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O Cordão do Galo, organizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem com apoio do Museu do Marajó (duas importantes entidades culturais do estado do Pará) é um folguedo realizado no município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, durante a "Festividade do Glorioso São Sebastião" (manifestação cultural e religiosa reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2013), tendo um caráter cultural e socioambiental, onde através da participação e capacitação artística da juventude de 7 a 17 anos do local, busca a preservação da memória da antiga expressão cultural do Folguedo de Bichos e a conscientização ambiental e social, usando da experiência artística enquanto ferramenta pedagógica. Traz para crianças e adolescentes de uma das regiões com maior vulnerabilidade social do país, a dança, a música e a atuação, como possibilidades de pertencimento social e desenvolvimento de suas potencialidades.
Cortejo de folguedo Atividade de culminância do projeto cultural em que o Cordão do Galo, com as crianças participantes, sai às ruas levando dança, percussão com instrumentos tradicionais, e músicas regionais, em meio a comunidade, valorizando a cultura e natureza local; Show de artistas locais: Apresentações musicais de artistas locais ao final do cortejo, aberto a toda a comunidade; Oficina de arte: Percussão, Dança, Técnicas Circenses e Canto Popular: Criação e experimentação de prática pedagógica e metodológica em arte não formal, sob os códigos e signos de linguagens específicas, voltadas à inclusão e ao desenvolvimento da cultura na rua, visível, democrática e participativa. Serão realizadas em comunidades periféricas, com crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos, em parcerias com organizações comunitárias/projetos sociais que trabalhem com este público-alvo a fim de potencializar as dinâmicas de aprendizado. Serão 4 oficinas, a saber, percussão, dança, técnicas circenses e canto popular Ensaio Aberto: Proporcionar à comunidade a aproximação da construção artística do Cordão do Galo e ajustar os últimos detalhes em um ensaio geral, antes do dia da atividade final.
Geral: No mês de janeiro de 2025 realizar o tradicional Cortejo do "Cordão do Galo" pelas ruas do Município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, trazendo ao público infanto-juvenil oficinas do fazer artístico e a experiência de participar ativamente da manifestação cultural do folguedo de bichos, ao mesmo tempo levar a juventude e comunidade local ações atreladas a reflexão sobre a importância da preservação de seus símbolos histórico-culturais e da preservação ambiental, através da experiência lúdica. Específicos: ● Realizar o Cortejo do Cordão do Galo, com o protagonismo infanto-juvenil e a participação da comunidade local a fim de afirmar, valorizar e difundir o patrimônio cultural do Pará gerando, através da experiência cultural, a consciência sobre o cuidado e responsabilidade com o meio ambiente - Realizar 1 Cortejo do Cordão de Bichos; ● Realizar show musical e mobilização de artistas da comunidade, em torno da temática da preservação cultural e ambiental do Marajó - realizar 1 show musical; ● Realizar Oficinas de ensino da percussão, canto popular, dança e técnicas circenses para crianças e adolescentes da localidade, a fim de despertar o senso artístico, o estímulo à criação, expressão artística e representação sociocultural, na perspectiva marajoara - 04 oficinas com 160 pessoas capacitadas; ● Produção de um relatório final do que foi realizado no projeto, para difundir e promover a manifestação artística. - Produção de 01 relatório avaliando o impacto do projeto
Os folguedos, apresentações festivas que fazem parte da expressão folclórica do Brasil, contando com teatro, música e dança, são frutos da mistura de aspectos culturais de povos africanos, indígenas e europeus, que ao longo do tempo foram adaptando novas características às manifestações culturais já existentes. Essa popular expressão artística brasileira, onde geralmente personagens fantasiados atuam, dançam e cantam, ao som de músicas folclóricas, as vezes saindo em cortejo pela localidade, tem no Estado do Pará grande tradição histórica. Podemos citar a "Marujada" em Bragança-PA, o "Arraial do Pavulagem" em Belém-PA, o "Boi de Máscaras", os "Cabeçudos" e os "Pierrôs" de São Caetano de Odivelas, e o "Carnaval das Águas" em Cametá. Dentre todos há também um tipo de folguedo que é muito específico da região amazônica, o chamado "Cordão de Bichos". Folguedo este em que os participantes se fantasiam, atuam e criam alegorias da fauna existente na região, uma tradição que tem provavelmente um de seus primeiros registros etnográficos em 1850 por Henry Walter Bates, naturalista inglês que chegou a Belém em 1848 e permaneceu na Amazônia por onze anos, realizando pesquisas sobre a fauna e a flora para o Museu de Londres. Ele descreveu como moradores de uma localidade amazônida vestiam-se com armações e adereços representando animais da fauna da região em um festejo local. Mas é Jorge Hurley (1934) que fornece o registro mais abrangente sobre os Cordões de Bichos no Estado do Pará. Em seu artigo intitulado "As joaninas do Pará", onde ele detalha a exibição desses cordões nas residências do Município de Curuçá (SILVA, 2012, p. 25). O Cordão de Bichos é parte do imaginário folclórico em várias localidades paraenses, como Altamira, Belém, Bragança, Cametá, e na Ilha do Marajó, onde ocorre, dentre outros, o Cordão do Galo, no município de Cachoeira do Arari. Infelizmente estes eventos vêm perdendo força ao longo das últimas décadas, num contexto de um mundo cada vez mais globalizado onde as gerações mais novas são expostas a aculturação resultante das tecnologias de comunicação em massa, que por vezes ameaça tradições e costumes locais, que são substituídos por cosmovisões importadas; um processo por vezes incontornável que têm grande impacto social, podendo potencializar ou dissolver manifestações culturais regionais. "Na medida em que as culturas nacionais tornam-se mais expostas a influências externas, é difícil conservar as identidades culturais intactas ou impedir que elas se tornem enfraquecidas" (HALL, 2006, p. 74). Devido essa problemática, com o propósito de resgatar e preservar essa manifestação cultural legitimamente popular, em concordância com o capítulo I, artigo 1º, inciso IV, da Lei 8313/91 (BRASIL,1991), e tendo ainda a preocupação com a construção pedagógica da preservação da fauna e flora regional, desde 2008 o Instituto Arraial do Pavulagem, (importante organização cultural paraense, organizadora do tradicional folguedo, de mesmo nome, que ocorre durante o mês de junho na capital do Estado, desde 1987) com apoio do Museu do Marajó, promove no município de Cachoeira do Arari, interior da Ilha do Marajó, o "Cordão do Galo", expressão artística do folguedo do tipo "Cordão de Bichos", trazendo crianças e adolescentes para o protagonismo através da arte, oferecendo a eles oficinas relacionadas a produção do festejo, desde os adereços e instrumentos tradicionais marajoaras, até a música e dança, numa abordagem de educação/conscientização através das interações com o ambiente e com as relações sociais, já que o saber deriva da experiência e a produção artística pode ser um importante instrumento construtivo do desenvolvimento psicossocial, como lembra o psicólogo Lev Vygotsky (2004, p. 342). O Cordão do Galo tem como principal representação um brinquedo popular animado que representa um galo, tendo aproximadamente dois metros de altura. A cada ano, esta peça se renova, expressando e difundindo o trabalho de artistas e artesãos paraenses, promovendo a regionalização da produção cultural e artística, valorizando os artistas e a cultura local, seguindo o que dispõe a Lei 8313/91, em seu Artigo 1º, Inciso II (BRASIL, 1991). O galo, ícone do festejo, faz referência ao padre italiano Giovanni Gallo, naturalizado brasileiro, fundador do Museu do Marajó em 1972. Além disso, evoca a imagem dos terreiros e quintais, onde a criação livre desses animais é comum, integrando-se perfeitamente ao contexto familiar e comunitário. Sua essência é agregar e inspirar os participantes, proporcionando uma imersão no mundo da arte e cultura. Este galo é o centro do cordão dos bichos, atividade final do projeto, ele sai em cortejo, acompanhado pela juventude trajando adereços e alegorias dos animais regionais e reproduzindo músicas folclóricas e percussão em instrumentos tradicionais marajoaras, pelas ruas do município, levando alegria, cultura e conscientização. O folguedo é um atividade de salvaguarda e faz parte dos festejos da "Festividade do Glorioso São Sebastião", Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecido pelo IPHAN em 2013. Neste projeto, cerca de 160 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos são protagonistas no fazer artístico, do início ao fim, tendo aulas sobre percussão, dança canto popular, tecnicas circenses, confecção de brinquesdos populares e adereços do folguedo, tudo com ensinamento e acompanhamento de profissionais especialistas. Quando saem no cortejo do Cordão do Galo pela cidade, demonstram sua produção artística, sempre tendo em consideração a temática da preservação ambiental. As crianças e adolescentes, através da brincadeira e interação com o contexto cultural e com os objetos lúdicos, internalizam da sua maneira, o conhecimento artístico e a importância do cuidado com o seu património histórico-cultural e ambiental, pois é através da experiência imaginativa e interativa que se desenvolvem novas possibilidades de interpretação, expressão e ação (VYGOTSKY, 1987, p. 37). Nas ruas, o cotidiano da comunidade ganha vida com a representação de animais típicos da região, como cavalinhos, búfalos e aves, que compõem as alegorias e adereços. Instrumentos tradicionais, como o Tambor de Caixa de Boi Bumbá, ganzá e maracas, são tocados pela juventude, preservando o legado histórico local. Dessa maneira protege-se o folclore, o artesanato e a tradição popular do Cordão de Bichos, em acordo com a Lei 8313/91, capítulo I, artigo 3º, inciso III, linha D (BRASIL, 1991). O Cordão do Galo fortalece atitudes espontâneas de protagonismo da sociedade civil local, ressignificando a cultura popular e proporcionando um processo lúdico-educativo para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade possam desenvolver suas potencialidades, avançando com o que é previsto no Capítulo I, Artigo I, Inciso I, da Lei 8313/91, que estabelece que se deve contribuir para o livre acesso às fontes da cultura e os direitos culturais (BRASIL, 1991). É importante lembrar que o município de Cachoeira do Arari, localizado no interior da Ilha do Marajó, sofre inúmeros agravantes socioeconômicos, tendo um IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) de 0,546, um dos mais baixos do país (MMFDH, 2020), o que na prática representa uma vida, em média, sem acesso a padrões básicos de infraestrutura e saneamento, seguridade social e lazer. Este cenário traz desafios para o desenvolvimento de uma sociedade de paz, com a juventude tendo pouquíssimas oportunidades de desenvolver seu potencial intelectual, material e cultural, estando à mercê do contato com a criminalidade, o álcool e as drogas. Neste contexto, o projeto do Cordão do Galo surge enquanto forma de levar pertencimento, esperança e inclusão para a juventude local, através da arte, um importante instrumento de mudança social e promoção da paz. Referências: HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Ed. DP&A, 2006. HURLEY, Henrique Jorge. Itarãna (pedra falsa): lendas, mythos, itarãnas e folklore amazônicos, Belém: Of. Graph. Do Inst. Dom Macedo Costa, 1934. Relatório Técnico Município de Cachoeira do Arari | PA MMDH 2020 VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1987. VYGOTSKY, Lev Semenivich. Psicologia pedagógica. São Paulo: Martins Fontes, 2004. BRASIL. LeI 8313/91 Restabelece princípios da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências. Palacio do Planalto, 24 de dez. 1991.
Ação com vista a preservação do bem cultural: ● No projeto será produzido, por artesãos locais, o instrumento tradicional marajoara Tambor de Caixa de Boi-Bumbá, que sobrevive na tradição oral dos moradores locais e foi redescoberto pelo Cordão do Galo e Museu do Marajó; Ações direcionadas à comunidade, usando recursos da contrapartida: ● Em uma abordagem de caráter social, o Instituto Arraial do Pavulagem, em parceria com o Museu do Marajó, distribui cestas básicas para a comunidade do Bairro do Choque, que é bastante carente de recursos. ● Já no sentido puramente ambiental, a organização do projeto traz mudas de árvores amazônicas e faz o plantio destas pela cidade, também há distribuição de mudas para a comunidade local durante o cortejo. Artigo Referência como Portifólio para conhecer as metologias de trabalho do Instituto Arraial do Pavulagem: FAÇANHA, T. M.; CHADA, S. M. M. Arraial do Pavulagem: transmissão musical nas oficinas de canto e percussão. Diálogos Sonoros, v.1, n. 2, p 1-26, jul/dez. 2022. Disponivel em: <https://drive.google.com/file/d/1kWDn9f0jx_r5yL2PYIX2yUwJslpzRc7J/view?usp=sharing>. Acessado em: 27 de nov. 2023.
Plano Pedagógico para Oficina de Percussão de Instrumentos Musicais - Maracá, Tambor de Onça, Marabaixo, Caixa de Boi Arari, Reco-Reco, Matracas, Ficheiro, Alfaia: 1 Objetivo Geral: Desenvolver habilidades musicais e promover a apreciação cultural por meio da prática dos instrumentos tradicionais Maracá, Tambor de Onça, Marabaixo, Caixa de Boi Arari, Reco-Reco, Matracas, Ficheiro, Alfaia, proporcionando uma vivência educativa e valorizando a diversidade sonora. 1.2 Objetivos Específicos: Desenvolver técnicas de execução específicas para cada instrumento.Estimular a percepção auditiva e a sensibilidade musical.Ampliar o repertório musical tradicional desses instrumentosIncentivar a prática coletiva e a integração musical. 2. Justificativa: A oficina de Instrumentos Musicais surge da necessidade de preservar e difundir a riqueza sonora e cultural dos instrumentos tradicionais, contribuindo para a valorização e transmissão desses elementos para as futuras gerações. Através da prática musical, os participantes terão a oportunidade de mergulhar nas tradições e aprender sobre a rica diversidade musical presente em diferentes manifestações culturais. 3. Carga Horária Completa: A oficina terá uma carga horária total de 20 horas, distribuídas ao longo de 10 encontros semanais, com duração de 2 horas cada. 4. Público-Alvo: Crianças e Adolescentes, de 9 a 17 anos, dos bairros periféricos de Cachoeira do Arari (Município da Ilha do Marajó, Pará). 5. Metodologia de Ensino: A Metodologia a ser abordada será no formato de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e da Arte Interdisciplinar, que será conduzida pelo Oficineiro, onde o aprendizado está no aluno, onde o projeto artístico é usado com veículo de aprendizado e a arte irá dialogar temas transversais para compreensão mais ampla e contextualizada do conhecimento. Neste projeto, a conscientização ambiental será o assunto transversal a ser estimulado através da Arte.6. Conteúdos a serem Ministrados: Características e MateriaisRepertório TradicionalImprovisação e CriatividadeIntegração Musical Plano Pedagógico para Oficina de Técnicas Circenses - Perna de Pau: 1 Objetivo Geral: Desenvolver habilidades motoras, equilíbrio e coordenação motora dos participantes por meio da prática das técnicas circenses com ênfase na Perna de Pau, proporcionando uma vivência lúdica e educativa. 1.2 Objetivos Específicos: Desenvolver o equilíbrio e a consciência corporal.Aprimorar a coordenação motora e a concentração.Estimular a criatividade na execução de movimentos e performances.Fomentar a integração e o trabalho em equipe.2. Justificativa: A Oficina de Técnicas Circenses - Perna de Pau surge da necessidade de oferecer uma experiência única e desafiadora, promovendo o desenvolvimento físico e cognitivo dos participantes. As técnicas circenses, em particular o uso da Perna de Pau, representam uma forma divertida e educativa de explorar o corpo, desenvolver habilidades motoras e proporcionar uma experiência única de expressão artística. 3. Carga Horária Completa: A oficina terá uma carga horária total de 20 horas, distribuídas ao longo de 10 encontros semanais, com duração de 1,5 horas cada. 4. Público-Alvo: Crianças e Adolescentes, de 9 a 17 anos, dos bairros periféricos de Cachoeira do Arari (Município da Ilha do Marajó, Pará). 5. Metodologia de Ensino: A Metodologia a ser abordada será no formato de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e da Arte Interdisciplinar, que será conduzida pelo Oficineiro, onde o aprendizado está no aluno, onde o projeto artístico é usado com veículo de aprendizado e a arte irá dialogar temas transversais para compreensão mais ampla e contextualizada do conhecimento. Neste projeto, a conscientização ambiental será o assunto transversal a ser estimulado através da Arte. 6. Conteúdos a serem Ministrados: Equipamento e SegurançaTécnicas BásicasExpressão ArtísticaImprovisação e Performance Plano Pedagógico para Oficina de Canto Popular: 1 Objetivo Geral: Desenvolver e aprimorar as habilidades vocais dos participantes, proporcionando uma vivência enriquecedora no universo do canto popular, estimulando expressividade, interpretação e consciência técnica. 1.2 Objetivos Específicos: Desenvolver técnicas de respiração e controle vocal.Explorar a expressividade e interpretação na performance musical.Ampliar o repertório de canções populares, abrangendo diversos estilos.Fomentar a integração e colaboração entre os participantes.Proporcionar conhecimento teórico sobre a história e características do canto popular.2. Justificativa: A oficina de Canto Popular surge da necessidade de oferecer um espaço de aprendizado e prática para aqueles que desejam explorar e aprimorar suas habilidades vocais no contexto da música popular. A música é uma forma de expressão universal, e o canto popular, em particular, desempenha um papel crucial na cultura contemporânea. A oficina visa proporcionar uma experiência educativa e inclusiva, promovendo o desenvolvimento artístico e pessoal dos participantes. 3. Carga Horária Completa: A oficina terá uma carga horária total de 20 horas, distribuídas ao longo de 10 encontros semanais, com duração de 2 horas cada. 4. Público-Alvo: Crianças e Adolescentes, de 9 a 17 anos, dos bairros periféricos de Cachoeira do Arari (Município da Ilha do Marajó, Pará). 5. Metodologia de Ensino: A Metodologia a ser abordada será no formato de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e da Arte Interdisciplinar, que será conduzida pelo Oficineiro, onde o aprendizado está no aluno, onde o projeto artístico é usado com veículo de aprendizado e a arte irá dialogar temas transversais para compreensão mais ampla e contextualizada do conhecimento. Neste projeto, a conscientização ambiental será o assunto transversal a ser estimulado através da Arte. 6. Conteúdos a serem Ministrados: História do Canto PopularTécnicas Vocais EspecíficasRepertório MusicalImprovisação e AdaptaçãoPerformance de Palco Plano Pedagógico para Oficina de Dança Popular Amazônica: 1 Objetivo Geral: Explorar e preservar as tradições da Dança Popular Amazônica, proporcionando uma vivência educativa que envolva técnicas de movimentação, expressividade e a compreensão cultural da dança na região amazônica. 1.2 Objetivos Específicos: Desenvolver a consciência corporal e a expressão por meio dos movimentos característicos da dança amazônica.Ampliar o repertório de ritmos e coreografias tradicionais da região.Fomentar o entendimento histórico e cultural da dança na Amazônia.Promover a integração social e a valorização da diversidade cultural.2. Justificativa: A oficina de Dança Popular Amazônica surge da necessidade de preservar e disseminar as ricas tradições da dança na região amazônica, ressaltando a diversidade cultural e a expressão artística presente nessa forma de manifestação. Ao proporcionar uma experiência educativa, a oficina visa não apenas ensinar técnicas de dança, mas também promover a valorização das raízes culturais presentes nas expressões populares da Amazônia. 3. Carga Horária Completa: A oficina terá uma carga horária total de 20 horas, distribuídas ao longo de 10 encontros semanais, com duração de aproximadamente 2 horas cada. 4.Público-Alvo:Crianças e Adolescentes, de 9 a 17 anos, dos bairros periféricos de Cachoeira do Arari (Município da Ilha do Marajó, Pará). 5. Metodologia de Ensino: A Metodologia a ser abordada será no formato de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e da Arte Interdisciplinar, que será conduzida pelo Oficineiro, onde o aprendizado está no aluno, onde o projeto artístico é usado com veículo de aprendizado e a arte irá dialogar temas transversais para compreensão mais ampla e contextualizada do conhecimento. Neste projeto, a conscientização ambiental será o assunto transversal a ser estimulado através da Arte.5. Conteúdos a serem Ministrados: História da Dança na AmazôniaTécnicas de Movimentação Ritmos AmazônicosCoreografias Tradicionais Expressão ArtísticaContextualização Cultural
As oficinas acontecem no Museu do Marajó, tendo este, estrutura acessível para portadores de necessidades especiais. O espaço conta com: ● Banheiros adaptados; ● Rampas de acesso; ● Entradas e saídas amplas. No que tange ao cortejo, todo o percurso ocorre pelas vias da cidade, o que permite o acesso e mobilidade de todas as crianças envolvidas no evento, e da comunidade em geral, além de: ● O projeto contará com profissional de educação especial para atender ao público infantil participante portador de necessidade especial; ● O projeto por se tratar de um folguedo, que conta com música, atuação, e expressão visual, é essencialmente acessível, participativo e perceptivo, de várias maneiras, para pessoas com necessidades especiais de vários tipos. Intérprete de Libras para execução do show musical do Instituto Arraial do Pavulagem
● O projeto tem enfoque no Bairro do Choque, onde fica o Museu do Marajó, localidade que apresenta alta vulnerabilidade social, sendo o intuito social do Cordão do Galo viabilizar às crianças atendidas o contato com a arte, para que longe dos problemas enfrentados neste cenário de vulnerabilidade social, possam desenvolver seus potenciais. ● Atualmente as oficinas funcionam em um espaço aberto pertencente ao Museu do Marajó, colocando as crianças em contato com a natureza enquanto desenvolvem seus sentidos artísticos e consciência ambiental. O projeto tem culminância em um cortejo final, pelas ruas do município, tendo a comunidade local como participante e espectadora, de maneira totalmente gratuita.
Mestre Ronaldo - Executor do Projeto Ronaldo dos Santos Silva é músico, compositor, intérprete e pesquisador musical com intenso trabalho, voltado para o fomento e a ascensão da música popular tradicional, tendo como fundamento o genuíno sotaque regional e a amálgama de gênero rítmico, com especial interesse nas sonoridades percussivas da floresta. Ronaldo Silva é autor e criador do Arraial do Pavulagem. Compõe há mais de 30 anos as músicas tocadas nos folguedos culturais em cortejos pelas ruas de Belém (PA), Cachoeira do Arari (PA), Macapá (AP) etc., materializados nos característicos Arrastões do Pavulagem, Cordões do Galo, Banzeiro do Brilho-de-Fogo, respectivamente; e demais apresentações do grupo musical pelo país afora, arregimentando toda uma geração de público de brincantes e cantantes.Suas obras já foram interpretadas e registradas por inúmeros grupos e artistas, entre eles: Jane Duboc, Nilson Chaves, Simone Almeida, Delço Tainara, Maria Lídia, Gaby Amarantos, Cabinho, Lú Guedes, Tony Soares, Júnior Soares, Luê, Banda Nova, Pedrinho Cavalero, Lucinha Bastos, Ivan Cardoso, Hélio Rubens, Mário Mousinho, Grupo Oficina de Samba, Grupo Quaderna, Sabá Moraes, Allan Carvalho, Grupo Sancari, Nego Nelson, Bob Freitas, Jacinto Kawage, Patrícia Bastos (AP), Natália Matos, Marianne Lima, Sammlys, Nanna Reis, Marcella Martins, Anna Cláudia (MA), Paulo Bastos (AP), Lívia Rodrigues (DF), Nazaré Pereira, Alba Maria, Luísa Lacerda (RJ) entre outros, um autor surpreendente que envereda por múltiplas dimensões estético-musicais. Destaque para a participação de Ronaldo Silva nos seguintes projetos musicais: Sonora Brasil (SESC), em 54 cidades brasileiras; I Terruá Pará [FUNTELPA], em São Paulo; III Terruá Pará [FUNTELPA], em São Paulo; Sonora Região Norte [SESC], em 5 capitais do Norte do país. Entre os títulos que reconhecem a relevância de Ronaldo Silva, estão o de “Mestre em Cultura Popular” (Ministério da Cultura, 2018, Culturas Populares - Edição Selma do Coco); Prêmio “Grão de Música”, 2018 (Música Canoinha), Interpretação da Banda Arraial do Pavulagem; Medalha do Mérito Cultural e Patrimônio de Belém, concedida pela Câmara Municipal de Belém (2004); Título de Cidadão do município de Cachoeira do Arari, concedido pela Câmara Municipal (2013). Em 2023, Ronaldo Silva foi homenageado pela Escola de Samba Bole Bole, vencedora do Carnaval de Belém neste ano. Instituto Arraial do Pavulagem - Executor do Projeto Arraial do Pavulagem (inicialmente chamado Pavulagem do Teu Coração) é um grupo de música regional brasileiro criado em 1987, e um instituto cultural não-governamental funddo em 2003, na cidade brasileira de Belém (estado do Pará) com os músicos Ronaldo Silva, Júnior Soares e, Rui Baldez. O grupo realiza anualmente no mês de junho (período junino) o evento cultural "Arrastão do Pavulagem". Em 2017, este foi consagrado Patrimônio Cultural de Belém por unanimidade na Câmara Municipal da cidade. Em valorização aos 30 anos de trabalho de difusão da cultura brasileira praticada na região norte. Em 2020, foi consagrado Patrimônio Cultural à nível estadual, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Ambos projetos de lei de autoria do então deputado Nilton Neves. O Arraial realiza inúmeras atividades socioculturais direcionadas à comunidade tais como: Cordão do Peixe-BoiO cordão do peixe-boi, é um cordão de bichos, um cortejo popular do tipo ambiental, educativo e artístico que antecede o carnaval, percorrendo anualmente as ruas do centro comercial e do bairro Cidade Velha. Arrastão do Pavulagem (Arrastão do Boi Azul)O arrastão do boi pavulagem ocorre no segundo domingo de junho, iniciando com um cortejo fluvial da Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor (Belém), onde um barco transporta o Boi Pavulagem e convidados (Boi Malhadinho e Boi Orube) juntamente com o mastro de São João rumo à escadinha do cais do porto,[8] onde inicia o cortejo terrestre com o bloco "batalhão da estrela" que segue até a Praça da República onde o mastro é fincando, permanecendo lá até o final da quadra junina, quando ocorre a derrubada do mesmo. Arrastão do Círio (Arrastão da Cobra Grande)O arrastão do círio acontece no mês de outubro, às vésperas do Círio de Nazaré, percorrendo o centro histórico de Belém em homenagem à padroeira dos paraenses (Maria de Nazaré, mãe de Jesus), tendo como brinquedo uma imensa cobra de miriti com trinta metros de comprimento, simbolizando os tradicionais brinquedos do círio oriundos do município de Abaetetuba. Roda de boiÉ o encontro para a diversão e mobilização das pessoas interessadas em conhecer dos trabalhos do Arraial do Pavulagem e para divulgar o ritmo da região através do boi-bumbá, carimbó, lundu, retumbão, xote e outros. Wagner Figueredo Sousa - Gestor Walter Figueiredo é graduado em Gestão e Produção de Eventos Culturais pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e possui um curso incompleto de Formação de Ator na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Sua trajetória profissional inclui diversas posições de destaque na área cultural, como Chefe da Divisão de Apoio à Produção Cultural na Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Belém, Assessor de Cultura na criação da Fundação Cultural do Município de Belém, e diversas funções na Fundação Curro Velho e no Instituto de Artes do Pará, atuando em gerenciamento, coordenação e direção. Além de sua experiência administrativa, Walter participou ativamente em comissões de avaliação de projetos culturais, contribuindo para a seleção e apoio a iniciativas culturais no estado do Pará. Sua atuação abrange a concepção, organização e produção de eventos culturais notáveis, como os folguedos do Arraial do Pavulagem, a Semana do Folclore, o Salão Cultural da Amazônia, e a gestão e produção de diversos eventos e projetos culturais em várias regiões do estado. Walter também teve papel destacado na preservação e promoção da cultura popular, participando da produção de eventos alusivos ao Círio de Nazaré, do Auto de Natal, da Feira da Beira, dos Festejos Juninos, e do Projeto "Cobra Criada", entre outros. Ele coordenou o Plano de Salvaguarda da Flauta Artesanal do Carimbó, contribuindo para sua valorização como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Além disso, Walter Figueiredo esteve envolvido em diversas ações afirmativas étnico-raciais e socioculturais, incluindo a organização dos Jogos Quilombolas do Pará e do II Jogos Tradicionais Indígenas do Pará. Sua atuação se estendeu à produção executiva de eventos como a Feira Pan-Amazônica do Livro e o I Festival de Percussão Socioeducativo "TumDumDum". Como gestor e produtor cultural, ele contribuiu significativamente para a diversidade e riqueza cultural do Pará, promovendo eventos que destacam a pluralidade de expressões artísticas e culturais na região.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.