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PRONAC 242338Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Úrsulas

52.030.538 JEYCIANE ELIZABETH SA SANTOS
Solicitado
R$ 570,6 mil
Aprovado
R$ 570,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
MA
Município
São Luís
Início
2024-06-05
Término
2026-12-31
Locais de realização (1)
São Luís Maranhão

Resumo

O documentário "Úrsulas" é um projeto de média metragem com tempo de 70 minutos, que busca por meio da distribuição virtual com acesso gratuito, destacar importância das mulheres para o combate ao trabalho escravo no Maranhão, as respectivas trajetórias de vidas, a fim de conhecer suas experiências de ser mulher no ambiente de trabalho, movimentos e eventos cotidianos, a partir do olhar decolonial.

Sinopse

"Úrsulas" é um documentário impactante que mergulha no mundo obscuro do trabalho escravo, destacando sua interseção com questões de gênero. Ao acompanhar histórias reais de mulheres que atuam na luta contra esse tipo de exploração, o filme expõe as diferentes formas como o trabalho escravo afeta pessoas de diferentes gêneros. Com o nome inspirado no romance abolicionista Úrsula (1859), que conta a história de um triângulo amoroso no qual os personagens são pessoas negras que contestam o sistema escravocrata, assinado com o pseudônimo de Uma Maranhense por Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil. "Úrsulas" não apenas levanta questões urgentes sobre direitos humanos e igualdade de gênero, mas também inspira a ação e o ativismo em busca de um mundo livre de exploração e opressão. Classificação indicativa livre.

Objetivos

Objetivo Geral: Realizar o documentário "Úrsulas", com o objetivo de registrar as vivências de mulheres que atuam contra o trabalho escravo no Maranhão. Um documentário que sensibilize o público sobre a realidade do trabalho escravo contemporâneo, com foco na interseção com questões de gênero, visando promover a conscientização, o diálogo e a mobilização para combater essa violação dos direitos humanos. Objetivos Específicos: - Produzir um documentário com tempo de 70 minutos, em vídeo de altadefinição na modalidade de acesso virtual e forma de distribuição gratuita. - Expor as diferentes formas de trabalho escravo enfrentadas por mulheres, homens e pessoas LGBTQIA+ em diferentes contextos sociais e geográficos.- Abordar as causas estruturais e os fatores que contribuem para a perpetuação do trabalho escravo, incluindo desigualdade de gênero, pobreza, discriminação e falta de regulamentação.- Dar voz às mulheres que atuam na rede de enfrentamento ao trabalho escravo, permitindo que compartilhem suas experiências, lutas e resiliência.- Analisar o impacto do trabalho escravo na vida das pessoas, incluindo aspectos físicos, psicológicos, sociais e econômicos.- Explorar as estratégias e iniciativas de combate ao trabalho escravo, destacando o papel de governos, organizações da sociedade civil, empresas e indivíduos na prevenção e na proteção das vítimas.- Promover a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na promoção dos direitos humanos, da igualdade de gênero e da justiça social, incentivando ações concretas para criar um mundo mais justo e solidário.

Justificativa

"Úrsulas", projeto audiovisual parte de um contexto em que o lugar da mulher está relacionado com funções que exigem cuidados com a casa, filhos e companheiro, logo, quem sai para trabalhar é o homem. Esse olhar que estrutura fortemente a sociedade patriarcal tem efeitos cruéis também no trabalho escravo. De 1995 a 2018, os dados da fiscalização apontam que o perfil de trabalhadores resgatados no Brasil são 95% homens e apenas 5% mulheres. Com o passar do tempo, o surgimento de novos olhares exige que outros questionamentos sejam levantados. Atualmente, há um esforço por parte de pesquisadoras sociais para compreender quais fatores contribuem para que esses resultados apresentem dados tão discrepantes. Ao refletirmos sobre quem é a trabalhadora escravizada no Brasil e o fato de não conseguirmos enxergar as mulheres está diretamente relacionada à ocupação em que essas trabalhadoras são exploradas. Muitas desempenham "tarefas domésticas", como cozinhar, organizar, lavar e não são consideradas trabalhadoras, como é o caso das conhecidas "donas de casa", cuidadoras e profissionais do sexo. Logo, essa realidade não é um privilégio da escravidão, o não reconhecimento de certos tipos de ocupações no âmbito do trabalho escravo é reflexo do que está colocado há tempos em nossa sociedade. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, conforme a Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), é crucial para financiar projetos audiovisuais brasileiros. O projeto "Úrsulas" pode se beneficiar dessa legislação para obter financiamento e apoio porque se enquadra nos incisos III e IV do Art. 1º, que abrangem produção, distribuição e exibição de obras audiovisuais, incluindo festivais e mostras culturais. Ao adotar esse mecanismo, o projeto busca atender aos objetivos do Art. 3º da lei. Assim, por não dispormos de recursos financeiros, pretendemos realizar esta pesquisa, amparada na base teórica e metodológica da Antropologia Fílmica através da Lei Federal de Incentivo a Cultura.

Estratégia de execução

A invisibilidade de trabalhadoras escravizadas no Brasil Entre 2003 e 2018, do total dos 35.943, a maior parte é homem, eles representam 95% dos escravizados. Diante dessa maioria, há presença de 1.889 mulheres, o que contabiliza 5% das vítimas libertadas no Brasil. O primeiro caso de trabalho escravo realizado pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel – GEFM, noticiado e registrado no relatório aconteceu no dia 15 de maio de 1995, em carvoarias dos municípios de Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Brasilândia, em Mato Grosso do Sul e, contou com auxílio do frade capuchinho Alfeo Prandel da Comissão Pastoral da Terra (CPT). A presença de mulheres não pôde ser questionada quanto sua veracidade devido aos registros fotográficos feitos na operação, nos quais juntamente com as crianças são classificadas como “família do trabalhador”. Na única imagem em que uma mulher aparece sozinha, o registro se refere à mutilação de um dedo decepado na lida com toras de madeiras. De acordo com matéria veiculada no site do Sindicato Nacional de Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT) sobre relatos de experiências na atuação dos grupos móveis, há um destaque que mesmo sem assistência médica, a trabalhadora continuou se dedicando às suas tarefas na carvoaria nessa condição. Essas reflexões colocam em pauta um problema que não é só de desconhecimento dos dados, mas de como a rede de combate tem olhado para as mulheres no contexto da escravidão contemporânea.

Especificação técnica

Um documentário com tempo de setenta minutos, em vídeo de altadefinição.

Acessibilidade

O documetário será traduzido em Língua Brasileira de Sinais (Libras), assegurando que pessoas surdas tenham acesso ao conteúdo; Legenda Descritiva, assegurando que pessoas surdas e com deficiência auditiva tenham acesso ao conteúdo sonoro; assim como incorporação de audiodescrição para fornecer detalhes visuais às pessoas com deficiência visual.

Democratização do acesso

Para democratizar o acesso à distribuição do documentário "Úrsulas" é possível explorar estratégias como o uso de plataformas online acessíveis e gratuitas.

Ficha técnica

EMILSON FERREIRA DE SOUZA é Doutor em Sociologia e Antropologia (PPGSA/UFPA), possui Mestrado em Linguagens e Identidade (PPGL/UFAC). Graduação em cinema (UNESA/RJ) e Licenciatura em Sociologia pela Unifaveni. Desenvolve pesquisas voltadas para o campo da Antropologia Visual e Educação. Já realizou pesquisas na área da Sociologia Rural na Amazônia, com enfoque nos seguintes temas: Território, Fronteira e Questão Agrária. É consultor Ad Hoc da FAPEMA. Dirigiu e produziu os seguintes documentários: Amazônia Viva (realizado pela lei Rouanet com patrocínio da Eletrobrás); La Rota Del Pacífico: culturas de fronteira (Doc TV 3 - TV Cultura/MINC) e Voltando do Seringal: como e para onde? (CAPES/PPGSA-UFPA) - Função no Projeto: Pesquisa, Direção e Produção. JEYCIANE ELIZABETH SÁ SANTOS (Jeyci Elizabeth) é Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação - Mestrado Profissional (PPGCOMPRO/UFMA/2022). Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA/2017). Atualmente, participa de Formação Pedagógica em Letras (Centro Pedagógico Faveni/2022). Em 2023, recebeu menção honrosa do Prêmio Compós de Teses e Dissertações Eduardo Peñuela. Premiada também no Seminário de Iniciação Científica (SEMIC/2017) em 1º lugar/Pôster - Ciências Sociais Aplicadas - com pesquisa realizada na monografia. Premiada na Lei Paulo Gustavo na categoria argumento de longa-metragem; premiada na Lei Aldir Blanc na categoria curta-metragem. - Função no Projeto: Responsável técnica do Projeto, Roteiro, Pesquisa e Produção

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.