Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Propostas
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Links úteis
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 241711Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

PROJETO SÓCIOCULTURAL MALEZINHO

Claudio Souza de Araujo
Solicitado
R$ 197,3 mil
Aprovado
R$ 197,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2024-10-01
Término
2025-10-01
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

O projeto sociocultural Malezinho é uma ação social da Associação Cultural e Carnavalesca Malê Debalê, que beneficia mais de mil crianças e adolescentes da cidade de Salvador por ano, especialmente negros e negras. O projeto sociocultural tem como centralidade proporcionar acesso gratuito à cultura afro-brasileira e, nessa edição, também contará com aulas temáticas. O projeto sociocultural contará com dois tipos de oficinas: ensaios da banda Malezinho, aulas de dança afro e contação de histórias e lendas afro-brasileiras. As oficinas serão realizadas duas vezes por semana, sempre entre a Casa da Música e a sede do Bloco Malê Debalê, ambos em Itapuã, com intuito de fomentar o equipamento cultural do Estado da Bahia através de ações sociais da sociedade civil, para além do espaço da Instituição.

Sinopse

O Projeto Sociocultural Malezinho, iniciativa social do Associação Cultural e carnavalesca Malê Debalê, iniciado em 1995, representa um compromisso duradouro com a promoção da cultura afro-brasileira entre crianças e adolescentes em Salvador. Ao longo dos anos, o projeto evoluiu para incorporar aulas temáticas que unem arte-educação e narrativas culturais, consolidando-se como uma referência na promoção da cultura afro-brasileira entre as crianças.Com efeito, seguindo a tônica dos trabalhos já realizados pelo malê, o presente projeto almeja operar uma ação proporcionando a democratização do acesso à cultura afro-brasileira, possibilitando a ampliação do acesso a bens culturais, especialmente voltados para a cultura negra, que é historicamente apagada e marginalizada no contexto da história oficial. Esse objetivo será alcançado através da oferta de oficinas variadas e de ensaios para a banda Malezinho, proporcionando o acesso constante da população negra aos bens culturais herdados. Sabemos que, do ponto de vista da educação, existe a Lei nº 10.639/03, que institui a necessidade do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas. Entretanto, essa Lei é pouco cumprida e as ações sociais e culturais do Bloco Malê Debalê almeja contribuir nesse sentido, proporcionando alcançar também a preservação e difusão da memória, história e patrimônio cultural da Bahia, especificamente a cultura afro-brasileira, reforçando que a Bahia é composta por 80% de sua população por negros e negras, entre pretos e pardos. As atividades oferecidas ainda incluem ensaios da banda Malezinho, que proporcionará às crianças uma imersão nos ritmos e técnicas percussivas, aulas de dança afro que incentivam a expressão corporal e a valorização das tradições, além de sessões de contação de histórias e lendas afro-brasileiras. Realizadas duas vezes por semana na Casa da Música, em Itapuã, e na sede do Bloco Malê Debalê, essas oficinas visam não apenas formar artisticamente as crianças, mas também atuar como uma ferramenta de fortalecimento identitário e inclusão social.O Projeto Malezinho busca impactar positivamente mais de mil participantes ao longo do ano, de maneira rotativa – contando com oficinas de curta carga horária, difundida nos colégios públicos municipais e estaduais do bairro de Itapuã e imediações. O projeto tem foco especial na comunidade negra, promovendo o acesso gratuito e significativo à cultura afro-brasileira. Estrategicamente planejadas para fomentar o equipamento cultural do Estado da Bahia por meio de ações sociais conduzidas pela sociedade civil, as atividades visam contribuir para a formação integral das novas gerações, consolidando-se como uma iniciativa essencial para a preservação e celebração das tradições culturais. Opera, portanto, na tentativa de mobilizar os equipamentos culturais de Salvador, dinamizando um espaço cultural do bairro de Itapuã, que é o foco de trabalho do bloco desde a sua fundação. A partir daí, o projeto propõe uma ação descentralizada dentro da cidade de Salvador, focando em espaços culturais e tradicionais que vão além da prefeitura-bairro Centro e do Centro Histórico.Todas essas ações são importantes para contribuir na resolução do problema do acesso a cultura afro-brasileira por crianças e jovens negros da cidade de Salvador, que muitas vezes levam tempo para se identificarem enquanto negros e mais tempo ainda para terem acesso a perspectivas culturais herdadas pela tradição negra brasileira. Nesse sentido, as metas – realização de oficinas, ensaios da banda, ações descentralizadas em Itapuã etc, – enfocam no trabalho de contribuir na difusão da cultura afro-brasileira na juventude negra da cidade de Salvador.Durante cada ano, haverá uma avaliação contínua do projeto, com ajustes e adaptações conforme necessários. Todo início de ano haverá reuniões de planejamento e organização, junto a produção do projeto, com vias a executar da melhor forma as ações continuadas de oficinas e ensaios. A manutenção de parcerias estratégicas com órgãos públicos, organizações sociais e empresas locais é uma constante para fortalecer a iniciativa. Durante a execução, serão realizados relatórios de avaliação do processo educativo e avaliar com mais qualidade como as oficinas vêm atingindo a comunidade local e a juventude negra. As oficinas serão avaliadas pela coordenação do projeto, além da equipe pedagógica contratada para um melhor resultado e difusão da cultura afro-brasileira através das oficinas de arte-educação.Na etapa de Pós-Produção, a avaliação anual será conduzida de maneira abrangente, com enfoque no progresso em relação aos objetivos e metas estabelecidos. O feedback da comunidade e dos participantes desempenha um papel crucial na identificação de áreas passíveis de melhoria e na implementação de adaptações necessárias. Essa retroalimentação contínua é instrumental para garantir que o projeto esteja sempre alinhado com as necessidades dinâmicas da população atendida.A metodologia e as estratégias serão revisadas periodicamente, permitindo ajustes contínuos com base nas lições aprendidas e nas evoluções identificadas ao longo do processo. O planejamento antecipado para o ano seguinte incorpora essas lições, promovendo uma execução cada vez mais eficaz e adaptada às demandas específicas da comunidade. Relatórios anuais detalhados serão produzidos, documentando o desempenho do projeto, as conquistas alcançadas e os desafios enfrentados, servindo como indicadores das metas e permitindo uma melhor avaliação e planejamento para o ano seguinte, solucionando eventuais problemas ou pontos fracos. Além disso, esses relatórios servem como uma ferramenta de transparência e prestação de contas.A clipagem e registros visuais das atividades são sistematicamente coletados e organizados, proporcionando uma documentação histórica e uma ferramenta de comunicação poderosa para demonstrar visualmente o impacto do projeto. Essa abordagem multifacetada na avaliação e documentação garante uma gestão eficiente e uma comunicação eficaz ao longo de toda a execução do projeto.

Objetivos

A Associação Recreativa Cultural e Carnavalesca Malê Debalê tem como objetivo dar visibilidade às produções culturais oriundas da comunidade de Itapuã, em especial, às produções das oficinas realizadas pela Associação junto à comunidade, através de ações s serem realizadas no período de 01/10/2024 à 01/10/2025, dentro do prazo previsto em edital. Deste modo, o Malê Debalê, enquanto entidade cultural, possibilitará a participação dos povos tradicionais e periféricos nas oficinas e eventos que ocorrerão em Salvador, promovendo a inclusão sociocultural como direito humano fundamental, além do fortalecimento do pertencimento étnico e a promoção do empreendedorismo, com vistas a realçar e difundir as manifestações culturais africanas, colocando-a em destaque. Com isso, além de valorizar as produções artísticas protagonizadas por pessoas negras da comunidade local, a existência do Malê, há mais de 45 anos, em festejos tradicionais de Salvador, proporciona o fomento cultural e econômico-financeiro da região não apenas durante o período e local do festejo, mas durante todo o intercurso anual de preparação. No projeto atual, a Instituição almeja impactar diretamente na vida e no contexto cultural de mil jovens, entre crianças e adolescentes do bairro de Itapuã, especialmente negros e negras e estudantes da rede pública municipal e estadual. Existe um problema comum de acesso educativo e de reconhecimento dos signos afro-brasileiros por parte da população negra, mesmo em uma cidade reconhecida como a mais negra fora da África. Essa falta de reconhecimento se dá por conta do atravessamento de uma cultura racista, que por muitos anos enxergou a cultura negra como inferior, distinta da cultura brasileira. Apesar de já haver avanços significativos, do ponto de vista formal e político, na luta contra o racismo, é de fundamental importância a realização de projetos que busquem mitigar os efeitos causados por essa prática consolidada em nosso país há muitos anos. Diante disso, o projeto almeja encontrar caminhos possíveis para solucionar essa questão da falta de acesso a cultura negra dentro do território de Salvador, aliando o fomento à democratização e ao acesso a bens culturais da cultura negra, assim como estimulando a juventude a frequentar oficinas gratuitas de arte-educação, que além de possibilitar reencontrar e valorizar sua própria identidade, também oferece uma perspectiva de educação artística, ensinando novas técnicas - como tocar instrumentos musicais, aprender sobre a história de importantes figuras da comunidade negra brasileira, entre outras possibilidades. O Projeto Sóciocultural Malezinho irá realizar 48 oficinas de arte-educação, com aulas de dança afro, contação de histórias e lendas afro-brasileiras e aulas de instrumentos e música com ensaios da Banda Malezinho explorando ritmos e técnicas percussivas. Serão disponibilizadas 75 vagas por oficina, que ocorrerão no período de 01/10/2024 a 01/10/2025, na sede da Associação Cultural e Carnavalesca Malê Debalê, localizada no bairro de Itapuã. O Projeto Sóciocultural Malezinho contará ainda com dois eventos descentralizados, contando como marcador de início e fim do projeto socialcultural dos Malezinhos com a apresentação da banda Malê Debalê. os eventos também acontecerão na sede da Proponente, com estimativa de público de 1.200 pessoas.

Justificativa

A Associação Cultural Recreativa e Carnavalesca Afro Malê Debalê, doravante proponente, foinfundada em 1979, surgiu em edecorrência da agitação politico-estético-musical que emergiu em Salvador naquela época e criou blocos como o Cacique do Garcia, Apaches do Tororó (1968), Ile Aiyê (1974) e Comanches do Pelourinho (1975). Inspirado na revolta dos Malês, ocorrida em 1835, em Salvador, o Malê Debalê surge sem esconder o seu alinhamento com a luta pela liberdade e pela autodeterminação, como fizeram homens e mulheres pertencentes à religião islâmica que organizaram e protagonizaram, com a participação de pessoas escravizadas de diversas outras etnias e religiões africanas, uma das mais importantes sublevações contra o escravismo no Brasil. Sendo um dos mais antigos blocos afro carnavalescos de Salvador, o Malê Debalê contribuiu para a produção circular de saberes historicamente elaborados pela cultura negra baiana porque desenvolveu um modo próprio de fazê-lo. O Projeto Sóciocultural Malezinho tem como grandes objetivos: proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional e estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, enquadrando-se fielmente nos incisos IV e VIII, do arti 1º da Lei 8313/91. O Malê Debalê, ao longo de sua trajetória, vem executando ações de:i) a criação estético-cultural (musicalidade, danças, desfiles, ensaios e tantas outras formas de produção cultural afrocentrada);ii) implantação de projetos sociais nas comunidades, valorizando a produção cultural, a educação, o empreendedorismo negro e o empoderamento de mulheres;ii) desenvolvimento de ações políticas que reforçam a noção de pertencimento comunitário.É inegável que a proponente possui em seu DNA e sua história - que completa 45 anos nesse ano de 2024, princípios de valorização e fomento da cultura baiana, guardando absoluta compatibilidade com o que está sendo buscado no edital.São mais de quatro décadas reafirmando a sua representatividade cultural, política e comunitária, legitimada no reconhecimento da população itapuãzeira pelas suas ações voltadas à educação e à cultura de crianças, adolescentes e jovens. A vocação que nos fez ser considerado o maior balé afro do mundo, pelo The New York Times. Seguindo essa tônica, respeitando a veia histórica do Malê de Malê, o objetivo do projeto não poderia ser outro se não o de instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos, previsto na alínea "c" do art. 3º lei 8313/91. Para comprovar a experiência da proponente em execuções de projetos da mesma natureza, destaque-se entre as diversas atividades comunitárias desenvolvidas pelo Malê Debalê, o oferecimento de curso de Profissionalização em Informática, através de parceria com Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET - e o Centro de Estudos Afro Orientais _ CEAO/UFBA; o Projeto de Formação de Agentes Multiplicadores de Percussão em parceria com a UFBA cujo objetivo possibilitou o conhecimento teórico de música e percussão aos Mestres da Banda Male, garantindo a preservação e disseminação de tais conhecimentos; Programa de Qualificação Profissional, no ano de 2002, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego; a capacitou 100 alunos no curso de Técnicos em Manutenção de microcomputadores em parceria com a SECOMP; o Curso de Formação Continuada para Educadores no ensino fundamental; Ensaios do Malê Debalê; Festival de Música Malê Debalê; escola Municipal Malê Debalê e dezenas de outros. O Malê Debalê tem desempenhado um papel crucial na preservação e celebração da cultura afro-brasileira em Salvador. Em sintonia com essa missão, o Projeto Malezinho, iniciado em 1995, representa uma extensão significativa desse compromisso, focalizando crianças e adolescentes na disseminação dos elementos culturais afro-brasileiros. Ao longo dos anos, ambos têm se destacado como agentes de inclusão social e fortalecimento identitário, especialmente para a comunidade negra. O histórico da proponente evidencia sua contribuição para a promoção da cultura afro-brasileira desde sua fundação, resgatando e preservando tradições afro-brasileiras que remontam a origem do povo brasileiro. O Malê Debalê é considerado o maior bale afro do mundo! Bloco foi pioneiro ao contar a cultura afro-brasileira, através da música e dança. Com uma trajetória que se confunde com o carnaval de Salvador e da cultura baiana, o Malê Debalê se consolidou como uma instituição comprometida com a valorização das raízes culturais afro-brasileiras. A continuidade e aprimoramento do Projeto Malezinho é fundamentada em sua contribuição inestimável para a formação integral das novas gerações, especialmente aquelas provenientes da comunidade negra. O projeto atua como um catalisador de inclusão social, oferecendo não apenas formação artística, mas também fortalecimento identitário, contribuindo para a construção de uma sociedade mais diversificada e equitativa. O projeto visa não apenas manter suas atividades, mas também expandir seu alcance, consolidando-se como uma referência nacional na promoção da cultura afro-brasileira entre crianças e adolescentes. Com um histórico de parcerias estratégicas e adaptações contínuas, o Malezinho está preparado para enfrentar desafios futuros, aproveitando lições aprendidas para uma execução cada vez mais eficaz e alinhada às necessidades dinâmicas da comunidade atendida. A continuidade do projeto é essencial para garantir que as futuras gerações tenham acesso à riqueza e diversidade da cultura afro-brasileira, promovendo a inclusão, o respeito às tradições e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Especificação técnica

A metodologia do Projeto Malezinho abrange a definição de procedimentos e diretrizes fundamentais para a realização das ações apoiadas pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), bem como a descrição do processo de pesquisa utilizado para obtenção dos dados e indicadores apresentados na proposta. Essa abordagem metodológica visa garantir uma execução eficiente e alinhada aos objetivos estabelecidos, além de assegurar transparência, qualidade e avaliação contínua das atividades propostas. Nesse contexto, a definição dos procedimentos e diretrizes inclui o estabelecimento de reuniões estratégicas no início de cada ano, a condução contínua das ações, e a manutenção constante de parcerias para fortalecer a iniciativa.Para começar, anualmente, será elaborado um plano estratégico detalhado, estabelecendo metas específicas para cada objetivo da parceria. Esse planejamento servirá como guia para as atividades ao longo do ano. A gestão do público-alvo será uma prioridade, envolvendo a identificação e segmentação do público-alvo, concentrando esforços em estratégias de divulgação e sensibilização para garantir a participação ativa de crianças e jovens negros e periféricos, especificamente de Itapuã e imediações.O fortalecimento do projeto se dará por meio de parcerias estratégicas com órgãos públicos, organizações sociais e empresas locais, enriquecendo as ações culturais e sociais. A execução do projeto compreenderá a realização de aulas e oficinas. Isso será complementado pelos ensaios da banda do Bloco Malê Debalê, além da promoção de eventos culturais e sociais no espaço da sede do Bloco.Será conduzida uma pesquisa demográfica junto a órgãos públicos e ao IBGE para compreender a distribuição demográfica da população de jovens no bairro alvo. Uma pesquisa de necessidades será realizada por meio de questionários e entrevistas para compreender as necessidades específicas da juventude, orientando as atividades culturais e de lazer.Manter registros precisos de presença nas aulas, oficinas e ensaios, bem como dos eventos permitirá uma avaliação clara da adesão dos beneficiários. O feedback dos participantes será obtido por meio de pesquisas de satisfação e coleta de feedback qualitativo, fornecendo insights sobre a qualidade percebida e áreas de melhoria. A análise de indicadores quantitativos, como o número de beneficiados, aulas realizadas e participação em eventos, será utilizada para avaliar o alcance das metas.Reuniões periódicas serão realizadas para revisar o andamento do projeto e efetuar ajustes estratégicos conforme necessário. Ao final de cada ano, uma avaliação abrangente medirá o progresso em relação aos objetivos e metas propostos. Diálogos regulares com a comunidade e participantes serão promovidos para obter feedback direto e sugestões, garantindo a adaptação contínua do projeto às necessidades reais.

Acessibilidade

Para garantir a acessibilidade e inclusão no presente projeto sócioculturals, o local destinado ao evento é equipado e organizado de maneira a acolher todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Dentre as medidas já adotadas de acessibilidade do local estão: Acesso Sem Barreiras, com entradas, saídas e corredores amplos e livres de obstáculos, com rampas de acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção; vagas de estacionamento reservadas, com áreas de estacionamento próximas às entradas do local com vagas reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Com a aprovação do Projeto Sócio Cultural Malezinho no Rouanet nas Favelas, serão implantada condições mais aprimoradas de acessibilidade, permitindo que todos desfrutem plenamente das experiências culturais oferecidas. Para isso serão adotadas as seguntes medidas: Banheiros Adaptados: Banheiros acessíveis, equipados com barras de apoio, espaço suficiente para manobra de cadeiras de rodas e pias e espelhos em alturas acessíveis. Sinalização Adequada: Sinalização visual clara e em braile, incluindo placas indicativas de espaços, serviços e rotas de fuga, além de piso tátil para orientação de pessoas com deficiência visual. Assentos Reservados: Assentos reservados e espaços adequados em teatros, cinemas e outros espaços de apresentação para pessoas com deficiência, garantindo boa visibilidade e conforto. Equipamentos de Assistência Auditiva: Disponibilização de sistemas de loop indutivo, fones de ouvido ou dispositivos de áudio descrição para pessoas com deficiência auditiva. Interpretação em Libras: Oferecimento de serviços de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em apresentações, palestras e eventos para garantir a inclusão de pessoas surdas. Materiais em Formatos Acessíveis: Disponibilização de materiais de apoio, programas e catálogos em formatos acessíveis, como braille, áudio ou fontes ampliadas, para pessoas com deficiência visual. Treinamento de Equipe: Capacitação de funcionários e voluntários para atender e auxiliar pessoas com diferentes tipos de deficiência, garantindo um ambiente acolhedor e inclusivo. Feedback e Melhoria Contínua: Implementação de um sistema para receber feedback de visitantes sobre a acessibilidade do local e serviços oferecidos, visando aprimorar constantemente as condições de acessibilidade.

Democratização do acesso

Quanto ao acesso às atividades, o projeto visa a universalidade, proporcionando inscrições online e presenciais nas sedes do Malê Debalê. As aulas e ensaios, fundamentais para a proposta, são realizados nestes locais, garantindo fácil acesso à comunidade. Importante destacar que todas as atividades do Projeto Malezinho são gratuitas, removendo barreiras financeiras e garantindo a participação de todos os interessados, especialmente crianças e adolescentes da comunidade negra. Em termos de distribuição gratuita, o Projeto Malezinho beneficia diretamente crianças e adolescentes da comunidade negra, enquanto materiais produzidos, como registros visuais e relatórios, são disponibilizados gratuitamente em eventos e escolas. A transparência e comunicação eficaz são prioridades, mantendo um website informativo, além da divulgação de informações claras em todos os canais de comunicação. Relatórios anuais detalhados são divulgados para a comunidade, órgãos financiadores e parceiros, fortalecendo o compromisso com a transparência e prestação de contas. No âmbito da mobilização do público-alvo e promoção do acesso, o Projeto Sóciocultural Malezinho adota estratégias diversificadas para garantir uma participação abrangente e inclusiva.A divulgação é realizada de maneira abrangente, utilizando mídias sociais como Facebook, Instagram e Twitter, além de estabelecer parcerias com escolas públicas para a distribuição de material impresso nas comunidades. Entrevistas em programas de rádio e televisão locais, bem como presença em eventos culturais e festivais, complementam essa abordagem, assegurando que a proposta seja conhecida de forma ampla. A estratégia envolve também uma abordagem diferenciada para a promoção de acesso, com ênfase em parcerias com escolas públicas para ampliar o alcance das atividades. Adicionalmente, a colaboração com órgãos públicos municipais e estaduais, bem como empresas locais, fortalece a presença do projeto em diferentes setores da comunidade. A descentralização de eventos culturais visa ampliar o impacto em diversas áreas de Salvador, garantindo a diversidade de participação.

Ficha técnica

Claudio Souza de Araújo será o diretor executivo do Projeto Sócioculturall Malezinho. Experiência Profissional: há mais de 13 anos tem desenvolvido uma série de atividades voltadas para a conscientização da população negra acerca de seus direitos civis. Sua atuação inclui ações pedagógicas e político-culturais, como o Bloco Afro Malê Debalê, a Banda Malê, a Escola Malê Debalê, o Projeto de Extensão Pedagógica, a Escola de Arte Educação Banda Malêzinho a Escola Profissionalizante e outras. Por conta desse percurso, vem acumulando prêmios e reconhecimento na Bahia, no Brasil e no exterior. Inúmeras são suas contribuições para o resgate e a afirmação da cultura de origem africana no Brasil. Entre outras listamos: Participação na produção dos três discos do Malê Debalê; Criador do projeto social Malêzinho; Produtor de artistas nacionais e estrangeiros, nos eventosdo Malê Debalê; Membro da Comissão;Criador do Troféu um Abraço Negro; Organizador do carnaval Malê Membro da Comitiva Oficial de Intercâmbio Cultural Bahia -Santomé e príncipe; Consultor para a criação de blocos afros no Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo e fortaleza; esponsável pelo Projeto de Extensão Pedagógica e pela Escola Profissionalizante do Malê Debalê; Membro das comissões de ida ao DF com pautas voltadas na reparação e ajustes financeiros junto a Fundação Cultural Palmares; Membro da Coordenação do Fórum Intermunicipal de Cultura; Presidente da liga dos blocos Afros, afoxés, índios e pessoas afins; produtor cultural;Criador do CMEI primeiro passo Malê Debalê; Fundador do centro de Cultura Malê Debalê; Membro do Fórum de entidades negras da Bahia.Algumas das premiações recebidas: Premium Atarde; Homenagem no Afoxé filhos de Gandhy; Troféu da revista; Prêmio Dodô e Osmar. Celso Lázaro Gomes de Souza será o Coordenador técnico de música. Nascido em uma família que sempre valorizou a música e a cultura local, desde muito cedo se viu envolvido em manifestações artísticas e culturais. Ainda na infância e adolescência já participava de Bailes Pastoris, Ternos de Reis, Lavagem Nativa, Grupo de percussão e afins. Assim, envolver-se profissionalmente foi muito rápido, os 14 anos já era percussionista profissional. Experiência profissional: 1993 Grupo Percussivo e Cultural Swing daTerra; 1994 Banda Axé(Aracaju); 1995 a 1997Banda Trem de Luxo1998Início do trabalho com Produção; 1998 a 2020 Bloco Afro Malê Debalê –IluminaçãoCênica1998Responsável Técnico –São João da Cidade de Presidente Tancredo Neves; 1999Responsável Técnico –São João da Cidade de Catu2000Responsável Técnico –São João da Cidadede Catu e Wenceslau Guimarães2001Responsável Técnico –São João da Cidade de Capelado Alto Alegre2002Responsável Técnico –São João da Cidade de Juazeiro; 2003 a 2005 Responsável Técnico –São João da Cidade de Cachoeira2003/2004Arte Educador –Complexo Costado Sauipe2006Volta às atividades musicais2006Banda Kasagrande; 2006 a 2020Banda Cacau com Laranja2008 a 2020Lavagem de Itapuã –Membro da Comissão organizadora2012 a 2019Arraiá daTradição –Criaçãoedireção; 2012 a 2020Fundador da Mosaico eventos2014 a 2020Banda EssênciaMística2015/2016Bando de Papel –Projeto Amigos da Escola –Município de Boa Nova/Distrito deValentim2016 a 2023Bloco Afro Malê Debalê –Coordenação de Infraestrutura eLogística; 2022 a 2023 Festival de Samba Junino de Itapuã –Coordenador. Josélio de Araújo será o Produtor Cultural.Experiência Profissional: É um dos fundadores do Bloco Afro Malê Debalê. Organizador das festas em Itapuã–Lavagensecarnaval. Um dos idealizadores do Fórum de Entidades Negra (1998). Idealizador da Marcha Zumbi dos Palmares, que ocorrem no dia 20 de novembro, na cidade do Salvador; Idealizador do grupo infantil Malezinho, a partir das crianças e jovens da baixa da Soronha e Alto de abaete, que participavam dos ensaios e eventos do Bloco. Idealizador da Festa de Oxum, que ocorre na Lagoa do Abaeté; Idealizador da Gincana de Itapuã; Idealizador do café da manhã das lavadeiras, no mês de maio. Além disso,é organizador e promotor de eventos esportivos em Itapuã, como corridas, futvolei, futebol de praia e campeonatos de futebol, no Abaeté e no ex-combatente, em Itapuã. Agnaldo Souza Fonseca será o Coordenador de Dança.Experiência Profissional: Dançarino profissional desde 1990, fez parte de vários grupos folclóricos da cidade de Salvador/BA, culminando em integrar a Companhia Balé Folclórico da Bahia, sob a direção de Walson Botelho (Vavá). Participou de Oficinas de Danças Afro-brasileiras com oGrupo Odundê da Escola de Dança da UFBA, Cursos Livres de Ballet Clássico com o Mestre Carlos Morais, Dança Moderna com o Professor Zebrinha. Formado pela Escola de Dança da Fundação Cultural do estado da Bahia –FUNCEB. Curso de Dança Moderna pelo Serviço Social do Comércio (SESC) com a Professora Tânia Bispo. Atuou como Bailarino nas Escolas de Ballet: Ebateca, Tereza Cintra, Advanced Ballet e Escola Contemporânea de Dança de Fátima Suarez, todas localizadas em Salvador/BA. Integrou as Companhias “Dance Brasil” da Capoeira Fundation de Nova York, sob a direção de Jelon Vieiras, “Jorge Silva Companhia de Dança”, e atualmente integra o corpo do “Balé do Teatro Castro Alves” (BTCA), sob a direção de Ana Paula Bolsas. Trabalhou com coreógrafos contemporâneos como: Rosângela Silvestre, Armando Pekeno, Cristina Castro, Paullo Fonsêca, Luiz Arrieta, Tíndaro Silvano, Felix Rucket, Cláudio Bernardo, Raymundo Bispo (Mestre King), Augusto Omolú, Renivaldo Nascimento (Flexinha), Nehle Frank, Tuca Pinheiro, Ismael Ivo,Marcelo Moacyr, Carlos Morais, Lícia Morais, Marilza Oliveira, dentre outros. Atualmente está Coordenador do Departamento de Dança da Associação Cultural e Carnavalesco Malê Debalê -Salvador/BA. Membro do Grupo de Pesquisa GIRA –CNPq (UFBA), e do núcleopedagógico do Grupo de Estudos de Danças Afro-Brasileiras –GEDAR, tendo como líder a Dra. Sueli Conceição

Providência

PROJETO ARQUIVADO.