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PRONAC 243101Apresentou prestação de contasMecenato

Lina por Aldo (título provisório)

EDITORA DE LIVROS COBOGO LTDA.
Solicitado
R$ 355,0 mil
Aprovado
R$ 355,0 mil
Captado
R$ 185,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

52.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-08-01
Término
2025-09-01
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Projeto de publicação e distribuição do livro "Lina por Aldo"(título provisório). Outros produtos/ Contrapartida Social: 1) Palestras dirigidas a alunos e professores de instituições públicas de ensino, ministradas pelos curadores; 2) Disponibilidade de tradução em Libras em todas as palestras e bate-papos, para atendimento de deficientes auditivos; 3) Conversão digital da obra para livro acessível em formato Dayse com link pra instituições de deficientes visuais.

Sinopse

SINOPSE O Livro - “Lina por Aldo” (título provisório) apresenta uma série de 10 ensaios críticos inéditos assinados por curadores e historiadores de arte e arquitetura sobre os paralelos e concomitâncias estéticas entre as obras de dois importantes arquitetos do século XX: Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck, com organização e curadoria de Isabel Diegues e Jorn Konijn; e um mínimo de 200 imagens contextualizadas. Introdução: . Textos de Isabel Diegues e Jorn Konijn Ensaios críticos: · Aldo encontra Lina · Um dom magistral: Sobre Lina Bo Bardi · Uma fábula das duas escalas · O ponto crítico: Desenvolvimentos paralelos na obra exposta de Aldo van Eyck e Lina Bo Bardi · Entre mito e bricolagem · O museu da mente: Os escritos de Aldo van Eyck · Lina para Lina, brincando na beira da estrada · Marcos da humanidade: Aldo van Eyck e o papel do play numa cidade humanizada · Lina, a curadora do povo Outros conteúdos: · Sobre viagens e etnografia de Lina Bo Bardi · Sobre os escritos de Lina Bo Bardi · Sobre Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck · Sobre os organizadores · Sobre os autores Dois bate-papos informais entre os curadores e eventuais convidados, durante os lançamentos do livro no Rio e em São Paulo, sobre o conteúdo da obra, com disponibilidade de tradução em Libras. Aulas abertas sobre o trabalho arquitetônico de Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck, como produto secundário (Contrapartida Social) de formação de plateia com caráter didático e gratuito, destinadas a 300 pessoas (10% do quantitativo do produto cultural – livro), entre alunos e professores de escolas públicas do ensino médio, ministradas pelos curadores. Disponibilidade de tradução em Libras.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS O projeto visa à publicação de um livro sobre os paralelos conceituais e arquitetônicos na obra da ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e do holandês Aldo van Eyck. Pretende investigar a relação entre os dois arquitetos e analisar temas diversos relacionados a ambos. Isso será feito por duas vias: 1) ensaios encomendados a especialistas em arquitetura sobre o tema; 2) seleção de 150 a 200 fotos pessoais de Aldo van Eyck _ como um diário de viagem visual, mostrando estruturas de edifícios e detalhes de construção, programação etc. do trabalho de Lina Bo Bardi. Essas fotografias são o ponto de partida e o fio condutor do projeto. Finalidade e benefícios da proposta: Lei 8.313/Decreto 10.755/Art. 2/Item I ("Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão") O projeto também pretende inserir conteúdo didático como Contrapartida Social, ministrando palestras (aulas abertas) para alunos e professores do sistema público de ensino com temática a ser elaborada no escopo da arquitetura e das artes visuais − bem como outras demandas descritas nos Objetivos Específicos, abaixo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Apresentação e reflexão em torno de 200 imagens comentadas. . Dez ensaios inéditos assinados por experts em arquitetura e artes visuais e pelos curadores e organizadores do livro, Isabel Diegues e Jorn Konijn. · Bate-papo gratuito sobre a obra com a presença dos curadores, por ocasião dos lançamentos do livro no Rio e em São Paulo, com tradução em Libras. · Aulas abertas (palestras) para 300 pessoas abordando aspectos inéditos do trabalho de dois dos arquitetos mais importantes de sua geração dirigidas a alunos e professores de instituições públicas, ministradas pelos curadores e autores do livro, com tradução em Libras. · Conversão digital da obra para livro acessível em formato Dayse, com link disponibilizado a instituições de deficientes visuais. · A produção se estenderá por 12 meses, a partir da aprovação da proposta pelo MinC e do recebimento da primeira parcela de patrocínio. · Tiragem do livro: 3000 exemplares.

Justificativa

JUSTIFICATIVA . O projeto tratará de atender os seguintes mecanismos dispostos na Lei Rouanet: Lei 8.313/ Art.1°/ § 2 (Apoio à produção e à expressão cultural nacional); e § 5/ XVIII (Através de livros impressos de valor artístico e humanísticos) Lei 8.313/ Art. 3°/ II-b - Fomento à produção cultural e artística, mediante "edição de obras (livro) relativas às ciências humanas, às letras e às artes". . Também, pretende alcançar os objetivos inscritos do item II (fomento à produção artística) mediante edição de obra de arte. · Apoio por renúncia fiscal: A necessidade do apoio cultural solicitado advém do alto custo que demandaria a produção de um projeto dessa natureza e cujo subsídio torna-se imprescindível para sua viabilização. · Custo benefício: Seu custo benefício diz respeito à elaboração de um produto de divulgação cultural de qualidade, dirigido a um público alvo com interesse voltado, mais especificamente, para as artes visuais/arquitetura e cultura em geral. Além do interesse na formação de público entre estudantes e professores da rede pública de ensino, através das demandas estabelecidas pela IN 1/2023 - Art.28 (Contrapartida Social).

Estratégia de execução

OUTRAS INFORMAÇÕES 1)PLANO DE DIVULGAÇÃO · LIVRO: A logomarca oficial do Ministério da Cultura será posicionada na contracapa, segundo o padrão estipulado pela Instrução Normativa em vigor. · LIVRO DIGITAL (Formato Dayse): com menção do incentivo cultural do Ministério da Cultura e do patrocinador. · CONVITE - convite virtual para distribuição em redes sociais e no site da editora, com indicação do incentivo cultural do Ministério da Cultura e do patrocinador. OBSERVAÇÃO: a divulgação do livro por ocasião do lançamento no Rio e em São Paulo estará por conta da editora proponente, através de seu departamento de propaganda e marketing. 2) DECLARAÇÕES a) Declaramos nosso compromisso em fazer constar do livro, a logomarca Ministério da Cultura, em estrita conformidade com o Art.47 do Decreto n° 5761/06 e de acordo com o Plano de Divulgação que integra o referido projeto. b) Declaramos nosso compromisso em obter autorização dos autores dos textos como condição para sua utilização no projeto. c) Declaramos nosso total compromisso em dar destinação cultural a todo e qualquer produto oriundo do projeto quando for o caso, e após a finalização do mesmo. Da mesma forma, nos comprometemos a fornecer ao Ministério da Cultura relação, devidamente protocolada, das instituições culturais sem fins lucrativos que, eventualmente, vierem a receber os respectivos bens culturais – relação essa que será anexada aos demais documentos da prestação de contas no final do projeto.

Especificação técnica

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS PRODUTOS DO LIVRO Formato – 11 x 18cm Capa – brochura com orelhas Miolo – polen-bold 90g (4/4 cores) Idiomas – português N° de páginas – 400 N° de imagens – 200 (aproximadamente) Texto: cerca de 12 ensaios críticos N° de laudas: 135 (publicação em Português com cerca de 77 laudas a serem traduzidas de outras línguas) Tiragem – 3000 exemplares Preço de capa = Preço de capa R$ 150,00 DO CONVITE O convite será virtual para distribuição em redes sociais e contatos da editora proponente. DAS CONTRAPARTIDAS Como produto secundário referente à Contrapartida Social de formação de plateia haverá apresentação de aulas abertas e informais para 300 pessoas (10% do quantitativo do produto cultural – livro), entre alunos e professores de escolas públicas do ensino médio, do Rio de Janeiro, ministradas pelos curadores a partir da temática do livro. Palestras com tradução em Libras. OUTRAS AÇÕES ─ Bate-papo informal sobre o conteúdo do livro, por ocasião de seus lançamentos no Rio e em São Paulo, com a presença dos curadores e eventuais convidados. Bate-papos com tradução em Libras. ─ Conversão digital da obra para livro acessível em formato Dayse, com link disponibilizado a instituições de deficientes visuais.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE Quanto à acessibilidade, o projeto irá desenvolver as seguintes ações: 1. Acessibilidade Física (BATE-PAPO DE LANÇAMENTO DO LIVRO) a) Lei n° 13.146 ? a produção se compromete a realizar o lançamento do livro somente em local (a ser definido) que observe todos os requisitos legais de acessibilidade à pessoa idosa e/ou com deficiência, como rampas, elevadores ou escadas rolantes, além da disponibilidade de assentos confortáveis. . Na planilha orçamentária : Item previsto em Custos Administrativos (caso haja necessidade de obra ou outra demanda, como aquisição de mobiliário etc. no local do evento, de forma a atender os requisitos da Lei). 2. Acessibilidade para deficientes visuais (LIVRO ACESSIVEL e PALESTRAS) a) Lei n° 13146 ? Conversão digital da obra para livro acessível em formato Epub3, com link disponibilizado a instituições de deficientes visuais, a serem definidas. · Na planilha orçamentária : Item 13 (Livro) da Produção/Execução. b) Lei n° 13146 ? Palestras (aulas abertas) para alunos e professores da rede pública de ensino. · Na planilha orçamentária : Item 22 (Palestrante) da Contrapartida Social. 3. Acessibilidade para deficientes auditivos (PALESTRAS E BATE-PAPOS DE LANÇAMENTO) a) Lei n° 13146 ? Palestras (aulas abertas) para alunos e professores da rede pública de ensino, com disponibilidade de tradução em Libras. · Na planilha orçamentária : Item 21 (Intérprete de Libras) da Contrapartida Social.

Democratização do acesso

DEMOCRATIZAÇÃO DE ACESSO O projeto irá desenvolver as seguintes medidas de Democratização de Acesso: 1. IN 11-2024/ Art. 30 § 1° ─ Doação às bibliotecas públicas de 10% da tiragem do livro (300 exemplares). 2. IN 11-2024/ Art. 30 § 2° ─ Apresentação de palestras (aulas abertas) para 300 pessoas (10% do quantitativo do produto cultural – livro), com lista de presença, dirigidas a alunos e professores de escolas públicas do ensino médio, do Rio de Janeiro, ministradas pelos próprios organizadores da obra, sobre temática arquitetônica e artística. Na ocasião, haverá disponibilidade de intérprete em Libras. 3. IN 11-2024/ Art.28 IV ─ Disponibilização, no canal Youtube da Editora Cobogó, do bate-papo informal sobre o conteúdo do livro, por ocasião de seus lançamentos no Rio e em São Paulo, com a presença dos organizadores e eventuais convidados. Haverá disponibilidade de intérprete em Libras. DETALHE DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE LIVROS Divulgação: 300 livros Patrocinador: 300 livros População de baixa renda (Beneficiários): 300 livros para bibliotecas públicas Total Gratuito = 900 livros DETALHE DE LIVROS PARA VENDA 1) Popular (20%) 600 600 x R$ 42,36 = R$ 25.416,00 2) Proponente (50%) 1500 1500 x R$ 150,00 = R$ 225.000,00 3) Total de Receitas = R$ 250.416,00 DETALHE DA CONTRAPARTIDA SOCIAL 1) PALESTRAS/PALESTRANTES Haverá 2 palestrantes por palestra (aula informal sobre a arquitetura pensada para o século XX) destinada a um mínimo de 300 pessoas (10% do quantitativo Livro), entre professores e alunos do ensino público do Rio de Janeiro. Beneficiários: 300 pessoas (alunos e professores) da rede pública de ensino (RJ) Quantidade: 2 palestrantes por palestra Ocorrência: 3 palestras Cachê do palestrante por palestra: R$ 500,00 Total do cachê: R$ 3.000,00 2) INTÉRPRETE DE LIBRAS Tradutor de Libras para participação nas 3 palestras referentes à Contrapartida Social do projeto. Quantidade: 1 Ocorrência: 3 palestras Cachê do tradutor (intérprete): R$ 500,00 Total do cachê: R$ 1.500,00

Ficha técnica

FICHA TÉCNICA Curadoria/Organização: Isabel Diegues e Jorn Konijn Artistas/arquitetos: Lina Bo Bardi e Aldo van Eyck Ensaios críticos: Isabel Diegues, Jorn Konijn + 10 autores a serem escolhidos Coordenação editorial: Editora Cobogó * * Como proponente, a Cobogó será responsável pela realização do projeto em sua totalidade (pré-produção, produção, pós-produção). CURRÍCULOS Lina Bo Bardi - nasceu dia 5 de dezembro de 1914, em Prati di Castello, na Itália. Arquiteta, designer, ilustradora, cenógrafa e editora, atuou com foco na simplicidade, no estilo moderno e na dedicação voltada à interação das pessoas com as suas obras. Lina também foi uma grande pensadora. Italiana naturalizada no Brasil, ela revolucionou a arquitetura brasileira ao unir o moderno ao popular, incorporando cultura, política e antropologia em cada um de seus projetos. Ainda durante o período em que vivia na Itália, Lina teve aulas de desenho no Liceu Artístico de Roma e formou-se em Arquitetura pela Universidade de Roma, em 1940. Contrária à ascensão do fascismo e diante de toda a instabilidade política da cidade, se mudou para Milão, onde pôde trabalhar com o arquiteto Gio Ponti (1891-1979), diretor das Trienais de Milão (renomadas exposições de arte italiana) e das revistas Domus, Lo Stile e Bellezza. Após trabalhar um tempo como editora, ela passou a dirigir a revista Domus, no mesmo período em que seus projetos começaram a ganhar destaque na área. Além das artes, Lina também passou a ter uma atuação política mais ativa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela se posicionou na resistência contra a ocupação alemã, entrou para o Partido Comunista Italiano (PCI) e fundou a revista semanal de arquitetura A: Cultura della Vita, em parceria com o arquiteto e urbanista italiano Bruno Zevi (1918-2000). Em 1946, Lina casou-se com o jornalista e historiador Pietro Maria Bardi. No ano seguinte, durante uma visita do casal ao Rio de Janeiro, ela conheceu as vanguardas do Brasil e descobriu uma chance para as artes fora da Europa arrasada pela guerra. Durante essa visita, apaixonou-se pela natureza, pela arquitetura da cidade e pelo dinamismo do local. Observando os espaços com uma perspectiva mais voltada às humanidades, inseriu um enfoque canalizado no encontro entre a estética das vanguardas e os costumes populares. Após o convite do jornalista e político Assis Chateaubriand para Pietro fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, Lina naturalizou-se brasileira e passou a morar no Rio de Janeiro. Ao passo que se envolveu em projetos de edifícios residenciais e públicos, Lina também fundou a revista Habitat e, em 1951, completou um de seus mais renomados projetos: a Casa de Vidro, sua residência. Hoje, esse projeto é patrimônio histórico e espaço cultural. Lina Bo Bardi destacou-se na arquitetura brasileira por compreender a cultura popular, incorporando conceitos como antropologia, ocupação de espaços, presença humana e estética. Seu legado e impacto são diretamente refletidos na arquitetura até os dias de hoje. Foi responsável pelo projeto da nova sede do Museu de Arte de São Paulo. Outras realizações importantes incluem o Sesc Pompéia, o Solar do Unhão, entre muitos outros. Lina Bo Bardi faleceu em 20 de março de 1992, deixando um legado, que vai além da arquitetura, trabalhando em produção editorial, design de interiores e mobiliário, curadoria, crítica de arte, além de cenografia de peças de teatro e filmes. Aldo van Eyck - nasceu em 1918 em Driebergen, na Holanda; passou a infância na Inglaterra, depois voltou para seu país natal em 1935. Estudou arquitetura em Haia, depois na Suíça, em Zurique, no início dos anos 1940, e viajou para o norte da África. Ele se interessará toda a sua vida pela arquitetura sem arquitetos, como a das aldeias Dogon, dos pueblos pré-colombianos ou das favelas peruanas. Em 1945, mudou-se para Amsterdã e trabalhou no ateliê público de arquitetura, onde se especializou em playgrounds: então, conviveu com o movimento Cobra e os situacionistas. Membro do Team X, ele desempenhou um papel importante no questionamento da doxa moderna e na dissolução dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (C.I.A.M.), notadamente por meio de seus artigos na revista holandesa Fórum no início dos anos 1960. Em 1955, van Eyck obteve a encomenda que o tornaria uma estrela internacional, o novo orfanato municipal de Amsterdã, onde trabalhou até 1960. Ele o renovou em 1990 para transformá-lo em uma escola de arquitetura. Esse edifício marca uma ruptura radical com a imagem institucional da infância infeliz: é formado pela aglutinação de centenas de pequenas cúpulas e uma dezena de cúpulas em torno de pátios e pátios interiores. A influência das casbahs argelinas é tão evidente neste edifício como nas casas de Jaoul du Corbusier. Van Eyck pensou ter implementado os conceitos de “relatividade arquitetônica” e “reciprocidade”, “que fazem de cada casa uma cidade pequena e de cada cidade uma casa grande”. Uma obra-prima de reflexão construtiva, o orfanato forma um todo claro e não hierárquico. Este souk organizado foi admirado e imitado em todos os países ocidentais. Mas nas mãos de arquitetos menos talentosos, deu origem a toda uma série de creches, escolas primárias e proliferam centros sociais, cujo suposto convívio mal esconde a pobreza formal. De 1973 a 1980, van Eyck dedicou-se em Haia a outra obra “social” de destaque, a casa Hubertus para mães solteiras. Muito ativo na cena arquitetônica “alternativa”, participou da reconstrução do bairro Nieuwmarkt de Amsterdã, em colaboração com Theo Bosch. Hamie van Rojen, esposa de van Eyck, desempenhou um papel ativo na agência: o casal construiu a sede da Agência Espacial Europeia em Noordwijk (1989) e a clínica psiquiátrica de Pádua em Boekelo. Aldo van Eyck construiu relativamente pouco e não deixou nenhuma obra teórica organizada, embora tenha escrito muito. Arquiteto inclassificável, é sem dúvida o primeiro da sua geração a desenvolver uma crítica “esquerdista” à modernidade canônica e ao progressismo tecnológico, a interessar-se pelas culturas ditas primitivas e pelo vernáculo europeu, a exigir não só arquitetura de boa mas também “uma quantidade suficiente dessa qualidade”. Como esquecer aquele que exclamou: “Minha cor favorita é o arco-íris!” Aldo van Eyck desempenhou um papel extraordinário na cena arquitetônica. Espírito livre e curioso, renovou as formas de sua arquitetura por mais de meio século, mantendo-se fiel a alguns princípios: compromisso social, atenção ao usuário, terceiro-mundismo, recusa ao academicismo e à hierarquia. Isabel Diegues - é escritora, editora e cineasta. Formada em Letras, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a hoje Diretora Editorial da Cobogó, atuou como roteirista, produtora e diretora de cinema. Organizou publicações como Adriana Varejão — entre carnes e mares (2010), 5 x favela (2010), Pintura Brasileira Séc. XXI (2011), Gerald Thomas — Arranhando a superfície (2012), Paulo Nazareth, Arte Contemporânea/LTDA (2012), Fotografia na arte Brasileira Séc. XXI (2013), Outrasfotografias na arte brasileira séc. XXI (2015) e a série de entrevistas com Hans UlrichObrist (2010-2014). Em sua produção cinematográfica, destacam-se os premiados curtas-metragens Vila Isabel (1998) e Marina (2003), dos quais foi roteirista e diretora,e Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz, do qual foi produtora executiva. Em 2016, lançou o livro Diário de uma digressão (Uma viagem ao sertão do Piauí da Serra das Confusões até o mar), e Arte Brasileira para Crianças, livro de atividades escrito a partir de artistas brasileiros, em conjunto com Mini Kert, Priscila Lopes e Márcia Fortes. É, ainda, coordenadora da Coleção Dramaturgia, criada e m 2012, com mais de 80 textos publicados de dramaturgos da cena teatral brasileira e internacional. Reside no Rio de Janeiro. Jorn Konijn - é curador e escritor de arquitetura e design baseado em Amsterdã. Foi curador de diversas exposições, como o pavilhão holandês oficial da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (2011); Bienal de Urbanismo e Arquitetura de Hong Kong e Shenzhen (2013); Bienal Brasileira de Design (Florianópolis, Brasil, 2015). Depois de morar em Los Angeles e São Paulo, trabalhou para várias organizações culturais holandesas, como a Fundação Holandesa para Artes Visuais,Design e Arquitetura, a Fundação Mondriaan e o SICA – Centro Holandês para Atividades Culturais Internacionais. Já liderou diversas missões culturais do Ministério da Cultura holandês à Índia e ao Brasil e um mapeamento em larga escala do campo cultural brasileiro em 2009. A tualmente é curador do van Eastern Museum, em Amsterdã e está concluindo seu doutorado com uma tese nas exposições de Aldo van Eyck na Universidade de Eindhoven. Além de seu trabalho curatorial, ele também é consultor do Conselho Nacional de Cultura da Holanda. Editora Cobogó ─ Criada em 2008, a Editora Cobogó com foco em publicações sobre arte e cultura contemporâneas, já lançou diversos títulos, entre eles “Saga Lusa: o relato de uma viagem”, de Adriana Calcanhotto; “A filosofia de Andy Warhol”, de Andy Warhol; “Hans Ulrich Obrist – Entrevistas” vols. 1 a 6; “5 x Favela”, baseado no filme homônimo, “Pintura Brasileira séc. XXI”, “Fotografia na arte brasileira séc. XXI”, e as monografias dos artistas Adriana Varejão, Nuno Ramos, Efrain Almeida, Rivane Neuenschwander, Rodrigo Andrade, além de “Concreto e cristal: o acervo do MASP nos cavaletes de Lina Bo Bardi”, org. Adriano Pedrosa (2015). A Cobogó tem como diferencial trabalhar muito próxima a seus autores e artistas, criando publicações individuais que recusam fórmulas e estruturas pré-determinadas. Contando sempre com um pensamento multidisciplinar e plural, a Editora Cobogó tem como compromisso a difusão das várias formas de arte. Ao longo destes anos, suas publicações ocuparam espaços generosos na imprensa especializada e geral. “O diálogo entre as várias formas de arte nos interessa muito. Queremos ressaltar a possibilidade de uma linguagem plural e multidisciplinar, híbrida”, explica Isabel Diegues* gestora e diretora editorial da Cobogó.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.