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O projeto ArtePraia é uma exposição de Artes Visuais, com foco na Arte Pública, que possui a intencionalidade de provocar, nas situações cotidianas da população _ como o ir à praia _ interferências ao repertório habitual, facilitando o questionamento da paisagem e evidenciando possibilidades de outras atmosferas de percepção. Em sua 7ª edição - especial COP 30, propõe intervenções criadas especialmente para promover o diálogo da arte com o espaço das praias da cidade de Belém/Pará. O projeto prevê, ainda, a realização de um diálogo com os artistas e de uma mostra "Isto não é uma exposição", com as memórias e resíduos oriundos das intervenções artísticas.
O formato do ArtePraia leva em consideração a participação de vários públicos para a construção do evento e mobilização, antes mesmo da realização das exposições nas praias da cidade de Belém (PA). • Intervenções no litoral da cidade de Belém (PA) São 03 dias consecutivos, no final de semana, sexta, sábado e domingo, com 10 intervenções por dia, sendo 10 propostas dos (as) artistas selecionados pelo Edital. Para mais detalhes, sugere-se a consulta do mapa das praias onde se realizarão as 10 intervenções artísticas em anexo no item "Proposta Museográfica". • Diálogo com os artistas: será realizada uma sessão aberta a todos os interessados em aprofundar os processos criativos dos artistas selecionados pelo Edital, ao final da programação das intervenções artísticas. Acessibilidade garantida. • Mostra “Isso não é uma Exposição”, com as memórias e resíduos oriundos das intervenções artísticas, durante 15 dias. Os beneficiários são a população geral, haverá, entretanto, um agendamento ativo para educandos e educandas da rede pública de ensino e seus respectivos professores, bem como a instituições/associações voltadas a pessoas com deficiência.
Objetivo geral - Incentivar a produção em artes visuais contemporâneas do Brasil com o interesse em utilizar os locais públicos para a sua exibição, estimulando a reflexão do diálogo da arte com o espaço "público", a arquitetura, a "paisagem" e a população da cidade de Belém (PA), turistas e visitantes da cidade para o evento mundial COP 30. Essas construções de situações que não fazem parte de uma dinâmica cotidiana do mercado em artes visuais focam a troca de experiências e as vivências culturais, uma conversa entre a cidade e a arte contemporânea. Objetivos específicos - Realizar a 7ª edição de um evento cuja intenção é alargar as possibilidades de exposições de arte contemporânea para além dos lugares legitimados de arte na cidade. - Selecionar, por edital público, 10 artistas residentes no Brasil, com intuito de estimular a intervenção urbana como ação artística privilegiada, garantindo a reflexão e a execução da arte pública. - Democratizar o acesso às artes visuais para mais de 60 mil pessoas, de forma gratuita, permitindo uma reflexão sobre o uso e a manutenção das praias com a alteração da "paisagem". - Ocupar 09 territórios de praia da cidade de Belém (Praia do Areião, Praia do Bispo, Praia Grande, Praia da Prainha, Praia do Farol, Praia do Chapeu Virado, Praia do Porto Arthur, Praia do Murubira e Praia de Ariramba), com 10 intervenções artísticas concebidas de uma forma dinâmica, com fluidez e de fácil entendimento para jovens, adultos e crianças. Requisito que estará contemplado no edital público de seleção dos artistas. - Realizar 1 diálogo com os artistas, que acontecerá em sessão aberta a todos os interessados em aprofundar os processos criativos dos artistas selecionados pelo Edital, no final do evento de intervenções artísticas. - Promover uma mostra "Isto não é uma exposição", durante 15 dias, cujo público prioritário são os moradores e visitantes da cidade de Belém quando da realização do megaevento COP 30 no Brasil.
"Desdobrar essas dobras é, claramente, criticar as evidências que nos dizem ser a paisagem idêntica à natureza. Subir o penhasco: a constituição da paisagem em natureza foi algo que teve longos séculos de preparação. Nascimento e credenciamento de uma forma simbólica. E tal forma simbólica, atuante em tudo o que se refere ao espetáculo da natureza, não é fácil de analisar: ela só se deixa surpreender em pequenos passos, prudentes. " Anne Cauquelin A arte é fundamental para possibilitar imaginários mais ricos, diversos e potentes frente aos desafios contemporâneos. Deste modo, o projeto atende o Art. 1º da Lei 8313/91, incisos, a saber: I. contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II. promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV. proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII. estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória, tendo como finalidades de acordo com o Art. 3º da referida norma, e como destacam os incisos: II. fomento à produção cultural e artística, mediante a alínea c) ... realização de exposições e também no que se refere ao inciso IV. estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a alínea a) distribuição gratuita e pública no acesso a projetos culturais e artísticos. Mais que recorrer a uma democracia do produto cultural, a reflexão sobre acesso possibilita entender e intervir sobre o contato, a permanência e a experiência da população em relação às expressões artísticas. As tentativas de aproximações da arte com o público encontram denominações variadas, entre elas "formação de públicos", "formação de consumidores de arte", "formação de apreciadores de arte", de plateias, entre outras. E nada pode ser mais intenso do que o contato com a obra. Nada pode substituir a experiência da presença, mesmo com tecnologias virtuais. Grande parte da população da cidade de Belém guarda consigo outra perspectiva de artes visuais, talvez algo ainda vinculada às expressões modernistas e ligadas às técnicas de pintura. Neste sentido, a instalação de um processo de alargamento dos espaços para a arte na cidade ganha contornos de uma ampliação que vai além do acesso, mas de uma elaboração do olhar ou estranhamento. Trazer para o lugar privilegiado da cidade de Belém _ as praias da Ilha do Mosqueiro _ estímulos que busquem intervir na relação do parasense com a paisagem são ações intencionais de ampliação do diálogo entre arte e sociedade. As táticas assumidas por esse projeto e suas opções artísticas possuem a exata intencionalidade em provocar, em situações cotidianas da população _ o ir à praia- interferências ao repertório visual habituado, facilitando o questionamento da paisagem e da naturalização da realidade. Estes são pontos de aposta, objetivos da proposta. A intervenção pública neste sentido pode alavancar essas reflexões ao adotar a arte presente em territórios não institucionalizados. Mas apenas uma intervenção seria suficiente para despertar a aproximação? Uma percepção fenomenológica de um objeto ou a participação numa performance, num espaço não legitimado de arte, provocaria suspensões de certezas discursivas? É imprescindível, para o ArtePraia, adotar intervenções na "paisagem" que possam facilitar ou provocar incertezas ao aprendizado da realidade e, consequentemente, às percepções espaciais. Como afirma Cauquelin "...para nós, em nossa própria cultura, temos grande dificuldade em imaginar que nossa relação com o mundo (com a realidade, diga-se) possa depender de um tecido tal que as propriedades atribuídas ao campo espacial por um artifício de expressão _qualquer que seja ele- condicionem a percepção do real." É necessário, portanto, criar estratégias para desestabilizar as certezas, e fazer elaborar pequenas panes no sistema de regulação, que nutre nossas crenças e valores. Revelar um conjunto de valores ordenados em uma visão, ou seja, uma paisagem, potencializando desconstruções críticas. É propósito, inclusive, deste projeto, refletir sobre a própria realização da arte enquanto área de atuação que também dependente de uma rede de articulações submetidas às relações econômicas e de poder. Na praia, "desnudo" de legitimações e de pré-conceitos _ inclusive consigo _ talvez o sujeito possa experimentar um contato mais autêntico e suspenda, nele mesmo, suas convicções e possa, como comenta Dally Schawarz, "Remover sentidos dos lugares demasiadamente saturados de sentidos, deixar relaxar, distencionar e fascinar sem fins lucrativos". O ArtePraia já é uma experiência que mostrou resultado durante a realização das 04 primeiras edições na cidade do Natal (RN) e da quinta edição na cidade de Fortaleza (CE), com um público participante de mais de 150 mil pessoas. Como a proposta visa à ocupação de espaços públicos, as intervenções artísticas serão igualmente selecionadas através de edital de chamada pública.
São anexos deste projeto: - Anexo referente à proposta museográfica da exposição ArtePraia; - Anexo referente à minuta do edital, à carta de anuência e à ficha técnica do curador do projeto. Constituem itens de pagamento deste proponente: Coordenação Geral 8 x 7000,00= R$56.000,00 Direção Geral 3 x 9.000,00 = R$ 27.000,00 Curadoria 6 x 14.000,00 = R$ 84.000,00
Não se aplica
PRODUTO: EXPOSIÇÃO ARTEPRAIA (arte urbana / efêmera) Em consonância com o inciso I do Art. 25 da Instrução Normativa MINC N°1, DE 10 DE ABRIL DE 2023, e com a Lei LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, o ArtePraia compromete-se com medidas de acessibilidade descritas detalhadamente logo abaixo, em toda a sua programação, a qual compreende:a) Intervenções nas praiasb) Diálogos com os artistasc) Mostra “Isto não é uma exposição”. ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO O espaço físico previsto para o ArtePraia é o litoral da cidade de Belém. A ideia é privilegiar espaços públicos que já tenham facilidades de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e gestantes, garantindo a segurança no acesso, entretando sabemos das dificuldades de plena acessibilidade motora em litorais brasileiros. Em relação à realização do Festival, a arquitetura efêmera construída especialmente para a ocasião também garantirá recursos para o acesso de todas as pessoas, tais como esteiras para cadeirantes. ACESSIBILIDADE ATITUDINAL E COMUNICACIONAL Haverá um treinamento para toda a equipe envolvida na produção do ArtePraia realizada por um profissional Assessor em Inclusão e Acessibilidade, a fim de educar e sensibilizar a equipe para o tratamento às pessoas com deficiência. Ações de abordagem e mesmo de como oferecer ajuda quando for necessário e de resoluções e medidas a partir de cada caso de deficiência serão de conhecimento da equipe. Boas práticas de Comunicação inclusiva em toda a divulgação do evento serão adotadas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS Na programação prevista para o ArtePraia que envolve o diálogo com os artistas, haverá intérprete de libras, bem como reserva de lugar frontal para pessoas surdas, para garantir maior contato visual com os artistas/palestrantes, promovendo-se assim a visualidade corporal/labial, além de legenda acessível. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS A equipe do ArtePraia, treinada por meio de um profissional Assessor em Acessibilidade, terá conhecimento sobre especificidades como o sentido da cor da bengala. No que tange à mostra “Isto não é uma exposição”, estarão disponíveis para comunicação: dispositivos multimídia com audiodescrição do espaço físico, com vozes digitalizadas, além de comunicação/sinalização com caracteres ampliados, cores com altos contrastes ou em negativo, linguagem escrita e oral, legenda descritiva. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS Os profissionais da equipe ArtePraia passarão pelo treinamento de um profissional Assessor em Inclusão e Acessibilidade, a fim de garantir acessibilidade atitudinal na abordagem e tratamento pessoal sobre a necessidade ou não de ajuda. Para acessibilizar a comunicação, será indicado o uso de linguagem simplificada, ou seja, uso de frases com períodos curtos, orações em ordem direta, priorizando as ideias principais, acompanhadas de imagens e símbolos universais.
Para garantir a democratização de acesso durante a realização do megaevento COP 30 em Belém, serão adotadas diversas estratégias que envolvem a contratação de uma equipe de produção local. Esta equipe será responsável pela promoção do projeto junto às comunidades mais próximas dos locais de realização do evento, além de ações de mídia que permitam alcançar todos os cidadãos do Estado do Pará, garantindo que todos tenham conhecimento do projeto. Escolha de Locais e Público-Alvo A escolha dos pontos de intervenção será criteriosa, considerando praias da periferia da cidade de Belém e/ou comunidades que são constituídas pela proteção ambiental como locais relevantes. Com essas estratégias, estimamos atingir um público de aproximadamente 60 mil pessoas. Ações de Divulgação e Mobilização A oportunidade do evento COP 30 também será aproveitada para realizar ações de divulgação e mobilização em diversas frentes, incluindo: 1. Escolas Públicas: Ações direcionadas a educadores e educandos para conscientização e engajamento.2. Pessoas com Deficiência: Divulgação e mobilização em instituições, institutos e comunidades voltadas a pessoas com deficiência, destacando as ações de acessibilidade do projeto.3. Vulnerabilidade Social: Divulgação e mobilização em instituições, institutos e comunidades que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade social.4. Direitos LGBTQIAP+: Divulgação e mobilização em instituições, institutos e comunidades que defendem os direitos LGBTQIAP+.5. Pessoas Negras: Divulgação e mobilização em instituições, institutos e comunidades de pessoas negras.6. Idosos: Divulgação e mobilização em instituições, institutos e comunidades que acolhem idosos.7. Artes Visuais: Divulgação e mobilização de público interessado em artes visuais.8. Mídias Digitais: Divulgação em grande escala em mídias digitais abrangentes voltadas aos públicos citados. 9. Tradução: Todas a divulgação terá versões em Inglês e Espanhol.
House Cultura - Proponente - Coordenação Geral Dedicada ao design de experiências, a House Cultura cria, implementa e desenvolve projetos culturais e de educação. Criada em 1999, a House Cultura apresenta soluções inovadoras e estratégias focadas na ética e identidade de seus clientes. Atualmente tem escritórios nas cidades de São Paulo (SP), Natal (RN) e Fortaleza (CE). A direção da House Cultura é de Gustavo Wanderley, especialista em Gestão Cultural, formado em Psicologia com aperfeiçoamento em responsabilidade social corporativa e negócios sustentáveis. Gustavo é curador independente em artes-visuais e educação. Atua há 24 anos na criação e no desenvolvimento de projetos e ações culturais. Enquanto proponente, é responsável pela total gestão do processo decisório do projeto, assumindo ainda as funções de Coordenação Geral. Desmedida Produções - Coordenação de Produção Assistente de Produção na Árborea Cultural para o Banco do Nordeste Cultural, onde auxiliou na logística e organização de atividades culturais, incluindo apresentações e workshops. Além disso, foi responsável pela comunicação com artistas, fornecedores e parceiros, gerenciando cronogramas e orçamentos para garantir a eficiência e a qualidade das produções. Coordenador de Produção, realizando a cobertura em tempo real do festival ArtePraia - V, compartilhando todos os momentos em fotos e vídeos e acompanhando todas as intervenções artísticas durante os 3 dias do evento. Também atuou como gerente de projetos do filme e do jogo "O Presente de Cecília", com lançamento previsto para Outubro de 2024, coordenando equipes e desenvolvendo estratégias de comunicação e marketing para promover os projetos.
Periodo para captação de recursos encerrado.