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Montagem, estreia e apresentações do espetáculo fim de Partida. A adaptação do texto de Bertold Brecht é de Fabio de Souza Andrade e a direção é de Rodrigo Portella. No elenco protagonista: Marco Nanini e Guilherme Weber.Compondo ainda a ficha tecnica: CEnografia de Gringo Cardia, Luz de Beto Bruel e Figurinos de Antonio Guedes. O espetáculo realizará 12 apresentações no Rio de Janeiro, 12 apresentações em SP, 03 apresentações em Recife e 03 apresentações em Fortaleza.
Em “Fim de Partida” Beckett apresenta um universo mítico povoado por criaturas que “sobrevivem” numa profunda solidão e que lutam, em vão, para expressar o impossível. Estas personagens desenvolvem-se através de inúmeras tentativas de comunicação que se arrastam indefinidamente. É um universo que questiona o absurdo que é a condição humana, de uma forma pouco comum. O texto, obra-prima de Samuel Beckett apresenta, assim, uma série de personagens que interagem por hábito e dependência, mas que alimentam uma certa sinistralidade sentimental entre elas: Nell e Nagg perderam as pernas e vivem fechados em grandes latas de lixo, já o seu filho Hamm é cego e ocupa o centro da cena, sentado no seu cadeirão de rodas. Existe ainda Clov, o seu empregado, que batalha com uma vontade de abandonar ou matar Hamm.
Objetivos do Projeto Objetivo Geral Apresentar ao grande público um texto clássico de Brecht com adaptação de Fabio de Souza Andrade ao público brasileiro Objetivos específicos: - Realizar 30 apresentações de um espetáculo teatral de grande relevância artística - Fomentar a cultura nacional e a formação de público através das ações de democratização do acesso. - Contribuir com a formação de novos profissionais das artes através da realização de ação formativa. - Gerar postos de trabalho fixos e temporários durante toda a execução do projeto. - Gerar receita na economia criativa
A Pequena Central de Produções Artísticas, produtora que levou aos palcos brasileiros grandes espetáculos, sucessos de público e crítica como: O Burguês Ridículo, Um homem na lua, A dona da história, A morte do caixeiro viajante, entre tantos outros, apresenta sua mais nova produção: Fim de Partida. "Fim de Partida", de Samuel Beckett, é uma peça de teatro que explora temas fundamentais da condição humana, como o absurdo da existência, a solidão, a decadência e a inevitabilidade da morte. Considerada uma das principais obras do teatro do absurdo, ela provoca uma reflexão profunda sobre o sentido (ou a ausência dele) da vida e os dilemas existenciais. A obra desafia convenções narrativas e cênicas, rompendo com estruturas tradicionais e oferecendo ao espectador uma experiência intensa e desconcertante. A peça não só representa a angústia e o pessimismo existencial pós-Segunda Guerra Mundial, mas também utiliza um humor negro que provoca o riso em situações de desespero, destacando a dualidade da experiência humana. Ao abordar esses temas de maneira tão crua e direta, Beckett cria um texto que permanece relevante e questionador, especialmente em tempos de incerteza social e individual. Na ficha técnica, o espetáculo conta com criadores que garantem a excelência da encenação e o alcance de um grande número de expectadores. Como é de notório conhecimento, o setor cultural sofreu um grande "apagão" com a ultimo governo e a pandemia. É de extrema importância contar com a Lei Federal de Incentivo a Cultura, buscando parceiros contribuintes de todo o país para retomar o papel protagonista que a cultura sempre teve. A proposta aqui apresentada se enquadra nos incisos I, III, IV, V e IX do Art. 1º da Lei Rouanet. E através da realização do projeto, alcançaremos os objetivos II e), IV a) e V b) do Art. 3º da referida Lei.
O espetáculo terá cerca de 70 minutos. O ensaio aberto terá cerca de 120 minutos, considerando o ensaio + perguntas e respostas para os participantes com equipe de produção e parte do elenco. O Workshop de produção atenderá um total de 80 jovens, com carga horária total de 12 horas em cada cidade de realização.
Propomos as seguintes medidas de acessibilidade a serem realizadas na execução do projeto, devidamente justificadas abaixo de cada item. Produto Cultural Principal: Espetáculo de artes Cênicas Acessibilidade física (Aspecto arquitetônico): O espetáculo se apresentará em teatros adequados com as normas de acessibilidade vigente, que contém rampas e corrimão, espaço para cadeirantes e banheiros adaptados. Acessibilidade para deficientes auditivos: realização de um total de 10 sessões com tradução em libras (04 no Rio de Janeiro, 04 EM SP, 01 em Fortaleza e 01 em Recife0 Justificativa: Acreditamos que este seja um número coerente com a quantidade de apresentações do projeto e a real demanda de público portador de deficiência auditiva. Com a experiência de quem tem produzido projetos através dos mecanismos públicos de incentivo nos últimos 20 anos, sabemos que apesar do convite feito às instituições com material do espetáculo, disponibilização de convite para o acompanhante, até mesmo oferecimento de transporte não resultam na ida deste público ao teatro. É preciso rever a legislação, uma vez que este é um assunto de extrema importância para nossa sociedade, que precisa de política pública, campanhas de conscientização, união de diversos setores e não apenas a obrigação dos produtores culturais atenderem uma exigência, quando na prática os espaços públicos e privados não estão preparados para que possamos atender as pessoas com deficiência. Sem esforços conjuntos não veremos um real avanço na pauta da acessibilidade. Acessibilidade para deficientes visuais: Realização de 02 sessões no Rio de Janeiro, 02 em SP, 01 em Fortaleza e 01 em Recife. Justificativa: Este é um serviço de custo elevado, sendo impossível para o produtor (mesmo com os custos lançados no orçamento) realizar este serviço em todas as apresentações. Acessibilidade para deficientes intelectuais: Realização das apresentações em locais com equipe treinada para atendimento a este público quando necessário. Produto Cultural Secundário: Workshops / Oficina Acessibilidade física (Aspecto arquitetônico): O workshop será realizado em espaços adequados com as normas de acessibilidade vigente, que contem com rampas e corrimão, espaço para cadeirantes e banheiros adaptados. Acessibilidade para deficientes auditivos: Presença de tradutor em libras caso haja portadores de deficiência auditiva entre os inscritos no workshop. Acessibilidade para deficientes visuais: Conteúdo pedagógico em apostila com tradução em libras caso haja portador de deficiência visual entre os inscritos. Acessibilidade para deficientes intelectuais: Realização do workshop em local com equipe treinada para atendimento a este público quando necessário.
- Realizaremos a distribuição de ingressos gratuitos (10% da lotação do teatro a cada apresentação) para o público de baixa renda estudantes da rede pública de ensino. Para que esta distribuição seja eficaz, prevemos a contratação assistente de produção com especialização em formação de plateia e divulgação in loco (escolas, demais ONGs da região e outros espaços culturais que promovem ensino cultural) para que estes ingressos tenham uso efetivo. - Como medida de ampliação de acesso prevista no Artigo 30, da IN Nº 11, de 30 de janeiro de 2024, o projeto: - Realizará, de acordo com o Item V, um workshop sobre produção cultural. O workshop pretende compartilhar com produtores em inicio de carreira a experiência de quem montou espetáculos de sucesso nos últimos 30 anos. Desde a leitura e seleção de um texto, passando pela formatação do projeto, inscrição em leis de incentivo e editais, e a dinâmica de produção e lançamento do produto. O workshop atenderá até 20 jovens na cidade do Rio de Janeiro, 20 em SP, 20 em Recife e 20 em Fortaleza. - Como medida de Contrapartida Social prevista no Artigo 32, da IN Nº 11, de 30 de janeiro de 2024, o projeto: - Realizará, para um público total de 500 pessoas, ensaio aberto para estudantes na cidade do Rio de Janeiro.
Os dirigentes da empresa proponente prestarão serviço nas seguintes funções: - Marco Nanini (Ator protagonista) - Fernando Libonati (Produção) Fabio de Souza Tadução e Adaptação Fábio de Souza Andrade é professor de Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo, pesquisando (e orientando pesquisas sobre) o modernismo brasileiro e europeu. Foi professor visitante na Université de Paris 8 e na Freie Universitåt, Berlim. Crítico literário, resenhou regularmente ensaio, poesia e ficção na imprensa cultural brasileira. Coordena o Grupo de Pesquisa Estudos sobre Samuel Beckett USP/CNPq, multidisciplinar. Suas publicações incluem, entre outros, Samuel Beckett: o silêncio possível (Ateliê, 2001), “Facing other windows: Beckett in Brazil” (in: Gontarski, S.E. ed., The Edinburgh Companion to Samuel Beckett and the Arts, E.U.P., 2014), Échos et representations de Samuel Beckett au Portugal et au Brésil (Firmo&Andrade, Travaux et Documents, Université Paris 8, 2013). De Beckett, traduziu e apresentou Esperando Godot, Fim de Partida, Dias Felizes, Murphy (publicadas pela Cosac Naify) e Watt (no prelo). Atualmente, trabalha na tradução do teatro completo de Samuel Beckett. Rodrigo Portella Direção Artística Rodrigo Portella é hoje um dos mais relevantes artistas de teatro do Brasil. Diretor, dramaturgo, performer, videomaker, iluminador e cenógrafo com 30 anos de carreira. Suas obras ocuparam e percorreram importantes salas em temporadas e festivais em mais de 90 cidades no Brasil, Argentina, Equador, Chile , França, Bélgica, Suiça, Alemanha e Canadá. Portella foi vencedor dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro nos últimos anos, como Prêmios Shell, Cesgranrio e APTR na categoria Melhor Direção pelas obras As Crianças em 2020 e Tom na Fazenda em 2018. Este último foi vencedor do Prix de La Critique 2017-2018 na categoria Meilleur Epectacle Hors-Québec, (Montréal, 2018), além do Prêmio de Melhor Espetáculo pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR, 2018) e pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA, São Paulo, 2019). Sua obra é marcada pelo minimalismo cenográfico, pelo investimento na visceralidade dos atores e pela forte influência do universo interiorano. Fernando Libonati Produtor Fernando Libonati produziu alguns dos mais bem-sucedidos espetáculos do teatro brasileiro nas últimas duas décadas. Na lista de suas montagens contamos “Fulaninha e Dona Coisa” (1991), O Médico e o Monstro” (1994), “Kean” (1995), “O Burguês Ridículo” (1996 – Prêmios Sharp de Melhor Ator e Melhor Espetáculo e Mambembe de Melhor Espetáculo e Figurinos), “A Dona da Historia” (1998/1999 – Prêmios Sharp e Mambembe de Melhor Espetáculo), “Uma Noite na Lua” (1998 / 2000 – Prêmio Mambembe de Melhor Espetáculo e Sharp de Melhor Ator para Marco Nanini), “Quem tem medo de Virgínia Wolf” (2000 – Prêmio Ibeu de Melhor Espetáculo e Melhor Ator), “Os Solitários” (2002 – Prêmio APCA de Melhor Espetáculo, “A morte de um Caixeiro Viajante” (2003 – Prêmio APCA de Melhor Espetáculo), “Um Circo de Rins e Fígados” (2005), O Bem Amado (2007/2008), “A Máquina de Abraçar” (2009), “Pterodatilos” (2010/2011 - Prêmio Shell de melhor ator, melhor atriz e cenário / Prémio APTR de melhor ator, atriz, espetáculo, cenário e produção, Prêmio APCA melhor ator, atriz, espetáculo e prêmio especial cenário) , "A arte e a maneira de abordar seu chefe para pedir um aumento" (2012/2013) , Beije minha lápide (2014) e Ubu Rei (2016) e Traidor (2023). Marco Nanini Elenco Protagonista Como ator de teatro, Marco Nanini já participou de mais de 30 espetáculos e acumulou inúmeros prêmios por atuações em peças como Zoo Story (de Edward Albee), Doce Deleite (de Vicente Pereira, Alcione Araújo e Mauro Rasi), Mão na Luva (de Oduvaldo Vianna Filho), O Burguês Ridículo (Baseado em Molière), Uma Noite na Lua (texto e direção de João Falcão), A morte do Caixeiro Viajante (de Arthur Miller e direção de Felipe Hirsch), Um Circo de Rins e Fígados (texto e direção de Gerald Thomas), O Bem Amado (de Dias Gomes e direção de Guel Arraes e Enrique Dias), Pterodátilos (de Nicky Silver e direção de Felipe Hirsch), Beije minha lápide (texto de Jô Bilac e direção de Bel Garcia). Atualmente circula com o espetáculo "Traidor", com textio e direção de Gerald Thomas. Fora do teatro, atua também no cinema e na televisão. Tem em seu currículo filmes como Carlota Joaquina e Copacabana, de Carla Camurati, O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr., Lisbela e o Prisioneiro, Romance e O Bem Amado, de Guel Arraes, Apolônio Brasil, de Hugo Carvana, A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor e Greta, de Armando Praça. Ainda este ano estreia a série João sem Deus, a queda de Abadiânia, uma produção do Canal Brasil com direção de Marina Person. Ao lado de Marieta Severo, protagonizou o seriado "A Grande Família", um dos maiores índices de audiência da televisão brasileira durante quatorze anos. É produtor cultural a mais de 30 anos, como sócio da Trupe Produções, da Pequena Central de Produções Artísticas. É também idealizador do Instituto Galpão Gamboa, premiado centro cultural localizado na Zona Portuária. Guilherme Weber Elenco Protagonista Com mais de 30 anos de uma carreira premiada, Guilherme Weber estreou no palco em 1991. Em 1993 fundou, com o também curitibano Felipe Hirsch, a “Sutil Companhia de Teatro”. Saiu-se tão bem, que nesse mesmo ano recebeu 17 prêmios. Em seu currículo, estão mais de 20 peças de teatro, como ator ou diretor. Entre elas,” A Vida é Cheia de Som e Fúria”,” Nostalgia”,"Os Solitários”,” A Morte do Caixeiro Viajante” e “Alice”. Em 2007 e 2008, Guilherme Weber venceu como Melhor Ator Teatral, o “Troféu APCA”. A carreira artística de Guilherme Weber no cinema começou em 1998. Seu primeiro filme foi ”Fui Rei”. No mesmo ano fez ”Cruz e Sousa”. Em 2004, fez o filme:” Olga”, que teve prestígio internacional, também “Nina” e ainda ”Árido Movie”. Em 2016, estreou como diretor de cinema com o filme "Deserto", que chegou a ser exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Com esse filme, ganhou o prêmio de melhor diretor no Los Angeles Brazilian Film Festival. Na televisão, começou em 2001 já com uma estreia na TV Globo, lá atuou em novelas marcantes como "Um Anjo Caiu do Céu'', "Da Cor do Pecado", "Belíssima", "Malhação" e "Nos Tempos do Imperador”. Gringo Cardia Cenografia Artista visual, designer, cenógrafo, arquiteto, diretor artístico, diretor de vídeos, teatro, ópera e moda. Criou mais de 150 shows para artistas renomados do Brasil e do exterior, entre eles, o Cirque Du Soleil. Curador e designer de vários museus no Brasil, assina também o Museu Internacional da Cruz Vermelha, em Genebra (Suíça). Atuou como colaborador das organizações Afroreggae e Cufa por mais de dez anos. Em parceria com o Instituto Desiderata, idealizou o Aquário Carioca, projeto de arquitetura e cenografia para salas de tratamento de câncer infantil de hospitais públicos do Rio de Janeiro. Gringo Cardia é um dos fundadores da Spectaculu ao lado da atriz Marisa Orth. Beto Bruel Iluminação Atualmente, Beto Bruel é considerado um dos maiores iluminadores cênicos do Brasil, em uma trajetória ascendente de mais de 50 anos de carreira, que se destaca pela vasta experiência acumulada com centenas de artistas, em teatros de todo o país. Ao longo de sua carreira, trabalhou com mais de 150 diretores em mais de 500 peças teatrais, além de dezenas de óperas, balés, shows, exposições e eventos. Trabalhou com artistas como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Marco Nanini, Paulo José, Luis Melo, Marieta Severo, Matheus Naschtergaele, Andrea Beltrão, Bete Coelho, Rosana Stavis, Guilherme Weber, Wagner Moura, entre outros; e grandes diretores como Felipe Hirsch, Zé Celso, Christiane Jatahy, Ademar Guerra, Bel Garcia, Guel Arraes, entre outros.
Periodo para captação de recursos encerrado.