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O projeto Re (Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas tem como objetivo desenvolver ao longo de 12 meses pesquisas e práticas cênicas que darão continuidade ao trabalho de investigação do coletivo Teatro Kaus sobre dramaturgias do Brasil e da América Latina. Busca viabilizar a manutenção da estrutura de funcionamento do coletivo para a realização de suas atividades artísticas de pesquisa e prática cênica de caráter continuado e permanente. Criar mecanismos físicos e financeiros para a realização de estreias, temporadas gratuitas, circulação de espetáculos, ações formativas, manutenção, reformas e melhorias da sua sede de trabalho na cidade de São Paulo etc. Apresentar como resultado a restreia do espetáculo Chuva de Anjos, do argentino Santiago Serrano; e estrear os espetáculos Como expressar uma dor, solo teatral do brasileiro Aimar Labaki; O Grande Amor de Nossas Vidas, da brasileira Consuelo de Castro;e As Três Velhas, do chileno Alejandro Jodorowsky.
ESPETÁCULOS DO PROJETO CHUVA DE ANJOS SINOPSE: Escrita em 2007, Chuva de Anjos, do argentino Santiago Serrano, propõe uma reflexão sobre a solidão e o individualismo nas grandes cidades. A peça apresenta um diálogo improvável entre duas mulheres rodeadas de edifícios altos, de onde se atiram alguns suicidas. Enquanto cada personagem se torna o cenário de sua própria tragédia, os males da contemporaneidade são apontados em um jogo de claro-escuro, de palavra e silêncio, de presença e ausência, e de caídas metafóricas. Autor: Santiago Serrano - Direção: Reginaldo Nascimento Elenco: Amália Pereira e Vera Monteiro Link filmagem do espetáculo: https://youtu.be/vtzfvUkaFc0 AUTOR: Santiago Serrano: Dramaturgo e psicanalista argentino. Ganhou o prêmio de Melhor Obra Original no Festival de Teatro do Centro Cultural Gral San Martín com o texto Dinosaurios, que foi traduzido e encenado no Brasil pelo Grupo Cena, de Brasília. No Brasil também já escreveu em português a peça Eldorado, para uma montagem com interpretação de Eduardo Okamoto; e a obra Noctiluzes, escrita especialmente para o Grupo Plagio, de Brasília. Ganhou prêmios na América Latina: o 4º Concurso Nacional de Obras de Teatro Breve del Instituto Nacional del Teatro (Argentina) pela sua obra Se mira y no se toca; o 2º prêmio no Certâmen Internacional de teatro da Cidade de Requena (España) organizado por CAT Arrabal com sua obra Sexualmente hablando. Escreveu ainda as peças: A Revolta, Entre Nós, Mãos Limpas, El Morales, A Pupila e As filhas de Eva, entre outras COMO EXPRESSAR UMA DOR: WORKSHOP TEÓRICO E PRÁTICO SINOPSE: O texto de Aimar Labaki Como Expressar uma Dor parte da paráfrase de uma palestra motivacional. Sozinha no palco – com a ajuda apenas de um técnico/ator – a protagonista vive em público momentos de mania/ depressão/ recuperação. Lorena, a palestrante orientadora do workshop, nos leva a entender como é difícil expressar uma dor. Como é difícil sentir-se só, vulnerável e ter que diante do mundo ser forte. A peça fala sobre irromper as paredes, atravessar oceanos de dor, para nos enxergarmos como o humano falho e frágil. Ensinar a ser feliz quando o coração sangra, contar traços de vida e revelar o sofrimento que a sociedade não vê, é matéria cênica deste espetáculo. Nas três Aulas/ palestras que se propõe a dar durante o espetáculo, revela um tanto de si e muito de nós, na sua aula, palestra, supostamente motivacional que assistimos, Lorena debate-se com seu Eu pessoal, seu EU social e sua íntima dor. Autor: Aimar Labaki - Direção: Reginaldo Nascimento Elenco: Amália Pereira. Link de ensaio aberto do espetáculo: https://youtu.be/SUj2oCoGDSU?si=9ljUTUPq3LVA-HAg AUTOR: Aimar Labaki: Dramaturgo brasileiro, roteirista, diretor de teatro e cinema, tradutor, ensaista e curador de artes cênicas. Como autor teatral escreveu Tudo de Novo no Front, por ele dirigida em 1992, Vermouth, (1998), A Boa (publicado pela editora Boitempo em 1999), Pirata na Linha (2000), Motorboy (2001), Fala in A Putanesca (2002), Campo de Provas (2007), Vestígios (2005), O Anjo do Pavilhão Cinco (2006), Miranda e a Cidade (2008), entre outras. Dirigiu as peças Prego na Testa, de Eric Bogosian (2006), A Graça da Vida (2007), MSTesão, texto de sua autoria (2008), entre outras. Na TV, escreveu as telenovelas Zazá (1997) e Quem é você? (1996), em colaboração com Lauro César Muniz, e participou da adaptação da novela Seus Olhos, veiculada no SBT. Em 2006 e 2007, escreveu a telenovela Paixões Proibidas, na TV Bandeirantes, livremente baseada nas obras Amor de Perdição e Mistérios de Lisboa, de Camilo Castelo Branco. Recentemente dirigiu o filme Cordialmente Teus, baseado em uma peça de mesmo nome de sua autoria. AS TRÊS VELHAS SINOPSE: Escrita em 2003 pelo dramaturgo Alejandro Jodorowsky, a peça As Três Velhas apresenta duas marquesas decadentes, gêmeas e octogenárias, Meliza e Grazia, que vivem em uma mansão em ruínas, devastadas pela fome e pelo abandono, sempre vigiadas pela centenária criada Garga. Em uma noite incomum, as duas irmãs e sua criada, vivem revelações chocantes que desenterram segredos profundos sobre as bizarras figuras, que conduzem a trama por caminhos inesperados. Descrita pelo próprio autor como um “melodrama grotesco”, a peça mistura humor, drama e tragédia. AUTOR: Alejandro Jodorowsky: Nasceu em Tocopilla, Chile em 7 de fevereiro de 1929. É cineasta, ator, poeta, escritor e psicólogo ("psicomago", como se autodenomina). Em 1955 mudou-se para Paris onde estudou mímica com Marcel Marceau e conheceu Roland Topor e Fernando Arrabal, e juntos criaram o Moviment Panique, em 1962. É conhecido mundialmente por seus filmes de vanguarda, como El Topo (1970), A Montanha Sagrada (1973) e A Dança da Realidade (2013), que o estabeleceram como um dos diretores mais transgressores do Século XX. Nos quadrinhos, desenvolveu o conceito de “Jodoverso”, que abrange os derivados de Incal, como A Casta dos Metabarões, Os Tecnopapas e Castaka, Bórgia, A Louca do Sagrado Coração, Olhos de Gato, Bouncer, entre outras. Em teatro, escreveu as peças: O Minotauro, Zaratustra, O Jogo que Todos Jogamos, Um sonho sem fim, Ópera Pânica, Escola de Ventrílocos e As Três Velhas, entre outras. O GRANDE AMOR DE NOSSAS VIDAS SINOPSE: A peça fala da alienação de uma família de classe média baixa brasileira. O pai é um ex operário de uma fábrica de papel higiênico, sujeito absolutamente reacionário, que acredita que o povo brasileiro é covarde, preguiçoso, omisso, que bate nos filhos para manter a moral e a dignidade. Nesse núcleo, os fantasmas de uma sociedade injusta se transferem para o seio do grupo familiar, onde floresce a prepotência e a violência. AUTORA: Consuelo de Castro: Dramaturga, roteirista e publicitária. Nasceu em Araguari, Minas Gerais, em 1946 e faleceu em São Paulo, São Paulo, em 2016. Estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Participou ativamente do movimento estudantil dos anos 60. Escreveu seu primeiro texto em 1968, À Prova de Fogo, proibida pela censura e premiada em 1974 pelo Serviço Nacional de Teatro. A peça só estreia em 1993, com direção de Aimar Labaki. Em 1969, escreve seu segundo texto À Flor da Pele, o primeiro a ser montado, e que recebeu o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos Teatrais (APCT). Na década de 70 escreveu Caminho de Volta, dirigida por Fernando Peixoto, em 1974 e vencedora dos prêmios Milière e APTC. Em 1975, escreve A Cidade Impossível de Pedro Santana, ganhadora do Concurso de Dramaturgia do Serviço Nacional de Teatro e O Grande Amor de Nossas Vidas, montada por Gianni Rato, em São Paulo, em 1979 e no Rio de Janeiro, em 1980. Na década de 80 escreve as peças Louco Circo do Desejo; Stript-Tease; Marcha à Ré; Mel de Pedra e Uma Caixa de Outras Coisas. Escreveu também as peças: Medéia: Memórias do Mar Aberto; Making Off e Only You, entre outras. CURSO MONTAGEM GRATUITO: Curso montagem do texto Milagre na Cela, de Jorge Andrade. Serão selecionados até 20 (vinte) participantes, estudantes de teatro, atores e atrizes recém-formados para o curso de prática e montagem da peça. O curso é gratuito e terá duração de 4 meses, no final serão realizadas apresentações da peça. As aulas acontecem no Studio do Kaus e as apresentações no Teatro Paiol Cultural.Professores: Reginaldo Nascimento e Amália Pereira MESAS DE DEBATES GRATUITO: Memória do Teatro Paulistano, os anos de chumbo para a cena na cidade e reação na dramaturgia e dos grupos teatrais da época, convidados: Paula Autran e José Arrabal. O Teatro Paiol e outros teatros e prédios históricos, como manter essas edificações ante a especulação imobiliária e a verticalização da cidade?, convidados:Miriam Mehler e Nabil Bonduki. Atividade Gratuita no Teatro Paiol Cultural.
OBJETIVO GERAL Re(existir) Teatro Kaus 25 anos Trajetória e perspectivas O projeto Re(existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas tem como objetivo dar sequência ao trabalho do grupo Teatro Kaus Cia Experimental, da cidade de São Paulo, fomentando seu processo criativo de formação, pesquisas e prática cênica, abrindo espaço para treinamentos, oficinas, debates, produção e encenações de espetáculos, dando continuidade à trajetória do coletivo. Criado em 1998 na cidade de São José dos Campos e migrado para a capital paulista em 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental completou 25 anos de criação em dezembro último e busca recursos para ampliar sua atuação na cidade de São Paulo, ampliando sua sede de produção na cidade, e abrindo possibiliddaes para circulação de seus trabalhos em outras regiões do Estado e do Brasil, gerando intercâmbio de trabalhos e procesos. Em mais de duas décadas o grupo vem produzindo espetáculos, debates, encontros, cursos e publicações que tem marcado sua trajetória e contribuição acerca das práticas do sujeito histórico teatro de grupo na cidade de São Paulo. A busca do Teatro Kaus Cia Experimental por recurosos para seus projetos é para grantir e manter suas atividades permanentes, o trabalho de pesquisa, criação e apresentações teatrais, garantindo que o núcleo fixo de atores e atrizes que hoje integram o coletivo possam se dedicar com mais tranquilidade as investigações do grupo. Entre atrizes, atores, diretores e técnicos, e os demais artistas convidados, aproximadamente 30 pessoas estão envolvidas nas ações de continuidade das práticas do coletivo. O Projeto Re(Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas, é a garantia de manutenção da trajetória do coletivo Teatro Kaus no sentido de dar continuidade a linha de pesquisa que alimenta a prática do grupo. Permite a manutenção e o funcionamento de sua sede de trabalho, possibilita a fruição dos trabalhos do grupo, a difusão das dramaturgias estudadas, garantindo emprego e renda para uma cadeia de artistas e prestadores de serviço envolvidos nas ações do ptojeto. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. O projeto Re(Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas tem como objetivo desenvolver ao longo de 12 meses pesquisas e práticas cênicas que darão continuidade ao trabalho de investigação do Teatro Kaus sobre dramaturgias do Brasil e da América Latina. 2. Viabilizar a manutenção da estrutura de funcionamento do coletivo Teatro Kaus Cia Experimental para a realização de suas atividades artísticas de pesquisa e prática cênica de caráter continuado e permanente. Criar mecanismos físicos e financeiros para a realização de temporadas gratuitas, circulação de espetáculos, ações formativas, debates e manutenção, reformas e melhorias da sua sede de trabalho na cidade de São Paulo. 3. Realizar reestreia e circulação do texto: Chuva de Anjos, do dramaturgo argentino Santiago Serrano, que estreou em 2022, realizando um total de 12 sessões, divididas em quatro regiões da cidade em teatros distritais, espaços de coletivos, Céus, todas com ingressos gratuitos. 4. Finalização de produção, estreia e temporada do texto Como expressar uma dor, solo teatral do dramaturgo brasileiro Aimar Labaki, realizando um total de 12 sessões, divididas em quatro regiões da cidade em teatros distritais, espaços de coletivos, Céus, todas com ingressos gratuitos. 5. Produção, estreia e temporadas de dois novos espetáculos no coletivo. Da dramaturgia brasileira será encenado texto O Grande Amor de Nossas Vidas, de Consuelo de Castro, e da dramaturgia em língua hispânica a peça As Três Velhas, do dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky. Serão realizadas 12 sessões de cada um dos espetáculos, no Teatro Paiol Cultural, contribuído para a revitalização do espaço, todas apresentações com ingressos paguem quanto quiser. Serão realizadas mais 8 sessões de cada espetáculo, divididas em quatro regiões da cidade em teatros distritais, espaços de coletivos, Céus, todas com ingressos gratuitos. 6. Circulação Gratuita do Repertório do Kaus, realizar a apresentações dos espetáculos Chuva de Anjos, Como Expressar uma dor e As Três Velhas, em quatro cidades do interior do estado de São Paulo e mais duas cidades fora da região Sudeste, sendo um espetáculo por dia, de sexta a domingo, em cada cidade visitada. Dentro da Programação da circulação será realizada a Oficina Travessias e Voltas, os processos criativos do Teatro Kaus, partilha de treinamentos e estudos teóricos do grupo sobre teatro brasileiro e de língua hispânica para artistas locais com o diretor Reginaldo Nascimento e integrantes do coletivo Teatro Kaus. 7. Realização de ações de contrapartida social do projeto: - Temporadas dos espetáculos Chuva de Anjos e Como Expressar uma dor, gratuitas e decentralizadas. - Temporadas dos espetáculos As Três Velhas e O Grande Amor de Nossas Vidas, no Teatro Paiol Cultural, com ingressos pague quanto quiser. - Debates gratuitos após algumas sessões dos espetáculos. - Leitura encenada e gratuita do texto Fábrica de Chocolate, de Mário Prata, no Teatro Paiol Cultural. - Curso montagem gratuito da peça Milagre na Cela, de Jorge Andrade, que irá selecionar 20 alunos para trabalharem com o texto durante 4 meses, no Studio do Kaus e realizar apresentações no Teatro Paiol Cultural, com ingressos pague quanto quiser. - Duas mesas gratuitas, abertas ao público, no Teatro Paiol, para debater os temas trabalhados no projeto: Mesa 1: Memória do Teatro Paulistano, os anos de chumbo para a cena na cidade e reação na dramaturgia e dos grupos teatrais da época. Convidados: Paula Autran e José Arrabal. Mesa 2: O Teatro Paiol e outros teatros e prédios históricos, como manter essas edificações ante a especulação imobiliária e a verticalização da cidade? Convidados: Miriam Melher e Nabil Bonduki. 8. Circulação Gratuita do Repertório do Kaus.
O Teatro Kaus Cia Experimental, com seus 25 anos dedicados ao teatro de grupo, é um coletivo que, assim como muitos outros da cena na Cidade de São Paulo, foram forjados na luta pelo direito e o acesso à cultura para todos e todas e em todas as classes sociais. Na trajetória do grupo estivemos juntos na luta por políticas públicas e projetos como o Programa de Fomento ao Teatro, Prêmio Zé Renato, entre outros, e tudo no sentido de contribuir para que os coletivos pudessem desenvolver suas pesquisas e práticas de forma continuada. O Kaus, desde sua criação, concebeu espetáculos, organizou debates, cursos e publicações de livros e revistas, oferecidas a comunidade sempre de forma gratuita. Distribuímos cerca de 2000 mil exemplares de cada edição dos Cadernos do Kaus com dramaturgias traduzidas e textos sobre processos de trabalho do coletivo, hoje presente na maioria das bibliotecas municipais, circulamos em teatros distritais, Casas de Cultura e outros espaços com os espetáculos criados, sempre com o objetivo de chegar ao maior número de pessoas possível. Aos 25 anos, agora na fase adulta, nossa peleja continua a mesma, que é dar continuidade a nossa linha de pesquisa, criar espetáculos e outras ações que aproximem cada vez mais os trabalhos do grupo da população na cidade de São Paulo, buscando nesse momento ampliar o alcance de nossos trabalho para além das fronteiras do estado, visitando outras cidades, outros territórios para partilhar saberes, garantindo que continuemos a existir como coletivo. Os vinte e cinco anos de labuta deste grupo, de alguma forma, justificam nossa insistência nessas empreitadas e nossa busca para garantir recursos que possam nos permitir existir e resistir na práxis cênica do teatro de grupo na cidade de São Paulo. O projeto Re(Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas, proposta de trabalho apresentada pelo grupo Teatro Kaus, é a busca do coletivo pela manutenção e continuidade da nossa pesquisa e prática cênica. Pretende garantir a manutenção da investigação dramatúrgica, estética, poética e cênica desenvolvida, que tem como objetivo revelar na cena dramaturgias do Brasil, América Latina e países de língua hispânica, inéditas ou não, que abordem temáticas sociais, políticas e poéticas, e onde o humano com suas lutas diárias diante dos desafios do mundo contemporâneo esteja no foco da investigação. Ao definirmos uma obra a ser investigada e encenada no coletivo, o primeiro ponto é que ela tenha algo a dizer a esse humano dos tempos atuais, não é a mera reprodução e sim a ressignificação de temas, estéticas e provocações dramatúrgicas que chegam as tábuas do teatro no tempo presente. Levamos em conta o quanto o texto contribui para revermos a própria história do Brasil, a nossa trajetória enquanto coletivo teatral e as possíveis relações destas obras com países que nos cercam, daí a ponte entre as obras do Brasil e da América Latina. As dramaturgias trabalhadas são o reflexo da nossa trajetória quando ainda se debruça nas poéticas de língua hispânica, é quase um fechamento de ciclo, e que projeta nosso desejo de transição para uma nova empreitada, apontando como perspectivas para a continuidade do trabalho um retorno a dramaturgia brasileira, pensando nos 60 anos de 1964. Entendemos que é o momento de falar desse período histórico, para que tempos sóbrios não voltem a atormentar o já tão calejado povo brasileiro. O Brasil dos últimos anos serviu como matéria de pesquisa para definir nossas escolhas, retomando nossa própria história com os textos nacionais, agora ressignificamos nosso olhar sobre o país de hoje e aquele dos idos das décadas de 60, 70, 80. A pesquisa e prática onde estamos investidos transita com a reafirmação da trajetória do coletivo, começando pela reestreia de Chuva de Anjos, um dos últimos espetáculos produzidos pelo Teatro Kaus. O espetáculo criado pelo coletivo em um processo híbrido em tempos pandêmicos, e estreando presencialmente em 2022, é uma espécie de retrato destes tempos e propõe uma reflexão sobre a solidão e o individualismo nas grandes cidades. Ao resvalar no tema tabu do suicídio, a peça amplia a função social do teatro, possibilitando a apresentação do tema, abrindo canais de debate, e incluindo aqueles e aquelas que encontram na arte um caminho para o alívio das dores da alma. CHUVA DE ANJOS: Escrita em 2007, pelo argentino Santiago Serrano, a peça apresenta um diálogo improvável entre duas mulheres rodeadas de edifícios altos, de onde se atiram alguns suicidas. Enquanto cada personagem se torna o cenário de sua própria tragédia, os males da contemporaneidade são apontados em um jogo de claro-escuro, de palavra e silêncio, de presença e ausência, e de caídas metafóricas. Autor: Santiago Serrano - Direção: Reginaldo Nascimento - Elenco: Amália Pereira e Vera Monteiro Link filmagem do espetáculo: https://youtu.be/vtzfvUkaFc0 Em suas pesquisas, no processo prático do coletivo, já sendo trabalhado desde 2023, o espetáculo Como expressar uma dor, do dramaturgo brasileiro Aimar Labaki, nosso flerte com a dramaturgia nacional, é também um aprofundamento das pesquisas do coletivo acerca dos males da contemporaneidade, que adoecem tantos e tantas na sua labuta pela vida. Tendo a depressão como tema, a peça fala sobre irromper as paredes, atravessar oceanos de dor, para nos enxergarmos como o humano falho e frágil e nos leva a entender como é difícil expressar uma dor. COMO EXPRESSAR UMA DOR: parte da paráfrase de uma palestra motivacional. Sozinha no palco _ com a ajuda apenas de um técnico/ator _ a protagonista vive em público momentos de mania/ depressão/ recuperação. Lorena, a palestrante orientadora do workshop, nos leva a entender como é difícil expressar uma dor. Como é difícil sentir-se só, vulnerável e ter que diante do mundo ser forte. Autor: Aimar Labaki - Direção: Reginaldo Nascimento - Elenco: Amália Pereira. Link de ensaio aberto do espetáculo: https://youtu.be/SUj2oCoGDSU?si=9ljUTUPq3LVA-HAg Para fechar um ciclo com obras de língua hispânica restava ao coletivo encenar Alejandro Jodorowsky, já quem em 2010, ao encenar Fernado Arrabal, guardávamos esse desejo de retomar as experiências com a linguagem do Teatro Pânico e o absurdo, e o texto escolhido foi As Três Velhas. Escrita em 2003, pelo dramaturgo Alejandro Jodorowsky, a peça As Três Velhas apresenta duas marquesas decadentes, gêmeas e octogenárias, Meliza e Grazia, que vivem em uma mansão em ruínas, devastadas pela fome e pelo abandono, sempre vigiadas pela centenária criada Garga. Em uma noite incomum, as duas irmãs e sua criada, vivem revelações chocantes que desenterram segredos profundos sobre as bizarras figuras, que conduzem a trama por caminhos inesperados. Descrita pelo próprio autor como um "melodrama grotesco", a peça mistura humor, drama e tragédia. A pesquisa do coletivo Teatro Kaus já vislumbrava um retorno a dramaturgia Brasileira e, sobretudo, diante de tantas as ameaças contra a democracia e a reedição de pedidos de ditatura, enxergamos nos 60 anos de 64 nossa porta para retomar na cena histórias tão caras ao povo brasileiro, no sentido de rever para não esquecer escolhemos o texto O Grande Amor de Nossas Vidas, da brasileira Consuelo de Castro. A peça foi escrita durante a ditadura e aborda a morte de um personagem nas dependências de um órgão de segurança, prática comum durante o período do regime militar.
O coletivo Teatro Kaus com suas ações de pesquisa e práxis cênica vem proporcionando ao longo dos anos espetáculos, encontros, debates, cursos e publicações para difusão de suas pesquisas. Encenou vários espetáculos, promoveu oficinas, cursos, encontros e debates, além de lançar três edições dos Cadernos do Kaus, livros e revista, com as pesquisas e parte dos textos traduzidos e catalogados. Com a prática de realizar ações gratuitas em seus projetos, o grupo mantém diálogo com os diversos públicos da cidade, e em várias camadas sociais, democratizando o acesso aos bens culturais e artísticos, justificando a manutenção das ações de continuidade do trabalho do coletivo e possibilitando ampliar o alcance dos processos criativos do Teatro Kaus. A busca do Teatro Kaus Cia Experimental nos seus 25 anos de dedicação ao teatro de grupo é manter suas atividades permanentes, o trabalho de pesquisa, criação e apresentações teatrais, garantindo que o núcleo fixo de atores e atrizes possa se dedicar com mais tranquilidade as investigações do grupo. Entre atrizes, atores, diretores e técnicos, e os demais artistas convidados, aproximadamente 30 pessoas estarão envolvidas nas ações de continuidade das práticas do coletivo. O Projeto Re(Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas, é a garantia de manutenção da trajetória do coletivo Teatro Kaus no sentido de dar continuidade a linha de pesquisa que alimenta a prática do grupo. Permite a manutenção e o funcionamento de sua sede de trabalho, o Studio do Kaus, possibilita a fruição dos trabalhos do grupo, a difusão das dramaturgias estudadas e os processos criativos, essa efervescência de vida e nossa imensa capacidade de produzir, mesmo diante das imensas dificuldades enfrentadas, nos incentiva a ver no futuro, nosso (Re) existir. Está na nossa prática, na coerência de nossa pesquisa, na continuidade de nosso trabalho, que completou 25 anos ininterruptos, nossa justificativa para pleitear patrocínios por meio de leis de incentivo. O que estamos a fazer e pensar, nossas produções, espetáculos, cursos, publicações, entre outras ações, não encontram eco em uma cena capitalista e mercadológica. Necessitamos dos programas de apoios e financiamentos a cultura públicos para continuar a existir, nos mantendo fiéis a nossa essência, e (Re) existindo na nossa trajetória como coletivo teatral na cidade de São Paulo.
ESPETÁCULOS - TEMPORADAS GRATUITAS DECENTRALIZADAS: Serão realizadas 24 apresentações teatrais gratuitas dos espetáculos: Chuva de Anjos, do dramaturgo argentino Santiago Serrano, e Como expressar uma dor: workshop prático e teórico, do dramaturgo brasileiro Aimar Labaki, realizando 12 sessões descentralizadas de cada espetáculo em até quatro regiões da cidade de São Paulo. - TEMPORADAS INGRESSOS PAGUE QUANTO QUISER: Serão realizadas 24 apresentações teatrais dos espetáculos: As Três Velhas, do dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky, e O Grande Amor de Nossas Vidas, texto da brasileira Consuelo de Castro, realizando 12 sessões cada espetáculo no Teatro Paiol Cultural, na região central da cidade de São Paulo, com ingressos pague quanto quiser, mantendo o compromisso de gratuidade para moradores do entorno e pessoas em situação de vulnerabilidade, possibilitando o amplo acesso da população ao bem cultural. Serão realizadas também mais 8 sessões de cada espetáculo, divididas em quatro regiões da cidade em teatros distritais, espaços de coletivos, Céus, todas com ingressos gratuitos. - CIRCULAÇÃO GRATUITA REPERTÓRIO DO KAUS: Realizar a apresentações dos espetáculos Chuva de Anjos, Como Expressar uma dor: workshop prático e teórico e As Três Velhas, em quatro cidades do interior do estado de São Paulo e mais uma cidade fora da região sudeste, sendo um espetáculo por dia, de sexta a domingo, em cada cidade visitada. FORMAÇÃO E DIFUSÃO ATIVIDADES GRATUITAS: Realizar apresentações de espetáculos, oficina, debates gratuitos, para além de alimentar o processo criativo do grupo, o projeto partilha saberes que ampliam a difusão das práticas cênicas do teatro de grupo na cidade de São Paulo e outras cidades, criando formas de acesso da comunidade as criações artísticas oriundas das investigações do grupo. - DEBATES GRATUITOS: Durante algumas sessões dos espetáculos serão realizados debates após as apresentações com os artistas do espetáculo e o público, com o objetivo de aprofundar as questões apresentadas na obra e suas reverberações na sociedade. - PARTILHA DE PROCESSOS: Dentro da Programação da circulação do Repertório do Kaus será realizada a oficina Travessias e Voltas, os processos criativos do Teatro Kaus, partilha de treinamentos e estudos teóricos do grupo sobre teatro brasileiro e de língua hispânica para artistas locais com o diretor Reginaldo Nascimento e integrantes do coletivo Teatro Kaus. - LEITURA ENCENADA: Leitura encenada do texto Fábrica de Chocolate, de Mario Prata. Sinopse: Escrita por Mário Prata, em 1975, logo após a morte de Vladmir Herzog, Fábrica de Chocolate se desenvolve durante a ditadura militar, quando um operário de uma fábrica de chocolate morre, após ser torturado pelos agentes da repressão. Na peça, o órgão repressor tenta provar que o assassinato foi, na verdade, um suicídio, e que a vítima parece ter se enforcado. Com atores e atrizes do Teatro Kaus e convidados. Atividade Gratuita, no Teatro Paiol Cultural. - CURSO MONTAGEM: Curso montagem do texto Milagre na Cela, de Jorge Andrade. Sinopse: Milagre na Cela narra, sem maniqueísmos, a relação de torturador e torturada. O confronto de duas forças que se contrapõem e que, inclusive, trocam de posição. O agente da brutalidade se degrada ao degradar a vítima. Este é o preço mínimo. Mas dentro do esquema podem surgir as mais inesperadas complicações. A ação dramática segue num crescente, até atingir um estado de tensão asfixiante. Joana, a freira, é presa acusada de ser subversiva, a partir deste momento começa a se desenrolar a história da peça. Serão selecionados até 20 (vinte) participantes, estudantes de teatro, atores e atrizes recém-formados para o curso de prática e montagem da peça. O curso é gratuito e terá duração de 4 meses, no final serão realizadas apresentações da peça. As aulas acontecem no Studio do Kaus e as apresentações no Teatro Paiol Cultural. MESAS DE DEBATES 1) Memória do Teatro Paulistano, os anos de chumbo para a cena na cidade e reação na dramaturgia e dos grupos teatrais da época. Convidados: Paula Autran e José Arrabal Paula Autran: Doutora e mestre em Artes Cênicas pela ECA/USP. Tem graduação em história (USP) e jornalismo (PUC/SP). Professora de dramaturgia, tendo ministrado aulas no Brasil e em Portugal, nos últimos 15 anos. É escritora com dez livros publicados, entre os quais: “Teoria e Prática do Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena”, Dobra editorial, e dramaturga. José Arrabal: Foi professor da PUC-SP, Universidade Metodista, UNIP e FAAP, nos segmentos de Letras e Comunicação Social. Como jornalista, trabalhou em revistas, jornais e agências de notícias do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde exerceu atividades de redator, articulista e editor de assuntos internacionais. Foi crítico de literatura e teatro, editor de cultura e correspondente estrangeiro em países da América Latina. Atividade Gratuita, no Teatro Paiol Cultural. 2) O Teatro Paiol e outros teatros e prédios históricos, como manter essas edificações ante a especulação imobiliária e a verticalização da cidade? Convidados: Miriam Mehler e Nabil Bonduki Miriam Mehler: Atriz, formada pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1957, vinculada ao Teatro de Arena, ao TBC e ao Teatro Oficina, no início de sua carreira. Fundou o Teatro Paiol, junto com Perry Salles em 1969, onde passa a produzir montagens significativas nos anos 1970 e 1980. Em 70 anos de carreira, atuou em vários espetáculos, cinema e TV, sendo dirigida por diretores como Zé Renato, Antunes Filho e José Celso Martinez Corrêa. Recebeu, entre outros prêmios, o Shell, APCA, APTR e Bibi Ferreira. Nabil Bonduki: É arquiteto e urbanista, formado pela Universidade de São Paulo (1978), mestre (1987) e doutor (1995) em Estruturas Ambientais Urbanas pela USP, sendo atualmente Professor Titular de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi professor de História da Arquitetura e Urbanismo na Escola de Engenharia de São Carlos (1986-2005). Desde 2017, é colunista de temas urbanos do Jornal Folha de São Paulo e, desde 2019, da Rádio USP. Atividade Gratuita no Teatro Paiol Cultural. ESTIMATIVA DE PÚBLICO Com atividades gratuitas e a preços acessíveis, o projeto busca chegar a estudantes, professores, atores, pesquisadores e público em geral de todas as camadas da sociedade com idade a partir de 12 anos, que terão acesso às ações do coletivo em várias regiões da cidade, do estado e da região nordeste do país em teatros públicos, céus, e casas de cultura quando for possível, e ou espaços de coletivos e particulares alugados. A estimativa é a de atingirmos um público de cerca de 10.000 pessoas ou mais durante todas as ações do projeto.
Com relação as ações de Acessibilitade, o projeto Re(existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas prevê apresentações em espaços onde normalmente já existem rampas de acesso para portadores de necessidades especiais, e sempre que necessário a produção providenciará as adaptações. Em todos os locais um profissional da equipe estará disponível para auxiliar o acesso a um lugar com conforto e de boa visualização dos espetáculos. Em espaços públicos, serão demarcadas áreas reservadas para cadeirantes, portadores de necessidades especiais e idosos. Das apresentações que a proposta prevê, até 20% contarão como medida de acessibilidade com a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS), e os dias de suas realização serão amplamente divulgados para que chegue ao público interessado. Detalhamento 1- Planejar com antecedência local, comunicação, alimentação, transporte e eventuais atividades necessárias para tornar o ambiente acessível. 2- A comunicação dos locais acessíveis no evento será informada por meio do Símbolo Internacional de Acesso para identificar espaços acessíveis ou utilizáveis por pessoas com deficiência e/ou com mobilidade reduzida. 3- Promover, quando necessário, a adequação de espaços, eliminação de barreiras físicas e outros ajustes nos espaços utilizados pelo projeto. 4- Verificação dos espaços para certificar se eles oferecem rampas, elevadores e banheiros adaptados, calçadas com piso tátil etc. 5- Possibilitar acessibilidade nas apresentações e na divulgação das atividades do projeto com alguma medida audiovisual ou auditiva, como a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS). 6- Contratação de um intérprete de Libras para apresentações especificas dos espetáculos. 7- Criação e difusão de material de divulgação, informações sobre a peça, texto, artistas envolvidos e tema debatido, com acesso a áudio descrição e ou linguagens de sinais acessada por QrCode em qualquer equipamento conectado a internet.
CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Nós, do Teatro Kaus Cia Experimental, entendemos que os projetos da Cia nesses últimos anos e o Projeto Re(Existir) Teatro Kaus 25 anos - Trajetória e perspectivas, que contempla a manutenção de um coletivo cênico com pesquisa e prática de forma continuada, viabilizando sua pesquisa com a produção de espetáculos, difusão de dramaturgias, leituras, oficinas etc., são sempre a possibilidade de criar mecanismos de acesso à arte e consequente difusão dos processos artísticos de grupos como o Teatro Kaus. Entre as atividades a serem realizadas no projeto estão as seguintes ações de partilha e troca com a comunidade, no sentido de que todos e todas possam compartilhar da arte e entrar em diálogo com as formas do fazer cênico, o teatro de grupo, dramaturgias e processos artísticos. ESPETÁCULOS: - TEMPORADAS GRATUITAS DECENTRALIZADAS: Serão realizadas 24 apresentações teatrais gratuitas dos espetáculos: Chuva de Anjos, do dramaturgo argentino Santiago Serrano, e Como expressar uma dor, do dramaturgo brasileiro Aimar Labaki, realizando 12 sessões descentralizadas de cada espetáculo em até quatro regiões da cidade de São Paulo. - TEMPORADAS INGRESSOS PAGUE QUANTO QUISER: Serão realizadas 40 apresentações teatrais dos espetáculos: As Três Velhas, do dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky, e O Grande Amor de Nossas Vidas, texto da brasileira Consuelo de Castro, realizando 12 sessões cada espetáculo no Teatro Paiol Cultural, na região central da cidade de São Paulo, com ingressos pague quanto quiser, mantendo o compromisso de gratuidade (para moradores do entorno e pessoas em situação de vulnerabilidade), possibilitando o amplo acesso da população ao bem cultural. Serão realizadas também mais 8 sessões de cada espetáculo, divididas em quatro regiões da cidade em teatros distritais, espaços de coletivos, Céus, todas com ingressos gratuitos. - CIRCULAÇÃO GRATUITA REPERTÓRIO DO KAUS: Realizar a apresentações dos espetáculos Chuva de Anjos, Como Expressar uma dor e As Três Velhas, em quatro cidades do interior do estado de São Paulo e mais duas cidades fora da região sudeste, sendo um espetáculo por dia, de sexta a domingo, em cada cidade visitada. FORMAÇÃO E DIFUSÃO ATIVIDADES GRATUITAS: Realizar apresentações de espetáculos, oficina, debates gratuitos, para além de alimentar o processo criativo do grupo, o projeto partilha saberes que ampliam a difusão das práticas cênicas do teatro de grupo na cidade de São Paulo, criando formas de acesso da comunidade as criações artísticas oriundas das investigações do grupo. - DEBATES GRATUITOS: Durante algumas sessões dos espetáculos serão realizados debates após as apresentações com os artistas do espetáculo e o público, com o objetivo de aprofundar as questões apresentadas na obra e suas reverberações na sociedade. - PARTILHA DE PROCESSOS: Dentro da Programação da circulação do Repertório do Kaus será realizada a oficina Travessias e Voltas, os processos criativos do Teatro Kaus, partilha de treinamentos e estudos teóricos do grupo sobre teatro brasileiro e de língua hispânica para artistas locais com o diretor Reginaldo Nascimento e integrantes do coletivo Teatro Kaus. - LEITURA ENCENADA: Leitura encenada do texto Fábrica de Chocolate, de Mario Prata. Sinopse: Escrita por Mário Prata, em 1975, logo após a morte de Vladmir Herzog, Fábrica de Chocolate se desenvolve durante a ditadura militar, quando um operário de uma fábrica de chocolate morre, após ser torturado pelos agentes da repressão. Na peça, o órgão repressor tenta provar que o assassinato foi, na verdade, um suicídio, e que a vítima parece ter se enforcado. Com atores e atrizes do Teatro Kaus e convidados. Atividade Gratuita no Teatro Paiol Cultural. - CURSO MONTAGEM: Curso montagem do texto Milagre na Cela, de Jorge Andrade. Sinopse: Milagre na Cela narra, sem maniqueísmos, a relação de torturador e torturada. O confronto de duas forças que se contrapõem e que, inclusive, trocam de posição. O agente da brutalidade se degrada ao degradar a vítima. Este é o preço mínimo. Mas dentro do esquema podem surgir as mais inesperadas complicações. A ação dramática segue num crescente, até atingir um estado de tensão asfixiante. Joana, a freira, é presa acusada de ser subversiva, a partir deste momento começa a se desenrolar a história da peça. Serão selecionados até 20 (vinte) participantes, estudantes de teatro, atores e atrizes recém-formados para o curso de prática e montagem da peça. O curso é gratuito e terá duração de 4 meses, no final serão realizadas apresentações da peça. As aulas acontecem no Studio do Kaus e as apresentações no Teatro Paiol Cultural. Professores: Reginaldo Nascimento e Amália Pereira MESAS DE DEBATES 1) Memória do Teatro Paulistano, os anos de chumbo para a cena na cidade e reação na dramaturgia e dos grupos teatrais da época. Convidados: Paula Autran e José Arrabal Paula Autran: Doutora e mestre em Artes Cênicas pela ECA/USP. Tem graduação em história (USP) e jornalismo (PUC/SP). Professora de dramaturgia, tendo ministrado aulas no Brasil e em Portugal, nos últimos 15 anos. É escritora com dez livros publicados, entre os quais: “Teoria e Prática do Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena”, Dobra editorial, e dramaturga. José Arrabal: Foi professor da PUC-SP, Universidade Metodista, UNIP e FAAP, nos segmentos de Letras e Comunicação Social. Como jornalista, trabalhou em revistas, jornais e agências de notícias do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde exerceu atividades de redator, articulista e editor de assuntos internacionais. Foi crítico de literatura e teatro, editor de cultura e correspondente estrangeiro em países da América Latina. Atividade Gratuita no Teatro Paiol Cultural. 2) O Teatro Paiol e outros teatros e prédios históricos, como manter essas edificações ante a especulação imobiliária e a verticalização da cidade? Convidados: Miriam Melher e Nabil Bonduki Miriam Mehler: Atriz, formada pela Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1957, vinculada ao Teatro de Arena, ao TBC e ao Teatro Oficina, no início de sua carreira. Fundou o Teatro Paiol, junto com Perry Salles em 1969, onde passa a produzir montagens significativas nos anos 1970 e 1980. Em 70 anos de carreira, atuou em vários espetáculos, cinema e TV, sendo dirigida por diretores como Zé Renato, Antunes Filho e José Celso Martinez Corrêa. Recebeu, entre outros prêmios, o Shell, APCA, APTR e Bibi Ferreira. Nabil Bonduki: É arquiteto e urbanista, formado pela Universidade de São Paulo (1978), mestre (1987) e doutor (1995) em Estruturas Ambientais Urbanas pela USP, sendo atualmente Professor Titular de Planejamento Urbano da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi professor de História da Arquitetura e Urbanismo na Escola de Engenharia de São Carlos (1986-2005). Desde 2017, é colunista de temas urbanos do Jornal Folha de São Paulo e, desde 2019, da Rádio USP. Atividade Gratuita no Teatro Paiol Cultural. ESTIMATIVA DE PÚBLICO Com atividades gratuitas e a preços acessíveis, o projeto busca chegar a estudantes, professores, atores, pesquisadores e público em geral de todas as camadas da sociedade com idade a partir de 12 anos, que terão acesso às ações do coletivo em várias regiões da cidade, do estado e da região nordeste do País em teatros públicos, céus, e casas de cultura quando for possível, e ou espaços de coletivos e particulares alugados. A estimativa é a de atingirmos um público de cerca de 10.000 pessoas ou mais durante todas as ações do projeto.
O Teatro Kaus Cia Experimental foi criado em dezembro 1998 pelo Diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e Jornalista Amália Pereira, ambos socios da Kaus Produções, os socios da empresa desempenham funçoes administrativas de produção e artisticas dentro das atividades do coletivo desde de sua criação. Núcleo Fixo Teatro Kaus Cia Experimental Reginaldo Nascimento – Diretor artístico e Coordenação de Produção Amália Pereira – Atriz e Produtora Executiva Vera Monteiro – Atriz e Tradutora Rodrigo Ladeira – Ator Demais componentes/Convidados da Ficha Técnica Ator Convidado: Alessandro Hernandez Serão convidados mais dois Artistas. Convidados mesa de debates dramaturgias: Paula Autran José Arrabal Mirian Melher Nabil Bonduki Figurinistas: Chris Aizner e Telumi Hellen Cenografo: Chris Aizner Iluminadores: Vanderlei Conte e Denílson Marques Tec. Operador de Luz: Carlos Favalli Tec. Operador de Som: Mauro Gil Assistente de Montagem: Leandro Gomes Assistente de Produção: Simone Cardozo
PROJETO ARQUIVADO.