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O Auto do Pequiá é espetáculo de ficção que mergulha na complexidade psicológica do fazendeiro, Sebastião, confrontando suas questões internas e externas como instrumento para trazer a temática dos catadores de pequi e práticas em torno do comércio desse fruto, mesclando diferentes gêneros literários como drama, auto e ficção. O projeto é pautado na valorização da originalidade e riquezas materiais e imateriais de Montes Claros, com destaque à ações de democratização e acessibilidade.
Sebastião, um poderoso fazendeiro fictício da zona rural de Montes Claros, encontra-se em um momento crítico de sua vida. Devastado pela morte de sua esposa, ele se isola em suas vastas terras, onde reina com mão de ferro sobre os catadores de pequi, um fruto típico e valioso da região. A trama se desenrola quando Sebastião, em um ato de desespero, visita o túmulo de sua amada esposa e, tragicamente, morre ali mesmo. Imediatamente, ele é transportado para um tribunal celestial, onde seu destino será decidido. Neste tribunal, ele se vê diante de figuras icônicas: Jesus, Maria, um Diabo sarcástico, e um personagem cômico que ele havia mandado matar anos atrás. Neste cenário surreal e metafórico, Sebastião enfrenta um julgamento que mistura humor e crítica social. O Diabo, com seu sarcasmo, expõe as falhas e pecados do fazendeiro, enquanto Jesus e Maria tentam trazer uma perspectiva mais compassiva e justa. O julgamento se torna um espetáculo de redenção e autoconhecimento, forçando Sebastião a confrontar os erros de sua vida e as consequências de suas ações sobre os catadores de pequi e sua comunidade. Ao longo do espetáculo, o público é levado a refletir sobre temas profundos como poder, arrependimento e a possibilidade de redenção. "O Auto do Pequiá" mistura elementos do drama e da comédia, utilizando a riqueza cultural de Montes Claros para criar uma narrativa envolvente e emocionalmente poderosa.
Objetivo Geral: Produzir e dirigir o espetáculo "O Auto do Pequiá", com foco na valorização da cultura regional de Montes Claros, promovendo reflexão sobre questões sociais e econômicas locais, e estimulando o desenvolvimento artístico e cultural da comunidade. Objetivos Específicos: Desenvolver um espetáculo inédito e complexo, dividido em três atos distintos, explorando cenários e personagens fictícios da região, com foco na construção de uma estrutura visualmente impactante e rica em elementos estéticos relacionados ao bioma cerrado e à cultura local com 11 apresentações para um público estimado de 1300 a 1700 pessoas. Assegurar a acessibilidade do espetáculo para diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência auditiva, mediante a presença de intérpretes de LIBRAS em 03 sessões específicas e a disponibilização de espaços, equipe e recursos adaptados. Promover a democratização do acesso à cultura, oferecendo 100% das apresentações gratuitas e oportunidades de participação na equipe de produção para 09 atuantes do setor cultural, com ênfase em grupos minoritários e em regiões periféricas da cidade. Garantir a participação de pelo menos 40% de grupos minoritários na equipe de produção e elenco, promovendo a diversidade e inclusão no processo criativo. Apresentar espetáculo com estrutura completa de som, luz e acessibilidade na Praça PIO XII com ampla divulgação para 300 pessoas Prestar contas e entregar relatórios junto a indicadores de acessibilidade; de interesse a produções culturais; de participação e engajamento da comunidade; de acessibilidade, além de dados necessários e conteúdo em audiovisual do espetáculo. Filmar espetáculo na íntegra com pós-produção e disponibilizá-lo na plataforma ECMPLAY e Youtube em sua íntegra e gratuita.
As diversidade e riquezas Norte Mineiras são incalculáveis, no entanto existe um distanciamento da população em geral as produções culturais, espetáculos e eventos artísticos que além de entreter, atuam como preservadores e dissipadores de conhecimentos e práticas. É nesse aspecto, que se inspirou na criação dessa ficção, um projeto que abrange diversas manifestações artísticas na sua construção e em torno das questões que permeiam o universo desse fruto típico do cerrado. Desta forma, Associação O Pequi Dourado com objetivo produzir um espetáculo que trouxesse a narrativa para o cenário local encontra nesse roteiro inédito a oportunidade de destacar a música e o teatro regional do Norte de Minas, como um estímulo para outras produções locais, incentivando outros artistas e população em geral a valorizar e preservar a cultura em torno do cerrado mineiro, destacando aspectos como o fruto do pequi, sua gastronomia e impacto econômico e social através da temática central do espetáculo. A conformidade do projeto em relação ao Art. 1º da lei nº 8.313 está na interiorização da produção cultural com acesso democrático, acessível que estimula a participação da sociedade e valorização das práticas e linguagens locais ao destacar a relevância desse fruto na sociedade e através de roteiro focado na história de catadores de pequi, nas plantações e fazendas típicas do cerrado e desde fruto, associado a valorização de pontos históricos da cidade que serão abordados desde o cenário, figurino como também nas falas. A equipe envolvida por agente culturais negros, PDC, LGBT+ e população 50+, busca construir relevância em torno desse projeto de forma a continuar impactando na sociedade local via descentralização ao acesso do produto final; capacitação e formação de agentes culturais; de estímulo ao comércio local e turismo, por parte da própria população e de turistas de outras localidades, denotando a relevância e aderencia ao Art. 3º da lei nº 8.313 com incentivo para a viabilidade da sua realização de forma integra, gratuita e acessível.
Salientamos que esse espetáculo é original e próprio da Associação O Pequi Dourado com criação por seus membros fundadores.
"O Auto do Pequiá" é o produto cultural central deste projeto. Trata-se de um espetáculo teatral inédito, com uma duração estimada de 35 a 45 minutos, apresentado em três atos: O Viúvo, O Auto, e O Retorno. O espetáculo se desenvolve em torno do julgamento celestial do fazendeiro Sebastião, explorando temas profundos como poder, arrependimento e a possibilidade de redenção, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura e as tradições de Montes Claros e a importância do fruto pequi na região. Atos:Ato 1: O Viúvo - Ambientado em uma plantação de eucalipto Ato 2: O Auto - Cenário celestial com julgamento Ato 3: O Retorno - Retorno à plantação de eucalipto Fundo transportável composto por parede de madeira de 6 metros largura e 2,8 de altura coberto por pintura (aspecto mesclado de vermelho e azul, simbolizando entre o bem e o mal) e ao centro com raios de sol onde será posicionado o trono do personagem Jesus Cristo caracterizado por uma coroa de espinhos dourada e vestimentas volumosas com referências ao bioma cerrado e representatividades Norte Mineiras, a direita haverá trono para Maria e a esquerda haverá uma pintura, um saco e um árvore em miniatura que simbolizam o pequi, essa estrutura estará à frente de duas mesas onde estarão de um lado Sr. Sebastião e do outro o Catador de Pequi, com o Diabo em pé entre eles. Os atos 1 e 3 “O Viúvo” e “O Retorno” serão ambientados em cenário de plantação de eucalipto na região, construído a partir de banner impresso de 6 metros por 2,8 de altura e demais elementos na construção cênica. Apresentação em local aberto (Praça PIO 12) haverá sistema de som com inclusão de áudio de microfone dos personagens, a fim de viabilizar a acústica.
Em conformidade com o objetivo do projeto e com Artigos 27 e 28 da Instrução Normativa 11/2024: em 03 sessões de apresentação, haverá intérprete de LIBRAS simultâneo realizando a tradução, essas sessões terão prioridade e mínimo de 10% dos assentos assegurados à população com alguma deficiência auditiva, sendo 01 delas a apresentação ao ar livre na Praça Pio 12. Além disso, as apresentações serão realizadas em locais que possuem rampa e espaço para acesso de cadeira de rodas, havendo 01 auxiliar da equipe 100% destinado a fiscalizar e assegurar a execução das etapas de acessibilidade. Todos os recursos de acessibilidade serão amplamente divulgados e informados nos materiais de mídia. Em tempo, o centro cultural de Montes Claros e Praça onde serão realizadas apresentações possuem rampa de acesso.
Em conformidade com os Artigos 29, 30 e 31 da Instrução Normativa 11/2024: O acesso ao espetáculo será totalmente gratuito, de forma a eliminar barreiras financeiras e possibilitar maior alcance a diferentes perfis de públicos na cidade. Todo o espetáculo será filmado e disponibilizado de forma gratuita no Youtube e ECMPLAY. Além disso, a democratização estará presente nesse projeto na abertura do seu espaço criativo para outros agentes culturais, com 09 vagas remuneradas para atuantes do setor cultural (estudantes do curso de teatro, atores autodidata ou alunos do conservatório estadual) para compor a equipe do projeto como auxiliares, com objetivo de trocar conhecimentos e expandir experiências com entrega de certificado ao final. São prioridades PCD’s, negros, estudantes de escolas públicas e LGBT+. As vagas serão para as seguintes atribuições: 03 equipe de cenografia, 02 auxiliar de direção, 01 auxiliar de acessibilidade, 01 auxiliar de som, 01 como ator do personagem “capanga” e 01 ator para o personagem do diabo.
Direção: Giuliano Nascimento Cenografia e Produção: Lázaro Martins; Lucas Pinto, Ketlen Caroline - diretora, atriz, cenógrafa -. Roteiro: Giuliano Nascimento Figurino: Márcia Oliveira Goncalves Sonoplastia - Criação de efeitos sonoros que serão usados na apresentação: Jackson Juneo Fotografia: Luca Colen - fotógrafo e filmmaker Pesquisa de indicadores e acessibilidade: Amanda de Melo - Historiadora e administradora; Italo Augusto - Internacionalista com experiência em indicadores e relações bilaterais. Auxiliares: voltado para atuantes do setor cultural com a abertura de 9 vagas para participar na equipe como auxiliares do projeto com aspecto de expandir conhecimentos e experiências, buscamos disponibilizar essa oportunidade como aspecto de democratização do acesso a construção de ações culturais, conhecimentos acerca das etapas e estímulos a futuros atuantes do setor (critérios de seleção em descrição de atividades). A ocupação para atores seguirá a seguinte configuração: O protagonista, Sr. Sebastião será interpretado por Lázaro Martins - ator, professor de teatro e música e diretor de teatro -. O Catador de Pequi por Lucas da Silva Pinto - ator premiado, professor de teatro, cantor e produtor teatral -. Maria/ “Nossa Senhora” por Maria Luisa - atriz, PCD e musicista -. Jesus Cristo por Jackson Juneo - ator, sonoplasta, filmmaker e cinegrafista -. O personagem do Diabo será interpretado por ator selecionado através de chamada com entrevista e avaliação pela equipe principal.
PROJETO ARQUIVADO.