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O projeto "Meadas do Tempo: vida e obra de Liciê Hunsche" consiste na publicação de um livro impresso e digital, com distribuição totalmente gratuita e evento de lançamento. O livro é o primeiro a ser lançado sobre a artista, que completa 100 anos em novembro de 2024. Partindo do seu acervo documental, artístico e entrevistas, a publicação tem o objetivo de trazer parte das obras, além de textos críticos que reflitam sobre diversos aspectos da sua trajetória e de sua obra têxtil.
SINOPSE DO LIVRO “Meadas do Tempo: vida e obra de Liciê Hunsche” consiste na publicação de um livro, em homenagem aos 100 anos de vida que a artista completaria em novembro de 2024. A publicação, que é a primeira a ser lançada sobre a artista têxtil, tem como principal objetivo contar a sua vida e trazer textos críticos que reflitam sobre diversos aspectos da sua trajetória, partindo do seu acervo documental e artístico e entrevistas. Para contemplar as particularidades de sua vida, o livro será dividido em 5 capítulos: 1) Introdução – vida de Liciê Hunsche 2) Produção artística 3) Envolvimento com artesanato 4) Seu ateliê 5) Criação de ovelhas.
OBJETIVO GERAL: Produzir o livro Meadas do Tempo: vida e obra de Liciê Hunsche, em formato impresso e digital com distribuição gratuita. Objetivos Específicos: PRODUTO LIVRO - Produzir e imprimir 700 exemplares do livro, apresentando reproduções das obras da artista, documentos e textos, com distribuição gratuita;- Digitalizar e tratar 50 imagens de obras do acervo de Liciê Hunsche para o livro;- Disponibilizar versão em PDF para acesso gratuito em página de site do projeto, contendo audiodescrição das imagens para acesso de pessoas com baixa ou nenhuma visão. PRODUTO PALESTRA - Realizar um evento de lançamento gratuito, com bate papo sobre a obra da Liciê Hunsche, com participação dos autores dos textos críticos do livro, em espaço público a definir;- Promover ações de acessibilidade no evento de lançamento, com contratação de intérprete de libras;
Liciê Hunsche nasceu em Porto Alegre, em 1924 e faleceu em 2017. Sem nenhuma formação acadêmica em arte, foi com o curso de tapeçaria dado por Zoravia Bettiol, em 1971, que Liciê encontrou o seu suporte artístico e que dedicou-se por décadas de sua vida. Dedicando-se à técnica, a complexidade de suas criações foram aumentando, trazendo volume e texturas diferentes às suas tapeçarias. O interesse de Hunsche pela tapeçaria não é um caso isolado, pois sua produção se entrelaça com um forte movimento de renovação desse suporte nas artes, que teve seu ápice na década de 1970. Por essa época diversos artistas aqui no Brasil, como Genaro de Carvalho, Jacques Douchez, Norberto Nicola e Marlene Trindade, tinham na tapeçaria o seu suporte artístico e participavam intensamente de exposições e mostras na área sobre o tema. Infelizmente, essa produção têxtil ficou esquecida pela história da arte tradicional, muito devido ao preconceito ligado à tapeçaria, que tem um apelo forte ao artesanato - o que não é bem visto nas artes - e também pela ligação ao feminino de maneira pejorativa. Assim, diversos artistas, principalmente mulheres, que participaram desse movimento de renovação do têxtil foram esquecidas e apagadas da história, sendo o seu resgate importante para contarmos uma nova faceta da arte do Rio Grande do Sul. Além da sua importância no reposicionamento da tapeçaria nas artes visuais, a artista teve um papel importante na valorização da mão de obra que trabalhava com o beneficiamento da lã no Estado. Como ela se utiliza dessa matéria prima para a produção de suas obras e peças utilitárias também, ela tinha uma rede de artesãs que forneciam esse material e ela acabou se envolvendo em projetos sociais de aperfeiçoamento do artesanato como "Mãos Gaúcha" do Sebrae, em 1996, e "Fios do Sul". Também, Liciê possuía um rebanho de ovelhas da raça karakul, que possui uma característica especial dessa espécie: a sua lã é naturalmente colorida, havendo tons de preto, marrons, azuis escuros e até rosados. Com essa matéria-prima, Liciê fez tapetes, mantas e peças de vestuário. Ou seja, tudo isso mostra o quanto Liciê Hunsche foi uma realizadora consciente, que além de estar na área artística acabou se envolvendo com o artesanato de lã gaúcho e foi muito importante para uma geração de artesãs e artistas da década de 1970 a 2010. Com o livro, em sua homenagem, queremos compartilhar a sua história, e consequentemente, valorizar todas as pessoas e áreas que ela circulou, indo da arte ao artesanato. Também, acreditamos que estaremos contando uma outra faceta da arte do Rio Grande do Sul, que é muito vinculado à produção artística de mulheres e que não possui estudos e nem é muito difundido pelas instituições; levando um interesse do público a querer conhecer mais sobre outras artistas têxteis e valorizar mais esse tipo de produção no Estado. Como o projeto tem o principal objetivo na constituição de um livro, que terá exemplares impressos e versão digital, a continuidade do projeto se dará justamente na proliferação do conhecimento imbuído no livro e de como cada pessoa, professores e alunos poderão se apropriar dos seus textos, imagens e arquivos para repensar a trajetória da Liciê e repensar criticamente sobre a arte brasileira e quantas outras artistas foram (e são) esquecidas e não possuem um espaço nas artes. Nesse sentido, acredita-se que o projeto em questão contempla as finalidades da Lei, de acordo com os seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Os objetivos que serão alcançados com esse projeto estão de acordo com os seguintes incisos e alínea do artigo Art. 3° da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO PRODUTO LIVRO Tamanho 22 x 28 cm (fechado) | 4 x 4 cores Capa: a definir: capa dura / brochura, tipo de papel / acabamento Miolo com até 204 páginas sendo 80 em papel pólen bold 90g e 124 em papel couche fosco 150g. Lombada quadrada e colada Tiragem: 700 exemplares
PRODUTO: LIVRO Acessibilidade arquitetônica: não se aplica. Acessibilidade de conteúdo: Por se tratar de produção de livro, será realizada a audiodescrição das imagens do livro, acoplada ao pdf que estará disponível gratuitamente na internet. A partir de aplicativos que oferecem suporte para deficientes visuais, por meio da audiodescrição dos elementos na tela, a pessoa com deficiência visual poderá ter acesso ao conteúdo textual do livro e o projeto contempla a contratação da empresa “Mil Palavras” para a audiodescrição de imagens, que será acoplada ao pdf. Assim, quando o aplicativo passar pela imagem, ele reconhecerá a descrição realizada para a imagem que está na página do livro. PRODUTO: EVENTO DE LANÇAMENTO: PALESTRA Acessibilidade arquitetônica: a produção do projeto garantirá que o espaço para o evento de lançamento contenha acessibilidade arquitetônica, como rampas de acesso, elevadores, e banheiro acessível. Acessibilidade de conteúdo: Contratação de intérprete de libras para o evento e palestra / bate-papo de lançamento.
Todos os produtos gerados pelo projeto: livro e evento de lançamento, serão gratuitos, expandindo as ações para distribuição gratuita do conteúdo do livro online. Ressalta-se as seguintes ações dos Art. 29 e 30 da IN 11/2024: Art. 29. O plano de distribuição da proposta deve prever medidas de democratização do acesso aos produtos, bens, serviços e ações culturais produzidos, contendo as estimativas da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e Art. 30. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto inciso II do art. 29, totalizando 20% (vinte por cento); III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;
Carolina Bouvie Grippa - Proponente, Coordenação geral, Organizadora do Livro, Pesquisadora e Escritora Mestra em História, Teoria e Crítica de Arte (Ufrgs), bacharela em História da Arte (Ufrgs) e em Moda (Universidade Feevale). Atualmente, iniciou o doutorado em História, Teoria e Crítica de Arte na UFRGS. Sua pesquisa envolve tapeçaria riograndense e brasileira, sendo por essa razão que é familiarizada com o trabalho da artista Liciê Hunsche, organizou o acervo documental da artista em 2020 e realizou a curadoria da exposição “Liciê Hunsche - fios de memória” no MARGS. É criadora do instagram Tapeçaria na Arte, na qual divulga sobre artistas, obras têxteis e publicações sobre o tema. Realizou curadorias sobre tapeçaria, sendo elas: “Yeddo Titze: Meu jardim imaginário” em conjunto com Paulo Gomes no Museu de Arte do Rio Grande do Sul; “Trama: arte têxtil no Rio Grande do Sul” na Fundação Iberê. Como produtora cultural é produtora do projeto "Subsolo: uma residência artística no Museu do Carvão" aprovado no Edital SEDAC n° 13/2021 FAC Visual; foi coordenadora de produção executiva na 13 Bienal do Mercosul e gestora do projeto “Decifrando rendas: técnicas, processos e história”. Contemplado pelo Edital Sedac/RS n° 09/2020 de "Produções Culturais“ Lei n° 14.017/2020 (2021) em que a publicação foi finalista do Prêmio Jabuti 2022. Julia Hunshe Weinschenck: Co-organizadora Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Ritter do Reis, pós-graduada, em Marketing na Universidade Federal do Rio Grande do sul (UFRGS), mestre em arquitetura pela Universidade federal de Santa Catarina (UFSC),Especialização em Design Estratégico pela UNISINOS. Desde o ano de 2012 trabalha com produção têxtil, desenvolvendo tapeçarias e produtos no atelier da sua avó, a artista Liciê Hunsche, já falecida, que deixou um legado muito bonito pelo qual trabalhamos para perpetuar. Fernanda Marczak: Coordenação de comunicação Mestranda em história, teoria e crítica de arte no PPGAV-UFRGS e graduada em Relações Públicas pela mesma universidade. Também é membro do Grupo de Pesquisa em História da Arte e Cultura de Moda, desde 2019, e profissionalmente, atua nas áreas de produção cultural e comunicação digital e visual desde 2018. Destacam-se os cargos de coordenadora de comunicação do projeto Viagem para dentro de mim- experiências poéticas em arte educação (projeto que venceu duas categorias do XIV Prêmio Açorianos em Artes Plásticas em 2021) e produtora executiva da 13ª Bienal do Mercosul. Atualmente, trabalha como Analista de Mídias Sociais da Casa de Cultura Mario Quintana. Luísa Kiefer: Autora Luísa Kiefer (Porto Alegre, 1986) é jornalista e pesquisadora. É mestre e doutora em História, Teoria e Crítica de Arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS e formada em Jornalismo pela PUCRS, onde atualmente é mestrando em Comunicação Social. Em 2017, foi pesquisadora visitante no departamento de fotografia do Centre for Research and Education in Art and Media (CREAM) da Universidade de Westminster, em Londres. Nos últimos anos, realizou a curadoria de exposições individuais e coletivas em diferentes espaços, como Fundação Ecarta, Goethe-Institut Porto Alegre, Instituto Ling, Espaço Cultural ESPM-Sul, Fundação Vera Chaves Barcellos e Paço Municipal de Porto Alegre. Desde 2018, coordena, junto com Eduardo Veras, o projeto de catalogação da obra da artista plástica Gisela Waetge. Em 2019, foi curadora geral do Linha, espaço independente de artes visuais em Porto Alegre. Em 2021, recebeu o XIV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Jovem Curadora/Aliança Francesa. Atualmente é coordenadora de comunicação da Casa de Cultura Mario Quintana e editora de cultura da Matinal. Taís Cardoso: Autora É doutoranda e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte e Bacharel em Ciências Sociais, pela UFRGS. Atua escrevendo e organizando exposições sobre arte contemporânea, dando ênfase a uma abordagem feminista e queer que tangencie questões relacionas a ecologia e a tecnologia. Atualmente coordena a residência artística Subsolo, no Museu do Carvão e a série de exposições Índice Remissivo, na Casa de Cultura Mario Quintana. Tem textos publicados em periódicos como Revista Parêntese, Folha de São Paulo, Blog do IMS e site da Revista ZUM. Ângela Fayet e Janice Alves- design gráfico Publicitárias formadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializadas em Design Gráfico. Atuam na área de design editorial, design gráfico e programação visual há mais de 20 anos. Destacam-se alguns trabalhos: -Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica do “Catálogo do Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul” (MACRS)-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica do “Catálogo de Exposições 2015-2018 - MARGS” - MARGS-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica do livro “Itinerários” da artista plástica Lenora Rosenfield-Projeto gráfico e diagramação do catálogo “Humanas Interlocuções” - Fundação Vera Chaves Barcellos-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica dos catálogos para as exposições “Nelson Wiegert” e “Destino dos Objetos” - Fundação Vera Chaves Barcellos-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica do catálogo “Cromomuseu” - MARGS-Projeto gráfico e diagramação do “Catálogo Geral do Acervo do MARGS” - MARGS-Projeto gráfico e diagramação do livro “Educação para Arte / Arte para Educação” - Fundação Bienal do Mercosul-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica dos “catálogos da 5a Bienal do Mercosul” - Capa para DVD com pdf’s de todos os catálogos da 5a Bienal do Mercosul - Fundação Bienal do Mercosul-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica dos “catálogos da 6a Bienal do Mercosul” - Fundação Bienal do Mercosul-Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica do catálogo e convite “Dilemas da Matéria” -MAC - Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul Liége Biasotto - Gestão de projeto Relações Públicas pela UFRGS, trabalha na área de produção cultural desde 2007. Em 2010 abriu a CUCO Produções, empresa focada em produção cultural, elaboração e gestão de projetos culturais e consultoria. Foi gestora do centro cultural Vila Flores e atualmente atua na gestão de projetos do Museu do Hip Hop do RS. Com uma ampla experiência na cena cultural, responde pela gestão dos projetos Festival de Música de Nova Prata, Festival Kino Beat, Festival Avante, Projeto Farol.live.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.