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PRONAC 241717Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Espetáculo Teatral - Nós

REPEAT IDIOMAS E CULTURA LTDA
Solicitado
R$ 715,4 mil
Aprovado
R$ 715,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-01-15
Término
2025-08-15
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Espetáculo inédito: "Nós" baseado no romance homônimo de Yevgeny Zamyatin que acontecerá em São Paulo durante o primeiro semestre de 2025 e prevê 24 apresentações. O período total do projeto é de 7 meses (1 mês de preparação: contratação de equipe e local de ensaio, 3 meses de ensaio e preparação de elenco, 2 meses de apresentação e 1 mês de pós-produção). A pesquisa e performance teatral será realizada por 6 atores.

Sinopse

"Nós" é um romance distópico de Yevgeny Zamyatin, escrito em 1920 e publicado em 1924, ambientado em um futuro onde a sociedade é totalmente controlada pelo Estado. A narrativa é conduzida pelo diário de D-503, o engenheiro-chefe responsável pela construção da nave espacial Integral, destinada a levar a ordem do Estado Único ao universo. Nesta sociedade, a individualidade é suprimida em nome do bem coletivo, e a vida é regida por leis matemáticas precisas, visando a máxima eficiência e uniformidade e os humanos se comportam como máquinas, como engrenagens à serviço do “todo”. Os habitantes do Estado Único vivem em casas de vidro, sem privacidade, e seus atos são meticulosamente programados pelo Livro das Horas. Em meio a essa realidade, a vida de D-503 começa a mudar após conhecer I-330, uma mulher misteriosa e sedutora que o introduz a um mundo de emoções, questionamentos e à resistência contra o regime autoritário. Ao se envolver com I-330 e o grupo de rebeldes, D-503 começa a sofrer uma crise existencial, confrontando-se com sentimentos e pensamentos que desafiam as rígidas normas do Único Estado. A descoberta do "eu", a luta contra a desumanização, e a busca por liberdade tornam-se temas centrais enquanto D-503 navega por essa jornada de autoconhecimento e rebelião. "Nós" é uma obra pioneira do gênero distópico, influenciando futuros romances como "1984" de George Orwell e "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley, e permanece uma crítica poderosa aos extremos do coletivismo, ao controle autoritário, à perda da individualidade e à perda da humanização. A narrativa é uma exploração profunda da liberdade, do poder de escolha e da essência visceral da humanidade que anseia por expressão em um mundo sob o jugo de um Estado autoritário e mecanizado.

Objetivos

Objetivo Geral: A escolha de adaptar "Nós" de Yevgeny Zamyatin para o palco é profundamente enraizada na relevância atemporal e na urgência da mensagem do livro diante dos desafios contemporâneos. À medida que avançamos na era digital, com sua crescente prevalência de tecnologia, redes sociais e inteligência artificial, as questões de privacidade, autonomia, liberdade individual e pensamento crítico tornam-se cada vez mais gritantes. A sociedade retratada em "Nós" espelha, de forma profética, nossas preocupações atuais sobre a desumanização e a erosão da individualidade em favor de uma coletividade homogeneizada. O romance de Zamyatin, escrito logo após a Revolução Russa, foi uma das primeiras críticas literárias ao totalitarismo e à ideia de um Estado onipresente e onipotente, que ao nosso ver tem um paralelo direto com o "estado online", "a internet", as ferramentas de inteligência artificial e as redes sociais. A sua visão distópica de uma sociedade onde os cidadãos são reduzidos a números e a vida é ditada por uma lógica fria e calculista ressoa com os temores atuais e algorítmicos de um futuro onde a tecnologia ultrapassa a compreensão e controle humanos, levando a possíveis abusos de poder e perda de liberdades. Esta adaptação teatral, com sua divisão cênica representando a dicotomia entre o passado humanista e um presente tecnológico, serve como uma crítica visual e narrativa aos riscos da dependência tecnológica e à crescente alienação em nossa sociedade. Através da personagem de I-330 e seu impacto sobre D-503, a peça explora a importância da rebelião contra as estruturas opressivas e a redescoberta dos valores humanos essenciais como amor, liberdade e escolha individual. Além disso, a estética e abordagem propostas para a montagem visam engajar o público de maneira profunda. Tendo em vista que o espetáculo é uma percepção de D-503, um ser "desumanizado" que recobra o contato com sua humanidade, conceitualizamos o desenvolvimento do espetáculo pautado na estética impressionista, estimulando a percepção à respeito das sensações vividas por alguém que recupera sua individualidade. Ao desafiar as noções convencionais de conformidade e libertação, o espetáculo convida o público a uma jornada introspectiva para redescobrir a essência da humanidade e a importância da liberdade individual em um mundo que muitas vezes valoriza a ordem sobre a autenticidade.Objetivo específico: O projeto tem o compromisso de maximizar sua visibilidade e o impacto do seu conteúdo por meio de uma divulgação ampla e bem planejada que inclui o uso de redes sociais, parcerias com personalidades influentes, cobertura da mídia e cooperação com entidades educacionais e organizações não governamentais. Além disso, estão programados encontros com especialistas após algumas apresentações e oficinas que se debruçam sobre a peça e seus temas, com o intuito de promover uma compreensão mais profunda e encorajar um diálogo entre os envolvidos. Um dos focos do projeto é garantir uma representação fiel dos temas de desumanização e redescoberta da humanidade apresentados na peça. Para isso, os atores participarão de um intenso período de preparação e estudo que incluirá pesquisas, discussões em grupo e análise de personagens, visando não só o aperfeiçoamento técnico, mas também uma maior internalização dos assuntos complexos tratados. O treinamento visa capacitar o elenco a interpretar seus papéis de maneira convincente e sensível. Espera-se que esse processo de imersão habilite os atores a capturar e transmitir efetivamente as sutilezas e profundidades da obra. O objetivo final é gerar um impacto cultural e social marcante, fazendo do espetáculo um ponto de partida para diálogos importantes, motivando os espectadores a ponderarem sobre suas existências e interações com os demais. O projeto é, portanto, um convite para uma reflexão social conjunta sobre o papel de cada um na manutenção da essência humana em um contexto de crescente automatização.

Justificativa

O projeto "Nós" é direcionado a um público amplo e diversificado, abrangendo desde frequentadores de teatro até aqueles que raramente, ou nunca, tiveram a oportunidade de ir ao teatro. Usando da Lei de Incentivo à Cultura pretendemos atrair uma audiência variada, incluindo estudantes, profissionais, membros da classe artística e, crucialmente, queremos atingir indivíduos de comunidades que tradicionalmente não frequentam teatros com objetivo de formação de novos públicos. O espetáculo é concebido para ser uma ferramenta de reflexão, provocando questionamentos sobre como estamos nos tornamos aos poucos mais robóticos, apáticos, automáticos e pouco autênticos. Sendo assim, nosso foco é especialmente dirigido àqueles interessados em se desafiar e olhar para si. Os fundos serão dedicados para desenvolver um espetáculo de altíssima qualidade e para atingir um público mais amplo com estratégias de marketing feitas por uma equipe qualificada, além de estratégias inclusivas e colaborações com organizações comunitárias, escolas e/ou grupos culturais para estimular o interesse e viabilizar o acesso à arte e cultura e assim estabelecer discussões e reflexões em diversas camadas da sociedade sobre o caminho que o ser humano está caminhando no século XXI.

Especificação técnica

Cenário: Ao entrarmos no domínio de "Nós", somos recebidos por um cenário que é uma dicotomia viva entre o passado e o futuro. O palco é dividido de forma diagonal por um tecido com transparencia que demarca dois universos distintos. De um lado, testemunhamos uma casa antiga, um relicário da era atual representada com móveis clássicos como uma cama, um armário grande, um tapete, uma mesa-lateral e quadros. Esta casa é uma espécie de museu, uma cápsula do tempo que preserva a estética e a essência de um tempo menos mecanizado. Do outro lado, a estética é radicalmente diferente. Composta exclusivamente por materiais translúcidos, provavelmente feitos de acrílico. A área é um mosaico de cubos de diferentes tamanhos, um armário minimalista e uma escada, todos feitos a partir deste material transparente. Essas "peças" permitem uma reorganização dos ambientes criando cenários dinâmicos que mudam no decorrer do espetáculo e refletem diferentes facetas dessa sociedade futurista - suas casas, a ala médica, o tribunal e a fábrica. Essa dualidade estética entre os lados do palco serve como uma metáfora visual para o contraste entre a humanidade do passado e a desumanização do futuro. A concepção cenográfica para "Nós" é uma representação física das dicotomias exploradas na narrativa: passado versus presente, quente versus frio, humano versus máquina. Através deste cenário contrastante, a montagem visualiza a luta eterna entre o desejo de progresso e a necessidade de manter a conexão com nossos valores humanísticos fundamentais, um equilíbrio delicado que desafia nossa era digital. Figurino: O figurino em “Nós", assim como o cenário, será dividido em dois grupos, um contraste marcante entre trajes cinzentos (que mais se assemelha à uniformes), símbolos de conformidade e supressão da individualidade impostos pelo Estado Único, e as vestimentas "clássicas" usadas pela personagem I-330, que emergem como poderosos emblemas de resistência, sedução e personalidade. Enquanto os uniformes padronizados apagam as distinções pessoais, transformando seus portadores em peças intercambiáveis de uma vasta máquina social, as roupas de I-330, com sua estética inspirada em uma era anterior à ascensão do Estado Único (Roupas de hoje em dia), falam de uma época onde a individualidade era não apenas permitida, mas celebrada. Essa dicotomia além de sublinhar a tensão entre o coletivo e o individual, reforça visualmente o tema da peça de que a verdadeira essência humana reside na capacidade de ser único, de resistir e de se expressar livremente. Iluminação: O conceito de iluminação em "Nós" é uma peça fundamental na narrativa visual da montagem, desenhada não apenas para delinear o ambiente futurista com cortes de luz precisos e esteticamente futuristas, mas também para mergulhar profundamente nas experiências subjetivas de D-503, refletindo sua turbulenta jornada interior. Com inspiração no impressionismo, usaremos projeções que serão utilizadas para transportar o público para dentro da mente de D-503, onde as percepções são filtradas através de suas emoções e descobertas. Essas projeções, com suas texturas e cores fluindo sobre o palco, buscam capturar a essência das suas revelações e conflitos internos, criando um diálogo visual entre o mundo rígido e controlado do Estado Único e o despertar tumultuado de D-503 para a complexidade da condição humana. Este uso da iluminação e projeção não apenas enriquece a estética da peça, mas também amplifica o impacto emocional da história, permitindo que o público experimente de forma mais íntima as nuances de sua luta interior e a beleza efêmera de seus momentos de realização.

Acessibilidade

- Acesso para deficientes físicos e idosos (Rampas ou elevadores) - Lugares para cadeirantes - 4 apresentações com intérprete de libras

Democratização do acesso

As apresentações serão oferecidas a preços populares (R$60,00 inteira e R$30,00 meia) aos sábados e domingos e simbólicos (R$10,00 inteira e R$5,00 meia) às sextas, visando a inclusão de uma audiência diversificada. 4 Sessões gratuitas (Com bate-papo ao final) - Um total de 400 ingressos gratuitos disponíveis para o público. Cota de 320 ingressos gratuitos para patrocinadores e divulgação.

Ficha técnica

Direção: Diretor(a) de alto renome convidado(a) - Ainda em negociação Adaptação da obra: Victor Hugo Sorrentino Direção de Arte (cenografia e figurino): Mariana Bueno Elenco: Beatriz Pereira | Débora Vianna | Henrique Figueiredo | Julia Rosa | Victor Hugo Sorrentino | Vinícius Árabe VICTOR HUGO SORRENTINO – Ator, 27 anos, iniciou seu contato com o teatro aos 9 quando entrou no grupo "Porta Emperrada" sob a direção de Juliano Barone onde ficou por 7 anos. Aos 16, ingressou na "Escola de Atores Wolf Maya" na qual concluiu o curso profissionalizante. Em seguida, participou dos workshops "O Corpo Poético" e "Falemos de Amor" ministrados pelo ator do “Teatro de Soleil” Sebastian Brottet-Michel. Passou dois anos estudando o uso da voz com o diretor André Garolli e em paralelo co-funda a "Cia. Ruídos de Arte", companhia independente de Teatro, onde, conduzido por Artur Ramos, faz uma pesquisa baseada no corpo e no teatro físico em cima dos ensinos do pedagogo francês Jacques Lecoq por 1 ano e meio. Em novembro de 2017 começa a estudar no Grupo TAPA, onde inicialmente participou dos cursos: "A Fala do Ator no Teatro", "Realismo Britânico", "Realismo e outros Ismos" e "A Constituição da Personagem" conduzidos por Brian Penido Ross, Guilherme Sant'Anna e Eduardo Tolentino de Araújo. Após este período é convidado a participar ativamente de projetos do grupo, realizando diversas funções como: atuação, tradução de peças, operação de luz e assistência de produção. Ao longo de sua trajetória como ator participou dos espetáculos: "O Auto da Compadecida", "Eles não usam Black-Tie", "O Inspetor Geral" e "Um trem chamado desejo" (sob direção de Juliano Barone), "O Tambor e o Anjo" (André Garolli), Pirandellianas (Inês Aranha), Peer Gynt (Sérgio Ferrara), Virilhas (Rafael Salmona), Ruídos do Inconsciente (Artur Ramos). Um Chá das Cinco (Eduardo Tolentino de Araújo), Bata Antes de Entrar (Eduardo Tolentino) No cinema participou de 3 longa-metragens: Passagrana (Ravel Cabral), Cyclone (Flávia Castro) e As Vitrines (Flávia Castro). Começou a traduzir espetáculos teatrais como: "Brincando com o fogo" (August Strindberg) para o grupo TAPA, "Uma Casa de Viúvos" (Bernard Shaw) em parceria com Eduardo Tolentino de Araújo, "Incidente em Vichy" (Arthur Miller) e Henrique 4 Parte 1 (William Shakespeare). Por fim, traduz e adapta no ano de 2021 os espetáculos Henrique IV parte I, Henrique IV parte II e Henrique V no espetáculo “HAL”. Adaptou os textos “Nós”, “Em um Beco” e “Revolução dos Bichos” para teatro. HENRIQUE FIGUEIREDO – Ator, 32 anos, formado pela Escola de Arte Dramática - EAD/ECA/USP (2016), pelo curso de Atuação da SP Escola de Teatro (2013), e pelo Teatro Escola Macunaíma (2012). Foi integrante da 16ª turma do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP, em 2017. Atualmente, cursa o terceiro período da graduação em Artes Cênicas na Universidade de São Paulo. Atuou nas peças “Bodas de sangue” (2010), de Federico García Lorca, direção de Lúcia de Léllis; “O Santo Inquérito” (2011), de Dias Gomes, direção de Alex Capelossa; “Medeia Zero” (2011), adaptação da obra de Eurípedes, direção de Lúcia de Léllis; “Real-Ações | Re-Ações | Relações em Trânsito” (2011), direção de Renata Kamla; “Ensaio sobre a cegueira” (2012), a partir da obra de José Saramago, direção de Lúcia de Léllis; “Romeu e Julieta” (2013), de William Shakespeare, direção de Bete Dorgam; “Na solidão dos campos de algodão” (2014), de Bernard-Marie Koltès, direção de Isabel Setti; “.Fatzer – um estudo” (2015), de Bertolt Brecht, direção de Cristiane Paoli-Quito; “A visita da velha senhora” (2015), de Friedrich Dürrenmatt, direção de Celso Frateschi; “A Inconstância da Vontade” (2016), direção de Kenia Dias; “Acúmulos” (2018), texto de Kenia Dias, Ricardo Garcia e Marcio Abreu, direção de Kenia Dias e Ricardo Garcia; “A Comédia dos Erros” (2018), com a Cia. Nefanda, texto de William Shakespeare, direção de Maristela Chelala, indicada ao prêmio APCA de Melhor espetáculo para público jovem - 2018; e “Pequeno Monstro”, com texto e direção de Pedro Leão. No cinema, atuou no curta-metragem “Quito”, com direção de Rui Calvo (2014). Na televisão e streaming, atuou na série “Aruanas” (Globoplay), direção de Carlos Manga Jr. e Estela Renner.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.