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O projeto "Convergência Comunicação Comunitária" visa capacitar digitalmente jovens de 14 a 25 anos de comunidades vulneráveis de Porto Alegre-RS, qualificando-os como Comunicadores Comunitários. Através de oficinas práticas em rádio, fotografia, vídeo, mídia impressa, web e redes sociais, o projeto fomenta a produção de conteúdos relevantes para suas comunidades, promovendo a comunicação local e a autoestima dos participantes.
1. Jornal Comunitário (Zines)Resumo: O jornal comunitário em formato de zine tem como objetivo dar voz às realidades e histórias das comunidades envolvidas no projeto. Criado e produzido pelos jovens participantes, o zine aborda temas locais, como cultura, política, direitos humanos, meio ambiente e a juventude nas periferias. O conteúdo é gerado a partir de entrevistas, relatos pessoais e investigações feitas pelos jovens, promovendo o diálogo entre os membros da comunidade e incentivando a participação cidadã. Classificação Indicativa: LivreDuração: Publicação periódica com 8 a 12 páginas, com distribuição local e digital.Formato: Zine impresso e versão digital para redes sociais e plataformas comunitárias. 2. Pílulas de PodcastResumo: As pílulas de podcast são episódios curtos, de 3 a 5 minutos, criados pelos jovens participantes, que trazem temas relevantes para suas comunidades. Esses conteúdos podem variar desde histórias locais e entrevistas com figuras importantes da comunidade, até discussões sobre educação, cultura e direitos civis. O formato acessível das pílulas facilita a disseminação de informações e o engajamento de públicos variados, incluindo jovens e adultos. Os podcasts são publicados em plataformas digitais de fácil acesso, como Spotify e YouTube. Classificação Indicativa: LivreDuração: Episódios curtos de até 5 minutos cada, com série contínua ao longo do projeto.Formato: Áudio, distribuído via plataformas de streaming e redes sociais. 3. Vlogs (Pequenos Vídeos)Resumo: Os vlogs produzidos pelos jovens participantes têm como objetivo documentar suas vivências e a realidade das suas comunidades por meio da linguagem audiovisual. Cada vlog traz histórias locais contadas pelos próprios jovens, abordando temas como cultura, identidade, mobilidade social e questões comunitárias. Usando smartphones e câmeras simples, os vlogs captam imagens do dia a dia da comunidade e são editados para criar narrativas visuais dinâmicas e envolventes, promovendo a expressão criativa e crítica dos jovens. Classificação Indicativa: LivreDuração: Vídeos de 3 a 10 minutos cada, com distribuição periódica ao longo do projeto.Formato: Vídeo, distribuído via plataformas digitais como YouTube e redes sociais.
Objetivo Geral Capacitar jovens de 14 a 25 anos em comunidades vulneráveis de Porto Alegre no uso de smartphones para a produção de conteúdos midiáticos que reflitam questões e realidades locais, fortalecendo sua autoestima, engajamento social e incentivando a participação ativa na transformação social de suas comunidades. Objetivos Específicos Realizar 12 oficinas presenciais, organizadas em três módulos: Módulo 1: Comunicação Comunitária _ Quatro oficinas focadas na criação de roteiros e pautas, resultando na produção de um jornal comunitário distribuído em escolas e centros comunitários. Módulo 2: Produção Audiovisual _ Quatro oficinas para ensinar técnicas de captura de imagem e vídeo, culminando na criação de um vlog com conteúdo a ser compartilhado nas redes sociais. Módulo 3: Conteúdo em Novas Mídias _ Quatro oficinas para produção de podcasts e cápsulas de conteúdo, com entrevistas e discussões sobre temas locais, distribuídos em uma plataforma web. Incluir 60 jovens nas oficinas, com a meta de que 50% sejam adolescentes negros, mulheres ou membros da comunidade LGBTQIA+, promovendo a inclusão e diversidade. Distribuir 10.000 exemplares do jornal comunitário e alcançar 50.000 visualizações dos vídeos do vlog, ampliando o alcance e o impacto das produções. Desenvolver uma plataforma web para armazenar e compartilhar todos os conteúdos gerados, assegurando a continuidade, acessibilidade e valorização das produções dos participantes em formato de exposição virtual.
A justificativa para a utilização da Lei de Incentivo à Cultura para o financiamento do projeto "Convergência Comunicação Comunitária" se baseia na sua relevância no contexto das comunidades de Porto Alegre, que enfrentam desafios significativos de comunicação e acesso à cultura. A formação na área da comunicação comunitária é limitada, quase exclusivamente à educação formal acadêmica, deixando de lado a urgência de capacitação prática para atuar no cenário das mídias digitais, especialmente em um período de transformação social acelerada. As dificuldades foram ampliadas pela pandemia de COVID-19, que agravou desigualdades e reduziu as oportunidades de educação para jovens, principalmente em comunidades periféricas, exacerbando a evasão escolar e levando ao aumento de problemas sociais como a indução ao tráfico de drogas e o encarceramento de jovens negros. Adicionalmente, a recente crise climática no Rio Grande do Sul impactou gravemente essas comunidades, sublinhando a necessidade urgente de iniciativas de recuperação cultural e econômica. Nesse cenário, o projeto "Convergência Comunicação Comunitária" que já foi implementado em 2016-2017 atraves de uma edital de premiação nacional ganho através do Fundo Baobá com o patrocínio do Instituto Coca-Cola, emergiu nessa época, como uma ferramenta poderosa para capacitar os 100 jovens naquela ocasião. Agora, voltar à capacitação para um grupo reduzido, garantirá a continuidade formativa e o alcanse indireto de toda uma comunidade. Esses jovens de 14 a 25 anos usarão a tecnologia de comunicação, promovendo a produção de conteúdos midiáticos que reflirão as questões locais e que incentivarão suas participações ativa na transformação social de seus territórios e identidades. A proposta visa fortalecer a autoestima, a economia, a valorização territorial, ao empreendedorismo e a manifestação de herança da cultura popular desses jovens, gerar novas oportunidades de inclusão social e aumentar a visibilidade de suas histórias e realidades, através de oficinas práticas em diversas áreas da comunicação. A dificuldade no trânsito da informação nas comunidades é um problema real em nosso país. A formação nesta área está restrita quase que exclusivamente à educação formal acadêmica, desconsiderando a necessidade de profissionais técnicos qualificados para atuar na comunicação comunitária. A capacitação para atuar no novo cenário das mídias digitais, com foco na comunicação comunitária é um estimulo que fomenta o mercado de trabalho. O projeto Convergência Comunicação Comunitária será desenvolvido em cinco comunidades de baixa renda: Restinga, Farrapos, Sarandi, Cruzeiro e Morro Santana, como instrumento de estímulo à criatividade e participação de adolescentes, contribuindo para a redução do índice de evasão escolar, erradicação do trabalho infantil, melhoria da aprendizagem, ou na promoção da reintegração social de jovens em situação de risco e em cumprimento de medidas sócio-educativas e da cultura da paz. Apesar de todo o cenário de desigualdade que enfrentam as favelas e periferias, nas últimas décadas vem crescendo e se afirmando um importante fenômeno na cultura brasileira que é o aparecimentos das vozes da periferia urbana em todos os lugares do país. Há muitos grupos culturais surgidos nas periferias de Porto Alegre. Esses grupos criam diferentes olhares para suas realidades através de esportes, música, dança e tantos outros. Criam também possibilidades e expectativas de vida para jovens e para as pessoas da comunidade. Muitos os jovens que participam de alguns projetos culturais e sociais são alunos de escolas públicas. Mas nem sempre, esses espaços dialogam. No projeto Convergência Comunicação Comunitária - que já teve sua primeira atução nesses mesmos bairros em 2026-2027, se mostrou capaz de promover esse encontro de fruição nos espaços da escola dialogando com todos os atores envolvidos: os jovens futuros produtores de cultura, os professores e especialistas. Esse grupo de jovens teve como proposta, discutir e criar ambiências usando a mídia e suas diversas expressões como mediação. Como resultado disso, materiais foram produzidos visibilizando suas comunidades e acima de tudo, resgatar a identidade, a valoração e a autoestima, representando uma nova cultura de massa, que cria possibilidades de ampliar o cenário midiático e diversifica os atores. O projeto será desenvolvido no período de 10 meses onde serão oferecidas oficinas, para jovens que irão aprender a manusear equipamentos de rádio, fotografia, vídeo, mídia impressa, web e atuação em redes sociais ajudando a comunidade local. Através disso, terão a oportunidade de adquirir uma visão crítica a respeito da realidade social do local onde vivem; e por meio deste processo perceberão-se como agentes de transformação do contexto no qual estão inseridos, de forma a sentirem-se encorajados a adotar uma postura pró-ativa e a engajarem-se em ações que possam ajudar nesta transformação. Este conteúdo informativo e educativo produzido sob a ótica de quem vivencia os problemas da própria comunidade e que apresenta a diversidade e a linguagem própria de jovens, agora também protagonistas do que se pode ver e ouvir nos meios de comunicação, sem os estereótipos da mídia comercial - serão divulgado e transmitido para a comunidade através de jornais, blogs, documentários, videoclipes, spots, programas de rádio comunitárias. Adequação à Lei de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91)O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91: Inciso I: Facilitar o livre acesso às fontes da cultura e ao pleno exercício dos direitos culturais. O projeto promove o acesso direto à produção cultural através da comunicação comunitária, incentivando os jovens a se tornarem produtores de conteúdo que dialoguem com suas realidades, expandindo o exercício dos direitos culturais. Inciso II: Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando os recursos humanos e conteúdos locais. Ao capacitar jovens de comunidades vulneráveis, o projeto regionaliza e valoriza a produção cultural oriunda dessas periferias, criando alternativas reais para combater a evasão escolar e fomentar o trabalho digno e a reintegração social. Inciso III: Apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais e seus respectivos criadores. O projeto estimula a criatividade e inovação, através da produção de conteúdos como jornais comunitários, vlogs e podcasts, fortalecendo as vozes da periferia e ampliando o espaço para manifestações culturais diversificadas. Inciso IV: Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, responsáveis pelo pluralismo cultural nacional. A valorização de jovens negros, mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+ é uma das premissas do projeto, que busca fortalecer o pluralismo cultural e fomentar uma cultura de paz e direitos humanos nas comunidades atendidas. Objetivos alcançados conforme o Art. 3º da Lei nº 8.313/91:I - Incentivo à formação artística e cultural. Alínea a: O projeto ofereçerá bolsas de estudo, propiciando uma formação prática e gratuita para jovens de 3 comunidades de Porto Alegre, envolvendo diretamente a qualificação para a comunicação comunitária.Alínea c: O projeto oferece cursos sem fins lucrativos para a formação e especialização de jovens em diversas mídias, promovendo o desenvolvimento de habilidades na área cultural e artística. IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais. Alínea b: O projeto se baseia no levantamento e estudo das realidades culturais das comunidades periféricas, promovendo a valorização dos bens culturais por meio da produção de conteúdo autêntico, refletindo as realidades locais.V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas. Alínea a: O projeto prevê a criação de uma plataforma digital para compartilhar conteúdos, ampliando o alcance dos trabalhos produzidos e promovendo intercâmbio cultural, tanto no nível local quanto em outros espaços que possam ser alcançados virtualmente. Necessidade do Mecanismo de Incentivo a Projetos CulturaisO financiamento via Lei de Incentivo à Cultura é essencial para viabilizar o projeto "Convergência Comunicação Comunitária", considerando o impacto que ele terá nas comunidades de Porto Alegre, especialmente após os recentes desafios causados pela pandemia e a crise climática. O Mecanismo de Incentivo permitirá o apoio financeiro necessário para oferecer formação prática e gratuita, fomentar a expressão autêntica de jovens e criar uma plataforma digital inclusiva, que servirá como um legado e espaço contínuo para a voz dessas comunidades. Através do financiamento cultural, o projeto poderá alcançar os 60 jovens planejados para participação ativa, criar produtos culturais impactantes (como jornais, zines, vídeos e podcasts), distribuir 10.000 exemplares de jornal e garantir que os vídeos recebam 50.000 visualizações, ampliando a conscientização sobre as questões sociais locais. Além disso, o desenvolvimento da plataforma web assegura a continuidade do projeto e sua acessibilidade a um público ainda mais amplo, promovendo o intercâmbio cultural e social entre as diferentes comunidades e regiões. O "Convergência Comunicação Comunitária" preenche, assim, todos os requisitos para ser contemplado com o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, contribuindo para a formação, inclusão e desenvolvimento de novos comunicadores, que terão um impacto positivo em suas comunidades e na cultura brasileira como um todo. Sobre o perfil dos bairros escolhidos para essa formação\capacitação: Sarandi, Farrapos, Restinga, Cruzeiro do Sul e Morro Santana. Vivem na Restinga pouco mais de 80.020 pessoas, divididas em 10 vilas regulares e 9 irregulares. Dos chefes de domicílio, 54,20% possuem renda de até 2 salários mínimos, o que significa dizer que mais da metade das famílias são pobres. A renda média é a mais baixa da cidade - e o bairro tem o quarto maior índice de evasão e o maior em reprovação no Ensino Fundamental. Quanto à escolaridade, a Região é a quarta com mais pessoas de 10 ou mais anos analfabetas. A Vila Cruzeiro do Sul representa 4,64% da população do município, perfazendo um total de pouco mais de 65.408 pessoas, sendo 25.967 entre zero e 19 anos de idade. Nesta região, a renda média é de até três salários mínimos (Censo, IBGE, 2010). Já no Morro Santana região leste de Porto Alegre vivem cerca de 110.451 pessoas. Dos chefes de domicílio, 41,3% tem renda de até 3 salários mínimos e 21,6% possuem até 3 anos de ensino. Quanto à escolaridade, 16,9% da população com 10 ou mais anos de idade são analfabetos. A soma dos critérios socioeconômicos e de educação torna a Região Leste a de maior exclusão na cidade de Porto Alegre. Concomitante a esses bairros, mapeamos também Sarandi e Farrapos por serem areas muito rentes ao estuário Guaíba. Para definirmos nossa área de atuação, levamos em consideração o IDH - índice de desenvolvimento humano abaixo de 0,5 e os bairros com maior VS _ vulnerabilidade social. Esta consulta permitiu o levantamento de demandas, tais como a necessidade de um espaço de lazer e cultura, educação empreendedora e acesso a saúde, mas também uma crescente especulação imobiliaria afastando familias de suas herançpas e relações de bairro.
1. Oficinas de Comunicação ComunitáriaDuração: 4 oficinas, com 3 horas cada (total: 12 horas).Material: Apostilas digitais, cadernos, canetas, quadros brancos, projetores multimídia, smartphones, computadores com acesso à internet. Projeto Pedagógico:Objetivo: Capacitar os participantes na criação de pautas e roteiros jornalísticos com foco na realidade das suas comunidades.Método: Aulas expositivas, debates em grupo, análise de casos reais de comunicação comunitária, e atividades práticas para criação de conteúdo.Conteúdo: Jornalismo comunitário, redação de notícias, definição de pautas e entrevistas, ética na comunicação.Resultado Final: Criação de pautas e estruturação do jornal comunitário. 2. Oficinas de Produção AudiovisualDuração: 4 oficinas, com 3 horas cada (total: 12 horas).Material: Câmeras de vídeo (ou smartphones com boa resolução), tripés, microfones, software de edição de vídeo (como Adobe Premiere, DaVinci Resolve), iluminação portátil, projetor. Projeto Pedagógico:Objetivo: Ensinar aos participantes as técnicas básicas de produção audiovisual para criação de vlogs.Método: Aulas práticas, demonstrações de equipamentos, exercícios de gravação e edição de vídeos, feedback coletivo.Conteúdo: Enquadramento, iluminação, captação de áudio, edição de vídeos e vlogs, técnicas narrativas visuais.Resultado Final: Produção de um vlog coletivo sobre temas comunitários. 3. Oficinas de Novas MídiasDuração: 4 oficinas, com 3 horas cada (total: 12 horas).Material: Microfones, software de edição de áudio (como Audacity ou Adobe Audition), computadores, smartphones, gravadores de áudio, fones de ouvido, apostilas digitais. Projeto Pedagógico:Objetivo: Capacitar os jovens na produção de podcasts e conteúdo para plataformas digitais.Método: Aulas práticas de gravação, edição de áudio, criação de roteiros, e entrevistas ao vivo.Conteúdo: Produção de podcasts, gravação de entrevistas, técnicas de edição de som, plataformas de distribuição digital.Resultado Final: Produção de um podcast ou série de cápsulas de áudio sobre questões sociais. 4. Jornal ComunitárioPaginação: O jornal terá um formato padrão de 12 páginas por edição, com conteúdo visual e textual.Duração: Produzido ao longo de 6 semanas durante o Módulo 1.Material: Software de edição de texto e layout (como Adobe InDesign ou Canva), impressoras de alta capacidade, papel reciclado de 90g para impressão. Projeto Pedagógico:Objetivo: Produzir um jornal comunitário que reflita as pautas e preocupações da comunidade.Método: Trabalho colaborativo entre os participantes para coleta de informações, redação, e design das páginas do jornal.Conteúdo: Criação de manchetes, entrevistas, redação de artigos, diagramação e design de páginas.Resultado Final: Distribuição de 10.000 exemplares do jornal impresso nas comunidades e centros parceiros. 5. VlogDuração: Cada vídeo terá entre 5 a 10 minutos, com um total de 10 episódios.Material: Câmeras, smartphones, microfones, software de edição de vídeo, iluminação portátil. Projeto Pedagógico:Objetivo: Produzir vídeos que explorem a realidade dos jovens e suas comunidades, abordando temas como cidadania e inclusão social.Método: Gravação prática e feedback em grupo para melhoria técnica e narrativa.Conteúdo: Técnicas de gravação, estruturação narrativa para vídeos, edição e finalização de conteúdo audiovisual.Resultado Final: Criação de um vlog com episódios publicados em plataformas digitais. 6. PodcastDuração: Cada episódio terá entre 15 a 20 minutos, com um total de 5 episódios.Material: Microfones de alta qualidade, software de edição de áudio, fones de ouvido, plataformas de distribuição digital. Projeto Pedagógico:Objetivo: Produzir uma série de podcasts sobre temas relevantes para as comunidades, incluindo entrevistas com moradores e especialistas.Método: Aulas práticas de gravação de áudio, edição e pós-produção, simulações de entrevistas ao vivo.Conteúdo: Criação de roteiros para podcasts, técnicas de entrevista, produção e publicação de conteúdo de áudio.Resultado Final: Publicação de uma série de podcasts sobre as realidades e histórias das comunidades. 7. Plataforma WebDuração: A plataforma será criada durante a fase de execução e alimentada ao longo do projeto.Material: Domínio web, servidores para armazenamento de conteúdo multimídia, software de gerenciamento de conteúdo (como WordPress), design de interface e experiência do usuário. Projeto Pedagógico:Objetivo: Criar um espaço virtual para armazenar e compartilhar todo o conteúdo produzido (jornal, vlogs, podcasts).Método: Desenvolvimento colaborativo da plataforma, com design focado em acessibilidade e fácil navegação.Conteúdo: Gestão de conteúdo digital, design de interfaces amigáveis, manutenção de plataformas web.Resultado Final: Plataforma ativa e acessível, com todos os produtos do projeto disponíveis online para consulta e interação.
O Projeto Convergência Comunicação Comunitária está comprometido em garantir acessibilidade plena, tanto em termos físicos quanto de conteúdo, assegurando que todos os participantes possam ter uma experiência inclusiva, enriquecedora e participativa, independentemente de suas limitações físicas, sensoriais ou cognitivas. 1. Acessibilidade FísicaPara garantir a participação de pessoas com mobilidade reduzida ou outras necessidades específicas, o projeto contará com as seguintes medidas em todos os espaços utilizados para as oficinas e atividades conforme constam JÁ ADAPTADOS nos espaços parceiros que atuaremos, nesse caso, as unidades da rede ACM's e o centro cultural Conceito Arte juntamente com o Centro Social de Educação Farrapos. Rampas de Acesso: rampas nas entradas principais e em áreas de circulação, facilitando o deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. Banheiros Adaptados: banheiros adaptados, equipados com barras de apoio, espaço suficiente para manobras de cadeiras de rodas e outras necessidades de acessibilidade. Guias Táteis: Quando necessário <nas unidades da ACM's e no Centro Cultural Farrapos>, já constam adaptados para auxiliar pessoas com deficiência visual na locomoção dentro do espaço, proporcionando autonomia e segurança. 2. Acessibilidade de ConteúdoO conteúdo das oficinas e das produções midiáticas geradas pelo projeto será acessível a todos, garantindo que pessoas com deficiência auditiva e visual também possam acompanhar, interagir e se beneficiar plenamente das atividades: Libras (Língua Brasileira de Sinais): Oficinas que demandarem esse recurso terão intérpretes de Libras qualificados para garantir a participação de pessoas surdas. Além disso, todos os vídeos produzidos durante o projeto terão legendas em Libras. Audiodescrição: Para conteúdos audiovisuais, será oferecida a opção de audiodescrição, descrevendo em detalhes as cenas, gestos e expressões faciais, tornando o conteúdo acessível a pessoas com deficiência visual. Legenda Descritiva: Serão incluídas legendas descritivas em todas as produções audiovisuais, com detalhes que vão além do diálogo, abordando sons do ambiente e outros elementos importantes para a compreensão completa do conteúdo. Essas medidas são essenciais para promover a inclusão de todos os participantes, garantindo que o Projeto Convergência Comunicação Comunitária esteja acessível e apto a receber pessoas com diferentes necessidades, contribuindo para uma experiência verdadeiramente democrática e abrangente.
A democratização do acesso no Projeto Convergência Comunicação Comunitária é um pilar central, garantindo que jovens de comunidades vulneráveis possam participar ativamente e sem barreiras em todas as etapas do projeto, tanto fisicamente quanto no acesso ao conteúdo gerado. O projeto adota diversas estratégias para assegurar que essa inclusão seja efetiva e que o conhecimento produzido seja amplamente disseminado e acessível a todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, econômicas ou sociais. Como se dará a Democratização de Acesso:1. Acesso Físico InclusivoO projeto garantirá que todos os espaços onde as atividades e oficinas serão realizadas sejam acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, utilizando rampas de acesso, banheiros adaptados e, quando necessário, guias táteis para deficientes visuais. Isso permitirá que qualquer participante, independentemente de suas limitações físicas, possa se deslocar livremente e participar das oficinas de forma plena. 2. Acesso EconômicoO projeto é oferecido gratuitamente, eliminando barreiras financeiras para os jovens participantes, que muitas vezes não têm acesso a cursos ou capacitações pagas - em contrapartida, será oferecida bolsa de incentivo financeiro, algo totalmente razoavel e possível - uma vez que esses jovens são de familias cuja renda percapita é limitante. Além disso, haverá a distribuição gratuita de produtos físicos, como o jornal comunitário, garantindo que o conteúdo atinja diretamente as comunidades onde a informação é mais escassa. 3. Acesso ao Conteúdo DigitalOs produtos midiáticos, como vlogs e podcasts, serão disponibilizados em plataformas digitais de fácil acesso e amplamente utilizadas, como YouTube, Spotify e redes sociais, garantindo que qualquer pessoa com acesso à internet possa consumir e compartilhar o conteúdo gerado. Além disso, a criação de uma plataforma web dedicada reunirá todos os materiais, sendo uma fonte permanente e acessível de informação. 4. Acessibilidade de ConteúdoO conteúdo gerado será acessível a pessoas com deficiência sensorial: Audiodescrição para vídeos e vlogs, garantindo que pessoas com deficiência visual possam acompanhar todo o conteúdo. Tradução para Libras nas oficinas e legendas em Libras nos vídeos produzidos, assegurando que pessoas com deficiência auditiva possam participar e consumir o conteúdo. Legendas descritivas, fornecendo informações contextuais sobre sons e elementos visuais importantes, ampliando o entendimento e a participação de pessoas com diferentes necessidades. 5. Distribuição Ampla de Produtos CulturaisA distribuição do jornal comunitário será feita em pontos estratégicos dentro das comunidades, e se possível, distribuidos em bairros adjacêntes, além de escolas, ONGs e centros comunitários, permitindo o acesso direto a informações de relevância local. A expectativa é que essa distribuição alcance um público que, muitas vezes, não tem acesso fácil à mídia tradicional ou digital, porém, de criação local. 6. Promoção da Inclusão e DiversidadeCom uma meta clara de garantir que pelo menos 50% dos participantes sejam negros, mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+, o projeto fomenta um ambiente diversificado e representativo, promovendo a participação de grupos historicamente marginalizados e ampliando suas vozes na produção de conteúdos culturais e midiáticos.
PROPONENTE/PRODUTOR EXECUTIVA - Patrícia Brito (RS) Patrícia Brito é curadora independente, historiadora e museóloga. É idealizadora e fundadora da Bienal Black Brazil Art e do Programa de Residência Artísica Virtual Compartilhada. Colaboradora da Enciclopédia do Itaú Cultural, citada no mapa dos curadores e curadoras negras do Brasil pelo Rio Grande do Sul - pela equipe de trabalhadores de Artes da América Latina. Indicada ao Prêmio Açorianos Artes Visuais 2021 - pela exposição coletiva I Bienal Black Brazil Art eixo Rio Grande do Sul. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), da International Association of Women Museums (IAWM) e da Aliança Profissional de Curadores Negros através da AAMC. Seus útimos trabalhos foram a 3a edição da Bienal Black realizada na cidade do Rio de Janeiro (2024), a 4a edição da Residência Artística Virtual Compartilhada (2024), além diversas outras mostras e festivais nacionais... destaca-se o premio nacional Baobá de formação e capacitação Convergência Comunicação Comunitária realizado em Porto Alegre nos anos de 2016 e 2017. COORDENADORA DE OFICINA - Alexandre da Silva (RS) Homem negro, hétero, pesquisador das religiões de matriz africana e escritor nas horas vagas. Tem formação em Design Gráfico pelo SENAC-RSe cinema e fotografia. É ativista político, também desenvolve no mercado de audiovisual as funções de operador de câmeras e drones, técnico de som direto, sonoplasta e editor de vídeos. Como pesquisador, atua nas interseções entre Políticas Institucionais, Práticas Políticas e Poéticas identitárias. A poesia em minhas práticas herda a resiliência emergente e criativa das tradições do Candomblé, Umbanda, Capoeira Angola e do Reinado de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Meus trabalhos em todos os contextos são caminhos de reflexão politica sobre o lugar historico do qual cada pessoa fala. Em minha poética busco caminhos para um vivencia do "Devir Negro" (Mbembe) Afro-transcendente. Presentificando a experiencia relacional humana com outra perspectiva de tempo e o espaço, trazendo sementes poéticas da cosmovisão Bantu-Kongo que orbita as memórias e o modo de vida do povo afro brasileiro. Busco abrir campo para movimentos de um olhar sobre a vida individual e coletiva, em uma espiral que se revoluciona nas relações. Trazer outra cosmovisão para a filosofia da arte é acender um fagulha que visa desvelar processos de harmonizaçao e cura coletiva. ASSESSOR DE IMPRENSA - Isidoro Guggiana (RS) Formado em jornalismo pela PUC-RS, Isidoro B. Guggiana desempenha a função de assessor de imprensa desde 2002. Assessora a Bienal Black Brazil Art desde a primeira edição de 2019 e da primeira edição do projeto Convergência Comunicação Comunitária 2016-2017. Trabalha na divulgação dos festivais de cinema Festival Internacional de Cinema da Fronteira (2017-2023), FRAPA - Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (2017-2023) e outros. Entre as produções audiovisuais, destacam-se os longas de ficção "Porto dos Mortos" (2010), "Desvios" (2016), "Os Pássaros de Massachusetts" (2019) e "A Colmeia" (2022), "O Acidente" (2023), e os documentários "Grupo de Bagé" (2018), "Pra Ficar na História" (2018), "Trinta Povos" (2020), “Portuñol” (2021), "5 Casas" (2022), "Hamlet" (2023) e "1798 - Revolta dos Búzios" (2024). Trabalhou nas séries de TV "Tainá e os Guardiões da Amazônia" (2018), "Viola e Tambor" (2019), "Angry Birds Bubble Trouble" (2020), "A Bênção" (2020) e nos vídeo games "Esquadrão 51" (2021) e "Reverie Knights Tactics" (2022). Atua na divulgação de artistas musicais, entre eles Cristian Sperandir, Marcelo Delacroix e Vanessa Longoni; e livros como "Júpiter Marte Saturno" (Irka Barrios), "Nhemombaraete Reko Rã’i: fortalecendo a sabedoria" (José Verá) e "Um certo cinema gaúcho de Porto Alegre” (Boca Migotto). CONTADOR - Gustavo Mello Feijó (RS) Contador registrado no CRC-RS -103413/O-6. Atua para projetos relacionados a cultura desde 2011 - sendo o contador oficial das atividades e ações da Black Brazil Art (MEI Patrícia Brito Knecht). ASSISTENTE DE PRODUÇÃO - Adriana Lemos (RJ-RS) Homem negro, hétero, pesquisador das religiões de matriz africana e escritor nas horas vagas. Tem formação em Design Gráfico pelo SENAC-RS Sou uma Artivista multidisciplinar afro-indigena. Nascida na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro em 1995, Parte da Geración 29 do Curso Regular da EICTV ( @eictv_cuba ), na especialidade de Tv e Novas Mídias e aluna de Foto Expandida na EAV Parque Lage. Formada no Bacharelado Interdisciplinar de Artes e Design (UFJF). Dialogo com as poéticas da diáspora africana pela auto-representação de mulheres afrolatinas em múltiplas linguagens. Membro da APAN e co-fundadora do Coletivo Descolonia. Tenho pesquisado e criado temas relacionados com a memória e o surrealismo presente no sul global, com enfase na encruzilhada africana e indigena dentro de Abya Yala (América Latina).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.