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PRONAC 244018Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

MULHERES NO CINEMA

ZENZA FILMES LTDA
Solicitado
R$ 1000,0 mil
Aprovado
R$ 1000,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SE
Município
Aracaju
Início
2025-01-06
Término
2026-01-06
Locais de realização (6)
Aracaju SergipeBrejo Grande SergipeEstância SergipeItabaiana SergipeLagarto SergipePorto da Folha Sergipe

Resumo

O projeto é um curso de formação audiovisual feito por mulheres para mulheres com carga horária total de 370h. O curso é constituído por 12 oficinas, que contemplam todas as fases de um projeto audiovisual. Desde o Desenvolvimento à Pós-produção. Ainda como atividade do curso são ofertadas master classes, mostras audiovisuais e oficinas de formação audiovisual para jovens da rede pública de ensino, quilombolas, assentados e indígenas como contrapartida.

Sinopse

OFICINAS - A partir de 18 anos. Editais e construção de projeto (Ana Marinho): A oficina atende à demanda das agentes culturais de Sergipe quanto à produção de projetos para editais. Diante disso, a oficina contempla a apresentação de formas de ler um edital de cultura e esmiuçar os tópicos para construção de um projeto na área do audiovisual, desde a apresentação ao orçamento.Pesquisa cinematográfica (Danielle De Noronha): A oficina fornece ferramentas para o desenvolvimento de pesquisas para a produção audiovisual. Serão apresentados técnicas, métodos e processos de pesquisas de conteúdos, sons, imagens e personagens para diferentes formatos audiovisuais. Além do conteúdo teórico, serão trazidos exemplos de obras audiovisuais para análise e exercício prático para um projeto de pesquisa cinematográfica.Roteiro (Clécia Borges): A oficina propõe um mergulho interno por lembranças e recordações que possam fomentar e inspirar a escrita de roteiro. Levando em conta a importância deste lugar e as formas como podemos resguardá-lo, iremos trabalhar possíveis gatilhos criativos para a memória dos alunos. A ideia é pensar este lugar de criação e explorar as suas potencialidades para, a partir desta troca, iniciar a escrita dos roteiros. Produção Executiva (Nah Donato): A produção de filmes e conteúdo audiovisual é um processo complexo que requer uma sólida compreensão das finanças e da transparência na gestão de recursos. A oficina tem foco no desenho de produção; na construção do orçamento bem como nas melhores práticas para a prestação de contas. Este curso visa preencher uma lacuna na formação de profissionais da área cultural em Sergipe.Direção (Lu Oliveira): O objetivo é discutir a função-poder direção na organização de uma equipe cinematográfica, a partir de uma perspectiva afrodiaspórica e interseccional, tomando como cenário referência o cinema dirigido por cineastas negras brasileiras. Por tanto, será discutido como esta função pode ser redefinida ou re-pensada, por meio de trajetórias de diretoras negras, como suas experiências de vida refletem em suas relações de set, formas de organização de equipe, e como se contrapõem ao modo ocidental de pensar e fazer cinema, moldada por uma visão de mundo predominantemente eurocêntrica e masculina.Produção (Joyce Vieira): A oficina tem como objetivo fornecer uma visão abrangente sobre a produção audiovisual de curtas-metragens, destacando as diferentes categorias de produtores envolvidos em um projeto e explorando as ferramentas e os caminhos possíveis no contexto independente brasileiro e abordando aspectos teóricos e práticos da produção audiovisual. Direção de Fotografia (Pritty Reis): Introduzir os conceitos fundamentais e técnicas básicas envolvidas na Direção de Fotografia específica para cinema, preparando os participantes para atuar nessa área com conhecimento e habilidade podendo trabalhar com aparelho móvel ou câmeras.Direção de Arte (Milena Araújo): Nesta oficina exploraremos os seguintes tópicos: conceitos e elementos da direção de arte; desenvolvimento da pesquisa de referência; formação de uma equipe de arte, divisões e atuações de cada membro; relação com as demais equipes; estratégias e práticas para otimizar a execução em projetos com orçamento reduzido. Ao final da oficina, os participantes desenvolverão um projeto conceitual de referência, onde abordarão os elementos expostos e discutidos durante os encontros. A lista de referências utilizadas será disponibilizada ao final de cada aula para acompanhamento dos participantes.Direção de Som (Damyller Ferreira): Esta oficina é uma proposta de mediação em arte que parte da tarefa de recuperar sons perdidos do passado, a partir da criação de um quintal sonoro. A partir da apropriação do conceito desenvolvido por Véronique Campan (1999), no qual o som de cinema é compreendido pela sua essência como “um vestígio do vestígio acústico inicialmente gravado e produto de uma dupla-enunciação”, convidamos à participação, a reflexão e a interação em torno do ambiente acústico que nos circunda. Para isso, serão desenvolvidas ações (exercícios de clariaudiência, pequenas instalações sonoras e práticas reflexivas) que envolvem os participantes em acontecimentos sonoros nos quais visam a potencialização na tarefa de ouvir, analisar e perceber distinções entre os sons. Montagem (Lu Silva): A oficina tem o objetivo de proporcionar a compreensão dos conceitos teóricos e práticos da montagem. Partindo do entendimento da evolução da montagem e seu uso pelas diferentes escolas do cinema. Desta forma, permitir que os alunos compreendam a aplicabilidade e utilização dos conceitos na construção de suas obras cinematográficas.Edição de som (Janaína Vasconcelos): O curso tem caráter prático/teórico e servirá como laboratório de desenvolvimento em grupo de uma peça sonora para um vídeo-minuto. Desse modo, este módulo conta com aulas que aborda a fase de pós produção de som para cinema e audiovisual, apresentando assim, conceitos básicos como: som, ruído, silêncio, paisagem sonora, trilha musical e ambiência. Além destes, busca-se também apresentar recursos de montagem, mixagem e masterização de som, a fim de apresentar todas as etapas que envolvem o processo de criação do som para o cinema e audiovisual.Finalização e cor (Eva Santos): A oficina aborda, de forma prática, os conceitos que possibilitam a colorização de obras audiovisuais, desde o efeito provocado pelo uso das cores na imagem ao uso dos recursos de correção do software Davinci Resolve 18, de acordo com a interpretação do círculo cromático e gráficos de referência. A análise de filmes será a base de discussões sobre como a cor é também um meio de potencializar o sentido e comunicar uma mensagem ao telespectador. MASTER CLASSES - A partir de 18 anosAo final de cada oficina haverá uma Master Class com uma palestrante convidada especialista na temática.MOSTRAS (Manu Veloso e Danielle De Noronha) - LivresAo final de cada 3 oficinas, acontecerá a Mostra de Cinema Feito por Mulheres. Ao todo serão 4 edições da mostra que será aberta ao público geral. Cada edição contempla um território, com produções que vão de Sergipe, passando pelo Nordeste e Brasil, às produções feitas mundialmente.OFICINAS DE CONTRAPARTIDA - jovens entre 15 e 29 anosWebdocumentário (Eva Santos): A oficina propõe a viabilidade de novas narrativas através de uma produção facilitada e acessível com o formato Webdocumentário – filmes ou série de filmes feitos para veiculação nas redes sociais e demais plataformas digitais que podem ser feitos através do celular e utilizando recursos simples. A partir das demandas dos participantes, serão discutidos temas que serão desenvolvidos e transformados numa obra audiovisual, sendo orientados quanto às etapas de uma produção de documentário e realizando atividades a cada aula, enfatizando a adaptabilidade e criatividade na hora de se contar histórias.Cinema e Direitos Humanos (Joyce Vieira): Esta oficina tem como objetivo introduzir jovens ao mundo do cinema apresentando técnicas básicas de filmagem, edição e contação de histórias. Através de atividades práticas com o uso do celular os participantes serão incentivados a criar imagens a partir do estímulo à diversidade de perspectivas e a relação entre corpo, território e identidade.Fotografia (Clécia Borges): A oficina de fotografia traz, através da prática da fotografia, um olhar sensível aos lugares que rodeam os participantes. A oficina propõe como foco a busca pelos espaços naturais que cercam as regiões de Sergipe e seus meios de preservação. CONTRAPARTIDA SESSÃO CINEMA ITINERANTE (Joyce Vieira): Ao final das 3 oficinas de contrapartida que acontecerão em 6 cidades do interior do Estado, teremos uma sessão de cinema com exibição de filmes sergipanos produzidos por mulheres para a população das comunidades onde se localizam as escolas públicas, quilombos, povos indígenas e assentamentos atendidos pelo projeto.

Objetivos

OBJETIVO GERAL O objetivo deste projeto é realizar o curso gratuito de formação audiovisual "Mulheres no Cinema", na cidade de Aracaju. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Produto OFICINAS: Realizar durante 12 meses, 12 oficinas gratuitas, com carga horária de 12h cada, sendo 3h/aula por semana. Os temas referentes a cada uma delas: Editais e construção de projeto; Pesquisa cinematográfica; Roteiro; Produção Executiva; Direção; Produção; Direção de Fotografia; Direção de Arte; Direção de Som; Montagem; Edição de som; Finalização e cor. Totalizando 144h de oficina. - Produto MASTER CLASSES: Realizar durante 12 meses, 12 master classes gratuitas por mês, com carga horária de 3h/aula, finalizando cada uma das 12 oficinas acima citadas; - Produto MOSTRA DE CINEMA FEITO POR MULHERES: Realizar durante 12 meses, 4 edições da "Mostra de Cinema Feito Por Mulheres", de forma gratuita, com duração de 2 dias por edição e 3h de atividade por dia, para finalizar os trimestres do conjunto de 3 oficinas citadas acima; - Produto RODA DE CONVERSA COM REALIZADORAS AUDIOVISUAIS: Realizar durante 12 meses, 8 rodas de conversa com realizadoras audiovisuais, com 1h30 de duração por dia, de forma gratuita, durante os dias de realização da mostra citada acima; - CONTRAPARTIDA: Realizar durante 12 meses, 18 oficinas gratuitas, com carga horária de 8h cada, sendo cada aula com 4 horas de duração, por dois dias consecutivos, para jovens da rede pública de ensino, quilombolas, assentados e indígenas de municípios e comunidades do interior do Estado de Sergipe, abrangendo as 3 messoregiões do Estado. Os temas das oficinas são: Fotografia, Webdocumentário e Cinema e direitos humanos. - CONTRAPARTIDA: Realizar durante 12 meses, 6 "Sessões de Cinema Itinerante", de forma gratuita, com duração de 2h por sessão, para finalizar o conjunto de três oficinas de contrapartida citadas acima;

Justificativa

"Mulheres no Cinema" é um projeto de economia criativa com intuito de fomentar o capital intelectual das mulheres do audiovisual sergipano, fortalecendo as redes do setor. A proposta surgiu a partir de uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em parceria com o Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav), chamada Estudo de Demanda Profissional do Setor Audiovisual. De acordo com a pesquisa, há uma demanda por profissionais especializados no atual momento de expansão vivido pelo mercado. Três a cada quatro empresas encontram dificuldades na contratação de mão de obra no Brasil. No entanto, essa demanda não está, necessariamente, relacionada à falta de competência dos profissionais, mas aponta para a necessidade da formação de novos profissionais. Para as mulheres, uma pesquisa da GEMAA - núcleo de pesquisa que desenvolve estudos sobre ação afirmativa e a representação de raça e gênero em instituições e mídias - divulgou que nenhuma mulher dirigiu filmes de grande público em 2022. A maioria dos cargos de direção foram ocupados por homens brancos. Quando o recorte é interseccionado pela raça, as mulheres pretas ou pardas não dirigem filmes de grande público há 28 anos. Na realidade sergipana, recentemente, uma ação do coletivo Mulheres da Imagem Sergipe (MIS) coletou relatos sobre as dificuldades que as mulheres encontram na inserção e permanência dentro do mercado, majoritariamente, dominado por homens. Diante desses dados, nasce este projeto a partir das mulheres que constituem o Fórum de Audiovisual de Sergipe e que produzem de forma independente. O intuito é especializar e desenvolver a rede de mulheres produtoras de imagem no Estado. Dessa forma, o projeto aquece o setor na região e abre mais portas às mulheres. Esta é a primeira edição do curso, que tem possibilidade de acontecer por mais edições. Ao todo serão 54 mulheres envolvidas no projeto, aproximadamente, sendo 21 da equipe técnica + 12 oficineiras + 12 convidadas para as master classes e 16 debatedoras nas sessões da "Mostra de Cinema Feito Por Mulheres". "Mulheres no Cinema" será ofertado de forma gratuita, via inscrição on-line pelo site do projeto, exclusivamente para mulheres sergipanas, sendo optativo escolher pelo curso completo ou oficinas individualmente. Cinquenta por cento das vagas serão destinadas à integrantes de grupos subrepresentados, para além de mulheres, como mulheres negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+. O formato será híbrido, sendo algumas oficinas on-line e outras presenciais. Já as sessões da mostra serão presenciais e abertas ao público geral. "Mulheres no Cinema" conta também com proposta de contrapartida social. Serão ministradas 18 oficinas, com carga horária de 8h cada, pelo interior do Estado, no intuito de fomentar a produção de imagens para empoderamento das juventudes e divulgação de projetos de economia criativa de mulheres. Essas oficinas atenderão povoados indígenas, quilombolas, assentamentos e escolas públicas estaduais. Para as oficinas da contrapartida serão utilizados princípios da educação popular, com metodologias participativas, integradoras e dialógicas. A proposta busca sensibilizar as pessoas através de exercícios de som e imagem. Para isso, utilizamos atividades lúdicas que têm no dispositivo uma rede de relações e práticas que colocam as pessoas para realizar pequenos filmes, fotografias e sons. As atividades envolvem o contato com o outro, prezam pelo protagonismo, evidenciam as identidades e culturas, e valorizam o território. O resultado é um espaço que vincula as pessoas e estimula a comunicação comunitária, integrando histórias de vida, arte, ciência e todos os saberes e fazeres tradicionais das comunidades. Para o público sergipano, a grande inovação do projeto é a possibilidade de ofertar uma atividade de longa duração, voltada para o desenvolvimento feminino do setor audiovisual da região. Um projeto de aperfeiçoamento profissional para mulheres do audiovisual estruturado dessa forma nunca aconteceu em Sergipe. Fomentar conhecimento com mulheres é redesenhar as formas e possibilidades de se fazer cinema, com Oficinas, Master classes, Mostras e trocas entre mulheres de todo o Estado. Isso estimula a produção de conhecimento feito por mulheres, afim de capacitar e/ou estimular outras profissionais para o setor audiovisual no estado de Sergipe. Ainda temos no setor audiovisual brasileiro uma forte desigualdade de gênero, boa parte das posições de liderança são ocupadas por homens. O curso de formação tem o intuito de promover maior engajamento e participação justa e competitiva das mulheres, no mercado, ampliando as possibilidades e equidade de gênero no audiovisual. Por isso, buscamos pensar uma capacitação para mulheres, feita por mulheres. A busca pela Lei de Incentivo 8313/91 surgiu a partir da seleção pública do programa Petrobras Cultural. Sendo necessária a inscrição do projeto na Lei de Incentivo à Cultura para captação do recurso. O projeto se enquadra nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e alcança os objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;

Estratégia de execução

DESLOCAMENTOS Beneficiárias das passagens: Clécia Borges - Direção de produção e oficineiraJoyce Vieira - Produtora e oficineiraEva Santos - Oficineira

Especificação técnica

“Mulheres no Cinema” é um curso de formação audiovisual feito por mulheres para mulheres com carga horária total de 370h. O curso tem duração de 12 meses e é constituído por 12 oficinas, que contemplam todas as fases de um projeto audiovisual. Desde o Desenvolvimento à Pós-produção. Ainda como atividade do curso são ofertadas master classes ao final de cada oficina com convidadas especialistas nas áreas. Também promovemos a “Mostra de Cinema Feito Por Mulheres”, com 2 dias de exibição, intercalando as fases do projeto e contemplando produções audiovisuais de mulheres. “Mulheres no Cinema” é um projeto de economia criativa com intuito de fomentar o capital intelectual das mulheres do audiovisual sergipano, fortalecendo as redes do setor. A proposta surgiu a partir de uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em parceria com o Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav), chamada Estudo de Demanda Profissional do Setor Audiovisual. De acordo com a pesquisa, há umademanda por profissionais especializados no atual momento de expansão vivido pelo mercado. Três a cada quatro empresas encontram dificuldades na contratação de mão de obra no Brasil. No entanto, essa demanda não está, necessariamente, relacionada à falta de competência dos profissionais, mas aponta para a necessidade da formação de novos profissionais.Para as mulheres, uma pesquisa da GEMAA - núcleo de pesquisa que desenvolve estudos sobre ação afirmativa e a representação de raça e gênero em instituições e mídias - divulgou que nenhuma mulher dirigiu filmes de grande público em 2022. A maioria dos cargos de direção foram ocupados por homens brancos. Quando o recorte é interseccionado pela raça, as mulheres pretas ou pardas não dirigem filmes de grande público há 28 anos.Na realidade sergipana, recentemente, uma ação do coletivo Mulheres da Imagem Sergipe (MIS) coletou relatos sobre as dificuldades que as mulheres encontram na inserção e permanência dentro do mercado, majoritariamente, dominado por homens. Diante desses dados, nasce este projeto a partir das mulheres que constituem o Fórum de Audiovisual de Sergipe e que produzem de forma independente. O intuito é especializar e desenvolver a rede de mulheres produtoras de imagem no Estado. Dessa forma, o projeto aquece o setor na região e abre mais portas às mulheres. O curso está dividido em 4 eixos temáticos que são equivalentes às fases de elaboração de um projeto audiovisual:Eixo 1 - DESENVOLVIMENTOEixo 2 - PRÉ-PRODUÇÃOEixo 3 - PRODUÇÃOEixo 4 - PÓS-PRODUÇÃOCada eixo compreende 3 oficinas ofertadas por mulheres integrantes do mercado audiovisual sergipano. Cada oficina terá 4 aulas, sendo uma por semana, com carga horária total de 12 horas, sendo 3h por aula. As oficinas por eixos temáticos são:Eixo 1 - DESENVOLVIMENTOEditais e construção de projetoPesquisa cinematográficaRoteiroEixo 2 - PRÉ-PRODUÇÃOProdução ExecutivaDireçãoProduçãoEixo 3 - PRODUÇÃODireção de FotografiaDireção de ArteDireção de SomEixo 4 - PÓS-PRODUÇÃOMontagemEdição de somFinalização e corAo final de cada oficina haverá uma Master Class com uma palestrante convidada especialista na temática. Já para finalizar as atividades dos Eixos, teremos a “Mostra de Cinema Feito Por Mulheres”. Ao todo serão 4 edições da mostra que será aberta ao público geral. Cada edição contempla um território, com produções que vão de Sergipe, passando pelo Nordeste e Brasil, às produções feitas mundialmente. Quem encabeçará o processo de curadoria das edições da mostra são as cineastas e pesquisadoras, Manu Veloso e Danielle De Noronha.Entre os eixos 1 e 2 - “Mostra de Cinema Feito Por Mulheres” (Sergipe)Entre os eixos 2 e 3 - “Mostra de Cinema Feito Por Mulheres” (Nordeste)Entre os eixos 3 e 4 - “Mostra de Cinema Feito Por Mulheres” (Brasil)Fechamento do último eixo - “Mostra Petrobras de Cinema Feito Por Mulheres” (Mundo)Serão 2 dias para cada edição da mostra, com a participação de 2 convidadas por dia, que debaterão os filmes exibidos Como contrapartida social, serão ministradas 18 oficinas, com carga horária de 8h e 2 dias de duração, cada, pelo interior do Estado, no intuito de fomentar a produção de imagens para auto-representação das juventudes, comunidades e divulgação de projetos de economia criativa de mulheres. Essas oficinas atenderão povoados indígenas, quilombolas, assentamentos e escolas públicas estaduais. Ao todo 6 cidades serão contempladas, atendendo as 3 mesorregiões que dividem o Estado. A metodologia parte de princípios da educação popular, com ações participativas, integradoras e dialógicas. A proposta busca sensibilizar as pessoas através de exercícios de som e imagem. Para isso, utilizamos atividades lúdicas que têm no dispositivo uma rede de relações e práticas que colocam as pessoas para realizar pequenos filmes, fotografias e sons. As atividades envolvem o contato com o outro, prezam pelo protagonismo, evidenciam as identidades e culturas, e valorizam o território. O resultado é um espaço que vincula as pessoas e estimula a comunicação comunitária, integrando histórias de vida, arte, ciência e todos os saberes e fazeres tradicionais das comunidades.Ao final das oficinas, teremos uma sessão de cinema com exibição de filmes sergipanos produzidos por mulheres chamada "Sessão de Cinema Itinerante".OFICINAS CONTRAPARTIDA INTERIOR DE SERGIPE: Fotografia, Webdocumentário e Cinema e Direitos HumanosMESORREGIÃO SERTÃO SERGIPANO: Aldeia Indígena Xokó e Quilombo MucamboMESORREGIÃO AGRESTE SERGIPANO: Itabaiana (Escola Estadual Eduardo Silveira) e Lagarto (Escola Estadual Monsenhor Juarez Santos Prata)MESORREGIÃO LESTE SERGIPANO: Brejo Grande (Quilombo Brejão dos Negros) e Estância (Assentamento Caio Prado)“Mulheres no Cinema” será ofertado de forma gratuita, via inscrição on-line pelo site do projeto, exclusivamente para mulheres sergipanas, sendo optativo escolher pelo curso completo ou oficinas individualmente. Cinquenta por cento das vagas serão destinadas à integrantes de grupos subrepresentados,para além de mulheres, como mulheres negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+. O formato será híbrido, sendo algumas oficinas on-line e outras presenciais. Já as sessões da mostra serão presenciais e abertas ao público geral.O público-alvo do projeto são mulheres sergipanas, a partir dos 18 anos, de toda e qualquer classe econômica, interessadas em aprimorar e ampliar seus conhecimentos na área do audiovisual. Equipe Técnica:Direção Geral: Ana MarinhoDireção de produção: Clécia BorgesProdutoras: Joyce Vieira, Evelin Santana e 2 produtorasPlano de mídia, assessoria de imprensa e redes sociais: Dijna TorresDesigner: Gabi EtingerWebdesigner: Júlia BezerraFotógrafa (Still): Júlia RodriguesOficineiras: Ana Marinho, Danielle De Noronha, Clécia Borges, Nah Donato, Joyce Vieira, Lu Oliveira, Pritty Reis, MilenaAraujo, Damyler Cunha, Lu Silva, Janaína Vasconcelos e Eva Silva.Curadoras da mostra: Manu Veloso e Danielle De Noronha

Acessibilidade

MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Rampas, banheiros adaptados e piso tátil.MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiodescriçãoACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: intérprete de libras e legendagem para surdos e ensurdecidosACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: monitores treinados

Democratização do acesso

De acordo com o Art. 28 da IN nº 01/2023 o projeto prevê a adoção das seguintes medidas de ampliação do acesso: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). São elas: - 100% das inscrições serão gratuitas - 50% das vagas são destinadas à integrantes de grupos sub-representados como mulheres negras, indígenas, quilombolas e LGBTQIAPN+ - descentralização proporcionando atividades no interior do Estado.

Ficha técnica

Proponente: Zenza Filmes LTDADireção e produção executiva do projetoA Zenza Filmes é uma produtora independente brasileira que atua nas áreas de produção executiva, roteiro, direção e oficinas para audiovisual. Em 2022, ministrou a oficina de 160h em Criação Audiovisual para o Projeto Memória Social e Turismo de Base Comunitária, pelo SESC Sergipe. Além disso, ministrou oficinas de Produção Coletiva e Texto Criativo para alunos da Unochapecó. A proponente também coordenou a "Mostra Lona", na edição Sergipe. Em 2024, encabeça a direção geral e roteiros da 1ª e 2ª temporadas do projeto de animação ficcional "Zé, o peixe" e dos curtas-metragens documentais "Trabalhadeiras", "Sete Meninos", "Cabaça: Sementes de um Brasil profundo" e "Mestre Orlando do Couro: Ancestralidade Viva na Pele Talhada", todos aprovados pela Lei Paulo Gustavo. Além da finalização do longa-metragem documental "Donas da Terra".Ana MarinhoCoordenação e oficineiraRoteirista, jornalista, pesquisadora, fotógrafa, escritora e doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia. Escreve, dirige e produz documentários e séries. É sócia-proprietária da produtora independente Zenza Filmes. Atuou como oficineira do audiovisual pelo SESC, em 2022.Clécia BorgesDireção de produção e oficineiraGraduada em Cinema pela UFS, fotógrafa e videomaker. Atua nas áreas de direção, direção de fotografia, direção de arte, som, roteiro e montagem. Dirigiu os filmes “Era pra ser nosso Road Movie “ (2019), “Consonância”(2019), "Em Concha" (2020) e “Meu primeiro melhor amigo” (2021) . Atualmente, se dedica às áreas de roteiro e som. Ministra oficinas de roteiro e é operadora de som.Joyce VieiraProdutora e oficineiraRealizadora Audiovisual e Produtora de Impacto Sergipana formada em Cinema pela UFS. Atua com montagem, direção de arte e produção. Com o documentário intitulado "Herança" foi premiada no Laboratório Negras Narrativas 2022. É integrante da Rede de Produtores de Impacto do Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social e também faz parte da Rede de Advocacy Internacional Jovem promovida pelo Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH) em parceria com a ONU.Evelyn SantanaProdutoraGraduada em Cinema e Audiovisual pela UFS. Atua como produtora, produtora de set, assistente de produção e com podução de impacto e economia criativa. Luciana OliveiraOficineiraMestra em Cinema e Narrativas Sociais e doutoranda em Sociologia pela UFS. É co-idealizadora e diretora geral da EGBE - Mostra de Cinema Negro. É também associada ao APAN, integra o Forum Permanente Audivisual Sergipe e é sócia na Rolimã Filmes. Dirigiu os filmes "O corpo é meu" (2014), "Puerpério" (2021), "A mulher que me tornei" (2021) e "Espelho" (2022). Milena AraújoOficineiraGraduada em Cinema pela UFS. Foi diretora e roteirista dos curtas-metragens "Mariana" (2019), "Carta Para Dalva" (2020), "Aqui somos todos loucos uns pelos outros" (2022), "Rastro" (2022) e da animação Stop Motion "A viagem de Bruna Bola" (2020) e do videoclipe "Linhas Que Trago" (2020).Janaína VasconcelosOficineiraMestre em Cinema pela UFS. Foi professora substituta nos cursos de Cinema e Publicidade e Propaganda na UFS. Apresenta trajetória na área de Artes Visuais e Cinema, em especial em fotografia expandida, com experiência em processos artesanais de revelação fotográfica, processos de criação em imagem e produção sonora. Atua como fotógrafa e designer de som para cinema.Gabi EtingerDesignerArtista visual e designer gráfica. Desenvolve projetos gráficos e animações 2D com práticas artesanais. Ilustrou e animou os videoclipes Dois peixinhos e Cuna. Cria cartazes para filmes e espetáculos, encartes de discos, publicações em geral e projetos para expografias. Realizou exposições com experimentações gráficas: Xiloanime (2010) e Êxodo (2012). É integrante do Mulheres da Imagem Sergipe.Manoela VelosoCuradora e organizadora da mostraGraduada em Cinema pela UFS. Atua nas áreas de produção, montagem, fotografia, assistência de direção e direção em audiovisual. Dirigiu os curtas João e Maria (2013), Diana (2015), Farinhada (2019), dia de Olga (em casa) (2020) e A mulher que me tornei (2021). É sócia da Rolimã Filmes. É coordenadora e realizadora da Mostra Maternidade Real; também colabora com o Sercine como coordenadora de mostras.Díjna TorresAssessoria de imprensaPós-doutoranda em História, Mestra em Sociologia e Jornalista pela UFS, Doutora em Antropologia pela UFSC. Especialista em cultura afro-brasileira pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá, atua na área de produção cultural, religiões de matrizes africanas no Brasil, imagem, gênero e pesquisa aplicada. Júlia BezerraWebdesignerFormada em Design de Produto pela UFF. Fotógrafa e designer. Trabalha como produtora executiva de projetos audiovisuais e arte das produções. Auta junto a artistas da música sergipana, produzindo capas e identidade visual para campanhas de lançamento dos projetos. Júlia RodriguesStillGraduada em Lazer e Indústria do Entretenimento pela Anhembi Morumbi, atua com fotografia, vídeo e edições. Participa de produções de videoclipe como videomaker e direção de fotografia. Já fotografou diversos eventos e artistas locais. Danielle De NoronhaOficineira, Curadora e Organizadora da MostraPesquisadora, professora, curadora, produtora e roteirista. Pós-doutoranda em Cinema e Audiovisual pela UFF, onde ministrou disciplinas. Doutora em Mídia, Comunicação e Cultura pela Universitat Autònoma de Barcelona, mestra em Antropologia pela UFS e graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Ministrou alguns cursos livres e coordenou, produziu e fez curadoria de diversas mostras, como Porto Femme e Festival Internacional de Cinema de Itabaiana. É curadora da mostra sergipana Elas por Trás das Câmeras.Nah DonatoOficineiraGraduada em Relações Públicas pela Universidade Tiradentes. Atua em diversas áreas como produtora cultural com foco em prestação de contas e acompanhamento de projetos. Foi produtora de curta-metragens como: “As aventuras de seu euclides: Lambe-sujo e Caboclinhos” , “Para Leopoldina”, “Super Frente, super 8”, “Caixa D’Água, quilombo é esse?" e do longa-metragem “A pelada”, e produtora de objetos no “Orquestra dos meninos”. Além de ter produzido, os programas de TV “Um pé de quê” edição Umbú e Mangaba, da Rede Globo gravado em Sergipe, e “Olha aí” da TV Aperipê. Pritty ReisOficineiraFotógrafa atuante na cena Audiovisual, com formação pela UFS. Fez direção de fotografia em videoclipes e documentários como "Farinhada". Foi assistente de fotografia do Doc "O corpo é meu" e o Fashion Film "Preta Boho do Brechó Gira Sol". Em 2021, integrou suas fotografias na Exposição Mulher Infinito. Faz parte da comunicação da Mostra Egbé Cinema Negro, integra a rede Mulheres da Imagem Sergipe e é associada à APAN. Eva SantosOficineiraFormada em Cinema e Audiovisual (UFRB) com Especialização em Comunicação e Marketing (UNIFACS). Atua como montadora, colorista e finalizadora em projetos audiovisuais. Integrou também o Laboratório de Análise e Criação em Imagem e Som - LACIS. Ministrou oficinas online de Produção Audiovisual, além de ministrar a turma de colorização do semestre 2022.1 na Infinity School - Salvador. Damyler CunhaOficineiraFormada em audiovisual. É professora na UFS no curso de graduação em Cinema e Audiovisual e colaboradora no PPGCINE. Com formação de doutora e mestra no programa de Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP.Lu SilvaOficineiraEditora de Série de TV, Documentário, Ficção, Jornalismo, Publicidade, Videoclipe, Album visual e Fashion Filme. Montou curtas-metragens premiados em Festivais, tais como: Para Leopoldina (2014), Clandestino (2017), Espelho (2021), entre outros. Coordenou a equipe de editores do Núcleo de Produção de Programas Especiais da Aperipê TV. Atualmente é Técnica em Audiovisual do IFS e curadora do Festival Audiovisual Sercine. É sócia da produtora Rolimã Filmes.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.