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"Por um Brasil que lê" - "LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO" apoia as duas competências da vida democrática (a leitora e a escrita) através da edição, tradução e impressão de mil coleções compostas por 12 obras da literatura consagrada, nacional/internacional "distribuídas gratuitamente" por prioridade social em 10 ações, sempre 2 coleções para: 1. cada uma de 25 bibliotecas públicas dos 25 Estados mais DF; 2. para 45 bibliotecas públicas do Estado e 3. 45 do município de SP; 4. para bibliotecas de 125 presídios estaduais de SP; 5. para 45 escolas públicas municipais e 6. para 45 estaduais de SP. NoEstado e município de SP, estas ações serão promovidas 7. com concursos literários in loco de melhor interpretação, escrita e exposição. 8. O restante será doado por sorteio ao público presente nos eventos; 9. para autoridades públicas relevantes da educação e cultura e a influenciadores digitais (+ de 100 K) que possam cooperar na divulgação deste projeto; 10. ao público de rádio e TV.
1. Christine de Pizan: A cidade das Damas - 200 a 300 pg "O Livro da Cidade das Damas" por Christine de Pizan, século XIV, é uma obra seminal no feminismo literário. Através de um diálogo entre a autora e virtudes alegóricas, a cidade simbólica "Cidade das Damas" é construída, abrigando mulheres notáveis como exemplos de virtude e sabedoria. O objetivo é desafiar ideias misóginas e estereótipos negativos sobre as mulheres, defendendo sua dignidade e capacidades. Considerado uma das primeiras obras feministas, contribui para a rejeição de estereótipos prejudiciais. 2. José de Alencar: O guarani - 200 a 300 pg "O Guarani", romance de José de Alencar, importante autor do romantismo brasileiro do século XIX, publicado entre 1857 e 1858, é parte da trilogia indianista de Alencar, com "Iracema" e "Ubirajara". No Brasil do século XVII, aborda conflitos entre portugueses, índios guaranis e jesuítas, com o herói indígena Peri em destaque. Seus temas: choque cultural, amor proibido e embates étnicos refletem as ideias românticas da época: a exaltação da natureza e a busca pela identidade nacional. Contribuição importante para entender a literatura brasileira do século XIX. 3. Maria Firmina dos Reis: Úrsula (1859) - 200 a 300 pg Maria Firmina dos Reis, (1822-1917) São Luís, Maranhão, é reconhecida como a primeira romancista negra do Brasil e precursora do movimento abolicionista. Seu trabalho mais conhecido, "Úrsula", publicado em 1859, é considerado o primeiro romance abolicionista escrito por uma mulher no país. Aborda questões sociais e raciais, destacando as injustiças da escravidão, seguindo a vida da protagonista, uma mulher mestiça, na sociedade escravocrata do século XIX. Além da importância literária, tem relevância histórica como uma das primeiras obras a confrontar diretamente a escravidão na literatura brasileira do século XIX. 4. Aluízio de Azevedo: O cortiço - 200 a 300 pg "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo, publicado em 1890, é uma obra essencial do naturalismo brasileiro. Reflete um cortiço no Rio de Janeiro do século XIX, e destaca as complexidades das relações sociais, econômicas e étnicas, explorando o determinismo social e a luta de classes. É notável sua análise realista da sociedade brasileira; e aborda questões relacionadas à urbanização e ao impacto do ambiente no comportamento humano. A linguagem objetiva e científica busca descrever a influência do ambiente nas personagens, tornando "O Cortiço" indispensável para compreender o contexto social e as transformações urbanas do Brasil no final do século XIX. 5. Graciliano Ramos: Vidas Secas - 100 a 200 pg Publicado em 1938, "Vidas Secas", um dos romances mais célebres do autor, retrata a vida de uma família de retirantes no sertão nordestino durante uma seca. O livro explora as dificuldades e luta pela sobrevivência em um ambiente árido e hostil, utilizando uma linguagem enxuta e objetiva para transmitir a dureza da realidade vivida pelos personagens. Amplamente elogiado por capturar as condições de vida no sertão brasileiro e criticar as desigualdades sociais e as consequências da seca, é considerado uma obra-prima da literatura brasileira, permanecendo relevante por sua representação impactante das questões sociais e humanas. 6. Machado de Assis: Quincas Borba - 200 a 300 pg "Quincas Borba" examina a sociedade brasileira do século XIX, especialmente os estratos sociais e as relações de poder. A trama aborda temas como a loucura, a moralidade, o darwinismo social e a influência do pensamento positivista. Através do protagonista, Rubião, Machado de Assis explora as complexidades da sociedade brasileira da época, oferecendo uma visão crítica e satírica. Embora outras obras de Machado também abordem aspectos sociais, "Quincas Borba" é notável por sua exploração mais direta de temas relacionados à sociedade e à condição humana. 7. Carolina Maria de Jesus: Quarto de despejo - Diário de uma Favelada - 200 e 300 pg Carolina Maria de Jesus, escritora negra brasileira (1914-1977), destacou-se com esta obra, publicado em 1960. O livro é um diário mantido por Carolina de 1955 a 1960, revelando a dura realidade da vida na favela do Canindé, São Paulo, com pobreza e fome enfrentadas por ela e sua comunidade. Escrito em linguagem simples, mas poderosa, oferece um olhar íntimo sobre a vida nas margens da sociedade brasileira. A publicação trouxe visibilidade para Carolina, uma catadora de papel que usou a escrita para chamar atenção para as desigualdades sociais. "Quarto de Despejo" é uma contribuição significativa para a literatura brasileira, ampliando vozes negligenciadas na sociedade. 8. Victor Hugo: Os miseráveis - 1200 a 1500 pg "Os Miseráveis" (Les Misérables) é um romance épico escrito por Victor Hugo, um dos principais escritores franceses do século XIX. Publicado em 1862, é considerado uma das maiores realizações da literatura mundial, abrangendo várias décadas e centrado principalmente em Jean Valjean, um ex-prisioneiro em busca de redenção, e Javert, um inspetor de polícia dedicado a capturá-lo. Ambientado na França durante a Revolução Francesa, o romance aborda temas como justiça, moralidade, redenção e luta contra a adversidade, explorando as complexidades morais e sociais da época. Conhecido por sua profundidade psicológica e rica caracterização de personagens, "Os Miseráveis" inspirou diversas adaptações para teatro, cinema e outras mídias, demonstrando seu impacto duradouro na cultura. 9. Fiódor Dostoiévski: Memórias do subsolo - 120 a 200 pg "Memórias do Subsolo", de Fiódor Dostoiévski, publicada em 1864, é considerada precursora do existencialismo literário. Dividida em duas partes, apresenta um ex-funcionário público solitário e amargurado refletindo sobre sua vida a partir do subterrâneo de São Petersburgo, expressando descontentamento com a sociedade. Na segunda parte, descreve um evento passado revelando camadas mais profundas de sua psique, explorando temas como liberdade, determinismo e desejo de redenção. A obra mergulha nas profundezas da psique humana, investigando questões filosóficas e psicológicas fundamentais, sendo uma leitura essencial para explorar as complexidades da existência humana. 10. Émile Zola: Germinal - 400 a 600 pg "Germinal", de Émile Zola, publicado em 1885, destaca o movimento operário e as condições nas minas de carvão na França do século XIX. O protagonista, Étienne Lantier, junta-se a uma greve nas minas de Montsou, revelando as duras condições de trabalho e os conflitos sociais. A obra explora temas como luta de classes e exploração humana, com uma abordagem realista e detalhada. O título "Germinal" simboliza a esperança de renascimento social através das lutas operárias. Uma leitura desafiadora, conhecida por sua representação vívida da condição humana e forças sociais que a moldam. 11. Leon Tolstói: Ressurreição - 250 a 300 pg "Ressurreição", de Leon Tolstói, publicado em 1899, é menos conhecido que suas obras famosas. O romance segue Dmitri Ivanovich Nekhliúdov, um nobre russo que reencontra uma mulher chamada Maslóva durante um julgamento. Tolstói explora temas como justiça, moralidade e busca por redenção, criticando a sociedade russa da época. Destaca-se por sua análise profunda da psicologia humana e reflexões filosóficas sobre o bem e o mal. Uma leitura significativa para interessados nas explorações éticas e filosóficas de Tolstói. 12. Lima Barreto: Diário do Hospício – 250 a 300 pg "Diário do Hospício" é uma obra póstuma de Lima Barreto, compilando suas anotações durante sua internação em um hospício em 1919. O livro oferece uma visão sincera e poética da insanidade, críticas à instituição psiquiátrica e reflexões sobre a sociedade brasileira do início do século XX. É considerado uma importante obra sobre saúde mental na literatura brasileira.
O objetivo geral: apoiar e fortalecer a cultura da leitura por parte da população brasileira em geral. A promoção da cultura da leitura no Brasil se integra a várias diretrizes estabelecidas na Constituição Federal de 1988. Algumas das principais diretrizes relacionadas à cultura e à educação, que podem influenciar o desenvolvimento da cultura da leitura, incluem: 1. Educação como direito fundamental (Artigo 6º): A CF/88 reconhece a educação como um direito fundamental de todos e dever do Estado e da família. A promoção da leitura é fundamental para o desenvolvimento da educação e do conhecimento. 2. Liberdade de expressão e manifestação do pensamento (Artigo 5º): A Constituição assegura a liberdade de expressão, o que é fundamental para o estímulo à leitura, à escrita e à troca de ideias. 3. Valorização dos profissionais da educação (Artigo 206, inciso V): A CF/88 destaca a valorização dos profissionais da educação como princípio fundamental. Isso inclui os professores que desempenham papel crucial na promoção da leitura. 4. Cultura como direito de todos e dever do Estado (Artigo 215): A cultura é reconhecida como direito de todos e dever do Estado. Nesse contexto, a promoção da leitura é uma parte integrante do desenvolvimento cultural. 5. Acesso à educação, à cultura e à informação (Artigo 215, § 3º): A CF/88 destaca a necessidade de garantir o acesso à educação, à cultura e à informação a todos, o que inclui o acesso a livros e outras formas de expressão escrita. 6. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (Artigo 206, inciso II): A Constituição reconhece o pluralismo de ideias como princípio no campo educacional, o que contribui para a diversificação das práticas de leitura. 7. Cooperação entre os entes federativos (Artigo 23, inciso VI): A cooperação entre União, Estados, Municípios e o Distrito Federal é incentivada para o desenvolvimento de políticas educacionais e culturais, incluindo a promoção da leitura. Portanto, o estímulo à cultura da leitura no Brasil se alinha a diversos princípios e diretrizes estabelecidos na Constituição Federal, reforçando a importância da educação, da cultura e do acesso à informação para o desenvolvimento social e individual. Para concretizar o objetivo específico, serão realizadas 10 ações de promoção e distribuição gratuita de mil coleções de 12 obras sob a campanha de marketing-desafio: "LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" sempre em instituições públicas, perfazendo um total de 722 coleções doadas de uma tiragem de 1000; com o restante (278) doadas por sorteio ao público presente nos eventos; e estrategicamente para autoridades públicas ligadas à educação e cultura e a influenciadores digitais com mais de 100 mil inscritos em seus canais e que possam cooperar com a divulgação deste projeto, além do público de Rádio e TV alcançados durante a campanha de divulgação deste projeto. 1. Duas coleções para cada uma das 25 bibliotecas públicas dos Estados da Federação mais DF, selecionadas por critério de tamanho de acervo (as com acervos menores serão priorizadas); por região (as das regiões mais pobres serão priorizadas); e por trânsito de visitação (as com menor trânsito serão priorizadas e objetos de campanha promocional nas redes). (52) 2. Duas coleções para 45 bibliotecas públicas do Estado de SP (90) 3. Duas coleções para 45 bibliotecas públicas do município de SP (90) 4. 2 coleções para 125 presídios estaduais de SP (250) 5. 2 coleções para 45 escolas públicas municipais (90) 6. 2 coleções para 45 escolas públicas estaduais de SP (90). 7. Eleito o Estado e município de SP, as ações dos itens (2, 3, 4, 5 e 6) serão promovidas sempre em 4 instituições escolhidas cobrindo os quatro pontos cardeias do Estado e do Município com concursos literários in loco de melhor interpretação, escrita e exposição, realizados e avaliados por pedagogos, com tempo hábil de dois meses, desde o fim das inscrições, para a leitura e preparo da escrita sobre as obras, que já se encontrarão disponíveis nas bibliotecas - com prêmios para 1°, 2° e 3° lugares em dinheiro, 1 coleção de livros, e diploma da Editora BEC. 8. As demais coleções (278) serão doadas por sorteio ao público presente nos eventos dos concursos; 9. Doadas estrategicamente para autoridades públicas ligadas à educação e cultura, que possam contribuir com declarações em vídeo curto com a promoção da leitura e da escrita; e as demais doadas para influenciadores com mais de 100 mil inscritos nos seus canais e redes que possam cooperar com a divulgação deste projeto junto ao seu público. 10. E doadas ao público ouvinte e telespectador da principal rádio e TV local como forma de impulsionar a campanha de divulgação nestes meios de mídia tradicional. Nos pontos 2 e 3, 5 e 6, serão priorizadas as bibliotecas que estejam ativas e mantendo um acervo mínimo: as com menor acervo, sempre cobrindo as 4 regiões cardeais mais pobres, tanto do Estado como do município de SP. Os locais escolhidos sempre cobrirão as quatro regiões mais carentes: norte, sul, leste e oeste do estado e do município de SP. Todas estas ações in loco serão captadas por equipe profissional de audiovisual cujo material servirá para a promoção e divulgação deste projeto nas redes sociais pelo sistema algoritmo de seleção para impulsionamento. JUSTIFICATIVA: Bibliotecas públicas: Há 5318 bibliotecas públicas no Brasil municipais, distritais, estaduais e federais, nos 26 estados e no Distrito Federal. Unidades prisionais: no Estado de São Paulo há 182 Unidades. Um levantamento do CNJ aponta que 30% dos presídios (70%=125) não têm bibliotecas; e o censo revela nível insatisfatório de atividades educacionais. Entre os 27 estados do Brasil, 23 não estabelecem número de vagas para as atividades de leitura em estabelecimentos prisionais. Em 15 estados a relação entre oferta e demanda não atingiu um nível satisfatório. Os dados fazem parte do Censo Nacional de Práticas de Leitura no Sistema Prisional. "Com a finalidade de estimular a universalização da leitura e a remição de pena, a pesquisa avaliou a estrutura e as condições que permitem atividades educativas e o acesso à leitura nas 27 unidades federativas, além de investigar aspectos como a existência de bibliotecas, iniciativas, práticas e atividades de leitura", informou o CNJ. A equipe contou com cinco coordenadores regionais e 27 pesquisadores de campo. Todavia, a busca por livros aumenta nos presídios do estado de São Paulo. O crescimento no empréstimo de obras literárias, durante a pandemia, demonstrou o interesse dos reeducandos por conhecimento e remição de pena. Para a reeducanda L.K.S, atualmente no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Miguel Paulista, durante a pandemia, a prática da leitura se tornou mais frequente e uma distração para ela: "Tenho me dedicado mais à leitura, pois, com isso, aprendi a me expressar melhor, adquiri mais conhecimento. Isso me faz sair um pouco da realidade em que me encontro", comentou. Visitado em 31/01/24: https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/busca-por-livros-aumenta-nos-presidios-do-estado-de-sao-paulo/ As ações deste projeto não são suficientes para promover um grande movimento de incentivo à cultura leitora e escritora em todo país. Mas uma ação cultural se caracteriza pela qualidade, mais que pela quantidade. O registro da "qualidade" (significante e valorativa) dos eventos comporá material promocional com força de influência sobre uma "quantidade" expressiva de pessoas, via campanha publicitária profissional; através da criação de uma simbólica positiva, atraente, emocionante, cativante e, principalmente, estimulante à leitura junto ao grande público brasileiro a partir do conteúdo audiovisual gerado a partir dos eventos. As empresas patrocinadoras terão disponível a promoção de um produto consagrado (o livro) com o qual veicular sua marca, seus produtos e serviços com ampla variedade de segmentação.
A necessidade do uso do mecanismo de incentivo cultural para financiamento de projetos culturais se justifica como um ato de justiça no sentido de ser um esforço de "reparação histórica". No caso do presente projeto, vemos estabelecida, ao longo da história da formação da nação brasileira, uma contra-cultura à leitura por parte das elites de poder. O período de quase 400 anos de escravidão na história do Brasil fez do hábito da leitura, desde a Casa Grande, uma ação elitizada: própria das famílias de proprietários e passatempo neutro, "segundo a visão patriarcal", de damas do lar ociosas. Ao longo do período, as obras-primas da literatura brasileira trataram com muita maestria temas importantes das contradições sociais por meio de romances, mas este método "de crítica sutil" não foi capaz de afrontar com força os atrasos que a escravidão causara à sociedade brasileira. Com a chegada da Rádio, no período da nova república, com os acenos para uma política de industrialização do país na década de 1930 por Getúlio Vargas, as camadas populares, sem terem passado pela experiência ampla da cultura da leitura pela inclusão educacional democrática, passam a se enquadrar na cultura auditiva do Rádio, que se tornará um instrumento de equalização e controle social perpetuando a visão de mundo e os projetos de poder das novas elites. Com a TV, a cultura popular passa a ser mais propriamente "imagética". Novamente, não conseguimos implementar uma cultura leitora e escritora concomitante. A nova estética imagética estabelecida pela TV impediu uma cultura de contato com o livro e a leitura. E, desde 1964, com o Golpe Militar, a TV, junto com a Rádio e o jornal (para a classe média alfabetizada leitora e majoritariamente conservadora), passou a ser o novo instrumento de coalizão e controle social por parte do governo da ditadura militar. Após esta não ter resolvido os problemas básicos de desenvolvimento nacional, que prometia, e nem erradicado a fome e o analfabetismo. Com a Internet, as redes sociais, mesmo baseada em uma mais forte cultura imagética e do espetáculo, os internautas são obrigados a ler e escrever para "interagir e engajar". É quando podemos notar a defasagem histórica nestas competências por parte da maioria esmagadora dos internautas. (Congresso Brasileiro de Qualidade na Educação _ Formação de Professores; in: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/vol2a.pdf Isso demonstra que toda ação cultural voltada para o fortalecimento das competências leitora e escritora é ainda relevante. E é com esse fortalecimento que este projeto está comprometido: recuperar o instrumento testado e aprovado na história da civilização e que a tem feito avançar e garantido sua realidade - o domínio da leitura pela posse do livro. Como vemos, isso só é possível com o apoio de uma ação de "reparação histórica". Que deve se dar por meio de um Estado de direito responsável que cumpra suas atribuições e responsabilidades; conforme expressas nos artigos já apresentados da CF que versam sobre a necessidade de ampliação dos direitos educacionais e culturais. Assim, a Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991, que restabelece princípios da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986 e institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), expressa os seguintes artigos nos quais este projeto se enquadra e justifica sua relevância cultural educacional, social e econômica. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - A pressuposição que está na base "do livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais" como garantidos a todos os cidadãos e cidadãs é o domínio da competência leitora e escritora por parte destes; já que são requisitos básicos para a formação de uma opinião pública qualificada para o pleno exercício da democracia e o usufruto dos bens culturais. II - A tese histórica de que a civilização começa com a escrita, porque é esta que possibilita o registro dos conhecimentos adquiridos e a possibilidade de seu repasse para novas gerações que assumem estes conhecimentos e os atualiza segundo suas próprias experiências históricas, se justifica. O incentivo ao domínio das competências leitora e escritora, que é o objetivo deste projeto, está em linha com este movimento civilizatório. E enquanto este projeto visa promover o acesso à literatura qualificada e escolhida com vistas ao cumprimento das exigências de justiça para com as pessoas negras, as mulheres, os povos indígenas etc., este projeto tem condições de elevar, de modo amplo, a consciência do leitor comum e, com isso, inspirar ações e escritas que valorizem os recursos humanos e os conteúdos produzidos pelas localidades afins. III - Uma sociedade com alto nível de cidadãos e cidadãs leitoras é culturalmente ativa e plural. Já que possui o pré-requisito básico: uma sensibilidade estética apurada capaz de avaliar criticamente e, assim, apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais de valor e seus respectivos criadores. IV - Para um povo desenvolver o ensejo pela defesa de suas expressões culturais, é preciso ter havido um processo de "participação existencial deste povo na cultura compositiva que constituiu sua comunidade". Ora, a leitura é o meio pelo qual uma pessoa gera em si uma abertura para as diversas outras expressões e linguagens - todas as artes são linguagens. É por meio dessa experiência de pertença, através da leitura, que os atores sociais individuais passam a se sentir co-responsáveis na defesa do acervo cultural plural produzido em sua sociedade. V - Nada mais importante para manter viva uma cultura, como também para dar impulsionamento criativo a esta cultura, do que o acesso à cultura registrada (pela escrita) seguindo a linha do tempo histórico constitutivo da comunidade: este projeto propõe disponibilizar uma coleção composta por 12 livros que seguirá uma linha do tempo, desde o primeiro livro feminista escrito na Idade Média, passando pela literatura ligada ao período colonial, quando da relação dos portugueses com os povos indígenas, passando pela literatura que retrata a condição dos escravos, a formação dos guetos e favelas, até a literatura contemporânea, com temas acerca dos problemas existenciais da vida moderna burguesa. Esse acesso histórico, pela literatura, é o que garante a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. VI - Só há preservação dos bens materiais e imateriais de uma cultura se houver conscientização social sobre o valor destes bens. E essa conscientização só pode ser despertada através do acesso a estes mesmos bens, seu contato, por meio dos meios de transmissão destes bens: a escrita-leitura não é apenas um destes meios, é aquele que abre o acesso a todos os outros. VII - O fato de na coleção de 12 livros que este projeto lançará haver a presença de volumes da literatura universal internacional, somados aos demais da literatura nacional, demonstra que o empenho civilizatório é uma construção humana e, por isso, internacional. VIII - Os valores que inspiram este projeto são os que constituem o ensejo atual por uma democracia inclusiva e participativa, único modelo de construção da paz social e internacional. Pois, atento aos problemas atuais (do meio ambiente, do racismo, da misoginia, do preconceito, da violência, da fome, do analfabetismo, da concentração de renda etc.) é o modelo apto para reverberar estes valores que hoje são universais. IX - O valor da literatura brasileira é reconhecido não somente no Brasil, mas nos países de fala portuguesa e, mesmo, em países com idiomas de outros troncos linguísticos. Nestes, ela é estudada e apreciada. A intenção deste projeto é apoiar a popularização da leitura e, assim, o conhecimento, e respectivo reconhecimento, do valor cultural da nossa literatura "por parte do grande público brasileiro".
Transversalidade: A ação cultural proposta pelo presente projeto "Por um Brasil que lê - LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" busca preencher as exigências de transversalidade constantes na Lei Rouanet (Lei Federal nº 8.313/1991) e suas regulamentações. Esta exigência de transversalidade nas ações culturais está presente nos critérios de avaliação e seleção dos projetos que buscam apoio através do mecanismo de incentivo fiscal proporcionado por essa lei, e isso este projeto busca respeitar. De certa forma, o mundo da literatura é o mundo da transversalidade. Pois quantos não serão os casos em que ela tenha despertado o interesse em leitores pela arquitetura, história, pintura, música etc.? Nesse sentido, este projeto tem capacidade de abordar e integrar múltiplas linguagens, áreas do conhecimento, públicos e setores da sociedade, a fim de ampliar o alcance e o impacto de sua iniciativa. E isso já é um ponto importante a ser notado pelas empresas patrocinadoras. A Lei Rouanet, em sua essência, visa promover a democratização do acesso à cultura e o desenvolvimento cultural do país, e o presente projeto, que busca sua aprovação e financiamento por meio desta lei, deseja demonstrar não apenas qualidade cultural, mas também a capacidade de atingir diferentes segmentos da sociedade, promovendo a inclusão, a diversidade e o diálogo entre diferentes formas de expressão cultural através da literatura, ou melhor, pelo apoio à expansão do público leitor. Integra-se à formação educacional: O presente projeto de lançamento de mil coleções compostas por 12 livros da literatura nacional e internacional pode se integrar ao plano e à formação educacional do Brasil de diversas maneiras, promovendo a transversalidade e contribuindo para o desenvolvimento cultural e educacional do país. Aqui estão algumas formas de integração: 1. Incorporação ao currículo escolar: Os livros da coleção podem ser sugeridos como leitura complementar ou mesmo integrados ao currículo escolar em disciplinas de literatura, história, língua portuguesa, línguas estrangeiras ou estudos sociais. Isso ajuda a diversificar os materiais didáticos e a promover uma visão mais ampla e global da literatura. 2. Realização de atividades pedagógicas: O projeto pode incluir a criação de materiais pedagógicos e recursos educacionais complementares, como guias de leitura, planos de aula, atividades de compreensão de texto, discussões em sala de aula, entre outros. Esses recursos podem ser disponibilizados tanto para professores quanto para alunos, facilitando a integração dos livros à prática educacional. 3. Formação de professores: Em ação extensiva à presente proposta, o presente projeto pode oferecer workshops, seminários ou cursos de formação para professores, abordando estratégias de ensino da literatura, análise de textos literários, técnicas de mediação de leitura, entre outros temas relevantes. Isso contribui para capacitar os educadores a trabalharem de forma mais eficaz com os livros da coleção em sala de aula. 4. Eventos educacionais: Em ação extensiva à presente proposta, o lançamento da coleção e a promoção dos livros podem ser acompanhados de eventos educacionais, como palestras, debates, mesas-redondas ou feiras do livro, que envolvam tanto estudantes quanto professores e gestores educacionais. Esses eventos podem servir como espaços de reflexão e troca de experiências sobre a importância da leitura e da literatura na formação de cidadãos mais democraticamente conscientes. 5. Acesso universal à leitura: Todo processo de divulgação deste projeto, por todos os meios de comunicação possíveis, incluirá ações voltadas para a democratização do acesso aos livros, por meio da distribuição gratuita de coleções para bibliotecas públicas dos estados mais DF; bibliotecas de escolas municipais e estaduais do Estado de São Paulo; bibliotecas de presídios estaduais do Estado de SP; pela realização de concursos literários, mobilizando as comunidades carentes adjacentes nas escolas, bibliotecas e presídios. Isso contribui para ampliar o alcance da coleção e garantir que ela esteja disponível para um público diversificado, haja vista que todos estes eventos serão registrados e divulgados extensivamente nas redes sociais e demais meios de comunicação afins. Ao adotar essas estratégias, este projeto de lançamento de mil coleções compostas por 12 livros pode se tornar não apenas um evento cultural significativo, mas também uma ferramenta poderosa para enriquecer o ambiente educacional do Brasil, estimulando o gosto pela leitura, promovendo o conhecimento da literatura nacional e internacional e contribuindo para o desenvolvimento da capacidade crítica e criativa nos estudantes, além das competências leitora e escritora. Propõe um objeto cultural já consagrado (o livro físico e digitalizado), em seu caráter nobre e de inclusão, como base fundamental que possibilitou e pode garantir a permanência e evolução da própria civilização: a leitura e a escrita. Trata-se de um produto cultural de amplo espectro de interesse para todas as áreas da produção de bens de consumo e serviços. Pois tem capacidade para vincular simbolicamente qualquer marca, produto e serviço ao "humano". Não obstante, tem capacidade de propiciar um amplo espectro para variada segmentação de mercado, capaz de atingir públicos diversos para todos os níveis existentes da produção de produtos e serviços. Todos os principais integrantes deste projeto, que fazem parte da construção, elaboração pedagógica e desdobramento, possuem formação acadêmica reconhecida.
"Por um Brasil que lê - LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" tem a intenção de editar e lançar mil coleções compostas por 12 obras literárias, nacionais e internacionais, que cobrirão aspectos importantes da evolução cultural da humanidade tangenciando com os temas da evolução da civilização brasileira: do período colonial, com a escravidão indígena e africana, através do século XIX até a contemporaneidade. Esta coleção carrega em si um apelo de marketing: representa um desafio para que o leitor brasileiro leia "um livro por mês durante o período de um ano". Todas as obras da coleção seguirão o seguinte padrão: 1. Dimensão dos livros: 16X23 2. Diagramação com fonte times new roman tamanho 13 3. Mancha de texto: 11X17 4. Capa colorida e contracapa em papel cartonado, e orelhas com 5 cm; 5. Miolo em papel polimbold, 90 gramas; 6. Estrutura: Página de abertura; Sumário Original; Introdução; Prefácio à edição brasileira; e texto principal 7. Brochura, colada e costurada; 8. Duração indeterminada As obras selecionadas são: 1. Christine de Pizan: A cidade das Damas, que 200 a 300 pg, 2. José de Alencar: O guarani - 200 a 300 pg 3. Maria Firmina dos Reis: Úrsula (1859) - 200 a 300 pg 4. Aluízio de Azevedo: O cortiço - 200 a 300 pg 5. Graciliano Ramos: Vidas Secas - 100 a 150 pg 6. Machado de Assis: Quincas Borba - 200 a 300 pg 7. Carolina Maria de Jesus: Quarto de despejo - Diário de uma Favelada - 200 e 300 pg 8. Victor Hugo: Os miseráveis - 1200 a 1500 pg 9. Fiódor Dostoiévski: Memórias do subsolo - 120 a 200 pg 10. Émile Zola: Germinal - 400 a 600 pg 11. Leon Tolstói: Ressurreição - 250 a 300 pg 12. Lima Barreto: Diário do Hospício – 250 a 300 pg Projeto Pedagógico: Introdução: Este projeto cultural tem em sua base de orientação um projeto pedagógico que visa promover a valorização da leitura e o acesso à cultura literária por meio de uma vasta gama de obras que contemplam momentos cruciais da história da humanidade e da formação da identidade brasileira. Com a edição e lançamento de 12 obras literárias, tanto nacionais quanto internacionais, por de ações afins, este projeto almeja estimular o hábito da leitura, proporcionando uma jornada cultural enriquecedora e contribuindo para o desenvolvimento intelectual e social do público brasileiro. Objetivos: 1. Fomentar o hábito da leitura: Incentivar o público brasileiro a dedicar-se à leitura regularmente, com o desafio da leitura de uma obra por mês ao longo de um ano; estimulando o desenvolvimento do pensamento crítico, a imaginação e a capacidade de análise. 2. Promover o acesso à cultura literária: Disponibilizar uma coleção diversificada de obras literárias que abordem aspectos relevantes da evolução cultural da humanidade e da história brasileira, desde o período colonial até os dias atuais. 3. Democratizar o acesso à leitura: Realizar doações de todas as coleções editadas para bibliotecas públicas, escolas municipais de ensino básico e estaduais de ensino médio, bem como para bibliotecas em presídios estaduais de SP, visando ampliar o acesso da população mais carente a essas obras. 4. Estimular o desenvolvimento das competências leitora e escritora: Promover concursos de melhor leitura, escrita e exposição em bibliotecas, escolas e presídios públicos, incentivando o aprimoramento das habilidades de leitura, interpretação, produção textual e exposição das ideias; com base em ações in loco pedagógica e esteticamente orientadas por profissionais capacitados. Estratégias: Edição e lançamento das obras: Selecionadas criteriosamente, 12 obras literárias que abordam temas relevantes da evolução cultural da humanidade e da história brasileira, garantindo a diversidade de gêneros, condições sociais, de autores e de períodos históricos representados. Distribuição gratuita de todas as mil coleções: para diferentes instituições públicas, a personalidades e influenciadores relevantes, ao grande público nos eventos in loco e a ouvintes e telespectadores; visando ampliar o acesso da população mais carente a essas obras e promover a democratização do conhecimento. Realização de concursos: Organizar-se-ão concursos de melhor leitura e escrita e exposição nas instituições contempladas em SP com as doações, incentivando a participação ativa dos leitores, moradores e frequentadores; e promovendo o desenvolvimento das competências leitora e escritora. Campanha publicitária: Promover-se-á uma campanha de divulgação abrangente, utilizando-se diversos meios de comunicação, principalmente o das redes sociais pelo sistema algoritmo de seleção para tráfego, a fim de ampliar o alcance do projeto e incentivar a participação do público, destacando os benefícios da leitura e o valor cultural das obras selecionadas. Resultados Esperados: Espera-se que o projeto "Por um Brasil que lê" contribua significativamente para a promoção da leitura e o acesso à cultura literária no Brasil, estimulando o desenvolvimento intelectual, social e cultural dos leitores brasileiros; espera-se que as ações promovidas pelo projeto gerem impactos positivos na formação de leitores críticos e reflexivos, e o fortalecimento do vínculo entre as comunidades e as instituições educacionais e culturais alcançadas. Captação de Patrocínio: os atrativos Responsabilidade Social Corporativa (RSC): O patrocínio de projetos que promovem a educação, cultura e acesso à informação demonstra o compromisso da empresa com a responsabilidade social corporativa. Isso pode melhorar a imagem da empresa perante a sociedade e fortalecer sua reputação como uma organização engajada em causas relevantes para a comunidade. Marketing e visibilidade da marca: O patrocínio de um projeto de lançamento de livros oferece à empresa uma oportunidade única de aumentar sua visibilidade e alcance de marca. A associação com um projeto cultural e educacional pode gerar uma imagem positiva para a empresa e diferenciá-la da concorrência. Acesso a públicos específicos: Dependendo do público-alvo do projeto, a empresa pode obter acesso direto a segmentos específicos da população, como estudantes, educadores, leitores ávidos, entre outros. Isso pode ser especialmente valioso se esses públicos estiverem alinhados com os objetivos de marketing da empresa. Relações públicas e engajamento da comunidade: O patrocínio de um projeto cultural de lançamento de livros pode gerar cobertura positiva na mídia e aumentar o engajamento da comunidade com a marca da empresa. Eventos de lançamento, sessões de autógrafos e outras atividades relacionadas ao projeto oferecem oportunidades para a empresa se envolver diretamente com o público. Desenvolvimento de talentos e inovação: Investir em educação e cultura pode contribuir para o desenvolvimento de talentos e a promoção da criatividade e inovação dentro da empresa. O acesso a uma variedade de obras literárias pode inspirar os funcionários e fornecer novas perspectivas que podem beneficiar o trabalho da empresa. Assim, o patrocínio de um projeto de lançamento de livros pode oferecer à empresa uma série de benefícios tangíveis e intangíveis, incluindo melhorias na reputação, aumento da visibilidade da marca, acesso a públicos específicos e oportunidades de engajamento com a comunidade. Esses benefícios, combinados com o impacto positivo do projeto na sociedade, tornam essa uma estratégia de investimento atrativa para muitas empresas. Conclusão: O projeto "Por um Brasil que lê - LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" representa um importante esforço para promover a valorização da leitura e o acesso à cultura literária no país, contribuindo para a formação de uma sociedade mais crítica, informada e participativa. Buscando incentivar o hábito da leitura e ampliar o acesso da população brasileira às riquezas do universo literário, promovendo assim o desenvolvimento humano e social, a Editora Bec Ltda. tem consciência de estar criando um público leitor potencial para suas próprias obras lançadas.
Acessibilidade física: A Lei nº 10.098/2000 estabelece que haja a remoção de barreiras arquitetônicas, comunicacionais, metodológicas e instrumentais, a fim de garantir a melhoria da qualidade de vida para todas as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Além disso, com base em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil possui, em média, cerca de 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência, o que representa 23,9% da população acima de 2 anos de idade. Interessa a este projeto alcançar a parte juvenil e adulta letrada destas pessoas. Diante disso, como este projeto tem intenção de seguir em linha com os valores da democracia inclusiva e o respeito aos direito humanos, disponibilizar acessibilidade em seus concursos in loco de melhor leitura, escrita e exposição é fundamental para garantir que todas as pessoas, com as necessidades especiais previstas, tenham também uma boa experiência estética e garantam seu direito à cultura. A acessibilidade em eventos possui um papel de extrema importância, pois tem como principal objetivo contribuir para inclusão da pessoa com deficiência em qualquer lugar que ela queira estar. Todos os concursos terão entrada franca (gratuita) e serão realizados em espaços públicos administrados pelo Município ou Estado de São Paulo. Isso quer dizer que se pressupõe que as normas, que regulamentam a "acessibilidade", estejam sendo cumpridas nestes locais públicos. Todavia, mesmo levando em consideração essa pressuposição, um assessor de imprensa, parte da equipe realizadora deste projeto, com tempo hábil antes de cada evento, fará um checklist dos itens abaixo para comprovar se há a garantia de acessibilidade e segurança ao público: 1. O ambiente em geral deverá ser espaçoso em relação à quantidade de público que poderá comportar; 2. Deverá haver espaço entre os assentos que facilitem a movimentação das pessoas para sair e voltar ao seu assento; 3. Os corredores disponíveis do espaço devem ser largos e amplos; 4. Deve ser observado se há espaço para comportar cães-guia; 5. Deve ser verificado se o local possui rampas e corrimãos; 6. Deve ser verificado se nas rampas há guias táteis. 7. Deve-se verificar se há placas de sinalização visíveis e de fácil orientação, já que sinalização é de extrema necessidade, principalmente para os deficientes auditivos, pois irão direcionar essas pessoas para os locais corretos, os assentos adequados e a localização dos banheiros. Esse item identificará a área reservada ao deficiente e comunicará, aos demais, que aquele acesso é restrito, devendo utilizar a seguinte frase ou semelhante: Área reservada para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Também é possível utilizar apenas o símbolo que representa a acessibilidade. 8. É preciso verificar se há disponibilização de vagas para pessoas com deficiência no estacionamento do espaço onde ocorrerá o evento. Por lei, 5% das vagas devem ser destinadas para esse público e reservadas o mais perto possível da entrada. 9. Deve ser visto se há garantia de que os banheiros sejam adaptados, ou haja banheiros específicos para as pessoas que utilizam cadeira de rodas; é fundamental que os banheiros sejam adaptados para melhor locomoção e acomodação dentro do ambiente. Por lei, 5% do número total de banheiros devem ser adaptados, construídos de acordo com as normas NBR – 9050. 10. Deve ser vista a possibilidade de um intérprete de libras local durante o evento. Todavia, este recurso será efetivo em todo material audiovisual, distribuído nas redes sociais, nos vídeos promocionais deste projeto em que se faça necessária sua presença. Acessibilidade de conteúdo: Todas as etapas de preparação dos concursos junto à equipe gestora dos locais públicos onde serão realizados serão, por sua vez, uma fonte de geração de conteúdo audiovisual com a oportunidade para que uma equipe profissional de fotografia e filmagem faça o registro para posterior disponibilização nas redes sociais e meios de comunicação afins. Este material será configurado, ordenado e lançado nas redes sociais contendo os meios de comunicação que dão acesso ao conteúdo às pessoas com necessidades especiais e deficiência visual: libras, audiodescrição, legenda descritiva ... cada um destes quando for o caso e a necessidade.
Segundo o Ministério da Educação, site visitado em 19/02/2024: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/bibliotecas#:~:text=Das%20152.251%20escolas%20de%20ensino,%2C1%20mil%20n%C3%A3o%20t%C3%AAm Lei que exige criação de bibliotecas atinge maior parte das escolas. Dados do Censo Escolar 2009 revelam que a maioria das escolas públicas da educação básica, e parte dos estabelecimentos privados, não têm bibliotecas. Das 152.251 escolas de ensino fundamental, 52.355 tem bibliotecas (e 99,8 mil não têm); no ensino médio, das 25.923 escolas, 18.751 tem biblioteca (7,1 mil não têm). Segundo informação recente, visitado em 19/02/2024: https://www.bol.uol.com.br/noticias/2024/02/17/apenas-tres-em-cada-10-escolas-publicas-possuem-biblioteca-apontam-tribunais-de-contas.htm#:~:text=S%C3%B3%2031%25%20das%20escolas%20p%C3%BAblicas%20brasileiras%20t%C3%AAm%20biblioteca Apenas três em cada 10 escolas públicas possuem biblioteca, apontam Tribunais de Contas. Só 31% das escolas públicas brasileiras têm biblioteca. A proporção piora quando são consideradas apenas as unidades de ensino da educação infantil. Neste recorte, só 18% contam com a seção exclusiva para os livros. Somente 4 estudantes de escolas públicas obtiveram nota 1000 no ENEM de 2024. Causas possíveis: 1) Efeitos do Novo Ensino Médio que suprimiu carga horária de disciplinas humanísticas, exigentes de leitura e escrita, e no lugar colocou banalidades? 2) Ausência de livros e bibliotecas escolares, já que ainda não conseguimos universalizar o acesso? 3) Não há ainda uma ação nacional de promoção da cultura leitora e escritora junto aos estudantes e à própria sociedade? 4) O uso excessivo de tecnologia, sem intencionalidade pedagógica, pode substituir o livro, a leitura e a reflexão crítica? 5) O relatório GEM 2023 Tecnologia e Educação já não mostrou que não há evidências suficientes de que a tecnologia contribui para o aprendizado? 6) A contribuição da tecnologia não dependeria da intencionalidade pedagógica do professor no uso controlado da tecnologia? 7) Se não houver livros, mas apenas smartphones como ferramenta de acesso ao mundo, uma das consequências não será o empobrecimento cultural: da memória, do raciocínio e da capacidade de pensar com a própria cabeça? Como podemos notar, a necessidade de ações relacionadas tanto à ampliação dos espaços de leitura quanto à disponibilização de livros no Brasil é ainda muito grande! Este projeto tem a intenção de contribuir doando coleções literárias para instituições públicas, como bibliotecas públicas, escolas públicas e bibliotecas de presídios; ligando doação “e” realização de concursos literários de melhor leitura, escrita e exposição em instituições do Estado e município de SP. A captação audiovisual, por equipe profissional, e promoção, nos meios de comunicação e redes sociais, destes eventos visa impactar as comunidades envolvidas e contribuir para diminuir o quadro deficitário em matéria de cultura leitora e escritora. Consciente de se tratar de uma ação limitada, frente à grande necessidade nacional, não obstante, o projeto "Por um Brasil que lê - LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" tem a intenção clara de contribuir para o fortalecimento das competências leitora-escritora a todas as pessoas, independentemente de idade, classe social e gênero. E, para isso, fará sempre um recorte e escolherá os locais com base em critério de maior necessidade social, onde o incentivo à leitura pode mudar vidas e rumos. Mas buscará apoio na “divulgação nacional” deste projeto por meio de doação de coleções a autoridades e influenciadores que possuam público acima de 100 mil pessoas e ao público de Rádio e TV atingidos pela campanha de divulgação deste projeto. Fica clara nossa intenção de enfrentar certo movimento anti-cultura leitora e escritora estabelecido pelas elites do atraso na nossa formação histórica e cultural. Este projeto visa democratizar, e não elitizar, o acesso à literatura! Com isso, cremos estar contribuindo para reafirmar o valor da literatura e fomentar sua leitura e admiração em regiões mais carentes, que são as que mais precisam desse incentivo. Para fins de viabilidade deste projeto, concentraremos doação e realização de concursos em instituições do Estado e município de São Paulo. Todavia, nossa intenção é de que esta ação, através da disponibilização do material áudio-visual gerado, se torne um exemplo nacional e inspire outros a segui-lo. assim como nós, da Editora BEC Ltda., proponente, confiantes no resultado exitoso deste projeto, ainda poderemos no futuro reeditá-lo, concentrando as ações de concursos em outros Estados e municípios brasileiros. Portanto, a democratização de acesso à produção literária é parte constitutiva deste projeto. A forma de divulgação dos eventos ligados a esta proposta, enquanto houver aporte de patrocínio empresarial, via Lei de Incentivo Rouanet, seguirá as regras das plataformas digitais e dos meios de comunicação afins à nossa estratégia de divulgação e promoção das logomarcas das empresas patrocinadoras. Nesse sentido: 1. Todos os concursos terão inscrição e entrada franca; 2. Todo material distribuído nas redes sociais seguirão o critério de acessibilidade estabelecido pelas plataformas das redes sociais em que o material for distribuído: com acesso gratuito às pessoas com acesso à internet que usarão o plano de seus dados móveis; 3. Um dia antes de cada concurso, haverá uma ação de visita ao local para a promoção in loco à comunidade adjacente ao evento (um carro de som será contratado um dia antes para divulgar o evento nas proximidades); os próprios espaços públicos dos concursos serão abertos ao público, quando for o caso, como no das Bibliotecas, mas não nos casos dos presídios e escolas, quando serão seguidas as medidas de segurança estabelecidas pela administração destas instituições. Em todos os casos, serão seguidos todos os critérios de acessibilidade e segurança expostos no item anterior. Inclusive, este momento antecipado será importante para a equipe do projeto "Por um Brasil que lê - LEIA UM LIVRO POR MÊS EM UM ANO!" testar a estrutura do local, suas acomodações e condições reais. 4. Dentro do possível, a própria visita antecipada de averiguação dos espaços terá um caráter comunicacional e de promoção do concurso por meio de registro audiovisual; e será conduzida como uma oportunidade, junto à comunidade objetivada, de se enfatizar a importância das obras e o valor inestimável do contato com elas através da leitura direta. Assim toda essa experiência comunicacional será registrada e disponibilizada gratuitamente nas redes sociais, transmitidas pela internet e mídias afins, ampliando ainda mais o acesso. E todo esse material seguirá sempre as ações de acessibilidade descritas no item anterior.
QUEM SOMOS Bec (Biblioteca de Estudos Científicos) é uma Editora acadêmica fundada no ano de 2005 em São Paulo, no bairro da Bela Vista que, inicialmente, publicou apenas algumas resenhas e trabalhos de estudantes universitários, sem fins comerciais. Sua inauguração, com o lançamento de seus fundamentos, sua marca e selo editorial só se deram, de fato, no mercado editorial brasileiro, a partir de meados de 2023 com o lançamento das obras-primas (todas traduzidas direto do idioma dinamarquês) do gênio da narrativa dinamarquesa, Jens Peter Jacobsen (1847-1885). Botânico, tradutor de Darwin para o dinamarquês, fundador da escola naturalista na Dinamarca, romancista e poeta: seus contos, reunidos no volume “Mogens e outros contos”, seu romance “Senhora Marie Grubbe”, ambos inéditos no Brasil, e, em nova tradução, seu mais famoso romance, “Niels Lyhne”, outrora lançado pela Editora Cosac & Naify são os três livros que inauguram a Coleção Biblioteca Nórdica; um espaço reservado para publicar obras de autores de países nórdicos, todas traduzidas do seu idioma original. Nossa missão e objetivo estão expressos no nosso logotipo, representado pelo símbolo de um livro aberto, simbolizando o hábito da leitura, e uma pena desenhada na capa, simbolizando o ofício do escritor. Foi com esse objetivo e missão que a Bec Editora nasceu: promover, estimular e incentivar a leitura, publicar e divulgar obras em todas as áreas do conhecimento: desde a literatura até a pesquisa científica; obras que contribuam com autoconhecimento, com o resgate e a elevação da alma humana. Acreditamos que a Literatura, a Arte da palavra escrita, além de resgatar e elevar o ser humano, ainda pode ajudá-lo a compreender-se a si mesmo, o outro e o mundo ao seu redor. Nossos lemas são: O mundo precisa de Arte! A Arte salvará o mundo! Invista na Arte! Invista na Cultura! Invista na Educação! Invista na Literatura! Integrantes fixos da equipe que viabilizará a realização das ações relacionadas a este projeto; desde a seleção das obras até a realização dos concursos in loco como juízes nas instituições públicas almejadas: Silvestre Manoel de Lima nasceu em 1971 no Piauí. Vindo para São Paulo em 1976, cresceu na periferia de São Paulo, no bairro de Guaianazes. Perdeu sua mãe ainda criança, com cinco anos de idade. Fato que marcou muito sua adolescência conturbada no bairro onde morava. Cercado pela criminalidade e ascensão das drogas, acabou se deixando influenciar por caminhos tortuosos. Foi nas condições difíceis, resultado desta vida tortuosa, que encontrou-se consigo mesmo através da Literatura. A descoberta da leitura como ato libertador foi o fato que mudou o seu caminho e sua vida definitivamente. Nesse período, teve contato com a Literatura brasileira e, mais ainda, com a Literatura estrangeira. Desta, seu livro de cabeceira, e que foi marcante para a tomada de um novo rumo em sua vida, foi “Os miseráveis” de Victor Hugo. Livro que conta a história da ascensão e redenção de um preso, e que faz parte da coleção proposta por este projeto. Foi com esse livro, no cárcere, que Silvestre incentivou vários companheiros de cela ao hábito da leitura; abriu várias salas de leituras e transformou muitas celas em pequenas bibliotecas. A Constituição Federal de 1988 estabelece que a privação da liberdade, ou seja, o encarceramento de uma pessoa, deve ter como objetivo primordial a ressocialização do indivíduo e a garantia da ordem pública. Em outras palavras, o sistema prisional deve buscar não apenas punir o indivíduo pelo crime cometido, mas também proporcionar meios para sua reintegração à sociedade como um cidadão livre de reincidir em práticas criminosas. Além disso, a Constituição também prevê que as condições nos estabelecimentos prisionais devem ser dignas, visando a assegurar a integridade física e moral dos detentos, bem como promover sua reinserção social. Apesar destes objetivos não constarem no modo como descrevemos, eles podem ser extraídos dos: Artigo 6º; Artigo 37, §6º; Artigo 10, §3º; e Artigo 5º, XLIX da CF. No entanto, é importante ressaltar que a realidade dos sistemas prisionais nem sempre condiz com esses princípios, e muitas vezes enfrentam problemas como superlotação, violência, falta de condições básicas de higiene e saúde, entre outros. Ao regressar à sociedade, após cumprir pena, Silvestre trabalhou em uma livraria. Depois abriu e fundou uma editora, para publicar vários livros que entendia poderem mudar a vida de um ser humano caído, fracassado e desiludido, e ajudá-lo a encontrar-se consigo mesmo e seu caminho. Mesmo em liberdade, passou por várias dificuldades com o preconceito social, mas, mesmo assim, superou a todos, e hoje se sente realizado pelo seu trabalho como editor, traduzindo, publicando e divulgando a Literatura: a Arte pela qual encontrou-se consigo mesmo e descobriu seu próprio caminho! Uma experiência que quer compartilhar agora com a sociedade brasileira. Profa. Renata Alves Nunes de Lima nasceu em 1971 em São Paulo, no bairro de Itaquera. É esposa e sócia de Silvestre Manoel de Lima na Editora BEC. É formada em pedagogia desde 2005, e trabalha como diretora de sua própria escola de educação infantil, fundada para trabalhar com crianças até os dez anos. Dada sua experiência com crianças, Renata, com seu sócio, tem vários projetos voltados para a publicação de Literatura infanto-juvenil. Prof. Dr. Daniel da Costa nasceu na periferia de São Paulo, bairro de Sapopemba, Zona Leste, em 1965. Dos 15 aos 22 anos de idade foi metalúrgico; depois deu início a sua formação acadêmica: tornou-se bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica de SP (1994); Bacharel (2004), licenciado (2006), mestre (2010) e doutor em filosofia (2014) pela USP. Trabalhando como músico e tradutor-revisor até então, tornou-se, em 2010, professor da rede pública estadual de SP e professor universitário de filosofia em universidade privada: UNISAL. Atuou como jornalista; foi também editor chefe de Editora, traduziu e revisou mais de 40 obras para diversas Editoras. É músico profissional, compositor e intérprete, com obras (MPB) lançadas. Possui artigos científicos em revistas especializadas de Filosofia e Teologia, em livros-coletânea e tem escrito livro de filosofia contemporânea no prelo. Prof. Weslley R. Palombarini é formado em relações internacionais pela FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), e ciências sociais pela USP (Universidade de São Paulo); mantém atividades como estudante/pesquisador. Com experiência na área do ensino, lecionou em colégios públicos como professor substituto, de 2015 à 2017. Neste período, foi membro do sindicato dos professores e eleito para o conselho municipal de bairro. Atuou também em partido político do bairro onde nasceu (Vila Guarani/Jabaquara), com o objetivo de desenvolver projetos educacionais na região. Em 2019 montou, com sua esposa, um cursinho popular na Zona Leste, Itaquera, periferia da cidade de São Paulo, com intuito de alcançar jovens de baixa renda. Seu principal objetivo, enquanto educador popular, é contribuir para a construção de novas relações de trabalho, aprendizado e capacitação profissional segundo planejamento político comunitário. Atualmente, o prof. Weslley está em processo de preparação para o concurso de mestrado na área de sociologia, com o tema: O ser social em Lukacs: os conceitos de trabalho, relações de produção e natureza na obra “Para uma ontologia do ser social.”
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.