para seleção dos beneficiários, buscaremos parcerias com entidades socioculturais reconhecidas. Com essa ação, esperamos contribuir para inserção de jovens agentes culturais no mundo das artes líricas e da ópera, muitas vezes tão distante de suas realidades. Entendemos que essa pode ser uma oportunidade transformadora para os jovens contemplados e uma porta de entrada para potenciais carreiras e caminhos profissionais no segmento. A medida acima proposta alinha-se com pelo menos dois incisos do artigo 30 da Instrução Normativa nº 11/2024, que trata das ações elegíveis para atendimento dessa obrigação legal de ampliação do acesso, a saber: "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas"; "X - oferecer bolsas de formação, inserção e difusão para o mundo do trabalho em cultura voltadas para a pesquisa e a qualificação técnica, artística e cultural, que alcancem públicos prioritários e vulneráveis."

Ficha técnica

REMUNERAÇÃO DA ENTIDADE PROPONENTE: A entidade proponente será remunerada por funções previstas no projeto e que serão realizadas pelo seu corpo técnico. As rubricas destinadas à própria entidade estão contidas nos Custos Vinculados de Administração e Comunicação. Destaca-se que outros profissionais e empresas também serão contratados com esses custos vinculados e que os valores pagos à ABAL respeitarão os limites permitidos para remuneração própria da proponente, conforme legislação. FICHA TÉCNICA PRINCIPAL (ver currículos completos nos anexos) FERNANDO BICUDO (DIREÇÃO GERAL) Como diretor e produtor de óperas e espetáculos, Fernando Bicudo apresenta uma quantidade quase inumerável de trabalhos, todos de grande importância e repercussão. Nos anos 80, foi Diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1989, fundou a Ópera Brasil, em parceria com a OSB. Em 1990, comandou a reabertura do Teatro Amazonas em Manaus. Em 1991/2004, restaurou e dirigiu o Teatro Arthur Azevedo de São Luís. Em 2005, levou seu espetáculo multimídia “Terra Brasilis” à Itália. Produziu e dirigiu mais de trinta óperas, entre elas, o recorde mundial de público de ópera: "Aída" de Verdi, encenada na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Esta produção foi montada no Metropolitan Opera House de N.York e ganhou o Emmy de Melhor Espetáculo das Artes Clássicas, em 1989, com Placido Domingo e Aprile Millo. Lançou o polêmico diretor teatral Gerald Thomas na montagem da ópera "O Navio Fantasma", de Richard Wagner no Municipal do Rio. Dirigiu a abertura da Eco-92, transmitindo "Amazônia Viva" para 55 países, ao vivo; Montou Porgy and Bess, de George Gershwin, a 1a. ópera com elenco só de negros no Municipal do Rio; Concebeu, escreveu e dirigiu a ópera popular "Catirina", baseada no auto do bumba-meu-boi do Maranhão; dirigiu o "Auto da Liberdade", com 2107 artistas no palco ao ar livre em Mossoró; excursionou pelo Brasil com sua versão da ópera "O Escravo", de Carlos Gomes; Foi o único brasileiro a dirigir o tenor Placido Domingo em uma ópera ("Carmen", de Bizet, no Municipal do Rio). Em 2008, foi eleito Presidente da ABAL, uma das mais antigas sociedades musicais do país. EUGENE KOHN (MAESTRO / REGENTE PRINCIPAL) Eugene Kohn esteva imerso na ópera desde muito jovem, acompanhando as aulas vocais de estrelas da "era de ouro" como Giovanni Martinelli e Maria Jeritza. Ele se tornou o maestro "protegido" de Fausto Cleva da Metropolitan Opera e, na década de 1970, começou a se apresentar em público como acompanhante de recital de algumas das maiores vozes da ópera: Renata Tebaldi, Giuseppe DiStefano, Franco Corelli, Maria Callas e o jovem Luciano Pavarotti. Kohn teve a oportunidade de estudar o repertório sinfônico da Europa Central com Erich Leinsdorf e foi assistente de repertório sinfônico, coral e operístico de Thomas Schippers. Vários anos regendo orquestras sinfônicas regionais e companhias de ópera levaram à sua estreia na Metropolitan Opera em 1980, regendo "La Gioconda". Seu reengajamento no MET para várias produções diferentes levou a estreias em grandes teatros internacionais. Enquanto residia na Europa nas décadas de 1980 e 1990, Kohn regeu nas casas de ópera de Viena, Hamburgo, Berlim (ambas), Barcelona, Roma, Nápoles, Paris, Buenos Aires, etc. Ocupou o cargo de Maestro Convidado Principal na Ópera de Bonn, onde ampliou seu repertório alemão com produções de "Fliegende Hollaender", "Rosenkavalier", "Zauberfloete", "Fidelio" etc. Também atuou por oito anos como Diretor Musical da Sinfônica de Porto Rico, aumentando seu repertório com ciclos de Mahler, Stravinsky e Bruckner. Nos últimos dez anos, Kohn dividiu seu tempo igualmente entre sinfonia e ópera. Também atua como Diretor Musical para concertos em todo o mundo com Plácido Domingo, colaboração de várias décadas documentada em DVDs e gravações. Fez turnês como diretor musical do tenor Andrea Bocelli e também regeu Brynn Terfel, Anna Netrebko e Angela Georhgiu. Mais recentemente, estreou ainda com o Leipzig Gewandhaus em uma Gala Verdi com Placido Domingo e conduziu outro concerto com Vittorio Grigolo e Angela Georghiu em Sta Monica. Kohn pré-gravou para EMI, Sony e DECCA e também pode ser visto como ator de tela no filme de Zeffirelli "Callas Forever" (com Jerermy Irons e Fanny Ardant), onde ele recria seu papel na vida real de anos antes como acompanhante da Sra. Callas. PIER FRANCESCO MAESTRINI (DIRETOR ARTÍSTICO) Pier Francesco Maestrini nasceu na Itália. Dirigiu muitas produções de ópera na Itália e em todo o mundo, incluindo Il barbiere di Siviglia, La Cenerentola (Rossini), La sonnambula (Bellini), Andrea Chenier (Giordano), Tosca (Puccini), Carmen (Bizet), Linda di Chamounix. (Donizetti), La traviata, Un ballo in maschera, Attila, Rigoletto, Il trovatore, Nabucco (Verdi) e muitos outros. Trabalhou nas casas de ópera do Rio de Janeiro, Parma, Palermo, Ravenna, Lecce, Moscou, Tóquio, Bilbao, Santiago do Chile, Brasília, São Paulo, Taipei, Salerno, Sevilha, Catânia e outras. REGINA MIRANDA (Coreógrafa / preparação corporal) Regina Miranda possui uma formação artística multidisciplinar. Estudou dança no Rio de Janeiro com Tatiana Leskova (balé) e Angel e Klauss Vianna (balé e contemporâneo). Também se dedicou aos estudos de piano, teoria e composição musical com sua mãe, a concertista Maria Guilhermina e de direção teatral com a dramaturga e diretora Maria Clara Machado. Sua formação acadêmica inclui: Bacharelado em Teoria da Dança, pela SUNY/Empire State College; Pós-Graduação em Análise de Movimento, pelo Laban/Bartenieff Institute; e Mestrado em Ciências de Liderança (Gestão Cultural), pela GCU/Ken Blanchard School of Business. Autora de três livros sobre dança e movimento, Regina Miranda é ainda diretora-fundadora do Rio Cidade Criativa- Transformações Culturais e acumula a direção de mais de 40 espetáculos de teatro, dança e música cênica, com os quais ganhou cerca de 10 prêmios nacionais e internacionais. Atualmente, é também Coordenadora e Orientadora da Pós-Graduação em Sistema Laban/Bartenieff na Faculdade Angel Vianna, no Rio de Janeiro ABAL - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTISTAS LÍRICOS (Realização) A ABAL é a mais antiga entidade cultural produtora das Artes Clássicas, ativa, no Brasil, tendo sido fundada a partir de um movimento liderado por Bidu Sayão, a maior artista lírica brasileira de todos os tempos, e por Walter Mocchi, seu marido e mais importante empresário artístico da América Latina. No Brasil, as primeiras temporadas líricas de Walter Mocchi, com os maiores artistas líricos da época, foram no Theatro Imperial D. Pedro II, em fins do século XIX. Com a República, teve seu nome trocado para Theatro Lirico, que foi a mais importante casa de espetáculos do Brasil até a abertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para onde Mocchi transferiu suas temporadas. Após a inauguração do Municipal em 1909, Mocchi assumiu a programação de suas vinte primeiras temporadas líricas (de 1909-1929). Com a Quebra da Bolsa de Chicago em 1929, Mocchi sugeriu ao Prefeito que criasse corpos artísticos no Municipal. Sem recursos, o Governo formou apenas a Orquestra e Mocchi se comprometeu a fornecer os demais artistas para volta das grandes temporadas e criou a ABAL. Diante da contribuição, o Governo do Distrito Federal concedeu, em 1935, o título de Sociedade Civil de Utilidade Pública à ABAL.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.