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O Ateliê Casa Bracher é conformado pelas obras do casal Carlos e Fani Bracher, ambos artistas plásticos. Localizado em área central de Ouro Preto, o sobrado de 200 anos traz a síntese da trajetória dos dois, com quadros, objetos, desenhos, fotos, livros e filmes que definem décadas dedicadas à Arte. A intenção é permitir acesso ao espaço a todos interessados em artes visuais, principalmente as pessoas menos assistidas e ou excluídas dos seus direitos culturais por sua condição social, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, domicílio e ocupação. Para fomentar a fruição e imersão do visitante com espaço museal, serão ofertadas visitas mediadas, oficinas e palestras. O acesso a todas atividades serão gratuitas, realizadas a partir de inscrição. O tempo previsto para a visita é de 1h. Estima-se um público de até 8.500 pessoas anualmente entre público virtual e físico.
O Ateliê Casa Bracher reúne o acervo artístico do casal Carlos e Fani Bracher, ambos renomados artistas plásticos. Situado no centro de Ouro Preto, o casarão bicentenário oferece uma visão abrangente da trajetória dos dois, exibindo uma coleção de quadros, objetos, desenhos, fotografias, livros e filmes que refletem décadas de dedicação à arte. O espaço simboliza a sua contribuição à cultura brasileira. Carlos Bracher nasceu em uma família de vocação artística. Seu talento manifesto desde muito novo foi rapidamente reconhecido, obtendo o “Prêmio de Viagem ao Estrangeird’, em 1967, do Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Já na década 1980 recebeu outra relevante premiação, o “Prêmio Hilton de Pintura’, da Funarte. O Ateliê abrigará várias das obras que foram extremamente relevantes na vida do artista, representando todas as suas fases, paisagens; retratos (os de Affonso Romano de Sant'anna, Tizuka Yamasaki e Leonardo Boff são alguns deles); autorretratos (que vão desde o início da carreira até os mais recentes); além de pinturas de paisagens, marinhas, naturezas mortas e flores. O acervo conta ainda com obras representativas de suas renomadas séries temáticas: “Homenagem a Van Gogh” (1990), feita no centenário da morte do pintor holandês, com exposições nas Américas, Europa e Ásia; “Do Ouro ao Aço” (1992), sobre a siderurgia em Minas Gerais; “Bracher-Brasília” (2006/2007), homenagem a Juscelino Kubistchek e Niemeyer; “Petrobras” (2012), uma ótica artística sobre o universo industrial do petróleo; e “Tributo a Aleijadinho” (2014), releitura contemporânea sobre a obra do grande mestre do Barroco em homenagem aos 200 anos de sua morte. Outro destaque são as obras de Fani Bracher. São 85 trabalhos entre óleos, objetos, mobiliário, panôs, bordados, colchas, desenhos, figurinos de teatro, além de fases temáticas: “Paisagens”, “Mineração”, “Flores”, “Ossos”, “Pedras” e “Setas”. Também estão os pigmentos in natura da série “De Pigmentos e Pedras”, criada durante a pandemia. A intenção é permitir acesso ao espaço a todos interessados em artes visuais, principalmente as pessoas menos assistidas e ou excluídas dos seus direitos culturais por sua condição social, etnia, deficiência, gênero, faixa etária, domicílio e ocupação. Para fomentar a fruição e imersão do visitante com espaço museal, serão ofertadas visitas mediadas, oficinas, palestras, seminários e outros eventos. O acesso as atividades serão gratuitas, realizado a partir de inscrição. O tempo previsto para o atendimento é de 1h. Estima-se um público de 15 mil pessoas anualmente entre público virtual e físico.
OBJETIVO GERAL: O projeto tem como objetivo a realização do programa educativo e cultural da inauguraçãocdo "Ateliê Casa Bracher". A abertura do ateliê a visitação permitirá o contato do público com a história e trajetória de um dos mais renomados pintores brasileiros, Carlos Bracher, que inclusive está entre os artistas que mais fez exposições individuais fora do país. Além das obras de Bracher, o acervo conta ainda com as obras de Fani Bracher, também artista plástica. Com intuito de potencializar o contato dos visitantes com o Ateliê, o espaço contará com um setor educativo, constituído por estagiários de cursos variados (Museologia, História, Jornalismo, Serviço social, arquitetura) da UFOP _ Universidade Federal de Ouro Preto. Para melhor integração de grupos escolares e em estado de vulnerabilidade social, será ofertado um Cardápio de Oficinas que trarão temas diversos correlacionados a expografia. O espaço contará ainda com uma agenda cultural que tem como premissa oferecer uma programação de qualidade, favorecendo a divulgação da cultura e democratizando o acesso da população com ambientes artísticos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: A) Curso / Oficina / Estágio Promover atividades educativas para públicos diversos, dentro da metodologia de educação não formal, se atentando para os preceitos da educação universal _ onde visa a inclusão de todos os públicos. As atividades educativas serão realizadas no ambiente físico e presencial. A iniciativa prevê um Cardápio de Oficinas com 05 atividades inicialmente com temáticas variadas, onde o tema central abordado pelas atividades será o patrimônio material e imaterial, que serão ofertadas semanalmente entre quinta e sexta-feira, destinadas as escolas municipais, estaduais, institutos federais, CAPS, CRAS e outras instituições sociais. Outras demandas que também serão atendidas pelo setor são, organização e atendimento ao turista nos finais de semana; relatórios, atendimento a imprensa, além de produção e gestão de conteúdo das redes sociais e site institucional. Composto por profissionais de formação multidisciplinar, sendo 9 (nove) estagiários que trabalharão em escala alternada, coordenadores de Produção, Setor Educativo e Técnico. O papel ativo do setor educativo fará do ateliê um local de debate onde diferentes perspectivas serão empregadas, além de ser responsável por todo planejamento educacional e agendamentos de contato externo, incluindo escolas e instituições. Compreendendo o Ateliê Casa Bracher como espaço de educação não-formal, será implementando um setor especializado para as práticas culturais educativas. Para além do Cardápio de oficinas, o projeto contará também com palestras, que ocorrerão mensalmente e terá como o tema central abordado pelas palestras será o patrimônio material e imaterial correlacionados ao espaço cultural e o casal Bracher. Todas as atividades acima mencionadas terão entrada franca. O projeto pedagógico nesta solicitação de desarquivamento e informamos que o conteúdo das palestras oferecidas será elaborado após a captação de recursos, após readequação do valor captado e será montado pela curadoria do projeto, deixando claro que o tema central abordado pelas palestras será o patrimônio material e imaterial B) Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage Está prevista a realização de 10 palestras, que ocorrerão ao longo de 10 meses, conforme cronograma de execução. Essas palestras têm como objetivo promover a disseminação de conhecimento, incentivar o diálogo e a troca de experiências sobre o tema patrimônio material e imaterial, contribuindo para o enriquecimento cultural dos participantes. São palestras com duração média de uma hora e meia cada uma delas, com público estimado de até 200 participantes. C) Bem Imóvel - Aquisição e/ou Obra (Restau/Constru/Reform/Preserv) Estruturação e adaptação do ateliê como equipamento cultural e Preservação da expografia.
Reconhecendo o papel fundamental da Arte e da Cultura na formação dos indivíduos, bem como sua capacidade transformadora, o "Ateliê Casa Bracher", tem como intuito abrir suas portas, em Ouro Preto, para ações educacionais e culturais junto a Escolas Públicas, Particulares, Técnicas e Universidades, públicos em vulnerabilidade social, bem como à população local e turistas do Brasil e exterior, criando um espaço de fruição da produção cultural contemporânea no cenário de artes visuais. As propostas listadas no projeto se enquadram em vários incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91, tais como: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Artigo 3º da Lei 8313/91): III - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. A proposta desse projeto é permitir acesso do público em geral com as obras do casal Bracher que estão entre os maiores expoentes da produção de arte plástica no cenário brasileiro. Nesse sentido, além de promover o contato democrático com a arte, permite também maior visibilidade aos próprios artistas. Por contar com um programa educativo|cultural, o Ateliê Casa Bracher se destaca entre os inúmeros centros culturais dispostos na cidade de Ouro Preto, que em sua maioria não promovem ações educacionais, que são imprescindíveis para a formação de sujeitos sociais. A intenção do projeto é ainda a de promover eventos que viabilizem o contato do público geral com o casal Bracher, além de trabalhar outros assuntos pertinentes a exposição museal. A realização periódica desses eventos irá contribuir para promoção do Ateliê junto a imprensa, além de auxiliar na formação de público e na consolidação do espaço como importante equipamento cultural na cidade e integrar o calendário de eventos de Ouro Preto já que possui uma efervescência cultural durante todo o ano.
PROJETO PEDAGÓGICO - Ateliê Casa Bracher 1- APRESENTAÇÃO As discussões sobre a educação patrimonial surgem no contexto brasileiro contemporaneamente à fundamentação do IPHAN, de modo a reconhecer que não basta apenas tombar patrimônios, é essencial sua salvaguarda, preservação e proteção. É dentro dessas premissas e as posteriormente elencadas que reconhecemos a importância das atividades a serem desenvolvidas pelo setor educativo do Ateliê Casa Bracher. A educação ofertada em centros culturais se projeta como programa consciente que envolve inúmeros aspectos para o seu desenvolvimento, abarcando conteúdos e metodologias de ensinoaprendizagem, experimentação e estímulos, viabilização de sentimento de pertença e preservação patrimonial, além do processo de cocriação do saber, constituído a partir de múltiplos olhares e vivências (Brasil, 2018). O modelo educacional realizado nos centros culturais se diferencia “(...) das experiências formais de educação, como aquelas desenvolvidas na escola e das experiências informais, geralmente associadas ao âmbito da família.” (Marandino, 2009, p. 29-30). Outras questões são pertinentes para definição do âmbito não formal de ensino, como o fato de ser uma prática operada “(...) separadamente ou como parte de uma atividade mais ampla, que pretende servir a clientes previamente identificados como aprendizes e que possui objetivos de aprendizagem” (Marandino [org], 2008, p. 13). Concomitante ao apontamento de Marandino (2009), Maria da Glória Gohn (2006) argumenta que essas práticas de educação não-formal ocorrem, sobretudo, fora dos muros das escolas. Para a autora, esse modelo educacional objetiva formar cidadãos preparados para a solução de problemas rotineiros, bem como aptidão à organização coletiva e senso crítico. Na percepção de Gohn (2006), a educação deve ser compreendida de forma mais ampla do que o processo de aprendizagem, associando-se ao conceito de cultura. O desenvolvimento formativo dos cidadãos é dado por meio da “(...) valorização de elementos culturais já existentes na comunidade, às vezes mesclados com novos elementos introduzidos pelos educadores, e pela experiência em ações coletivas, frequentemente organizadas segundo eixos temáticos: questões étnico-raciais, de gênero, geracionais etc” (Gohn, 2006, pp. 14). A educação não formal se distingue por suas múltiplas dimensões que podem ocorrer em campos irrestritos de acordo com a atividade e propósito em que é praticada. Outra questão imprescindível para o entendimento da educação não formal é que está se constitui por características mais difusas, menos hierárquicas e burocráticas em relação à educação formal. Destaca-se que os locais e duração das atividades de educação não formal se alteram, respeitando o ritmo dos participantes (Gohn, 2006). Gohn (2006) assinala que a metodologia de ensinoaprendizagem promovida no âmbito da educação não formal compreende processos de ordem subjetiva, absorvendo o plano emocional, cognitivo, habilidades corporais, técnicas manuais, entre tantas outras, preparando os participantes para o desenvolvimento de um processo de ensinoaprendizagem de cocriação. Imprescindível para a discussão acerca de processos educacionais realizados nos centros culturais, está a educação patrimonial. Por meio da educação e do acesso público aos patrimônios, torna-se palpável a percepção em larga escala da inestimável valorização que eles possuem, alimentando um senso natural de proteção da população brasileira quando reconhece suas heranças e produções artísticas, arquitetônicas, geográficas e culturais. Podemos pensar a Educação Patrimonial como um processo permanente e sistemático de trabalho educacional centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária de conhecimento e enriquecimento individual e coletivo. A partir da experiência e do contato direto com as evidências e manifestações da cultura, em todos os seus múltiplos aspectos, sentidos e significados, o trabalho da Educação Patrimonial busca levar as crianças e adultos a um processo ativo de conhecimento, apropriação e valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto destes bens, e propiciando a geração e produção de novos conhecimentos, num processo contínuo de criação cultural. (Horta; Grunberg; Monteiro, 1999, p. 4) A Educação Patrimonial demonstra grande participação no reconhecimento e apropriação de patrimônios pela sociedade, tornando-a grande protetora dos bens culturais produzidos. Por meio de seu processo metodológico, objetiva-se a produção de pensamentos críticos, reconhecimentos de pluralidade cultural e salvaguarda de patrimônios materiais e imateriais. Um dos maiores objetivos da Educação Patrimonial é a produção de memórias, coletivas e individuais, exigindo que haja uma constante e metamórfica discussão e aprofundamento das temáticas pesquisadas, considerando a influência sociocultural na memória produzida, assim como a influência da memória na sociedade e na cultura. Podemos compreender que a narrativa delineada para o Ateliê Casa Bracher, desempenhará um papel significativo no atendimento às demandas artísticas e culturais da cidade. Nesse sentido, a viabilização do sentimento de pertencimento e a valorização da produção artística local estarão incorporadas ao conjunto de operações do Setor Educativo do ateliê. Reconhecendo o papel fundamental da Arte e da Cultura na formação dos indivíduos, bem como sua capacidade transformadora, o “Ateliê Casa Bracher”, assume um papel significativo no cenário artístico local, viabilizando a fruição em vasta produção cultural contemporânea. Os visitantes têm contato, por meio do ateliê, com a história e trajetória de um dos mais renomados pintores brasileiros, Carlos Bracher, que inclusive está entre os artistas que mais fez exposições individuais fora do país. Além das obras de Bracher, o acervo conta ainda com as obras de Fani Bracher, também artista plástica. O propósito essencial do ateliê é estabelecer uma forte conexão com a comunidade, com o objetivo de resgatar, valorizar, articular e difundir o patrimônio cultural de Ouro Preto. Nesse contexto, as provocativas e reflexões apresentadas pelo ateliê não se limitam ao saber artístico, ao possibilitarem aos seus visitantes uma oportunidade para refletir uma história permeada por memórias e esquecimentos. Dessa forma, o ateliê configura-se como um ambiente propício para o debate e a reflexão sobre a própria concepção do que constitui o patrimônio, seus delineamentos e potencialidades, bem como sua relevância para as gerações futuras. Sabemos que a mera existência do Ateliê Casa Bracher não é suficiente para viabilizar os processos de entretenimento, lazer e educativo. Para torná-lo vivo é necessário a realização de parcerias que tragam novos significados e propósitos. Para tanto, propõe-se que a comunidade de docentes e discentes, além de públicos em estado de vulnerabilidade social, bem como demais cidadãos de Ouro Preto tenham contato ativo com o espaço. 2 – JUSTIFICATIVA É de conhecimento comum que a formação de sujeitos sociais não é constituída unicamente pelo ensino formal. Talvez fuja ao conhecimento popular as diferenciações e as limiares de cada uma das formas de se educar – ensino formal, informal e não-formal, embora essas sejam experienciadas pela sociedade cotidianamente. Dentre os muitos lugares que possibilitam a realização do ensino não-formal, destaca-se os centros culturais (ateliês, museus, cinemas e etc). É importante realçar que dentre as definições da educação não formal destaca-se a intencionalidade, ou seja, são processos educacionais conscientes e planejados com objetivos e metas previamente traçados, onde experiências são trocadas e há a apreensão de saberes. (GHON, 2006). Desta forma, o Ateliê Casa Bracher aspira possibilitar a construção de novos saberes, em um processo de cocriação que seja complementar aos já ofertados na rede formal de ensino, formando sujeitos sociais mais críticos através da educação não formal. 3 – OBJETIVO A pretensão é que mais do que acúmulo de informações, a visita ao Ateliê Casa Bracher possibilite que o público atendido se identifique enquanto sujeitos sociais, produtores de saberes e detentores de conhecimentos que se ressignificam e são ressignificados pelo contato com o Ateliê. 4 - OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Formar sujeitos responsáveis pela preservação e valorização dos patrimônios que os circundam; 2. Fomentar a importância sobre o exercício da cidadania, enquanto sujeitos guardiões de “memórias”; 3. Fortalecer o vínculo dos alunos com o município; 4. Conhecer expressões artísticas para além das que são trabalhadas nas instituições; 5. Propiciar sentimento de pertença com a cidade de Ouro Preto 5– PÚBLICOS ALVOS Alunos da Rede Estadual e Municipal de Educação; público em estado de vulnerabilidade social e comunidade ouro-pretana em geral. 6 – METODOLOGIA Por se tratar de um projeto conjunto Ateliê Casa Bracher | Secretaria de Cultura e Secretaria de Educação, sugere-se que as primeiras visitas sejam realizadas com o corpo docente do município e demais diretores e responsáveis pelos órgãos culturais e sociais de Ouro Preto, para que tomem conhecimento das propostas e acervo do ateliê e posteriormente, em discussão com os demais membros das instituições possam compreender quais turmas, terão como parte de sua formação a visita ao Ateliê. A formação dos educadores envolvidos nesse processo é passo fundamental para o estabelecimento dessa parceria, tanto no que se refere às suas práticas específicas, como também ao balizamento das expectativas desses parceiros. (...) Não se trata de subordinação de um ao outro, mas da possibilidade da interação pedagógica entre ambas instituições que respeite as missões e exigências particulares de cada uma. (MARTHA MARANDINO (Org), 2008, p. 25) A preparação do momento da visita deve ser ministrada pelos educadores das instituições, motivando os participantes à visita e trabalhando informações de conhecimento que sejam pertinentes ao contexto, a fim de viabilizar a interpretação e compreensão do ateliê. Deve-se também, ser trabalhado questões técnicas como a definição de centros culturais, o porquê da existência desses espaços e quais os acervos que podem ser vistos. Somente depois de todo o preparo será realizada a visita. As propostas de atividade educativa no ateliê se darão, sobretudo através dos métodos de discussão dirigida e da visita descoberta. Na discussão dirigida a mediação se faz por meio de questionamentos, de forma a proporcionar o entendimento de aspectos comunicacionais pertinentes àquela exposição. Para elaborar esses questionamentos e fomentar o debate, o educador estrutura um roteiro lógico, cujos objetivos educacionais foram previamente definidos e que deve ser adaptado para cada grupo recebido. O nível de interação é bastante alto nesse tipo de mediação, já que, para funcionar, pressupõe-se intensa participação do público. (...)Na visita-descoberta, atividades ou jogos são propostos dentro do espaço expositivo. Ela possibilita a descoberta de novos elementos e olhares para um determinado conteúdo exposto. É o tipo de visita mais interativa, pois depende quase que exclusivamente do visitante para ser realizada. (MARTHA MARANDINO (Org), 2008, p. 23) Os procedimentos a serem realizados dependerão da disponibilidade de tempo e faixa etária. 7 – RESULTADOS É necessário que as instituições envolvidas façam fichas de avaliação que sejam compartilhadas entre as instituições a fim de compreender a assertividade, ou não, do programa. 8 – PROPOSTA DE CONTINUIDADE Tendo em vista a importância da Educação Patrimonial para os ouro-pretanos, objetiva-se que o projeto se torne fixo e que, a cada ano, os grupos possam conhecer o Ateliê por meio das atividades educativas no Ateliê Casa Bracher. 9 – CARDÁPIO DE OFICINAS ESTAMPANDO CORES E FORMAS - ACIMA DE 8 ANOS - 1H30M O objetivo é refletir sobre as várias fases artísticas que fizeram parte da produção de Carlos Bracher, entre elas: paisagem, retratos, natureza morta e etc. As cores, formas e materiais expostos no ateliê, servirão de inspiração para o processo de xilogravura no qual serão trabalhadas estamparias produzidas a partir de releituras das obras do Bracher. SIGNOS /MARCAS DA ARTE - ACIMA DE 6 ANOS - 1H30M A ação educativa reflete sobre as várias formas de se representar algo, seja por meio de técnicas diferentes, matérias e até mesmo influências artísticas. Nessa ação educativa, os participantes terão uma grande variedade de materiais para que possam produzir seu próprio fazer artístico. TEMPO DE ARTE - ACIMA DE 8 ANOS - 2h A oficina permite que os participantes identifiquem os vários elementos que compõem os estilos artísticos utilizados por Fani e Carlos Bracher. Por meio de cartas, os participantes terão contato com características específicas de cada movimento e deverão interpretar a sua maneira quais são essas características, criando imagens correspondentes ao que as cartas trazem. O LEGADO DO MESTRE - ACIMA DE 6 ANOS - 2h A vida e o legado de um dos maiores artistas contemporâneos da região de Minas é a temática dessa oficina. Carlos Bracher, será compreendido e estudado não somente a partir de sua biografia, mas sob a ótica de suas criações quanto artista. A atividade busca estimular a criatividade das crianças ao conhecerem o artista, inspirando-se em suas obras para criar suas próprias composições artísticas. Além disso, promoverá o aprendizado sobre a história da arte brasileira de forma lúdica e educativa. HISTÓRIA EM TELA - ACIMA DE 6 ANOS - 1h30m As pinturas nos dizem muitas coisas, a corrente artística das quais foram criadas, expressam passagens históricas, eternizam momentos e nos oferecem a possibilidade da construção de memórias coletivas. Assim como muitos artistas usufruíram de referências e inspirações, essa oficina pretende integrar as crianças com o Ateliê. Onde se tem exposto diversos quadros com as mais variadas influências e características constituídos por Fani e Carlos Bracher. Para sua realização, os participantes irão confeccionar quadrinhos com palitos de picolé, sendo depois utilizado para as pinturas, a base de tinta guache. 10 – REFERÊNCIAS BRASIL. Educação Patrimonial: Histórico, conceitos e processos. Brasília: IPHAN, 2014; CHAGAS, Mário. Há uma gota de sangue em cada museu: a ótica museológica de Mário de Andrade. Chapecó: Argos, 2006. COSTA, Evanise Pascoa(Org). Princípios básicos da museologia. Curitiba: Coordenação do Sistema Estadual de Museus/ Secretaria de Estado da Cultura, 2006. O LEGADO DO MESTRE ACIMA DE 6 ANOS 2h A vida e o legado de um dos maiores artistas contemporâneos da região de Minas é a temática dessa oficina. Carlos Bracher, será compreendido e estudado não somente a partir de sua biografia, mas sob a ótica de suas criações quanto artista. A atividade busca estimular a criatividade das crianças ao conhecerem o artista, inspirando-se em suas obras para criar suas próprias composições artísticas. Além disso, promoverá o aprendizado sobre a história da arte brasileira de forma lúdica e educativa. HISTÓRIA EM TELA ACIMA DE 6 ANOS 1h30m As pinturas nos dizem muitas coisas, a corrente artística das quais foram criadas, expressam passagens históricas, eternizam momentos e nos oferecem a possibilidade da construção de memórias coletivas. Assim como muitos artistas usufruíram de referências e inspirações, essa oficina pretende integrar as crianças com o Ateliê. Onde se tem exposto diversos quadros com as mais variadas influências e características constituídos por Fani e Carlos Bracher. Para sua realização, os participantes irão confeccionar quadrinhos com palitos de picolé, sendo depois utilizado para as pinturas, a base de tinta guache. GOHN, Maria da Glória. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação. Rio de Janeiro, v.14, n.50, p. 27-38, jan./mar. 2006. HORTA, Maria de Lourdes Parreira; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia básico de educação patrimonial. Brasília: IPHAN: Museu Imperial, 1999; SANTOS, Nathália Rezende, GONÇALVES, Matheus Henrique Velozo. Ações do setor educativo do museu de Congonhas na educação patrimonial: experiências pedagógicas não formais. São João Del Rei: Museu Regional de São João Del Rei. 2020. MARANDINO, Martha (Org). Educação em museus: a mediação em foco. São Paulo, SP: Geenf / FEUSP, 2008.
Curso / Oficina / Estágio - Produto Principal • O Setor Educativo do Projeto é responsável por todo planejamento educacional, sendo essas realizadas por meio de oficinas - contando com um Cardápio de Oficinas onde o tema central abordado será o patrimônio material e imaterial, será entregue (via digital) a todas as Instituições e escolas que farão agendamento com o setor educativo, mediações lúdicas, visitas e palestras. Sendo todos os agendamentos e contatos externos também a encargo do Setor Educativo. Outras demandas que também serão atendidas pelo setor são, organização e desenvolvimento de eventos culturais e exposições; catalogação de acervos diversos; relatórios, atendimento a imprensa, além de produção e gestão de conteúdo das redes sociais e site institucional. • O Setor Educativo do Projeto é responsável também por realizar 10 palestras gratuitas o tema central abordado pelas palestras será o patrimônio material e imaterial, para grupos de até 200 pessoas ao longo dos 10 meses. São palestras com duração média de uma hora e meia cada uma delas, acompanhadas da equipe de ações educativas.Estão sendo propostas 160 visitas mediadas ao longo dos 10 meses, para grupos de até 30 pessoas em cada uma delas. São visitas com duração média de uma hora, acompanhadas da equipe do Programa Educativo a ser desenvolvido pelo projeto e direcionadas às escolas municipais, estaduais e particulares, institutos federias, universidades e grupos interessados. Bem Imóvel - Reforma / Ampliação / Construção / Aquisição • Implantação do equipamento cultural e (ATELIÊ CASA BRACHER) • Necessário contratação de Consultoria Técnica , Contratação de técnicos, Coordenação geral, Coordenador do projeto, Curador, Produtor executivo, Projeto Educativo, Refeição, Montagem e desmontagem, Seguro (pessoas, obras e equipamentos), Transporte Local / Locação de Automóvel / Combustível, Uniforme) • Necessário aquisição de equipamentos de iluminação e sonorização para montagem e organização de expografia e recepção de visitantes.
Para enquadrar o Ateliê às exigências estabelecidas em relação à acessibilidade, nos termos da Lei 10.741/2003 e do Decreto nº 3.298/99, será implementado elevador, rampas de acesso, além da aquisição de uma cadeira de rodas. Pensando em outras esferas de acessibilidade será criado uma exposição virtual, que permitirá uma experiência mais inclusiva, com públicos que por distanciamento geográfico não conseguiriam acesso ao espaço físico do ateliê. A exposição virtual inclusive poderá contar com a atuação de um mediador, que possibilitará uma fruição mais densa do espaço museal. Além disso, o Ateliê contará com audioguias e materiais em braile para pessoas com deficiência visual. O acervo também é pensado de forma a oferecer informações em linguagem acessível, promovendo a inclusão de todos os visitantes. As atividades contarão com extensa publicidade visando atingir o maior número de público e as ações resultantes serão registradas por meio fotográfico, videográfico e divulgadas nas mídias sociais e internet com legenda descritiva. O nosso objetivo é de que, por meio destas ações, possamos conscientizar estudantes, professores, e o público em geral da importância dos temas levantados nos encontros. Em linhas gerais o projeto possuirá todas as adequações para atender as medidas de acessibilidade determinadas pelo art. 27 do Decreto nº 5.761, 27 de abril de 2006, pelo art. 47 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999 e pelo art. 2º do Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
Para ampliar o caráter de democratização de acesso do projeto, os eventos terão ampla publicidade visando atingir o maior número de público e as ações resultantes terão registros videográficos. Além de serem utilizados os seguintes meios digitais de comunicação para divulgação do projeto.Os eventos são destinados ao público em geral, à população de Ouro Preto além de pessoas vindas de todas as partes do país e do mundo. Contemplando uma programação completa para o fim de semana, contará com atividades durante todo o dia, sendo direcionada e aberta ao público de todas as idades. Todas as ações serão realizadas em espaços do Ateliê Casa Bracher que atendem às normas de acessibilidade nos termos da Lei. As ações do Projeto Cultural, em atendimento ao disposto no inciso/medida do art. 28 da IN nº 01/2023 será adotada no projeto: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); O Projeto proposto será totalmente gratuito. IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;
INSTITUTO CULTURAL AURUM – Proponência e Direção Geral do Projeto Instituição Cultural com larga experiência em projetos de promoção e difusão da cultura brasileira, fundada pela relações públicas Edineia Araújo Barbosa. Além de ação cultural, a empresa tem atuado na formação e no restauro de importantes patrimônios do País. Os mais recentes trabalhos são: Restauro da Casa do Conde de Assumar e Implantação do Museu em Mariana- MG 2019 a 2022; Restauro da Igreja de São Francisco de Assis em Mariana- MG 2019 a 2022; Implantação e Direção da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana – MG 2019 a 2022 e Restauro e Implantação do Museu Boulieu – Caminhos da Fé Ouro Preto-MG 2018 a 2020. Na área da formação, é responsável pela execução do programa educativo do Museu de Congonhas, de 2016 até a presente data. Desenvolve neste centro cultural serviço especializado de atividades educativas de monitoria, educador, receptivo e coordenação de museus, centros culturais e turísticos. Entre as últimas ações culturais desenvolvidas destacam-se as coordenações gerais dos eventos Poesia e Música no Museu de Congonhas entre março e julho de 2018 e agosto e novembro de 2019; De Conversa em Conversa na Casa da Opera de Ouro Preto entre março e abril de 2018 e Formação em Mídia educação do Museu de Congonhas entre março e junho de 2018. Foi contratada pelo Instituto Pedra de São Paulo e Arquidiocese de Mariana, para coordenar as ações de implantação e gestão da Escola de Ofícios Tradicionais de Mariana, em parceria com a Fundação de Arte de Ouro Preto. CURADORES - Carlos Bracher e Fani Bracher Carlos Bracher é Formado na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, recebeu em 1967 o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes - SNBA do Rio de Janeiro. Vai para a Europa, fixa-se principalmente em Paris e Lisboa, estuda pintura e expõe em galerias locais. Em 1989, é realizada a exposição retrospectiva de seus 30 anos de trabalho, intitulada Pintura Sempre, em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. No ano seguinte, pinta uma série de quadros em homenagem ao centenário da morte do pintor holandês Vincent van Gogh (1853 - 1890), que é exposta em várias galerias e museus no Brasil e no exterior. Sua obra é marcada por uma abordagem expressionista, com pinceladas intensas e uma paleta vibrante. Tem obras no MASP de São Paulo, MAM do Rio, MAM de São Paulo, Museu Nacional de Belas Artes do Rio, Museu Vaticano de Roma e nas coleções Gilberto Chateaubriand, Roberto Marinho, Banco Bozzano Simonsen, Gianni Agnelli (FIAT, de Turim) e Henry Kissinger. Seu trabalho é amplamente reconhecido por sua contribuição à arte moderna brasileira. Fani Bracher é uma artista plástica brasileira nascida em Belo Horizonte em 1934. Autodidata, desenvolveu uma vasta carreira ao lado de seu marido, Carlos Bracher, com quem compartilha a paixão pela pintura. Fani é conhecida por suas obras cheias de cores vibrantes e texturas, que retratam paisagens brasileiras, especialmente da cidade histórica de Ouro Preto, onde viveu por muitos anos. Sua obra explora temas como o cotidiano, a natureza e as formas arquitetônicas, em um estilo que mescla realismo e lirismo. Ao longo de sua carreira, realizou diversas exposições individuais e coletivas, consolidando-se como uma importante figura na arte brasileira. Vitrine Comunicação – Designer gráfico
PROJETO ARQUIVADO.