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PRONAC 242465Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Exposição La photographie brésilienne et la France

M. PORTO LTDA
Solicitado
R$ 2,49 mi
Aprovado
R$ 2,49 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-09-02
Término
2025-06-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Faltando menos de um ano, celebraremos juntos o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e França. A fim de comemorar esta importante data, nossos governos decidiram que 2025 será um ano marcado pela realização de atividades culturais nos dois países. Como parte destas comemorações este projeto consiste na realização de uma EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA, na produção de uma EXPOSIÇÃO MALA ITINERANTE por 20 bibliotecas públicas francesas acompanhada por DOAÇÃO DE LIVROS LITERÁRIOS E DE FOTOGRAFIA BRASILEIROS.

Sinopse

A partir das pesquisas realizadas pelas curadoras Marly Porto (proponente), em parceria com a curadora de Patrimônio, Héloïse Conesa, responsável pela Coleção de Fotografia Contemporânea do Departamento de Gravura e Fotografia da Bibliotèque nationale de France, a coleção Un fonds photographique brésilien à la BnF é formada por um conjunto significativo da história da fotografia brasileira a partir dos anos 1970 aos dias atuais. Trata-se, sem dúvida, de uma das maiores coleções públicas de fotografia brasileira fora do Brasil, não apenas pela quantidade, mas, principalmente, pela singularidade da seleção das imagens, cujos critérios envolvem abrangência geográfica e histórica, pertinência do ensaio, relevância estética do trabalho do artista, diversidade temática, entre outros. Fotógrafos renomados como Bob Wolfenson, Claudia Jaguaribe, Cristiano Mascaro, Mario Cravo Neto (1947-2009), Rosângela Rennó, Rogério Reis e Vik Muniz, estão presentes ao lado de nomes emergentes como Roberta Sant’Anna, Angélica Dass, Rogério Vieira e Luiz Baltar. No acervo da Coleção Un fonds photographique brésilien à la BnF encontramos fotografias de populações marginais representadas por imagens de povos originários (Valdir Zwetsch e Ana Mendes), de comunidades afro-descendentes (Júlio Bittencourt e Renata Felinto), de gênero (Rosa Gauditano, Élle de Bernardini e Gê Viana) e de populações que vivem na pobreza ou periferia das grandes cidades (Luiz Baltar e Alê Ruaro). E, imagens que promovem a reflexão crítica sobre questões sociais (Marcos Prado), políticas (Yan Boechat), e ambientais (José Diniz). As belezas naturais do Brasil podem ser vistas na produção autoral de Ricardo de Vicq, Claudio Edinger e Roberto Linsker. Ações ligadas aos campos da pesquisa de imagens, historicidade, vivências comunitárias, preservação de memória oral e visual estão presentes nas imagens de João Mendes e Afonso Pimenta (Retratistas do Morro). Releituras de obras como a do fotógrafo teuto-brasileiro Alberto Henschel, podem ser vistas no ensaio de Fernando Banzi, no qual ele nos traz novas cores, camadas e texturas ressignificando a questão histórica e estrutural relacionada à população negra brasileira. Processos fotográficos expandidos como os apresentados nos trabalhos de Cris Bierrenbach e Bianca da Costa, se juntam a Coleção e demonstram a potência e a criatividade da fotografia brasileira contemporânea. O acervo de fotografias brasileiras da Société française de photographie (SFP) é composto por 150 fotografias, produzidas entre as décadas de 1940 e 1950 por fotógrafos amadores, formalmente associados a fotoclubes no Brasil.

Objetivos

OBJETIVO GERAL Realizar uma exposição com 300 fotografias brasileiras que estão presentes nas principais instituições francesas. Realizar uma exposição itinerante contendo 20 fotografias que serão transportadas por uma mala, em 20 bibliotecas públicas francesas. A itinerância prevê a doação de 50 livros literários e de fotografia a cada biblioteca visitada. Tomando como ponto de partida o acervo de fotografias brasileiras da Bibliotèque nationale de France e de outras instituições como a Société Française de Photographie (SFP), Maison Européenne de la Photographie (MEP), este projeto se propõe a refletir a sociedade e o território brasileiros contemporâneos, por meio da vasta produção imagética, guardada e conservada em importantes acervos franceses. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS Realizar uma exposição contendo 300 fotografias brasileiras em um equipamento cultural localizado na França entre os meses de maio e junho de 2025. A mostra reunirá fotografias brasileiras presentes em arquivos de outras importantes instituições de fotografia na França como a Bibliotèque nationale de France (BnF), Société Française de Photographie (SFP) e a Maison Européenne de la Photographie (MEP). De cunho investigativo, será realizado um mapeamento das fotografias brasileiras existentes nos acervos franceses. Este levantamento inédito, exploratório e informativo, de atualização sobre a presença e a participação da fotografia brasileiras será acompanhado por entrevistas com pelo menos 10 pessoas chave dentro das instituições francesas. Dividida em núcleos temáticos a exposição irá contemplar temas como: os povos originários, aspectos ecológicos, minorias, ancestralidade, territórios, fotografia expandida e modernidade. Um núcleo especial será dedicado à Amazônia e contará com uma instalação sonora desenvolvida pelo Museu Imaginário de História Natural da Amazônia - MIHNA, especialmente para esta exposição. Com foco nas urgências socioambientais atuais e o papel da Amazônia, os artistas e pesquisadores Bruno Garibaldi, Gabriel Verçoza e Luisa Puterman propõem um museu sem portas e paredes que busca refletir sobre as relações que os humanos têm com os ambientes em que vivem. Em diálogo entre imagem e som, o módulo sobre a Amaônia contará também com a presença olfativa, criada especialmente para este fim. Dessa forma temos como objetivo: · Mapear a presença da fotografia brasileira nos acervos franceses; · Entender o percentual de fotógrafos brasileiros em relação à totalidade dos acervos; · Conhecer profundamente quem são os fotógrafos e seus respectivos trabalhos que representam o Brasil; · Apontar soluções e metas visando pluralidade e interseccionalidade nas atuações dos trabalhos de fotógrafos brasileiros em exposições, festivais, feiras e demais eventos da área; · Explorar os resultados deste levantamento através de cenografia, contendo informação em textos e gráficos; 2- A MALA MUSEU - EXPOSIÇÃO ITINERANTE COM DOAÇÃO DE ACERVO LITERÁRIO E DE LIVROS DE FOTOGRAFIAO projeto visa o fortalecimento de bibliotecas francesas com suporte metodológico por meio de doação de acervo, com foco na literatura brasileira e em livros de fotografia e a montagem de um espaço expositivo com fotografias brasileiras.O tema permite-nos constituir três a cinco conjuntos de fotografias brasileiras que poderão ser reproduzidos em vários exemplares com a finalidade de viajar e expor nas bibliotecas da França. Cada mala transportará 20 fotografias e um painel explicativo sobre a coleção e a doação de acervo literário e fotográfico.A cada etapa, uma inauguração permitirá criar um evento em torno da cultura brasileira, proporcionando assim um momento dedicado à comunicação sobre a doação de acervo. A cada biblioteca visitada, a mala recebe um selo autocolante, indicando seu percurso. Ao final da itinerância, as malas serão reunidas em um só lugar e expostas como objetos resultado desta intersecção cultural.Previstos nesta proposta a visita à 20 bibliotecas públicas francesas, com doação de 50 títulos de literatura brasileira, e títulos sobre fotografia brasileira, escolhidos e disponibilizados nos catálogos de algumas das mais conceituadas editoras, totalizando uma doação total de 1.000 títulos.Todos os livros do acervo brasileiro em língua francesa serão doados mediante assinatura de Declaração de Bem Cultural. Dentre os livros do acervo, e sempre de acordo com o perfil do público usuário, incluir-se-á livros para pessoas portadoras de necessidades especiais e/ou até áudio-books. Para cada visita, espera-se uma integração para uma ação conjunta em cada biblioteca contemplada, buscando-se promover um importante momento de trocas acerca da cultura e sociedade brasileira. DOAÇÃO DE LIVROS LITERÁRIOS E DE FOTOGRAFIA BRASILEIROS.Doação prevista de 50 títulos para 20 bibliotecas públicas francesas, totalizando 1.000 títulos doados. Importante destacar que a escolha das bibliotecas contempladas nesta itinerância e na doação dos livros será feita em parceria com a Embaixada do Brasil na França.

Justificativa

O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: a) realização de missões culturais no país e no exterior, inclusive através do fornecimento de passagens; b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;

Estratégia de execução

INTRODUÇÃO O anúncio da descoberta da daguerreotipia ocorreu no mesmo período em que diferentes pesquisas em torno da fixação da imagem estavam sendo realizadas em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil, com o naturalista, desenhista e tipógrafo francês Hercule Florence (1804-1879). A primeira fotografia foi reconhecida em 1826, quando Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) produziu uma imagem numa placa de estanho coberta por betuma da Judeia e ela não desapareceu como nas anteriores tentativas realizadas pelo mesmo fotógrafo. Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), posteriormente, desenvolveu um novo processo de revelação que fazia com que a fotografia estivesse pronta em poucos minutos. Este processo foi divulgado publicamente em 1839 pela Academia Francesa de Ciências e batizado de daguerreótipo. Posteriormente, a patente foi vendida para o Estado francês que a colocou em domínio público. Enquanto isso no Brasil ocorria a “descoberta isolada” da fotografia na Vila de São Carlos (atual cidade de Campinas, Estado de São Paulo), no ano de 1833. O invento de Hercule Florence somente foi reconhecido, quase cem anos depois, durante a realização do III Simpósio Internacional de Fotografia em Rochester (EUA), graças ao esforço de seu bisneto, Arnaldo Machado Florence. Dom Pedro II teve um papel importante na difusão da prática fotográfica, tendo sido um grande entusiasta desta arte no Brasil, contribuindo decisivamente para a sua expansão no país. A fotografia passou a ser vista pelo público em espaços associados às belas-artes como, em 1842, durante a realização da Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes, quando os daguerreótipos da Sra. Hippolyte Lavenue – considerada a primeira fotógrafa brasileira – foram expostos no gabinete do diretor. O anúncio da descoberta da daguerreotipia ocorreu no mesmo período em que diferentes pesquisas em torno da fixação da imagem estavam sendo realizadas em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil, com o naturalista, desenhista e tipógrafo francês Hercule Florence (1804-1879). A primeira fotografia foi reconhecida em 1826, quando Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) produziu uma imagem numa placa de estanho coberta por betuma da Judeia e ela não desapareceu como nas anteriores tentativas realizadas pelo mesmo fotógrafo. Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), posteriormente, desenvolveu um novo processo de revelação que fazia com que a fotografia estivesse pronta em poucos minutos. Este processo foi divulgado publicamente em 1839 pela Academia Francesa de Ciências e batizado de daguerreótipo. Posteriormente, a patente foi vendida para o Estado francês que a colocou em domínio público. Enquanto isso no Brasil ocorria a “descoberta isolada” da fotografia na Vila de São Carlos (atual cidade de Campinas, Estado de São Paulo), no ano de 1833. O invento de Hercule Florence somente foi reconhecido, quase cem anos depois, durante a realização do III Simpósio Internacional de Fotografia em Rochester (EUA), graças ao esforço de seu bisneto, Arnaldo Machado Florence. Dom Pedro II teve um papel importante na difusão da prática fotográfica, tendo sido um grande entusiasta desta arte no Brasil, contribuindo decisivamente para a sua expansão no país. A fotografia passou a ser vista pelo público em espaços associados às belas-artes como, em 1842, durante a realização da Exposição Geral da Academia Imperial de Belas Artes, quando os daguerreótipos da Sra. Hippolyte Lavenue – considerada a primeira fotógrafa brasileira – foram expostos no gabinete do diretor. Posteriormente, o florescimento do movimento fotoclubista no Brasil impulsionou o debate em torno da fotografia artística. O movimento fotoclubista brasileiro pode ser dividido em duas fases: a primeira compreendeu o período correspondente do final do século XIX ao final dos anos 1930 e esteve concentrada na cidade do Rio de Janeiro que, enquanto capital do país, reunia naquele momento boas condições para abrigar esse tipo de iniciativa, tendo sido marcado pela estética pictorialista. Já a segunda fase estendeu-se das décadas de 1940 a 1960, concentrou-se no Estado de São Paulo, em torno do Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB), constituindo-se no principal fórum do debate sobre a fotografia nas décadas de 1940 e 1950. A intensa troca de fotografias entre diversos países ao longo destes anos foi determinante para a constituição de uma cultura visual específica. Neste período, destacamos a presença da fotografia brasileira nos salões organizados pela Société Française de Photographie, desde 1946. Hoje esta instituição reúne 138 fotografias, na sua maioria, pertencente a fotógrafos paulistas. A estética pictorialista deu lugar a uma fotografia próxima dos movimentos de vanguarda fotográficos europeus e norte-americanos, consolidando-se numa produção moderna. A vertente modernista e a abrangência das referências e debates que eclodiu em meados da década de 1940, com os fotógrafos Thomas Farkas, Eduardo Salvatore, German Lorca e Geraldo de Barros, não teria surgido, nem tampouco se firmado sem o intercâmbio internacional propiciado pelo FCCB. A partir do início dos anos de 1960, o movimento fotoclubista começa a perder a representatividade que tinha alcançado na década anterior. Isso se deve a diversos fatores, entre os quais a situação social do país que se modificou drasticamente com o advento da ditadura militar, o crescente prestígio da fotojornalismo e a perda de espaço do fotoclubismo, que passou a ser visto por grupos de artistas, fotógrafos e intelectuais como um ambiente retrógrado, perdendo aos poucos o espaço que havia conquistado no circuito de arte, especialmente junto aos museus. Na década de 1960, muitos fotógrafos começaram a se sentir constrangidos pelo controle editorial imposto pela imprensa popular, e passaram a procurar outros meios para compartilhar seu trabalho, incluindo a publicação de seus próprios livros. Nas décadas subsequentes, os fotógrafos que dependiam amplamente de revistas ilustradas para ganhar a vida recuperaram o controle editorial de suas imagens publicando-as em outros lugares, sem essa manipulação. Hoje, os fotógrafos continuam a usar a câmera como meio de documentar o mundo, reconhecendo que suas imagens não são declarações fixas de fatos, mas que podem ser lidas e interpretadas de muitas maneiras diferentes. Hoje, quase dois bilhões de imagens são carregadas diariamente na internet e nossa exposição a elas nunca foi tão contínua ou potencialmente consequente. Mas, embora tirar, ver e compartilhar fotografias tenha se tornado quase uma segunda natureza, podemos não ser tão alfabetizados visualmente quanto nosso envolvimento com as imagens sugere. A FOTOGRAFIA NAS COLEÇÕES DA BIBLIOTÈQUE NATIONALE DE FRANCE (BnF) A coleção de fotografia da BnF é fruto de uma longa história que começa com o nascimento dos primeiros processos fotográficos. Conta hoje mais de sete milhões de imagens de mais de 10.000 fotógrafos que viveram desde meados do século XIX até hoje, contemplando toda a sua pluralidade: fotojornalismo (Robert Capa, Gilles Caron, Marc Riboud, Annette Léna, Jean-Philippe Charbonnier, Henri Cartier-Bresson, René Burri, Raymond Depardon, Martine Franck, Gilles Peress James), moda (Guy Bourdin, Helmut Newton), retratos (Isabelle Waternaux, Florence Chevallier), paisagens (Missão fotográfica da DATAR, Thibaut Cuisset), ), além dos pioneiros do século XIX (Niépce, Nadar, Le Gray, Disdéri, Atget...). Em suas coleções encontramos grandes nomes da fotografia europeia (Luigi Ghirri, Thomas Ruff), americana (Diane Arbus, Lewis Baltz), japonesa (Daido Moriyama, Eiko Hosoe) e latino-americana (Graciela Iturbide, Adriana Lestido). A valorização das colecções fotográficas junto do público teve início em 1955 com a exposição intitulada Un siècle de vision nouvelle que explorou as ligações entre pintura e fotografia e marca o início de uma programação regular promovida pela BnF, até os dias atuais. Desde os anos 1970, obras de Winogrand, Arbus ou Larry Clark foram expostas ao grande público e mais recentemente, Stéphane Couturier, Antoine d’Agata, Raymond Depardon, Michael Kenna, Roger Ballen, Sophie Calle, Josef Koudelka ou Henri Cartier-Bresson, foram apresentadas nas exposições Épreuves de la matière - La photographie contemporaine et ses métamorphoses e Noir & Blanc. Une esthétique de la photographie, que contou com um trabalho da fotógrafa Lita Cerqueira. A FOTOGRAFIA BRASILEIRA NA BIBLIOTÈQUE NATIONALE DE FRANCE (BnF) – UN FONDS PHOTOGRAPHIQUE BRÉSILIEN À LA BnF. A coleção de fotografias brasileiras da BnF conta em seus arquivos com um vasto conjunto de autores (Boris Kossoy, Sebastião Salgado, Miguel Rio Branco, Nair Benedicto, Regina Vater, Cassio Vasconcellos, Carlos Freire...) e enriqueceu de forma substancial nos últimos cinco anos. Contribuições feitas por Cristianne Rodrigues, Joaquim Paiva, Ricardo Fernandes, Gláucia Nogueira e Ioana de Mello por meio de doações espontâneas vieram a culminar com o mecenato oferecido por Denise Zanet, franco-brasileira, sócia das empresas Metropole e Initial Labo. Initial Labo é uma empresa constituída por um laboratório, uma livraria e um espaço expositivo dedicados à fotografia, localizado em Boulogne-Billancourt. Possui um histórico formado por meio de parcerias com numerosos festivais fotográficos, como Visa pour l’image, Fondation des Treilles, Rencontres Photographiques d’Arles, Planches Contact de Deauville, Festival Photo La Gacilly, Fondation Carmignac, PhotoDays, La Nuit de la Photo, PhotoClimat, entre outros.

Especificação técnica

EXPOSIÇÃO 300 fotografias em formato variando entre 40 x 60 cm a 1,00 x 1,20 mt. DOAÇÃO DE LIVROS Títulos variados da literatura brasileira e livros de fotógrafos brasileiros.

Acessibilidade

1- EXPOSIÇÃO 1.1 Acessibilidade física/ espaço expositivo: As ações presenciais serão realizadas em espaços físicos públicos já construídos (museus e/ ou espaços culturais) e em utilização. Portanto, serão respeitadas as políticas de uso do espaço e conservação adotados por essas instituições, e priorizadas as instituições que ofereçam facilitadores para a locomoção nos espaços como rampas e banheiros acessíveis. 1.2 Acessibilidade para deficientes visuais: Os registros videográficos contarão com o recurso de audiodescrição. 1.3 Acessibilidade para deficientes auditivos: Para os registros videográficos serão inseridas janela de libras para atingir o público com deficiência auditiva que não é oralizado e legendagem descritiva para o público com deficiência auditiva e que é oralizado. 2- DOAÇÃO DE ACERVO Com relação ao acervo doado, no mínimo, 5% dos títulos trarão a opção de audiodescrição, braile ou com fonte ampliada. Nas apresentações das mostras itinerantes serão reservados espaços e assentos para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e contaremos com educadores treinados aptos a auxiliar.

Democratização do acesso

O projeto garante a democratização de acesso, atendendo ao disposto na Instrução Normativa nº 1/23, em seu artigo 27, incisos I e II, uma vez que seu plano de distribuição atende ao estabelecido de ofertando as vagas de um “mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo”, e, até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita, promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado. Em complemento, prevê a adoção de 4 medidas previstas a no artigo 28, nas alínea “I – doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do artigo 27”; “IV disponibilizar na internet registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal"; "V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos"; "VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas"; Destacamos que todos os produtos resultantes desta proposta são gratuitos.

Ficha técnica

Marly Porto - Proponente - Função: Coordenação geral, administrativa-financeira e curadoria Curadora adjunta da Coleção Un Fonds Photographique Brésilien da Bibliotèque nationale de France. Atua no campo do estudo e pesquisa sobre fotografia brasileira, seus processos, práticas e teorias, há mais de 20 anos. Com mestrado em “Estética e História da Arte” (Universidade de São Paulo) é autora do livro "Eduardo Salvatore e seu papel como articulador do fotoclubismo paulista" (2018). Desenvolveu a área de projetos artísticos para o Institut d’ Education et des Pratiques Cittoyennes, instituição que reúne 13 creches para crianças de 0 a 3 anos, localizadas em Aubervilliers (França), entre os anos 2018 e 2020. Como palestrante participou de conferências como In black and white: photography, race and the modern impulse in brazil at midcentury apresentada pelo Museum of Modern Art (New York, 2017) entre outras, ministradas em São Paulo (Brasil), Zagreb (Croácia) e Ciudad de Mexico (México). Atua no mercado cultural há 20 anos, através da sua empresa, Porto de Cultura, sendo responsável pela curadoria e organização de exposições, publicações editoriais, eventos e seminários sobre artes visuais. Realizou inúmeros projetos culturais para a Prefeitura Municipal de Osasco durante a gestão do Prefeito Emídio de Souza (2004 à 2012), para grandes empresas como Embratel, Caixa, Petrobras e instituições culturais, como as Embaixada do Brasil na Croácia e no México, Unibes Cultural, Instituto C&A, Galeria Vermelho e Instituto Brasil Solidário. Assina a coordenação de inúmeros livros, exposições e seminários sobre fotografia. Denise Zanet - Coordenação e curadoria Diretora da Initial LABO localizada em Boulogne-Billancourt (França), Denise Zanet criou um espaço onde convivem profissionais e amadores, a fim de incrementar uma nova dinâmica que valoriza e promove a exposição de fotógrafos. Initial LABO traz um conceito inovador totalmente dedicado a arte da fotografia em torno do laboratório fotográfico: uma galeria, uma livraria e uma loja dedicadas à fotografia. Colabora com importantes projetos fotográficos e participa diretamente com Visa Pour l’Image, Planches Contact à Deauville, Festival Photo La Gacilly, Les Escales Photo, Prix Résidence pour la photographie de la Fondation des Treilles, L’œil Urbain, la manifestation Réflexivités à Lourmarin, la Fondation Carmignac e mais recentemente com les Rencontres du 10eme à Paris. Denise Zanet está na origem do mecenato que, juntamente com a Biblioteca Nacional da França, constitui há 5 anos uma coleção de fotógrafos contemporâneos brasileiros Un Fonds Photographique Brésilien. Além deste projeto, trabalha para a difusão da fotografia brasileira na França através de uma curadoria especializada de livros fotográficos brasileiros na livraria, e a implementação de encontros e programações em diferentes instituições e festivais como no OFF durante o Festival de Arles 2023. Luisa Puterman - Sonorização - núcleo Amazônia Luisa Puterman é uma artista sonora e produtora musical do Brasil. "O ato de ouvir é um aspecto central da nossa vida". O trabalho interdisciplinar de Luisa abrange instalações sonoras, performances ao vivo, aventuras auditivas, experiências de aprendizagem, composição e design de som para dança, cinema, teatro, videogames e VR. Desde 2013, Luisa participou de muitas residências de arte, como a Red Bull Music Academy, o centro de artes BANFF, o LABVERDE, o K3 e outros. Para ela, as residências são um terreno fértil para mergulhar na construção da comunidade, colaboração, escuta profunda e pesquisa. Em 2020/21 fez parte da Jan Van Eyck Academie em Maastricht/NL e atualmente está finalizando seu doutorado na School of Creative Media, em Hong Kong. Como diretora artística, Luisa lidera o OneBeat Virtual, um programa de intercâmbio cultural que reúne artistas em um espaço online compartilhado, onde eles investigam novas formas de colaboração. Desde 2016, ela também trabalha como diretora e co-fundadora do MIHN (Museu Imaginário de História Natural), uma pequena organização sem fins lucrativos com sede no Brasil que conecta sons, pessoas e ecologia. Seu trabalho tem sido exibido em instituições nacionais e internacionais, exposições e em festivais de música em todo o mundo.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.