| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 1,18 mi |
Projeto de exposição para celebrar os 60 anos do Teatro Vila Velha, um dos mais emblemáticos e influentes espaços culturais, situado no coração da cidade de Salvador, Bahia
A exposição "VILA VELHA, POR EXEMPLO: 60 ANOS DE UM TEATRO NO BRASIL" celebra seis décadas do Teatro Vila Velha, um dos mais importantes espaços culturais de Salvador, Bahia. Inaugurado em 1964 e reformado em 1998, o teatro é um ícone de inovação e diversidade artística. No Museu de Arte Moderna da Bahia, a mostra apresentará documentos, fotografias, vídeos e peças do acervo do teatro, utilizando linguagens multimídias e experiências interativas. A exposição destaca a trajetória do Teatro Vila Velha como um centro de experimentação cênica e engajamento social, reconhecido por sua contribuição para a cultura brasileira.
OBJETIVOS GERAIS: Este projeto tem como objetivo geral organizar e produzir a mostra VILA VELHA, POR EXEMPLO: 60 ANOS DE UM TEATRO NO BRASIL a ser apresentada no Museu de Arte Moderna da Bahia. . Decreto 10.755, de 2021 Art. 2o Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes finalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; IV - promover a preservação e o uso sustentável do patrimônio cultural brasileiro em sua dimensão material e imaterial; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais; VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade OBJETIVOS ESPECÍFICOS Produto Exposição de Arte Realizar exposição sobre a história de 6 décadas do Teatro Vila Velha. Documentos, fotografias, conteúdos audiovisuais, conteúdos sonoros e peças do acervo do teatro serão apresentados juntamente com textos em um espaço expográfico que contempla linguagens multimídias e experiências interativas e imersivas para além de conteúdos materiais. Produto Catálogo Editar catálogo em formato digital reunindo textos inéditos, texto geral da curadoria e conjunto expressivo de imagens das obras / peças / documentos a serem expostos, configurando-se como um documento de difusão e fonte de conhecimento.
JUSTIFICATIVA O projeto justifica-se por se enquadrar nos seguintes incisos do ART. 1º da Lei 8.313/91 I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX _ Priorizar o produto cultural originário do País. Ademais, o projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art 3º da Lei 8.313/91): II _Fomento à produção cultural e artística, mediante: c) Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênica, de música e de folclore. e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres Esse projeto justifica-se ainda pela importância do Teatro Vila Velha para o ceneario cultural brasileiro. Inaugurado em 1964 pela Sociedade Teatro dos Novos e posteriormente reformado e ampliado em 1998, o Teatro Vila Velha completa, em junho de 2024, seis décadas de atividades. O TVV é reconhecido como um dos mais importantes e icônicos equipamentos culturais do Brasil. Localizado no Passeio Público, no Centro Antigo de Salvador, o espaço historicamente vai bem além de uma tradicional casa de espetáculos, constituindo-se como lugar para as mais diversas experimentações cênicas, mas, também, abrigando movimentos culturais variados, construindo cidadania e fortalecendo o entendimento de mundo das variadas plateias que frequentam o espaço. Ao longo desses 60 anos, o Teatro Vila Velha desempenha papel notável na difusão da arte na Bahia e no Brasil, servindo como berço para importantes movimentos e artistas. O teatro recebe anualmente produções nacionais e internacionais, festivais, shows e seminários, chamando atenção pela sua potência em produzir conteúdos artísticos inovadores, através de seus diretores, curadores, artistas e núcleos residentes. Um conjunto de ações que forma plateias, artistas, técnicos, agentes culturais e cidadãos. Testemunho vivo da história da Bahia e do Brasil, o Teatro Vila Velha permanece, desde a sua criação, como espaço de criação, inovação, diversidade, diálogo e democracia. Nesse sentido, o TVV demarca seu compromisso histórico com temas como direitos das mulheres, da comunidade LGBTQIA+, dos povos indígenas, e da luta antirracista, dentre outros. Suas ações o constituíram como espaço de discussões amplas, fomentadas a partir de espetáculos, leituras dramáticas, mesas de discussões, processos cênicos e de oficinas, eventos, seminários e palestras. Uma singularidade nos modos de fazer e gerir que imprimiu na história do TVV características que se traduzem pela opção declarada pelo desenvolvimento do humano através do fomento à arte, propiciando formação através da inovação e do respeito à diversidade do fazer artístico. O TVV assume a missão de provocar a reflexão de seu público acerca do mundo vivido e das sensibilidades que o envolvem. Essa abrangência traz ao TVV um público diverso, constituído desde apreciadores de seus espetáculos, ou de produções abrigadas pela Casa, até participantes de seus cursos e oficinas, além de artistas de diferentes linguagens, turistas, estudantes e pesquisadores de artes cênicas e atividades afins. Todos atraídos pela proposta de fomentar e desenvolver manifestações artísticas a partir da interseccionalidade social, de raça, gênero, novas tecnologias, lutando pela garantia do direito à acessibilidade e inclusão de PCD's (pessoas com deficiências), sempre com foco na diversidade, equidade e na inclusão. Toda essa atividade fica distribuída entre seu palco principal, com capacidade para até 400 espectadores; o Cabaré dos Novos, um café teatro com capacidade para até 100 pessoas; a Sala João Augusto, espaço adaptável para ensaios ou espetáculos; a Sala Mário Gusmão, lugar de exposições de artes visuais; e o seu setor de memória e pesquisa. São espaços que compõem o prédio localizado em área que se constitui em roteiro cultural e turístico, pois seu percurso, que conecta diversos bairros com o centro antigo da capital baiana, abarca construções históricas, museus, hotéis, cafés, teatros, salas de cinema, galerias, restaurantes e praças públicas. O TVV fica no histórico Passeio Público de Salvador, inaugurado em 1810 e de onde é possível se apreciar uma bela vista da Baía de Todos-os-Santos. A história do TVV reúne importantes nomes da cultura brasileira. Do diretor teatral e ativista cultural João Augusto à atriz e escritora Sonia Robatto, passando pelo diretor teatral e multiartista Marcio Meirelles e pela coreógrafa e dançarina Cristina Castro, pelos músicos Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Raul Seixas, Maria Bethânia, Gal Costa, Novos Baianos, Lazzo, Margareth Menezes, Virgínia Rodrigues, além de atores e atrizes como Lázaro Ramos, Érico Brás, Valdineia Soriano, Edvana Carvalho, dentre tantos outros. Dentro de tamanha diversidade, é importante destacar a relação do Bando de Teatro Olodum com o TVV. O Bando foi criado e dirigido por Marcio Meirelles, diretor artístico do TVV, e permaneceu como grupo residente do Vila Velha durante muitos anos. "Ó Paí, Ó!", por exemplo, produção atualmente muito conhecida por versões para cinema e televisão, foi originariamente uma peça teatral criada pelo diretor Marcio Meirelles, com atuação do elenco do Bando de Teatro Olodum e muitas vezes encenada no TVV.
1. O proponente informa que no momento é possível informar que já sabe que irá se remunerar pela Coordenação Administrativa e Financeira do projeto. No entanto, poderá se remunerar por outras rubricas, se comprometendo, desde já, que apenas será remunerado pelos serviços prestados no projeto.2. O proponente informa ainda que poderão ocorrer alterações quanto aos profissionais envolvidos no projeto, em razão de disponibilidade no período de sua realização No entanto, já antecipa que os eventuais novos profissionais serguirão a temática do projeto e estarão em conformidade com o objetivo proposto.3. Síntese dos conteúdos curatoriais: Curadoria Geral: No livro Por Uma Outra Globalização, Milton Santos trata sobre a importância do território e destaca que ele não é só a superposição de sistemas naturais. O geógrafo e pensador baiano nos mostra que território é o chão, mas também sua relação com a população, a história do lugar, suas construções simbólicas, suas escolhas e peculiaridades. Foi inspirado nessa ideia de uma construção coletiva que se molda no tempo que orientei minha curadoria para a exposição VILA VELHA, POR EXEMPLO – 60 ANOS DE UM TEATRO NO BRASIL a partir da história e do acervo do teatro. Uma missão gigante, não só pela extensão da história e do acervo como também por sua riqueza. Difícil destacar documentos, cartazes, peças diversas - sejam de cenário ou figurino -, enfim, traços da trajetória de um ou outro espetáculo ou artista diante da expressão desse acervo. Seriam muitos os caminhos capazes de serem seguidos, mas encanta-me a potência de subjetivações possíveis ao território, anunciada por Milton. Segui esse percurso. O Teatro Vila Velha construiu sua história entre superposições de linguagens, encontros, colaborações variadas. Essa celebração do coletivo foi outro ponto que busquei enfatizar no trabalho de curadoria, apresentando a força que emerge da diversidade através de fotos, cartazes, e uma expografia inspirada nas estruturas cênicas, como andaimes e panos, que costumeiramente recriam o espaço. Abandonei a pretensão de trazer algum tipo de busca de entendimento do Vila a partir de uma exposição temporal e linear de suas produções. O tempo no Vila sempre foi espiralar, em movimento constante de reflexão crítica sobre as certezas que costumam nortear os arranjos sociais. O caráter contestador e disruptivo do lugar, do território Teatro Vila Velha, tomou o timão dessa curadoria. Nela, o que proponho é a imersão em uma produção que sempre teimou em acreditar que o mundo pode, e deve, ser reconstruído sobre bases humanísticas, colaborativas e, por natureza, revolucionárias. O Teatro Vila Velha existe até antes do primeiro tijolo ter sido assentado. Existe desde quando um grupo de jovens artistas decidiu querer torná-lo realidade. No terreno doado à Sociedade Teatro dos Novos já existia o Vila; nas temporadas e viagens que o grupo fez em busca de dinheiro para erguer o prédio, já existia o Vila; nos encontros, nas colaborações, nas elocubrações acerca de quais espetáculos deveriam ocupar a casa: em tudo o território Teatro Vila Velha já se constituía. E assim vem sendo, por já lá se vão seis décadas. Esse teatro não é um fenômeno individual. Ele é fruto de um lugar e seus contextos, variados pelo tempo. Sua força vem dos coletivos que o construíram e o fizeram esse gigante que lutou contra forças repressivas de Estado e de sociedade, constituindo-se em lugar de arte e transgressão do status quo que aliena para expropriar. Na exposição O Teatro Vila Velha é um grito de liberdade e potência em prol dos subalternizados. Sempre foi assim. Esta curadoria, espiralar e disruptiva, fará reverberar esse grito no público. Curadoria- adjunta de artes cênicas O Teatro Vila Velha foi construído há 60 anos por um grupo de teatro que precisava de um prédio que abrigasse e acolhesse suas propostas cênicas, que já existiam em exercício constante em espaços da cidade de Salvador ou de municípios do interior da Bahia. De lá pra cá foram muitos encontros com artistas do teatro, mas também de outras linguagens: artes visuais, música, dança. Foi construído um vasto repertório de grupos e artistas diversos, mas este repertório tem um DNA Vila Velha. È isso que vai ser mostrado na exposição: fotos, cartazes, sonoridades, figurinos, desenhos projetos, imagens que recontam os 60 anos de no Vila Velha Curadoria- adjunta de arquitetura e urbanismo O caráter transgressor do Teatro Vila Velha se reflete também em sua arquitetura. Assim, ao apresentar a trajetória do Vila é preciso contemplar as transformações pelas quais passou a sua sede no Passeio Público, daquela inaugurada em 1964 a partir de projeto de Silvio Robatto e Alberto Fiúza até a grande requalificação pela qual passou nos anos 1990 e que lhe deu a configuração atual, com projeto de Carl von Hauenschild inspirado no Teatro Oficina em São Paulo, e que a dotou de um espaço cênico que permite inúmeras configurações e possibilidades cenográficas e dramatúrgicas. É nessa tradição de transformações regulares, necessárias para que o edifício se mantenha compatível com o potencial transformador dos artistas, grupos e espetáculos que abriga, que o projeto de requalificação da A+P Arquitetos Associados, que será executado nos próximos meses, se fundamenta. Apresentar ao público a história do Vila é, por outro lado, contar a história das transformações urbanas de Salvador, dentre as quais a progressiva perda de centralidade e consequente abandono da área urbana em que se insere e, paralelamente, a implementação, nos mesmos anos e a poucos metros de distância, dos principais equipamentos culturais da Bahia: o Museu de Arte Moderna da Bahia no Solar do Unhão (1963) e o Teatro Castro Alves (1967), reforçados agora com a iminente implantação do Centro Cultural Banco do Brasil no vizinho Palácio da Aclamação. Por essas razões, uma curadoria de arquitetura e urbanismo foi pensada para articular a trajetória do Vila com a história do território em que se situa e de suas arquiteturas.Curadoria- adjunta de história O Teatro Vila Velha ao longo das suas seis décadas de existência, mais do que testemunha da história, foi e é um ator potente, protagonista do seu tempo. Inaugurado em 1964, no mesmo ano do golpe civil militar, o Teatro Vila Velha desde seu início se transformou em um espaço de resistência à ditadura através das apresentações artísticas em suas mais diferentes formas, ou mais incisivamente quando foi um dos locais de vigília pela anistia. O Vila é um equipamento cultural que exala história, constrói histórias, e desde a sua criação compõe parte significativa da história da cidade e dos artistas da Bahia e do País, não à toa que seus fundadores foram os que criaram o primeiro grupo teatral profissional do estado. Foi no palco do Vila, por exemplo, que artistas e grupos que protagonizam a cena cultural brasileira iniciaram suas carreiras, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Lázaro Ramos, dentre tantos. E é por toda a sua contribuição para o país que o Vila é a história, por exemplo. Curadoria- adjunta de visualidades Curadoria responsável pela pesquisa e seleção dos conteúdos iconográficos da exposição, compreendendo fotografias, cartazes, impressos e obras de arte vinculadas ao Teatro Vila Velha. Fotografias, cartazes e impressos de espetáculos de teatro, dança e música que ocorreram no TVV. Obras de arte que contextualizam o cenário das Artes Visuais no Brasil e na Bahia, ao longo da narrativa/percurso expositivo, podem friccionar ou potencializar discursos históricos. Curadoria- adjunta de música O Teatro Vila Velha é um berço de talentos e movimentos musicais na Bahia e no Brasil. Desde os anos 60, com o evento "Nós, Por Exemplo" que revelou Caetano Veloso e Gilberto Gil, até projetos como "Vila da Música" e "Encontro de Compositores", o teatro tem sido um espaço vital para a expressão musical e cultural afro-brasileira, promovendo encontros à identidade cultural brasileira.
Produto exposição: Material:A mostra utilizará uma variedade de materiais para proporcionar uma experiência multimídia imersiva, como documentos, vídeos, gravações, textos, etc. Projeto Pedagógico:A exposição incluirá um robusto projeto pedagógico, com o objetivo de educar e envolver o público. Produto Catálogo (digital): Será produzido um catálogo digital bilíngue (português/inglês), contendo todas as informações da exposição, reunindo textos inéditos, texto geral da curadoria e conjunto expressivo de imagens das obras / peças / documentos a serem expostos.
Produto Exposição de Arte Acessibilidade Física: Em conformidade com o Art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, o proponente se compromete a proporcionar acesso garantido aos portadores de necessidades especiais. Os espaços expositivos são amplamente acessíveis, havendo rampa para pessoas com deficiência de mobilidade, elevadores, telefones e banheiros adaptados às necessidades especiais de mobilidade. De acordo com os termos do art. 23 da Lei no 10.741, de 1º de outubro de 2003 e o disposto no Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, o proponente se compromete a respeitar as normas de segurança indispensáveis a todos os visitantes e, em especial, aos portadores de deficiência. Vale ressaltar ainda que os projetos expográficos adotarão e respeitarão todos as normas vigentes. Item orçamentário: não se aplica. Acessibilidade de Conteúdo: De acordo com o disposto na ABNT NBR 1 5599/2008, o proponente se compromete a adotar as seguintes medidas e ferramentas de acessibilidade; 1. Deficiência auditiva: aplicação de LIBRAS nos vídeos de divulgação e em todo conteúdo aplicável; e legendagem das obras audiovisuais; 2. Deficiência visual: produção de mapa tátil; produção de textos da exposição em Braille; adaptação bidimensional de seleção de imagens, áudio guia com áudio descrição. O projeto de comunicação visual da mostra contemplará fontes e dimensões adequadas que permitam a leitura de pessoas com baixa visão; Acessibilidade para pessoas com deficiência cognitiva, que apresentam espectros ou doenças que gerem algum tipo de limitação frente à fruição de conteúdos Os textos expositivos assim como as legendas expandidas terão padronização, objetividade, linguagem de fácil compreensão, facilitando a identificação dos conteúdos. Não serão adotados elementos no espaço que possam resultar em qualquer incômodo ou dificuldade de leitura. O proponente respeita e reconhece que pessoas que apresentem espectros, síndromes ou qualquer doença que possam gerar limitações, são atores sociais com direitos preservados, sobretudo os direitos culturais. O proponente destaca ainda a importância ao acesso à arte como um importante meio de contribuir para a socialização de todos. Considerando, ainda, as regras previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica ou no Decreto nº 5.269/2004, o proponente se compromete a fornecer ajuda técnica que permita o acesso às atividades culturais em igualdade de condições com as outras pessoas, ademais aplicando diretrizes sobre o tratamento a ser dispensado a essas pessoas, com objetivo de cobrir e reprimir qualquer tipo de discriminação, bem como as respectivas sanções pelo descumprimento dessas normas. Portanto toda realização do projeto considerará a inexistência de qualquer tipo de obstáculo à essas pessoas para terem acesso aos conteúdos do projeto. Produto: Catálogo Digital Acessibilidade de Conteúdo: Considerando a ABNT NBR 1 5599:2008 e em atendimento às necessidades de acessibilidade comunicacional, o proponente adotará as seguintes medidas: O catálogo em formato digital (pdf) será disponibilizado na Rede (Internet) para acesso aberto contemplando a ferramenta VoiceOver e permitindo a descrição sonora de todos os conteúdos. Vale ressaltar que essa ferramenta é intrínseca aos computadores não havendo a necessidade de inserção de qualquer dispositivo para essa medida de acessibilidade. Acessibilidade para pessoas com deficiência cognitiva, que apresentam espectros ou doenças que gerem algum tipo de limitação frente à fruição de conteúdos Os textos assim como o projeto gráfico do catálogo, terão padronização, objetividade, linguagem de fácil compreensão, facilitando a compreensão de todos os conteúdos. O proponente respeita e reconhece que pessoas que apresentem espectros, síndromes ou qualquer doença que possam gerar limitações, são atores sociais com direitos preservados, sobretudo os direitos culturais. O proponente destaca ainda a importância ao acesso à arte como um importante meio de contribuir para a socialização de todos. Considerando as regras previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT, na legislação específica ou no Decreto nº 5.269/2004, a proponente se compromete a fornecer ajuda técnica que permita o acesso às atividades culturais em igualdade de condições com as outras pessoas, ademais aplicando diretrizes sobre o tratamento a ser dispensado a essas pessoas, com objetivo de cobrir e reprimir qualquer tipo de discriminação, bem como as respectivas sanções pelo descumprimento dessas normas. Portanto toda realização do projeto considerará a inexistência de qualquer tipo de obstáculo à essas pessoas para terem acesso aos conteúdos do projeto.
A visitação à exposição é gratuita, não havendo, portanto, cobrança de ingresso. O projeto contempla ainda a composição de equipe de mediadores para atendimento ao público, em especial para escolas públicas e população de baixa renda. A equipe de mediadores será capacitada pela equipe do próprio Teatro Vila Velha. Produto Exposição de Arte Não há cobrança de ingressos. As exposições respeitarão a distribuição do produto cultural prevista na IN nº 11/2024, Art. 29, a saber: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e IV - mínimo de 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. A proponente também prevê a seguinte medida de ampliação de acesso conforme art. 30 da IN nº 11/2024: IV - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos
FICHA TÉCNICA Niclo Conteúdo e Entretenimento Ltda (Proponente): A proponente será a única responsável pela administração e por todo o poder decisório do projeto. A proponente informa que no momento não é possível afirmar qual a rubrica que irá se remunerar. No entanto, poderá se remunerar por rubricas do projeto, se comprometendo desde já que apenas será remunerado pelos serviços prestados no Projeto. Equipe de Curadoria Curadoria Geral: MARCIO MEIRELLES Encenador, dramaturgo, cenógrafo e figurinista desde 1972. Foi fundador do grupo Avelãz y Avestruz (l976/89), e criador/diretor do espaço cultural A Fábrica (1982). Atuou em várias funções na TV Educativa da Bahia. Foi diretor do Teatro Castro Alves (1987/91). Ganhou vários prêmios como diretor, cenógrafo e figurinista. Fez estágio na Circle Repertory Company (Nova York). Co-dirigiu O Sonho de Uma Noite de Verão, com Werner Herzog. E encenou na Inglaterra, Portugal e Cabo Verde. Em 1990 criou o Bando de Teatro Olodum. Coordenou a reforma do Teatro Vila Velha e foi seu diretor artístico de 1994 a 2007; e de 2011 até agora. Em 2013, criou a universidade LIVRE de teatro vila velha. Secretário de Cultura do Estado da Bahia (2007 a 2010). Condecorado como Cavaleiro da Ordem do Mérito da Bahia em 1990. Em 2019, título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e Comenda 2 de Julho, pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. Encenou mais de 120 peças. Curadoria-adjunta de artes cênicas: CRISTINA CASTRO Artista das artes cênicas, curadora e gestora cultural. Graduada em Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia. Coreógrafa premiada pela Unesco com o Prize for the Promotion of the Arts e Ministério da Cultura do Brasil. Coordenadora de projetos do Teatro Vila Velha, do Programa Pé de Feijão - Arte e educação e do Programa de residências internacionais em dança. Criadora e diretora por 15 anos, do Vivadança Festival Internacional e da Cia Viladança. Vem estabelecendo parcerias nacionais e internacionais trabalhando com artistas e gestores do Brasil, Europa, África, América Central e América do Sul. Participa como convidada em festivais de artes cênicas e comissões de editais públicos e privados de cultura. Curadoria-adjunta de arquitetura e urbanismo: NIVALDO ANDRADE Arquiteto e urbanista, mestre e doutor em Arquitetura e Urbanismo pela UFBA. Professor associado da Faculdade de Arquitetura da UFBA, atuando na graduação, mestrado e doutorado. É vice-presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA), membro do Conselho Consultivo do Iphan e do Conselho Deliberativo do Icomos Brasil. Foi presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Bolsista do CNPq, foi professor e pesquisador visitante na Università Sapienza di Roma, na École d'Urbanisme de Paris e no ICCROM. Realizou conferências em universidades e organizações do patrimônio de mais de 20 países nas Américas, Europa, Ásia e África e curadoria de exposições na área. Autor de dezenas de livros e artigos publicados no Brasil e em diversos países e coautor de projetos arquitetônicos e urbanísticos em edifícios e sítios históricos de valor cultural em todo o Brasil, vários deles premiados e divulgados em exposições e publicações no Brasil e no exterior. Curadoria-adjunta de história: RICARDO SIZILIO É graduado, mestre e doutorando em História; e especialista em Direitos Humanos e Contemporaneidade. Atua na área de História, tanto na docência quanto na pesquisa. Além de diversos artigos e capítulos de livros, é autor do livro “Vai, Carlos, ser Marighella na vida: outro olhar sobre os caminhos de Carlos Marighella na Bahia”, lançado pela Edufba em 2019, e organizador do livro “Bahia: política e sociedade (1930-1940), publicado em 2022 pela Edufba. Sizilio também pesquisou a trajetória de João Augusto, primeiro diretor do Teatro Vila Velha, para o documentário, “João Augusto, um homem do teatro”. Curadoria-adjunta de visualidades: LIA CUNHA É artista visual, curadora, pesquisadora, diretora de arte, designer e editora. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia (2015). Mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia (2023). Coordenadora do setor Educativo do Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC - Bahia), onde colabora como assistente de curadoria do diretor Daniel Rangel. Desde 2016 coordena projetos de publicações da editora Duna. Desde 2014 integra o projeto de extensão Tiragem: Laboratório de Livros, no qual atua como membro do conselho editorial e diretora de arte e curadora da Revista Miolo. Foi contemplada com o Prêmio das Artes Jorge Portugal - Artes Visuais (2020) e com os Prêmios/Aquisição na XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira (Vila Nova de Cerveira - PT, 2022) e 11º Salão Nacional Victor Meirelles (Florianópolis - SC, 2022) pela obra Etnografia do Barranco (2020-2022). Curadoria-adjunta de música: JOÃO MILET MEIRELLES João Milet Meirelles é compositor, produtor musical, performer de live electronics. Desde 2012, ele atua como performer de live electronics e produtor musical para o Baiana System, conquistando um prêmio Grammy como co-produtor musical. Em 2020, lançou o projeto "Taxidermia" em parceria com a compositora Jadsa, que já conta com dois EPs e um álbum lançados. Como produtor musical destacam-se o álbum "Olho de Vidro" de Jadsa, indicado como Álbum do Ano pelo Prêmio Multishow 2021. Curadoria-adjunta de audiovisual: RAFAEL SACRAMENTO GRILO Graduado em Produção Cultural e Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde 2009 atua na área de registro e edição audiovisual no Teatro Vila Velha, participando da cobertura em vídeo de diversos espetáculos e eventos teatrais. A partir de 2012 dirige, roteiriza e executa a criação de peças audiovisuais para diversas produções cênicas conduzidas por dramaturgos, encenadores e coreógrafos como Marcio Meirelles, Cristina Castro, Tadashi Endo, Asier Zabaleta, Lázaro Ramos, Aldri Anunciação, Zeca de Abreu e Luis Alonso. Projeto Expográfico: TANTO CRIA Projeto Expográfico: TANTO CRIA Estúdio criativo sediado em Salvador, formado pelos arquitetos, designers e artistas gráficos Patricia Almeida, Fábio Steque e Daniel Sabóia. Produção executiva: ANA HELENA CURTI Graduada em Educação Artística pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP (1981) e Pós-Graduada (latu sensu) em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado – SENAC (2012). Professora da Fundação Armando Álvares Penteado – Curso de Artes Visuais (desde 1997) e Curso de Produção Cultural (2015 • 2022). Professora de Produção Cultural da SP Escola de Teatro (2014). Professora do Curso de Gestão de Projetos Culturais – Faculdade SESI de Educação – São Paulo (2021). Coordenadora do Curso de Produção Cultural do Instituto do Teatro Brasileiro (desde 2023). Curadora geral da Casa das Histórias de Salvador. Diretora da empresa arte3 assessoria, produção e marketing cultural (desde 1986). À frente da empresa, foi responsável pela direção de produção de cerca de 950 projetos no Brasil e exterior, podendo citar: Bienal do Mercosul (2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 10ª edições); Bienal de Arquitetura (10ª e 11ª edições); Bienal Brasileira de Design (1ª, 2ª e 3ª edições); Bienal do Fim do Mundo - Ushuaia (1ª edição); Bienal de São Paulo (20ª, 21ª e 24ª edições); Bienal de Design Gráfico (9ª edição); Bienal de Fotojornalismo – FBSP, Museu da Língua Portuguesa; Museu da Língua Portuguesa; Brasil + 500 : Mostra do Redescobrimento (Módulos de Arqueologia e Artes Indígenas); Europália 2012 (Bélgica); Mostra Da Antropofagia à Brasília – Brasil 1920 /1950 (Valencia / Espanha 2000 – Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado); Mostra O Brasil dos Viajantes – produção executiva (MASP 1994 – Centro Cultural de Belém , Lisboa / Portugal 1995); Memorial do Rio Grande do Sul (1999) entre outros.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.