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PRONAC 242616Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Palhaça Triolê em: o céu de memórias

54313071 SAMUEL HENRIQUE COSTA FIGUEIREDO
Solicitado
R$ 199,2 mil
Aprovado
R$ 199,2 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2025-01-01
Término
2025-07-31
Locais de realização (1)
Belo Horizonte Minas Gerais

Resumo

Montagem e apresentações de espetáculo inédito de palhaçaria solo, focado na ancestralidade negra feminina. A força que vem das memórias de uma família liderada por mulheres negras de Minas Gerais é a linha condutora do espetáculo que será conduzido pela Palhaça Triolê.

Sinopse

Espetáculo de palhaçaria no qual a atriz Kelly Spínola dá vida à Palhaça Triolê. Em cena, Triolê rememora e recria histórias vividas por ela com suas mais velhas, mãe e avó. Como uma colcha de retalhos, a palhaça vai tecendo uma narrativa que fala não só da herança feminina que vem de suas mais velhas, mas conectando vivências de muitas ancestrais negras por esse Brasil adentro.

Objetivos

Geral Montar espetáculo comandado por uma equipe de mulheres ao longo de 6 meses, para realizar 12 apresentações em 4 diferentes territórios do capital mineira, a fim de gerar no público reconhecimento e valorização de trajetórias sistematicamente inviabilizadas, de mulheres negras periféricas, provocando identificação e reflexões acerca das trajetórias que se encontram no contexto social em que estão inseridas. Específicos 1. Montar espetáculo "Palhaça Triolê em: o céu de memórias", um solo de palhaçaria apresentado pela Palhaça Triolê; 2. Realizar 12 apresentações ao longo de 1 mês em 4 bairros centrais e periféricos de Belo Horizonte; 3. Realizar roda de conversa 1 vez por semana (ou seja, 4 rodas diferentes) ao fim da apresentação, com participação da atriz e equipe técnica; 4. Ter equipe de montagem e criação composta por, no mínimo, 80% de mulheres; 5. Buscar a diversidade de público, promovendo a acessibilidade de diferentes pessoas em cada espaço de apresentação; 6. Buscar parcerias com instituições e projetos que atuem junto à mulheres negras para formação de plateia; 7. Criar meios e estratégias de ter um público de cerca de 960 pessoas ao fim das apresentações; 8. Desenhar estrutura artística que permita a circulação do espetáculo sem que haja custos excessivos para tal, mesmo após a execução desta proposta, possibilitando a participação em outros eventos.

Justificativa

Trajetórias de mulheres negras e periféricas sempre foram inviabilizadas e/ou retratadas de forma homogênea, como se todas as vidas e vivências experienciassem as mesmas situações sistematicamente. Obviamente, há muitos pontos de contato entre as histórias de muitas mulheres pretas no Brasil. Essas conexões são fruto de uma estrutura social que vai aprofundando desigualdades, sobrepondo camadas e empurrando os caminhos para trajetos limitados socialmente. Então não será incomum, por exemplo, olhar para três ou quatro gerações anteriores à nossa e ver que as mulheres negras sempre ocuparam o lugar de serviços de cuidados _ como empregadas domésticas, babás, cozinheiras, passadeiras etc. E, sabe-se, tais serviços configuram trabalho desvalorizado ao longo dos séculos, invisível, tal qual as vidas de quem os exerce, só ganhando amplitude no debate público nos últimos anos, tendo a chamada "economia do cuidado invisível" sido o mais recente tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em 2023. Partindo destas reflexões, as mulheres que dão origem a esse espetáculo, escrito sob encomenda como forma de trazer à tona memórias e narrativas das mais velhas - a mãe e a avó de Kelly Spínola, atriz que dá corpo à Palhaça Triolê -, não fugiram dessa lógica de cuidado como forma de manutenção econômica das famílias que chefiavam. Aliás, as famílias monoparentais chefiadas por mulheres negras também fazem parte desse bojo social que sustenta desigualdades como herança colonial. Mas quais são as memórias que construíram as paredes de lembranças da menina que veio a se tornar a palhaça Triolê? Quais foram as dores e delícias enfrentadas por essas mulheres, que sustentaram o chão para que a menina pisasse firme e se tornasse quem é? Em que outros momentos, para além dos que foram marcados pelo sofrimento gerado pelo machismo e racismo, as poesias cotidianas abriram caminhos? O espetáculo se propõe a trabalhar sobre esses caminhos, normalmente desconhecidos, que não poderiam deixar de retratar criticamente as durezas, mas que também falam de belezas. São memórias individuais que, tratadas de forma lúdica e divertida, através da palhaçaria, podem trazer à tona as memórias coletivas de um grupo que tem muito o que contar, responsável por ter sustentado e embalado a sociedade brasileira em seu colo. Gayatri Spivak, autora de "Pode a subalterna falar?" _ livro que inspira Djamila Ribeiro em sua obra sobre o lugar de fala -, aponta para a homogeneidade como uma das características presentes no processo de subalternização de grupos. Outro apontamento que a autora traz é a mediação presente nesses processos. Aqui, em "Palhaça Triolê em: o céu de memórias" Kelly é a voz de uma mulher negra que hoje tem a possibilidade de contar as vozes de suas ancestrais e de suas mais velhas. É um espetáculo dela por e para elas, uma forma de homenagem em vida. A proposta se enquadra no seguinte inciso do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.

Especificação técnica

Espetáculo de palhaçaria idealizado para acontecer em ambientes fechados ou abertos, com duração de 50 minutos. Conta com uma atriz e uma musicista em cena.

Acessibilidade

Produto: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Disponibilizaremos, em todas as apresentações da circulação, interpretação em LIBRAS. ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA Na seleção dos espaços de apresentação, teremos como critério de seleção a acessibilidade, a saber: piso tátil para deficintes visuais, espaço reservado para cadeirantes, banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS Montaremos um espaço de descanso para pessoas neurodivergentes, caso sintam necessidade de se retirar durante a apresentação.

Democratização do acesso

A proposta é que as apresentações sejam inteiramente gratuitas, atendendo integralmente ao Art. 29, parágrafo II, que dispõe "mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo", da IN 11/2024, publicada em 30 de janeiro de 2024. Sendo um espetáculo com classificação indicativa livre, atende também ao art. 30, parágrafo VI que dispõe: "realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil", da mesma instrução normativa.

Ficha técnica

Atriz e diretora: Kelly Spinola Mulher, negra e idealizadora do espetáculo, Kelly é atriz com formação profissional pela PUC-Minas (2013). Na área de artes cênicas, tem formações complementares em cursos de palhaçaria, inclusive tendo participado de Programa de Iniciação Cinetífica na UFMG, de montagem de cenário e figurino, dentre outros. A palhaçaria é a linguagem, nas artes cênicas, onde se sente muito à vontade para se expressar e se comunicar com seu público, pelo potencial interativo que traz. Além disso, trata-se de uma área que tem se ampliado cada vez mais para aas atrizes, que vem buscando a desconstrução patriarcal historicamente presente nesta linguagem. Foi professora, de artes cências, de intituições como Instituto São Gerônimo e APAE. Também, atuando como professora de artes cênicas para a infância, foi bolsita da CAPES. Participou e participa de movimentos de teatro da cena em Belo Horizonte, tendo fundado a Coletiva Preta de Teatro (2018), atuando como produtora Na Associação Teatro Negro e Atitude (2019) e atuando na academia em pesquisas ligadas às artes e relações étnico-raciais, como o Projeto de Iniciação Científica nas ações afirmativas de Etnico Racial Na FAE/UFMG. Participou da Comissão Permanente de Ações Afirmativas e Inclusão participando na Banca de Heteroidentificação UFMG (2020). Como atriz, Kelly soma dezenas de espetáculos, inclusive nas funções de direção e atuação, como o Solo de palhaçaria: Triolê quer casar: Direção e atuação: Kelly Spinola, no Projeto Música e Poesia no Centro Cultural da UFMG. Dramaturgia: Andrea Rodrigues Atriz, pesquisadora, educadora e contadora de histórias. Realiza pesquisas sobre teatro negro, gênero e raça. Integrante da Cia Bando e da Cia Espaço Preto e do Coletivo Segunda Preta. Seu percurso na dança passa pelo Hip-hop e pela dança folclórica até chegar ao Bloco Magnólia, em 2017. Direção musical e musicista: Lucimélia Romão Dramaturga, artista visual e performer brasileira. Pós Graduada em Artes pela Universidade Federal de Pelotas - RS, graduada em Teatro pela UFSJ - MG e técnica em artes dramáticas pela Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo - SP. Vive em SãoFélix BA, onde cursa graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - BA, pesquisa artes têxtil, instalações, performances e fotoperformances.Está com obra na exposição DOS BRASIS: Arte e Pensamento Negro; expôs na Mostra BDMG Cultural 21 (2021); na 9aEdição da Mostra 3M de Arte (2019); e já participou como atriz em festivais e mostras competitivas em diversos lugares do Brasil. Foi premiada no 33a Edição do Programa de Exposições – CCSP (2023); 1o Prêmio Pretas Potências (2023);9a Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP (2023); no 8° Prêmio Foco da ARTRio (2022); no 3 ° Prêmio Leda Maria Martins de Artes Cênicas Negras (2019); e no FESTU em 2018. Atualmente circula com as performances instalações MIL LITROS DE PRETO: A MARÉ ESTÁ CHEIA e MULHERES DO LAR - Mortes Anunciadas. Coordenação de produção (proponente): Samuel Abelino Formado línguas em Dublin (Irlanda), Samuel fez curso de produção cultural com Sinara Telles, na CócciX Companhia de Teatro. Foi produtor cultural e executivo do Teatro Negro Atitude entre os anos de 2019 e 2023. Também atua como iluminador cênico/teatral, tendo sido iluinador no TNA pelo mesmo período em que produziu.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.