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Ativar o Ateliê de Cultura, Artes e Saberes Ancestrais com o objetivo de criar um espaço físico de referência e formação para as mulheres Huni Kuin, no Jordão/AC.
Não se aplica
Objetivo Geral: O Atelier CASA Ainbu Daya surge com o propósito de ser um espaço inclusivo e inspirador, dedicado às mulheres da comunidade Huni Kuin no Jordão/Acre. Nosso principal objetivo é promover autonomia, preservar a rica cultura Huni Kuin e fortalecer os laços comunitários por meio da arte e da formação. Dentro do projeto também está previsto bolsas de incentivo para as mestras artesãs. Objetivos Específicos: Produto: Curso/Oficina/Estágio a) Ativação do Ateliê de Cultura, Artes, e Saberes Ancestrais por meio da locação de um espaço físico, na cidade do Jordão, pelo período de 06 meses; b) Promover 06 encontros on-line, gratuitos, pelo período de 04 meses, abordando os seguintes temas: ● Encontro 01: Gestão/ Empreendedorismo, ● Encontro 02: Finanças Básicas; ● Encontro 03: Cadastro de artesã/ Cadastro MEI; ● Encontro 04: Informática Básica; ● Encontro 05: Produção de Audiovisual/ Mídias Sociais; ● Encontro 06: Desenvolvimento Criativo; Público Direto estimado: 1.500 mulheres Huni Kuin c) Disponibilizar uma bolsa incentivo para 40 mestras artesãs (valor de R$ 400,00 mensais cada, pelo período de 06 meses),
O povo Huni Kuin, também conhecido como Kaxinawá, é uma comunidade indígena que habita as regiões da Amazônia Ocidental, principalmente nos estados do Acre e do Amazonas, no Brasil, e chega até o Peru. Com uma história ancestral que remonta séculos, o povo é reconhecido pela sua conexão profunda com a terra e a natureza que os cercam. Sua cultura é rica em tradições e rituais, e transmitida através das artes, como: cantos, danças, pinturas corporais e o artesanato. O povo Huni Kuin enfrenta desafios em relação à preservação de suas terras e culturas diante de ameaças como o desmatamento e a exploração predatória, mas sua resistência e resiliência continuam a fortalecer sua identidade e contribuir para a diversidade cultural do Brasil e do mundo. O projeto nasce do desejo legítimo de união e fortalecimento entre as mulheres dos três territórios indígenas do rio Jordão (Alto Jordão, Baixo Jordão e Seringal Independência) no intuito de garantir seus direitos básicos, promover o fortalecimento cultural e geração de renda para todo o povo. Com isso, um futuro saudável e equilibrado para as novas gerações. Num movimento histórico, o espaço cultural e os encontros possibilitaram às mulheres unificarem as suas forças, se potencializarem e visibilizarem a importância do papel da mulher Huni Kuin para a cultura do seu povo. O projeto visa especialmente capacitar as mulheres indígenas Huni Kuin, reconhecendo o papel crucial que desempenham na preservação da cultura e no sustento de suas famílias. Através dos encontros, serão desenvolvidas habilidades modernas de gestão e empreendedorismo, promovendo assim sua autonomia econômica e empoderamento. Colaborando para a expansão da cosmopolítica, fortalecimento da cultura, geração de renda e fortalecimento de vínculo entre essas mulheres. Esta proposta busca integrar aspectos tradicionais e contemporâneos, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a preservação da rica herança cultural Huni Kuin. A realização desses encontros não apenas impactará as mulheres individualmente, mas também fortalecerá o tecido social da comunidade. A partilha de conhecimentos e a colaboração entre os membros da comunidade Huni Kuin irão promover um ambiente de apoio mútuo e resiliência, fundamentais para o desenvolvimento sustentável a longo prazo. A proposta apresentada neste edital atende o Art. 50 (inciso II): O mecanismo de incentivo fiscal conterá medidas de democratização, descentralização e regionalização do investimento cultural, com ações afirmativas e de acessibilidade que estimulem ampliação do investimento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e em projetos de impacto social relevantes. O projeto também atende o item 6.2.3 do edital: (cotas de 50%) Projetos voltados a participação e ao protagonismo de agentes culturais e equipes compostas de forma representativa por mulheres, pessoas negras, pessoas oriundas de povos indígenas, comunidades tradicionais _ Andirobeiras, Apanhadoras de sempre vivas; Caatingueiras; Catadoras de Mangaba; Quilombolas, Extrativistas, Ribeirinhas, Caiçaras, Ciganas, Povos de terreiros, Cipozeiras, Castanheiras; Faxinalenses; Fundo e Fecho de Pasto; Geraizeiras; Ilhéus; Isqueiras; Morroquianas; Pantaneiras; Pescadoras Artesanais; Piaçaveiras; Pomeranas; Quebradeiras de Coco Babaçu; Retireiras; Seringueiras; Vazanteiras; Veredeiras, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, pessoas idosas, em situação de rua e outros grupos minorizados, de acordo com o parágrafo único do art. 50 do Decreto n.º 11.453/2023. Sem o apoio do Edital Programa Rouanet Norte 2024-2025 seria inviável oferecer para a população de forma gratuita as atividades culturais aqui propostas. Esse projeto se enquadra nos dispostos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também atende aos objetivos descritos nos Art. 3º da referida Lei 8.313/91: I _ incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;
Carga horária total: 14 horas? N° de encontros: 06? Público: 44 mulheres Huni Kuin (direto), 1500 mulheres Huni Kuin (total) Encontro 01: Gestão e Empreendedorismo- Duração: 01 dia- Carga Horária: 02 horas- Objetivo: o encontro gestão e empreendedorismo para mulheres indígenas, busca fornecer conhecimentos e habilidades essenciais para o desenvolvimento de negócios e liderança na comunidade. Portanto, ao estarem dispostas a desenvolverem a produção de suas arte em produtos, vê se extremamente necessário se apropriarem da boa gestão de tal empreendimento.- Conteúdos:? Networking e parcerias estratégicas,? Apresentação de estudos de caso de empreendimentos indígenas bem-sucedidos,? Trabalho em grupo: criação de planos de negócios ou estratégias de marketing,? Precificação das peças,? Apresentação e discussão dos projetos desenvolvidos pelos grupos;? Trocas de informações e espaço para dúvidas. Encontro 02: Finanças Básicas- Duração: 01 dia- Carga Horária: 02 horas- Objetivo: Capacitar as mulheres com conhecimentos fundamentais em finanças, promovendo a autonomia econômica e o desenvolvimento sustentável.- Conteúdos:? Apresentação,? Contextualização da importância das finanças para a autonomia econômica,? Noções básicas de orçamento: Entendendo receitas e despesas,? Identificação de oportunidades de geração de renda na comunidade,? Introdução a serviços bancários e cooperativas de crédito. Encontro 03: Cadastro de artesã/ Cadastro MEI- Duração: 01 dia- Carga Horária: 02 horas- Objetivo: Capacitar as mulheres no processo de cadastramento como artesãs e Microempreendedores Individuais (MEI), promovendo o reconhecimento legal de suas atividades e facilitando o acesso a benefícios e oportunidades.- Conteúdos:? Importância do cadastramento para artesãos e MEI,? Panorama sobre os benefícios e oportunidades proporcionados pelo MEI,? Orientações sobre a documentação necessária para cada tipo de artesanato,? Passo a passo do cadastramento como artesã,? Documentos necessários e como organizá-los. Encontro 04: Informática Básica- Duração: 01 dia- Carga Horária: 04 horas- Objetivo: conhecimentos básicos em informática, visando o desenvolvimento de habilidades essenciais para o mundo digital contemporâneo.- Conteúdos:? Introdução à informática,? Conceitos básicos: hardware, software, periféricos,? Familiarização com o ambiente do computador,? Uso correto do teclado e do mouse,? Navegação em sistemas operacionais simples,? Noções básicas de criação e edição de documentos;? Breve exposição sobre planilhas e apresentações. Encontro 05: Produção de Audiovisual/ Mídias Sociais;- Duração: 01 dia- Carga Horária: 02 horas- Objetivo: Capacitar as mulheres para compreenderem e utilizarem ferramentas audiovisuais e redes sociais, promovendo a preservação cultural, comunicação eficaz e participação ativa na era digital.- Conteúdos:? Conceitos básicos: uso do celular para fotos e produção de vídeo, som, edição.? Noções básicas de fotografia, filmagem e enquadramento com celular? Importância do áudio na produção de vídeos.? Edição simples: introdução ao aplicativo de edição com celular Encontro 06: Desenvolvimento Criativo em moda;- Duração: 01 dia- Carga Horária: 02 horas- Objetivo: Estimular a expressão criativa e promover o desenvolvimento pessoal e cultural das participantes, integrando elementos tradicionais indígenas com técnicas contemporâneas de desenvolvimento criativo no campo da moda- Conteúdos:? Discussão sobre a importância do desenvolvimento criativo.? Exploração de elementos culturais indígenas como fonte de inspiração.? Discussão sobre como integrar a tradição com a inovação criativa.? Apresentação de projetos de moda indígena contemporânea;? Discussão sobre como aplicar a criatividade no contexto da moda indígena? Desenvolvimento de ideias para projetos criativos em moda? Compartilhamento e discussão das propostas dos participantes. Materiais:Projetor, papéis, canetas, flip charts, lápis e borrachas.
● Acessibilidade física: Rampas de acesso, áreas reservadas para cadeirantes e assentos reservados para pessoas com mobilidade reduzida e/ou idosos e banheiros adaptados (o local que será locado para deverá possuir acessibilidade de acesso, não havendo desembolso financeiro pelo projeto). Item na planilha orçamentária: Não se aplica. Sem custo para o projeto. O projeto CASA Ainbu Daya Huni Kuin, foi idealizado para beneficiar as mulheres da aldeia e suas famílias, foi concebido levando em consideração as características específicas da comunidade indígena em questão. Diversos fatores foram cuidadosamente analisados para garantir a efetividade das ações propostas, incluindo a ausência de demanda por acessibilidade visual ou auditiva. Foi incluído na planilha orçamentária do projeto o pagamento de serviço de tradução da língua hãtxa kuĩ para o português durante os encontros.
Democratização - Art. 27º O presente projeto prevê acesso 100% gratuito a todas as suas atividades, promovendo a fruição de bens, produtos e serviços culturais para as beneficiadas. E conforme o plano de distribuição até dez por cento para distribuição gratuita entre incentivadores, patrocinadores e doadores, conforme parágrafo I do art. 27 da IN 01/23. Ampliação de acesso – Art. 28° IV – disponibilizar na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal. V – garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos;
● Funções a serem exercidas pelo proponente Instituto Ainbu Daya: Responsável pelas decisões técnicas, operacionais, administrativas e financeiras do projeto. Rita Huni Kuin | Coordenadora Geral Artista plástica, ativista e mãe. Pintora autodidata e formada em pedagogia, Rita leva a cultura de seu povo, os Huni Kuin, em seu nome e suas obras. Nascida na aldeia Chico Curumim, a artista participou da fundação do Grupo Kayatibu, coletivo que reúne jovens indígenas de diferentes aldeias em torno das artes visuais e da música. Ao lado de outras lideranças indígenas, Rita se pauta nas artes para dar visibilidade à cultura dos povos da floresta. É reconhecida pela sua contribuição pelo fortalecimento da cultura indígena, seus trabalhos já foram expostos em diversos espaços, como o Museu de Artes Modernas de São Paulo (MAM), o Museu das Culturas Indígenas e no Espaço Itaú Cultural, tendo passado pelas cidades de São Paulo, Curitiba e Uberlândia. Txanani Huni Kuin | Coordenadora de Projetos Txanani Huni Kuin, é liderança feminina da Aldeia Nova fortaleza, localizada às margens do Rio Jordão, Aldeia onde nasceu. É guardiã dos saberes tradicionais do povo Huni Kuin, conhecedora das músicas e cantos de rezo e festivos, assim como das danças ancestrais, como o Mariri. E recebe pessoas interessadas em compartilhar os modos de vida do seu povo.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.