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PRONAC 244182Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

1ª Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres

ASSOCIACAO MULHERES CORALINAS - AS CORALINAS
Solicitado
R$ 1,25 mi
Aprovado
R$ 1,25 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festivais/Mostras
Ano
24

Localização e período

UF principal
GO
Município
Goiás
Início
2024-10-01
Término
2025-05-31
Locais de realização (1)
Goiás Goiás

Resumo

A Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres (Flamas), a ser realizada na Cidade de Goiás, é um evento cultural que visa celebrar e promover a diversidade artística e literária originada na criação por mulheres, em espetáculos de teatro, dança e circo, apresentações musicais, mostras de artes plásticas e cinema, conferências, rodas de conversa, recitais de poesia, feira criativa, entre outras atividades. A Flamas proporcionará a oportunidade de intercâmbio cultural entre artistas, escritoras, trabalhadoras da arte e da cultura de diversas partes do Brasil e de outros países entre si e com o público.

Sinopse

Sinopse das atividades Conferências Soirée Rose Série de conferências proferidas por mulheres acerca da criação literária e artística, da economia criativa, entre outros temas. O título faz referência a encontros organizados por mulheres no início do século XX na cidade de Goiás, nos quais Cora Coralina, a mais notável autora goiana, à época uma jovem intelectual, proferiu várias conferências. Acontecerão seis conferências: (1) na abertura, a professora e produtora cultural Goiandira Ortiz discorre sobre a homenageada do evento, Darcy França Denófrio (1936-), poeta, professora e pesquisadora goiana; (2) a atriz e produtora brasileira Lucélia Santos discorre sobre o tema “A mulher nas artes do Brasil”. (3) a pesquisadora e consultora Cláudia Leitão discorre sobre o tema “O papel da mulher na economia criativa no Brasil” na abertura da Feira Criativa Dona Eva Paneleira; (4) a escritora e atriz cubana Teresa Cárdenas discorre sobre “O lugar da mulher na literatura latino-americana”; (5) a escritora e jornalista colombiana Pilar Lozano discorre sobre “A voz feminina no jornalismo contemporâneo”; (6) a chef de cozinha e empresária argentina Paola Carosella discorre, em formato de aula-show, sobre o tema “A gastronomia como arte”. Rodas de prosa Encontros participativos em que mulheres se reúnem para discutir e compartilhar suas experiências e ideias acerca da literatura, da arte e de outras questões afins. Serão oito rodas de prosa, realizadas no Auditório do Câmpus Cora Coralina da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e na sede da Associação Mulheres Coralinas, bem como no espaço da Feira Criativa: Roda Côroa de Lyrios: Maria Aparecida Barros, professora da UEG e pesquisadora da Rede de Pesquisa em Leitura e Ensino de Poesia (RedePoesia), recebe a escritora goiana Lêda Selma e a pesquisadora goiana Maria Clara Dunck, mediadora do projeto Leia Mulheres em Goiás, para dialogar sobre o tema “O espaço da mulher na literatura em Goiás”. O título da roda refere-se ao livro da poeta negra e primeira mulher a publicar um livro em Goiás, Leodegária de Jesus. Roda Mestra Silvina: Nismária David, professora da UEG e pesquisadora da RedePoesia, recebe a professora e pesquisadora carioca Eliana Yunes e a cineasta e pesquisadora paranaense Lia Dias Marchi para dialogar sobre o tema “Diante da barbárie, como formar para a sensibilidade?” A professora da poeta Cora Coralina, Mestra Silvina, é chamada a nomear a mesa. Roda Elos da Mesma Corrente: Maria Severina Batista Guimarães, professora da UEG e pesquisadora da RedePoesia, recebe a poeta e professora mato-grossense Ryane Leão e a produtora cultural e cineasta guarani kaiowá Graci Guarani para dialogar sobre o tema “Na criação artística, existe uma autoria feminina?” Recebe o nome do primeiro romance mais substancial publicado em Goiás, Elos da Mesma Corrente, de Rosarita Fleury, de 1958. Roda Damiana da Cunha: Mariana Rabelo, pesquisadora da RedePoesia, recebe a escritora e ativista Eliane Potiguara e a artista visual amazonense Manauara Clandestina, para dialogar sobre o tema “Qual é o poder de representatividade das artes?”. Damiana da Cunha, cacica Kaiapó nascida em Goiás, foi uma importante figura política no Brasil Colonial. Roda Maria Grampinho: Tânia Rezende, professora da Universidade Federal de Goiás, recebe a jornalista e escritora paulista Esmeralda Ribeiro e a atriz e cantora carioca Zezé Motta, para a dialogar sobre o tema “Qual é o lugar da arte afro-brasileira em um país racista?”. A roda leva o nome de Maria Grampinho, mulher negra de presença marcante nas ruas da Cidade de Goiás. Roda Maria Toró: Joana de Oliveira, presidenta da Associação Mulheres Coralinas, recebe integrantes do grupo Vozes Coralinas e da Associação Tingui | Versinhos do Bem-Querer para dialogar sobre o tema “Redes de mulheres na artesania da palavra”. O título da mesa homenageia a artista popular de Goiás.Roda Poemas dos Becos: Thaíse Monteiro, poeta e pesquisadora da RedePoesia, recebe a poeta e atriz paulista Luiza Romão e a escritora e performer pernambucana Luna Vitrolira, para dialogar sobre o tema “Por que e para que poesia em nosso tempo?”. O título da mesa faz referência a um dos principais livros de Cora Coralina.Roda Regina Lacerda: Ebe Siqueira, professora da Universidade Estadual de Goiás, pesquisadora da Rede Poesia e integrante da Associação Mulheres Coralinas, recebe a escritora e professora mineira Ana Elisa Ribeiro e a escritora e professora paulista Kiusam de Oliveira para dialogar sobre o tema “O que escrever para crianças e adolescentes no século XXI?”. Mostra de Artes da Cena Santinha Marques Nesta mostra, serão apresentadas diversas formas de expressão artística cênica, todas protagonizadas por mulheres. O título homenageia Santinha Marques, cantora vilaboense que se apresentou em vários lugares no Brasil. Haverá doze atrações, com sete cenas curtas e cinco espetáculos: Cenas curtas: apresentações de até 20 minutos por artistas goianas de reconhecida atuação, realizadas antes das rodas de prosa, contemplando diferentes artes: circo, com Débora Di Sá; canto lírico, com Chystiane Cabral e Michella Adorno; performance poética, com Beta Reis; rap, com Sara Linhares; dança, com Luciana Ribeiro; teatro, com Renata Caetano; Espetáculos: “Em nome de Darcy”, espetáculo de vocalização poética com o grupo Vozes Coralinas; “Quarto 19”, solo teatral com a atriz paulista Amanda Lyra, baseado no conto da escritora britânica Doris Lessing; “Mulheres tristes que ninguém vê”, espetáculo de dança com as bailarinas Bruna Nunis, Emily Naitê e Ingrid Costa; “As meninas do conto”, apresentação de contação de histórias de artistas paulistas; “Rato de biblioteca”, espetáculo infantil do grupo goiano Cia. de Arte Poesia que Gira. Mostra de Cinema Nhanhá do Couto Exibição de curtas e longas-metragens em caráter não competitivo. Serão selecionados 2 longas e 8 curtas a serem exibidos em 1 sessão por dia no período de 15 a 5/4, sempre às 19h no Cineteatro São Joaquim. Durante a Flamas, haverá 2 sessões especiais – uma com dois curtas e outra com um longa –, seguidas de uma conversa com uma convidada. A Mostra, cujo objetivo é colocar em diálogo filmes de realizadoras brasileiras, promovendo a valorização da produção audiovisual dessas mulheres, leva o nome de Nhanhá do Couto, maestrina de orquestras que se apresentavam na Cidade de Goiás nos anos 1910 com filmes mudos. A curadoria será de Mariana de Lima Siqueira. Mostra de Artes Plásticas Goiandira do Couto Com curadoria de Emilia Simon, esta mostra terá obras de oito artistas mulheres, contemplando os seguintes critérios: (1) diversidade: deverá haver ao menos uma artista indígena, uma artista negra, uma artista trans, uma artista mãe; (2) representatividade: idealmente será selecionada ao menos uma artista representante de cada uma das 5 regiões do Brasil; (3) internacionalidade: uma das posições será destinada a uma artista sul-americana. Três das artistas serão convidadas a participar presencialmente do evento, em uma roda de conversa a respeito das obras expostas. Palco Belkiss Spencieri Em homenagem a uma das musicistas goianas de maior destaque, este palco acolhe cinco apresentações artísticas: o espetáculo musical “Nama Pariret”, com o grupo paulista Mawaca, formado somente por mulheres; “Memórias de Carvalho”, com o grupo paulista Igarapé, das irmãs Carvalho; “Batalha de Poesia Dona Conceição”, com o Slam das Minas SP; “Performance poético-musical”, com a slammer paulista Mel Duarte; “Novela”, show musical da cantora e compositora paulista Céu. Feira Criativa Dona Eva Paneleira Feira de exposição e comercialização de produtos artísticos e artesanais com a participação de 40 expositoras da Cidade de Goiás e de Goiânia, bem como de outras cidades goianas, pela organização da equipe da Feira das Minas de Goiânia, da Colettiva Preta – Feira das Pretas e da Editora Nega Lilu, responsável pela Feira e-cêntrica.

Objetivos

Objetivo geral: Realizar a primeira edição da Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres na Cidade de Goiás. Objetivos específicos: Realizar a apresentação de 12 (doze) apresentações de artes cênicas abertas ao público, com 7 (sete) cenas curtas e 5 (cinco) espetáculos; Realizar 5 (cinco) apresentações musicais com artistas de projeção nacional; Realizar 1 (uma) mostra de artes plásticas; Realizar 1 (uma) mostra de cinema; Realizar 6 (seis) conferências com convidadas de projeção nacional e internacional; Realizar 8 (oito) rodas de prosa com convidadas de projeção regional e nacional; Realizar 1 (uma) feira cultural; Realizar 7 (sete) oficinas.

Justificativa

A Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres (Flamas) está sendo proposta pela Associação Mulheres Coralinas (ASCORALINAS), entidade de promoção e emancipação das mulheres socialmente vulneráveis através das práticas dos saberes das mãos, como bordado, cerâmica, gastronomia, artesanato, tendo como eixo transversal a literatura, especialmente a poesia. Tendo mais de 50 mulheres associadas, ASCORALINAS foi criada em 2016, após o encerramento do projeto Mulheres Coralinas, realizado pela Prefeitura Municipal de Goiás por meio de recursos oriundos da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal no primeiro Governo de Dilma Rousseff. Desde sua criação, ASCORALINAS se apresenta como um espaço de empreendedorismo pela economia criativa, fazendo suas peças artesanais e comercializando-as na sua loja no Mercado Municipal. Suas atividades, que têm o apoio do Ministério Público do Trabalho de Goiás e de outros parceiros, não se resumem à produção. Sua sede é local de formação nas áreas de suas práticas, de realização de eventos culturais e de recepção de pesquisadoras, professoras e estudantes brasileiras e estrangeiras que se interessam pelas suas práticas. Com oito anos de atividades intensas em prol da autonomia financeira e ações de formação tanto no aperfeiçoamento de suas práticas quanto no plano político-social, promovendo educação estética à medida que proporciona às mulheres integrantes a fruição das artes, ASCORALINAS se qualifica para propor esta Festa de nível internacional, que propiciará experiências inigualáveis às Mulheres Coralinas, a outros territórios de minorias localizados no município, como o Quilombo Santana, às mulheres dos Assentamentos da Reforma Agrária e a todas e todos que acorrerem à Cidade de Goiás para participar do evento. A ASCORALINAS conta em seu corpo técnico com colaboradoras advogadas, professoras de Ensino Superior e da Educação Básica, designer de moda, profissional do audiovisual e estudantes de pós-graduação, que se juntarão à equipe da produtora a ser contratada. A Cidade de Goiás é reconhecida internacionalmente pela láurea concedida pela UNESCO de Cidade Patrimônio Mundial, título conquistado em razão dos bens materiais e imateriais. Como patrimônio da humanidade, a cidade tem buscado preservar sua cultura, seu legado na música, na literatura, nos saberes das mãos e nas narrativas que as pessoas simples guardam de seu tempo passado e são repassados às gerações mais jovens. A Cidade de Goiás guarda na sua memória cultural a presença determinante de mulheres que atuaram nas artes, nos jornais e na movimentação socioeconômica da região. Desde as duas últimas décadas do século XIX, a participação feminina é visível em várias frentes, como educação, literatura, jornalismo e diversas outras áreas de atuação pública. A mulher vilaboense, embora situada em um território distante dos grandes centros do país, mantinha-se informada das novidades, sejam da literatura, da moda, das artes em geral, sejam do cenário feminista, no qual despontavam vozes que buscavam protagonismo, principalmente nos meios das letras e da música. Uma mulher escrever e publicar um livro no final do século XIX ou organizar e tocar em concerto, mais do que feitos, constituía ato político em uma sociedade patriarcal que destinava as mulheres às prendas domésticas e à criação de filhos. Na Cidade de Goiás, Honorata Minelvina, goiana residente no Rio de Janeiro, publicou seu primeiro livro, A Redenção, em 1883, e Josephina de Bulhões organizou um concerto musical no Festival Abolicionista em 1885. A mulher vilaboense era também empreendedora a partir das suas atuações sociais, realizando concertos, saraus, recitais, em que se apreciava a arte e discutiam-se questões políticas. O legado do passado prosseguiu no século XX com mulheres tomando a frente de jornais, como Oscarlina Alves Pinto, que editou o jornal O Lar (1926-1932) e foi uma das vozes mais aguerridas na defesa dos direitos da mulher pelo voto. E duas poetas, cuja memória integra a identidade goiana, Leodegária de Jesus, mulher negra, primeira a publicar um livro de poesia no estado de Goiás, e Cora Coralina, cujas obra e história de vida são paradigmáticas para o povo goiano. Cora, além de escritora, foi empreendedora e, depois de sua ausência da terra natal por 45 anos, retornoue a refundou em 1956, em momento de grave situação econômica e de baixa estima de seus moradores com a mudança da capital para Goiânia. Com esse legado da presença feminina marcando sua história que se estende até os dias atuais, com mulheres protagonistas na arte e na política, justifica-se que a Cidade de Goiás proponha a Flamas, em que teremos literatura, artes e outros segmentos de atuação feminina na produção cultural, com presenças étnicas diversas, contribuindo para que as práticas artísticas, como economia criativa, gere riquezas e integre o desenvolvimento socioeconômico do país. A Flamas vem retomar e evidenciar o protagonismo das mulheres em Goiás. Assim, a proposta de realizar esse evento surge da necessidade de promover a representatividade feminina no cenário cultural, especialmente no campo das letras, das artes e da economia criativa que se articula a esses fazeres artísticos. Esta iniciativa visa não apenas celebrar a diversidade e a criatividade das mulheres, mas também proporcionar um espaço de reflexão, debate e intercâmbio cultural, contribuindo para a valorização e o empoderamento das mulheres artistas e escritoras. Como assinalado, a Cidade de Goiás é historicamente reconhecida por sua rica diversidade cultural, sendo um ambiente propício para a realização de eventos que promovam a pluralidade de expressões artísticas, o que se notabiliza no caso da atuação marcante de mulheres nascidas na cidade em diferentes áreas artísticas, contra qualquer limite imposto pela ainda influente cultura patriarcalista, sobretudo na primeira metade do século XX. O exemplo mais emblemático é o de Cora Coralina, poetisa reconhecida nacionalmente. Podemos citar também: Goiandira do Couto, na pintura; Regina Lacerda, na cultura popular; Belkiss Spencière, na música. Esta Festa ampliará esse espectro cultural ao destacar a produção artística, literária e criativa de mulheres de diferentes origens étnicas, sociais e culturais, enriquecendo o diálogo intercultural e fomentando a inclusão. A promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são pilares fundamentais para o desenvolvimento social e cultural de uma comunidade. Ao dar visibilidade e reconhecimento ao trabalho das mulheres nas áreas referidas, a Flamas fortalece a autoestima e a representatividade feminina, inspirando outras mulheres a seguirem seus sonhos e buscarem seu espaço no mundo. A realização de um evento com alcance internacional atrairá artistas, escritoras, intelectuais, empreendedoras e público de diversas partes do país, criando oportunidades únicas de intercâmbio cultural e networking, sobressaindo a economia da cultura. Esse diálogo entre diferentes grupos culturais enriquecerá o panorama artístico, literário, criativo local, gerando novas inspirações e perspectivas econômicas. Através de palestras e mesas-redondas, a Festa proporcionará um espaço para a troca de conhecimentos, aprendizado, experiências e reflexões sobre temas relevantes para as mulheres, tais como autoria feminina, igualdade de gênero, representatividade feminina na literatura e nas artes, entre outros. Essa abordagem educativa contribuirá para sensibilizar o público e promover mudanças sociais positivas. Além de seu valor intrínseco como evento cultural, a Festa também terá um impacto significativo no turismo local, atraindo visitantes interessados em participar das atividades culturais e conhecer o patrimônio histórico e cultural da Cidade de Goiás, impulsionando assim a economia local.

Estratégia de execução

Informações adicionais sobre a cidade A Cidade de Goiás, desde o final do século XIX, foi se construindo como uma cidade vocacionada para as artes. Na sua história de quase 300 anos a serem completados em 2027, a cidade teve seus momentos de riqueza cultural e movimentação de seus intelectuais e artistas. Nas duas últimas décadas do século XIX e nas três do século subsequente, a cidade foi movimentada fortemente por duas artes que ainda permanecem, a música e a literatura. A música embalava as serenatas com as modinhas feitas pelos compositores e compositoras locais e a literatura animava os saraus, as tertúlias realizadas no Gabinete Literário Goiano, fundado em 1864, ou no sobrado, conhecido como sobrado dos Vieira, comandado por Dona Virgínia Vieira, uma das mulheres à frente de eventos culturais e incentivadora das jovens artistas. Dona Virgínia é uma das muitas mulheres que tiveram protagonismo na história cultural da Cidade de Goiás. Juntam-se a ela suas contemporâneas da década de 1910: Cora Coralina, poetisa de reconhecimento nacional; Leodegária de Jesus, primeira mulher a publicar um livro de poesia em Goiás, era negra; Rosa Godinho, primeira advogada que tivemos; as jornalistas fundadoras e redatoras do jornal O Lar (1926-1932), Geneci de Castro, Altair Camargo e aquela que comandou o jornal com garra, Oscarlina Alves Pinto, editora-chefe; Ofélia Sócrates do Nascimento, autora, na década de 1930, do primeiro livro didático de história em Goiás, usado no antigo primário, em 1934. Tantas outras contribuíram para o destaque da mulher na história de Goiás. Mulheres na liderança de ações em prol da comunidade, mulheres escritoras, mulheres professoras ou políticas estão registradas nos anais da história e da literatura e artes. O legado dessas mulheres reverbera nos dias de hoje. É nesse contexto que a Festa de Literatura e Artes de Mulheres (Flamas) se apresenta como consequência natural da história de mulheres do passado desaguada nas do presente e da história das pessoas envolvidas na sua realização. A Flamas chega em um momento na cidade em que a gestão pública vive um processo de redescoberta de sua vocação, agora entendendo que a arte é uma fonte de economia. As criativas e os criativos podem fazer a diferença na construção de um futuro para a Cidade de Goiás, que se prepara para se candidatar à Rede de Cidades Criativas da Unesco na categoria Literatura. A Literatura, nesse caso, será o movimento de desvelar a potência criativa do cinema, das artes plásticas, do artesanato, da música, que lateja nas ruas, nos becos, nos desejos das artistas e dos artistas da cidade. Soma-se àquela movimentação, o equipamento cultural do projeto Territórios da Cultura com o qual a Secretaria de Cultura/Prefeitura Municipal de Goiás foi contemplada em edital pelo MINC: uma van adaptada para ser uma pequena biblioteca e um estúdio para edição de vídeo, completados com telão, Datashow e equipamentos para realizar oficina. Essa van irá percorrer assentamentos da Reforma Agrária, distritos e os bairros periféricos da Cidade de Goiás. E, para investir na Cidade Literária, a Secretaria Municipal de Cultura captou R$ 1.500,000,00 junto ao Ministério das Cidades. Com essa verba, pretende-se criar lugares de memória e de poesia das poetisas e poetas, que permitirão criar rotas literária pelas ruas e becos. Mulheres homenageadas pela programação da Flamas Cora Coralina (1889-1985) É uma das poetas brasileiras mais importantes. É conhecida por seus poemas antológicos de valorização da cultura local, de defesa da mulher e de rememoração das figuras viventes na Cidade de Goiás. Leodegária de Jesus (1889-1978) Foi a poetisa que primeiro publicou livro de poesia no estado de Goiás, nascida em Caldas Novas em 1889. Em 1906, Côroa de Lyrios chegou ao público vila-boense. Deixou-nos o seu protagonismo de mulher negra, poetisa, lutadora, professora que ousou expor seus poemas em um meio literário masculino e conservador da Cidade de Goiás nas primeiras décadas do século XX. Damiana da Cunha (1779-1831) Foi uma líder indígena caiapó que exerceu bastante influência política no período colonial, tendo atuado na antiga capital do estado como mediadora notável perante seu povo. Goiandira do Couto (1915-2011) Foi uma das mais célebres artistas plásticas goianas. Nascida em Catalão, mudou-se criança para a Cidade de Goiás, onde se tornou mundialmente reconhecida pela técnica de pintura com areias multicores extraídas das pedras da Serra Dourada. Belkiss Spencieri (1928-2005) Foi a vilaboense que projetou Goiás nacionalmente como uma das melhores pianistas do Brasil. Sua atuação se mostrou crucial para a disseminação da música clássica no estado e no país. Rosarita Fleury (1913-1993) Foi uma escritora que lutou pelo lugar da mulher nas letras goianas. Em 1959, seu romance Elos da mesma corrente foi agraciado com o prêmio Júlia Lopes de Almeida, da Academia Brasileira de Letras, que laureava, pela primeira vez, uma obra de autoria goiana. Em resposta ao impedimento de ingresso de mulheres na Academia Goiana de Letras, ela e outras intelectuais fundaram em 1970 a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás (Aflag). Neusa Moraes (1932-2004) Foi uma escultura vilaboense que se destacou por ser autora de um dos principais cartões portais de Goiânia, o Monumento das Três Raças, escultura instalada na Praça Cívica, no centro da cidade. Regina Lacerda (1921-1992) Também nascida na Cidade de Goiás, exerceu com louvor o ofício de folclorista, tendo publicado várias obras fundamentais sobre o assunto. Foi a segunda mulher a publicar um livro em Goiás, a coletânea de poemas Pitanga, de 1954. Santinha Marques (1918-1993) Foi uma cantora que brilhou na cena cultural nos últimos anos de 1920 e na década de 1930 na Cidade de Goiás. Ainda adolescente cantava no Teatro Goyano. Da Cidade de Goiás, segue para o Rio de Janeiro para cantar e cria uma persona de origem Carajá, se apresentando como a Uyara de Goiás. Nhaná do Couto (1880-1945) Educadora, pianista e cantora lírica, fez da sua casa uma espécie de centro da cultura, promovendo saraus artísticos, despertando e ensinando aos vila-boenses a música erudita. Foi ela que fundou a primeira orquestra nas terras vila-boenses e, mais que isso, fundou também a primeira orquestra feminina do Brasil. Foi protagonista ao fazer com sua orquestra a composição dos fundos musicais para os filmes mudos. Dona Virgínia (1837-1910) Foi incentivadora das artes na Cidade de Goiás. Em seu casarão, realizava saraus, bailes, reuniões do Clube Literário Goiano, promovia encontros para tratar de peças teatrais. Por sua casa, passavam os expoentes da cultura: Cora Coralina, Leodegária de Jesus, Alice Sant’Ana, Luís do Couto. Era querida pelos artistas e sempre procurada para as discussões e realizações do meio cultural. Mestra Silvina (1848-1920) Imortalizada em poema de Cora Coralina, foi professora da poetisa da Casa Velha da Ponte. Pelas mãos de educadora passaram intelectuais, poetas e poetisas. Alfabetizadora, tinha seu próprio método e era leitora voraz, como sócia do Gabinete Literário Goiano. Convidadas com passagens aéreas São Paulo Céu (12) Esmeralda Ribeiro (1) Kiusam de Oliveira (1) Luiza Romão (1) Manauara Clandestina (1) Mawaca (9) Mel Duarte (5) Memórias de Carvalho (10) Meninas do Conto (2) Mulheres que escrevem (2) Paola Carossela (2) Quarto 19 (6) Ryane Leão (2) Sandra Guinle (1) Slam das Minas de SP (8 pessoas) Rio de Janeiro Eliana Yunes (1) Lucélia Santos (2) Eliane Potiguara (2) Teresa Cárdenas (2) Zezé Motta (2) Belo Horizonte Ana Elisa Ribeiro (1) Grupo Versinhos do Bem-Querer (4) Curitiba/PR Lia Dias Marchi (1) Campo Grande/MS Graci Guarani (1) Recife/PE Luna Vitrolira (1) São Luís /MA Associação de Mulheres de Itamatatiua (4) Bogotá/Colômbia Pilar Lozano (1)

Especificação técnica

Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres Produtos principais Atividade 1 Tipo: Rodas de prosa Quantidade: 8 Locais: Auditório do Câmpus Coralina da Universidade Estadual de Goiás, Sede da Associação Mulheres Coralinas e Praça de Eventos Data: 19 a 23/3/2025 Horário: manhãs e tardes Duração: 1h30 Anfitriãs: Maria Aparecida Barros, Nismária David, Maria Severina Batista Guimarães, Mariana Castelo, Tânia Rezende, Joana de Oliveira, Thaíse Monteiro e Ebe Siqueira Cachê das anfitriãs: R$1.500,00 Dialogantes: Lêda Selma, Maria Clara Dunck, Eliana Yunes, Lia Dias Marchi, Ryane Leão, Graci Guarani, Eliane Potiguara, Manauara Clandestina, Esmeralda Ribeiro, Luiza Romão, Luna Vitrolira, Ana Elisa Ribeiro e Kiusam de Oliveira (cachê: R$6.000,00); Zezé Motta (cachê: R$15.000,00). Atividade 2 Tipo: Conferências Soirée Rose Quantidade: 6 Data: 19 a 23/3/2025 Horário: 18h (predominantemente) Duração: 1h Conferencistas: Goiandira Ortiz, Lucélia Santos, Teresa Cárdenas, Pilar Lozano, Cláudia Leitão e Paola Carosella. Cachê: R$15.000,00 Atividade 3 Tipo: Publicação de catálogo Quantidade: 500 Descrição: Encadernação canoa, com papel couchê fosco, 14cmx29,7cm Conteúdo: apresentação das mulheres homenageadas, reprodução das obras da Mostra de Artes Plásticas, sinopse dos filmes da Mostra de Cinema, release das apresentações artísticas. Apresentações musicais (Palco Belkiss Spencieri) Atividade 1 Nome do grupo: Coró Mulher Título: Cortejo Cora & Leodegária Local: roteiro pelo Centro Histórico da Cidade de Goiás (Roteiro pelos Becos & Lyrios) Data: 19/3/2025 Horário: 21h Duração: 1h Cachê do grupo: R$8.000,00 Atividade 2 Nome do grupo: Mawaca Título: Nama Pariret Local: Pátio do Mercado Municipal Data: 19/3/2025 Horário: 22h Duração: 1h30 Cachê do grupo: R$16.000,00 Atividade 3 Nome do grupo: Irmãs Carvalho (Igarapé Cultura e Arte) Título: Memórias de Carvalho Local: Pátio do Mercado Municipal Data: 20/3/2025 Horário: 22h Duração: 1h Cachê do grupo: R$17.000,00 Atividade 4 Nome da artista: Mel Duarte Título: Mormaço Local: Pátio do Mercado Municipal Data: 21/3/2025 Horário: 22h Duração: 1h Cachê do grupo: R$8.000,00 Atividade 5 Nome da artista: Céu Título: Novelas Local: Pátio do Mercado Municipal Data: 22/3/2025 Horário: 22h Duração: 1h30 Cachê do grupo: R$40.000,00 Espetáculos teatrais (Mostra de Artes da Cena Dona Virgília) Atividade 1 Nome do grupo: Vozes Coralinas Título: Em nome de Darcy Local: Cine Teatro São Joaquim Data: 19/3/2025 Horário: 20h Duração: 30min Cachê do grupo: R$4.800,00 Atividade 2 Título: Cenas curtas Quantidade de cenas: 8 Artistas: Débora Di Sá, Chrystiane Cabral, Michella Adorno, Beta Reis, Sara Linhares, Mirna Anaquiri, Roberta Rox e Luciana Ribeiro Local: Auditório do Câmpus Coralina da UEG | Sede da Associação Mulheres Coralinas Data: 15/3 e 20 a 23/5/2025 Horário: manhãs e tardes Duração: 20 min Cachê: R$1.500 Atividade 3 Nome da artista: Amanda Lyra Título: Quarto 19 Local: Cine Teatro São Joaquim Data: 20/3/2025 Horário: 20h30 Duração: 1h40min Cachê do grupo: R$12.000,00 Atividade 4 Nome do grupo: Slam das Minas SP Título: Batalha de Poesia Dona Conceição Local: Livraria Leodegária Data: 21/3/2025 Horário: 20h Duração: 1h Cachê do grupo: R$6.500,00 Atividade 5 Nome das artistas: Bruna Nunis, Emily Naitê e Ingrid Costa Título: As Mulheres Tristes que Ninguém Vê Local: Cine Teatro São Joaquim Data: 22/3/2025 Horário: 20h Duração: 1h30min Cachê do grupo: R$12.000,00 Atividade 6 Nome do grupo: As Meninas do Conto Título: As histórias que ELAS contam Local: Sede da Associação Mulheres Coralinas Data: 22/3/2025 Horário: 16h Duração: 1h Cachê do grupo: R$4.800,00 Atividade 7 Nome do grupo: Cia. Poesia que Gira Título: Rato de Biblioteca Local: Livraria Leodegária Data: 23/3/2025 Horário: 11h Duração: 1h Cachê do grupo: R$4.000,00 Oficinas de Artes Neusa Moraes Datas: 19 a 23/3/2025 Carga horária: 8 horas (2 encontros de 4 horas) Local: Escola de Artes Reginaldo Saadi | Sede da Associação Mulheres Coralinas Atividade 1 Título: Oficina de Gastronomia e Arte Oficineira: Paola Carosella Ementa: Esta oficina é uma experiência imersiva que explora as interseções entre a culinária e as artes visuais, literárias e performáticas. Esta atividade convida as participantes a descobrir como a gastronomia pode transcender o paladar e se transformar em uma forma de expressão artística profunda e sensorial. Atividade 2 Título: Oficina de Bailes Cantados Oficineira: Lia Dias Marchi Ementa: Esta oficina oferece uma imersão cultural na tradição dos bailes cantados, celebrando a dança, a música e a tradição oral, promovendo a conexão entre as participantes e as raízes culturais brasileiras através de uma vivência dinâmica e interativa. Atividade 3 Título: Oficina de Cerâmica Oficineira: 3 integrantes da Associação de Mulheres de Itamatatiua Ementa: Esta oficina proporciona às participantes a oportunidade de aprender técnicas tradicionais de modelagem e decoração de cerâmica, valorizando a cultura e o artesanato local e celebrando a criatividade, a tradição e a conexão comunitária através do fazer manual. Atividade 4 Título: Oficina de Voz e Escuta Oficineira: Magda Pucci Ementa: Esta oficina proporciona uma experiência transformadora em que as participantes aprenderão técnicas vocais e de escuta e ampliarão suas capacidades expressivas e a conexão com o som e o silêncio. Atividade 5 Título: Oficina de Penteados Afro Oficineira: Maria das Neves Ementa: Esta oficina oferece uma imersão prática nas técnicas de cuidado e estilização de cabelos afro, promovendo a valorização da identidade cultural e a autoestima. Atividade 6 Título: Oficina Criativa: Personagens da Poesia e na Prosa Oficineira: 2 integrantes do grupo Mulheres que Escrevem Ementa: Esta oficina oferece um espaço dedicado à criação e desenvolvimento de personagens literários, conduzido pelas talentosas escritoras do grupo Mulheres que Escrevem. As participantes explorarão técnicas para construir personagens tanto na poesia quanto na prosa, ampliando suas habilidades narrativas e expressivas. Atividade 7 Título: Oficina de Dança para a Terceira Idade Oficineira: Emily Naitê Ementa: Esta oficina é uma oportunidade especial para mulheres da terceira idade explorarem a dança como uma forma de expressão, bem-estar e socialização. As participantes descobrirão os benefícios físicos, emocionais e sociais da dança. Feira Criativa Dona Eva Paneleira Total de expositoras (ceramistas, bordadeiras, doceiras, livreiras etc.): 40 Participantes: Feira das Minas (20), Feira e-cêntrica (10) e Colletiva Preta (10) Local: Praça de Eventos Data: 21 e 22/3/2025 Carga horária total: 15h Cachê das produtoras: R$5.000,00 Mostra de Cinema Cici Pinheiro Atividade 1 Título: Roda de prosa sobre Cici Pinheiro e Goiandira do Couto Data: 15/3/2025 Horário: 18h Duração: 2h Local: Cineteatro São Joaquim Atividade 2 Título: Sessões comuns Data: de 16/3 a 18/3 e de 23/3 a 5/4/2025 Horário: 19h Duração: de 1h a 2h Local: Cineteatro São Joaquim Quantidade de sessões: 18 Cachê da curadora: R$10.000,00 Atividade 3 Título: Sessões especiais com roda de prosa com artistas Quantidade: 2 Data: 20 e 21/3/2025 Duração: 2h Mostra de Artes Plásticas Goiandira do Couto Atividade 1 Título: Roda de prosa sobre Cici Pinheiro e Goiandira do Couto Data: 15/3/2025 Horário: 18h Duração: 2h Local: Cineteatro São Joaquim Atividade 2 Título: Exposição aberta ao público Período: 15/3 a 5/4/2025 Local: Museu da Casa de Cora Coralina Horários: Terça-feira a sábado (9h às 16h40) | Domingo e feriados: 9h às 12h40 Total de dias: 19 Atividade 3 Título: Visita guiada e roda de prosa com artistas Data: 20/3 Horário: 16h Duração: 1h Local: Museu da Casa de Cora Coralina

Acessibilidade

Medidas de acessibilidade no aspecto arquitetônico: serão adotadas medidas para garantir que o evento seja acessível a pessoas com mobilidade reduzida, definindo a escolha dos locais com base na presença de rampas de acesso, elevadores e banheiros adaptados. Além disso, será disponibilizada sinalização adequada para facilitar a locomoção dentro do espaço. Medidas de acessibilidade para PcD visuais: todos os materiais de divulgação, como flyers, cartazes e programas, serão produzidos em formatos acessíveis em audiovisual, garantindo que pessoas com deficiência visual tenham acesso às informações sobre o evento. Medidas de acessibilidade para PcD auditivas: serão disponibilizados intérpretes de Libras durante todas as atividades do evento. Medidas de acessibilidade para PcD visuais e auditivas: o site e as redes sociais do evento serão desenvolvidos seguindo padrões de acessibilidade digital, com uso de ferramentas que facilitem a navegação para pessoas com deficiência visual ou auditiva. Medidas de sensibilização: antes do evento, serão realizadas ações de sensibilização e capacitação para todos os envolvidos na organização, incluindo voluntários, staff e palestrantes, visando promover uma cultura de inclusão e garantir que as necessidades de todas as pessoas sejam respeitadas e atendidas da melhor forma possível.

Democratização do acesso

Todas as atividades serão gratuitas. Em caso de espaço onde houver capacidade limitada de público, faremos ingressos para evitar que o público extrapole a lotação permitida, O evento sendo gratuito assegurará que o maior número possível de pessoas tenha a oportunidade de participar das atividades da Festa Internacional de Literatura e Artes de Mulheres. Isso incluirá a disponibilização de cotas para negros, indígenas, grupos em situação de vulnerabilidade social, como estudantes de escolas públicas, idosos e pessoas com baixa renda. Programação gratuita ao ar livre: parte da programação será realizada em espaços públicos onde o acesso será livre e gratuito para toda a comunidade. Isso permitirá que pessoas que não puderem adquirir ingressos participem de palestras, apresentações artísticas, performances e outras atividades culturais sem custos. Transmissão online: As principais palestras, debates e apresentações serão transmitidos ao vivo pela internet, possibilitando que pessoas que não puderem comparecer pessoalmente ao evento acompanhem as atividades remotamente, de forma gratuita. Essa medida ampliará o alcance da Festa de Literatura e Artes de Mulheres, permitindo que pessoas de diferentes regiões tenham acesso à programação. Parcerias com instituições educacionais e comunitárias: serão estabelecidas parcerias com escolas, universidades e instituições culturais locais para promover a participação de estudantes e membros da comunidade em atividades específicas da festa. Essa colaboração contribuirá para democratizar o acesso ao conhecimento e à cultura. Divulgação ampliada e ações de engajamento: serão realizadas campanhas de divulgação em diferentes meios de comunicação, incluindo rádio, televisão, redes sociais e veículos de imprensa locais, para garantir que o evento seja amplamente conhecido e acessível a todos os segmentos da sociedade.

Ficha técnica

Ficha técnica As integrantes da Associação Mulheres Coralinas (AsCoralinas) ocupam os principais postos da equipe de coordenação do projeto: na coordenação geral, Goiandira Ortiz, que é membro da Associação e foi criadora do projeto quando era institucionalizado; na secretaria geral, Joana Oliveira, atual presidenta da associação; na coordenação pedagógica, Ebe Siqueira, ex-presidenta da associação e atual Secretária Executiva. Esse núcleo é responsável por tomar as decisões finais acerca da programação e das despesas do evento. Da programação artística participa o grupo de vocalização de poesia Vozes Coralinas, formado por mulheres associadas. Na Feira Criativa Dona Eva Paneleira, serão expostos produções das bordadeiras, ceramistas e cozinheiras que também fazem parte da associação. Nas demais funções de apoio, estão mulheres professoras e pesquisadoras da Rede de Pesquisa em Leitura e Ensino de Poesia, que é parceira das atividades formativas das AsCoralinas. Equipe Coordenação Geral Goiandira Ortiz de Camargo Olliver Mariano Rosa Secretaria Geral Joana de Oliveira Ferreira Paiva Coordenação pedagógica Ebe Maria de Lima Siqueira Coordenação de produção Mariana Castelo Branco Rabelo Curadora da Mostra de Artes Plásticas Emilia Simon Curadora da Mostra de Cinema Mariana de Lima Siqueira Currículos resumidos Goiandira Ortiz de Camargo Professora aposentada da Universidade Federal de Goiás, atuou na Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística. Doutora em Literatura Brasileira pela UFRJ, fez Estágio Pós-Doutoral na Universidade de Lisboa. Na sua produção acadêmica, destacam-se orientações de Mestrado e Doutorado, artigos sobre poesia e ensino e formação de leitor de poesia. Das publicações científicas, destaque para os livros Cora Coralina: Celebração da volta, organizado com Darcy França-Denófrio, em 2006; Olhar o poema: teoria e prática do letramento poético, organizado com Débora Santos e Maria Severina Guimarães; Fronteiras de paragens líricas: estudos de poesia moderna e contemporânea, organizado com Jamesson Buarque. Integra a Rede de Pesquisa em Leitura e Ensino de Poesia, da qual foi coordenadora de 2014 a 2021. Atuou durante dois anos como Secretária Municipal de Cultura de Goiás (2013-2014), quando desenvolveu projetos na área cultural e um deles é o Projeto Mulheres Coralinas, do qual foi uma das criadoras e foi administradora do projeto. Realizou por quatro oportunidades o Carnaval (2013, 2014, 2015, 2024), evento que recebe cerca de 50.000 pessoas. Exerce desde 2022 o cargo de Secretária Municipal de Cultura de Goiás. É sócia da Livraria Leodegária na Cidade de Goiás. Olliver Mariano Rosa Doutor em Letras – Estudos Literários pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da UFG, com período sanduíche na Universidade de Lausanne, na Suíça. Integra a Rede de Pesquisa em Leitura e em Ensino de Poesia (RedePoesia), tendo sido seu coordenador no ano de 2021. Ministra oficinas e minicursos sobre leitura dramática e vocalização de poesia em eventos culturais diversos. Integrou, no período de 2007 a 2013, a Cia. Teatral Oops. Fez parte da comissão organizadora de três edições do Festival Nacional de Teatro de Goiânia (2010, 2011 e 2012). Em 2014-2015, integrou a coordenação dos projetos “Oficinar: Contação de História e Vocalização de Poesia” e “Diálogos para Iniciativas em Cultura e Arte”, e, em 2016-2017, do Festival de Contação de Histórias de Goiás, todos realizados em Goiás/GO, com recursos do Fundo de Arte e Cultura do Estado. Coordenou duas edições do projeto de extensão do IFG “Viva o livro: interação entre autores e estudantes da rede pública”, cuja terceira edição acontece em 2024. Coordenou a reedição de 10 obras literárias de autores goianos, reunidos na Coleção Artífices. Em 2023, coordenou a campanha 10x10 | Viva a Editora IFG, com doações dessa coleção a bibliotecas públicas de várias localidades do país. É, atualmente, servidor do IFG com o cargo de revisor de textos e ator do Corpo Cênico do Basileu França. Joana de Oliveira Ferreira Paiva Graduada em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Cora Coralina (2004) e em Pedagogia pelo Instituto Paulo Freire (2019), com especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Faculdade Delta, e especialização em Linguagem, Cultura e Ensino pela UEG-Câmpus Inhumas. Mestra em Educação pelo PPGE-UFG/FE, na Linha de Pesquisa: Trabalho, Educação e Movimentos Sociais, dissertação com o título: AsCoralinas: mulheres em movimentos. Associada ao coletivo Mulheres Coralinas, atualmente compõe a Diretoria como presidenta. Ebe Maria de Lima Siqueira Professora da Universidade Estadual de Goiás. Doutora em Literatura Brasileira. Vice-presidenta da Rádio comunitária Vila Boa FM. Sócia fundadora da Livraria Leodegária na Cidade de Goiás. Escreveu diversos artigos na área da literatura, leitura e formação de leitor. Foi presidenta da Associação Mulheres Coralinas (AsCoralinas) de 2018 a 2022. Atualmente é Secretária Executiva da associação. Coordenadora do grupo de vocalização de poesia “Vozes Coralinas”. Desenvolve os projetos Saberes das mãos, que visa formar mulheres na gastronomia e bordado e “É de menina que se torna coralina”, ambos com o apoio do Ministério Público do Trabalho de Goiás. Organizou os livros “Saberes das mãos e narrativas do afeto: Gastronomia” e “Saberes das mãos e narrativas do afeto: Cerâmica”, que reúnem relatos de mulheres da Associação Mulheres Coralinas. Mariana Castelo Branco Rabelo. Bacharela em Direito pela PUC-GO. Mestra e atualmente doutoranda no Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da UFG na área dos Estudos Literários. Servidora efetiva do Tribunal de Justiça de Goiás e educadora da Escola Judicial do mesmo Tribunal. Integrante do Grupo de Estudo em Literatura e Direito da EJUG/TJGO. Pesquisadora da RedePoesia. Menção honrosa Bolsa Hugo de Carvalho Ramos (2016). Seus estudos se concentram em Poesia e Sociedade; Campo literário; Subjetividade lírica; Poesia escrita por mulheres e Poesia goiana. Emilia Simon Artista visual, nascida em Goiânia-GO. Iniciou sua trajetória em exposições coletivas durante o período de formação acadêmica, como as edições do coletivo de jovens artistas FakeFake, cursando Design de Moda na Universidade Federal de Goiás. Atua em diversas áreas, tanto na criação de produtos, como no campo do design gráfico, criação de cenários e figurinos. Participou de exposições solo em galerias como a bem estabelecida Potrich e a efervescente LowBrow. Participou de exposições no Museu de Arte de Goiânia junto a um grupo de pesquisa e produção de pinturas de fauna e flora do cerrado. Participou de exposições e feiras de arte na cidade de Florianópolis no período em que morou lá, na Fundação Cultural Badesc. Lecionou por dois anos no curso de Design de Moda da Universidade Federal de Goiás. Ministra cursos de curta duração em seu ateliê e oficinas a convite de casas culturais e produtoras. Mariana de LIma Siqueira Graduada em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense. (2022). Coordenou a Residência Estudantil no 4o BRICS Film Festival (2019). Curadora na Mostra Escolas no 4o BRICS Film Festival (2019). Ministrou oficina de Experimentação com Imagens no I Encontro de Poesia e Artes realizado pela Universidade Estadual de Goiás (2019). Coordenadou o grupo no Laboratório KUMÃ (UFF) (2020-2021). Também ministrou: "Oficina de cinema: exercitar a imagem, práticas coletivas de cinema" MST-MG (2022); oficina de Cinema de Grupo no Projeto Cine Quilombola do Instituto Marlin Azul (2022); oficina de Fotografia Narrada - Associação Mulheres Coralinas (2023); oficina de Cinema de Grupo no Projeto Cinema de Griô do Instituto Marlin Azul (2023). No Seminário Encontros de Cinema e Educação (UFMG), compôs a mesa "Cinema e quilombos: fazer juntos" (2023).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.