| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33000167000101 | PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS | 1900-01-01 | R$ 720,0 mil |
Realizar a 9a edição do Favela Sounds _ Festival Internacional de Cultura de Periferia, celebrando os 10 anos de criação do evento. Um dos mais expressivos festivais de música do Brasil, Favela Sounds acontece desde 2016 e oferece gratuitamente uma programação musical que mescla nomes de destaque da cultura dos guetos globais aos talentos da música produzida em favelas de Norte a Sul do Brasil, além de atividades socioeducativas em centros de reinserção social para menores e instituições de ensino. Reúne cerca de 40 mil pessoas por edição, promovendo uma ocupação periférica no centro político e urbano da capital, com campanha de divulgação direcionada às periferias e aluguel de ônibus para garantir que a população de regiões mais distantes do centro acessem o evento. A programação do evento apresenta cerca de 30 shows e showcases, oficinas formativas e palestras em escolas públicas, além de acelerar e capacitar artistas e negócios criativos periféricos do DF através do Favela Talks.
Abaixo apresentamos a sinopse de cada uma das ações culturais envolvidas no projeto Favela Sounds: Oficinas Sociais para jovens egressos do sistema socioeducativoAs atividades visam inspirar caminhos no mercado criativo e cultural para jovens egressos do sistema socioeducativo, que recém cumpriram penas ou ainda estão em semi-aberto. A expectativa é que estas oficinas possam despertar novas perspectivas de atuação profissional, ou apenas apoiar criativamente no processo de reinserção social. Unidade de Meio Aberto - UAMA do ParanoáOficina 1 - Oficina de Rimas, com direito a batalha de rimas ao final, facilitada pelo MC VisageUnidade de Meio Aberto - UAMA do Recanto das Emas Oficina 2 - Oficina de Roadie, para atuação em palcos de shows, facilitada pela técnica Kika CarvalhoClassificação Indicativa: 16 anosTotal de público atendido: 50 pessoas Palestras em instituições públicas de ensinoCom essas palestras, o Favela Sounds se aproxima do público escolar, tanto para formar plateias futuras do festival, quanto para compartilhar conhecimentos manifestados durante a edição do evento entre a comunidade escolar. Assuntos de ampla relevância para a juventude atual são debatidos com facilitadores muito didáticos. 08/06 - Palestra 1 - Educação midiática na prática, com Gabriela de Almeida 10/06 - Palestra 2 - A importância da diversidade religiosa, com Mãe Dora de Oyá 12/06 - Palestra 3 - Profissão DJ, com DJ Chokolaty Classificação Indicativa: 12 anosTotal de público atendido: 450 pessoas Favela TalksAmbiente de mercado do Favela Sounds, é uma conferência paralela ao festival que fomenta e acelera negócios criativos das periferias do DF e artistas do hip-hop e funk ao oferecer 4 talks, LAB de mentorias e sessões de banca de ideias para negócios criativos, showcases de artistas locais e rodadas de negócio para a música, conectando os maiores nomes da criatividade brasileira aos talentos em ascenção das favelas do DF.*Atividades gratuitas. Público: Talks com 1000 participantes, LAB de Mentorias e Bancas de Ideias pra 20 negócios criativos, 30 bandas e artistas em rodadas de negócio e 7 artistas e bandas nos showcases.Classificação Indicativa: 16 anos O Baile – Favela SoundsRealização de 20 shows que compõem a programação do Baile do Favela Sounds, contemplando atrações que incluem artistas do Distrito Federal e de várias partes do Brasil e do mundo, promovendo um encontro das linguagens e estéticas das periferias de todo o país no coração do Brasil, com foco principal na cultura hip hop. Todos os shows são transmitidos pelo Youtube e acontecem na Esplanada dos Ministérios gratuitamente, com ônibus indo e voltando das regiões de maior vulnerabilidade do DF e entorno rumo ao centro, onde tudo acontece.Classificação Indicativa: 18 anos
O objetivo geral do Favela Sounds - Festival Internacional de Cultura de Periferia é evidenciar a produção cultural das periferias brasileiras, sobretudo das juventudes, fazendo ecoar as vozes e sonoridades das favelas em um território que pouco discute suas urgências: a Esplanada dos Ministérios de Brasília. O projeto, calcado nas quatro principais manifestações da cultura hip hop - rap, DJ, break e grafite - e na relação deste movimento com a diversidade criativa das favelas brasileiras, coloca a cultura, a dança e o som das periferias no centro, fortalecendo narrativas originais de periferia e diminuindo barreiras de acesso, além de propiciar a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade social no mercado criativo. Objetivos específicos 1) Realizar a nona edição do Favela Sounds no período compreendido entre 25 a 30 de maio de 2026, em diferentes RAs do Distrito Federal, culminando em uma maratona de shows no Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios). 2) Realizar 22 shows em 2 noites de Baile na edição 2026 do festival, levando cerca de 40 mil pessoas às atividades gratuitas no Museu Nacional, chegando a pelo menos 10 mil pessoas pela Transmissão Ao Vivo e oferecendo 20 ônibus gratuitos saindo e voltando de 10 RAs com destino ao festival. A ação tem como objetivo evidenciar a diversidade cultural das periferias do DF e Brasil, garantindo uma janela de visibilidade nacional e global para música produzida nas favelas, além de condução gratuita a 1000 jovens que potencialmente não poderiam comparecer pela baixa mobilidade da cidade em períodos noturnos e madrugada.3) Realizar 3 debates em escolas públicas e 2 oficinas nas Unidades Socioeducativas do DF, oferecendo perspectivas de ocupação e renda na indústria criativa a jovens moradores de periferias, seja no ambiente escolar ou no contexto da reinserção social, atendendo pelo menos 500 pessoas em 5 RAs, incluindo produtivamente jovens periféricos no mercado da cultura local.4) Realizar 01 edição do Favela Talks, ambiente de mercado voltado à criatividade periférica, que acontece em paralelo ao Favela Sounds, promovendo as seguintes atividades:- 4 talks em temas como cultura geek, revoluções musicais, inteligência artificial e racismo algorítmico, identidades na criação de conteúdos, soluções em clima e ocupação territorial, e o futuro do trabalho no contexto periférico. As atividades terão formato de podcast ao vivo, a serem gravadas, editadas e divulgadas posteriormente.- Lab de Mentorias e Bancas de Ideias: O LAB tem metodologia pensada para acelerar negócios criativos periféricos nas mais diferentes áreas, recebendo até 20 negócios através de seleção pública, com sessões divididas entre o acolhimento e compreensão do mercado criativo, os desafios da formalização, construção de pitching, estratégias de branding e as sessões finais de Bancas de Ideias, momento em que os inscritos apresentam o pitching construído para um time de profissionais do mercado, que têm um tempo para dar toques de aprimoramento às iniciativas.- Showcases: Sete artistas periféricos do DF selecionados se apresentam ao longo de 30 minutos cada para 20 importantes programadores da música brasileira e o público em geral, em duas noites de showcases do Favela Talks. Cada noite tem um show nacional de encerramento, ampliando a atração de grandes plateias para os artistas de Brasília. - Rodadas de Negócio: Nas Rodadas de Negócio para a música convidamos 20 programadores de festivais, casas de show, diretores de rádios, distribuidoras e outras personalidades de ampla visibilidade no mercado musical brasileiro, para dialogarem e conhecerem o trabalho de 25 artistas e bandas de periferias do DF, gerando oportunidades para estes no mercado nacional e aumentando a visibilidade de Brasília na rota musical do país.
Para realização da nona edição do festival, pela primeira vez buscamos incluir no projeto recursos oriundos do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais via Pronac. Visando a continuidade do projeto, o alcance de outros territórios e comunidades, e a ampliação do acesso ao festival, citamos abaixo incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 com os quais o projeto coaduna em sua essência:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;O Favela Sounds é conhecido como o maior festival de criatividade periférica do país. Criado em 2016 para reunir talentos e projetar tendências da música produzida em favelas brasileiras, o evento desde cedo chamou atenção por reunir multidões de jovens de periferias do Distrito Federal na Esplanada dos Ministérios para celebrar a cultura hip hop, tão importante para a vida social do Distrito Federal, fazendo ecoar nacionalmente as urgências de favelas de todo o país através de seus talentos musicais, propondo uma mistura eletrizante e sem precedentes de estilos e sotaques num só palco. Também salta aos olhos, o fato do projeto envolver ativamente público vindo de todas as Regiões Administrativas do Distrito Federal em um grande baile a céu aberto, que representa tão bem a cultura e a diversidade do Brasil.II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Com o passar do tempo, o evento transcendeu a música, pensando qualificação e geração de emprego e renda para jovens periféricos no mercado criativo. Hoje, sua realização envolve cerca de 250 profissionais diretamente, e suas atividades se distribuem entre: o festival (que só entre 2022 e 2023, retomada da pandemia, levou 95 mil pessoas à sua programação gratuita), o Mapa da Criatividade Periférica Brasileira (plataforma criada para ampliar a presença de jovens periféricos no mercado criativo nacional), a série Favela.doc (série documental que desvenda a produção musical das favelas do Brasil) e o Favela Talks (primeiro ambiente de mercado voltado à criatividade periférica no Brasil, com atividades direcionadas para o empreendedorismo), demonstrando um rico panorama de produção e incentivo a pautas e recursos humanos oriundos de comunidades social e economicamente desfavorecidas. Além disso, é comum que todas as regiões brasileiras estejam representadas na programação musical do festival pois o projeto mapeia a música produzida nos territórios de favela de todas as capitais. Favela Sounds é um grande encontro da música regionalmente produzida em cada favela do Brasil.III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;O Favela Sounds traz em seu DNA como pauta premente o apoio, valorização e difusão da arte e dos artistas que nasceram nas periferias brasileiras. Cada vez mais reconhecido como o mais representativo festival de criatividade periférica do país, Favela Sounds faz com que a música que antes não era vista, tampouco valorizada em grandes festivais Brasil afora, ressoe por meio da difusão e impulsionamento de artistas em um grande palco na capital do Brasil. É objetivo do projeto valorizar verdadeiros criadores da música brasileira, e estes pilares vem necessariamente das favelas.IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;Atualmente o Favela Sounds é referência em diversidade e inclusão no universo da produção cultural brasileira. A cada ano se fortalecendo com a transversalidade entre música e outros setores criativos, em 2026 fixa-se na relação das favelas com a tecnologia para desenhar a sua programação. A aderência do projeto ao Art. 1º da Lei 8.313/91 também se justifica, pela fruição de bens culturais genuínos de periferia em larga escala, já que o evento alcança público em todo o mundo, projetando e exportando talentos, e pela capacitação de jovens periféricos para o mercado criativo, gerando oportunidades na arte e cultura locais, sempre pensando políticas de paridade de gênero, raça e inclusão de profissionais com deficiência, além de ter amplo foco na pluralidade tão latente na cultura brasileira.VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;A programação de Favela Sounds é focada majoritariamente na valorização da cultura hip-hop, patrimônio cultural imaterial no Distrito Federal, São Paulo, Paraíba e outros estados, evidenciando talentos de seus quatro elementos, em conformidade, também, com o decreto da presidência Nº 11.784, de 20 de novembro de 2023, que reconhece a cultura hip-hop e os seus elementos e fatores artísticos e sociais, criados, desenvolvidos e agrupados pelas comunidades periféricas afro-americanas e latinas, como uma manifestação da cultura nacional.IX - priorizar o produto cultural originário do País.O Favela Sounds _ Festival Internacional de Cultura de Periferia, é o maior festival do Brasil a tratar da cultura e criatividade das periferias, acontecendo desde 2016. Seu Baile acontece na região central e turística de Brasília, em frente ao Museu Nacional da República, promovendo a circulação de produtos culturais produzidos nas favelas como ferramenta de transformação social e fazendo com que o som tocado nas periferias brasileiras tenha lugar e palco no centro administrativo do país.Quanto ao Art. 3°, cabe citar os incisos abaixo:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem a inclusão social de crianças e adolescentes;Favela Sounds desde sua criação está atento ao incentivo à formação artística e cultural de jovens e adolescentes sujeitos à vulnerabilidade social, assim como a inclusão de artistas locais e regionais em sua grade de programação. É realizado em área central de Brasília, mas abrange outras Regiões Administrativas e até cidades do entorno do Distrito Federal, onde realiza oficinas e laboratórios gratuitos; oficinas de capacitação para jovens egressos do Sistema Socioeducativo; debates em instituições públicas de ensino; o primeiro ambiente de mercado para aceleração de negócios criativos periféricos do país (Favela Talks), além dos shows que fazem parte do Baile do Favela Sounds, que sempre revelam novos talentos e dão vez e voz para as periferias não só do Distrito Federal, como de todo o país.II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;Favela Sounds fomenta a produção cultural e artística por meio da realização de festival de grande porte, que é realizado anualmente, com 06 dias de duração e com a todas as atividades sendo oferecidas à população de forma gratuita, formando novos públicos e fazendo circular a os produtos culturais desenvolvidos nas periferias.IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;A criação de Favela Sounds é baseada em pesquisas exíguas sobre o desenvolvimento criativo das periferias brasileiras. Os estudos desenvolvidos para conceber o projeto são a matriz de tantos desdobramentos do festival ao longo do tempo. FS foi tema de dissertação de mestrado em Economia pela UFRGS em 2023, onde a disposição do público a consumir eventos gratuitos é estudada a fundo, com resultados que valorizam a pertinência simbólica e política de se oferecer/financiar eventos gratuitos.
Falando da Diversidade Importante sinalizar que uma das premissas do projeto é a diversidade, o que é amplamente visto na equipe contratada, que é diversa, formada por profissionais pretos, LGBTQIA+ e periféricos, inserindo 10 profissionais com deficiência a partir de seleção pública com o propósito de abastecer um banco de profissionais PCDs do Distrito Federal, já promovido pelo festival e divulgado entre outros eventos da cidade. Com isso, o festival contribui para que o mercado criativo do DF se diversifique, gerando emprego e renda para profissionais negros, periféricos, LGBTQIA+ e Profissionais com deficiência. Fortalecendo a cultura hip hop Favela Sounds nasce inspirado nos quatro elementos que compõem o hip hop, patrimônio imaterial do DF, sendo uma vitrine para artistas do rap, break, grafite e, principalmente, para os DJs. Partindo da compreensão de que a figura do DJ é central nas produções culturais periféricas, o festival tem o compromisso de visibilizar e reiterar a importância dessa figura, que ganha força a partir do crescimento e reconhecimento do hip hop, mas que, a partir disso, passa também a ser peça central no desenvolvimento de outros gêneros musicais. Para além do rap, quando falamos de funk, bregafunk, tecnobrega e outros estilos que nascem e se desenvolvem nas periferias do Brasil e do mundo, o DJ está sempre no centro das criações e dos bailes de favela, sendo peça chave para a difusão destes gêneros mundo afora. Valorizar a presença desse artista é uma forma de reforçar a importância da cultura hip hop no desenvolvimento da música de favela do Brasil. Do perfil de público Quanto ao perfil de público do festival, cabe salientar que é formado em maioria por jovens das classes B, C e D. Em sete edições já realizadas, o festival somou público de mais de 300 mil pessoas presencialmente e mais de duas milhões impactadas virtualmente. Sabe-se por pesquisa que 57% do público tem de 17 a 29 anos, sendo que 81% é solteiro, 14% fazem parte do grupo de pessoas com algum tipo de deficiência e 44,4% declarando-se não-heterossexual. Majoritariamente jovem e diverso, o público encontra na programação do festival ampla identificação, já que as atividades são pensadas para atender as urgências de jovens moradores de periferia. Apenas 6,2% do público mora no Plano Piloto e 10,4% nunca esteve na Esplanada dos Ministérios, o que denota a capilaridade do evento nas comunidades e sua importância simbólica e prática para a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Com 65,2% do público empregado (tendo 22,6% ensino superior completo), o braço de formação torna-se um ativo importante para inclusão produtiva de uma geração cuja parcela alta não trabalha ou estuda (25% da juventude do DF, segundo dados da Codeplan). Do Planejamento de Comunicação e Divulgação Com relação ao planejamento de comunicação e divulgação do festival é voltado à difusão de conteúdos digitais. O projeto conta com Coordenação de Comunicação e equipe composta por social media, editor de vídeos/motion graphics, designer-sênior e arte-finalistas, além de equipe de apoio em Tecnologia da Informação para adaptação do site e gestão de ads. Influenciadores digitais periféricos, Newsletters, Ads e Mídia Online em portal de ampla visibilidade são instrumentos de uso contínuo do projeto, assim como mídias de rádio e mobiliário urbano que nos levam às telas no metrô e rodoviária, locais os quais o nosso público é a grande maioria. Da Curadoria do festival Desde sua primeira edição, em 2016, a curadoria do Favela Sounds (FS) se baseia no tripé pesquisa virtual e in loco, escuta atenta nos territórios de favela Brasil afora e participação em eventos e ambientes de mercado. Por pesquisa virtual, citamos desde o incansável consumo de músicas, obras audiovisuais, livros e artigos sobre criatividade, sociedade, economia criativa e os arranjos sociopolíticos que envolvem as periferias, até pesquisas de público aplicadas em todas as edições presenciais já realizadas pelo Favela Sounds, in loco e virtualmente (a resposta à pesquisa é ação obrigatória para retirada do ingresso gratuito). Tais dados nos levam a entender os hábitos e anseios do nosso público, sendo estes a fonte maior de inspiração para definição dos temas de cada ano e dos artistas que passarão pelo palco. Em se tratando da escuta atenta aos territórios, é válido dizer que a curadoria do festival investe anualmente em estadias em periferias de todo o país, além de manter contato direto com representantes das cenas musicais de favelas de inúmeras regiões. Assim também chegamos às lineups de cada edição, reconhecidas pela imprensa especializada como lançadoras das novas tendências do midstream brasileiro, ano a ano. Não à toa, muitos artistas que hoje são figuras reconhecidas em todo o país tiveram seus primeiros shows em festival no Favela Sounds. Podemos dizer que assistimos anteriormente a 80% dos shows que contratamos, a grande maioria deles descobertos em bailes de favela pelo país. Graças ao seu modelo de atuação e comprovada efetividade nas estratégias de impacto às comunidades periféricas, Favela Sounds é tema de palestras e conferências em ambientes de mercado da música realizados no Brasil e no mundo. Entre aqueles que o festival participou na programação estão Global Toronto (Canadá), Future Now (Cabo Verde), Circulart (Colômbia), Cinars (Canadá), Oslo World (Noruega), Womex (Espanha), AME (Cabo Verde), Nuits D’Afrique (Canadá), Sim São Paulo, Música Mundo (Belo Horizonte), FIMs (Paraná), Mundial Montreal (Canadá) e Tum Festival (Florianópolis). E são nestes espaços que complementamos nossa metodologia para escolha do tema e seleção dos personagens de cada edição. FS está presente nestes ambientes de mercado e em muitos outros festivais, trocando e estabelecendo contatos com os talentos a serem programados quando estes estão dando seus primeiros passos: participando de rodadas de negócios e se apresentando em pequenos palcos. Esta aproximação anos antes de o artista ser programado nos permite acompanhar seu desenvolvimento e contribuir para seu crescimento no mercado. Também são nestes ambientes que fazemos negócios com artistas estrangeiros, muito importantes na história do FS. Desde sua primeira edição, FS evidencia estéticas genuinamente periféricas, urbanas e brasileiras conectadas à fruição criativa do país, evidenciando a lógica produtiva e as receitas de sucesso dos estilos musicais que sempre contribuíram para a arquitetura da arte brasileira. Geradoras de tendências, as favelas sofrem até hoje com a expropriação de suas criações que, rapidamente, são absorvidas pelos grandes mercados de arte, gerando divisas milionárias que nem sempre retornam para seus criadores, nem muito menos para as comunidades que primeiramente difundem estes produtos culturais e estilos artísticos. Esta não é uma característica particular da cultura brasileira, e sim um comportamento mundial do mercado cultural em relação aos guetos, haja vista a história do hip hop nos EUA. Da moda à gastronomia, passando pela dança, interpretação, religiosidade e a metamorfose da língua portuguesa, o que se pretende na programação artística e formativa é dar voz aos códigos contributivos das favelas do país para a formação da identidade nacional e fortalecimento da arte urbana e periférica. Na tentativa de fazer girar a roda da história e garantir visibilidade e representatividade aos verdadeiros talentos que diariamente inovam as sonoridades das ruas do país é que o festival vem crescendo, desde 2016, mantendo seu interesse em apostar na nova geração de artistas da música negra brasileira, em especial do hip hop, tentando sempre apresentar as tendências de futuro da música independente no Brasil. Por isso, FS é conhecido como termômetro de tendências da música brasileira. Artistas como Baco Exu do Blues, Hiran, Linn da Quebrada, Rincon Sapiência, entre outros, tiveram suas primeiras apresentações em grandes festivais neste palco.
O Favela Sounds - Festival Internacional de Cultura de Periferia está previsto para acontecer em maio de 2026, com duração de 06 dias, envolvendo aproximadamente 50.000 pessoas entre público presencial e público on-line que terá acesso à etapa final do festival por meio de canal no Youtube.https://www.youtube.com/@FavelaSounds
Entre as ações de acessibilidade que realizamos, podemos citar:- A contratação de coordenadora de acessibilidade como força essencial desde a pré-produção, pois ela acompanha o processo de desenho e montagem da arena, a fim de avaliar todas as questões ligadas à completa acessibilidade no local. Também é a profissional quem coordena as ações de atendimento a todo o público do festival, montando equipe PcD para atender a todos a partir de seleção pública;- Criação de plano de atendimento a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na Arena do festival;- Banheiros e balcões de atendimento adaptados para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;- Cardápio do bar em braile;- Criação de área PcD e estacionamento PcD próximo à entrada do evento;- Intérpretes de Libras nos shows e talks apresentados no festival e no ambiente de mercado;- Website com ferramenta de acessibilidade;- Vídeos de promoção e aftermovie legendados em closed-captions ao português, atendendo a surdos usuários da língua portuguesa;- Legendas de posts e conteúdos em redes sociais criadas com descritivos para leitura de imagem #PraTodosVerem;- Contratação de 10 equipamentos de audiodescrição dos shows com narrador descrevendo ao vivo o que acontece em cena, além de acompanhar o grupo mobilizado;- Disponibilização de protetores auriculares e espaço de descompressão para pessoas neuroatípicas;- Disponibilização de fraldas e/ou kit de cateterismo e espaço confortável para realização do procedimento para paraplégicos.
O festival prevê em sua 9ª edição um público estimado em 50.000 pessoas, incluindo o público que comparecerá aos shows (40.000), atividades paralelas (1.000) e em torno de 9.000 pessoas que se beneficiarão da transmissão ao vivo pelo canal do festival no Youtube, que amplia o alcance do Favela Sounds nacional e internacionalmente.O evento se preocupa em garantir acesso irrestrito a todos os públicos e por isso tem a gratuidade como ponto central de sua atuação. 80% do público tem menos de 30 anos de idade, tendo mais da metade até os 24 anos. Forma-se por uma maioria de 71% negra com renda média familiar inferior aos R$ 4.000,00 mensais. Tais dados abordados em pesquisa orientam para quem é feito o Favela Sounds. Com mais de 90% do público vindo de fora do Plano Piloto (região central e mais abastada de Brasília), prova-se que a gratuidade total do evento já é um ativo que amplia seu público. Ainda assim, outras medidas de democratização são tomadas.Em Brasília, uma favela pode estar a até 90 km de distância de outra, o que torna a mobilidade urbana e a provocação de encontros quase impossíveis de se concretizar. Para tanto, Favela Sounds oferece ônibus gratuito de ida e volta partindo de 10 endereços mais distantes da cidade (regiões de maior vulnerabilidade social) rumo à grande ocupação do centro da cidade, provocada pelo evento.Sabemos que mais de 20% do nosso público pisou pela primeira vez na Esplanada dos Ministérios para conhecer o Favela Sounds, fato que explica a pertinência do empoderamento político da juventude promovido pelo evento e a inclusão efetiva que o projeto proporciona.
Todos os projetos desenvolvidos pela plataforma Favela Sounds são de autoria e gestão da agência criativa Um Nome, fundada em 2011 no DF e especializada na criação de projetos criativos e no atendimento de comunicação para festivais e grandes eventos. Hoje com 12 funcionários e contratando uma centena de colaboradores em projetos, a agência atende importantes contas de comunicação e produção de conteúdos audiovisuais, como o Cine Brasília, o Clube do Choro de Brasília, a Semana de Inovação do Governo Federal, ou o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.No campo da produção, desenvolve projetos desde 2015, realizando inúmeros shows e festivais no DF e tendo como carro chefe o Favela Sounds, criado pelos gestores da agência em 2016, que tornou-se plataforma ligada ao empreendedorismo criativo, audiovisual e pesquisa, para além da música. Nele, a Um Nome assina toda a produção e comunicação.A equipe do Favela Sounds vem se formando desde 2016, contando com colaboradores que cresceram junto conosco e hoje figuram até como curadores de outros festivais. O time é 75% composto por mulheres, em sua maioria negras e/ou periféricas, e pelo menos 50% LGBTQIAP+, o que espelha não só o line-up, mas também o público do festival.Entre os profissionais fundamentais no Favela Sounds, estão: Amanda Bittar (diretora geral), diretora da Um Nome e uma das principais profissionais da cultura do DF; Guilherme Tavares (diretor artístico), conhecido articulador da música de favela do Brasil; Marta Carvalho (coordenadora de conteúdo), publicitária e produtora cultural 50+ com mais de 35 anos de carreira e Bina Zanetti (diretora de palco), produtora com mais de 30 anos de carreira, responsável pelo palco Sunset do Rock in Rio; Luna Moreno (assistência artística), responsável pelo line-up de festivais como o COMA e o Cerrado Jazz; Gabriela de Almeida e Maíra Brito, importantes pesquisadoras em direitos humanos, fake news e genocídio da população negra, entre outros colaboradores. A seguir apresentamos os currículos resumidos do proponente e dos gestores do projeto:PROPONENTE: UM NOME PRODUÇÃO E COMUNICAÇÃOFunção no projeto: Gestão administrativa e financeira do projeto (coordenações) e comunicaçãoCurrículo resumido e atribuições: Proponente do projeto Favela Sounds, a produtora é responsável pela gestão administrativa e financeira (OBRIGATÓRIO) do projeto, ou seja, todo o controle financeiro, das contratações aos pagamentos, além de ser responsável pela comunicação do evento.A Um Nome nasceu em 2014 a partir de um encontro providencial entre dois colegas de profissão decididos a incorporar os conceitos de comunicação integrada ao mercado cultural de Brasília. A proposta inicial era a de apresentar a gestão integrada de comunicação ao mercado das artes da capital federal. Trata-se de uma agência de conteúdo, produção e comunicação voltada para o mercado criativo, a cultura, o entretenimento e a projetos de impacto social. Atua em planejamento estratégico integrado, marketing digital, análise e processamento de dados, desenvolvimento de identidade visual, desenvolvimento web, produção de conteúdos multiplataforma, produção de eventos, desenho de projetos e gerenciamento de crises.Com trabalhos direcionados para públicos específicos e grande preocupação com a coerência entre linguagem e estilo, atua em grandes projetos e hoje é reconhecida como uma especialista em produção e comunicação voltada para a cultura, em especial para festivais – tendo alguns dos maiores da cidade em seu portfólio. A empresa esteve à frente das maiores contas do setor criativo no Distrito Federal nos últimos anos e, entre os projetos nos quais se destacou estão o Cena Contemporânea, o projeto Faces, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o projeto Na Praia, o festival Porão do Rock, o Festival Latinidades, a Bienal Brasil do Livro e da Leitura, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Caixa Cultural, o Brasília International Film Festival, o projeto Samba Brasília, a Universidade de Brasília e inúmeros outros. Ainda, a Um Nome agencia carreiras artísticas de grupos nacionais e internacionais de música e é uma produtora de eventos e projetos de impacto social.AMANDA DE ARAÚJO BITTARFunção no projeto: Coordenação GeralCurrículo resumido e atribuições: Na função de Diretora Geral do projeto Favela Sounds, Amanda tem a missão de definir o desenho das edições junto à Direção Artística, além de estabelecer contatos com possíveis parceiros, divulgar o festival nacional e internacionalmente e participar ativamente de todas as fases do projeto.Graduada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília e com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, é diretora da Um Nome. Com mais de uma década de trabalho no ecossistema da cultura, fez parte de mais de 200 projetos de diversas linguagens, realizando a gestão de comunicação e/ou funções de produção/ direção. Atua como diretora geral, produtora executiva, curadora e coordenadora de comunicação, já tendo trabalhado com alguns dos maiores nomes da música brasileira e internacional, a exemplo de Caetano Veloso, Maria Bethânia e Elton John. É idealizadora e diretora geral dos projetos Favela Sounds - Festival Internacional de Cultura de Periferia, Favela Talks (primeira conferência para o mercado criativo periférico do país), Mapa da Criatividade Periférica do Brasil, entre outros. Também assina a produção executiva da série documental Favela.doc, com direção de Viviane Ferreira. Participou de conferências de música e criatividade em vários países, com destaque para as palestras apresentadas no Mundial Montreal (Canadá) e no Oslo World (Noruega). Venceu cinco vezes o Prêmio Profissionais da Música nas categorias Agência e Festivais de Música Independente.GUILHERME TAVARES DA COSTAFunção no projeto: Direção artística e Produção ExecutivaCurrículo resumido e atribuições: Na função de Diretor Artístico do Favela Sounds, é responsável pela seleção e linha curatorial desenvolvida em cada edição, mapeando e selecionando talentos nas periferias do Brasil para apresentarem-se no grande palco do festival. Ainda atua na produção executiva do Favela, criando e definindo estratégias de captação e execução junto à Direção Geral do projeto.Produtor cultural graduado em comunicação pela Universidade de Brasília, e mestre em Economia e Política das Indústrias Criativas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Guilherme Tavares é criador, produtor executivo e diretor artístico da plataforma Favela Sounds, lançada como Festival Internacional de Cultura de Periferia em 2016. Também responde pela diretoria executiva da Um Nome Produção e Comunicação, agência especializada em conteúdo e atendimento a projetos criativos, especialmente festivais, fundada em 2011; e é diretor de Mobilização Social do Instituto SOMA Cidadania Criativa, fundado em 2018 para promover impacto social a partir da criatividade, atuando nacional e internacionalmente em parceria com governos, empresas e terceiro setor.Coordena a comunicação e faz assessoria de imprensa para eventos em todo o país, tendo passado pelas maiores produções do Centro-Oeste, como Bienal Brasil do Livro e da Leitura, Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o Cena Contemporânea - Festival Internacional de Teatro de Brasília e Festival Na Praia. Seus trabalhos já foram temas de diversas conferências de música e economia criativa pelo mundo, dentre elas: Womex (Espanha), Nuits D’Afrique (Canadá), Sim São Paulo, Música Mundo (Belo Horizonte), Mundial Montreal (Canadá), Oslo World (Noruega), Future Now (Cabo Verde), CINARS (Canadá), Tum Festival (Florianópolis) e outros. Venceu por cinco vezes o Prêmio Profissionais da Música nas categorias Melhor Agência (2017 e 2022) e Melhor Festival (2018, 2019 e 2022). É autor da publicação “O valor econômico do festival Favela Sounds segundo seu público: uma análise de valoração contingente”, realizada junto à UFRGS e o Itaú Cultural.
Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.