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Nossa proposta é apresentar a mostra "O Labirinto da Luz", que celebra os 50 anos de fotografia de Orlando Azevedo, em amplo local expositivo em São Paulo, Fortaleza e Belém, com ingresso gratuito. São 237 imagens, com curadoria de Rubens Fernandes Junior. O curador criou um labirinto que divide a exposição em núcleos referentes a algumas das vertentes criativas do fotógrafo. São eles: "Ruínas"; "Religiosidade"; "Índia"; "Cósmica"; "Retratos"; "Marinhas"; "Corpo e Movimento"; "Paisagem"; "Festas e Populares"; "iPhone"; "Surreal" e "Voo". "A exposição é um haikai ou a síntese de um ciclo de vida", explica o fotógrafo. "Produzi tanto e em tantos caminhos que há muitas obras que ficaram pelas gavetas", comenta. Segundo ele, são no total 160 mil matrizes analógicos e pelo menos o dobro em digitais. Orlando informa que as imagens selecionadas para a mostra foram impressas em algodão por Daniel Nitzsche, em Curitiba.
O curador da mostra explica que a exposição traz o melhor da fotografia de Orlando Azevedo. “É um conjunto expressivo que transita livremente entre o documental e o abstrato. São representações e inquietações que surpreendem pela beleza e pela invenção”, define Rubens Fernandes Junior. Ele informa que, diante de uma obra múltipla e caleidoscópica, surgiu a opção de criar os núcleos, muito singulares, que contemplam parcialmente sua produção. “Orlando pontua suas imagens com a força bruta do estranhamento. Paisagens oníricas e paisagens marinhas, aparições e ruínas, o corpo em movimento e o cotidiano popular, retratos perturbadores e absurdos improvisados que beiram o surrealismo”, diz Rubens. Além das abstrações e construções surreais, a mostra apresenta fotos de natureza e paisagem onde a presença humana e sua saga se fazem presentes. Num dos núcleos, por exemplo, estão 57 imagens feitas por iPhone, que o fotógrafo usa frequentemente como se fosse um bloco de anotações ou um diário de emoções.
OBJETIVO GERAL - Realizar uma exposição gratuita, chamada "O Labirinto da Luz" de 237 fotos tiradas pelo fotógrafo Orlando de Azevedo, em São Paulo, Fortaleza e Belém, por 30 dias em cada cidade, para um público estimado em 20 mil pessoas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar uma oficina de fotografia gratuita ministrada por Orlando Azevedo, em São Paulo, Fortaleza e Belém para um público de 50 pessoas em cada cidade. A arte da fotografia é uma forma poderosa de expressão visual que tem o potencial de transcender fronteiras culturais, linguísticas e sociais. Ao capturar momentos, emoções e perspectivas únicas, o fotógrafo permite que o espectador se conecte com diferentes narrativas e experiências, promovendo a reflexão, o diálogo e a compreensão mútua. Para tanto, acredita-se que a obra de Orlando Azevedo possa promover: 1. Exploração de Temáticas Relevantes: Com a diversidade temática do seu acervo, sua fotografia aborda uma ampla gama de temas e questões sociais, desde questões ambientais e políticas até reflexões sobre identidade, memória e história, servindo como uma plataforma para explorar essas temáticas de forma sensível e provocativa, gerando discussões significativas e inspirando ações positivas. 2. Engajamento do Público: Uma exposição gratuita é uma forma de arte acessível e cativante que tem o poder de atrair uma ampla gama de público, incluindo aqueles que não tem uma afinidade prévia com outras formas de expressão artística. As temáticas exploradas por Orlando, por meio da fotografia, podem ser uma rica oportunidade para envolver e inspirar o público, estimulando a curiosidade, a criatividade e a empatia. 3. Valorização da Diversidade Cultural: O trabalho de Orlando pode servir como uma janela para diferentes culturas, tradições e modos de vida ao redor do Brasil. Ao incluir uma variedade de estilos, técnicas e perspectivas na exposição, podemos celebrar a riqueza da diversidade cultural e promover o entendimento intercultural do país. 4. Estímulo à Inovação Artística: O trabalho de Orlando Azevedo é sem dúvida, um catalisador para a inovação artística, que incentivaria novos artistas a experimentar abordagens, técnicas e tecnologias dentro da fotografia. Isso pode levar ao surgimento de obras originais e impactantes que desafiam as convenções tradicionais e expandem os limites da expressão.
TEXTO DO CURADOR Rubens Fernandes Junior O LABIRINTO DA LUZ Orlando Azevedo celebra 50 anos de fotografia. A exposição O Labirinto da Luz, referência direta à poesia de Mário de Sá-Carneiro, traz o melhor de sua fotografia _ um conjunto expressivo que transita livremente entre o documental e o abstrato. Representações e inquietações que surpreendem pela beleza e pela invenção. Diante de uma obra múltipla e caleidoscópica, nossa opção foi criar dez núcleos, muito singulares, que contemplam parcialmente sua produção Suas fotografias, atravessadas por sonoridades inaudíveis, nos permite identificar um desejo incomum de estabelecer leituras com cadências e ritmos, timbres e sonoridades. E insinuações visuais que exigem muita atenção. Orlando pontua suas imagens com a força bruta do estranhamento. Paisagens oníricas e paisagens marinhas, aparições e ruínas, o corpo em movimento e o cotidiano popular, retratos perturbadores e absurdos improvisados que beiram o surrealismo. Seu caminhar errático no labirinto da luz se dá sempre com os olhos atentos, voltados para aquilo que só mesmo a claridade intensa pode desvendar o mistério do improvável. Na solidão da rua e na solidão do percurso, ele desafia a indiferença e busca o poético no detalhe e no banal. A nitidez e a transparência, o instável e o instante, a opacidade e a sombra. Uma espécie de reinvenção do realismo fotográfico, vasto e complexo. Isso embala sua vida inquieta quando percorre os trajetos do acaso que atraem sua percepção. Orlando Azevedo tem seu nome inscrito na cena cultural da fotografia nacional e da cidade de Curitiba alcançando, muitos outros territórios. Músico, fotógrafo, poeta e gestor cultural, seu percurso é diverso, mas é com a fotografia que a expressão de suas inquietudes evidencia os tênues limites entre vida e arte. Diante da dúvida, a eterna insatisfação que viabiliza a sua obra fotográfica _ registros dos afetos e dos sonhos. Mergulhem nesse labirinto! O labirinto da luz Perdi-me dentro de mim Porque era labirinto E hoje quando me sinto É com saudades de mim Passei pela minha vida Um astro doido a sonhar Na ânsia de ultrapassar, Nem dei pela minha vida... Para mim é sempre ontem, Não tenho amanhã nem hoje: O tempo que aos outros foge Cai sobre mim feito ontem. Autoria: Mário de Sá Carneiro O Museu Oscar Niemeyer (MON) de Curitiba apresentou a mostra "O Labirinto da Luz", que celebra os 50 anos de fotografia de Orlando Azevedo, no período de 24 de dezembro de 2021 até 15 de maio de 2022, na sua Sala 1, com grande afluxo de público e sucesso de crítica. A Secretária de Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, observou que a exposição é, sobretudo, um reconhecimento e uma homenagem. "Orlando Azevedo é um dos nossos grandes fotógrafos. Sua técnica e sua arte acompanharam os tempos, com sensibilidade e talento. É importante que a valorização do seu legado seja feita pela terra que escolheu para viver, o Paraná", diz. A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, afirma que a vocação do Museu Oscar Niemeyer para colecionar e expor fotografias, entre outras vertentes artísticas, se confirma com a realização desta grandiosa exposição. Incluímos um documento com uma amostra das fotos da exposição na aba Anexar Documentos - Informações Adicionais do projeto. Agora queremos levar a exposição para um público ainda maior, na capital cultural do Brasil - São Paulo e para duas importantes cidades do Norte - Belém e Nordeste - Fortaleza. A produção executiva do projeto ficará a cargo da proponente Mediacaos Promoções e Eventos Ltda, com grande experiência na produção de cultura, como a Exposição João Turin, realizada em 2015, com recorde de público no Museu Oscar Niemeyer (MON), além de ser premiada pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como "melhor exposição do ano" no Brasil. Para podermos montar esta exposição de 237 imagens em amplos locais expositivos em São Paulo, Belém e Fortaleza, com ingresso gratuito, precisamos do apoio do Ministério da Cultura, pois o projeto se enquadra na LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, em seu artigo 1 nos itens: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. O projeto também adere aos seguintes itens do artigo 3 da Lei 8.313: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
Trata-se de um exposição de 237 imagens do renomado fotógrafo Orlando Azevedo, com curadoria de Rubens Fernandes Junior. O curador criou um labirinto que divide a exposição em núcleos referentes a algumas das vertentes criativas do fotógrafo. São eles: “Ruínas”; “Religiosidade”; “Índia”; “Cósmica”; “Retratos”; “Marinhas”; “Corpo e Movimento”; “Paisagem”; “Festas e Populares”; “iPhone”; “Surreal” e “Voo”. “A exposição é um haikai ou a síntese de um ciclo de vida”, explica o fotógrafo. “Produzi tanto e em tantos caminhos que há muitas obras que ficaram pelas gavetas”, comenta. Segundo ele, são no total 160 mil matrizes analógicos e pelo menos o dobro em digitais. Orlando informa que as imagens selecionadas para a mostra foram impressas em algodão por Daniel Nitzsche, em Curitiba.
PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS NA OFICINA DE CONTRAPARTIDA SOCIAL: Nas três oficinas de fotografia ministradas por Orlando Azevedo teremos 5 vagas para pessoas com necessidades especiais em cada uma (haverá uma tradutora de libras para auxiliar os deficientes auditivos). A oficina será filmada e disponibilizada no YouTube gratuitamente com recursos de audiodescrição para deficientes visuas PRODUTO: EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Teremos um monitor fluente na linguagem de libras para recepcionar aos visitantes da exposição com deficiência auditiva.
O Museu da Fotografia Cidade de Curitiba foi inaugurado em 1998, graças à iniciativa de Orlando Azevedo, quando era Diretor de Artes Visuais na Fundação Cultural de Curitiba. O Museu da Fotografia foi o primeiro do gênero no Brasil e o segundo da América Latina, possuindo um acervo enorme e de extrema qualidade. Orlando Azevedo tem grande experiência em ministrar oficinas de fotografia, que serão levadas à São Paulo, Belém e Fortaleza, com as seguintes características: Metodologia: Cada oficina ocorrerá por uma semana, com carga horária de 3 horas diárias no turno da tarde, com 50 vagas, sendo 5 para pessoas com necessidades especiais (haverá uma tradutora de libras para auxiliar os deficientes auditivos). Esta oficina pretende fornecer aporte teórico, introduzindo, brevemente, a história da fotografia, resgatando alguns conceitos e ideias importantes para o desenvolvimento da mesma. Em seguida, será feita uma análise, em grupo, de algumas fotografias, a fim de aplicar as reflexões expostas e também abrir para o compartilhamento de experiências e troca de ideias. Na sequência, será proposta uma prática a ser realizada com os dispositivos móveis que os participantes tenham no momento, com o intuito de exercitar a criatividade, o olhar e a reflexão acerca do ato fotográfico. A oficina será filmada e disponibilizada gratuitamente no YouTube, potencializando assim o alcance do projeto para milhares de pessoas. BibliografiaBERNIER, Jules. 200 assuntos fotográficos. 1. ed. São Paulo: Iris, 1970. 168 p.BUSSELLE, Michael. Tudo sobre fotografia. São Paulo: Círculo do Livro, 1988. 224 p.GURAN, Milton. Linguagem fotográfica e informação. 3. ed. Rio de Janeiro: Gama Filho, 2002. 119 p.HEDGECOE, John. Guia completo de fotografia. São Paulo: Martins Fontes, 1996-2001. 224 p.HUMBERTO, Luis. Fotografia, a poética do banal. Brasília: Universidade de Brasília, 2000. 105 p.LIMA, Ivan. Fotojornalismo brasileiro: Realidade e linguagem. 1. ed. Rio de Janeiro: Fotografia Brasileira, 1989. 90 p. Contrapartida Social em consonância com o art. 28, inciso VI da IN nº 01/2023 : VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.
Nome: Mediacaos Promoções e Eventos Ltda Função: Produção executiva, sendo que a mesma também será a responsável pela gestão do processo decisório. Atividades culturais: - O projeto cultural RADIOCAOS 18 ANOS NO AR - TEMPORADA COMPLETA 2016 foi aprovado em nome da MEDIACAOS no Edital 020/15 do Mecenato Subsidiado da Fundação Cultural de Curitiba, tendo sido executado no ano de 2016. - Trilha Sonora do filme Somebody Clap For Me - Doc 118min - Doha , Catar - 2017 - Publicação de “Gentes - retratos espontâneos realizados entre 2010 e 2017“, de Maringas Maciel, com ISBN 978-85-922658-0-9, publicado em 2017. - Produção do evento Radiocaos Ultravox - 2013/2014 - Espetáculo/Vídeos – Curitiba: https://www.youtube.com/watch?v=ORG9Nb-3pS8 - Produção da Exposição João Turin - MON - Curitiba 2015. Ver em: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/05/mostra-com-obras-de-joao-turin-recebe-premio-de-melhor-exposicao.html - Edição do livro João Turin Vida , Obra , Arte - José Riberto Teixeira Leite - Ed. Nossa Cultura – 2015. Nome: Orlando Manuel Monteiro de Azevedo Função: fotógrafo da exposição. Atividades culturais: Orlando Azevedo possui obras em diversos acervos do Brasil e de outros países, como no International Center of Photography, em Nova York; Centre Georges Pompidou e Museu Francês de Fotografia, em Paris; Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna de São Paulo; Instituto Cultural Itaú; Museu de Fotografia Cidade de Curitiba; Empresa Portuguesa das Águas Livres/Lisboa; Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro; Museu Afro Brasileiro, em São Paulo; Fototeca de Cuba, em Havana, além do próprio Museu Oscar Niemeyer (MON), e também várias e importantes coleções privadas nacionais e internacionais. No total, Orlando tem 12 livros publicados e entre eles estão: “Mestiço – Retrato do Brasil” (2019); “Augusto Weiss 1890/1990” (2017), e “Rio Grande/RS” (2014). Orlando Azevedo em suas palavras: Nasci a 12 de Maio de 1949 sob a regência de touro com Leão na Ilha Terceira / Açores onde vivi até o nove anos com meus pais e irmãos. As primeiras cartas de solos dos Açores de São Miguel e Ilha Terceira foram realizadas por meu pai também açoriano mas por força de sua profissão ali permaneceu até meus nove anos quando então nos deslocamos para Lisboa onde fui morar na Avenida do Brasil após ter saído de minha ilha Terceira ladeada pelo Monte Brasil. Com 13 anos parto com a família para o Brasil em função de meu pai ter ingressado na FAO (ONU) e ter sido convocado com vários técnicos do mundo para implantarem a Escola de Florestas no Brasil. Desde minha chegada ao Brasil em 1963 queria demais aprender e empreender fotografia como modo de vida. Com 13 anos já tinha laboratório e já revelava e muitas vezes com luz verde . Após um período de 10 anos tocando num grupo de rock chamado "A Chave", que revolucionou a cultura de Curitiba, retomo pra valer a fotografia como modo de vida de ser e estar. Éramos um trio Peter Lorenzo/Vilma Slomp e Orlando Azevedo. Uma década de invulgar sucesso e reconhecimento. Atendia-se grandes contas tais como Boticário/Bamerindus/Batavo/Britânia/Itaipu etcetc. Um período de extrema intensidade profissional em que se atravessava a noite fotografando para no dia seguinte revelar e processar o material produzido. De qualquer modo embora reconheça o saber que a fotografia publicitária proporcionou sempre ao entrar no estúdio dizia ironicamente “Bem vindo ao pavilhão da mentira”. Em 1994 sou convidado a ser diretor de artes visuais de Curitiba na primeira gestão de Rafael Greca de Macedo. Nasce a Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba, que torna-se sem dúvida a grande referencia da produção nacional, sendo que a partir da constituição de invulgar acervo da fotografia nacional nasce o Museu de Fotografia Cidade de Curitiba, sendo o primeiro da América do Sul. O museu fora pensado para que tivesse continuação em sua direção ética e estética quando foi criado um conselho consultivo de expressão internacional. De qualquer modo este período em que me mantive na direção das artes visuais do município me aproximou muito mais da arte maior e verdadeira. Me tornei amigo desde a década de 70 do grande artista e voz incisiva de Frans Krajcberg. Infelizmente o grito de Krajcberg foi amordaçado em Curitiba quando havia sido criado o espaço Krajcberg no Jardim Botâncio e cuja mostra a Revolta obteve mais de um milhão de visitantes durante um período de um ano. Tive o privilégio de ter sido o curador desta mostra que tomou todos os espaços da cidade com debates e mostras paralelas. Sem dúvida o maior evento de artes plásticas de Curitiba. Posteriormente Krajcberg faz a curadoria de minha mostra Cósmica apresentada em São Paulo na galeria de Sérgio Caribé. Em 1999 inicio o grande projeto de percorrer o interior do país para revelá-lo e acima de tudo desvendá-lo. Inicia então Coração do Brasil quando percorri 70.000km para interpretá-lo em três temas base- Homem, Terra e Mito. Embora na primeira etapa e ciclo de três anos tenha percorrido 70.000 km de todo o território nacional do Chui ao Oiapoque sempre será um projeto interminável perante tantas artérias a percorrer e saber. A expedição Coração do Brasil foi patrocinada pela Petrobrás, em 2002, e o livro de fotografias foi finalista do Jabuti daquele ano. Dando continuidade fiz depois o projeto do Paraná e do Lagamar e de Mestiço que na real são temas que integram Coração do Brasil. No momento escolhi para viver e criar a cidade de Antonina quando provavelmente publicarei mais um livro sobre este pequeno vilarejo caiçara. Envolto pelo encontro do mar com os rios e pela exuberante e riquissima mata atlântica. Claro que neste período faço algumas curadorias que me solicitam, assim como participo com mostras e workshops em alguns dos inúmeros encontros de fotografia que existem no país. Foi em Paraty que lancei o livro O Mestiço contendo 340 retratos de brasileiros anônimos. Os heróis da resistência. Por outro lado foi lá que ocorreu a mostra ao ar livre com alguns dos retratos deste livro, que acabou por ser finalista do Jabuti. Há algumas considerações que merecem reflexão. Dei o nome Coração do Brasil pelo fato do mapa do Brasil tem uma semelhança com o formato de um coração e , depois o óbvio pois fui percorrer as artérias e pulsação deste intenso e visceral coração. Meu último livro chama-se "Cósmica", uma abstração de interpretação dos quatro signos: água/ar/terra e fogo. Minha carreira como fotografo tem sido a de um marginal que apostou em seu interior pela utopia de ir em busca do outro num grande encontro. Descobrir para revelar e ampliar. Embora com diversas publicações e inserções tais como na Encyclopediedes Photographes de Michel e Michelle Auer e/ base de dados da Maison Européenne de la Photographie. Claro que esta mostra é uma síntese do que produzi e continuo produzindo É sempre muito complexo executar uma seleção que neste caso coube ao experiente e sábio Rubens Fernandes. Nome: Rubens Fernandes Junior Função no projeto:curador Atividades culturais: Atualmente é Diretor e Professor Titular da Área de Comunicação da Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP), além de pesquisador e curador independente. Possui doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É curador do Prêmio Wessel de Fotografia e membro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Autor dos livros: Fotografias Deserdadas, Editora Tempo D’Imagem, Fortaleza (2022); Papéis Efêmeros da Fotografia, Editora Tempo D’Imagem, Fortaleza (2015); Geraldo de Barros – Fotoformas e Sobras, Editora Cosac Naify, São Paulo (2006); Labirinto e Identidades – Fotografia Brasileira Contemporânea, Editora Cosac Naify, São Paulo (2003); entre outros. Recebeu o Prêmio Mérito Cultural na Fotografia, da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil, em 2020 e o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, em 2014, entre outros prêmios.
PROJETO ARQUIVADO.