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PRONAC 244262Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

MENINO OU MENINA?

HILDA LOPES PONTES HASTENREITER
Solicitado
R$ 299,7 mil
Aprovado
R$ 299,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2024-07-04
Término
2025-04-30
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

"MENINO OU MENINA?" é um projeto de curta-metragem de gênero drama, destinado a público adolescente eadulto, com 15 minutos de duração. A história gira em torno de Ariel, ume adolescente não binárie, que se vê emmeio a uma crise ao auxiliar sua mãe grávida na organização do chá de revelação do seu irmão que está a caminho.O projeto visa a realização do filme, exibições públicas da obra no Colégio Central da Bahia, Colégio EstadualÚrsula Catharino e Colégio Estadual Senhor do Bonfim, seguidas de debate acerca das temáticas da obra.Além dassessões do curta, será oferecido, tambémcomo contrapartida, da Oficina de Cinema Independente para pessoastrans.

Sinopse

No bairro de Nazaré, em Salvador, reside ume adolescente não binárie chamade Ariel(14). Desde os 3 anos, ela vive com sua mãe, Suellen, formando um vínculo único. Contudo, Ariel nunca revelou sua verdadeira identidade de gênero. Agora, vê seu cotidiano se transformar com o casamento de sua mãe com Abelardo, seu padrasto, e a chegada iminente de uma nova criança na família.Vemos então, Suellen(35) e sua irmã Sheila(46), arrumando os últimos preparativos para o chá de revelação da criança que está por vir, em meio a caixas de mudança e objetos embalados. Ariel se vê melancólique e reflexive. Enquanto isso, a mãe e a tia estão animadas com a comemoração no playground de um prédio de classe média para onde elus vão se mudar. A atmosfera de prosperidade e celebração contrasta com os sentimentos internos de Ariel, que observa o movimento ao seu redor com um misto de pensamentos e, de certa forma, se incomoda com a festa normativa.Ariel se mantém emburrade, sem fazer muita questão de esconder seu descontentamento. Contudo, sua mãe não percebe exatamente os motivos du filhe estar dessa maneira, ela acredita que Ariel está com ciúme do novo bebê. Então, decide chamar u adolescente para comprar as decorações que faltam para o chá de revelação, tendo certeza que essa ação ajudaria elus a se aproximarem um pouco mais. Antes de saírem, Suellen e Ariel se encontram com Abelardo, que tenta ser simpático e acolhedor, mas sempre termina sendo machista. Ele trata sue enteade com condescendência, querendo carregar as sacolas que acredita que estão pesadas.Apesar de não achar ele uma pessoa ruim, toda a ignorância e falta de percepção de seus familiares e agregados incomoda u protagoniste. Ariel foge rapidamente para seu quarto, com medo de terminar brigando com Abelardo. Então, conversa com sua amiga, Dayse, pelo celular. Elus marcam um encontro entre amigos depois do chá de bebê. Já na loja de festas, Suellen muita animada, escolhe todos os objetos "do modo clássico". Bolas com interrogações, forminhas e enfeites rosa e azul e ursinhos de bailarina e marinheiro. A mãe tenta fazer com que Ariel participe das escolhas e não percebe como está machucando u adolescente, que permanece calade a maior parte do tempo.Sem conseguir se comunicar com Ariel, a mãe vai interagindo mais com a vendedora e compra o que precisa rapidamente. Já na rua, Suellen tenta conversar com u adolescente, tentando tirar da cabeça delu o ciúme da nova criança. Quando a conversa parece tomar um rumo de briga, Ariel desiste de entrar em embate com sua mãe, por medo de magoá-la. Mais tarde, alguns convidados mais próximos, Suellen e Ariel estão no salão de festa de um prédio de classe média. O salão é amplo e tem uma churrasqueira grande. Mesas de plástico estão empilhadas. Suellen está segurando uma escada enquanto Ariel está na escada terminando de colocar uma cortina de voil. Metade da cortina é azul, metade rosa. Enquanto arrumam o salão, a mãe tenta voltar ao assunto de mais cedo, Ariel quase pensa em começar a falar sobre sua identidade de gênero, mas percebe que Suellen nem consegue chegar perto de cogitar qualquer coisa. Para tentar fugir do assunto, termina sendo ríspide com a mãe bem quando Sheila chega com seu marido, Beto(49).A irmã percebe o conflito e tenta apaziguar a situação afastando a grávida do momento de tensão. Já Beto, começa um pequeno sermão invasivo, falando coisas de lugar comum sobre gravidez e faz uma "piada"sexista. Ariel revira os olhos e sai para buscar o bolo. Chegando na portaria, uma funcionária entrega o bolo para Ariel e dá muitas indicações para o momento da revelação. Ariel olha para a mulher distraíde, mas tenta prestar atenção. A moça tira uma sacola cheia de saquinhos pardos e é muito insistente em reafirmar que ninguém pode de forma alguma descobrir se o bebê é menino ou menina. Ariel diz que terá cuidado. Ariel vai andando pelo play com a caixa do bolo. Elu sai rápido para a funcionária não chamar elu de novo. Ariel começa a olhar fixamente para a caixa. Ariel abre a caixa e vê um bolo todo cheio de glitter com um sapatinho rosa e outro azul. Ariel começa a respirar profundamente e olha para o bolo com raiva. Ariel começa a gritar. Ariel começa a ver fumaças rosas e azuis pelo play. Continua gritando. Então, ouve-se a voz de Dayse chamando por elu. Ariel ainda está parade olhando para o bolo. Ariel está chorando, Dayse olha intrigada para sue amigue. Eles se abraçam e Ariel começa a chorar. Dayse balança a cabeça positivamente, sem entender as motivações do choro e faz carinho nas costas delu.Os dois vão para o salão de festas levar o bolo. A decoração do salão está completa. Suellen e Sheila conversam, animadas. Beto termina de ajeitar o freezer com as cervejas. Pega uma cerveja e senta com João (69) e Joseneide (78), seus pais. Ariel entra com Dayse, nervose, segurando o bolo com o corpo retesado, os olhos ainda inchados de chorar. Quando Suellen vê Ariel entrando, pede apressadamente para u filhe ir até Sheila para pedir ajuda para se arrumar. Suellen olha discretamente para os pais de Abelardo e fica um pouco nervosa, com medo dos pais de Abelardo repararem em Ariel. U filhe continua paradeolhando para a mãe, quase como se quisesse que ela percebesse sua tristeza. Abelardo faz que vai interferir, sua mãe o impede. Até que ele não aguenta e insiste para u entendiade colocar a roupa nova que compraram no shopping.Quando Ariel nota que sua mãe está com vergonha, começa a apontar que percebeu tudo e confronta sua progenitora. Cada vez que Ariel vai falando, vai respondendo, sua raiva vai aumentando. Suellen vai variando de uma passivo agressividade preocupada com os presentes e uma resposta à altura. Os pais de Abelardo tentam ajudar, mas não conseguem acalmar a situação. Elus brigam feio e Ariel sai correndo, chorando. Suellen se sente mal e Dayse fica olhando na direção que u amigue saiu.Ariel vai para a quadra do prédio e chora muito. Elu ouve um barulho de alguém se aproximando e chama por Dayse, mas percebe então que é sua mãe. Suellen pergunta se o motivo da chateação tem a ver com elu ser apaixonade por Dayse. U garote se assusta e, embora seja verdade, tenta explicar que não tem a ver com afetividade e sim gênero. Do jeito que consegue, Suellen apoio u filhe. Ela pergunta se tem a ver com não ser nem menino, nem menina e Ariel confirma. A mãe pergunta se há um nome de preferência que elu gostaria de ser chamade e u adolescente se apresenta. Assim, Suellen busca dar suporte e afirma que não é tão rígida e ignorante como pode parecer para Ariel, que fica sem jeito. Em seguida, pede para elu ir se arrumar com Dayse, enquanto eles dão um jeito de ajeitar o que falta do chá.Um pouco depois, Ariel e Dayse chegam no salão. Os dois arrumados para o chá. O salão está todo escuro. Quando eles vão se aproximando, as luzes se acendem e todos gritam "surpresa". Confetes coloridos são jogados para cima. Suellen se aproxima de Ariel e abraça elu. Todos celebram contentes. Algumas pessoas seguram cartazes um pouco improvisados onde se vê o nome Ariel escrito de formas diferentes. A família de Beto pega os balões com interrogações e chama Ariel para a varanda do salão. Todos jogam os balões para o alto. Suellen pede para Ariel escolher um nome que nem o delu, um nome que pode ser de menino, menina ou menine. Ariel abraça Suellen. A música começa a cantar. Todos dançam.CLASSIFICACAO: 12 ANOS

Objetivos

Realizar a produção de um curta-metragem inédito intitulado "MENINO OU MENINA?", com a equipe de produçãomajoritariamente composta por mulheres e membros da comunidade LGBTQIAPND+, assegurando uma perspectivaautêntica e inclusiva. Criar oportunidades de trabalho para profissionais de diferentes áreas do audiovisual baiano,revelando e valorizando talentos.Objetivos Específicos:Produzir 01 curta-metragem de ficção inédito intitulado MENINO OU MENINA?;Realizar 03 sessões do curta em escolas públicas, abrindo discussões acerca de gênero e sexualidade para ate para300 pessoas Realizar Oficina de Cinema Independente para pessoas trans, capacitando profissionais deste grupo e auxiliandoem sua inserção no mercado audiovisual.

Justificativa

MENINO OU MENINA? propõe uma reflexão sobre as relações familiares e os conflitos provenientes da falta deinformação e de perpetuação de costumes sociais sem questioná-los. Em adição, pretende-se encontrar umamirada empática em relação à personagem protagonista. Ainda que exista o medo da rejeição materna e que sejaum momento solitário para Ariel, propõe-se que neste filme exista uma resolução otimista, onde o indivíduoLGBTQIAPND+ seja acolhido e não rejeitado ou execrado.Portanto, vê-se a necessidade de expor a falta de informação, de abertura para diálogo entre as famílias, areprodução dos costumes que limitam a convivência dos indivíduos, além de propagar a existência do machismo eda LGBTQIAPND+fobia sem deixar de trazer uma mensagem de esperança. Temos então, a expectativa de criar umaobra que não reforce as violências vividas e sim proponha possibilidades de saída, de reflexão, além de um alentopara a população queer já tão retratada como pessoas sem caminhos para a felicidade.No Brasil, foram catalogadas mais de 70 tipos de identidade de gênero. Dentro do leque fora da cisgeneridadeexistem queers, não bináries, gênero fluidos, etc. Apesar de haver atualmente um espaço maior para inclusão evisibilidade de pessoas trans e de, desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) ter classificado a discriminaçãopor orientação sexual ou identidade de gênero como crime, nosso país ainda é uma das nações que mais matapessoas LGBTQIAPND+ no mundo.Além de agressões físicas e homicídios, existe um outro medo que paira sobre esta comunidade: o abandonofamiliar. Por conta de preconceitos, extremismo religioso ou por vergonha social, muitos pais expulsam seus filhosde casa, mesmo que eles não tenham para onde ir. Assim, se veem morando na rua, em abrigos ou isolados doconvívio de suas famílias. Muitos escondem sua orientação e/ou identidade de gênero pelo receio do julgamento oucorte de relação de parentes e amigos. Portanto, MENINO OU MENINA? pretende ser semente, abrir caminhos para o debate das possibilidades deidentidade de gênero, do sofrimento que é alguém ter que esconder do mundo quem verdadeiramente é. Sem cairem didatismos, buscamos também trazer a representatividade não binária, na esperança de caminhar para umolhar mais empático com as pessoas do guarda-chuva da fluidez de gênero, tentando abolir a constanteinvisibilização desta comunidade, seja por não aceitar a linguagem neutra, seja por desrespeitar sua existência.Para além da realização do curta_metragem, iremos ter duas ações complementares. Primeiramente, a exibição daobra com debate com a equipe após as sessões. Passaremos o filme para turmas de ensino médio de três escolasestaduais de Salvador: o Colégio Central da Bahia, o Colégio Estadual Úrsula Catharino e o Colégio Estadual Senhordo Bonfim. Para a oficina de Cinema Independente, focaremos em pessoas trans, principalmente de baixa renda,tendo critérios de diversidade e inclusão. Portanto, daremos prioridade às pessoas negras, indígenas, de baixarenda e PCDs por acreditar que uma ação formativa de contrapartida deve ter também um caráter reparatório.A Lei de incentivo a cultura é a única forma de trazer essa obra de arte ao mundo pois, prioriza o produto culturaloriginário do país visto que todo o grupo de elaboração desse material são 100% profissionais brasileiros.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1o da Lei 8313/91:II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursoshumanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismoda cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;IX - priorizar o produto cultural originário do País.O projeto atende ao Art. 3o da Lei 8.313/91, Inciso II (fomento à produção cultural e artística), Alíneas:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais,preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de carátercultural; (Redação dada pela Medida Provisória no 2.228-1, de 2001)

Especificação técnica

CURTA METRAGEMDURAÇÃO: 15MIN***OFICINADURAÇAO: 12HMINISTRANTES: KLAUS HASTENREITER E HILDA LOPES PONTESVAGAS: 20Plano de cursoVisão Geral:A Oficina de Cinema Independente para Pessoas Trans é uma iniciativa teórico-prática,liderada pelos diretores e roteiristas Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter. Composta portrês aulas de 4 horas cada, esta oficina é dedicada a pessoas trans, abrangendo diversasidentidades de gênero. Ela visa fornecer uma compreensão abrangente do processocinematográfico, desde a criação de uma ideia até a produção e edição de umcurta-metragem independente.Os interessados poderão se inscrever através de um formulário no Google Forms, com oenvio do roteiro, uma carta de intenção e o preenchimento de um questionário social, relativoa renda, etnia, identidade de gênero, orientação sexual e possíveis deficiências. Este métodode seleção tem como objetivo promover diversidade de perspectivas, reconhecendo quevariadas experiências resultam em visões artísticas plurais, por acreditarmos que uma ação decontrapartida dentro de um edital de produção cinematográfica deve colaborar com umamaior inserção de pessoas dissidentes no mercado audiovisual.Objetivos:O principal objetivo desta oficina é capacitar os participantes com habilidades essenciaisnecessárias para realizar projetos cinematográficos de forma autônoma.Conteúdo:1. Introdução ao Cinema Independente:- Breve histórico do cinema independente no Brasil- Exploração de diversos gêneros cinematográficos.- Análise de curtas-metragens nacionais.2. Do Roteiro à Produção:- Desenvolvimento de ideias e criação de roteiros originais.- Pré-produção: seleção de elenco, locações e planejamento técnico.- Técnicas de filmagem e direção de atores.3. Pós-produção e Distribuição:- Edição de vídeo: técnicas, software e efeitos visuais.- Design de som e trilha sonora.- Estratégias para festivais de cinema, plataformas online e promoção.Impacto Social:A oficina visa dar voz a comunidades frequentemente sub-representadas na indústriaaudiovisual. Através da arte cinematográfica, buscamos criar narrativas inclusivas quereflitam as experiências diversificadas das pessoas trans.Certificação:Ao completar a oficina, os participantes receberão um certificado de participação,reconhecendo suas habilidades e dedicação ao longo do curso.Referências:Bibliografia:ADLER, Stella. Técnica de Representação Teatral. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2002.AUMONT, Jacques. A Estética do Filme. Papirus - 9o Ed. 1995COMPARATO, Doc. Da criação ao roteiro. Teoria e Prática 5a edição. São Paulo: Summus.CUNHA, Napoleão. Guia Prático de Captação de Som Direto. Salvador - FTC – 2008EISENSTEIN, Sergei. O Sentido do Filme. Zahar – Rio de Janeiro – 2o Ed. 1990. MARTIN, Marcel. A linguagemcinematográfica. Brasiliense - São Paulo – 2o Ed. 2009.Mckee, Robert. Story: substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro. Curitiba: Editora Arte eLetra, 2006.MOLETTA, Alex. Criação de curta-metragem em vídeo digital: uma proposta para produções de baixo custo. 3 ed.São Paulo: Summos editorial, 2009.MURCH, Walter. Num Piscar de Olhos. Zahar – Rio de Janeiro – 1o Ed. 2004.STANISLAVSKI, Constantin. A Preparação do Ator. Tradução: Pontes de Paula Lima (da tradução norte-americana).Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1964.

Acessibilidade

O projeto conta com consultoria de acessibilidade para garantir as melhores condutas em todas as suas fases. Nafase de pós-produção, serão adicionadas as ferramentas de acessibilidade de janela de LIBRAS, audiodescrição,legenda e legenda descritiva.Além da consultoria de acessibilidade, o projeto irá também contar com acessibilidade na oficina formativa e nosdebates realizados nas escolas estaduais, onde haverá tradução em LIBRAS e disponibilização de audiodescriçãocom fones para os alunos que necessitarem.Pensando nos indivíduos com baixa visão, pessoas com deficiência intelectual, cognitiva, ou transtorno do espectroautista, teremos uma preparação prévia dos profissionais envolvidos no projeto. A consultora de acessibilidade iráorientá-los em relação ao uso da linguagem simples e da adequação comportamental para que não haja atitudecapacitista. Pessoas com baixa visão e TEA terão seus lugares reservados garantindo uma previsibilidade necessáriapara elas.

Democratização do acesso

Além da produção do curta-metragem, planejamos como contrapartida realizar sessões de exibição do filme em escolas rede pública de ensino estadual, incluindo o Colégio Central da Bahia, o Colégio Estadual Úrsula Catharino e o Colégio Estadual Senhor do Bonfim. Após cada exibição, proporcionaremos um espaço para discussões e debates com a presença da equipe de produção. Isso permitirá que os estudantes tenham a oportunidade de explorar e refletir sobre os temas abordados no filme, como identidade de gênero, aceitação e diversidade. Acreditamos que essas conversas podem ser enriquecedoras e educativas, contribuindo para uma compreensão mais profunda dessas questões e promovendo a inclusão. A segunda iniciativa que estamos implementando é uma Oficina de Cinema Independente para pessoas trans. Serão três aulas com duração de 4h, ministradas pelos diretores e roteiristas Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter. Esta oficina é destinada a pessoas trans, abrangendo uma ampla gama de identidades de gênero, incluindo mulheres, homens e indivíduos dentro do guarda-chuva da não conformidade de gênero, que busquem se inserir no mercado audiovisual.Os interessados poderão se inscrever através de um formulário no Google Forms, com o envio do roteiro, uma cartade intenção e o preenchimento de um questionário social, relativo a renda, etnia, identidade de gênero, orientação sexual e possíveis deficiências. Este método de seleção tem como objetivo promover diversidade de perspectivas, reconhecendo que variadas experiências resultam em visões artísticas plurais, por acreditarmos que uma ação de contrapartida dentro de um edital de produção cinematográfica deve colaborar com uma maior inserção de pessoas dissidentes no mercado audiovisual. Nosso objetivo é proporcionar a essas pessoas a oportunidade de aprender sobre o processo de criação cinematográfica de maneira panorâmica, desde a pré-produção até a edição final, focando na realização de curtas.As aulas utilizarão conceitos teóricos e práticos, conferindo ferramentas e conceitos básicos aos alunes para a produção de um curta-metragem independente. O objetivo é incentivar futuros profissionais a contarem suas próprias histórias e expressarem suas experiências por meio do audiovisual. Acreditamos que essa oficina pode ser um meio para capacitar e dar voz a comunidades frequentemente marginalizadas e sub-representadas na indústria cinematográfica.

Ficha técnica

Direção e Roteiro: Hilda Lopes Pontes Realizadora e roteirista, é mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Realizou nove curtas emsua produtora Olho de Vidro Produções. Seus filmes somam mais de 200 seleções em festivais nacionais einternacionais, incluindo Mostra de Cinema de Tiradentes, Festival de Cinema de Triunfo e Panorama Coisa deCinema, somando 20 prêmios. É idealizadora e coordenadora da Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, criada em2017. Escreveu três roteiros de longas entre 2018 a 2020, sendo que todos eles foram selecionados para oLaboratório de Roteiros do Panorama Coisa de Cinema. Em 2022, criou o projeto Nosso Cinema, onde mapeou erealizou uma série de entrevistas com diretoras mulheres soteropolitanas em atividade, o mesmo foi contempladocom o edital do governo do estado da Bahia, Cultura na Palma da Mão. Ministra cursos na área de audiovisual desde2018, incluindo Curso de Cinema Independente Olho de Vidro, Matura Cine- Aprendendo Cinema Depois dos 50,Oficina de Interpretação no Audiovisual para Crianças e Atuando Para Câmera. Direção de arte: Angela CarballalGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFACS – Universidade Salvador, 2016. Enquanto arquiteta,trabalhou no IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, em 2014; além de escritórios econstrutoras da cidade de Salvador. Em 2019, participou da Oficina Contínua de Direção de Arte 16h, promovida porCarol Tanajura; e em 2020, do curso Direção de Arte Cinematográfica 17h30, com Vera Hambúrguer, realizado pelocentro cultural b_arco. A partir daí, passou a trabalhar nos bastidores de produções artísticas, por exemplo: Comodiretora de arte para o curta-metragem ficcional “Solange Não Veio Hoje”, produzido pela Olho de VidroProduções, Salvador (jul-set/2022); Como cenógrafa para o Fashion Filme “Tabuleiro” da marca Dendezeiro para aSão Paulo Fashion Week 2022, Salvador (mai/2022); Como diretora de arte, figurinista e maquiadora para o vídeoclipe “Encaixa” de Jô, Salvador (mar/2022); Como diretora de arte para publicidade “Infância Sem Racismo” daDefensoria Pública da Bahia, produzido pela Olho de Vidro Produções, Salvador (mar/2022); Como diretora de artepara show ao vivo “Carnaval Live Show”, transmitido na Irlanda, produzido pela Duas Raízes Cultura e Arte,Salvador (mar-abr/2022); Como diretora de arte e maquiadora da websérie documental “Queerbrada”, produzidapela Camaleoa Filmes, Salvador (jan-fev/2022); Como diretora de arte do piloto para série “O Último Bramido”,produção independente, Salvador (set-nov /2021); Como assistente de arte para o longa-metragem documental“Cosmovisões”, produzido pela Multi Planejamento Cultural, Salvador (set-nov /2021); Como diretora de arte parateaser do longa-metragem ficcional “Flores Roubadas”, produção independente, Salvador (ago-dez /2021); Comodiretora de arte do curta-metragem ficcional “Camaleoa”, produzido pela Camaleoa Filmes, Salvador (ago-dez/2021); entre outros. Direção de produção: Walerie GondimProdutora cultural formada pela UFF (RJ), atriz e graduanda em direção teatral pela UFBA (BA), Walerie Gondimacumula experiências como produtora e gestora de ações especialmente nas áreas de cinema e teatro. Em seustrabalhos mais recentes, colaborou com a Olho de Vidro Produções nos curtas em fase de pós-produção "Vovó FoiPro Céu" (2022) - produtora executiva -; e "Solange Não Veio Hoje" (2022) - produtora executiva e diretora deprodução. Também em parceria com a Olho de Vidro, realizou a direção de produção do projeto "Nosso Cinema"(2022), a produção executiva do curta "Mamãe" (2021) e a direção de produção de "MaturaCine: aprendendo cinemaapós os 50" (2021), além de atuar na equipe de produção dos projetos “B não é de Biscoito” (2020), "Em cima domuro" (2019) e “O Sorriso de Felícia” (2018). Compôs o júri da 5ª Mostra Lugar de Mulher É No Cinema (2022) eassinou a direção de produção e assistência de direção do longa-metragem "Trincheira" (2021). Integrou por quase 3anos a equipe da RioFilme (2014-2016), estando à frente de programas de exibição, formação de plateias,acessibilidade, e preservação. É coordenadora geral e produtora dos espetáculos virtuais "Solo" (2022), "Quimera"(2021) e “Ciclos, Redes e Nós” (2020), projetos que contaram com apoio da FGM e da FUNCEB, respectivamente.Dentre outros projetos culturais, fez parte ainda da equipe de produção de espetáculos de João Falcão (Que DeusSou Eu - 2020; Sonho de Uma Noite de Verão na Bahia - 2019), realizou a produção local de espetáculos premiadosdo RJ (Preta de Ébano; Vamos Comprar um Poeta - 2022) e integrou por cerca de 10 anos o Grupo Teatrama(Araruama - RJ), atuando como artista e produtora na cia Produção executiva: Marconi ArapongaMarconi Araponga é dublador, diretor, professor, palhaço e ator formado pela UFBA. Em 25 anos de profissão, jádirigiu cerca de 80 espetáculos infantojuvenis em escolas da rede particular de Salvador. Profissionalmente sedivide entre atuar, dirigir, dar aulas de teatro. Atuou em cerca de 25 espetáculos entre adultos e infantis dos quaistrês deles foram premiados: Quem conto canta cordel encanta (2004), Ora Bolas! (2006) e Pedro e a Cobra-de-fogo(2007). Como diretor profissional tem em seu currículo treze espetáculos, dos quais um venceu o Prêmio Braskemde Melhor Infantojuvenil por Ora, Bolas! (2006), e teve mais quatro nomeados ao mesmo prêmio O Cordel de MariaCinDRAGrela (2016) Com o Rei na Barriga (2017), Gromelôs e Garatujas (2018) e Eu Vou te dar Alegria (2019) emque inicia a pesquisa do uso de projeção mapeada de vídeo em cena. Continuidade: Inajara DizAo longo de sua trajetória na equipe técnica do cinema, essa profissional teve a oportunidade de atuar comocontinuísta em uma variedade de séries e filmes, tanto de longa, média, quanto de curta metragem. Ela destacaseu trabalho no longa "Timidez" de Susan Kalik e Tiago Gomes, e na série "A professora de Música" de Edson Bastos eHenrique Filho, entre outros projetos relevantes.Além disso, também assumiu o papel de assistente de direção emproduções significativas, como o longa em produção "Mulheres Negras em Rotas de Liberdade" de Urânia Munzanzu,e o curta "5 Fitas" de Heraldo de Deus e "Vilma Martins". Músicas originais: Yanna Vaz Yanna Vaz é compositora, dramaturga, dançarina, atriz, diretora e produtora. Começa a jornada com a escrita e adança aos 8 e aos 10 anos, começa a compor. Formada em Artes Cênicas pela UFBa, com pesquisa sobre apreparação de atores para Teatro Musical. Pela peça curta 'Combatente Maria' foi indicada a Melhor Texto e MelhorAtriz pelo 6º FESTU (Festival de Teatro Universitário do Rio). É também autora, compositora e diretora do filmemusical 'Histórias de Yayá: Ciclos da Natureza'.Desde 2018, atua como compositora de Canções Originais para a Olhode Vidro Produções: pelas músicas do filme 'Em Cima do Muro' ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora peloFestival de Cinema de Caruaru; também ganhou o prêmio especial de Melhor Trilha Sonora por 'O Sorriso de Felícia';e assinou também as canções do curta 'Solange Não Veio Hoje' e 'Borderô' (este ainda não lançado). Acessibilidade: Iracema VilarongaMestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB); gestora da ACESSU:Acessibilidade Universal. Agrega conhecimentos profissionais no desempenho das funções deaudiodescritora/consultora/locutora para produtos audiovisuais culturais, visando a acessibilidade universal. Comoatriz, Poetisa, Compositora e cantora, mergulha no fascinante universo do Teatro, Música e Literatura, transitandoentre a arte e a realidade. Amante dos esportes, faz do Ciclismo, Natação, Remo e Atletismo seu estilo de vida.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.