Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Realização do Festival do Çairé, englobando todos os apectos da festividade, desde a parte religiosa e tradicional até a parte profana, sempre valorizando a representação cênica, o folclore, a cultura, a memória e as tradições.
PERSONAGENS DA FESTA DO ÇAIRÉ Juiz e Juíza - São Responsáveis pela organização da festa. Os trajes são calça azul, camisa vermelha com adornos de fitas e vestido e blusa brancos.Os cargos são escolhidos antecipadamente pela Comissão Organizadora e coordenadora do Çairé. Procurador e procuradora - Não só substitutem o juiz e juíza em suas ausências, mas também trabalham conjuntamente na organização da festa e barracão. Trajam-se com roupas diversas, mas sempre nas cores vermelho, azul, branco, amarelo e verde. Capitão - Dirige a disposição dos mordomos na procissão. Faz gestos com a espada e todos os componentes da procissão prostram-se em reverência ao Çairé, diante dele. O seu traje é de marinheiro, inclusive com boina branca. O Capitão tem a responsabilidade de prender pessoas desordeiras, que infringem regras dentro do barracão. A prisão é simbólica, feita com correntes de folhas de angueiras. Alferes - São dois homens que portam as bandeiras dos juízes durante a procissão. Uma bandeira branca outra vermelha, com a imagem da pomba do Divino Espírito Santo. Rufadores - São dois ou mais senhores portando caixas de percussão e tambores acompanhando as procissões e folias. Não apenas tocam os instrumentos como cantam as ladainhas. Foliões - Número ilimitado. Vestem-se de branco. Homens de calça e camisa de manga comprida , mulheres de saia e blusa. Acompanham as procissões cantando as ladainhas. Mordomos e Mordomas - São nove homens e nove mulheres que conduzem varinhas enfeitadas e fitas coloridas. Vestem-se com roupas coloridas. Os mordomos e mordomas devem obediência ao juiz e à juíza. Eles executam o trabalho de confecção do barracão entre outras tarefas. Saraipora - Interpreta uma senhora velha (Tapuia) que conduz o símbolo do Çairé. Um semicírculo com cruzes, enfeitado com fitas coloridas. Seu vestido é folheado nas cores do Çairé ou branco enfeitado com fitas. É uma das principais personagens da festa, recebe as bênçãos do Espírito Santo para distribuir aos demais personagens. Moça da Fita - Interpretada por uma jovem ou criança, representa da pureza. Veste-se branco com fitas coloridas. PERSONAGENS DOS BOTOS Os botos evoluem conforme seu enredo também repleto de simbologia amazônica e personagens obrigatórios que são julgados por uma comissão de jurados. os personagens são chamados de itens e cada boto constrói seu personagem de acordo com o tema do ano. Eles têm fantasias e indumentárias luxuosas e executam apresentações cênicas e de dança. Apresentador - Refere-se à desenvoltura oral e cênica do personagem responsável por apresentar o grupo e o enredo do espetáculo aos apresentadores. Cantador - puxador das músicas que compõem o enredo da apresentação. Rainha do Çairé - Personagem representa a Saraipora. É avaliada pela indumentária, simpatia em cena e evolução do bailado. Boto animal - Fantasia simples que representa o animal. Evolui imitando os movimentos dos cetáceos e representa o astro da festa. Sua coreografia requer conhecimento de manipulação e leveza no bailado. Boto Homem Encantador - Item principal na opereta, representa o animal que se transforma em homem para seduzir a cabocla ribeirinha. Requer boa evolução, indumentária e sedução. O homem veste traje branco, chapéu e dança de maneira sedutora, capaz de encantar e despertar desejos em todas as mulheres e na mais linda cabocla do rio. Cabocla Borari - Na lenda do boto sempre há uma moça que é seduzida pelo boto. Sua apresentação é carregada de dramaticidade, sedução e coreografia. Sua indumentária é mais simples, assim como as ribeirinhas, mas seu papel é central no enredo. Apresenta-se duas vezes: primeiramente sozinha e depois contracenando com o boto homem encantador, num ritual chamado Sedução. Rainha do Artesanato - A moça evolui com elegância representando o artesanato local. A indumentária é feita de materiais naturais locais, alfaiataria e seu vestido precisa demonstrar a arte de Alter do Chão. Rainha do Lago verde - Representa a protetora dos lagos e animais que vivem nele. Sua indumentária pode ter motivos lacustres e/ou artesanais. Sua cênica e dança devem encantar público e jurados. Curandeiro - Personagem humano e fantástico ao mesmo tempo, perfaz a ligação entre os mundos do homens e das divindades, e sua fantasia deve ser capaz de representar sua dupla natureza. Um dos seus dons é a cura, que está relacionada ao poder de transitar entre a vida e a morte e ressuscitar os mortos em batalha. Seu dom é ritualmente encenado na apresentação. Cardume - Elemento do mundo aquático. Compreende a dança de peixes num sincronismo de evolução, ritmo e coreografia. Como fundamento elementar no submundo do peixes, faz parte dos contos de caboclo amazônico e pode representar um cenário para apresentação da opereta. Carimbó - Conjunto formado por 30 ou mais elementos, que apresenta coreografias próprias e indumentárias folclóricas. Cada Boto tem de 08 a 10 grupos de Carimbó. Eles são oriundos de Alter do Chão, Belterra, Santarém e outras cidades do Tapajós e Amazonas. Representam a cultura paraense, tanto no figurino quanto na dança. Os elementos são dispostos em filas, em círculo ou em movimentos soltos e aleatórios. A dança requer rebolado de damas e cavaleiros que, dispostos em pares, produzem gestual movimento de sedução. é uma dança criada pelos índios tupinambás que sofreu interferência dos povos afro-brasileiros. Ritual - apresentação de dramatização tribal que representa uma situação de dificuldade ou conflito enfrentada pelos indígenas borari, que recorrem ao curandeiro, o protetor capaz de livrar o povo de guerras e doenças. ELEMENTOS, DRAMATIZAÇÃO E DANÇAS Alegorias - reproduzem os seres fantásticos, as paisagens e as personalidades históricas da Amazônia, seus mitos e lendas. Servem de cenário para as apresentações. Ritual Grito Ancestral - reúne povos das Regiões do Tapajós e Arapiuns e é um símbolo de resistência dos indígenas. Em danças circulares guerreiros, guerreiras, pajés e caciques agradecem a Mãe Terra pelo alimento, pela floresta, pelos rios e pelo conhecimento espiritual. Vestem-se com cocares e indumentárias, têm os corpos pintados, e apresentam cantos e danças com os pés no chão como os antepassados. É apresentado no início e no encerramento do Çairé. Cordões de Pássaros - teatro popular que encena o drama da caçada, morte e ressurreição de um pássaro, que é o personagem central da brincadeira. A ele somam-se outros personagens como o caçador, o fazendeiro, os matutos, os índios e os nobres. No Çairé o grupo que se apresenta é a Vaca Lusa, formada por crianças da Vila de Alter do Chão. Cruzador Tupi - Dança e encenação durante uma viagem de embarcação de Belém até o Maranhão, onde ocorrem diversos casos, como traição de um marujo, imediato querendo assumir o comando. É uma comédia, encenada por 26 homens e mulheres. Curimbó - é a dança do Puxurim, que era realizada quando as pessoas vinham dos seus roçados, depois de beberam o Tarubá (bebida artesanal de macaxeira). Mulheres de saia longa e blusa branca e homens de calça branca e blusa florida dançam em pares. Atualmente é realizada por idosos e alunos das escolas públicas. Dança do Tipiti - Bailado de dançarinos ao redor de um mastro onde pendem fitas coloridas. Desfeiteira - dança humorística que tem origem em Portugal. Os casais dançam circulando o salão e quando a música é interrompida, o casal que estiver diante do conjunto musical tem que colocar um verso de improviso em estilo de desafio. Lundum - Dança trazida pelos africanos onde há a dramatização de uma conquista sexual. É dançada em pares. Marabaixo - é praticada no encerramento da festa, junto com a cecuiara. Marambiré - dança de origem africana. Os elementos dançam ao ritmo do Hino de Alter do Chão. Quebra-macaxeira - Dança popular realizada no encerramento da festa em, praça pública. Valsa ponta de lenço - Ao som de uma valsa, os dançarinos portam, cada um, um lenço amarrado ao dedo.
Realização do Festival do Çairé, englobando todos os apectos da festividade, desde a parte tradicional até a parte profana, sempre valorizando a representação cênica, o folclore, a cultura, a memória e as tradições. Específicos:Produto Principal - Espetáculo Cênico- Ritual de abertura (dramatização indígena realizada por povos do Tapajós, em destaque os Borari);- 13 (treze) apresentações de danças (grupos de danças tradicionais de Carimbó, Lundu, Camelu, Desfeiteira, Valsa da Ponta do Lenço, Marambiré, Quadrilha, Cruzador Tupi, Macucauá, danças do Tipiti, Brincando Çairé, Marabaixo, Quebra-Macaxeira);- Realização de 03 (três) cortejos populares (busca e tiração dos mastros, abertura e levantação dos mastros e encerramento da festa/derrubação dos mastros);- Cecuiara - no primeiro ou último dia da festa é realizado um almoço de confraternização dentro do barracão com todos os personagens da festa: Capitão, Alferes, Saraipora, Moça da Fita, Troneira, Juiz e Juiza, Procurador e Procuradeira, Rezadeiras, Mordomos e Mordomas.- Execução, durante 05 (cinco) dias, de ritos religiosos de ladainhas (anciãos e rezadeiras da Vila de Alter do Chão entoam diversas ladainhas durante a festividade);- Puxirum (mutirão) para construção de 01 (um) barracão de palha central para a festa;- Puxirum para construção de 30 (trinta) barracas de palha, lembrando ocas e construções ribeirinhas;- Shows musicais (bandas locais de carimbó, música popular, música instrumental)- Festival dos Botos _ Introduzido desde 98 ao Çairé, é a disputa entre dois grupos folclóricos: Boto Cor-de-Rosa e Boto Tucuxi. Envolve construção de alegorias (feitas de ferro, isopor, tecido, papel e outros materais, indumentárias (vestidos, figurinos e fantasias) e adereços, apresentação de atores (Rainha do Çairé, Rainha do Lago Verde, Rainha do Artesanato, Curandeiro, Boto Animal, Boto Homem Encantador), coreografia de grupos folclóricos(são 09 grupos de para cada boto). Cada boto escolhe um tema e desenvolve seu enredo próprio, apresentando todos os elementos supracitados. Produto - Música - Apresentação de 02 (duas) bandas de música instrumental; - Apresentação de 08 (oito) grupos de música cantada.
O Çairé é uma festividade que acontece há mais de 300 anos na região do Tapajós, Oeste do Pará. Originou-se como uma espécie de alegoria a chegada e fixação de colonizadores portugueses. Frades jesuítas aproveitaram o evento para catequização dos indígenas Borari que habitavam Alter do Chão, resultando dessa intervenção uma composição festiva mesclada de elementos católicos com ritos nativos, não necessariamente de natureza religiosa. É um fenômeno cultural que mobiliza a memória, a história, o imaginário, a estética e a ética da comunidade de Alter do Chão. A festividade reaviva, por meio de suas multinarrações e de modo inclusivo, a existência de povos amazônicos autóctones vítimas permanentes de etnocídio. Sem ela, os Borari e outras etnias do Tapajós e Médio Amazonas, bem como suas culturas, teriam se perdido na história. A celebração do Çairé em Alter do Chão constitui um exemplo claro de hibridismos que caracteriza muitas manifestações culturais na Amazônia contemporânea. Atualmente ela associa e articula em múltiplos planos expressivos, ritos do catolicismo popular com formas tradicionais e contemporâneas de expressão oral, musical, dramática, coreográfica, frequentemente designadas com folclóricas, mas também inspiradas em inovadores espetáculos de massa. Vale ressaltar que a festividade do Çairé, movimenta praticamente toda da comunidade de Alter do Chão. bem como comunidades ribeirinhas do Tapajós e bairros de Santarém. É uma festa do povo, realizada pelo povo, para o povo, como maneira de resgatar, preservar e exercer a sua cultura, memória e ancestralidade. Ela é importante também para o turismo local, geração de empregos e desenvolvimento artístico e cultural dos habitantes da Vila de Alter do Chão. O Çairé reúne os moradores do balneário em torno de sua execução. Os personagens da festa (Capitão, Alferes, Saraipora, Moça da Fita, Troneira, Juiz e Juiza, Procurador e Procuradeira, Rezadeiras, Mordomos e Mordomas) são moradores locais que há gerações se dedicam a manter viva a tradicional festa. Bem como as danças, encenações e rituais, que também são executados por estudantes, idosos, comerciantes e comunitários de Alter do Chão. Nos últimos anos a festividade tem valorizada cada vez mais o Carimbó. O ritmo paraense tombado como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro reina absoluto no Çairé, também tombado, com apresentações de bandas locais e regionais e de grupos folclóricos de dança. Apesar de sua longevidade e tradição, o Çairé se modificou muito ao longo dos séculos, tendo inclusive sido proibido pela igreja católica de 1943 a1974. No final da década de 1980, a festa também entrou em declínio e já não atraia mais os jovens e a população de Santarém. Por isso, em 1997 criou-se o Festival dos Botos dentro do Çairé, onde duas agremiações, Boto Cor de Rosa e Boto Tucuxi, promovem uma disputa cênica, encenando uma grande peça tendo como tema os elementos culturais, folclóricos e mitológicos da Região Amazônica. O Festival dos Botos deu nova vida ao Çairé, fazendo com que a pequena Alter do Chão, com pouco mais de 15 mil habitantes, receba cerca de 40 mil pessoas por dia durante a festividade. As ameaças a sua continuidade também passam por crises econômicas, políticas e sociais. A celebração tem resistido e se adaptado aos novos tempos e este talvez seja o segredo de sua continuação, contudo é chegada a hora do Çairé buscar formas de fomento através de políticas públicas para que sua tradição seja mantida e seu alcance cultural ampliado. A festa é quase inteiramente gratuita, como se verifica na descrição dos produtos culturais. Dessa maneira cumpre sua função de democratizar o acesso a cultura, bem como estimula e promove a criação e produção artística e cultural brasileira, bem como se aprofunda na interiozação da cultura. Sua continuidade e seu incremento representam o pluralismo da cultura nacional, a valorização dos saberes e tradições amazônicos e a identidade das comunidades tapajônicas. Diante do exposto, este projeto atende: Art. 1 da Lei 8318/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3°, inciso II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
A festa do Çairé é realizada em dois lugares: Praça do Çairé e Lago dos Botos. Na praça do Çairé são montados como cenário o Barracão principal, a Barraca dos Mordomos e Mordomas e Barraca do procurador e procuradora. É ali onde acontecem os ritos religiosos e as manifestações folclóricas mais tradicionais, como levantamento e derrubada dos mastros e agregando as atividades rituais e os espetáculos de música e dança que integram a celebração. Nos barracões se executam as ladainhas e outros ritos nativos religiosos e/ou tradicionais. Ele é um ambiente regido pela oralidade, uma espaço de encontro entre os comunitários e sua ancestralidade. É também um lugar de estabelecimento de vínculos de solidariedade, fé, socialibilidade e festa, interligando sagrado e profano, tradição e contemporaneidade. O barracão do Çairé remete ao antigo modelo da ramada, típico das festas de santo no interior da Amazônia. É uma edificação simples, de caráter temporário que precisa ser refeita a cada ano. É construído com materiais extraídos das matas do entorno da Vila. O barracão tem apenas esteios, flechal, cumeeira e travessas que são enfeitadas com arcos feitos com cipó grossos e maleáveis, como o cipó-de-macaco, que é flexionado e posicionado de modo a ligar um esteio do barracão ao outro. A estrutura é recoberta com palha, cipó e envira (fibra de casca de árvore bastante resistente) e ornamentada com murta, bandeirinhas e balões coloridos. O arco na entrada do barracão é coberto por uma planta chamada vassourinha e amarrado com uma envira. O barracão é dividido em dois espaços: a parte de trás é destinada à cozinha e à despensa. A parte da frontal é um solão onde ocorrem os rituais e ladainhas. No entorno do barracão erguem-se dois mastros: um dos homens e outros das mulheres. Eles são enfeitadas com frutas e bandeiras (uma branca e uma vermelha com a imagem de uma pomba representando o Divino Espírito Santo). Os mastros são reverenciados em rituais orais e musicais que ligam os espaços de fora e dentro do barracão. São montadas também cerca de 40 barracas de madeira de palha circundando o barracão, que são doadas aos comunitários para comercialização de artesanato, comidas e bebidas típicas, e brincadeiras e jogos para crianças. O Lago dos Botos é uma arena construída ao lado da Praça do Çairé e destinada para a apresentação das danças típicas, de rituais, dos gruposfolclóricos, de shows musicais e também abriga o Festival dos Botos, a disputa entre Cor de Rosa e Tucuxi. Esse espaço foi murado recentemente e é dotado de uma área central no chão, onde são realizadas as apresentações e de arquibancadas, camarotes, banheiros, locais para imprensa e jurados. O lago dos Botos tem capacidade para 4.000 pessoas nas arquibancadas e camarotes e 5.000 pessoas na pista, quando liberada após as apresentações de folclóricas e de danças para os shows musicais.
APRESENTAÇÃO MUSICAL 02 Apresentações de Música Instrumental | Duração: 01h30 | Cachê por Apresentação: R$ 25.000,00 08 Apresentações de Música Cantada com Músicos Inclusos | Duração: 01h30 | Cachê por Apresentação: R$ 25.000,00
O Lago dos Botos receberá estruturas de adaptação e mobilidade para receber pessoas com deficiência, como banheiros apropriados e rampas de acesso a todos os espaços, atendendo também pessoas mobilidade reduzida e idosos. Haverá sinalização para este público e pessoas para auxílio aos portadores de deficiência de mobilidade, visual e auditiva (serão destacados dois produtores exclusivamente para orientação e atendimento a essas pessoas, sendo 01 fluente em LIBRAS); Disponibilização de áreas reservadas: 2% da capacidade para as pessoas usuárias de cadeira de rodas, distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, próximos aos corredores, devidamente sinalizados, evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas, em conformidade com as normas técnicas de a acessibilidade da ABNT — Associação Brasileira de Normas Técnicas; 2% dos assentos para acomodação de pessoas com deficiência visual e de pessoas com mobilidade reduzida, incluindo obesos, em locais de boa recepção de mensagens sonoras. Haverá tradução simultânea com profissional de libras na lateral do palco, além de um produtor responsável por orientar deficientes visuais (guia vidente) e cadeirantes para alocação na platéia. Haverá área de embarque e desembarque e vagas de estacionamento reservada a pessoas com deficiência. Pelo exposto, este projeto atende à Instrução Normativa nº 11, de 30/01/2024, em seu Art. 27: I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação; e II - no aspecto comunicacional de conteúdo, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto.
Serão disponibilizados 30.000 ingressos para as apresentações no Lago dos Botos (local fechado) e esperadas cerca de 40.000 pessoas na Praça do Çairé e na Praça Sete de Setembro (locais abertos e gratuitos). INGRESSOS GRATUITOS/LAGO DOS BOTOS (X 03 DIAS): 9.000 unidades (Comunidade de Alter do Chão, alunos e professores de escolas e universidades públicas). INGRESSOS PREÇO POPULAR/LAGO DOS BOTOS (X 03 DIAS): 3.000 unidades (inteira) - destinado aos familiares dos artistas e demais profissionais de Alter do Chão que trabalham nos barracões dos Botos e na Festa do Çairé, aos familiares das pessoas das Associações dos Catraieiros, Barraqueiros, outras instituições. 3.000 unidades (meia) - destinado a estudantes. INGRESSOS PROPONENTE/LAGO DOS BOTOS (X 03 DIAS): 7.500 unidades (inteira) - destinado a todas as camadas da coletividade, inclusive turistas de todo o Brasil e de outros países. 7.500 unidades (meia) - destinado a todas as camadas da coletividade, inclusive turistas de todo o Brasil e de outros países. Valor médio do ingresso: R$ 45,00 Os Botos Cor de Rosa e Tucuxi realizam ensaios abertos para a população às vésperas do Çairé, onde praticamente todo o conjunto é apresentado, com exceção das alegorias. Também são realizadas exposições de figurinos, apresentações dos itens dos dois botos e shows musicais nos meses antecedentes ao Çairé, de forma gratuita. Os grupos de danças tradicionais e grupos de carimbó também realizam ensaios abertos na Praça do Çairé e na Praça Sete de Setembro/Orla, respectivamente. Assim, este projeto atende a Instrução Normativa nº 11, de 30/01/2024, em seu: Art. 29. O plano de distribuição da proposta deve prever medidas de democratização do acesso aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo as estimativas da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. No que diz respeito ao complemento da ampliação do acesso, obedecendo a Instrução Normativa nº 11/2024, o projeto vai disponibilizar gratuitamente na internet o vídeo registro da Festa do Çairé, com cerca de 10 minutos de duração, além de firmar parceria com a FUNTELPA, TV Estatal do Pará, para cobertura do evento, de acordo com o seguinte: Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento); III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Art. 31. Para os efeitos desta Seção, considera-se: I - de caráter social a distribuição de ingressos e produtos culturais para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como pessoas negras, povos indígenas, comunidades quilombolas, povos e comunidades tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e inscritos no CadÚnico; e II - de caráter educativo, a distribuição a professores e alunos da rede pública de ensino fundamental, médio ou superior.
COORDENAÇÃO GERAL A proponente E.S.W. de Menezes Eventos EPP - nome fantasia Muiraquitã Produções e Serviços, vai coordenar a realização do Çairé em parceria com Prefeitura Municipal de Santarém, com a Comissão Organizadora do Çairé, Comunidade de Alter do Chão e com os Botos Cor de Rosa e Tucuxi. A produtora será responsável pela captação de recursos, administração, coordenação geral da festa, produção executiva e prestação de contas. Produziu feiras e shows artísticos em Santarém e na Região do Tapajós. Arregimentou a apresentação do Show “ALÔ BATERIA”, com Arlindinho Cruz, Dudu Nobre, Ivo Meireles e Sandra de Sá, na ocasião das comemorações dos 358º Anos de Santarém, a serviço da Prefeitura Municipal. Produziu o “ÇAIRÉ”, edições 2019, 2021 (online), e 2022. Realizou a produção local do projeto “VOCÊ NÃO PARA A MÚSICA DO PARÁ”, patrocinado pela Equatorial Energia. Em 2023, produziu o “ÇAIRÉ 2023 – TRADIÇÃO E ARTE EM ALTER”, realizado no mês de Setembro, patrocinado pela Telefônica Brasil S/A, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Semear. Atua no audiovisual há mais de cinco anos e possui registro na ANCINE. COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO MBÓIA PRODUÇÕES & TAL atua na área artística há mais 20 anos. Sua representante legal é Maria Lidia Aires de Mendonça, produtora cultural, diretora artística, roteirista, compositora e intérprete. Produziu e se apresentou em diversos espetáculos, como “TRAZENDO CHE NO CORAÇÃO” (São Paulo/SP), “5ª CULTURAL DO BANCO DA AMAZÔNIA” (Rio de Janeiro/RJ), “FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DO PARÁ” (Belém/PA), “DUAS ÁGUAS” (Manaus/AM), “AUX CHIFFONS” (Paris/França), “BRAZÔNIA” (Óbidos/Portugal), “CANTA SANTARÉM” (Santarém/PA), “TAPAJAZZ” (Santarém/PA), entre outros. Produziu e gravou diversos discos solo, como o “PROJETO UIRAPURU V.7 – SECULT/PA” e “ÍCONES”. Também produziu discos de outros artistas, destacando-se “MADE IN PARÁ II” (ALBRAS), “5ª CULTURAL DO BANCO DA AMAZÔNIA”, “PIANO” (Paulo José Campos de Melo) e “ESSE RUY É MINHA RUA” (Olivar Barreto). No segmento das artes visuais, produziu vários trabalhos, como os DVDs “MULHERES” e “PROJETO PERSONALIDADE”. Também participou do DVD “IMAGENS DE GURUPATUBA”, documentário da arqueóloga Edithe Pereira/Museu Emílio Göeldi. Criou e produziu vários espetáculos cênicos, como “LÁGRIMAS DE RISOS”, "MAMÃE, A CULPA É SUA" e “BOTOYOLA MOCORONGO”. Coordenou a produção dos projetos “ÇAIRÉ”, edições 2019, 2021 (online), 2022 e 2023 para a empresa Muiraquitã Produções e Serviços. Idealizou e promoveu o “#FEMUTEMCASA – FESTIVAL DE MÚSICA DO TAPAJÓS” (online). Elaborou e lançou o Projeto “LIXO LEGAL”, contemplado no Prêmio Preamar de Cultura e Arte – Produção e Circulação, da SECULT/PA.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.