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Realizar a edição, impressão e distribuição do livro fotográfico "Desnudo/Disfarce", do fotógrafo Ernesto Baldán. Em um mundo permeado de selfies e filtros do Eu, esta obra tem como proposta fomentar o debate acerca da atual temática da formação das imagéticas e experimentações do Eu, abordando seu vínculo com a exploração e criação das identidades no mundo contemporâneo. Baldán investiga, através de seus retratatos, a culturalmente pervasiva temática do disfarçar-se, fantasiar-se e experimentar-se. Com cerca de 140 fotografias, diálogos textuais e uma diversidade de personagens -com participação de artistas, performers, atores e pessoas comuns - o livro terá a tiragem de 1000 exemplares, sendo reservada parte para distribuição gratuita em bibliotecas, centros culturais, universidades e escolas públicas em conjunto com ações formativas por meio de duas palestras/debates com o fotógrafo e especialistas convidados.
A temática provocativa de "Desnudo Disfarce" se norteia pela promoção do debate acerca da formação das imagens e experimentações do Eu - da imagética de si - no contemporâneo. Em um mundo permeado de selfies e filtros do Eu, esta exposição investiga a culturalmente pervasiva temática do disfarçar-se, fantasiar-se e experimentar-se. Entretanto, estas fotografias deslocam, de maneira provocativa, a perspectiva desta questão pelo seu inverso, na indagação do que é a nudez, o estar nu, em autenticidade e revelação, para si e para o Outro que observa. Este projeto se direciona a partir da desafiadora pergunta: “Até que ponto uma pessoa consegue se desnudar numa fotografia, sem que o fato de estar nua ou vestida seja relevante para quem observa?” Explorando as maneiras em que o disfarçar-se também pode ser uma forma de revelação de si, o Nu, nesse sentido, não deve ser compreendido enquanto mera retirada de vestimenta, nem em seu aspecto moralizante, mas no desvelamento do ser em potência. Podemos associar a preocupação das imagens de Baldán com o tema do mascaramento e desmascaramento que atormentava Clarice Lispector durante grande parte de suas obras. Segundo a autora brasileira, a vida sem máscaras é uma utopia, pois rosto e persona-rosto e disfarce operam um jogo de constante identificação e desidentificação. Mesmo se já incrustada no rosto por anos a fio, a máscara pode, para Lispector, ser atravessada pelo mais sutil gesto e “de repente a máscara e guerra de vida cresta-se toda no rosto como lama seca, e os pedaços irregulares caem como um ruído oco no chão”. Paradoxalmente, é este o som expresso pelas imagens de “Desnudo Disfarce”.
Objetivo geral: Editar, publicar e lançar 1000 exemplares do livro de fotografias inédito "Desnudo/Disfarce", de Ernesto Baldán. Com mais de 30 anos de experiência na fotografia, Baldán investiga, neste projeto, a pervasiva temática da imagem do Eu. Visa-se, com isso, a promoção do debate acerca das formações, experimentações e representações das identidades - da imagética de si - no contemporâneo bem como suas diversidades de manifestações. Em um mundo permeado de selfies e filtros do Eu, este livro investiga o instigante tema do disfarçar-se, fantasiar-se e experimentar-se. Entretanto, estas fotografias deslocam, de maneira provocativa, a perspectiva desta questão pelo seu inverso, na indagação do que é a nudez, o estar nu, em autenticidade e revelação, para si e para o Outro que observa. Este projeto se direciona a partir da desafiadora pergunta: "Até que ponto uma pessoa consegue se desnudar numa fotografia, sem que o fato de estar nua ou vestida seja relevante para quem observa?" Explorando as maneiras em que o disfarçar-se também pode ser uma forma de revelação de si, o Nu, nesse sentido, não deve ser compreendido enquanto mera retirada de vestimenta, nem em seu aspecto moralizante, mas no desvelamento do ser em potência. Propõe-se, com essa pesquisa estética, a formação da sensibilidade e discussão dos processos de invenção e reinvenção de si através da imagem. Objetivos específicos: - Produzir 1000 exemplares do livro fotográfico "Desnudo/Disfarce" com aproximadamente 160 páginas contendo cerca de 140 fotografias em conjunto com diálogos dos retratados e elaborações textuais. Estes serão vendidos em livrarias e doados em universidades e escolas públicas, bibliotecas e centros culturais. - Com fins de formação e mediação, realizar o circuito de lançamento das obras gratuitamente em universidades públicas e centros culturais do Rio de Janeiro através de duas palestras/debare do fotógrafo, em conjunto com pesquisadores da temática convidados. Estes discutirão os processos de criação destas imagens e suas representações. Debateremos a produção da obra tanto a esfera estética quanto a ética, bem como suas correlações com o atual questionamento das formações, transformações e experimentações das identidades e corpos abordados visualmente pela exposição, como: em transição de gênero, em processo de envelhecimento em suas marcas pelo tempo, além de artistas que trabalham com a investigação de si diante do outro. - Disponibilizar gratuitamente a obra para bibliotecas, centros culturais, escolas e universidades públicas do Brasil - Criar acesso à informação do livro e seus lançamentos através das redes sociais e na elaboração de cartazes e flyers. Material a ser distribuído em afixado locais públicos. Além da distribuição de releases, por meio de assessoria de imprensa, para jornais e revistas.
A autocriação de si através da imagem não é algo novo na história da humanidade. Entretanto, com a amplificação de acesso a ferramentas de produção e difusão de imagens, a performance do Eu se potencializa ou, como aponta a pesquisadora Paula Sibilia em sua obra "O show do Eu": "tornou-se quase uma obrigação cotidiana criar performances transmidiáticas de si para mostrar aos outros quem se é." Investigando esta pervasiva questão e observando suas correlações com a multiplicidade de identidades no mundo contemporâneo, o fotógrafo Ernesto Baldán mergulha esteticamente na questão existencial de: até que ponto uma pessoa consegue se desnudar numa fotografia, sem que o fato de estar nua ou vestida seja relevante para quem observa? Deslocando, de maneira provocativa, a perspectiva deste questionamento pelo seu inverso, na indagação do que é a nudez, o estar nu, em autenticidade e revelação, para si e para o Outro que observa. Explorando as maneiras em que o disfarçar-se e fantasiar-se também podem ser uma forma de revelação de si, o Nu, nesse sentido, não deve ser compreendido enquanto mera retirada de vestimenta, nem em seu aspecto moralizante, mas no desvelamento do ser em potência. Como argumenta o filósofo italiano Giorgio Agamben, a nudez é diferente da mera ausência de roupas, já que sua percepção é ligada ao ato espiritual de abrir os olhos, da consciência de si em curso de transformação de ordem metafísica e não meramente moral. O desnudamento investigado nesta exposição demanda a experimentação e rompimento de barreiras, indo contra o engessamento de padrões e ao esgarçamento das camisas de força sociais e corporais. Com isso, "Desnudo Disfarce", oferece em suas imagens a investigação de uma profusão e multiplicidade de identidades. Em conjunto com as imagens, a obra apresenta textos e falas destes indivíduos em que refletem sobre esta indagação em uma dinâmica de co-criação com o fotógrafo que dá voz a seus retratados. Através disso, neste, que é o terceiro livro do fotógrafo, propõe-se, além da contribuição para discussão acerca desta relevante problemática atual, sua evidenciação e a formação de sensibilidade estética, deslocando pontos de vista e exaltando a pluralidade de formas de expressão do Eu. Seguindo esta proposta formativa, "Desnudo/Disfarce" pretende debater, através de dois eventos, com pesquisadores deste tema em conjunto com o fotógrafo, no circuito de seu lançamento - a ser realizado de forma gratuita e exclusivamente em espaços públicos - as esferas históricas, éticas e estéticas da criação de Si no mundo contemporâneo. Diante da escassez de financiamento privado imediato e do alto custo de confecção e impressão de um livro fotográfico de qualidade, faz-se necessário o uso do mecanismo de incentivo fiscal previsto nesta lei, de modo a facilitar o acesso e democratização de obras deste gênero, em grande parte ainda restritas devido aos preços elevados. Deste modo, considerando o Artigo I da Lei 8313/91 este projeto se enquadra aos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Quanto ao Artigo 3º da Lei 8313/91, "Desnudo/Disfarce" integra-se aos objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;
Notas Orçamentárias Os custos admnistrativos referentes a este projeto são mínimos, por isto, optamos pelo referencial de 2%, correspondentes a material de escritório, postagem de livros, etc. O material já elaborado é fruto de três anos de trabalho do fotógrafo, com custos e materiais próprios, edição de imagem, além de permutas com stylists, maquiadores e modelos. Neste sentido, não se aplica, na planilha orçamentária os gastos prévios a criação deste material. Ernesto Baldán é sócio minoritário da empresa Jaguar Produções e será remunerado conforme os lucros das vendas dos exemplares, sendo, por escolha própria, excluído da remuneração em cachê como fotógrafo e artista na planilha orçamentária. Carta de anuência em anexo.
Livro: 160 PÁGS+GUARDAS+CAPA (CAPA DURA), 1-Revestimento CAPA 4pg 4x0 FSC COUCHE BRILHO 150grs. Fechado: 250x320. Aberto: 500x320, LAMINAÇÃO FOSCA FRENTE; REFILADOS. 20-CADERNOS 8pg 4x4 FSC GARDA PAT KIARA_LD 150grs, acabamento: REFILADOS; DOBRADOS; VERNIZ À BASE D´ÁGUA FOSCO Total Frente;Total Verso. Guardas: FSC COLOR PLUS ESCURO 180g, acabamento: REFILADOS; DOBRADOS. Acabamento geral: cadernos costurados, livro: CAPA DURA ; SHIRINK INDIVIDUAL ; CAIXAS DE PAPELÃO A CRITÉRIO DA GRÁFICA; CAIXA PAPELÃO.
Levando em consideração a característica do produto principal, em conformidade com o Artigo 27 da IN 11/2024 este projeto oferece as seguintes medidas de acessibilidade no circuito de palestras e rodas de conversa: - Em compatibilidade com o Art. 23. lei nº 14.423, de 22 de Julho de 2022, oferecemos acesso preferencial para pessoas idosas. Se necessário, serão adotadas medidas extras a fim de assegurar o conforto e participação da pessoa idosa do circuito de lançamento da obra. - Visando a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência auditiva: contratação de intérprete de libras de experiência comprovada e devidamente capacitado para palestra. ITEM ORÇAMENTO: Intérprete de Libras - No mapeamento do local a ser realizado o evento, só serão elegidos aqueles que, em seu aspecto arquitetônico, corresponderem às medidas de acessibilidade previstas pela lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015. Isto é, que possuam remoções de barreiras de locomoção como: rampas de acesso, elevador, banheiros adaptados, espaço reservado para cadeirantes e facilitadores de locomoção.
Em acordo com a IN Nº 11 de Janeiro de 2024 e devidamente discriminado em nosso plano de distribuição e contrapartida social, este projeto se propõe a realizar: Para o produto Livro- Em caráter educativo, doar 10% (100 livros) de seus exemplares para Bibliotecas públicas, Universidades e Escolas Públicas e Centros culturais do Brasil. (Obedecendo ao inciso II do artigo 29). - Com natureza social, promover a distribuição gratuita de 10% dos exemplares, preferencialmente a portadores da Identidade Jovem (ID Jovem), estudantes, idosos e pessoas com deficiência. (Cumprindo o inciso I do artigo 30) - Comercialização, a preço popular, de 20% do produto pelo valor de 35 reais a unidade. Cumprindo o inciso V do Parágrafo 30, para o produto palestra/roda de debate, - Como contrapartida social, realizaremos duas palestras em Universidades e ou centros culturais do estado do Rio de Janeiro, onde, para fins promocionais, realizaremos o sorteio de 5% de exemplares, sendo igualmente divididos entre as duas ocasiões. (inciso III do artigo 29) - Os dois eventos terão entrada gratuita e serão exclusivamente realizados em equipamentos públicos.
Jaguar Produções Artísticas LTDA (Proponente e Coordenação Geral) Atuante no Rio de Janeiro desde 1997, a produtora tem como foco o desenvolvimento de produtos ligados à imagem. Constituindo, no decorrer de duas décadas, um corpo de obras que exploram a cultura em seus diversos modos de expressão. Em seus quase 30 anos de existência, produziu obras como: 1) Elza, lançado em diversos festivais no Brasil e exterior em 2010, o documentário conta a história de vida da cantora Elza Soares. Dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldan, o filme conta com personalidades como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Paulinho da Viola. 2) Tudo é Irrelevante, documentário que conta a história do intelectual Hélio Jaguaribe. Dirigido por Izabel Jaguaribe e Ernesto Baldán, foi produzido pela Jaguar em 2018. Conta com narração de Fernanda Montenegro e entrevistas de Fernando Henrique Cardoso, Maria da Conceição Tavares, entre outros. 3) Sorria, você está na barra: Co-produzido em 2013 pela Jaguar e Tambellini Filmes, o documentário revela o estilo de vida e a pluralidade da Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Imagens raras de arquivo mostram o nascimento do bairro e seu crescimento a partir dos anos 60. Com depoimentos de Adriana Bombom, Dudu Nobre, Fernando Gabeira e Letícia Spiller. Com vasta experiência na área do audiovisual, atualmente tem como projeto sua inserção nas artes visuais com o lançamento do livro Desnudo Disfarce e produziu explosições do fotógrafo Ernesto Baldán, de mesma temática. (Porfólio anexado ao Salic) Izabel Jaguaribe (Produtora) Izabel Jaguaribe foi sócia da produtora Conspiração Filmes por 10 anos, trabalhou como diretora em várias produtoras do RJ e SP, as principais são: VideoFilmes, Zola, Movi&Art e Tambellini Filmes. Atualmente tem a sua própria produtora, Jaguar Produções, mas continua trabalhando como diretora independente. Entre seus filmes como diretora e roteirista podemos destacar "Paulinho da Viola. Meu tempo é hoje", que ganhou o prêmio Margarida de Prata, "Elza", documentário sobre a vida da cantora Elza Soares. Também dirigiu séries para a TV tanto no âmbito documental como ficcional. Entre as séries que atuou como diretora geral, podemos destacar, "Saúde por aí", apresentada por Maria Paula e, "Por isso, sou vingativa", com Camila Morgado. Atualmente é diretora geral da série "Bom dia, Verônica". Além disso, Izabel também dirigiu diversos comerciais e videoclipes e é formada em jornalismo pela Puc-Rio. Currículo: https://br.linkedin.com/in/izabeljaguaribe Ernesto Baldán (co-produtor e diretor artístico) Fluminense, despontou para o cenário nacional fotografando para o universo da música com trabalhos para Chico Buarque, Legião Urbana, Lulu Santos, Marina Lima, entre outros. Publicou em várias revistas de música, moda e arte. São dezenas de títulos no portfólio, de “Interview à Vogue”, deixando sua assinatura e marca em todas as grandes revistas da moda nacional, passando por publicações especializadas em diversas áreas da comunicação. Colaborou na construção das revistas Trip e Vogue RG. Publicou o livro “Música do Brasil” em 2000. A obra é composta por 125 fotos intercaladas por textos de Hermano Vianna, que fazem um levantamento da produção musical brasileira. Sua segunda obra o livro "Sem Vergonha", virou exposição 2003 e circulou por diversos estados brasileiros, teve como ponto de partida a criação de personagens que compunham o imaginário popular brasileiro. À época propôs a inserção da cultura pop urbana no cenário ainda restrito de separação que era a moda. Conta com nomes como Reynaldo Gianecchini, Alinne Moraes e Elza Soares. Além disso, também realizou a exposição "Popular", exibida no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM, a Expo Popular, visou explorar efeitos que emergem dos contrastes entre manifestações cutiasi. Contou com a participação de Claudia Liz, Luciana Curtis, Alessandra Ambrósio, Camila Pitanga, entre outras. No cinema dirigiu em 2010, ao lado de Izabel Jaguaribe, o documentário “Elza” e "Tudo é Irrelevante" e, atualmente produz seu mocumentário "Jack Tristano", em fase de pré-produção pela Jaguar. O filme conta com a participação de Letícia Spiller, Natália Lage, Vivi Orth, Marina Lima, entre outras. Em 2022 realizou uma prévia da exposição Desnudo e colaborou com videoinstalação no projeto "Corda Bamba", de Natália Lage. (Currículo em anexo) Mariana Dias Miranda (textos e entrevistas) Doutoranda em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGCom UFRJ). Mestre em Cinema pelo Programa de Pós Graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense (PPGCine UFF) e graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Suas pesquisas se densenvolvem pela esfera da teoria dos afetos e produção de subjetividades, tendo publicado diversos textos em revistas acadêmicas acerca desta temática. (Currículo em anexo)
PROJETO ARQUIVADO.