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Código feminino é uma websérie documental com 5 episódios finalizados em Full HD, cada um com duração entre 10 e 12 minutos, que tem como tema os vieses de gênero e raça presentes nas novas tecnologias de informação, destacando a Inteligência Artificial. A websérie abordará de que formas tais tecnologias podem reforçar desigualdades de gênero e raça. Tais conflitos serão tratados a partir das histórias de personagens, e de entrevistas com especialistas, pesquisadoras e profissionais deste mercado. A partir da costura entre essas falas, os episódios buscam refletir sobre caminhos possíveis para que a tecnologia deixe de ser uma ferramenta para perpetuar desigualdades, e seja usada como aliada no combate a elas, mostrando iniciativas com essa perspectiva já em andamento. Os episódios combinarão entrevistas, imagens dos personagens usando a linguagem do cinema direto, e a produção de imagens digitais, adotando a técnica de "desktop documentary".
A Inteligência Artificial, assim como outras tecnologias da informação, têm sido apontadas como revolucionárias por seu potencial de transformar a comunicação, o trabalho e as relações interpessoais. No entanto, a disseminação dos usos dessas tecnologias já demonstra aspectos que não tem sido transformado nessa revolução: as desigualdades de gênero e raça. Esta websérie documental mostra como a tecnologia reforça ou evidencia desigualdades de poder. Em 5 episódios, com duração entre 10 e 12 minutos, a série percorre os vieses aparentemente ocultos nas mais recentes tecnologias da informação disponíveis, explicando, através das entrevistas com pesquisadoras e profissionais da área, como essas desigualdades operam e são reforçadas. A presença de mulheres, pessoas transgênero e pessoas racializadas será priorizada entre as entrevistadas, colocando em evidência a atuação de grupos que, embora sejam minoritários dentro das empresas de tecnologia, são diretamente afetados por elas. Além das pesquisadoras e profissionais da área, cada episódio também contará a história de uma personagem que teve que lidar ou lida no momento com as consequências da desigualdade de gênero através dessas tecnologias. Abaixo uma breve sinopse de cada episódio: IA contra as mulheres: O episódio explora o uso das tecnologias de IA na criação de imagem e vídeo como ferramenta para atacar a reputação de mulheres, tendo a narrativa centrada na história de uma personagem da política, atacada com a produção de imagens falsas sobre ela. O episódio explica o funcionamento dessas tecnologias, o estado atual de sua regulação e seu uso de forma misógino, que inclui a criação de conteúdo pornográfico de meninas e mulheres, orientando também a audiência sobre como se proteger e agir caso seja vítima. As assistentes: Depois da pandemia o uso das assistentes virtuais cresceu no brasil (dado de pesquisa da Data Science). Entre elas predominam as vozes femininas, como é o caso da Siri (Apple), da Bixby (Samsung), e da Alexa (Amazon). Nesse episódio vamos atrás da história da representação da mulher na tecnologia, e como a idealização de robôs e assistentes virtuais feministas não é causal, mas a perpetuação do trabalho de cuidado, da obediência e da submissão como atributos da mulher. Driblando os códigos: Neste episódio, acompanhamos a história de uma produtora de conteúdo online que já enfrentou o "shadowban", ou bloqueio, nas redes por conteúdos que não violam regras da plataforma, mas tratavam de discussões feministas. Na contramão, especialistas mostram como esse rigor das plataformas é ausente quando se trata de conteúdos machistas, permitindo e alimentando o crescimento de comunidades masculinistas e incels que furam a bolha, espalham ideias misóginas e ainda fazem dinheiro com esses conteúdos. Desigualdade algorítmica: O episódio narra como a IA pode reproduzir o racismo das instituições, e os perigos de adotar essa tecnologia em sistemas de segurança. Através da experiência de uma jovem que se torna um alvo por conta de um erro de um sistema de identificação facial, o episódio discute historicamente a tecnologia vê, ou ignora, as pessoas negras, e mostra ainda como estereótipos negativos associados à negritude são reforçados através dos buscadores e de bancos de imagens. Quem está por trás do código: O mercado de tecnologia pode estar pulsando, mas emprega principalmente homens brancos. Nesse episódio, conhecemos, através da história de mulheres nesse mercado, quais os bastidores do desenvolvimento das tecnologias até aqui discutidas, e como a resistência dessas profissionais não diz respeito apenas à representatividade feminina no mercado, mas também influencia a tecnologia que chega até nós. Quanto ao plano de direção, os episódios serão constituídos de entrevistas com os personagens e fontes de cada episódio, assim como imagens acompanhando tais personagens usando uma linguagem de cinema direto. Entrevistas com especialistas serão gravadas também de forma remota. Os personagens cujas histórias são centrais nos episódios serão todos gravados presencialmente. As imagens produzidas pela equipe para cobertura serão combinadas com imagens criadas a partir de recursos de gravação de tela, usando a linguagem de documentário de desktop. Tanto as entrevistas remotas como as imagens digitais produzidas se justificam tendo em vista que muitas das histórias narradas versam sobre acontecimentos nos meios digitais, sendo assim uma forma de transportar o espectador para os eventos narrados e levar para a série o ambiente em que as discussões colocadas se passam. Recursos de motion design também serão empregados para a construção destas imagens. As entrevistas presenciais serão realizadas com duas câmeras e as entrevistas remotas serão gravadas com o uso de programas que permitem a captação Full HD, produzindo imagens de qualidade compatível com a entrega final proposta. Todas as gravações, remotas ou em diárias presenciais contaram com a direção de fotografia, mantendo uma unidade estética na obra.
Objetivos gerais:- Produção de websérie documental de 5 episódios de até 12 minutos em full HD a ser disponibilizado online e forma gratuita, que narre a importância das mulheres na luta pelos direitos das brasileiras;- Pautar a discussão de forma acessível sobre aspectos pouco publicizados, entretanto fundamentais, das tecnologias de informação, como a desigualdade gênero e raça; Objetivos específicos: - Construir, através dessa série, um ambiente permanente de debate sobre feminismo e combate à misoginia na tecnologia, com potencial de incidência em políticas públicas;- Exibir a websérie em escolas e universidades públicas do município de São Paulo, promovendo o debate sobre as questões apresentadas por meio de rodas de conversa e palestras, atingindo um público de 300 alunos e professores presencialmente. - Valorizar a pesquisa e a produção e conhecimento das fontes retratadas na série, dando às mulheres e pessoas racializadas lugar de destaque na discussão;- Produzir um registro histórico, que documenta o avanço das tecnologias de informação no momento presente e especula sobre o seu impacto no futuro;- Incentivar em meninas e mulheres jovens o interesse e a aspiração por carreiras na tecnologia; mostrando-lhes o quanto essas tecnologias lhes dizem respeito, ainda que a presença feminina nesse mercado seja ainda minúscula. - Informar e educar sobre direitos, combate ao machismo e ao racismo.
Já referidas como "quarta revolução industrial", a Inteligência Artificial e outras tecnologias da informação tem se tornado cada vez mais presentes na vida dos brasileiros. Ainda que indiretamente, de alguma forma, todos são afetados por essa revolução. A partir delas cada vez mais se produz e disseminam informações, que se pensa segurança e se estabelecem relações afetivas. De dentro das ciências exatas, os códigos não parecem ter cor nem gênero. Mas os avanços alcançados nessas tecnologias são permeados pelas desigualdades de sempre. Racismo e machismo são atualizados e reproduzidos pela tecnologia, e através dessa séria AzMina explica e mostra, a partir de histórias reais, como as desigualdades continuam operando, e ainda que esses sistemas sejam invisíveis à primeira vista, seus efeitos são muito concretos. Experiente na cobertura jornalística sobre violência de gênero e tecnologia, e com produções audiovisuais que destacam mulheres e sua atuação para combater a desigualdade de gênero, AzMina busca com essa série pautar um tema tão atual e relevante através das perspectivas de raça e gênero, e jogar holofotes nas histórias de caminhos possíveis para reverter esse cenário e usar a tecnologia de uma forma feminista e antiracista. Por conta desses fatos, o projeto apresentado necessita do uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento de suas ações, enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais.
Websérie com cinco episódios com duração entre dez e doze minutos cada. Formato final: digital Full HD. Conforme plano de acessibilidade do projeto, além da legendagem padrão, a websérie contará com legendagem descritiva.
A websérie contará com legendas padrão e descritiva; os espaços onde a websérie será exibida terão recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e/ou idosas e também, espaços acessórios como banheiro, área de circulação e locais de alimentação próximos.
A websérie será disponibilizada de forma gratuita e online na plataforma YouTube. As exibições da websérie também serão feitas sem cobrança de ingresso, podendo acontecer em espaços públicos e culturais. Vamos disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais do evento de lançamento, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal.
Coordenação Geral do projeto: Proponente AZMINA A Revista AzMina é uma organização de jornalismo independente. Fundada em 2015, AzMina desenvolve projetos a fim de conscientizar cidadãos e lideranças sobre a importância de promover e proteger os direitos das mulheres, ampliar o autoconhecimento e a autoestima de mulheres e produzir evidências para mudanças voltadas à equidade de gênero e raça. Em 2022, através da Lei Rouanet, AzMina lançou a websérie documental “Elas.Lab” que trata da presença das mulheres na ciência. No mesmo ano, através do PROMAC, AzMina lançou a websérie documental “Por elas, por Nós” que, em cinco episódios, apresenta a história de mulheres em diferentes campos de atuação que promoveram mudanças em favor da igualdade de gênero. Além da produção audiovisual, AzMina também é responsável por projetos de tecnologias que monitoram a violência política de gênero nas redes (MonitorA) e oferecem auxílio através de um aplicativo para mulheres em relacionamentos violentos (Penhas). Direção editorial: Bárbara Libório é jornalista especializada em investigação e tem mais de dez anos de carreira em veículos da mídia tradicional e independente. É mestre em Mídias Criativas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutoranda em Comunicação na Universidade Metodista de São Paulo. Foi editora da Revista Época, do Aos Fatos e do Canal Meio. Como repórter, passou por IstoÉ, iG e Folha de S.Paulo. Em 2012, foi aluna na oficina de documentário Santo André Documenta da Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André. Em 2013, dirigiu o mini documentário "Ocupação Mauá". Em 2023, já como diretora de conteúdo do Instituto AzMina, participou da produção da websérie documental "Por Elas, Por Nós" e da idealização de outros projetos audiovisuais da organização, incluindo a direção de conteúdo dos vídeos veiculados no YouTube, no site e nas redes sociais do instituto. Direção audiovisual: Nathalia Cariatti é jornalista e mestranda em Antropologia Social na Universidade de São Paulo. Atua como diretora de audiovisual na Revista AzMina, sendo a coordenadora e diretora de todos os programas do veículo, disponíveis no Youtube. Já atuou como diretora e editora no Trip TV, programa semanal das revistas Trip e Tpm. Já produziu, dirigiu e foi montadora de programas e documentários para UOL, History Channel, Prefeitura de São Paulo e dirigiu webdocumentários patrocinados para as marcas Nike, Gol Linhas Aéreas, Buscofem e Quem disse Berenice? Tem experiência com a cobertura de gênero, em narrar subjetividades femininas e histórias de mulheres. Roteirista: Natália Sousa é jornalista formada em 2010 com passagens pela TV Bandeirantes, Record TV, RedeTv, Estadão. Na Revista AzMina trabalha como repórter de texto e roteirista e vídeos com experiência em cobertura de gênero, direitos humanos, comportamento, saúde e sociedade. No programa Superpoderosas da Band foi repórter e coapresentadora em projeto de tevê aberta que tinha pautas feministas como principal conteúdo. É também autora do livro “Tua Vida em Mim” e do podcast de autoconhecimento “Para dar nome às Coisas”, exclusivo do Spotify e integrante do Spotify Academy Podcast, atualmente entre os vinte mais escutados no Brasil. É dela, também, o projeto online “Me dá uma notícia boa?”, que teve repercussão nacional abordando o luto de forma leve e em primeira pessoa. É pós-graduada em Filosofia e Autoconhecimento na PUC- RS. Foi speaker no Tedx em 2022.
PROJETO ARQUIVADO.