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PRONAC 242625Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Nelson Leirner - Parque de Diversões

PHI PROJETOS CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 1,90 mi
Aprovado
R$ 1,75 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-07-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (3)
Salvador BahiaBrasília Distrito FederalSão Paulo São Paulo

Resumo

Exposição do celebrado artista brasileiro Nelson Leirner, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra, inédita, propõe um olhar sobre o universo criativo e irreverente do artista, a partir de uma seleção de obras que abrangem 6 décadas de carreira. O projeto contempla a realização da exposição em três cidades, pelo período de 2 meses em Brasília, 3 meses em São Paulo e 3 meses em Salvador, além de um catálogo e ações formativas.

Sinopse

Além de a entrada da exposição ser gratuita para todos os públicos, uma das ações centrais da exposição é a ação educativa. Temos o intuito de transformar a galeria em um espaço de produção, um parque de diversões, onde o público poderá produzir suas próprias obras de arte. Para tal, o projeto pedagógico da exposição será desenvolvido por uma equipe especializada em etapa de pré-produção do projeto, contemplando não apenas visitas de escolas e grupos, mas também todo o público que visitar a exposição. Teremos uma equipe de educadores e mediadores atuando ativamente no espaço expositivo, a fim de garantir uma maior interatividade entre o público e a exposição. Além deste espaço educativo, o projeto prevê visitas guiadas e/ou palestras com o curador, oficinas e o desenvolvimento de um catálogo, sendo: CATÁLOGO Contará com conteúdos da exposição, textos curatoriais e institucionais, imagens adicionais e ficha técnica. O mesmo será produzido em uma tiragem de 1300 unidades, além de ter uma versão para distribuição online. OFICINAS A exposição contará com cinco oficinas gratuitas que serão desenvolvidas por uma equipe especializada durante a etapa de pré-produção do projeto, em cada praça. Engajar o público, especialmente os jovens, a partir dos conteúdos abordados na exposição, considerando suas experiências e seus questionamentos, é um dos principais objetivos das oficinas. As atividades irão explorar os temas "arte como um jogo" e "todo mundo é artista" para provocar o público a criar suas próprias obras e se relacionar com a exposição como o título sugere, um parque de diversões. PALESTRAS OU VISITAS GUIADAS O projeto contará com uma palestra ou visita guiada do curador em cada cidade, dentro da instituição que receberá a exposição, e terá duração de uma hora. Os eventos serão gratuitos e abertos ao público geral. A temática será em torno da curadoria e das obras da exposição, aprofundando em questões abordadas na obra de Nelson Leirner.

Objetivos

Objetivo Geral Em 1969, na abertura do MASP da Paulista, Nelson Leirner apresentou uma exposição no nível da rua. Intitulada Play-Ground, era composta por peças com as quais o público, incluindo os transeuntes, poderiam manipular, invadir, brincar, inventar o que quisessem. Era o coroamento da articulação entre duas noções que lhe eram essenciais: 1. Arte é um jogo; 2. Todo mundo é artista. O foco dessa proposta é explorar e atualizar o esforço desse grande artista em demonstrar essas noções através de uma exposição inédita com cerca de 40 obras que refletem a extensa gama de suportes que Leirner explorou em sua carreira: pinturas, desenhos e gravuras à esculturas, instalações interativas e filmes. Seus temas, relacionados ao futebol, crenças, jogos, mercado de arte, entre outros assuntos, compõem um caleidoscópio de práticas e saberes culturais brasileiros representados de forma única pelo artista. Há também o intuito em transformar a galeria num espaço de produção, um parque de diversões, onde o público, com o auxílio do educativo, produzirá suas próprias obras de arte. Este projeto busca atingir diversos objetivos e contribuir de forma significativa para a sociedade em termos culturais. Um dos principais propósitos desse projeto é atualizar e destacar as noções fundamentais da poética de Leirner, que permeiam sua obra desde o início de sua carreira. A primeira noção, "Arte é um jogo", expressa a ideia de que a arte pode ser vista como uma forma de expressão lúdica, interativa e desafiadora, convidando o público a participar ativamente da experiência artística. A segunda noção, "Todo mundo é artista", rompe com a concepção tradicional de que apenas alguns indivíduos privilegiados têm o direito de criar e apreciar arte, defendendo que a expressão artística está ao alcance de todos. Um catálogo sobre a exposição e a obra de Nelson Leirner também será desenvolvido, com o objetivo de registrar o projeto desenvolvido e disponibilizar textos críticos sobre a obra do artista, tornando-o um documento importante e relevante, que será distribuído para bibliotecas, instituições nacionais e público em geral. Como complemento e com o objetivo de democratizar mais o acesso à obra do artista, o projeto prevê visitas guiadas e/ou palestras com o curador e oficinas voltadas para o público jovem. Para além disso, o projeto objetiva: - contribuir para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Objetivos específicos 1) Realizar uma exposição de artes visuais com duração de dois meses na cidade de Brasília. Previsão de 20.000 visitantes. 2) Realizar a itinerância da exposição, com duração de três meses, na cidade de São Paulo. Previsão de 20.000 visitantes. 3) Realizar a itinerância da exposição, com duração de três meses, na cidade de Salvador. Previsão de 20.000 visitantes. 4) Desenvolvimento de um catálogo‐livro com o conteúdo da exposição e textos e fotografias adicionais. O livro terá tiragem de 1.300 (mil e trezentos) exemplares. 5) Realização de uma palestra ou uma visita guiada gratuita por cidade. Previsão de público: 50 pessoas por cidade, totalizando 150 pessoas 6) Realização de 5 oficinas gratuitas, com oficineiros brasileiros, em cada cidade. Previsão de público: 15 pessoas por oficina, totalizando 225 pessoas.

Justificativa

Leirner é reconhecido como um artista de grande importância para o desenvolvimento da arte contemporânea no Brasil, com uma carreira profícua e obras heterogêneas que apresentam um teor crítico e reflexivo. Agnaldo Farias é um estudioso da obra de Nelson Leirner, seu interlocutor mais constante desde 1990. Ao honrar a obra desse artista maior, o projeto destaca como sua produção artística abriu e continua abrindo novas perspectivas sobre questões da contemporaneidade, rompendo paradigmas sobre o próprio fazer artístico. A exposição destaca-se por sua originalidade, pela seleção cuidadosa de obras que percorrem seis décadas de sua carreira e pela busca em explorar as noções fundamentais de sua poética. Além disso, o projeto inclui ações educativas, buscando estabelecer uma interação mais profunda com o público e ampliando o impacto cultural e promovendo a disseminação de conhecimento e o envolvimento do público com a produção artística nacional. A relevância cultural deste projeto reside na capacidade de ampliar as fronteiras da arte, envolvendo e empoderando o espectador, ao mesmo tempo em que preserva e divulga a trajetória de um dos mais renomados artistas brasileiros. Além disso, a solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parcerias na iniciativa privada. Dessa forma, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, uma vez que oferece gratuitamente uma exposição de artes e um catálogo, em cidades de três regiões brasileiras - Brasília, São Paulo e Salvador. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, através da seleção de artistas e profissionais culturais brasileiros para comporem a equipe do projeto. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, uma vez que trata-se de um projeto de cunho artístico e cultural, onde os visitantes também terão a oportunidade de criar suas próprias obras de arte com o apoio das equipes educativas. IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, através de uma mostra que além de exibir obras de um artista nacional irá valorizar o patrimônio histórico material brasileiro, além de fomentar um registro das atividades em um catálogo. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, uma vez que o projeto propõe uma mostra que busca instigar reflexões sobre o papel do espectador, desafiando-o a se engajar de maneira ativa e criativa com as obras expostas. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, uma vez que se trata de uma mostra de arte com um artista nacional reconhecido. IX - priorizar o produto cultural originário do País, uma vez que o artista e equipe do projeto são brasileiros. Ademais, o projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3º da Lei 8.313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante realização de exposição de artes, sua itinerância por três regiões brasileiras, catálogo e ações formativas. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante distribuição gratuita e pública de ingressos para a exposição.

Especificação técnica

CATÁLOGO O catálogo terá cerca de 100 páginas, porém os aspectos mais técnicos, como papel, tipo de capa e design, serão desenvolvidos em etapa de pré-produção. OFICINAS A exposição contará com cinco oficinas gratuitas em cada praça, com duração de até uma hora cada. PALESTRAS OU VISITAS GUIADAS O projeto contará com uma palestra ou visita guiada do curador em cada cidade, dentro da instituição que receberá a exposição, e terá duração de uma hora. PROJETO PEDAGÓGICO O projeto pedagógico da exposição será desenvolvido por uma equipe especializada em etapa de pré-produção do projeto. Engajar os estudantes e professores a partir dos conteúdos abordados na exposição, considerando suas experiências e seus questionamentos, é um dos principais objetivos da equipe educativa durante as visitas mediadas com as escolas. Serão sugeridos percursos e atividades a partir dos temas da exposição, além de um material pedagógico para professores e educadores que queiram aprofundar alguns dos temas abordados durante as visitas, em sala de aula. O plano pedagógico será destinado a estudantes de escolas e universidades públicas, mas não impede que outras escolas e públicos usufruam do conteúdo. Os roteiros pretendem auxiliar no desenvolvimento das competências específicas para cada faixa etária trabalhada, a partir do conteúdo da exposição. A metodologia será criada por uma equipe de educadores especializados em exposições.

Acessibilidade

Em atendimento ao Art. 27 da Instrução Normativa nº 11 de 30/01/2024, nos termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, as seguintes ações serão adotadas para acessibilidade: PRODUTO: EXPOSIÇÃO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: o local de realização terá estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: - Audioguia com roteiro de visitação à exposição, voltado para todos os públicos, em especial aos deficientes visuais; - Acessibilidade de algumas das instalações e conteúdos através de audiodescrição - Desenvolvimento e produção de objeto(s) tátil(eis) para promover o acesso às pessoas com deficiência visual, a ser(em) utilizado(s) em grupos de atendimentos exclusivos à públicos com necessidades especiais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: - Acessibilidade de algumas das obras e textos através de interpretação em língua dos sinais gravadas em vídeo e disponibilizadas via QR Code. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: monitores e equipe treinados para auxiliar esse público. PRODUTO: CATÁLOGO ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: não se aplica ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: disponibilização do catálogo em formato digital, com audiodescrição das obras e leitura dos textos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: catálogo acessível para deficientes auditivos, pois não possui nenhum conteúdo sonoro. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: catálogo com muitas imagens e, quando possível, desenvolvimento de textos com linguagem simples. PRODUTO: OFICINAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Linguagem oral ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário. PRODUTO: PALESTRAS/ VISITAS GUIADAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Todos os locais já possuem estrutura como corrimões, rampas e banheiros adaptados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Linguagem oral ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: Equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário.

Democratização do acesso

Em atendimento aos Artigos 29, 30 e 31 da Instrução Normativa nº 11 de 30/01/2024, todos os ingressos da exposição serão para distribuição gratuita. Em complemento, iremos adotar as seguintes medidas de ampliação do acesso, conforme estipulado no Art. 30. : IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; Com relação ao catálogo da exposição, o mesmo também terá distribuição gratuita, sendo: I - 10% (dez por cento) dos catálogos serão para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - 10% (dez por cento) dos catálogos serão para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - 10% (dez por cento) dos catálogos serão para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - 70% (setenta por cento) dos catálogos serão para distribuição gratuita para o público em geral. A exposição contará também com cinco oficinas gratuitas em cada cidade voltadas para o público jovem. As oficinas têm como propósito oferecer uma nova perspectiva do trabalho do artista Nelson Leirner e engajar os participantes na construção de suas próprias obras de arte. Dessa forma, contribui para a democratização de acesso tanto à obra de Nelson Leirner, quanto ao fazer artístico. Além disso, o curador realizará uma palestra ou visita guiada em cada cidade, também contribuindo para a democratização de acesso. Os eventos serão gratuitos e abertos ao público geral, com ampla divulgação em redes sociais e meios de comunicação das instituições onde ocorrerão a exposição.

Ficha técnica

Julia Borges Araña - dirigente da Phi - direção geral Julia Borges Araña é curadora, pesquisadora e produtora especializada em projetos de arte contemporânea, novas mídias e cultura pós-internet, diretora da produtora cultural Phi Projetos e do Instituto URBE. Produziu projetos culturais de amplitude internacional incluindo: Smart Lights - Luzes Inteligentes (Farol Santander São Paulo, 2024 e Porto Alegre, 2023), Movimentos Convexos (CCBB São Paulo, 2023), Banksy (Shopping Village Mall e Shopping Eldorado, 2023), Frida Kahlo (Shopping Eldorado, 2023), Tina Turner (Museu da Imagem e do Som, 2023), Joan Jonas – Cinco Décadas (Pinacoteca, 2020), Björk Digital (CCBB Brasília, CCBB RJ, CCBB Belo Horizonte, 2019/ 2020), Chantal Akerman - Tempo Expandido (Oi Futuro/ 2018-2019), URBE – Mostra de Arte Pública (2016 e 2018), Perfume de Sonho, exposição individual de Sebastião Salgado (Instituto Tomie Ohtake/ 2016), Eija‐Liisa Ahtila ‐ Sobre assuntos desconhecidos, natureza dos milagres e possibilidades da percepção, exposição com curadoria de Catherine de Zegher (Oi Futuro Flamengo/ 2015). De 2013 a 2019 foi responsável na América Latina pela The Wrong Digital Art Biennale. De 2004 a 2012 trabalhou na equipe de produção e curadoria do Itaú Cultural e do Museu da Imagem e do Som‐SP. Possui MBA em Bens Culturais: Cultura, Economia e Gestão, pela Fundação Getúlio Vargas e é graduada em Comunicação Social - Cinema pela FAAP. Lia de Figueiredo Vissotto - coordenação do projeto Lia Vissotto, 46 anos, é formada em Comunicação Social pela Universidade de São Paulo e sócia-fundadora da Cinnamon Comunicação. Trabalhou em empresas como Columbia Pictures do Brasil, Cartão Unibanco, Super 11.net e America Online. Já foi responsável pela criação e produção de inúmeros projetos culturais, incluindo Música Em Cena- 1o Encontro Internacional de Música de Cinema, Rebobine Por Favor - a exposição, a instalação Vestígios Vestíveis, o CCBB Música.Performance (com 5 edições já realizadas com o CCBB São Paulo), Music Video Festival (10 edições realizadas no Museu da Imagem e do Som de São Paulo), a exposição Björk Digital (CCBB Brasília e RJ), Tina Turner - Uma Viagem para o Futuro (MIS São Paulo), Smart Lights – Luzes Inteligentes (Farol Santander POA), Anexa CCBB_Movimentos Convexos, entre outros. Realizou também projetos de arte pública, contabilizando 4 Mostras realizadas em São Paulo, através do Instituto URBE, do qual também é diretora. Lia tem como princípio primordial promover a diversidade em suas equipes e conteúdos, abarcando pessoas e artistas dos mais diversos gêneros e raças. Agnaldo Farias - curadorAgnaldo Farias é doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e mestre em História Social pela UNICAMP. Desenvolve pesquisa em “Arte Contemporânea” e “Arte e Arquitetura Contemporânea”. Foi Curador Geral do Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba (2017/2018), Curador Geral do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000); curador de exposições temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992), Curador Geral da 29a Bienal de São Paulo (2010), da Representação Brasileira da 25a Bienal de São Paulo (1992), Curador Adjunto da 23a Bienal de São Paulo (1996) da 3a Bienal de Coimbra, Portugal (2019), Curador Internacional da 11a Bienal de Cuenca, Equador (2011) e do Pavilhão Brasileiro da 54a edição da Bienal de Veneza (2011). Publicou livros que incluem “Amaldiçoado aquele que mexe em meus ossos”, in: “Pedro Motta_Natureza das coisas”. SP: Ubu, 2018; “Cronicamente errada,” in: “Marta Neves – à boca pequena, naturalmente”. BH: Nunc, 2017; “Henrique Oliveira”- SP: Cosac & Naify (2016), “Henrique Oliveira”. SP: Cosac & Naify, 2016. Recebeu o prêmio “Melhor retrospectiva” da APCA, 1994, pela “Exposição Nelson Leirner”, o Prêmio Maria Eugênia Franco, da ABCA, pela melhor curadoria de 2011 e o Prêmio “Melhor exposição de fotografia”, da APCA, 2022, pela exposição “Pena Prearo – Labirintos revisitados”. Associado da ABCA e da AICA. Nelson Leirner - artista Nelson Leirner (São Paulo, 1932 - Rio de Janeiro, 2020) foi um artista intermídia e professor universitário. Seu trabalho se caracteriza pelo teor reflexivo e polemista. Alternando entre crítica política e social, remissões à arte e ao mercado e referências a divindades e animais, transforma objetos cotidianos em alegorias das situações que pretende destacar. Seus pais, Felícia Leirner (1904-1996) e Isaí Leirner (1903-1962), ajudam a fundar o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e convivem com a vanguarda brasileira. Em 1947 vai aos EUA onde estuda engenharia no Lowell Technological Institute, em Massachusetts, mas não conclui o curso. Resolve tornar-se artista na década de 1950, estimulado por trabalhos de Paul Klee (1879-1940). Volta ao Brasil em 1952, em 1956 passa a ter aulas de pintura com o artista catalão Joan Ponç (1927-1984) e, em 1958, frequenta o Atelier-Abstração, de Flexor (1907-1971). Interessado nas poéticas dadaístas, produz seus quadros com objetos recolhidos na rua, gerando a série Apropriações. Em 1964, abandona a pintura e passa a trabalhar com elementos industriais, trabalhando entre a escultura e o objeto. Em 1966 funda o Grupo Rex, com Wesley Duke Lee (1931-2010), Geraldo de Barros (1923-1998), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945), promovendo happenings e publicando o jornal Rex Time. O grupo se volta às relações da arte com o mercado, as instituições e o público, com abordagens baseadas nas linguagens radicais dos anos 1960. Em 1967, monta a exposição "Da Produção em Massa de uma Pintura". Mostra a série Homenagem a Fontana. As "pinturas" são produzidas industrialmente, feitas de zíperes e tecidos. No mesmo ano, envia seu Porco Empalhado (1966) para o 4º Salão de Arte Moderna de Brasília. O júri aceita o trabalho e Leirner questiona o resultado pelo Jornal da Tarde, exigindo uma manifestação explícita dos critérios da mostra. Em 1967, realiza a Exposição-Não-Exposição, em que oferece suas obras gratuitamente. Por motivos políticos, fecha sua sala especial na 10ª Bienal Internacional de São Paulo de 1969, e recusa convite em 1971. A partir da década de 1970, o teor questionador passa a ter um sentido alegórico, que muitas vezes envolve o erotismo. Nessa época, Leirner se dedica a linguagens como o design, os múltiplos e o cinema experimental, e cria alegorias da situação política contemporânea em séries de desenhos e gravuras. Em 1974, expõe A Rebelião dos Animais, com duras critias ao regime militar e recebe da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) o prêmio de melhor proposta do ano. Em 1975, a APCA encomenda-lhe um trabalho para entregar aos premiados, mas a Associação recusa-o por ser feito em xerox. Como protesto, os artistas não comparecem ao evento. De 1977 a 1997, leciona na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, onde tem relevância na formação de gerações de artistas. A presença de elementos da cultura popular brasileira cresce a partir da década de 1980. Em 1985, realiza a instalação O Grande Combate, em que utiliza imagens de santos, divindades afro-brasileiras, bonecos infantis e réplicas de animais, convertendo em arte o que é considerado banal. Em 1997 passa a coordenar o curso básico da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage) no Rio de Janeiro. A partir dos anos 2000, seu trabalho se apropria de imagens artísticas banalizadas pela sociedade de consumo. De maneira bem-humorada, lida com as reproduções da Gioconda [Mona Lisa] (1503/1506), de Leonardo da Vinci (1452-1519), e a Fonte (1917), de Marcel Duchamp (1887-1968). Com uma carreira profícua, de obras heterogêneas e de teor crítico e reflexivo, Leirner torna-se uma figura importante para a arte moderna no Brasil. fonte: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9429/nelson-leirner

Providência

PROJETO ARQUIVADO.