| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 26314062000161 | SANKHYA JIVA TECNOLOGIA E INOVACAO LTDA | 1900-01-01 | R$ 271,0 mil |
| 01612795000151 | Brasal Refrigerantes S.A | 1900-01-01 | R$ 220,0 mil |
| 18485037000112 | METALGRAMPO COMERCIO E SERVICOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 130,0 mil |
| 22685341000180 | Lima e Pergher Indústria Comércio e Representação Ltda. | 1900-01-01 | R$ 90,0 mil |
| 09170802000114 | REPET INDUSTRIA DE EMBALAGENS E FRASCOS PLASTICOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 40,0 mil |
| 17790718000121 | UNIMED UBERLANDIA COOP.REGIONAL TRABALHO MEDICO LTDA | 1900-01-01 | R$ 28,3 mil |
| 04154059000195 | FARMA SERVICE DISTRIBUIDORA LTDA | 1900-01-01 | R$ 11,2 mil |
Continuidade da programação cênica para formação de plateias e desenvolvimento cultural em Uberlândia (MG), agregando a ela planos inéditos de acessibilidade, como um recorte sendo o primeiro Festival de Inclusão e Acessibilidade do Triângulo Mineiro, composto por PCDs, além de apresentações e encontros de formação e capacitação de artistas e grupos locais. O projeto prevê, no mínimo, dez espetáculos convidados e a mesma quantidade de atrações locais. Haverá também exposição de fotos de espetáculos que já vieram à cidade.
A programação local, antecedendo todas as apresentações de fora, serão definidas na etapa de pré-produção, por meio de convite direto ou audição para pré-seleções, assim como as apresentações gratuitas que serão levada à rede pública de ensino e as espaços públicos. As oficinas serão estabelecidas em contato com cada produção nacional, priorizando a diversificação das linguagens. Cabaré Coragem, com Grupo Galpão. Ao percorrer o universo do cabaré, de Brecht à contemporaneidade, o novo espetáculo do Grupo Galpão apresenta uma trupe envelhecida e decadente que, apesar das intempéries e dos revezes, reafirma a arte como lugar de identidade e permanência. Ao mesclar um repertório de músicas interpretadas ao vivo com números de variedades e danças, fragmentos de textos da obra de Brecht e cenas de dramaturgia própria, o Cabaré Coragem convida o público a uma viagem sonora e visual. Fiel às suas origens de teatro popular e de rua, o Grupo Galpão busca, na nova montagem, a ocupação de espaços alternativos, ao romper, uma vez mais, com a relação entre palco e plateia, numa encenação que incorpora, radicalmente, a presença do público, sempre convidado a compartilhar da encenação. Grupo Corpo. Celebrando em 2025 os seus 50 anos de história, esse ícone mineiro da cultura brasileira traz ao palco uma celebração à sua própria trajetória. Meio século de coreografias memoráveis que conquistaram o Brasil e o mundo e consagrou a companhia de Belo Horizonte como uma das mais relevantes do planeta. O espetáculo para selar este marco ainda está em construção. Lady Tempestade, com Andrea Beltrão. Numa madrugada estranha, uma mulher atende a um telefonema que mudará sua rotina: a voz de um homem desconhecido avisa que ela receberá pelo correio os manuscritos do diário da advogada pernambucana Mércia Albuquerque, defensora de presos políticos durante a ditadura civil-militar brasileira. Uma mulher, aparentemente comum, que salvou a vida de muita gente. Numa jornada de reflexão e encontro com histórias escondidas da nossa própria história, a dramaturgia explora o espaço de invenção entre o documento e a ficção e a colisão entre o passado e o presente para pensar o futuro. Viva o Povo Brasileiro, com Maurício Tizumba e grande elenco. Consagrado pela crítica e pelos leitores e considerado um dos mais importantes romances da literatura nacional, o livro “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ubaldo Ribeiro, se volta às origens do Recôncavo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio da saga de múltiplos personagens. Nele, realidade e ficção se misturam para criar um épico brasileiro com passagens heroicas e cômicas, tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai. Em 2024, completando 40 anos desde sua primeira publicação, o livro ganhou os palcos nessa versão cênico-musical. Um Dia a Menos, com Ana Beatriz Nogueira. “Um Dia a Menos” é um dos últimos contos escritos por Clarice Lispector (1920-1977), já no ano de sua morte. O texto fala da solidão e dos possíveis muros que às vezes levantamos, sem perceber, ao nosso redor. Como que por um buraco de fechadura, acompanhamos a história desta mulher que é às vezes engraçada, às vezes patética, mas sempre de uma humanidade reconhecível por qualquer um. Uma mulher aparentemente normal, como muitas que vemos diariamente, conversando numa portaria, pagando uma conta num guichê de banco, comprando uma carne no supermercado. Radojka, com Fabiana Karla e Tania Bondezan. O etarismo e o mercado de trabalho. Dois temas sérios foram tratados de maneira muito divertida nessa comédia rasgada dirigida pelo também ator e produtor Odilon Wagner. Imaginem as peripécias de duas cuidadoras de idosos para manterem seus empregos. Esse é o mote de Radojka. A comédia é baseada nos planos delirantes que as cuidadoras tramam para não perder o emprego, o que acaba resultando em situações bizarras. As Crianças, com Analu Prestes, Mario Borges e Stela Freitas. A questão nuclear é a base contextual. As particularidades da vida desses três sexagenários, as relações de amor com os filhos (ou não filhos), a proximidade com a morte, a traição, as omissões, a fantasia e o desejo particularizam a abordagem do tema contextual. Trata-se de um grande desastre a espelhar o acúmulo de pequenos desastres de três vidas. Talvez nenhum sentimento de culpa dessa geração vá importar quando a Grande Onda vier. Porque ela virá. Não se sabe quando nem como, mas ela virá. 1o Festival de Inclusão e Acessibilidade do Triângulo Mineiro. Três espetáculos concebidos e protagonizados por Pessoas Com Deficiência (PCDs). A seleção ainda será feita a partir de curadoria com a equipe de acessibilidade do projeto, mediante convite direto ou audição. Uma atração bastante provável é a Cia Balé de Cegos, coordenada pela Associação Fernanda Bianchini. Paralelamente, acontecerão oficinas e palestras com enfoque no tema.
Objetivo geral: Alcançar diretamente entre 30 e 50 mil pessoas, entre elas algumas que nunca foram ao teatro, com o intuito de despertar nelas o gosto pelas artes cênicas e a frequência contínua no teatro. Paralelamente, cada atração de fora convidada é precedida de um grupo artístico da cidade, de modo que espectadores, iniciados ou não, descubram que não é somente os artistas consagrados em nível nacional que produzem uma arte potente, promovendo desse modo a formação de plateias também para os artistas e grupos locais. Simultaneamente, é despertada também nas empresas incentivadoras e apoiadoras, o desejo de contemplar o que é produzido localmente. O projeto visa também intrumentalizar os artistas, grupos locais, estudantes de artes cênicas, autodidatas e pessoas interessadas na área com palestras, ensaios abertos, oficinas, etc., com vistas à formação e capacitação em todos os segmentos do fazer teatral, de modo que tenham referências práticas e compartilhamento de experiências pessoais de pessoas que atuem há décadas nas artes cênicas brasileiras. Como contrapartida social, o projeto leva apresentações a dez escolas e/ou espaços públicos, com acesso gratuito. Outra premissa da proposta é atrair pessoas com deficiência (PCDs) como espectadores de toda a programação, posto que ferramentas como audiodescrição, libras, pessoas de apoio, entre outras ações, os façam se sentirem seguros e contemplados com a iniciativa. Para atrair a todos nessa perspectiva, haverá também uma exposição de fotos com todos os espetáculos acontecidos em 2024, ela também contendo audiodescrição e orientações para a apreciação. A audiodescrição também estará contida em uma revista que será publicada no início do ano com detalhamentos de todas as atrações, ações e desdobramentos previstos no projeto. Objetivos específicos: Convidar dez espetáculos de reconhecida consistência artística, aclamados pelo público e pela crítica em nível nacional. São eles: Grupo Galpão, com Cabaré Coragem; Viva o Povo Brasileiro, musical com grande elenco; Lady Tempestade, com Andréa Beltrão; Grupo Corpo, celebrando os seus 50 anos; Um Dia a Menos, com Ana Beatriz Nogueira; Radojka, com Fabiana Karla e Tania Bondezam, Per Bacco Memórias do Vinho, com Herson Capri e Caio Blat, As Crianças, com foco no etarismo e na questão ambiental com Analu Prestes, Mario Borges e Stela Freitas no elenco; e um recorte da programação, com espetáculos ainda a serem definidos, para o Primeiro Festival de Inclusão e Acessibilidade, com espetáculos criados e executados por PCDs. Com essas apresentações, cada mês com duas ou três apresentações, se tem um público estimado em torno 30.000 pessoas ou mais. Convidar, , por meio de convite direto ou audições, grupos locais para apresentações precedendo as apresentações dos grupos de fora convidados, alcançando o mesmo público citado acima, uma ez que é a programação dupla a cada noite. Promover a inclusão, por meio de acessibilidade em todos os niveis durante a programação e um mês dedicado aos PCDs, por meio do 1o Festival de Inclusão e Acessibilidade do Triângulo Mineiro. Isso deve alcançar cerca de 3000 pessoas. Fazer uma retrospectiva dos espetáculos anteriores, por meio de uma exposição de fotos, isso deve alcançar por volta de 50 mil pessoas ao longo do ano. Oferecer instrumentos de formação e captação para artistas, técnicos e agentes culturais ao longo de toda a programação. Isso deve atender ao propósito de pelo menos 200 pessoas. Realizar apresentações gratuitas para adolescentes e jovens da rede público de ensino e à população em geral em espaços públicos. Isso alcança entre 5000 e 10000 pessoas.
A Lei Rouanet é a principal ferramenta para a produção cultural no país. A ela recorremos e por meio dela temos como promover o desenvolvimento cultural de nossa cidade e o acesso das pessoas não somente à cultura mas também à formação e capacitação de grupos e artistas locais e à visibilidade de seus processos criativos, uma vez que a proposta prevê que eles realizem apresentações precedendo as dos grupos de fora convidados, assim como serão realizados alguns ensaios abertos, palestras e/ou oficinas com cada grupo convidado, além de apresentações gratuitas em escolas e espaços públicos. Tudo isso só é possível graças ao incentivo da Lei Federal. Os recursos oriundos da referida Lei serão canalizados para que a programação se estabeleça exatamente como desenhada. Assim, teremos como garantir a presença de espectadores que dificilmente iriam ao teatro pelo baixo poder aquisitivo, já que teremos, além das apresentações gratuitas existentes como contrapartidas, cota de preços populares e cota de gratuidade em toda a programação, como uma maneira de aplicar o exercício legal dos direitos culturais. Por conta da lei é que poderemos destacar a valorização de recursos humanos e conteúdos locais, já que artistas e grupos serão contratados para performances, estalecendo uma vitrine onde se mostra às pessoas atraídas pela programação nacional que na cidade também se produz arte em nível de excelência, incentivando dessa forma que esses novos espectadores passem a frequentar também os espetáculos locais que acontecem na cidade. Ao incluirmos artistas e grupos, existe também o fomento aos seus processos criativos, uma vez que as apresentações programadas no projeto serão inéditas, o que acaba sendo um exercício da criatividade, buscando a plenitude cênica para que seja compatível com a consistência artística existente nos espetáculos de fora. A programação é prevista dentro de uma pluralidade, trazendo à tona o que mais caracteriza a cultura brasileira, que é a diversidade. Além dos eixos temáticos diferenciados em cada atração, há também a ênfase na acessibilidade, uma vez que uma das atrações será pautada pela inclusão, incluindo na programação o Festival de Acessibilidade, com três atrações realizadas por PCDs. Desse modo é que a proposta tende a salvaguardar a pluralidade e acessibilidade à cultura brasileira, mostrando-a como uma força essencial à vida e sobrevida da existência humana e constituição fundamental para a sociedade brasileira. Um projeto, portanto, que tem como premissa o desenvolvimento cultural da segunda cidade de Minas, cujo crescimento vertiginoso é incompatível com a cultura ainda embrionária. Em decorrência dessa proposta, têm-se a demonstração e valorização da arte como elemento que deve constar neste progresso acelerado. Os cachês oferecidos a todos os grupos convidados, de fora e locais, é como uma premiação, uma coroação ao trabalho realizado até àquele que se pontua no momento específico. Os criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras são contemplados com a possibilidade de realizações por meio da Lei Fedetal de Incentivo à Cultura. Afora esse reconhecimento, é necessário também que a programação preveja momentos de intercâmbio, de reflexões e amadurecimento artístico, por meio dos ensaios abertos, palestras e/ou oficinas oferecidos na programação. Isso forma e capacita novos artistas, técnicos, estudantes de artes cênicas e aspirantes a artistas a moldarem-se dentro de um caráter cultural ou artístico. Outro aspecto de alta positividade na proposta é a formação de plateias, seja na programação central, onde sempre há pessoas que nunca foram ao teatro, como nas atrações oferecidas para escolas e espaços públicos, onde se leva a arte para pessoas que nunca se imaginaram consumindo-a e revelando a crianças, adolescentes e adultos que os caminhos da arte são transitáveis e é um percursos agradável para quem queira neles se sinserir, às vezes desviando da periculosidade e dos riscos que podem fazer parte de seu contexto geográfico. Paralelamente, é preciso acentuar que tudo se enquadra em um processo histórico. Por isso, a exposição de fotos, mostrando o que já veio à cidade, de modo que desperte a curiosidade de quem não foi e a memória afetiva de quem esteve na plateia. E, diante do repertório diverso da programação, o projeto se empenha em uma atenção especial à questão da acessibilidade, inserindo nele o primeiro Festival de Inclusão e Acessibilidade, quando artistas portadores de alguma deficiência mostram espetáculos construídos por eles próprios. Ou seja, um balé de cegos, um espetáculo de deficientes auditivos, uma perspectiva sensorial com ênfase nos cinco sentidos, promovendo a experiência, o conhecimento e o esclarecimento nos espectadores e a demonstração de artistas que atravessam as fronteiras das limitações físicas. Trata-se, portanto, de um projeto que desencadeia na população o olhar sobre a cultura em uma vertente nacional, partindo da visão do que é produzido localmente, desde as tradições populares existentes desde sempre até processos criativos da contemporaneidade, até duas expressões culturais mineiras de respeitabilidade em nível nacional e internacional, como é o caso dos grupos Galpão e Corpo, ícones mineiros da cultura brasileira, e musicais como Viva o Povo Brasileiro e Cabaré Coragem, entre outras atrações, ressaltando a brasilidade como o mote das principais criações artísticas brasileiras, o que faz juz às premissas da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que viabiliza suas realizações e impregna na coletividade a valorização e apreço de nossos conteúdos essenciais. É também a referida lei que oportuniza a gratuidade em vários momentos das atrações, além de referências para o desenvolvimento de talentos locais diante das ações de capacitação e formação que serão oferecidas. Nessa perspectiva, o projeto cumpre o Art 1 da Lei 8.313, de "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", além de, ao inserir na programação artistas e grupos locais, atende também o Art II, de "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais". E acaba por cumprir com quase todos os artigos da referida lei, como, principalmente no caso das oficinas, "apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores", traz à tona "o pluralismo da cultura nacional" e, seja pelos conteúdos ou ecletismo da programação, "salvaguarda a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira", priorizando o "produto cultural originário do País". Da mesma forma, este projeto atende também ao Art. 3° da mesma Lei 8313/91, no que tange ao "I - incentivo à formação artística e cultural", uma vez que promove o "estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos". e tem em seu escopo de atuação, a "realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore". Com isso, a proposta compactua com o acesso ao "ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos".
Em caso de alcançarmos contenção de despesas e captação integral, temos a intenção de agregar novos espetáculos à programação, assim como novas oficinas e performances de artistas e grupos locais, obviamente tudo submetido à readequação do projeto e aprovação do MinC.
Não se aplica. Se aplicaria o projeto pedagógico das oficinas pedagógicas, mas, como dito, elas serão definidos a partir do detalhamento técnico com as respectivas produções nacionais.
O projeto é absolutamente acessível. Além de prever libras e audiodescrição em toda a programação, a revista-guia com os conteúdos das atrações terá audiodescrição, assim como a exposição de fotos. Ainda na estrutura física, além de toda a acessibilidade prevista no teatro, o projeto disponibilizará pessoas experientes para apoio aos espectadores PcDs, além de, em caso de captação integral, instalação de piso tátil e totens com orientações em braile para os deficientes visuais. Na parte de conteúdos, um trecho da programação caberá ao primeiro Festival de Inclusão e Acessibilidade do Triângulo Mineiro (Fiatrim), quando as atrações serão espetáculos concebidos e realizados por PCDs e/ou alusivos à inclusão e acessibilidade. Serão alavancadas também visitas sensoriais orientadas a todos os ambientes cenográficos. Todos os espaços de realização dos eventos são públicos e, portanto, cumprem rigorosamente as regras legais de acessibilidade, incluindo a concepção arquitetônica, com rampas, corrimões, banheiros adaptados e elevadores. Para os deficientes auditivos, visuais e intelectuais, além dos mecanismos oferecidos como ferramentas de acesso, haverá sempre uma equipe de apoio, composta por PcDs e profissionais da área. As ações que contam com o profissional de apoio para orientação e suporte, a distribuição de ingressos para as instituições do setor e para grupos específicos como já ocorridos, de autismo e de cadeirantes. A comunicação também se torna um elemento facilitador deste acesso, sobretudo para os deficientes visuais e intelectuais, posto que em vários segmentos do projeto, como a exposição e a revista de divulgação, ela se dá por audiodescrição acessada via QR Code, o que favorece esse público específico. Reuniões já estão acontecendo com vistas à capacitação da equipe do projeto para atender e orientar o público com deficiência intelectual. Entre os produtos do projeto, estão estabelecidos como prioritários os mecanismos da acessibilidade. Nas oficinas, o formulário de inscrição já aponta para a demanda. Caso se inscrevam PcDs, o profissional de nossa equipe estará presente oferecendo o atendimento necessário à(s) pessoa(s) inscrita(s). Ou seja, se for com deficiência auditiva, teremos o intérprete de libras, se deficiência visual, teremos a audiodescrição, e assim por diante. Nas performances de artistas e grupos locais, como elas antecedem a atração principal da noite, a equipe de apoio também estará lá e contemplará com atendimento aos espectadores, de acordo com a necessidade apresentada. O mesmo se aplica às apresentações dos grupos convidados, uma vez que todos os espetáculos terão, pelo menos, uma noite com intérprete de libras e audiodescrição. Todo esse aparato de apoio a PcDs e de oferta dos mecanismos de acesso não é a única característica do projeto neste quesito. A experiência anterior nos fez desejosos de potencializar esse atendimento, com o foco sobretudo em seu aprimoramento. Por isso, dentro da programação há o importante e essencial recorte com o 1o Festival de Inclusão e Acessibilidade do Triângulo Mineiro, quando apresentações, exposições, debates, palestras e oficinas trarão novos conhecimentos e elementos para a aprimoramento das formas de lidar com o tema e reflexões das melhores formas de estabelecer essa lida, com inclusão de fato e, sobretudo, respeito aos artistas e espectadores que são PcDs. Esse recorte pretende se expandir e ser uma ação contínua, com vistas à participação efetiva de PcDs em momentos cruciais do desenvolvimento cultural como um todo, promovendo não somente o acesso mas também a equidade.
O projeto prevê, além das oficinas a cada atração, ações afirmativas como a presença em ensaios abertos, a ser autorizada por cada produção nacional, a cota de ingressos populares, a R$42,00, conforme a obrigatoriedade nas normas vigentes, assim como a gratuidade contrapartida social para ONGs e instituições públicas, e ainda apresentações gratuitas na rede pública de ensino e/ou em espaços públicos. Em consonância com a produção nacional, se pretende também oferecer visitas sensoriais aos espaços cenográficos. A maior parte das pessoas contempladas com essa gratutidade vem dos cursos de Teatro e Dança da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e de institutos socio-culturais que atuam diretamente com escolas pública do Ensino Médio. Aos institutos, quando acordada a parceria, é solicitado que providenciem o transporte gratuito dos estudantes na ida ao teatro. O mesmo ocorre com eventuais vindas de estudantes vulneráveis de cidades vizinhas, quando solicitamos aos organizadores de tais grupos que providenciem o transporte junto às prefeituras locais. Em algumas ocasiões, quando possível, a cota de gratuidade estabelecida pelo projeto é expandida. E também são os estudantes, sobretudo do curso de Tetro da UFU, é que ocupam a maior parte das vagas ofertadas gratuitamente para as oficinas. Sempre procuramos oferecer outras oportunidades de participações e aprendizados, como quando o espetáculo convidado necessita de elenco de apoio para suas produções, como acontecerá em dois momentos dessa atual programação. A primeira atração, por exemplo, necessita de seis estudantes para integrar o elenco, que há conta com 13 atores profissionais. Serão abertas inscrições e contemplados alunos do curso de Teatro da UFU. Para além disso, também viabilizaremos participações em ensaios abertos, quando a produção nacional autorizar. E, eventualmente, tais produções também abrem vagas para a participação de estagiários na montagem do espetáculo. Todas essas atividades são absolutamente gratuitas e com emissão de certificados.
Coordenação geral: Michelle Coelho Pelizer. Coordenadora geral do projeto. Responsável por todo o processo decisório. Será a gestora da programação principal e das atividades secundárias previstas, assim como administrará o projeto, inclusive em seus trâmites financeiros. Foi coordenadora administrativa do espaço Estação Cultura, nos anos de 2003 a 2006, onde existiam diariamente atividades artísticas de artes cênicas e músicas. Atua junto à produção local de espetáculos em turnê, dentro do projeto Uberlândia na Rota do Teatro, que trouxe grandes nomes das artes cênicas brasileiras para a cidade, projeto desenvolvido até hoje. Participou da equipe coordenadora de eventos como as três edições do circuito cultural Udi em Cena, do Jazz de Verão e do Todos em Cena. Equipe de coordenações: Maíra Coelho Pelizer - Produtora Atua como produtora executiva de eventos de grande porte, sobretudo a viabilização de espetáculos em circulação pelo país, sendo apenas nos dois últimos anos, de 2022 e 2023, eventos como Love Love Love, com Debora Falabela e seu Grupo 3 de Teatro, Maitê Proença com O Pior de Mim, show com Paulinho da Viola e Filhos, a peça Antes do Ano Que Vem, com Mariana Xavier, a Ninguém Dirá Que É Tarde Demais, com Arlete Salles, Edwin Luisi e elenco, o musical A Hora da Estrela O Canto de Macabéa, com Laila Garin e elenco, os shows de Gal Costa A Pele do Futuro e As Várias Pontas de Uma Estrela, o show Viva Caymmi, com Danilo Caymmi contando a história e a obra de seu pai Dorival Caymmi, de Paulinho da Viola e seus filhos, Misery, com Mel Lisboa e Marcello Airoldi, O Que Faremos Com Walter, com Elias Andreato, Grace Gianoukas e elenco, Baixa Terapia, Antônio Fagundes e elenco, A Música nos Salva, com maestro João Carlos Martins, entre outros. Priscila Gadelha - Coordenadora de acessibilidade Militante voraz das causas pela inclusão das pessoas com deficiência, atua como intérprete de libras na TV Uninversitária, emissora local da Rede Cultura e em inúmeros espetáculos cênicos na cidade, ao longo dos últimos dez anos. Embora ela própria não seja PCD, sensibilizou-se com a área e hoje integra vários grupos e ONGs voltados para o setor. Em 2024, esteve presente em toda a programação do Uberlândia na Rota das Culturas e com a equipe implantou na cidade um projeto de inclusão jamais visto antes em Uberlândia. Carlos Guimarães - Produtor Jornalista e produtor cultural, pioneiro da área de produção na cidade de Uberlândia. Responsável pela idealização e execução de vários projetos relevantes na cidade, com dezenas de grupos locais e centenas de grupos de fora. Foi assessor cultural e de comunicação em duas gestões da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), idealizador e produtor do programa Cidade Especial, em duas temporadas de formatos distintos, com enfoque em artistas locais, veiculado pela TV Universitária (repetidora local antes da TVE e agora da TV Cultura), foi produtor da TV Globo local, editor de cultura e posteriormente colunista da mesma área no extinto jornal Correio de Uberlândia, foi assessor cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Uberlândia, e autor dos livros Crônicas do Interior - Retratos de Minas, com enfoque em 20 cidades mineiras, trazendo em cada capítulo dois autores, um ele próprio e outro alguém da cidade abordada, e da obra, de pesquisa histórica, Nau à Deriva - O Teatro em Uberlândia de 1907 a 2011. Rafael Pelizer - Coordenador de logística Foi produtor e coordenador de operações no extinto espaço Estação Cultura. Atuou em frentes logísticas de produções como A Vida Passa, com Suzana Viera, Arlete Salles e Nathalia do Vale, em Ensina-me a Viver, com Glória Menezes e grande elenco, entre dezenas de outros espetáculos. Há quatro anos coordena a logística de bastidores e plateia do evento anual Fundinho Jazz Festival. Foi diretor de operações logísticas do filme Valentina, de Cássio Ferreira dos Santos. Atuou na área de operações dos eventos Udi em Cena e Todos em Cena. Em 2024, foi o coordenador logístico da programação Uberlândia na Rota das Culturas. Wagner Rogério Oliveira Júnior - Assistente de produção Participou da produção de vários espetáculos que chegaram a Uberlândia e também prestou serviços para inúmeros espetáculos e eventos realizados na cidade de São Paulo, para onde ainda desloca-se esporadicamente para efetivar a mesma colaboração como operador de logística e receptivo aos artistas. Em Uberlândia esteve junto da produção a espetáculos como Ensina-me a Viver, com Glória Menezes e elenco, Incêndios, com Marieta Severo e elenco, O Palhaço e a Bailarina, com Kiara Sasso e elenco, Gota D´Água a Seco, com Laila Garin e elenco, Boca de Ouro, com Mel Lisboa, Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio e elenco, Suassuna O Auto do Reino do Sol, com a Barca dos Corações Partidos, entre dezenas de outros. José Umberto Tavares - Assistente de produção Veterano ator de Uberlândia e cineasta. Participou ativamente do movimento teatral uberlandense e estrelou montagens históricas de Uberlândia como Esperando Godot, entre dezenas de outras. Foi professor de teatro em escolas como Escola da Criança e Colégio Nacional. Como cineasta, criou e concebeu obras com foco na preservação do meio ambiente e outros temas. Esteve também à frente da ativação da Associação de Teatro de Uberlândia, ATU, na década de 1980. Sua militância cultural extendeu-se também para a Bélgica e Portugal, países onde residiu por alguns anos.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.