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O projeto é uma iniciativa conduzida pela artista plástica Andréa Feijó, com o objetivo de promover a preservação e celebração da cultura indígena marajoara por meio de oficinas de criação de estampas através de carimbos inspirados nos signos da cultura indígena marajoara, desenhos de superfície com características marcadas por linhas e formas geométricas que adornam artefatos arqueológicos da região. O projeto se desenrolará em três cidades da região oriental do Marajó: Soure, Salvaterra (Joanes) e Cachoeira do Arari. A proposta é atender à população ribeirinha, indígena, rural com uma oficina que potencialize seus conhecimentos e os prepare para a arte sustentável, por isso será concedida uma bolsa incentivo para cada participante que concluir as oficinas. Serão 6 oficinas de 20h cada para 120 participantes. O projeto culminará em uma intervenção mural em cada cidade,com as imagens produzidas nas 6 oficinas expostas em forma de lambes e um documentário educativo.
CLASSIFICAÇAO INDICATIVA: LIVREOficina - Realização de 6 oficinas, sendo 3 de estamparia com carimbos e 3 de tingimentos, com carga horária de 20h e para 20 alunos cada, em 3 cidades diferentes da Ilha do Marajó, num total de 120 participantes, resultando em papéis e tecidos estampados com os signos da cultura indígena marajoara. A oficina está indicada a partir dos 14 anos e terá inscrição prévia gratuita em instituições parceiras das cidades contempladas. Exposição: Produção de 3 exposições de arte mural com reproduções em formato de lambe resultantes das oficinas em cada uma das cidades contempladas com o projeto Vídeo: produção de vídeo educativo sobre o processo de aprendizado e técnicas utilizadas, com duração aproximada de 15 minutos e utilização de recursos de acessibilidade como audiodescrição, legendas e LIBRAS. O objetivo é registrar em audiovisual todas as ações do projeto, visando produzir um vídeo educativo que será disponibilizado para as escolas parceiras como um instrumento pedagógico, principalmente nos conteúdos culturais e de meio ambiente. TODO O PROJETO SERÁ GRATUITO
OBJETIVO GERAL: Favorecer o fortalecimento da cultura marajoara por meio da valorização de sua maior expressão, a arte marajoara, (re)conhecendo seus desenhos e seus signos. Transformar esse legado imagético, ancestral e indígena, em ativo para novas formas de afirmação desse pertencimento através de técnicas que podem ser aplicadas tanto para a expressão sensível e artística, quanto para a prática de um ofício, favorecendo a inovação e diversificação da produção artesanal, beneficiando as comunidades com a geração de renda. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:• Realizar 06 oficinas, sendo 2 em cada uma das 3 cidades do Marajó (Soure, Salvaterra e Cachoeira do Arari), uma sobre tingimento e uma sobre carimbos, resultando em papéis e tecidos estampados com os signos da cultura indígena marajoara.• Produzir 3 exposições com os trabalhos resultantes das oficinas, através de uma intervenção de arte mural com lambes exibida em local público, em cada uma das cidades que o projeto vai contemplar.• Produzir 3 artefatos artesanais, com identidade cultural e design, a partir das estampas em tecido resultantes com selo do projeto que serão comercializados em favor das associações parceiras. (contrapartida do projeto)• Registrar em audiovisual todas as ações do projeto, visando produzir um vídeo educativo de curta metragem que será disponibilizado para as escolas parceiras como um instrumento pedagógico, principalmente nos conteúdos culturais e de meio ambiente. • Conceder 120 bolsas incentivo para os participantes que concluírem ao menos 75% das oficinas
A essência do projeto reside na criação de desenhos e pinturas sobre papel e tecido inspiradas nos signos da cultura indígena marajoara, a partir de um olhar voltado para o próprio território, para suas riquezas ambientais e culturais. Buscando fortalecer e unificar os conhecimentos ancestrais dos povos originários do Marajó, as oficinas de tingimento e carimbo serão oferecidas em 3 cidades da Ilha, evidenciando e potencializando através dessa expansão os conhecimento das artistas e artesãs da AERAJ-ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA, RURAL E ARTESANAL DA VILA DE JOANES, que já trabalham com as cores do bioma marajoara em tingimentos naturais. Para alcançar esse objetivo, serão ministradas oficinas nas mencionadas localidades, em que 120 participantes aprenderão a decodificar e reproduzir esses signos por meio do desenho, da pintura e do beneficiamento têxtil a partir do tingimento com corantes naturais, obtidos a partir da pesquisa de plantas tintoriais existentes nessa região. A produção artesanal desempenha um papel fundamental no projeto, pois os participantes das oficinas irão utilizar suas habilidades recém-adquiridas para estampar e tingir tecidos e papéis, criando assim estampas únicas que carregam a identidade cultural e o design da cultura marajoara. Essas imagens representam não apenas uma forma de expressão cultural, mas também uma oportunidade de geração de renda para acomunidade local, podendo ser transformadas em produtos de artesanato, que visem a sustentabilidade da comunidade através da arte, além, é claro, da preservação dessa memória que é patrimônio imaterial da região e do país. Como forma de incentivo, o projeto concederá 120 bolsas incentivo no valor de R$100,00 para os participantes que concluírem as oficinas, além de um kit de material pedagógico. Essa bolsa tem o intuito de gerar renda e promover a produção artesanal, uma vez que o valor poderá ser usado para iniciar um trabalho autoral, promovendo uma inserção no mercado de trabalho e a maior aderência ao projeto, evitando evasão durante o curso. Por fim, o projeto culminará em uma intervenção de arte mural em um espaço público de cada uma das cidades contempladas, onde as imagens produzidas nas oficinas serão expostas em forma de lambes, numa grande ação comunitária, buscando o engajamento da comunidade e público em geral na aplicação dos lambes.Esta exposição reunirá o trabalho de todos os participantes, criando um ambiente de integração e celebração da cultura marajoara, proporcionando visibilidade às criações artísticas resultantes do projeto, bem como promovendo a participação da comunidade, mesmo os que não participaram das oficinas, mas compartilham do mesmo espaço da cidade. Para servir como multiplicador um vídeo documentário de curta metragem acompanhará todo o processo de aplicação das técnicas e será distribuído através de canal no Youtube e nas escolas da região, buscando com isso que em cada cidade tenhamos ao menos um participante das oficinas atuando como multiplicador em sua região. "É do meu quintal que vejo o mundo: o desenho marajoara estampado" é uma iniciativa abrangente e significativa que visa preservar, celebrar e compartilhar a rica herança marajoara ao mesmo tempo que favorece práticas sustentáveis de expressão artística com possibilidades de geraçãode renda pelo artesanato.
DESENHO E PINTURA COM CARIMBOS EM PAPEL E EM TECIDOPÚBLICO: COMUNIDADE EM GERAL COM IDADE A PARTIR DE 14 ANOSNÚMERO DE PARTICIPANTES: 20 PESSOASCARGA HORÁRIA: 20HMINISTRANTE: ANDRÉA FEIJÓ ARTISTA E ARTE-EDUCADORA RESUMO DA PROPOSTAO desenho marajoara é um desenho de superfície. Um desenho predominantemente linear que cobre por inteiro as superfícies dos artefatos arqueológicos. Nesta oficina vamos propor um exercício de decodificação das formas básicas e estruturantes da linguagem marajoara, a partir de uma experiência criativa utilizando técnicas artesanais de pintura e reprodução da imagem, como o carimbo, para estampar os signos da cultura marajoara, criando padronagens únicas tanto em tecido, quanto em papel, visando favorecer a aquisição de uma técnica de expressão cultural e de geração de renda.CONTEÚDO PROGRAMÁTICO1. Conhecendo o desenho marajoara2. A linha e o desenho marajoara transposto para a técnica do carimbo.3. Experimentando fazer o carimbo em várias superfícies.4. Conhecendo a forma da estamparia: a repetição como técnica de composição5. Como estampar com carimbos: o processo de pintura no papel e no tecido6. O que fazer com as imagens resultantes?• Arte Mural como expressão cultural.• Produto artesanal com identidade cultural TINGIMENTO VEGETAL EM TECIDO: AS CORES DO MARAJÓPÚBLICO: COMUNIDADE EM GERAL COM IDADE A PARTIR DE 14 ANOSNÚMERO DE PARTICIPANTES: 20 PESSOASCARGA HORÁRIA: 20HMINISTRANTE: AERAJ-ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA, RURAL E ARTESANAL DA VILA DE JOANESRESUMO DA PROPOSTANesta oficina vamos instigar os participantes a identificar as plantas tintoriais existentesno bioma marajoara. Eles vão conhecer os processos de extração de corantes vegetais eaprender como tingir tecidos de fibras vegetais com as cores do marajó. Cada participante vaiexperimentar a técnica produzindo o seu próprio tecido tingido com os corantes naturais.CONTEÚDO PROGRAMÁTICO• Apresentação: corantes naturais e tingimento têxtil• Conhecendo as plantas tintoriais• Materiais e utensílios necessários no tingimento• Os tecidos: as fibras vegetais e o tingimento.• Preparando o tecido para receber o tingimento: a purga• Modos de extração do corante vegetal• O processo de tingimento e de fixação do corante: o uso de mordentes
Serão 10% das vagas das oficinas reservadas para público PCD ACESSIBILIDADE FISICA: Os espaços escolhidos para realização das oficinas possuem rotas acessíveis, com espaço de manobra para cadeira de rodas, rampas, corrimãos e guarda-corpos, banheiros adaptados para pessoas com deficiência. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: O vídeo educativo contará com recursos de acessibilidade: audiodescrição, legendas descritivas e LIBRAS. Na divulgação usaremos a hashtag "PraTodoMundoVer" que faz os textos serem adaptados para leitores de telaSerão contratados profissionais com deficiência e profissionais especializados em acessibilidade cultural
O público do projeto são pessoas da comunidade marajoara, ribeirinhos, estudantes de escolas públicas, mulheres, PCD e público LGBTQIAPN+, a partir de 14 anos e interessados em trabalhos manuais. As zonas urbanas são sempre privilegiadas, então nós estamos indo para o povo rural, ribeirinho, pra quem não tem acesso. Serão 10% dasvagas reservadas para PCD, 10% para público LGBTQIAPN+ e 50% reservado para mulheres de todas as idades e raças.A partir das estampas que resultarem nas oficinas, será ofertada como contrapartida uma consultoria em design de moda com a artista Andrea Feijo para a idealização e prototipagem de um produto para as associações parceiras. Com eles haverá uma construção coletiva de 3 artefatos em tecido pintados com as técnicas de carimbo e estamparia, com potencial de gerar receita e sustentabilidade para as instituições. Essa consultoria levará em consideração o escopo da instituição e a realidade do local e servirá para estabelecer parâmetros de qualidade técnica e critérios de precificação e finalização do produto para a venda pelas associações, inclusive com a possibilidade de expor esses produtos no Museu do Marajó, promovendo também a integração entre as associações, gerando renda para as comunidades, além do conhecimento determinante para que os participantes, em sua maioria mulheres, tornem essa prática artística sustentável. Também será oferecida uma bolsa incentivo no valor de R$100,00 para todos que completarem ao menos 75% das oficinas e um kit com material de trabalho para que possam iniciar as técnicas aprendidas profissionalmente. Além disso será selecionado 1 monitor de cada cidade que fará um intercâmbio na oficina de outra cidade, a fim de dinamizar a aprendizagem. Assim o projeto atende ao art. 30 da IN nº 11/2024 ampliando o acesso através de: III - Disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; - através do documentário disponibilizado IV - Garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - Realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; - as oficinas voltadas para o público infantojuvenil serão executadas em parceria com a Casa na Beira.
ANDRÉA FEIJÓ - PROPONENTE E OFICINEIRA - será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e exercerá a função de Coordenadora Geral e Oficineira.Artista Plástica e arte-educadora graduada em Educação Artística (1998/UFPA), Especialista em Semiótica e Artes Visuais (2005/UFPA) e Mestre em Artes Visuais (2011/UFPA). Desde 1992 atua no campo da arte, participando de salões, exposições individuais e coletivas, tendo sido selecionada pelo projeto “Atos Visuais” (2004) da FUNARTE, que mapeou a produção visual nas várias regiões do país e resultou em uma exposição em Brasília/DF, na Galeria Fayga Ostrower. Recebeu premiações em mostras competitivas em Belém, São Paulo e no Paraná. A partir de 2008, com a Ação artística Adote um Urubu passou a experimentar a arte na sua dimensão política, incorporando o espaço público e coletivo como o lugar de sua prática.Como professora de arte tem experiência nos vários níveis do ensino formal e não formal. De 1998 a 1999, foi professora na Escola Icaro, nas séries do Fundamental. De 2005 a 2007 foi professora substituta na Faculdade de Artes Visuais da UFPA, ministrando várias disciplinas da linguagem visual. Desde 1999, participa de projetos de arte e ministra oficinas em diversas instituições no Pará. Desde 2010 é servidora pública na Fundação Cultural do Pará/Oficinas Curro Velho. Como técnica em gestão cultural, ministra oficinas, acompanha os processos criativos nos ateliês, capacitando instrutores e pesquisando metodologias para desenvolvimento de oficinas como ferramenta de expressão, de educação e de geração de renda.Desde 2018, sua produção autoral está direcionada para a interseção entre arte e design, tendo recebido reconhecimento com a participação em exposições e premiações em instituições em São Paulo com as séries de adornos autorais.É co-fundadora da Casa da Beira (2019), espaço de múltiplo propósitos, que apoia e promove ativações culturais e de cidadania na vila de Joanes, Salvaterra/PA, tendo realizado na comunidade o evento “Embarcação” (2019), bem como a vivência “Quando a casa sai de Casa” (2020) que promoveu o encontro de estudantes de arquitetura e artesãos da vila numa experiência que estimulou a troca de saberes e fazeres artesanaise a valorização do fazer local. Apoiou a Residência artística audiovisual Útero, realizando sua culminância em seu espaço. CELIA HELENA SEGTOWICH - ASSISTENTE OFICINASArtesã e costureira com experiência em várias técnicas de arte e ofício, tendo participado de várias oficinas de formação em pintura e confecção deadereços. Como experiência profissional na área, trabalhou como apoio nas oficinas de adereços para o carnaval (2015,2018,2019) evento anual dainstituição. A partir de 2012, quando participou das oficinas de pintura com carimbos com a professora Andréa Feijó, se capacitou e a partir de então vem ministrando oficinas de Estamparia com carimbos na instituição, tendo ministrado várias oficinas da técnica, tais como: Estamparia em Tecido e em papel (2015), Estamparia em tecido com carimbos (2017 e 2019). JUNIOR BRAGA - DIREÇAO DO DOCUMENTÁRIO Graduado em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, Júnior Braga trabalha com audiovisual desde 1986. Já dirigiu e escreveu vídeos experimentais, documentários, comerciais, filmes institucionais, videoclipes, programas de variedades e matérias jornalísticas. Acumula passagens pela TV Cultura do Pará e produtoras independentes como ID TV, Amazon Filmes, TV Norte Independente e 3D Produções. Hoje pesquisa as narrativas orais da cultura brasileira, com foco na Região de Integração do Marajó.Escreveu e dirigiu documentários como "Sebastião Tapajós - Um violão de luz " (2021), “Ler de Paixão” (2016), "Benedito Nunes: Mora na Filosofia” (2011). Recentemente lançou “Museu do Marajó: onde aprendo a falar com o tempo” (2023).Dirigiu clipes como “Interior do Pará” (Felix Robatto) e “Boi Brinquedo” (Arraial do Pavulagem). Produziu o clipe “Ao Pôr do Sol” (Teddy Max). No campo experimental, realizou "Água" , "Belém" , "Infecto" , "Dona Angélica" , "Rubão" , "Crônica" , entre de diversos filmes para a produtoras e emissoras como a TV Cultura do Pará. CARINE ARAUJO - PRODUTORA EXECUTIVA Jornalista, formada pela Universidade Federal da Bahia, Carine Araújo é produtora cultural há 18 anos, e há 14 dirige a Tabuleiro Produções. Premiada duas vezes pela Funarte, atuou no cinema como cineclubista, logo depois assumindo a Diretoria de Produção do Conselho Nacional de Cineclubes, onde produziu festivais como o de Atibaia e Bahia Afro Film Festival. Foi responsável pela produção local do premiado filme Pau Brasil, a produção executiva da Mostra Curto Encontro realizada simultaneamente em todos os 13 espaços culturais da FUNCEB, além de produzir os documentários Capela D’ajuda já deu sinal e A vida na Boa Morte, ambos para a TVE, Viva São João e Preservar Igarassu, ambos para o IPHAN, todos eles com finalidade de registro como patrimônio, além de trabalhar no registro de manifestações carnavalescas no interior da Bahia, através da Tabuleiro Produções. Produziu o Festival IN Bahia, patrocinado pela Caixa, os Festivais do Licor e Cachoeira Agosto do Blues, com patrocínio da Bahiatursa, além de produzir diversos eventos pela Bahia e Brasil. Lançou em 2020 seu primeiro livro de poesias Desfile Poético sob a chuva, pela Amazon e premiado pelo BNB e FUNDAJ. Há 2 anos mora em Belém e atua na assessoria de projetos para o Centro de Dança Ana Unger, para as ONGs Arte pela Vida e Xikrin Berê e produz o projeto Acarajazz.
PROJETO ARQUIVADO.