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Exposição individual de Sepp Baendereck cujo tema é a Amazônia. O artista registrou como poucos as paisagens e os habitantes da região e foi pioneiro na abordagem da temática ambiental na produção de suas pinturas e desenhos. Sepp lançou as bases conceituais para uma nova consciência ambiental pela via artística ainda nos anos de 1980. Pretendemos realizar a exposição em Belém do Pará, em 2025, por ocasião da 30a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas _ COP 30.
A exposição trará cerca de 55 pinturas e desenhos do artista Sepp Baendereck pertencentes a coleções particulares e também a importantes museus de São Paulo. O artista registrou como poucos as paisagens e os habitantes da Amazônia. Serão expostas também fotos e outros registros de suas expedições à Amazônia. A classificação indicativa é livre. A curadoria será de Olívio Tavares de Araújo e a coordenação/produção será da Cult Arte e Comunicação, em parceria com a Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi.
Objetivo principal: Divulgar a obra de Sepp Baendereck, artista precursor na abordagem da temática ambiental em suas obras e que - como publicitário e artista plástico de sucesso durante os anos 1970 e 1980 - vivenciou o início do movimento ecológico global. Sua obra é atemporal, principalmente no que diz respeito à preservação ambiental, às riquezas naturais do Brasil e aos povos originários. Portanto, a exposição pretende ensejar e provocar a necessária discussão sobre esses temas fundamentais para o Brasil atual. Objetivos específicos: Proporcionar o acesso do público paraense à importante obra do artista Sepp Baendereck que lançou as bases conceituais para uma nova consciência ambiental pela via artística. Para tanto realizaremos uma exposição que contará com obras do artista pertencentes à importantes coleções e acervos de museus de São Paulo. A exposição será realizada em um espaço cultural com entrada franca e pretende atingir o público de 3.000 pessoas durante seus 3 meses de duração. Produziremos também 3.000 catálogos que serão distribuídos gratuitamente ao público visitantes. Está prevista também a realização de três visitas-guiadas totalmente gratuitas - atingindo em média 30 pessoas por evento - oferecendo de forma gratuita interpretações e reflexões distintas a respeito da obra de Sepp Baendereck.
O presente projeto atende o Art. 1º da Lei 8313/91 nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Para cumprimento das finalidades do Art. 3° temos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; Através do fomento cultural por meio de leis de incentivo à cultura é possível viabilizar importantes debates relativos ao atual contexto social e permitir que projetos culturais alcancem o público em geral ampliando as percepções de mundo através da arte e da cultura. A obra de Sepp Baendereck aborda e discute temas muito atuais e relevantes como os povos originários e a necessária preservação do meio ambiente. A partir do início dos anos 1970, o artista realizou inúmeras viagens à Amazônia, em companhia de Frans Krajcberg (1921) e do crítico Pierre Restany (1930-2003), percorrendo os rios Purus, Solimões e Negro. Dessa experiência surgiu o Manifesto do Rio Negro - Naturalismo Integral. Esse manifesto deseja lançar as bases conceituais para uma nova consciência ambiental e existencial, que seria o naturalismo integral. A ideia é que a arte, assim como a visão ambiental do ser humano, seja destituída da busca pelo poder, em qualquer âmbito, para encontrar uma nova sensibilidade aguçada, livre de julgamentos e diretamente ligada à percepção. Pioneiro na abordagem da questão ambiental pela via artística, Sepp organizou, em 1986, a exposição Brasil Natureza Morta, em São Paulo. Nesta ocasião, mostrou desenhos cujo tema é a destruição da floresta amazônica. Obras como Dantesca (1986), Apocalíptica (1986) e Catastrófica (1985) falam das queimadas que o artista testemunhou em suas expedições. São temas importantíssimos e cada vez mais presentes na agenda nacional e internacional. Por isso pretendemos apresentar a exposição em Belém do Pará, em 2025, por ocasião da 30a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas _ COP 30 que discutirá essas questões com as principais lideranças mundiais.
DESLOCAMENTOS: 10 Trechos (para a equipe de produção e couriers na montagem e desmontagem da exposição): São Paulo/SP - Belém/PA * Edith de Oliveira Azevedo Zogbi - Coordenadora geral * Lani Goeldi - produtora executiva * Olívio Tavares de Araújo - curador * 2 couriers (museólogos indicados pelos Museus que emprestam as obras para a exposição) que acompanham obras específicas na montagem e desmontagem da mostra. Ainda não temos os nomes dos profissionais, mas teremos obras do MASP e do Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP que certamente exigirão couriers e indicarão os nomes oportunamente. 10 Trechos (para a equipe de produção e couriers na montagem e desmontagem da exposição): Belém/PA - São Paulo/SP * Edith de Oliveira Azevedo Zogbi - Coordenadora geral * Lani Goeldi - produtora executiva * Olívio Tavares de Araújo - curador * 2 couriers (museólogos indicados pelos Museus que emprestam as obras para a exposição) que acompanham obras específicas na montagem e desmontagem da mostra. Ainda não temos os nomes dos profissionais, mas teremos obras do MASP e do Museu de Arte Brasileira (MAB) da FAAP que certamente exigirão couriers e indicarão os nomes oportunamente.
*A exposição será formada por 55 pinturas, desenhos, algumas fotos e outros registros de expedições à Amazônia, e terá duração de três meses, com entrada gratuita e destinada ao público em geral. *As visitas guiadas ocorrerão mediante agendamento, com monitores à disposição e todas as medidas de acessibilidade já mencionadas. *Serão impressos 3.000 catálogos, com a seguinte especificação: no tamanho 25 x 25cm e cerca de 100 páginas. Impresso a 4x4 cores em papel couché 150g.
PRODUTO: Exposição de Artes ACESSIBILIDADE FÍSICA: O local da exposição será cuidadosamente escolhido para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e pessoas idosas e que também ofereçam: rampas de acesso, sinalização para deficientes visuais nas áreas de circulação interna e externa e banheiros acessíveis. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: As legendas das obras terão QR Code com audiodescrição (inclui tradução em LIBRAS). ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: agendamento de visitas com intérprete de LIBRAS. Item da planilha orçamentária: Intérprete de LIBRAS e webdesigner (audiodescrição) PRODUTO: Catálogo ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: o catálogo terá um QR Code com a audiodescrição (inclui tradução em LIBRAS) das obras. Item da planilha orçamentária: Intérprete de LIBRAS e webdesigner (audiodescrição) PRODUTO: Contrapartidas Sociais ACESSIBILIDADE FÍSICA: As visitas guiadas na exposição serão realizadas em local cuidadosamente escolhidos para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e pessoas idosas com rampas de acesso (ou sem escadas) e banheiros acessíveis. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: agendamento prévio para as visitas guiadas para deficientes visuais. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: agendamento prévio com intérprete de LIBRAS para deficientes auditivos. Item da planilha orçamentária: Intérprete de LIBRAS
Visitas para estudantes e professores de escolas públicas; ONGs culturais da cidade de Belém do Pará. Nossa proposta é a realização de três visitas guiadas totalmente gratuitas - atingindo em média 30 pessoas por evento - oferecendo de forma gratuita interpretações e reflexões distintas a respeito da obra de Sepp Baendereck. O transporte e a monitoria serão custeados pelo projeto. Serão distribuídos 3.000 catálogos gratuitamente para os visitantes da exposição.
A Cult Arte e Comunicação (proponente) será responsável pelas seguintes rubricas: Coordenação Geral; Coordenação Administrativo-Financeira e Preparação Técnica, respondendo pela gestão global e garantindo a realização de todas as etapas do projeto do seu início à conclusão. A Cult Arte e Comunicação (www.cultarte.com.br) atua há 20 anos nas áreas de desenvolvimento de projetos culturais. Sua principal expertise é a produção executiva de exposições de artes visuais, livros de arte e apresentações musicais. Principais Realizações Culturais - Exposição e lançamento do livro de Juan Esteves – Campos Elíseos – história e imagens - Complexo Cultural Porto Seguro – São Paulo/SP - Tarsila do Amaral - Percurso Afetivo (CCBB Rio de Janeiro) - Anita Malfatti – 120 anos de nascimento (CCBB-DF e CCBB Rio) - 100 anos de Iberê (livro de arte) - Marcello Grassmann – Sombras e Sortilégios (Caixa Cultural de Salvador e Rio de Janeiro) - Goeldi – Soturno Caminhante (Espaço Cultural dos Correios – Fortaleza) - Tomie Gráfica (SESC Araraquara) - Niobe Xandó - Mostra Antológica (Museu Oscar Niemeyer) - Tarsila do Amaral - Percurso Afetivo (Museu Oscar Niemeyer) - O Jardim Monumental de Burle Marx (Santander Cultural/SP) CURADOR: OLÍVIO TAVARES DE ARAÚJO O renomado crítico e curador Olívio Tavares de Araújo é autor de mais de doze livros e, como crítico de arte e música, escreveu em vários jornais de Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. Foi curador de numerosas e importantes exposições ao longo de sua carreira, entre elas duas sobre o pintor Alfredo Volpi e sobre artistas como Di Cavalcanti, Siron Franco, Arcangelo Ianelli e Lívio Abramo. Nascido em 1942, Olívio Tavares de Araújo estreou aos 16 anos na imprensa. Entre 1958 e 62, foi crítico musical de O Diário e do Correio de Minas. Em 62/63, passou a fazer crítica de arte no Estado de Minas. Como crítico de arte e música, desenvolveu um extenso trabalho nas páginas de vários jornais de Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, e nas revistas Veja (década de 1970) e Isto É (décadas de 1980 e 90). Seu trabalho foi referência na formatação da cena artística brasileira durante mais trinta anos, através de publicações na grande imprensa, livros e curadorias de exposições. A partir de 1970, sempre como diretor, montador, roteirista e às vezes fotógrafo, realizou mais de cinquenta filmes e vídeos de curta e média-metragem, a maioria sobre arte, vários deles premiados. Como crítico de arte, é autor de 13 livros. Foi curador de numerosas exposições, as principais relacionadas mais à frente. Foi Comissário do Brasil à 27ª Bienal de Veneza, em 1976. Recebeu por duas vezes o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte: em 1979, por sua obra fílmica sobre arte, e em 1998, pelo conjunto do trabalho no ano. Livros de Olívio Tavares de Araújo: 1- Imitação, Realidade e Mimese Imprensa da Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1963 2 - Thomaz Editora Grifo, São Paulo, 1980 3 - Volpi: A Construção da Catedral Logos Engenharia / Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1981 4 - Novos Horizontes / Pintura Mural nas Cidades Brasileiras Estúdio R.O., São Paulo, 1985 5 - Dois Estudos Sobre Volpi Funarte, Rio, 1986 6 - Procurar Mozart Editora Síntese / Métron, São Paulo, 1991 7 - Silva: A Pintura, Não o Romance Métron, São Paulo, 1998 8 - Pintura Brasileira no Século XX: Trajetórias Relevantes Editora 4 Estações, Rio, 1998 9 - O Olhar Amoroso Momesso Edições de Arte, São Paulo, 2002 10 - Celso Renato CosacNaify, São Paulo, 2005 11 - Lívio Abramo Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2007 12 - Baravelli / As Contingências Global Crossing, São Paulo, 2008 13 - Um Novo Olhar Amoroso Cult Arte e Comunicação, 2022 PRODUÇÃO EXECUTIVA - Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi (Responsável: Lani Goeldi) A Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi atua na concepção e gestão de eventos culturais, com enfoque no artesanato e artes visuais em espaços alternativos, instituições culturais nacionais e internacionais. Efetua também publicações e coordena pesquisas mantendo convênios e intercâmbios com instituições afins. Possui larga experiência na elaboração de projetos culturais e atua como Ponto de Cultura na cidade de Taubaté. O artista: Sepp Baendereck (Uzice, Iugoslávia, atual Sérvia e Montenegro 1920 - São Paulo SP 1988). Nasce em Odžaci (antiga Iugoslávia) em 9 de outubro de 1920.Estuda na Universidade de Belgrado, na Universidade de Berlim e na escola de Belas Artes de Zagreb, até 1945. Refugiado na Áustria ao final da guerra, integra o grupo Sezession e ensina desenho na Escola de Ofícios de Graz.Em 1948 emigra para o Brasil e começa a trabalhar no Rio de Janeiro, em uma empresa de cartazes. Faz amizades com artistas, entre os quais Portinari, Djanira, Henrique Boese, Santa Rosa e Thiago de Mello. Realiza a primeira exposição individual no Ministério da Educação do Rio em 1951 e começa a participar de salões, bienais, etc.Abre um ateliê de desenhos publicitários com Ulisses Alvares Arce e em 1957 funda a Denison Propaganda S/A. Em 1959, muda-se para São Paulo. Realizou 25 exposições individuais, em galerias e museus do Brasil e do mundo, destacando-se a retrospectiva "25 anos de Pintura", nos museus de Arte Moderna de São Paulo e Rio em 1970 e 1971 e, a série "Brasil: Terra & Gente", no Museu de Arte de São Paulo e na Petite Galerie do Rio, em 1976. Em outubro de 1977 expõe "Novas Notícias do Brasil" na Galeria Global, após uma viagem pelo Alto Solimões. Participou de mais de 30 mostras coletivas, bienais e salões. À partir de 1974 inicia expedições pela região amazônica. Em 1978 Sepp promove expedições pelos rios Purus, Solimões e Negro, em companhia de Frans Kracjberg e Pierre Restany, ao final das quais nasce o texto de Pierre Restany "O Manifesto do Rio Negro - Naturalismo Integral ". Em 1979 os três apresentam o Manifesto do Rio Negro no Museu Beaubourg (Centre George Pompidou) de Paris em conferência e apresentação do filme documentário "Viagem ao Naturalismo Integral". Estas apresentações foram feitas também em Milão, Casablanca, Vienna, Tóquio, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba e na Universidade de Columbia em Nova York. Em 1980 Sepp e Frans Kracjberg realizam uma expedição amazônica pelos rios Amazonas, Tapajós, Solimões e Jutaí e em 1981 expõe imagens da Amazônia na Galeria São Paulo . A partir de 1981 viaja pelo pantanal e mostra desenhos da fauna e flora pantaneira na galeria S. Sassoun, em São Paulo. Nos anos de 1984 e 1985, em companhia do poeta João Carlos Meirelles e de Franz Krajcberg, viaja para o norte do Mato Grosso, região dos Rios Juruena e Aripuanã. Nesta área onde se desenvolve um grande projeto de colonização, Cotriguaçu, Sepp documenta a progressiva destruição da selva amazônica e decide mostrar estas imagens em desenhos de grande formato sobre papel. Expõe no Teatro Amazonas em Manaus em 1985, doando as obras vendidas ao INPA - Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, Projeto Peixe-Boi para ajudar a construção do Centro de Pesquisas de Mamíferos Aquáticos. Em1986 expõe "Brasil Natureza Morta" com desenhos e fotos de queimadas na Galeria Paulo Figueiredo em São Paulo. Após uma breve pausa em 1987 ele passa a pintar flores, numa profusão de cores na mais perfeita forma da exuberância e explosão de vida e realiza a exposição intitulada "Natureza Viva" na Galeria Múltipla. Em 17 de julho de 1988 falece em São Paulo.
PROJETO ARQUIVADO.