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Projeto multicultural integrando exposições itinerantes de fotografias de Pierre Verger em praças públicas do interior nordestino; encontro formativo em Salvador/BA com educadores das cidades onde o projeto vai circular; show com músicos regionais (RAPadura, Bule-Bule e Dj Raiz) na abertura do projeto; e, oficinas abertas ao público nas cidades que recebem a exposição.
A Caravana Verger é um projeto itinerante que percorrerá 18 cidades oferecendo uma ampla gama de atividades culturais e educativas. A exposição, composta por 80 fotografias de Pierre Verger, destaca a riqueza e a diversidade da cultura popular brasileira dos anos 1940/1950. Na série de fotografias sobre a cultura popular do Brasil, Verger fotografou as minúcias e as grandezas do cotidiano na busca do equilíbrio, da composição, da melhor cena, da forma de enquadrar, de retratar rostos, pessoas e momentos. Estes são alguns dos temas que fazem parte do acervo e legado humanístico de Verger,, representando um vigoroso registro da cultura popular brasileira do século XX. Um amplo universo de povos, civilizações, festas, maneiras de vivenciar cultura emerge através de retratos de homens, mulheres, crianças, revelando sonhos, buscando e encontrando um sentimento lúdico, na brincadeira que também pode ser ofício, gestos e objetos fotografados por Pierre Fatumbi Verger. Essas fotografias serão exibidas em grandes lonas em praças públicas, montadas em suportes de madeira para criar uma experiência autêntica e imersiva. O módulo expográfico foi concebido em madeira, com um design desmontável em “V” que facilita seu transporte no contêiner, além de poder ser posicionado em diferentes superfícies e solos dependendo de cada cidade. Cada lona plotada com as fotografias não apenas exibe a imagem em tamanho grande, mas também contém informações relevantes sobre a imagem, além de um breve texto sobre a temática de cada uma delas. Além disso, as lonas conterão informações sobre as fotografias, acompanhadas de um QR Code para acesso a mais detalhes online. O coração do projeto é um contêiner multimídia, adaptado para servir como palco de lançamento, espaço para projeções e interações culturais, além de ser uma área de visibilidade para os patrocinadores. Esse espaço oferecerá experiências imersivas ao público, incluindo artes recicláveis, projeções e conteúdo cultural interativo, acessível por telas touchscreen e um aplicativo complementar. Os conteúdos multimídia, integrados à exposição, abrangem vídeos, áudios, fotos e textos que exploram diversas facetas da cultura brasileira, com elementos locais incorporados durante a exposição em cada cidade. A exposição virtual expandirá o alcance das exposições montadas nas cidades, possibilitando que pessoas de diferentes locais participem das atividades da caravana pela internet. Cada exposição virtual incorporará elementos específicos de cada cidade, proporcionando uma experiência inclusiva e diversificada. Uma parte essencial do projeto são as oficinas a serem realizadas nas escolas públicas locais. Adaptadas às características de cada cidade e ministradas por arte educadores capacitados pela Caravana Verger, abrangem uma variedade de temas, incluindo desenho de observação, desenho de figura humana, fotografia com celular, fotografia e inteligência artificial, animação, cordel, contação de histórias e arte com recicláveis. Dessas opções, serão selecionadas 6 oficinas para serem realizadas em 3 turmas, totalizando 18 oficinas em cada uma das 18 cidades visitadas. O objetivo das oficinas é fomentar a expressão artística, estimular a criatividade e ampliar o conhecimento das tradições culturais do Brasil tanto para os alunos das escolas públicas como para o público em geral, oferecendo atividades durante a semana e nos fins de semana. Ainda está contemplado o desenvolvimento de projeto pedagógico que inclui a formação dos agentes culturais. Assim, durante a realização da primeira etapa da caravana em Salvador os arte educadores das outras 17 cidades se deslocarão para a capital baiana durante 5 dias para receber uma formação que envolve: elementos, atores, conceitos e importância da cultura popular brasileira na nossa formação identitária; o caráter inovador, empreendedor e criativo inatos da cultura popular brasileira; as novas tecnologias como ferramentas para despertar o interesse do público jovem; sensibilização a respeito de acessibilidade na arte e cultura. Tanto os produtores culturais locais, os mediadores locais e os responsáveis pelos registros do evento localmente receberão orientações a partir de um material virtual preparado especialmente para essa finalidade.
A caravana traz a cultura popular brasileira retratada por Verger nos anos 1940/1950 com o objetivo de valorizar essa cultura, especialmente, aos olhos de jovens brasileiros, considerando que esses elementos culturais são fundadores de uma identidade (principalmente nordestina, no caso das fotografias selecionadas). O projeto parte da premissa que esses aspectos culturais, materiais e imateriais se apresentados e discutidos com uma linguagem contemporânea são capazes de sensibilizar os jovens e aumentar a auto-estima do público que compartilha das mesmas raízes que o povo fotografado por Verger. A valorização, portanto, se dá a partir da demonstração de quão valiosos são os elementos da cultura popular quando utilizados na contemporaneidade. A estratégia é promover a transmissão entre gerações, quando o projeto viabiliza o encontro de obras e de atores de diferentes épocas, destacando o caráter inovador, empreendedor e criativo da cultura popular brasileira em suas diversas formas. A Caravana Verger, com seu caráter itinerante, tem como objetivo a realização de uma exposição de fotografias e de oficinas culturais para levar aspectos da cultura popular brasileira fotografada por Pierre Verger a um público, principalmente, jovem e que não costuma ter acesso aos espaços formais de exposição (museus e centros culturais). É cumprir a música de Milton Nascimento que diz que "Todo artista tem de ir aonde o povo está/Até a estrada de terra na boleia de caminhão". Ou seja, apresentar essas fotografias fora dos grandes centros urbanos através de um projeto de itinerância, alcançando especialmente cidades de médio porte de 6 estados e 3 regiões brasileiras. Ações/produtos desenvolvidos para o alcance dos objetivos: Exposição Será realizada uma exposição de 80 fotografias de Pierre Verger dedicada à cultura popular brasileira, com fotografias realizadas principalmente no norte e no nordeste do país, mostrando arte e cultura popular nos anos 1940/1950 (cordel, vaqueiro, pintura, tradições culinárias, cerâmica, festas de largo etc). A exposição acontecerá sempre ao ar livre, em praças públicas, de 18 cidades. Tudo começa em Plataforma, bairro periférico de Salvador _ primeira capital do Brasil _ para ser encerrado na Ceilândia, Cidade Satélite de Brasília _atual capital do país. Entre esses dois marcos, a caravana percorrerá outras 16 cidades de médio porte, cobrindo no total 6 estados brasileiros: Santo Antônio de Jesus (BA), Cachoeira (BA), Feira de Santana (BA), Penedo (AL), Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, São Sebastião de Umbuzeiro, Paulo Afonso (BA), Euclides da Cunha (BA), Rio de Contas (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Salinas, Montes Claros (MG), São Francisco, Unaí e Ceilândia (DF). Aplicativo Um aplicativo para celulares e tabletes será um importante suporte de conteúdo para a exposição itinerante, possibilitando que o público mais jovem descubra informações das fotografias expostas em curtos materiais audiovisuais realizados com linguagem e formato contemporâneos. 15 tabletes serão disponibilizados no contêiner para o público que não possua aparelho compatível. Esse mesmo aplicativo permitirá acessibilidade às imagens a pessoas com deficiências, pois todas as 80 fotografias da exposição serão acompanhadas de áudio descrições. Os vídeos também contarão com legendas para serem acessíveis para surdos. Estimamos uma visitação à exposição de em média 2.000 pessoas, presencialmente, por cidade. Contêiner interativo Um contêiner personalizado e adaptado especialmente para o projeto será posicionado no centro de cada praça escolhida, permitindo ações interativas que, à medida que forem incorporadas, circularão com a exposição. Em cada praça, esse contêiner será um espaço que contará com a presença de mediadores (entre 8 e 18 horas), orientados para receber pessoas com deficiências, assim como guiar as visitas da exposição em geral. O contêiner será equipado com telas Touchscereen e sistema multimídia, permitindo um acesso interativo à exposição e também será espaço para expor materiais resultantes das oficinas das intinerâncias anteriores. Isso significa que a cada novo ponto de passagem a caravana ganhará conteúdo extra e específico de cada cidade visitada. Oficinas Em cada cidade serão realizadas 5 oficinas, todas ligadas à fotografia ou à cultura popular, que serão realizadas por arte educadores, principalmente, em parcerias com escolas públicas. As primeiras oficinas acontecerão no bairro da Plataforma e serão ministradas pelo Acervo da Laje, instituição cultural que trabalha há anos na difusão da cultura em bairros periféricos. Em cada cidade serão realizadas 5 oficinas diferentes, cada uma contando com 3 turmas de 15 alunos. Portanto serão no total 90 oficinas que serão ministradas em 3 turmas, ou seja um total de 4.050 alunos. Formação de agentes culturais O Acervo da Laje não somente será responsável pela realização de oficinas em Salvador, mas também pelo desenvolvimento de projeto pedagógico que inclui a formação dos agentes culturais. Assim, durante a realização da primeira etapa da caravana em Salvador os arte educadores das outras 17 cidades se deslocarão para a capital baiana durante 5 dias para receber uma formação que envolve: elementos, atores, conceitos e importância da cultura popular brasileira na nossa formação identitária; o caráter inovador, empreendedor e criativo inatos da cultura popular brasileira; as novas tecnologias como ferramentas para despertar o interesse do público jovem; sensibilização a respeito de acessibilidade na arte e cultura. Os produtores culturais locais receberão orientações a partir de um material virtual preparado especialmente com essa finalidade. No total serão 85 arte-educadores que serão formados, assim como 17 profissionais que realizarão registros fotográficos dos eventos que acontecerão em cada cidade. Visita Virtual Em todas as praças serão realizados registros 360º das exposições com fotos panorâmicas, gerando uma visita virtual que poderá ser acessada tanto no site do projeto (por celulares, tabletes e computadores) quanto através de uma estação virtual localizada dentro do contêiner. Desta forma, mesmo quem não terá sua cidade contemplada com a visita da caravana, poderá apreciar a mostra e suas características peculiares de praça a praça, ver em grande formato todas as obras e usufruir do material proposto pelo aplicativo (de acessibilidade e audiovisuais complementares). A visita virtual, além de eternizar uma exposição que fisicamente é temporária, aumenta o alcance de visibilidade do trabalho e, consequentemente, tem mais abrangência de público e maior alcance dos objetivos. Por isso, as visitas virtuais serão muito incentivadas na comunicação e com esses esforços a expectativa é que elas atinjam um público adicional de 50 mil visitantes. Evento de lançamento em Salvador Em frente ao Acervo da Laje acontecerá a primeira exposição fotográfica e no próprio bairro, o evento de lançamento do projeto. Uma homenagem ao repentista Bule-Bule que estará presente junto com o artista contemporâneo Rapadura, materializando o conceito trans-geracional em destaque no projeto. A cenografia do evento contará com a participação de artistas visuais que usam material reciclado e tudo será gravado para projeção no evento de lançamento em cada cidade por onde passará a caravana. Estimamos a presença entre 500 e 1.000 pessoas nesse evento. Evento de lançamento em cada praça Em cada uma das outras 17 cidades haverá no contêiner, que será transformado em palco, para o evento de lançamento. A ideia é que o evento aconteça em todas as praças no primeiro sábado do cronograma, durante o qual será projetada uma edição do evento de lançamento em Salvador. A apresentação terá elementos cenográficos do evento original e material de iluminação e acústico que será adquirido inicialmente e transportado no contêiner. Estimamos a presençaa de entre 200 e 400 pessoas no evento em cada cidade.
Nosso projeto se enquadra em quase todos os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, exceto apenas dois incisos que se referem: aos valores internacionais e de outros povos (VII) e à produção de jogos eletrônicos (X), no mais em todos os outros nos enquadramos, e mais especificamente: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Uma vez que trabalhamos com culturas populares diversas de todo o Brasil, por razões óbvias todos estes incisos de uma forma ou de outra se adaptam ao nosso projeto. ... Identicamente, no que tange ao artigo 3º da mesma lei, nosso projeto consegue alcançar diversos objetivos previstos para a consecução dos fins pretendidos pelo Ministério da Cultura, e mais especificamente os: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. Este último por integrarmos diversas formas diferentes de artes e cultura popular num único projeto, e inserirmos mecanismos digitais de acesso à estas manifestações artísticas que prioritariamente somente são atingidas de forma presencial e tradicional. ............... A Caravana Verger surge como uma resposta à falta de acessibilidade e representatividade cultural nas cidades do interior do Brasil, onde equipamentos culturais e eventos artísticos são escassos ou inexistentes. Historicamente, as mostras de artes visuais têm sido concentradas nas grandes cidades, deixando as comunidades do interior desprovidas do acesso a essas formas de expressão cultural. Pierre Verger, em suas viagens pelo interior do Nordeste brasileiro, capturou a essência da vida e das tradições locais por meio de suas fotografias, que até hoje não foram apresentadas nas próprias regiões onde foram feitas. Essas imagens representam um patrimônio cultural valioso, que merece ser compartilhado e apreciado por todos os brasileiros, independentemente de sua localização geográfica pelo rico conteúdo identitário brasileiro que retrata. Ao levar exposições de fotografias de Verger para o interior do Brasil, a Caravana Verger busca corrigir essa disparidade e proporcionar acesso direto à cultura e história dessas regiões. Além disso, o projeto pretende contextualizar essas obras no contexto atual por meio de uma série de conteúdos multimídia de gerações de artistas populares incluindo artistas populares contemporâneos, estabelecendo conexões entre o passado e o presente e promovendo uma maior compreensão e valorização da cultura popular brasileira. Ao oferecer essa oportunidade de acesso e fruição cultural, a Caravana Verger contribuirá para fortalecer a identidade e o orgulho das comunidades do interior, ao mesmo tempo em que ampliará o alcance e o impacto das obras de Verger em todo o país. Essa iniciativa é fundamental para promover a inclusão cultural e a diversidade, garantindo que todas as regiões e segmentos da sociedade brasileira sejam representados e reconhecidos em sua riqueza cultural. Assim, o projeto destaca-se como uma iniciativa alinhada aos objetivos da Lei de Incentivo à Cultura, do desenvolvimento artístico e cultural do país, e da democratização do acesso a essa cultura. Ao dar visibilidade às manifestações culturais regionais e destacar as expressões dos grupos formadores da sociedade brasileira para eles próprios, a Caravana Verger desempenha um papel fundamental na difusão da diversidade cultural do país. Isso contribui para a salvaguarda da cultura popular registrada em foto e para o florescimento dos modos de criar, fazer e viver, enriquecendo o panorama cultural e promovendo a inclusão cultural. No âmago do projeto, há a promoção e estímulo à regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando recursos humanos e conteúdos locais. Isso reflete-se na capacitação de 85 arte educadores locais para liderar oficinas inclusivas e promover a cultura popular junto às escolas públicas. Com as oficinas voltadas ao público jovem das escolas públicas das diversas cidades, o projeto amplia o repertório cultural e artístico dos alunos, capacitando-os para explorar novas formas de expressão e conhecimento. A formação de fotógrafos locais para registros das atividades, gerando oportunidades na área da fotografia, também promove a cultura local. Essa interconexão entre agentes culturais pode solidificar-se ao longo da caravana, gerando impactos positivos e abrindo portas para futuras colaborações, impulsionando o crescimento econômico e cultural das comunidades. É crucial para o projeto alcançar um público que geralmente não é contemplado em ações culturais significativas, como moradores de periferias e cidades médias do percurso, muitas vezes com maior proporção de pessoas negras e de menor renda. Outras ações que justificam a relevância social do projeto poderão ocorrer ao longo do percurso, incluindo atividades com comunidades tradicionais, como comunidades de terreiros, indígenas, ciganos e quilombolas, com o objetivo de fortalecer os vínculos e valorizar suas tradições culturais por meio do diálogo intercultural e da troca de conhecimentos. Essas iniciativas demonstram o compromisso da Caravana Verger com a promoção da diversidade cultural e o respeito à pluralidade de identidades no Brasil, contribuindo para o fortalecimento das comunidades e o desenvolvimento de uma sociedade mais inclusiva e equitativa.
O projeto Caravana Verger enfatiza a economia criativa em todas as suas etapas, partindo da escolha da temática. Entendemos que a Cultura Popular Brasileira é, por si só, uma infinita fonte de conteúdo para o tema. Criatividade, inovação, tecnologias próprias e formação orgânica de redes são apenas algumas das características que esse legado identitário carrega. Expor esse conteúdo de maneira que o público jovem reconheça o seu valor e tenha interesse em saber mais sobre ele, contribui para a busca e produção de novas iniciativas ligadas ao tema. De forma prática, o projeto investe na força da economia critiva que ele tem desde a formação dos arte educadores locais em Salvador até a contratação de agentes culturais responsáveis pela montagem, produção local e registro fotográfico e videográfico da exposição em cada cidade. Essas iniciativas fortalecem a dinâmica de interação entre a exposição e as oficinas nas escolas, garantindo um público jovem engajado e impactando significativamente a economia criativa das 18 localidades visitadas. A formação dos arte educadores locais em Salvador não só os prepara para conduzir as oficinas de forma eficaz, mas também contribui para a disseminação do conhecimento e das práticas culturais em suas comunidades, promovendo um ciclo virtuoso de aprendizado e valorização da cultura popular brasileira, enquanto estimula o envolvimento contínuo dos jovens nas exposições e atividades culturais. Além disso, a contratação de agentes culturais em cada cidade para a montagem, produção e registro da exposição impulsiona a economia local e enriquece o tecido cultural das comunidades. Esses profissionais trazem consigo suas habilidades e expertises, agregando valor à produção artística e cultural de cada localidade. O registro fotográfico e videográfico da exposição contribui para a promoção do turismo cultural e para a preservação da memória das regiões visitadas. Assim, o projeto Caravana Verger promove não apenas a valorização da cultura popular brasileira, mas também estimula o desenvolvimento econômico e cultural das comunidades, fortalecendo a economia criativa e deixando um legado duradouro para as gerações futuras.
EXPOSIÇÂO - A exposição de fotográfica integra 3 modalidades: a exposição física, a exposição virtual e o aplicativo com conteúdo adicional e acessibilidade. A exposição física será constituída por 80 fotografias de Pierre Verger realizadas no Brasil, todas ligadas à cultura popular brasileira (arte popular e cultura imaterial). Essas 80 fotografias serão impressas em formatos grandes e material resistente ao tempo e serão montadas em suportes que permitam a sua apresentação em espaços abertos e circulação de público-alvo. Serão impressões digitais em grande formato realizadas a partir de arquivos digitais de alta resolução, obtidos da digitalização do negativo original de Pierre Verger. APLICATIVO - Um aplicativo será desenvolvido especificamente para ser usado na mostra e pode ser baixado gratuitamente por usuários de smartphones funcionando com sistemas IOS e Android. O aplicativo estará também disponível em 15 tabletes que poderão ser utilizados gratuitamente sob a supervisão dos mediadores (presentes em dois turnos no local). O Aplicativo traz 80 audiodescrições para pessoas com deficiência visual, vídeos em torno de 1 minuto com o conteúdo referente a cada fotografia ou grupo de fotos, de forma lúdica. A ideia é usar uma linguagem familiar aos mais jovens (no formato de vídeos das redes sociais). VISITAS VIRTUAIS - As 18 exposições virtuais serão realizadas a partir da exposição física montada nas praças das 18 cidades contempladas pelo projeto. Elas permitirão ao usuário visitar virtualmente as praças contempladas e também interagir com o conteúdo da exposição, o que significa todo o conteúdo desenvolvido para aplicativo e outros materiais recolhidos durante a itinerância (testemunhos, obras realizadas nas oficinas, entre outras produções que ocorrerem ao longo do percurso). OFICINAS - Durante o projeto, 90 oficinas serão ministradas por artes-educadores, sendo 5 oficinas em cada cidade, cada oficina contando com 3 turmas de 8 horas para um público de 15 alunos em média por turma. A estratégia é usar linguagens artísticas e tecnológicas para levar a temática do projeto ao público. - Oficina 01 - Desenho de Observação - Imersão artística, foco na técnica de desenho de observação. Exploração da expressão com materiais simples. Orientação para habilidades de observação e representação. Abordagem prática com exercícios para aprimoramento visual e destreza técnica. Exploração de técnicas de sombreamento, perspectiva e composição, além da atenção aos detalhes na criação artística. - Oficina 02 - Explorando a Expressão Humana: Desenho de Figuras Humanas – Um mergulho na arte de capturar a complexidade e beleza do corpo humano. Captura da essência e dinâmica das formas utilizando papel e canetas esferográficas, com o incentivo ao desenvolvimento de um estilo próprio. Técnicas para representação explorando anatomia, proporção e gesto. - Oficina 03 - Explorando o Cotidiano através das Lentes: Fotografia com Celular - Captura da beleza do mundo com um celular. Exploração da fotografia móvel como expressão pessoal. Exercícios práticos para ver o mundo com atenção. Desde retratos íntimos até paisagens urbanas. Não requer equipamento sofisticado ou experiência prévia. - Oficina 04 - Explorando Novas Fronteiras: Fotografia e IA - Uso criativo do celular e inteligência artificial para capturar imagens únicas. Aplicativos e ferramentas de edição baseados em IA para transformar fotos. Exploração da interseção entre fotografia, arte e tecnologia, e criação visual. - Oficina 05 – Desvende o Futuro da Arte: Animação por IA - Criação de animações dinâmicas com celular e IA. Aplicativos e recursos para dar vida a personagens e histórias. Serão apresentados aplicativos e recursos de animação baseados em inteligência artificial que podem transformar ideias em movimento. Não requer experiência prévia em animação ou tecnologia avançada. - Oficina 06 - Arte com Recicláveis - Criação de peças artísticas com materiais reaproveitados. Ao combinar artesanato com a reutilização de materiais como garrafas PET, latas de alumínio, jornais e embalagens de papelão, os participantes têm a oportunidade de explorar sua criatividade enquanto contribuem para a redução do consumo excessivo e resistem à obsolescência programada. Estímulo à criatividade e consumo consciente. - Oficina 07 - Cordel para Crianças - Introdução à arte do cordel e formação de leitores. Destaque para Literatura Popular e cultura nordestina, abordando temas como a técnica da xilogravura, a estrutura e os tipos de estrofes, a rima e o ritmo, a oficina oferece às crianças a oportunidade de criar seus próprios cordéis literários. - Oficina 08 - Contação e escuta de Histórias - Promoção da autoestima das crianças ao mesmo tempo em que introduz referências da cultura negra na África e na diáspora por meio de contos e mitos afro-brasileiros e africanos. Contos e mitos afro-brasileiros e africanos. Participação da Vovó Cici como griô, transmitindo conhecimentos ancestrais através da oralidade. FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS O projeto oferecerá um "cardápio" de 8 oficinas, para que 5 sejam realizadas em cada cidade com a seleção em função do perfil dos arte educadores que serão identificados em cada praça. Os arte educadores de cada cidade receberão uma formação através de um encontro presencial de 5 dias que acontecerá no bairro de Plataforma (SSA) durante a 1a etapa do projeto. A equipe do Acervo da Laje, incluindo o seu fundador José Eduardo,será responsável pela parte pedagógica do projeto. Não somente eles realizarão 5 oficinas para a comunidade do bairro da Plataforma, como farão a formação dos artes educadores das outras cidade, reunidos nesse momento em Salvador. EVENTO DE LANÇAMENTO O projeto terá início no bairro de Plataforma, uma área periférica da cidade de Salvador, com um evento de lançamento de destaque. Este evento, amplamente divulgado, contará com apresentações de artistas que mesclam linguagem musical contemporânea com ritmos nordestinos, como Rapadura, cujas composições são inspiradas na tradição do repente. Esta será uma oportunidade para homenagear o artista BuleBule, considerado um representante dos ritmos originais. Este momento simboliza a transmissão intergeracional e a continuidade da cultura através da reinvenção artística. O palco do evento será adornado com uma tela grande, onde serão projetadas obras de artistas contemporâneos do Acervo da Laje, complementadas por uma cenografia original feita de objetos da cultura popular, confeccionados a partir de materiais recicláveis. Embora o evento ocorra apenas em Salvador, será filmado e transmitido nas outras cidades que receberão a Caravana Verger. Além disso, novas apresentações, com artistas locais, poderão ser realizadas posteriormente.
EXPOSIÇÃO. Física: As exposições, em todas as cidades, sempre serão realizadas em praça pública, de modo que a acessibilidade será total para quem quiser visitar a obra, seja com o uso de muletas, cadeiras de rodas, ou mesmo para quem chega de carro adaptado ou trazido por terceiros. As praças onde acontecerão as cidades serão escolhidas para facilitar a acessibilidade de pessoas com dificuldades de locomoção. Visual: As exposições, em todas as cidades, sempre terão mediadores treinados, de 08 às 18h, de modo a auxiliar o público a fruir as obras da melhor forma possível. Estes mediadores serão formados em cultura popular, mas sobretudo em meios de facilitação de acesso, por um professional especializado em acessibilidade para produtos culturais. Além disto, as exposições serão acompanhadas de um aplicativo de celular, onde o público poderá ouvir áudio descrições de todas as obras inseridas na mostra. Auditiva: Todas as fotos terão legendas explicativas das imagens e dos assuntos expostos. Da mesma forma, no aplicativo do celular todos os vídeos produzidos terão legendas para resolver a acessibilidade para portadores de deficiência auditiva. Intelectual: Os mediadores e os educadores serão formados, não apenas nos assuntos que envolvem a curadoria das fotos, mas também em meios e mecanismos de acessibilidade para auxiliar portadores de qualquer tipo de necessidade especial. APLICATIVO Física: A função primordial do aplicativo, além de trazer conteúdo extra para a exposição, é, justamente, viabilizar acessibilidade para todo e qualquer portador de necessidades especiais, no caso específico de acessibilidade física, havendo qualquer tipo de impossibilidade física para alcançar as obras, todo o conteúdo estará disponível dentro do aplicativo, de modo que, através de um celular, tablete ou computador tudo poderá ser acessado sem nenhum tipo de cobrança ou dificuldade. Visual: O aplicativo tem todo o conteúdo em áudio descrição, de modo que portadores de deficiência visual ou baixa visão poderão conhecer as obras e informações em sua totalidade. Auditiva: Todo o conteúdo do aplicativo será visual e legendado, de modo que nenhum conteúdo fique fora do alcance de portadores de necessidades especiais auditivas. Intelectual: Além do aplicativo ser criado visando a facilitação do acesso o máximo possível, com comandos bem simplificados, os mediadores estarão à disposição do público para ensinar como operar os dispositivos, para qualquer usuário que sinta dificuldades em sua utilização. VISITAS VIRTUAIS Física: As visitas virtuais poderão ser visualizadas por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, sem necessidade sequer de baixar algum aplicativo ou programa. De modo que, na ocorrência, por exemplo, de alguém não ter como conhecer a exposição em sua cidade, estando presa à uma cama ou internado num hospital, por exemplo, basta ter um aparelho qualquer com acesso à internet, e poderá entrar no site da exposição e ver o ambiente inteiro em 3D (360º), movendo o ângulo de visão através das setas de direção do aparelho ou através da movimentação do próprio dispositivo. Visual: As visitas virtuais terão locuções explicando todo o conteúdo da exposição, de modo a facilitar o acesso total a pessoas com baixa visão ou problemas de visibilidade restrita. Auditiva: As visitas virtuais além de mostrar visualmente todo o conteúdo da exposição e diversos conteúdos extras, possuem legendas explicativas de modo a facilitar o acesso a tudo quanto mostrado no projeto. Intelectual: As visitas virtuais se utilizam de ferramentas mnemônicas, cuja utilização é instintiva, sem precisar de treinamentos, ainda assim, os mediadores estarão à disposição do público para ensinar como operar os dispositivos, para qualquer usuário que sinta dificuldades em sua utilização. OFICINAS Física: Todas as oficinas serão realizadas em espaços com total acessibilidade para portadores de necessidades físicas especiais, e os assuntos das 08 (oito) diferentes oficinas, são basicamente cognitivas e conceituais, de modo que qualquer pessoa possa participar de qualquer oficina. Visual: Os professores das oficinas serão treinados em acessibilidade geral para poder ministrar os conteúdos para qualquer pessoa, tenha ou não necessidades especiais e de qualquer tipo. As oficinas serão realizadas com meios e ferramentas visuais e auditivos de modo a viabilizar a fruição por qualquer pessoa. Auditiva: Os professores das oficinas serão treinados em acessibilidade geral para poder ministrar os conteúdos para qualquer pessoa, tenha ou não necessidades especiais e de qualquer tipo. As oficinas serão realizadas com meios e ferramentas visuais e auditivos de modo a viabilizar a fruição por qualquer pessoa. Intelectual: Os professores das oficinas serão treinados especificamente em mecanismos de facilitação para viabilizar a passagem dos assuntos para qualquer pessoa, não apenas com dificuldades cognitivas biológicas, mas também com baixa formação intelectual acadêmica, iletrados, analfabetos digitais, crianças da mais tenra idade até idosos de idade avançada. FORMAÇÃO DE AGENTES CULTURAIS Física: Os agentes serão formados visando atender às diversas demandas de pessoas com necessidades especiais, e, mais que isso, serão escolhidos preferencialmente agentes que tenham necessidades especiais, na perspectiva de trazer estas pessoas para posições de destaque, e, principalmente, para tornar óbvio ao público a total acessibilidade de todo o conteúdo exposto. Visual: Os agentes culturais serão treinados especificamente para passar os conteúdos para portadores de necessidades visuais, com falas e materiais em áudio previamente preparados para este fim; e, mais que isso, será priorizada a seleção de agentes que sejam eles mesmos portadores destes tipos de necessidades, de modo a fazer com que estes conteúdos sejam plenamente transmitidos por quem entende à fundo tais demandas. Auditiva: Os agentes culturais serão treinados especificamente para passar os conteúdos para portadores de necessidades auditivas e terão materiais visuais específicos para facilitar este tipo de transmissão; e, mais que isso, será priorizada a seleção de agentes que sejam eles mesmos portadores destes tipos de necessidades, de modo a fazer com que estes conteúdos sejam plenamente transmitidos por quem entende à fundo tais demandas. Intelectual: Todo o conteúdo exposto será preparado de forma simplificada, de modo a poder alcançar qualquer pessoa, de qualquer nível intelectual, ou mesmo a portadores de necessidades cognitivas especiais. EVENTO DE LANÇAMENTO Física: O show de abertura do projeto será, da mesma forma que toda a circulação, em praça pública, no meio da rua, de modo que qualquer pessoa mesmo portadora de dificuldades de locomoção poderão chegar sem maiores problemas. Neste evento em particular, mesmo sendo em via pública, será reservado um espaço na frente do palco para acolher este público, dando uma melhor visibilidade do evento. Visual: O show terá um mestre de cerimônia (apresentador) que fará a áudio descrição do evento de abertura, cenários, fotos e materiais, antes do início do show musical, que é prioritariamente sonoro. Auditiva: O show contará com interprete de libras durante todo o evento. E, nos vídeos institucionais, legendagem total. Intelectual: Durante o evento de abertura, uma vez que prevemos uma quantidade maior de público, contaremos também com uma equipe de mediadores mais numerosa, de modo a acompanharmos o acesso dos portadores de necessidades intelectuais às obras que estrão disponíveis no local do show.
Nosso projeto possui diversos mecanismos de democratização de acesso, no que tange ao artigo 47 da Instrução Normativa n.º 23/2025 do Ministério da Cultura. Atendemos plenamente a medida contida no inciso V (Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;) haja vista que todas, absolutamente todas, as atividades que serão realizadas, são totalmente gratuitas. Atendemos plenamente as medidas contidas no inciso VI (realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;) pois nosso projeto é prioritariamente voltado para este público, sobretudo porque faremos atividades em parceria com escolas de ensino infantil e médio. Contudo, ultrapassando esta medida, nosso público não se restringe à apenas este, pode ser acessado por pessoas de qualquer idade, de zero a 100 anos de idade, pois basicamente mostramos fotografias de culturas populares diversas. Além deste inciso encaixamo-nos no inciso III (disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;), haja vista que faremos as visitas virtuais em 3D (360º) de todas as exposições em todas as 18 cidades. A mesma coisa para o aplicativo de celular, que poderá ser baixado gratuitamente em qualquer plataforma, seja Android ou IOS. Encaixamo-nos no inciso IV (garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos), uma vez que veicularemos imagens (foto e vídeo) nas redes sociais com livre acesso para seguidores ou não. E, por fim, atendendo ao inciso X (outras medidas sugeridas pelo proponente), pois estamos realizando um projeto que leva cultura para 18 cidades diferentes, sendo somente uma capital (Salvador, porque aqui é onde funciona a sede da instituição proponente), todas as demais 17 cidades são cidades do interior do Brasil, em 06 (seis) estados diferentes, levando a exposição de um grande fotógrafo mundial, Pierre Verger, a cidades que raramente recebem exposições de artes visuais, quiçá algumas delas nunca receberam nenhuma.
Atividades da Fundação Pierre Verger no projeto A Fundação Pierre Verger é ao mesmo tempo a proponente, captadora de recursos, idealizadora, coordenadora e produtora do projeto. Colocou nesse projeto toda a sua experiência em realização de projetos artísticos-culturais, notadamente na realização de exposições, junto às suas capacidades de criação e de acompanhamento de projetos sócio culturais. Para esse projeto de grande porte contará com sua equipe atual que será acrescida de três profissionais durante a execução desse projeto e por ele remunerados. Captadora de recursos Além de inscrever esse projeto no SALIC, a Fundação Pierre Verger o apresentou no Edital Petrobrás Cultural e buscará outros patrocinadores caso a Petrobrás não o contemple ou somente destine uma parte necessária do recurso à realização do projeto. Esse trabalho não é terceirizado, mas realizado pela equipe interna da Fundação. (ver currículos) Concepção do projeto Esse projeto foi concebido pela equipe da Fundação Pierre Verger. Ele é o resultado de anos de experiências nas áeras culturais e sociais e do desejo por parte da instituição de reinventar o conceito de exposição para atingir um público mais diversificado em espaços externos e públicos. A curadoria é também realizada por funcionários permanentes, contratados pela instituição. Produção e coordenação Toda a coordenação e produção do projeto será realizada sob a responsabilidade da Fundação Pierre Verger. Isso significa que é a instituição que realizará esse projeto de A a Z, coordenando as diversas equipes parceiras implicadas: equipe tecnológica, equipe pedagógica, equipe de comunicação, equipe de acessibilidade. A Fundação será responsável pelas contratações de pessoas e empresas, pela aquisição de material, pela gestão financeira do projeto, pela execução das ações, pela gestão da itinerancia, pelas prestações de contas finais, e será a responsável jurídica de forma geral do projeto. A equipe de produção será reforçada com 3 profissionais durante o período de execução do projeto (um ano). Currículo resumido dos participantes Dione de Araújo BaradelSuperintendente da Fundação Pierre Verger, instituição onde trabalha há 30 anos, Dione já supervisionou a realização de inúmeros projetos culturais e sociais, notadamente 10 projetos executados através da Lei Rouanet. Fica tanto responsável pela inscrição dos projetos quanto por suas prestações de contas assim como, pela gestão financeira dos mesmos. Angela Lühning Diretora Secretária da Fundação Pierre Verger, Angela é professora aposentada da UFBA onde ministrava cursos de etnomusicologia. Especialista em culturas populares notadamente das culturas afro descendentes, Angela foi a idealizadora do Espaço Cultura Pierre Verger no qual são oferecidas desde 2005, oficinas gratuitas para a comunidade do bairro popular onde fica a instituição. Essa experiência com a realização de oficinas foi fundamental para a concepção desse projeto que conta também com a participação do Acervo Laje, também especialista nessas questões. Emerson CabralAdvogado especialista em direitos autorais e produtor cultural, Emerson já trabalha para a Fundação Pierre Verger há cerca de 20 anos. Ele será responsável nesse projeto, de toda a parte jurídica assim como da produção do evento de lançamento em Salvador. Alex BaradelTrabalhando para a Fundação há 22 anos, Alex Baradel fez a curadoria de muitas exposições de Pierre Verger, notadamente nos Museu de Arte Moderno de São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, no MARGS de Porto Alegre, MAR, do Rio, Museu da Fotografai de Fortaleza, Museu Afro Brasil e MIS de São Paulo, dentre outros. Formado em Cinema e com experiência em gestão de imagens em produtos culturais interativos, desenvolveu diversos aplicativos para facilitar o acesso a produtos culturais como livros e exposições, notadamente para o Centro Cultural Vale, no Maranhão, para o MIS (SP), para o Instituto Anisio Teixeira e principalmente para a Fundação Pierre Verger. Ele será co-curador e co-produtor da exposição nesse projeto assim como responsável pela parte tecnológica. Alexandre San GoesÉ antropólogo, curador e pesquisador. Mestre em Ciências Sociais pela UFBA, com foco em história das artes e religiões afro-brasileiras. Com uma década de imersão em projetos culturais, incluindo a vice-coordenação do grupo de extensão "Choro no Nordeste" na UFRB; e especialmente concentrado em arquivos fotográficos e audiovisuais. Sua colaboração em publicações especializadas, como a Revista Umbu de Fotografia, destaca o compromisso com a produção fotográfica no Brasil e na América Latina. Atuando como Assistente no Departamento Fotográfico e de Comunicação da Fundação Pierre Verger, integra o núcleo de desenvolvimento das exposições de Pierre Verger. Além disso, sua pesquisa e criação de roteiros para NorkFilma, dentre outras produtoras de audiovisual, juntamente com projetos autorais como as séries “Foto Bahia História” e “Trançados baianos”, destacam e enaltecem a riqueza da cultura popular brasileira. Luis NascimentoFormado em História/Filosofia pela UERJ e com atuação como professor da rede pública estadual e municipal no RJ durante anos. Gestor de projetos culturais da Petrobras com atuação de quase vinte anos. Para o projeto foi considerada a parceria com equipes especializadas com o objetivo de garantir a qualidade técnica; agregar atores culturais de diferentes perfis, garantindo assim maior diversidade da equipe; e dar continuidade ao projeto de desenvolvimento da Fundação Pierre Verger que se dedica já há alguns anos a agregar parceiros de diferentes realidades, mas com objetivos artísticos, sociais e culturais alinhados a fortalecer a rede baiana e brasileira de cultura. José Eduardo Ferreira SantosNasceu no Subúrbio Ferroviário de Salvador, na área conhecida como Novos Alagados, em Plataforma. Pedagogo (UCSal), mestre em Psicologia (UFBA), doutor em Saúde Pública (ISC – UFBA) e fez estágio pós – doutoral em Cultura Contemporânea (PACC – UFRJ) e no Instituto de Psicologia da UFBA pelo Programa Nacional de Pós – Doutorado (PNPD – CAPES). Atualmente é professor e pesquisador no Programa de Pós – Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador, na condição de bolsista CAPES (Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) pelo PNPD (Programa Nacional de Pós-Doutorado).Trabalha desde 1994 com projetos sociais na área de Novos Alagados e se dedica à pesquisa e intervenção desde 1996, a partir das mudanças ocorridas nessa localidade. Nos últimos anos tem realizado trabalhos na formação de professores e publicado artigos em revistas e livros em âmbito nacional e internacional. Atualmente é curador e responsável pelo Acervo da Laje, que reúne obras artísticas e históricas do Subúrbio Ferroviário de Salvador. Vilma SantosMulher negra, educadora desde os anos 1990, foi coordenadora voluntária da Pastoral da Criança, Pastoral Afro e Pastoral Carcerária, fundadora do Acervo da Laje, onde coordena a seção educativa, realizou, como curadora e coordenadora as exposições artísticas “1ª Exposição Pública do Acervo da Laje” (2011), na antiga casa de Lázaro e Vera, em Novos Alagados; “As águas suburbanas no Acervo da Laje” (2012), no Centro Cultural Plataforma; “A beleza do Subúrbio” (2013), nas ruínas da antiga Fábrica de Tecidos São Braz, em Plataforma; 3ª Bienal da Bahia (2014), no Acervo da Laje, Casa 1; “Memórias Afetivas do Subúrbio Ferroviário de Salvador” (2018) no Subúrbio 360, no bairro de Vista Alegre e participou como convidada da 31ª Bienal de São Paulo “Como falar de coisas que não existem” na mesa “Usos da Arte” (2014).Em 2019 participou da mesa “Arte e transformação social” no 5ª Festival de Graffiti Bahia de Todas as Cores. Foi produtora do “Sound in the fabric” (2019) nas ruínas da antiga Fábrica de Tecidos São Braz.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.