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A proposta busca realizar 3 (três) vivências de moda em diferentes estados brasileiros.. Serão atividades presenciais ministradas por educadores em parcerias regionais com ateliês de artistas negros e indígenas e/ou comunidades tradicionais, com o intuito de promover práticas decolonais, difundir e preservar tecnologias ancestrais junto ao ensino de moda e design. Em escolas públicas, realizar-se-á 3 (três) palestras de sensibilização em formato de roda de conversa.
As vivências são ações regionais levando impacto social a comunidades tradicionais e aldeias visitadas. As ações de conservação cultural têm diversas consequências para as comunidades, como a potencialização e a propagação das expressões artísticas, o aumento de renda e a recuperação da identidade cultural das sociedades.As atividades são voltadas para trazer novos conteúdos que não são abordados de forma sistemática, fugindo do padrão estética eurocentrada. Assim, pretende-se sensibilizar, conscientizar e instrumentalizar as pessoas para serem mobilizadores de novos modelos que promovam equidade e reduzam desigualdades sociais em conjunto com práticas sustentáveis. Tudo isso através da educação decolonial, antirracista, pluricultural com metodologia ecossistêmica.As atividades irão promover 3 imersões culturais com 2 dias de duração cada, com atividades que se estenderão ao longo de 5 horas diárias de visitas em campo com estilistas e criativos locais das cidades escolhidas, em diferentes Estados onde se realizarão as vivências. A atividade se compõem por formatos e experiências culturais em forma de rodas de conversa e oficinas práticas ao longo de cada dia. Como característica principal teremos temáticas centrais a serem abordadas por designers e estilistas que irão apresentar as perspectivas negros e indígenas sobre o mesmo tema. Desta forma, buscaremos proporcionar a possibilidade de vivência de temas correlacionados a partir de perspectivas e cosmovisões diversas, fortalecendo aspectos comuns onde o participante vivenciará o mundo Pindorama (indígena do Brasil), o das África e o afro-brasileiro, a partir dos conteúdos apresentados com protagonismo de fala. A história de cada uma das peças de vestuário e estamparias apresentadas ganham vida, sons, sotaques e falas de seus criadores e/ou daqueles que vivenciam as culturas apresentadas. As vivências serão iniciadas com uma roda de conversa ministrada por educadores negros e/ou indígenas para troca de saberes e sensibilização do tema, através das narrativas de suas experiências com apresentação de seus acervos pessoais. Ao longo da atividade serão compartilhados conhecimentos, da cultura e de um ou mais povos. O conteúdo é fruto de parcerias nacionais e internacionais, referenciados em conhecimentos e negócios centrados em saberes afro-ameríndios provenientes da escola de moda pluricultural Ewà Poranga. As oficinas acontecem em sequência às rodas de conversa e apresentam práticas de estamparia étnica, tecelagem, entre outras tecnologias ancestrais que serão um convite para o participante praticar e vivenciar o universo criativo africana e/ou indígena, apresentando a importância cultural e social destas estamparias e tessituras, suas simbologias, os direitos autorais envolvidos, conceitos de design de superfície e técnicas de criação. No fim da vivência de 2 dias todos terão oportunidade de experimentar de forma prática novas formas de pensamento, de consumo e de criação para produção e desenvolvimento de peças próprias.
2.1. OBJETIVO GERAL O objetivo geral do projeto é, através de vivências práticas com conteúdos decoloniais, difundir e valorizar conhecimentos afro e indígenas, conectando o universo criativo dos participantes às culturas ancestrais, envolvendo os saberes e os fazeres dos povos originários e diaspóricos. Desta forma, serão levantadas reflexões sobre a identidade cultural brasileira contribuindo para o combate ao racismo institucional e estrutural no segmento da moda e beleza. 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Os objetivos específicos deste projeto são: Apresentar 3 (três) vivências presenciais regionais, de 2 (dois) dias cada e duração de 5 (cinco) horas de atividades por dia;Produzir conteúdo e metodologia de trabalho para implementar nas 3 (três) Oficinas;Desenvolver as vivências em 3 (três) estados (Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia)Realizar no período 3 (três) palestras de sensibilização em Escolas Públicas.
O projeto aborda problemas específicos como: o apagamento cultural da contribuição dos povos originários e diaspóricos na construção da moda com identidade brasileira, o racismo institucional e estrutural no campo da moda e design. Para valorização desses saberes e fazeres apontamos práticas criativas onde o participante poderá vivenciar técnicas tradicionais em atividades com protagonismo afro e indígena. A definição de moda nem sempre esteve inserida no universo cultural. De acordo com Chataigner (2011), no Brasil, a compreensão da moda deve ser seguida de uma abordagem que privilegie o aspecto cultural, onde deve-se ter em conta a diversidade existente. Segundo Julia Vidal, "Quando pensamos na possível relação entre a diversidade cultural dos povos indígenas brasileiros e a moda, estamos tratando de sua perspectiva cultural. Afirmo isso porque o conjunto de produções de uma sociedade indígena, faz parte de uma rede complexa de simbolismos estéticos, culturais e espirituais que nunca se descolam um do outro" (Vidal et alias, 2020, p.26) Essa afirmação pode ser alocada também para a identidade cultural africanas e afro-brasileiras. A marginalização dos negros e indígenas no processo de construção do patrimônio cultural se revelou em muitas faces, e até hoje deixa resquícios em uma estrutura consolidada, racista e eurocêntrica, mesmo possuindo importância fundamental na identidade nacional brasileira. As contribuições estão presentes em elementos da dança, música, festas populares, culinária e, principalmente, na língua portuguesa falada no Brasil, que é fruto do processo de aculturação entre povos indígenas e negros. Pode-se dizer hoje que as tradições culturais negras já estão incorporadas na identidade brasileira, mas, é necessário trazer consciência e dar-lhes autoria para evitar a apropriação cultural. As culturas desses povos deixam marcas que não podem ser escondidas, mas, são em muitos casos, descaracterizadas ou tiveram sua propriedade compulsoriamente transferida e apagada. A valorização e conscientização por meio da educação de moda busca conservar, perpetuar e evitar o apagamento dessas manifestações culturais e tecnologias sociais. Por outro lado, nos deparamos com um dos principais problemas para as sociedades indígenas, atualmente, a perda das suas identidades culturais, ou seja, alguns grupos estão perdendo os costumes e as tradições. Essa afirmação provém da pesquisadora Maria Auxiliadora Cordeiro que fez levantamentos nas áreas do Javari, Juruá e Purus. Como exemplo disso pode-se citar perda das línguas indígenas: No Brasil há ainda 274 (das 1,2 mil que existiam antes da invasão europeia). Deste total, 190 correm o risco iminente de desaparecer segundo a UNESCO. "São vários os motivos para que isso ocorra: o contato com outras culturas, a idade avançada dos falantes e a falta de valorização dos povos indígenas influenciam para que as línguas acabam por desaparecer ao longo do processo histórico", explica Myriam Tricate (Colocar ano da publicação da citação depois da palavra UNESCO, coordenadora nacional do Programa de Escolas Associadas. Quanto à educação, conteúdos étnico-raciais são quase inexistentes nos currículos de moda e design, contrariando a obrigatoriedade da legislação para implementação do ensino das culturas africanas e indígenas no Brasil por mais de duas décadas, através das leis 10.639, 11.645, também indicadas para aplicabilidade no ensino superior, e o Estatuto da Igualdade Racial, 12.288. Segundo o Jornal de Brasília, 3% é o percentual de professores diversos dentro das universidades e a maioria dos estudantes brancos, representam 70% dos designers em formação (CES). Em um país que em que 60% da população é negra e indígena (IBGE 2021) como o Brasil, este é um grande revelador do racismo institucional. O Brasil é um país cuja diversidade de línguas, etnias, culturas e tradições, tanto de indígenas como da diáspora africana foram se perdendo ao longo do tempo. O patrimônio material, imaterial e intangível desses povos foi alvo de apagamento, tornando-se dominante as diretrizes eurocentradas e norte-americanas como referências culturais, o que se reflete particularmente no segmento da moda e beleza. Trazer esses conhecimentos de forma prática e compreender essa influência é ressignificar padrões de beleza brasileiros e valorizar os conhecimentos ancestrais desses povos que até hoje lutam para voltar a serem protagonistas da própria história, sem mais tutelas e apropriações. Como retirar "a venda colonial" e criar uma moda pluricultural, inclusiva e diversa? Acreditamos na educação decolonial através de oficinas, eventos e debates, facilitados por indígenas, africanos, afrodescendentes, que visam a ampla explanação dos conhecimentos, expressões culturais como vestimenta, culinária e mitologia dos povos, viabilizando a representatividade nas atividades com protagonismo dessas matrizes culturais no ensino de moda com identidade brasileira, valorizando e preservando a transmissão de saberes de povos originários. Para isso, o projeto reúne informações etnográficas e referências teóricas indispensáveis para a compreensão do papel e da riqueza cultural afro e indígena no mundo contemporâneo, permitindo subsidiar melhor e aprofundar aspectos entre a cadeia da produção da moda e do design com saberes originários, através da experiência da escola Ewà Poranga, que tem amplitude nacional e internacional com corpo docente e discente do mundo todo, trocando experiências e saberes diversos. As atividades irão promover 3 vivências culturais com 2 dias de duração cada, com atividades que se estenderão ao longo de 5 horas diárias de visitas em campo com estilistas e criativos locais das cidades escolhidas, em diferentes Estados. A atividade se compõem por rodas de conversa e oficinas práticas ao longo de cada dia. Como característica principal teremos temáticas centrais a serem abordadas por designers e estilistas que irão apresentar as perspectivas negros e indígenas sobre o mesmo tema. Desta forma, buscaremos proporcionar a possibilidade de vivência de temas correlacionados a partir de perspectivas e cosmovisões diversas, fortalecendo aspectos comuns onde o participante vivenciará o mundo Pindorama (indígenas do Brasil), o das África e o afro-brasileiro, a partir dos conteúdos apresentados com protagonismo de fala. A história de cada uma das peças de vestuário e estamparias apresentadas ganham vida, sons, sotaques e falas de seus criadores e/ou daqueles que vivenciam as culturas apresentadas. O projeto se enquadra nos seguintes incisos, dos seguintes artigos: Art 1º Fica instituído o Programa Nacional à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; III - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX _ priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3º Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacional
A divulgação será feita preferencialmente por campanhas digitais em redes sociais, contando com Comunicação estratégica que irá trabalhar de forma cooperada com as Agência de Comunicação, Agência de Marketing Digital e tráfego pago. Ao longo do projeto, usaremos as redes sociais como Instagram, Linkedin e Facebook provocando engajamento e participação do público e acompanhamento das ações por meio de fotos e vídeos de nossas atividades presenciais, registrando e publicando as atividades e convidando o público para participação nas diversas localidades. Além da prospecção de novo público contamos com 10 grupos de whatsapp e lista de inscritos de mais de 2.000 pessoas interessadas em atividades gratuitas que proporcionamos, estas pessoas estão no aguardo de uma oportunidade de participação em aulas e experiências como esta e portanto serão convidadas a participar através das comunicações feitas por nosso secretariado. Toda comunicação será publicada em nossos canais de comunicação com público em colaboração com os canais de nossa rede de instituições parceiras locais onde realizaremos as vivências. Desta forma prevemos a amplificação de nosso alcance mediante mailing, redes sociais e canais internos de comunicação da Ewà Poranga e da rede parceira, assim como inserções em diversas mídias de imprensa espontânea para a qual enviaremos nosso release.
4.1. PRODUTO PRINCIPAL: Vivências compostas por atividades de Roda de conversa, Oficinas e Visitas à ateliês ou comunidades tradicionais. Acessibilidade Física: As atividades serão realizadas em espaços com acessibilidade e sinalização indicativa para maior autonomia de todos os participantes, portadores ou não de deficiência física. Serão contratados monitores auxiliares para acompanhamento e adequação necessárias as necessidades de portadores de necessidades especiais, desde o local das vivências até nas práticas em si da atividade da roda de conversa, e das oficinas e visitas aos territórios tradicionais ou ateliês. Deficientes auditivos: As aulas presenciais contarão com tradução simultânea em libras. Deficiente visual: Os educadores facilitadores farão áudio descrição de imagens apresentadas nas atividades para pessoas com baixa visão ou cegas. 4.2. PRODUTO SECUNDÁRIO- CONTRAPARTIDA SOCIAL: RODAS DE CONVERSA COM ALUNOS/PROFESSORES DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Acessibilidade física: Nas atividades presenciais requisitamos a escola as diferentes deficiencias do publico para proporcionar as adaptações necessárias nos espaços onde realizaremos as atividades assim como na dinâmica da aula em si para facilitar a acessibilidade na experiência educacional como um todo. Deficientes Auditivos: Os conteúdos terão tradução simultânea em libras. Deficientes Visuais: Serão feitas áudio descrição de imagens para apresentar as peças de vestuário, estamparias, entre outros materiais, a fim de democratizar os conteúdos visuais para pessoas de baixa visão ou cegas. Em atendimento ao artigo 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, será reservada a cota de 50% para estudantes e professores da rede pública de ensino.
s ações do projeto serão disponibilizadas de forma gratuita a todo público, não havendo comercialização do produto. Os participantes das vivências irão se inscrever via formulário, estimando-se um público de 150 participantes nas atividades de oficinas (até 50 pessoas para cada uma das 3 sessões oferecidas ao público). Esse número é limitado pelas características das atividades. As rodas de conversa, acontecerão de forma franqueada, isto é, estarão abertas para qualquer pessoa que tenha interesse, ampliando assim o número de pessoas contempladas pelo projeto. Como medida de ampliação de acesso, em consonância com o prescrito no art.21 da IN nº02/2019 do Ministério da Cidadania serão disponibilizados em redes sociais os registros audiovisuais , isto é, poderão ser acessadas por todos que tiverem interesse, sem prejuízo do § 2º do art.22 da mesma IN. Da mesma forma, a captação de imagens de todas as atividades serão autorizadas, bem como a veiculação nas redes públicas de televisão e outras mídias.
Proponente: A proponente será responsável pelo gerenciamento das etapas e execução do projeto, incluindo a curadoria, negociação e contratação de fornecedores, entrega e recebimento de produtos e serviços, controle e execução financeira. A proponente será remunerada através dos custos administrativos do projeto previstos na planilha orçamentária. A remuneração pela captação de recursos será feita proporcionalmente ao que for captado. Currículo da idealizadora do projeto Julia Vidal Julia Vidal é descendente dos povos Marajoaras (PA) e de africanos. Designer gráfica, designer de moda, pós graduada em História-África Brasil, mestre em Relações Étnico-raciais, pós graduanda em Educação Escolar indígena, gestora da marca que leva seu próprio nome Julia Vidal: Etnias Culturais. Idealizadora e coordenadora educacional da escola Ewà Poranga. Professora de Narrativas afro-indígenas na moda brasileira no IED (Instituto Europeu de Design Brasil (RJ e SP), apoiadora da Universidade Pluriétnica Aldeia Marakanà (UIPAM), Embaixadora notável no Colabora Moda Sustentável e Conselheira da Rede Nacional de Afro Empreendedores REAFRO RJ. É autora de 4 livros com temáticas relacionadas ao design e moda afro e indígena e consultora para empresas que buscam valorizar a diversidade cultural brasileira em suas linhas de produtos. Currículo da gestora do projeto Ilse Maria Biason Guimarães Sócia fundadora da empresa IMBG Assessoria Empresarial, possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1975), mestrado em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1991) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). No Instituto by Brasil - IBB atuou como superintendente administrativa durante 15 anos e na Associação Brasileira de Componentes para couro, calçado e artefatos - Assintecal durante 25 anos. Nas instituições coordenou projetos culturais diretamente relacionados à economia e cidades criativas, como por exemplo, os projetos Referências Brasileiras e Iconografia local que resgatam valores e identidade local como forma de diferencial competitivo.Coordenou projetos com a União Europeia de Economia Circular. Atuou para o desenvolvimento de certificações de sustentabilidade. Coordenou projetos com o APL de Birigui sobre Transformação Digital e Sustentabilidade. Tem experiência em prestação de serviços de consultoria e assessoramento empresarial, pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de projetos culturais e economia criativa, atuando principalmente nos seguintes temas: negócios, inovação, sustentabilidade e transformação digital, inclusão e diversidade social. Professores facilitadores das vivências Ewà poranga Alma Kazure Xucuru: Pertencente ao povo Xucuru Ororubá. Multiartista, artista plástica, escritora e cantora. Promove saberes em tingimentos em têxteis, tecelagens diversas, criação de acessórios e cosméticos da floresta. Fundadora da Alma de Xonsé, a beleza que cura. É Juremeira, desenvolve produtos e serviços que mantém a floresta em pé, promove autoconhecimento e curas a partir da ciência verde através de medicinas da floresta feitas a partir do conhecimento ancestral da árvore/entidade Jurema Sagrada, em especial, entre outras ervas. Júlia Muniz de Souza é uma mulher indígena duas vezes, sua ascendência de origem é desconhecida e provém da linhagem paterna de Fortaleza (CE), estado onde vivem 16 povos originários. Na vida adulta foi adotada por uma família Xavante, onde ela recebeu seu nome indígena se tornando Julia Otomorinhori'õ Xavante e a missão de cacicado em caso do falecimento de sua irmã Xavante. Desta forma adotou o pertencimento étnico deste povo, esta história foi contada no livro Guerreiras = M´baima Miliguapy : Mulheres indígenas na cidade, e contribuiu na autoria coletiva do livro Cosmovisões X Moda, qual é a sua tendência? Contribuições para uma moda étnica e ética. É militante e professora, estimulando em experiências cotidianas seus alunos aos trabalhos de arte sob concepção das mais diversas etnias originárias brasileiras, tornando-se grande divulgadora das culturas indígenas em escolas da rede pública e ainda em cursos de especialização na Universidade Indígena Pluriétnica Aldeia Marakan´à (UIPAM) e na Ewà Poranga, em suas aulas de artes visuais e de etnologia. Daise Rosas é psicóloga, Mestre em Educação, Doutoranda em Psicologia, idealizadora do Cores da Floresta, projeto de preservação da tecnologia ancestral de tingimento natural atuante em diversos lugares do Brasil (regiões Norte, Nordeste e Sudeste). Mentora do MentPreta Programa de Mentoria da REAFRO, Diretora Regional Rio de Janeiro ECOWAS BRazil Chamber of Commerce e Moderadora de Negócios Internacionais do Afreaka Brasil Fashion Business. Kaká Portilho é designer de moda, internacionalista, especialista em Neurociência e física em consciência, doutoranda do curso de Antropologia Social. Fundadora do Instituto Hoju. Coordenadora do Centro de Altos Estudos e Pesquisas Afro Pindoramicas e do PPMAEE da Univerkizazi/UKAY. Consultora em ESG, Equidade Racial e Desenvolvimento Econômico Sustentável - Economia Ecológica ou Economia Matriarcal. Fundadora da Sociedade Matriarcado Afreekano no Brasil, Co-Fundadora do Afreaka Brasil Fashion Business. Aboua Kumassi Koffi Blaise: Nascido e formado em Licenciatura Espanhol na Costa do Marfim, é mestre e doutor pela USP-SP. Traditerapeuta da espiritualidade africana tem se dedicado à introdução no Brasil da ciência milenar do Laturu-Ifa Bambara, uma das vertentes mais genuína da Geomancia Africana. Atualmente é Pós-doutorando na Universidade Federal de Sergipe pelo Departamento de História no programa ProfHistória dentro do projeto África no Brasil tecendo redes de solidariedade. Lecionou na Escola Ewà poranga e IED SP facilitando temáticas relacionadas a moda e design africano na contemporaneidade e arte têxtil da Costa do Marfim.
PROJETO ARQUIVADO.