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O projeto "Batuque do Norte ao Nordeste", do Maracatu Pé Rachado de Rio Branco/Acre, busca um intercâmbio cultural com o Maracatu Ventos de Ouro de Salvador/Bahia, visando valorizar a música percussiva brasileira na Amazônia. Com custos de transporte, hospedagem e alimentação cobertos, o grupo do Acre poderá melhorar suas habilidades musicais e participar de atividades como uma oficina de percussão com o Maracatu Ventos de Ouro e o Cortejo Pernambaiano em Salvador, evento anual há 8 anos, reunindo grupos de maracatu na festa de Iemanjá no dia 02 de fevereiro. O projeto também inclui uma oficina de Maracatu para estudantes da rede pública do Acre e uma apresentação do grupo Pé Rachado em Rio Branco/Acre.
Não se aplica
O projeto se desdobrará em três fases distintas: inicialmente, uma oficina de música percussiva em Salvador/BA, ministrada pelo grupo de maracatu Ventos de Ouro; em seguida, a participação como instrumentistas no Cortejo Pernambaiano 2025, celebrando 8 anos de apresentação no 02 de fevereiro, dedicado ao Cortejo de Iemanjá. A terceira fase ocorrerá ao retornar para Rio Branco/Ac, com uma oficina de maracatu voltada para estudantes da rede pública, incluindo alunos da Escola de Música Acreana e do Centro de apoio pedagógico para pessoas com deficiência visual e a apresentação de um cortejo musical, ambas as ações realizadas pelo grupo Maracatu Pé Rachado na cidade de Rio Branco/Ac, objetivando propagar o conhecimento adquirido durante o intercâmbio. O objetivo primordial do "Batuque do Norte ao Nordeste" é promover a valorização da diversidade musical, fortalecer a cultura popular e democratizar o acesso à arte. Busca-se proporcionar uma formação mais abrangente sobre a história do maracatu aos integrantes do grupo, ampliando o conhecimento prático dos instrumentos característicos desse ritmo afro-brasileiro. Dessa forma, pretende-se enriquecer a narrativa do maracatu acreano e contribuir para sua consolidação histórica. 1. Realizar um intercâmbio cultural entre os grupos de Maracatu Ventos de Ouro (Salvador/Ba) e Maracatu Pé Rachado (Rio Branco/Ac), mobilizando 40pessoas diretamente; 2. Compor a banda percussiva de maracatu no Cortejo Pernambaiano, cortejo mais tradicional de Salvador, que acontece há 08 anos no dia 02de fevereiro _ data de grande importância para as culturas afro-brasileiras, em Salvador/Ba, atingindo um público indireto de 30 mil pessoas; 3. Ofertar uma oficina de maracatu para 30 alunos da rede pública de ensino que estudam música na Escola de Música Acreana e paraestudantes que fazem acompanhamento no Centro de apoio pedagógico para atendimento às pessoas com deficiência visual do Acre com carga horária total de 20h; 4. Realizar um cortejo do Grupo Pé Rachado após a oficina de maracatu em Rio branco _ Acre, beneficiando 50 pessoas diretamente; 5. Promover acessibilidade no âmbito da cultura popular para 30 alunos da rede pública de ensino que estudam música na Escola de Música Acreana; 6. Fomentar a cultura na região amazônica, possibilitando a qualificação das 50 integrantes do grupo e fazedores de cultura; 7. Garantir democratização ao acesso à cultura popular; 8. Preservar as tradições Afro-brasileira do nosso país; 9. Manutenção das tradições orais.
O surgimento do Maracatu Pé Rachado em 2017, através de uma oficina oferecida para mulheres pela Secretaria de Estado da Mulher, marca um ponto de partida crucial para a valorização da cultura afro-brasileira no Acre. Sob a liderança da Mestra acreana Vanessa França, o grupo cresceu, contando atualmente com 28 integrantes, predominantemente mulheres, representando 80% do total. Este grupo singular tem desempenhado um papel de destaque na região, mantendo uma agenda ativa de apresentações, oficinas e ensaios, e se estabelecendo como o único representante do Maracatu em todo o Estado. A presença do Maracatu no extremo norte do país é testemunho da riqueza cultural resultante de migrações e intercâmbios entre as regiões Norte e Nordeste. No entanto, apesar da relevância cultural e do impacto positivo do Maracatu Pé Rachado, o grupo enfrenta desafios financeiros devido à escassez de apoio governamental e de editais culturais na região, por isso, em muitas ocasiões, utilizamos recursos próprios para que o grupo não deixe de existir. O projeto "Batuque do Norte ao Nordeste" surge como uma oportunidade crucial para garantir a continuidade e a expansão do Maracatu no Acre. Para isso, propõe-se um intercâmbio com o Grupo Ventos de Ouro em Salvador, Bahia, em fevereiro de 2025. Esse intercâmbio não apenas fortalecerá os laços entre os grupos, mas também oferecerá uma valiosa oportunidade de aprendizado e troca de experiências, ampliando as habilidades dos integrantes do Pé Rachado. Além disso, ao retornarem para Rio Branco, os membros do Pé Rachado conduzirão uma oficina musical na Escola de Música Acreana, beneficiando alunos de escolas públicas em situação de vulnerabilidade social. A acessibilidade será garantida, permitindo a participação de alunos com deficiência visual, com o apoio de profissionais especializados do Centro de Apoio Pedagógico. Este ciclo de ensino e compartilhamento culminará em um cortejo musical pelas ruas de Rio Branco, celebrando a diversidade cultural e promovendo a visibilidade do projeto. O projeto se fortalece atendendo a Lei 8313/91, nos seguintes artigos e incisos: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. E dentro do Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1 criando oportunidades de fomento à produção cultural e artística, mediante arealização de oficinas de música, apresentações de Grupos de Maracatu; Com isso, compreendemos que o projeto "Batuque do Norte ao Nordeste" tem caráter inovador e singular, pois o grupo Maracatu Pé Rachado terá a sua primeira oportunidade de realizar uma troca de experiências com um grupo tradicional da Bahia, região do país em que as práticas percussivas desse ritmo musical são culturalmente mais presentes. O projeto, nesse sentido, pretende promover e apoiar iniciativas qualificadas de intercâmbio e aprendizado, possibilitando a valorização cultural de ritmos afro-brasileiros tradicionais como o Maracatu junto ao público do estado do Acre.Assim, ao expandir o conhecimento prático e teórico sobre o maracatu e seus instrumentos característicos, pretende-se não apenas enriquecer a narrativa do maracatu acreano, mas também fortalecer os laços com a cultura afro-brasileira e fomentar o respeito e a valorização da diversidade étnica e cultural do país. Esse mergulho nas raízes culturais não só enriquece a expressão artística do Maracatu Pé Rachado, mas também contribui para a construção de uma identidade cultural mais inclusiva e representativa para o Acre e para o Brasil como um todo.
Oficina de Maracatu Objetivo: Ofertar uma capacitação prática para alunos da Escola Acreana de Música, rede pública de ensino, os brincantes da cultura popular de Rio Branco e interessados na aprendizagem do ritmo maracatu, com carga horária de 20 horas. Introdução ao instrumento e toques de agbê (Carga Horaria: 08h)Aula de toques da Alfaia (Carga horária: 06h)Aula de toques do caixinha, tarol e gonguês (Carga horária: 06h) Procedimentos metodológicos: Inicialmente todas as oficinas começarão com uma aula expositiva contextualizando historicamente o fundamento do maracatu e os instrumentos. Em seguida iniciaremos com o repasse das técnicas de tocar cada instrumento e a prática com acompanhamento dos oficineiros. A finalização acontecerá com um ensaio prático para irmos as ruas realizar o cortejo de encerramento do projeto.
O projeto está dedicado a assegurar a inclusão de todos os públicos, se comprometendo a realizar ampla divulgação das medidas de acessibilidadesaqui apresentadas, conforme artigo 27 da IN 11/2024. Acessibilidade física: Ambas as ações propostas serão realizadas em espaços públicos, com rampa de acesso a cadeirantes, amplo espaço de circulação,Placas de sinalização, piso tátil e banheiro adaptado. Acessibilidade comunicacional: O projeto adota medidas abrangentes, incluindo conteúdos audiovisuais, como vídeos para as redes sociais com janela deLibras, audiodescrição e legendas com linguagem simplificada. Além disso, são incorporadas legendas descritivas para fotos, vídeos e materiais de divulgação,visando assegurar a plena compreensão e participação de todos os espectadores, independentemente de suas necessidades específicas. Acessibilidade atitudinal: A oficina de maracatu que será ofertada ao retornar para Rio Branco/Ac, tem como público-alvo estudantes da rede pública deensino, que são alunos da Escola de Música Acreana e do Centro de apoio pedagógico para atendimento às pessoas com deficiência visual do Acre.Disponibilizaremos o acompanhamento de uma profissional da educação especial para realização do desenvolvimento musical proposto nas atividades.
Democratização:Em atendimento ao Art. 30 da IN 11/2024 estão previstas a adoção das seguintes medidas de ampliação do acesso: 1. Todos os produtos aqui propostos serão distribuídos de forma gratuita; V - Realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras eoficinas, dessa feita, reiteramos que todas as atividades propostas nesse projeto são gratuitas. III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição. Art. 31. Para os efeitos desta Seção, considera-se: I - de caráter social, a distribuição de ingressos e produtos culturais para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, taiscomo: negros, indígenas, povos tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico; e II - de caráter educativo, a distribuição a alunos da rede pública de ensino fundamental, médio ou superior. O público a quem destinamos a oficina de maracatu são alunos da rede pública de ensino, que também são matriculados e frequentam regurlamentes as aulas gratuitas de música ofertadas na Escola Acreana de Música.
Nome: Nathânia Oliveira SilvaFunção no projeto: Coordenação GeralBreve currículo: Nascida e criada no Acre, mulher, negra, LGBTQIAP+, Coordenadora técnica no Instituto Nova Era, licenciada em Química pelaUniversidade Federal do Acre, formada pelo Curso Livre de Teatro na Usina de Arte João Donato e pelo curso de extensão em Produção Cultural pela Unijorge – Ba. Há 15 anos atua como atriz, cantora e produtora cultural, integrando os grupos Cia Visse e Versa de ação cênica com o espetáculo Comédia Del’Acre de 2008 a 2022 e Grupo GPT com o espetáculo musical Os Saltimbancos de 2010 a 2013, cantora e pandeirista no grupo Moças do Samba de 2013 a 2014, agregando também ao seu currículo experiências profissionais em festivais de teatro e música, produção executiva em grupos de teatro e captação de recurso por meio de editais de incentivo na esfera municipal, estadual e federal. Atuante na cultura popular, faz parte do conselho municipal de cultural de Rio Branco – Acre, como articulado da câmara temática de produção cultural no biênio 2023/2024 e conselheira da câmara de Patrimônio Cultural. Atualmente é batuqueira e produtora do grupo Maracatu Pé Rachado, grupo de teatro O Barulho do Acre e Coordenadora Técnica de projetos no Instituto Nova Era/Baquemirim. Nome: Kétila Araújo da SilvaFunção no projeto: Produção executiva Breve currículo: Natural de Rio Branco - Ac, mulher negra, LGBTQIAP+ iniciou sua atuação artística aos 08 anos de idade, no grupo de Teatro Juntando Ideias, da escola, onde também participou do Coral Infantil Boca Pequena. Tempos depois, aos 21 anos de idade fez o Curso de Intérprete Teatral na Usina de Arte João Donato, e no ano seguinte ingressou no curso de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal do Acre. Atualmente é graduada em Artes Cênicas: teatro pela Universidade Federal do Acre, Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas – UFAC, professora do Curso Livre de Iniciação à Linguagem Teatral da Usina de Arte João Donato, agbezeira no grupo Maracatu Pé Rachado, contadora de histórias, atriz e diretora teatral com experiências nas áreas de produção cultural, figurino, dramaturgia e cenografia. É artista plástica no Flor Preta Ateliê e integrante cofundadora do Coletivo Tempo de Teatro.
PROJETO ARQUIVADO.