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PRONAC 242165Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Vôo do Pássaro Negro II - desvelando preconceitos a partir de processos educacionais em arte

48 787 883 ALINNE VIEIRA TEIXEIRA
Solicitado
R$ 551,0 mil
Aprovado
R$ 551,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
GO
Município
Goiânia
Início
2024-08-20
Término

Resumo

O projeto"O Vôo do Pássaro Negro II - desvelando preconceitos a partir de processos educacionais em arte" promove reflexão sobre mitos africanos e teatralidade por meio de vivências em 10 cidades de Goiás. Dando continuidade no projeto "O Vôo do Pássaro Negro" realizado em 2021 com o apoio da Lei Aldir Blanc, no qual estudantes da cidade de Goiânia-GO participaram das oficinas e a culminância dos conteúdos difundidos nas oficinas foi produzido um vídeo-book e disponibilizado para as escolas. Na segunda edição, professores da Educação Básica do Estado de Goiás participam do projeto. Uma apresentação artística e uma palestra, seguidos de 04 (quatro) oficinas com material pedagógico elaborado pelo projeto. Como contratartida, ainda serão ofertados gratuitamente 02 cursos online com carga horária de 40horas cada um. Todas as ações serão registradas para a elaboração de um mini-documentário e um e-book dos conteúdos ministrados. Todas as ações sãogratuitas com mecanismos de acessibilidade - intérprete de libras e audiodescrição.

Sinopse

Contação de Histórias Grupo de Teatro Plenluno Duração:30min Contar histórias, em todas as culturas, sempre foi um modo de expressar valores e incentivar virtudes. Nada como as histórias de tradição oral para revelar o modo de sentir e de viver de um povo. As quatro histórias recontadas por Ana Maria Machado revelam um pouco da riqueza cultural dos povos africanos. Intervenções artísticas com contos africanos inspirados na Obra de Ana Maria machado - Histórias Africanas; PALESTRA: “Troca de saberes e experiências: ações antirracistas na educação” (com Audiodescrição, Libras, material pedagógico digital para leitor de tela)Palestrante: Jackson Douglas Leal Silva Duração: 60mim Proposta: Busca-se tecer narrativas sobre as ações realizadas por profissionais da educação em suas instituições de ensino. O objetivo dessa troca de saberes e experiências é convocar a construção de novas agendas efetivas e afetivas para a educação brasileira, que sejam antirracistas. Dessa forma, iremos construir e fortalecer nossa comunidade de aprendizagem, significados e afetos. Assim, nas palavras de bell hooks (1952-2021), "a cultura dominante tentou alimentar o medo em nós, tentou nos fazer optar pela segurança em vez do risco, pela uniformidade em vez da diversidade. Superar esse medo, descobrir o que nos conecta, apreciar nossas diferenças; esse é o processo que nos aproxima, que nos oferece um mundo de valores compartilhados, de uma comunidade significativa". Oficina 01: “Construção de objetos pedagógicos com bonecas Abayomi” (com Audiodescrição, Libras, material pedagógico digital para leitor de tela) Professora/Oficineira: Jackson Douglas Leal Silva Descrição: A proposta visa identificar e valorizar elementos de origem africana e/ou afro-brasileira para a elaboração de materiais pedagógicos em escolas de educação básica. Para isso, serão utilizados materiais como projetor, notebook e tesouras durante a oficina. São utilizados também pedaços de tecido preto de 24cm x 12cm, pedaços de tecido preto de 24cm x 5cm, pedaços de tecido colorido de 14cm x 8cm e duas tiras finas de tecido. A fundamentação da atividade está relacionada à abayomi, que é uma fonte histórica, e à Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "história e cultura afro-brasileira". Essa lei altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A metodologia da atividade consiste em uma contextualização histórica por meio de uma aula expositiva-interativa, seguida de um diálogo. Em seguida, confeccionarão as bonecas abayomi. Ao final da atividade, cada participante irá apresentar sua boneca aos demais e contar sua experiência ao ter acesso a elementos da cultura africana e afro-brasileira, destacando como isso pode contribuir para o processo de ensino-aprendizagem. Oficina 02: “Expressão corporal e ancestralidade negra” (, Libras, material pedagógico digital para leitor de tela) Professora/Oficineira: Alinne Vieira Teixeira Descrição: A presente oficina oferecerá aos participantes vivências práticas corporais inspiradas na cultura africana e afro-brasileira, com o objetivo de promover a representatividade negra, consciência corporal e afirmação da identidade étnico-racial entre professores(as) e estudantes de escolas públicas de Salvador. A atividade terá início com uma contextualização por meio de uma aula expositiva-interativa sobre a cultura musical afro-religiosa e renomados artistas brasileiros negros que se destacam no cenário artístico. Em seguida, será realizado um diálogo com os participantes para que possam compartilhar suas percepções acerca dessa primeira etapa. Posteriormente, a parte prática da oficina, na qual serão utilizadas músicas afro-religiosas e provenientes do cenário musical negro-brasileiro. Os participantes serão convidados a explorar movimentos corporais e expressões artísticas inspiradas nessas influências culturais. Ao término da oficina, será concedida a cada participante compartilhará sua experiência ao entrar em contato com elementos da cultura africana e afro-brasileira, proporcionando uma reflexão sobre como essa vivência pode contribuir para aprimorar a educação e o processo de aprendizagem. A oficina busca criar um espaço de valorização e celebração da ancestralidade negra, fomentando a conexão entre corpo, cultura e identidade, ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas para a prática pedagógica. Oficna 03: “Experienciando a estética negra” (com Audiodescrição, Libras, material pedagógico digital para leitor de tela) Professora/Oficineira: Izabelle Eleonora Rosa Mamede Descrição: A oficina busca promover a compreensão do corpo como uma representação simbólica, explorando a relação histórica do corpo negro, bem como os significados e os sentidos atribuídos à estética negra. Ademais, serão abordadas as questões de preconceito, racismo e discriminação presentes nos espaços sociais, sobretudo no ambiente escolar, e suas consequências na trajetória de vida dos estudantes. A oficina também objetiva instruir e vivenciar técnicas específicas de caracterizações e estética negra, voltadas para professores(as). A atividade terá início com uma contextualização por meio de uma aula expositiva-interativa sobre a construção histórica do corpo negro no Brasil e as adversidades enfrentadas por pessoas negras em relação ao racismo. Posteriormente, os participantes serão convidados a experimentar elementos da maquiagem social direcionada à pele negra. Ao término da oficina cada participante compartilhará sua experiência ao ter acesso aos elementos da estética negra e discutir sua aplicabilidade no cotidiano, refletindo sobre como esses conhecimentos podem contribuir para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Desse modo, a oficina tem como propósito fomentar uma compreensão mais ampla da estética negra, desafiando estereótipos e preconceitos, além de proporcionar novas perspectivas para a construção de um ambiente escolar mais inclusivo e representativo. Espetáculo - O Vôo da Patativa (com Audiodescrição, Libras, abafadores de som, maquete tátil, programa digital para leitor de tela, programa em Braille) Grupo de Teatro INAI Duração: 60min A seca implacável, a fome e as injustiças sociais assolam a casa da família de Patativa, um sertanejo que enfrenta seus últimos dias ao lado de sua esposa Belinha, consumido pela dor da perda de sua filha Nanã. Enquanto Belinha busca conforto na fé, esperando pelo retorno da lucidez de seu marido, Patativa se afunda cada vez mais na insanidade, encontrando esperança na melodia dos pássaros, que o faz sonhar com o retorno de sua amada filha.

Objetivos

Objetivo Geral (re) conhecer a negritude, combater o preconceito e capacitar educadores para que levem a experiência para seus alunos. O projeto "O VOO DO PÁSSARO NEGRO II - desvelando preconceitos a partir de processos educacionais em arte" tem como objetivo geral promover o(re)conhecimento da negritude e combater o preconceito a partir de vivências artísticas e capacitação dos professores da educação básica de Goiás. Por meio de uma abordagem reflexiva, dialógica e dialética, o projeto busca desvelar preconceitos, explorando os mitos africanos e a teatralidade na mediação e intervenção cênica. A segunda edição do projeto proporcionará uma experiência enriquecedora, por meio de um dia de programação presencial, composta por uma intervenção de contos africanos, palestra informativa, três oficinas temáticas, além de três cursos online de 40h cada. As oficinas abordarão as seguntes temáticas: construção de objetos pedagógicos com bonecas Abayomi, expressão corporal e ancestralidade negra, experiência estética negra. Além dessa programação, será produzido e entregue para os professores um material educacional/criativo interativo elaborado previamente pelo Grupo de pesquisadores envolvidos no projeto e um web designer, para que os participantes das oficinas possam levar o conteúdo para a sala de aula e inserir o conteúdo nos seus planejamentos. O material didático será composto de manual impresso com o passo a passo das três oficinas com QR Code com video book com legenda, Libras e audiodescrição, para que os professores participantes possam reproduzir as oficinas em sala de aula com seus alunos. Após o ciclo de oficinas ofertados durante o dia, finalizamos a primeira etapa do projeto com o espetáculto O Vôo da Patativa com o Grupo de teatro INAI. Sobre o espetáculo O Vôo da Patativa: "Patativa" é uma emocionante imersão nas profundezas do sertão brasileiro, explorando temas como a seca, a esperança e a resiliência humana. Inspirado nas poesias de Patativa do Assaré e construído com a colaboração de uma equipe comprometida com o desenvolvimento da linguagem teatral, o espetáculo oferece uma experiência única e emocionante. A peça conta a história de Patativa, um sertanejo que passa seus dias inconformado com amorte de sua filha Nanã, enquanto Belinha, sua esposa, se ampara em orações crendo um dia ter de volta a sanidade de seu companheiro, que a cada canto dos pássaros fica mais insano e esperançoso com o retorno de sua filha. A realização da peça foi pensada inteiramente para proporcionar uma experiência inclusiva para um maior número de pessoas, especialmente para espectadores cegos, com baixa visão e deficiência intelectual, recebendo um trato inovador que parte de uma escrita dramática audiodescritiva. A acessibilidade foi considerada desde a idealização até todos os processos de produção da peça. A segunda etapa do projeto visa a execução de 03 cursos online de 40 horas ofertado aos professores presentes na primeira etapa. Os cursos terão as seguintes temáticas: Arte e movimento - técnicas das linguagens artísticas na Educação Infantil, Ações antirracistas na educação e Ações Anticapacitistas na Educação. Todo o projeto será acompanhado por uma equipe de filmagem, que irá registrar as ações e colher depoimentos para a criação de um mini documentário, com o objetivo de divulgar e disseminar o projeto amplamente para o público em geral posteriormente. Com o propósito de alcançar um amplo público, todas as atividades do projeto serão gratuitas e contarão com a presença de intérprete de Libras, promovendo acessibilidade e inclusão. Ao engajar os participantes por meio das vivências artísticas, o projeto busca despertar a consciência crítica, valorizar a diversidade cultural e, assim, contribuir para a construção de uma sociedade justa e igualitária, livre de preconceitos. Com uma abordagem cuidadosamente planejada e focada na transformação social, "OVOO DO PÁSSARO NEGRO II" visa provocar reflexões profundas, estimular diálogos enriquecedores e promover mudanças significativas no entendimento danegritude, fortalecendo o combate ao preconceito e encorajando o reconhecimento e valorização da riqueza cultural africana. Objetivos Específicos * Promover a circulação dos bens culturais da cidade de Goiânia no Estado de Goiás nas seguintes cidades: Terezópolis, Guarinos, Uirapuru,Monte Alegre, Mimoso de Goiás, Varjão, Leopoldo de Bulhões, Baliza, Guaraíta e Santo Antônio da Barra. * Estimular a transformação cultural e educacional, selecionando cidades com os menores IDH de cada região de planejamento do Estado de Goiás. * Realizar a abertura do projeto nas cidades selecionadas, por meio de um vídeo de apresentação que introduza os objetivos e propósito do projeto, mostrando cenas da primeira edição e os objetivos da segunda edição. *Apresentar 10 (dez) contações de histórias (01 em cada cidade), envolvendo os participantes em narrativas envolventes e inspiradoras, visando despertar a curiosidade e valorização dos mitos e tradições africanas. *Realizar uma palestra com o tema: "Ações antirracistas na educação" em cada uma das 10 cidades selecionadas, abordando temas relevantes relacionados negritude, preconceito e diversidade cultural dentro das escolas. Essa atividade visa promover reflexões críticas e incentivar o diálogo construtivo sobre essas questões. *Promover 40 oficinas, sendo 4 em cada uma das 10 cidades selecionadas, abordando os seguintes temas: Construção de objetos pedagógicos com bonecas Abayomi,Expressão corporal e ancestralidade negra, Experienciando a estética negra e Despertando Vozes: Vivenciando a ancestralidade negra na dramaturgia. Durante asoficinas, será fornecido material educacional/criativo para que os professores tenham todo o conteúdo das 4 oficinas como base na elaboração de seus planejamentos, e possam disseminar a experiência entre seus alunos. *Realizar 10 bate-papos, um em cada cidade, após as oficinas, criando um espaço de diálogo e troca de experiências entre os participantes. Essa atividade permitirá que os participantes compartilhem suas percepções, dúvidas e aprendizados adquiridos durante as atividades. *Realizar apresentações (uma em cada cidade) do espetáculo O Vôo da Patativa, do Grupo de Teatro INAI. Ação voltada para os professores, bem como para a comunidade em geral. *Registrar as ações e colher depoimentos, por meio de filmagem, fotografia e gravação em áudio, dos participantes de todas as cidades e criar um mini documentário e um ebook para distribuir para o público geral. *O projeto visa atender 1.200 professores, sendo 120 em cada uma das 10 cidades do Estado de Goiás, com o total de 81 ações (apresentações artísticas, palestras, oficinas, bate-papos e mini-doc).

Justificativa

O projeto "O VOO DO PÁSSARO NEGRO II: desvelando preconceitos a partir de processos educacionais em arte" surge como resposta ao persistente preconceito racial existente na sociedade brasileira/goiana, especialmente no âmbito da educação. O processo histórico de formação da imagem do negro no Brasil foi permeado por hierarquias, exploração e opressão, resultando em uma posição hostil para a população negra. Apesar das mudanças ao longo do tempo, é evidente que o preconceito racial ainda permeia e afeta diversas esferas sociais. Nesse contexto, o projeto propõe uma reflexão crítica sobre o preconceito racial e seus desdobramentos sociais e culturais. Busca-se desvelar os conceitos pré estabelecidos e reconhecer a negritude, valorizando a cultura afro-brasileira, bem como a identidade da população negra.Acredita-se que essa reflexão crítica possa despertar uma consciência mais sensível em relação às questões ligadas à negritude. Para a escolha das cidades participantes, foi cosiderado dois aspectos fundamentais: em primeiro lugar, buscou-se uma abrangência ampla, alcançando o maior número de goianos. Para isso, selecionamos uma cidade de cada região de planejamento do Estado, baseando em uma lista elaborada pela Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás (SEGPLAN). Em segunda instancia, leva-se em conta dados relevantes, como os índices de Taxa de Analfabetismo (ITA) e Desenvolvimento Humano (IDH) de cada região, fornecidos pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB). Essas informações fornecem parâmetros importantes para direcionar as ações formativas, reflexivas e culturais às comunidades em situação de vulnerabilidade social. O ambiente escolar foi o espaço de realização escolhido para a execução do projeto devido aos recorrentes problemas de preconceito racial nas instituições de ensino. Crianças,adolescentes e jovens sofrem com o racismo, seja por não se reconhecerem como negros, seja pela presença marcante da discriminação no contexto social. Compreender que a formação da cultura do preconceito em relação ao negro é influenciada pela constituição da imagem do negro na cultura brasileira e pela falta de reconhecimento de sua identidade. Nesse sentido, a Lei 10.639/03 respalda a presente proposta, pois, declara a obrigatoriedade do ensino de história da África e Afro-brasileira na educação básica. O projeto "O Voo do Pássaro Negro", propõe a experimentação e vivência como ponto de partida para que essesprofessores possam levar aos seus alunos o reconhecimento de sua afro-brasilidade como ponto de partida. A escola é o locus de relações sociais que estruturam emarcam o processo de socialização de cada indivíduo. Sendo assim, é necessário repensar, ter esse novo olhar tanto para a vítima que sofre o ataque quanto para opreconceituoso, pois todos sofrem. Aquele por experimentar na própria pele os ataques dessa cultura do preconceito e este por viver em um sistema de alienaçãoque foi ditado há muitos tempos atrás e não saber o que é. O projeto "O VOO DO PÁSSARO NEGRO II" busca estimular a consciência crítica, desconstruir estereótipos, valorizar a diversidade étnico-racial,desenvolver habilidades artísticas e promover o respeito à diversidade, bem como promover a inclusão e a equidade racial no ambiente escolar, fortalecer a identidade dos estudantes, sensibilizar os participantes para a arte e a estética, e fomentar a reflexão sobre representações e estereótipos raciais. Por meio de ações artístico-pedagógicas como contação de histórias, palestras, oficinas e capacitação para professores, pretende-se combater o preconceito racial, valorizar a diversidade e contribuir para a decolonização do pensamento e dos discursos dentro da sala de aula. O projeto "O VOO DO PÁSSARO NEGRO II" busca ser um marco na desconstrução para uma educação antirracista, que reconheça e valorize a diversidade étnico-racial na sociedade brasileira. A execução do projeto se dá nas seguintes cidades: Terezópolis, Guarinos, Uirapuru,Monte Alegre, Mimoso de Goiás, Varjão, Leopoldo de Bulhões, Baliza, Guaraíta e Santo Antônio da Barra. As mesmas possuem os menores IDH de cada região de planejamento do Estado de Goiás, portanto, a proposta pretende estimular a transformação cultural e educacional. A contação de histórias permite uma conexão com as vivências e narrativas da cultura afro brasileira, despertando em crianças, adolescentes e jovens a valorização da diversidade e o reconhecimento das contribuições culturais e históricas. A palestra e oficinas oferecidas para os professores da Educação Básica proporcionam um espaço de fruição, aprendizado e capacitação, abordando temáticas como ancestralidade, decolonialidade. Através desse processo, pretende-se não apenas fornecer conhecimentos teóricos, mas também fortalecer a atuação dos educadores como agentes de transformação e combate ao preconceito racial em sala de aula. Sobre a palestra "Troca de saberes e experiências: ações antirracistas na educação" Na proposta buscaremos tecer narrativas a respeito das ações que são produzidas por profissionais da educação em suas instituições de ensino. O intuito dessa troca de saberes e experiências é um chamado para se construir novas agendas antirracistas afetiva e efetiva para a educação brasileira. Desta forma construiremos e fortaleceremos nossa comunidade de aprendizagem, significados e afetos. Assim, nas palavras de bell hooks (1952-2021) a "cultura do dominador tentou alimentar o medo dentro de nós, tentou nos fazer escolher a segurança em vez do risco, a semelhança em vez da diversidade. Deslocar-se nesse medo, descobrir o que nos conecta, nos divertir com nossas diferenças; esse é o processo que nos aproxima, que nos oferece um mundo de valores compartilhados, de uma comunidade significativa". Sobre a oficina De Objetos Pedagógicos com Bonecas Abayomi: A proposta dessa atividade é identificar e valorizar elementos de origem africana e/ou afro-brasileira para a elaboração de materiais pedagógicos em escolas de educação básica. Para isso, serão utilizados materiais como projetor, notebook e tesouras durante a oficina. Para o bom andamento da atividade, é necessário que os participantes tenham os seguintes materiais: um pedaço de tecido preto de 24cm x 12cm, um pedaço de tecido preto de 24cm x 5cm, um pedaço de tecido colorido de 14cm x 8cm e duas tiras finas de tecido. A fundamentação da atividade está relacionada à abayomi, que é uma fonte histórica, e à Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "história e cultura afro-brasileira". Essa lei altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A metodologia da atividade consiste em uma contextualização histórica por meio de uma aula expositiva-interativa, seguida de um diálogo sobre a primeira parte. Em um segundo momento, os participantes serão dispostos em círculo para facilitar a compreensão da atividade. Em seguida, eles irão confeccionar as bonecas abayomi. Ao final da atividade, cada participante irá apresentar sua boneca aos demais e contar sua experiência ao ter acesso a elementos da cultura africana e afro-brasileira, destacando como isso pode contribuir para o processo de ensino-aprendizagem. Sobre a oficina de expressão Corporal e Ancestralidade Negra: Essa proposta de oficina oferecerá aos participantes a oportunidade de vivenciar práticas corporais inspiradas na cultura africana e afro-brasileira, com o objetivo de promover a representatividade negra, consciência corporal e afirmação da identidade étnico-racial entre professores(as) e estudantes de escolas públicas de Salvador. A atividade terá início com uma contextualização por meio de uma aula expositiva-interativa sobre a cultura musical afro-religiosa e renomados artistas brasileiros negros que se destacam no cenário artístico. Em seguida, será realizado um diálogo com os participantes para que possam compartilhar suas percepções acerca dessa primeira etapa. Posteriormente, terá início a parte prática da oficina, na qual serão utilizadas músicas afro-religiosas e provenientes do cenário musical negro-brasileiro. Os participantes serão convidados a explorar movimentos corporais e expressões artísticas inspiradas nessas influências culturais. Ao término da oficina, será concedida a cada participante a oportunidade de compartilhar sua experiência ao entrar em contato com elementos da cultura africana e afro-brasileira, proporcionando uma reflexão sobre como essa vivência pode contribuir para aprimorar a educação e o processo de aprendizagem. Dessa maneira, a oficina busca criar um espaço de valorização e celebração da ancestralidade negra, fomentando a conexão entre corpo, cultura e identidade, ao mesmo tempo em que oferece novas perspectivas para a prática pedagógica. Sobre a oficina de experiência estética negra: O propósito desta oficina é promover a compreensão do corpo como uma representação simbólica, explorando a relação histórica do corpo negro, bem como os significados e os sentidos atribuídos à estética negra. Ademais, serão abordadas as questões de preconceito, racismo e discriminação presentes nos espaços sociais, sobretudo no ambiente escolar, e suas consequências na trajetória de vida dos estudantes. A oficina também objetiva instruir e vivenciar técnicas específicas de maquiagem voltadas para professores(as) e estudantes de escolas públicas de Salvador. A atividade terá início com uma contextualização por meio de uma aula expositiva-interativa sobre a construção histórica do corpo negro no Brasil e as adversidades enfrentadas por pessoas negras em relação ao racismo. Posteriormente, os participantes serão convidados a experimentar elementos da maquiagem social direcionada à pele negra. Ao término da oficina, será concedida a cada participante a oportunidade de compartilhar sua experiência ao ter acesso aos elementos da estética negra e discutir sua aplicabilidade no cotidiano, refletindo sobre como esses conhecimentos podem contribuir para aprimorar o processo de ensino-aprendizagem. Desse modo, a oficina tem como propósito fomentar uma compreensão mais ampla da estética negra, desafiando estereótipos e preconceitos, além de proporcionar novas perspectivas para a construção de um ambiente escolar mais inclusivo e representativo. Além dessa programação, será produzido e entregue para os professores um material educacional/criativo interativo elaborado previamente pelo Grupo de pesquisadores envolvidos no projeto e um web designer, para que os participantes das oficinas possam levar o conteúdo para a sala de aula e inserir o conteúdo nos seus planejamentos. O material didático será composto de manual impresso com o passo a passo das três oficinas com QR Code com video book com legenda, Libras e audiodescrição, para que os professores participantes possam reproduzir as oficinas em sala de aula com seus alunos. O espetáculo O Vôo da Patativa do Grupo de Teatro INAI (Instituto Arte e Inclusão), apresenta uma poética teatral audiodescritiva, ou seja, desenvolvida com acessibilidade tanto para a atriz quanto para o público com deficiência visual, intelectual, pessoas idosas, autistas e comunidade em geral sem deficiência, aumentando as possibilidades de experiências sensoriais dilatadas com o recurso de acessibilidade integrado à poética da obra. Além de contar com a tradução simultânea de intérpretes de Libras. O espetáculo se destaca pelo protagonismo de uma artista com deficiência visual, Fátima Eugênio, idealizadora da proposta de criação do espetáculo, e pelo incentivo à criação de espetáculos acessíveis desde a concepção, conforme provocações agregadas pelo diretor, contemplando assim um público diverso com e sem deficiência (visual, auditiva, física e sensorial), com condições de acesso e fruição com autonomia e equidade. O espetáculo estreou no início do ano de 2022, resultado de uma pesquisa realizada virtualmente e em seguida semipresencial, sobre a representação depessoas cegas e com deficiência visual, por meio de personagens de textos dramáticos como: "O mendigo ou o cachorro morto" de Brecht, "Édipo" deSófocles e "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna. Nestas obras percebemos diferentes perspectivas de posicionamento social de personagenscom estas características, nos nutrindo o senso crítico para repensar formas atuais de escrita e referência de pessoas com deficiência em obras de arte.Após esta etapa, analisamos as poesias de Patativa do Assaré, um poeta com deficiência visual. Extraímos das poesias as formas como o poeta representavaa sociedade na qual estava inserido. Além disso, consideramos as percepções da atriz com deficiência visual Fátima Eugênio em relação às imagensprovocadas pelas poesias, pelas descrições de fotografias e vídeos apresentados pelo diretor, e cartas escritas pela atriz a outras pessoas e a elamesma em outros momentos do passado. Destes estudos resultou uma dramaturgia audiodescritiva, que foi estruturada como uma escrita performativa, narrativa e semi-ficcional. O título "Patativa"partiu da mesma relação feita para o apelido de "Antônio Gonçalves da Silva" o Patativa do Assaré, que foi a comparação da beleza do canto do pássaropatativa com as poesias do poeta, porém nesta dramaturgia buscou-se relacionar metaforicamente com formas outras de percepção do mundo a partir de um "canto", as narrativas audiodescritivas, que provocam outras formas de percepção dos espectadores, uma dilatação da percepção da pessoa com deficiência visual aberta e compartilhada. Um canto que convida a ver as imagens do espetáculo também por meio de palavras. A preparação da atriz perpassou por exercícios de improvisação, jogos de Teatro Imagem, relacionando imagens selecionadas de obras de artes visuais, audiodescritas para a atriz, que retratam a pessoa com deficiência visual na humanidade, bem como da compreensão corporal que a atriz tem das personagens cegas estudadas na literatura dramática. A construção cênica, associou os elementos cênicos atendendo uma proposta de criação cênica acessível, equalizando e orquestrando a composição dos signos para possibilitar a fruição aos espectadores cegos ou com deficiência visual e aos videntes uma experiência sensorial dilatada. Da mesma forma, a trilha sonora foi construída como uma paisagem sonora dialogada com as narrativas audiodescritivas presentes no texto do espetáculo. Desta forma, "Patativa", foi constituído como uma poética teatral audiodescritiva, um processo criativo que considera os recursos de acessibilidade e as percepções de pessoas com deficiência desde o ato criativo. Neste caso, partiu-se do trabalho de investigação com a atriz com deficiência visual Fátima Eugênio e suas formas de percepção e expressão mediadas pelo diretor, que também tem domínio das técnicas de audiodescrição. O espetáculo é voltado para o público acima de 12 anos, e enfatizamos sua abrangência a pessoas cegas e com deficiência visual, idosos e pessoas neurodiversas beneficiadas pelos recursos de acessibilidade integrados como poética da obra artística. Já na segunda etapa do projeto, após o espetáculo e marcando a finalização do momento formativo presencial, o projeto disponibilizará de forma gratuita 03 cursos online de 40 horas cada, ofertado aos professores presentes na primeira etapa. Os cursos são pensados para capacitar os professores de cada cidade dentro da temática: Arte Educação acessiva e decolonial, propondo ações pautadas em técnicas das linguagens artísticas (teatro, música, dança, contação de histórias, performance, etc), que podem ser agregadas em seus planos de ensino a fim de trabalhar com as crianças essas temáticas estremamente importantes no desenvolvimento humano. Nos cursos Arte e movimento - técnicas das linguagens artísticas na Educação Infantil, Ações antirracistas na educação e Ações Anticapacitistas na Educação, os professores poderão desenvolver meios, mecanismos e atividades para suas aulas, envolvendo os alunos de forma lúdica para discutir a temática da negritude, da acessibilidade e da inclusão. A ficha técnica do projeto é composta por pessoas negras, LGBTQIA+, mulheres e homens cis e uma mulher trans não-binária, professora, artista e idealizadora do projeto. O projeto aborda questões relacionadas à negritude e tem como objetivo estimular discussões e disseminar as experiências propostas para todas as pessoas. No entanto, é de grande importância especialmente para as pessoas negras, no que diz respeito à construção da identidade e ao reconhecimento, em um nível ainda mais profundo.

Estratégia de execução

Desse modo, a proposta visa atender as seguintes proposições: Dimensão simbólica: linguagens e práticas artísticas, referências estéticas, originalidade, importância simbólica, identitária e de pertencimento para a cultura local. Apresentações de música, artes cênicas e dança são formas tradicionais de expressões culturais em inúmeros eventos. A maneira com que estas formas de expressões culturais são elaboradas e apresentadas ao público é que podem ser o diferencial de um determinado evento. Dimensão econômica: aspectos relacionados à economia da cultura, geração de empregos e renda, fortalecimento da cadeia produtiva, formação de mercado para a cultura. É de conhecimento explícito que as áreas da cultura e do turismo cultural fazem parte de uma cadeia produtiva que desenvolve muito a economia das localidades, onde são fortemente incentivadas. Estas áreas se complementam justamente porque o desenvolvimento de projetos culturais, atrelados ao turismo ou não, fomenta um mercado ainda em fase de estruturação e compreensão por muitos gestores públicos e privados do país.Assim, temos certeza da contribuição do evento para a geração de renda em várias áreas como comércio, alimentação, hospedagem, transportes, etc. Além disso, a geração de uma mentalidade cultural sólida com a participação dos artistas regionais fomenta a criação de novos conjuntos de pessoas interessadas nas artes e na cultura, tornando, assim, fundamental para o fortalecimento deste mercado. Dimensão cidadã: práticas de democratização do acesso, formação de plateia, medidas de acessibilidade, relação com a comunidade local. A gratuidade de todo o projeto, bem como a acessibilidade para todos os participantes e espectadores. Como Impactos e Desdobramentos INDIRETOS: Autonomia: Pela reflexão inerente à Arte, criam-se condições para um processo de construção de cidadãos mais autônomos, críticos e autodeterminados e de uma sociedade mais democrática, solidária e aberta. Ao conceder a liberdade em sua plena autonomia, conquista-se o direito de escolherem suas prioridades (do grego: “autos” – próprios; “nomos” lei). Compreendendo a respeito da realidade do seu meio (social, político, econômico, ambiental e cultural), torna-se apto a refletir sobre os fatores que lhe dão forma, bem como à tomada de iniciativas no sentido de melhorar sua situação. Esta emancipação possibilita um maior poder na tomada de decisões, ao atingir uma participação crítica e ativa que não pode, de forma alguma, ser confundida com a simples "presença" ao longo do processo de decisão. Por saber as pessoas das bases sociais como indivíduos ativos e pensantes, busca-se a conscientização sobre a realidade; estimula-se a autoestima e a autoconfiança; desenvolve-se a capacidade da plena autoridade na tomada de decisões e a capacidade de analisar e mobilizar o meio social com vistas a nele produzir mudanças; Protagonismo: Visamos uma reflexão e a arte como meio de intervenção para a cidadania não pelo discurso das palavras, mas pelo curso dos acontecimentos, onde o participante ocupa uma posição de centralidade: é o ator principal nas ações que não dizem respeito apenas à sua vida privada, familiar e afetiva, mas a problemas relativos ao bem comum na sociedade. Cria-se sua própria fonte de iniciativa, que é ação; como fonte de liberdade, que é sua opção; e como fonte de compromissos, que é sua responsabilidade;

Especificação técnica

Materiais propostos para as oficinas e Palestra: MATERIAIS: Projetor, notebook, tesouras. Para o bom andamento da oficina é necessário que os participantes tenham: 1 pedaço de tecido preto de 24cm x 12cm; 1 pedaço de tecido preto de 24cm x 5cm; 1 pedaço de tecido colorido de 14cm x 8cm; 2 tiras finas de tecido. Projetor, notebook;

Acessibilidade

A acessibilidade faz parte das condições essenciais para o desenvolvimento e aprofundamento da nossa democracia, enquanto instrumento de integração dos cidadãos que correm o risco de serem excluídos de participar nos mais variados contextos da nossa sociedade. Acessibilidade significa permitir que todos desfrutem de todos os espaços e serviços que a sociedade oferece, independentemente da capacidade de mobilidade de cada um. Significa não apenas permitir que pessoas com deficiencia participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes para uma determinada população. Os espaços urbanos, sejam públicos ou privados, devem permitir o acesso à qualquer cidadão, atendendo às suas necessidades quer sejam em locomoção, deslocamento ou consumo. As atividades básicas do ser humano dependem da sua possibilidade de deslocamento e acesso. No entanto, antes de se ter uma determinada vontade, o ser humano contemporâneo tem o direito de ir e vir. Por isso, é sempre importante acessibillizar. Com a proposta de contribuir para a garantia da acessibilidade cultural, o projeto procura estabelecer a relação entre cultura e deficiências, sejam elas físicas, sensoriais, psicológicas e sociais, na perspectiva da garantia do acesso sociocultural, a fim de se construir uma produção com acessibilidade para todos os públicos. Nesse sentido, faz-se necessário a contratação de profissionais que possibilitem a garantia e a promoção da acessibilidade, estabelecendo uma rede de contatos e parcerias que auxiliam ideológica e financeiramente as ações propostas. A função de assessoria de acessibilidade abrange todas as ações e intenções do projeto, desde o ideal, a comunicação, a atuação pedagógica e artística do mesmo. Entretanto, para além da comunicação o projeto se preocupa com a inclusão e o acesso como um todo, vislumbrando também os recursos de acessibilidade informacional e tecnológico. O projeto foi desenvolvido levando em consideração a importância da acessibilidade. Nas fichas de inscrição disponibilizadas terá um campo para as pessoas com deficiência assinalar qual a sua necessidade, para que a produção de acessibilidade juntamente com a produção executiva possam se preparar previamente, garantindo assim que elas participem plenamente das atividades.A equipe de produção do projeto estará sempre disponível para oferecer apoio e garantir que todos os participantes tenham uma experiência inclusiva. Acessibilidade física: Os espaços a serem escolhidos para realização das ações formativas e do espetáculo teatral, deverão obrigatoriamente possuir as melhores condições de segurança e autonomia em suas dependências para atender ao maior número possível de pessoas, a fim de oferecer atenção especial a todos aqueles que possuem mobilidade reduzida ou quaisquer outras deficiências físicas e aos idosos. Declaramos, com isso, que os espaços a serem selecionados deverão possuir entre outros quesitos:Rampas de acesso para cadeirantes, corrimão, banheiros para deficientes, poltronas para pessoas acima do peso, além de todo e qualquer outro benefício para atender de forma responsável às pessoas com deficiência e aos idosos em atendimento ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, e nos termos do art. 23 da lei no 10 741, de 1o de outubro de 2003, e a pessoa com deficiência, conforme o disposto no art. 46. Acessibilidade para deficientes visuais: Contaremos com sessões com áudio-descrição através de fones de ouvido para pessoas com deficiência visual usufruirem plenamente dos conteúdos das ações formativas e do espetáculo. Os custos para estas ações estão devidamente previstos na Planilha Orçamentária como locação de equipamentos de áudio-descrição. Acessibilidade para deficientes auditivos: Contaremos com sessões do espetáculo com intérprete em libras para que pessoas com deficência auditiva usufruirem plenamente dos conteúdos das ações formativas e do espetáculo. Os custos para estas ações estão devidamente previstos na Planilha Orçamentária como intérprete de LIBRAS. Além dos recurso de acessibilidade acima descritos, será ofertado o serviço de Guia intérprete, atuando desde a recepção, deslocamentos no espaço e acomodação.

Democratização do acesso

Para que se obtenha a democratização do acesso e da produção da cultura, uma série de medidas devem ser tomadas. Dentre elas, destaca-se a necessidade de conferir a cada indivíduo ou grupo social produtor de cultura o poder de disseminar a sua produção cultural e assim fazer frente à produção massificada para que eles possam preservar a sua diferença, a sua individualidade. Por outro lado, é necessário que o acesso ao bem produzido possa ser levado ao maior número possível de pessoas. A democratização do acesso a cultura só pode ser entendida como a criação de condições que facilitem e promovam o acesso aos bens culturais. Ela significa a garantia de que ninguém, sejam quais forem e qual for a sua origem ou condição social, será impedido de exercer esse direito.Significa desenvolver o espírito crítico, é facilitar a iniciativa pessoal e ajudar os indivíduos a expressar os seus valores e as suas necessidades. Este é um projeto que pretende convidar a sociedade a participar junto com toda a equipe como formadores de opinião e de novas platéias. Para isso, serão mobilizadas as Secretarias Municipais e Estadual de Educação e Cultura de cada município que irá receber o projeto, previamente, afim de estabelecer parcerias públicas e identificar os grupos que precisam ser beneficiados com essa ação.

Ficha técnica

Alinne Vieira Teixeira - Coordenação geral e pedagógica Alinne Vieira é Diretora, Atriz, professora de Teatro e produtora cultural. Especialista em Arte Educação Intermidiática Digital (2016-2017) e licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás (2007-2010). Trabalhou como professora na rede Estadual, Municipal e particular de ensino de 2008 a 2020. Foi professora substituta do curso de Licenciatura em Artes Cênicas da EMAC – UFG (2014 e 2015). Como produtora cultural foi responsável pela programação de cultura do Sesc Goiás de 2019 a 2022. Atualmente atua como produtora, atriz e coordena as atividades artísticas do Grupo Plenluno Teatro e desenvolve projetos de assessoria artística no meio fonográfico. Maressa Stephany Ferreira Souza - Gerenciamento físico financeiro e Coordenação de Produção Especialista em Docência do Ensino Superior, graduada em Serviço Social pela Puc Goiás e em Tecnologia em Produção Cênica pelo Instituto Tecnológico de Goiás em Artes Basileu França onde também se formou em Música. Fundadora da empresa NósDuas Produções, atualmente ocupa o cargo de Chefe do Setor de Cultura e Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade do Sesc Goiás Tarcísio Peris - Produção Geral Ator e produtor cultural, graduado em Produção Cênica pela EFG em Artes Basileu França, sócio-fundador da Produtora Procena, atuou como Produtor no Sesc Goiás entre fevereiro e novembro de 2023. Ainda como produção integrou eventos como Natal do Bem OVG (2021, 2022 e 2023), Goiânia Mostra Curtas (2018 e 2019), DIGO Festival (2018 e 2019) e outros. Como ator compôs elencos de diversos trabalhos para teatro, cinema e TV, desde 2014. Thiago Santana - Diretor Artístitico do Grupo de teatro INAI, Coordenação de Acessibilidade e Oficineiro Atua no campo artístico em funções como: ator, produtor cultural, diretor e professor de teatro, cenotécnico, caracterizador cênico, audiodescritor e consultor de acessibilidade cultural. Mestre em Artes da Cena (UFG), Especialista em Educação Desenvolvimento Humano e Inclusão Escolar (UnB), Especialista em Arteterapia (FACUMINAS), Licenciado em Artes Cênicas (UFG), Licenciado em Pedagogia (Fac Única), Graduado em Propaganda e Marketing (UNIP), Audiodescritor e Consultor em Audiodescrição (Cinema Cego/UnB, FASULMG). Iniciou sua atuação profissional em 1997 como ator e despertou anos mais tarde seu interesse pela pluralidade de movimentos criativos que transpõem à cena e suas relações com a recepção. Grupo de teatro INAI O Grupo Teatro INAI foi institucionalizado/formalizado em 2016 na cidade de Goiânia - GO - Brasil, dando continuidade às atividades artísticas desenvolvidas no Núcleo de Arte e Inclusão Basileu França (NAIBF) iniciadas em 2008. Trata-se de um grupo que desenvolve pesquisas e práticas artísticas tendo os diversos aspectos e dimensões da inclusão e da acessibilidade como poéticas possíveis para os processos de criação cênica. Ao longo de sua história, foram encenados os espetáculos:As Ruas Não Estão Vazias - Poesia Encenada (2023);ARVORE(SER) - Rita Pó (2023);Sala de Espera (2023);ARVORE(SER) - Tereza Bicuda (2023);Patativa (2022);Eu Te Aceito - Intervenções//ENTRE//Convenções (2022);ARVORE(SER) - Maria Grampinho (2022);Maria Grampinho - teatro documentário (2021);Boca Oca (2019);Berorrokan (2018);Maria Grampinho (2014);Octo Marques - Cores e Causos (2011);Octo Marques - As Vacas do Coronel (2010);Felicidade (2009). Plenluno Teatro O Grupo foi fundado em 2009 na cidade de Goiânia, por quatro atores que compartilhavam um fazer teatral com diversas técnicas de diferentes linguagens – o circo, a música, a performance. Por meio de uma trajetória de grandes projetos como o bar artístico, cenas curtas, intervenções e performances, e depois de finalizar com sucesso a temporada do seu primeiro espetáculo infantil “Saltimbancos” (2009-2011) montado de forma independente, o Grupo Plenluno Teatro teve o seu ápice em 2012, quando foi premiado pela Funarte na montagem de dois grandes espetáculos: “cata-dores-recicláveis", com direção da Dra Natássia Garcia e parceria com o grupo Solos de Baco da UFG, e o espetáculo "As Artimanhas de Scapino", de Molière, com a direção do Dr Newton Armani, uma pesquisa de máscaras e teatro de Rua que foi premiado em diversos festivais pelo país. Plenluno Teatro tem em sua trajetória grandes parcerias, como o projeto Canto do Conto em parceria com a Loja Fnac Goiânia, onde iniciou em 2014 as contações de histórias que deram origem ao projeto “Cabeças de Lua’r” um espetáculo para bebês e crianças pequenas, que segue no repertório do Grupo. Atualmente, o Grupo segue com a pesquisa e criação de espetáculos, por meio de Leis de Incentivo à cultura, cenas curtas, performances e projetos independente, além de projetos de fruição e formação desenvolvidos por meio da pesquisa de cada integrante, como o “Vôo do Pássaro Negro” que teve sua primeira edição em 2022 por meio da Lei Aldir Blanc.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2027-04-18
Locais de realização (10)
Baliza GoiásGuaraíta GoiásGuarinos GoiásLeopoldo de Bulhões GoiásMimoso de Goiás GoiásMonte Alegre de Goiás GoiásSanto Antônio da Barra GoiásTerezópolis de Goiás GoiásUirapuru GoiásVarjão Goiás