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O projeto Mídias Amazônicas visa capacitar organizações comunitárias da Amazônia Legal na produção de conteúdo audiovisual, a partir dos próprios territórios e comunidades tradicionais _ indígenas, quilombolas e ribeirinhas _ oferecendo oficinas virtuais e a produção, promoção e veiculação dos projetos derivados.
Não se aplica.
Geral • Permitir que as comunidades tradicionais da região amazônica documentem, por si próprias, sua história e preservem sua memória, como uma alternativa às narrativas impostas pela imprensa hegemônica. • Dar voz e visibilidade à essas comunidades, oferecendo ferramentas para que indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas possam se expressar por meio de conteúdo audiovisual. Específicos (1) Realizar formação em produção técnica audiovisual para comunicadores de 10 entidades situadas na Amazônia Legal, com duração de 16 semanas (64h/aula);(2) Produzir e finalizar vídeos decorrentes da formação ministrada para veiculação na internet.
Apesar da rica diversidade de sua fauna e de sua flora, a região amazônica se caracteriza por um ambiente árido quanto à pluralidade de sua comunicação. De acordo com o estudo "Atlas da Notícia", a região Norte do Brasil é aquela com o maior número de municípios desprovidos de qualquer veículo de comunicação. O resultado é uma Amazônia historicamente descrita por olhares vindos de fora: jornais baseados nas capitais e grandes concessões de televisão, frequentemente concentradas nas mãos de parentes de governantes, quando não nas mãos deles próprios _ prática proibida pela Constituição. A consequência desses fatores é a carência de diversidade de narrativas, especialmente em relação aos problemas que afetam as comunidades tradicionais _ indígenas, quilombolas e ribeirinhas. No horizonte, está a realização de importantes eventos internacionais sobre a crise climática, como a COP 30 em Belém do Pará. Mas, sabe-se que não haverá desmatamento zero sem uma abordagem original em relação ao tráfico na região, que continua a expandir seus domínios. Acrescenta-se o racismo ambiental e os conflitos por terras, e chegamos a uma situação que, na busca por respostas, exige mais que escutar as vozes dos que habitam a Amazônia: exige empoderar suas mãos, para que documentem, eles mesmos, suas próprias experiências. O projeto "Mídias Amazônicas" é uma iniciativa do Instituto Mídia Cidadã, uma organização sem fins lucrativos comprometida com a promoção da educação midiática, o jornalismo independente e a cidadania. O Instituto Mídia Cidadã tem como missão produzir e capacitar na produção de conteúdo audiovisual comunitário. Para atingir sua visão de uma sociedade participativa, baseia suas atividades em quatro pilares fundamentais: educação, jornalismo, cultura e cidadania. Defende o direito de todas e todos a se expressar, contar suas histórias e compartilhar suas perspectivas. Além disso, incentiva o uso de ferramentas digitais, redes sociais e outros meios de comunicação para dar voz às populações não representadas pela mídia corporativa. As comunidades beneficiadas estão localizadas em cidades dentro da região amazônica, onde a falta de representação na mídia convencional é uma realidade. Já o público-alvo dos conteúdos audiovisuais, derivados das oficinas de capacitação, pode abranger os mais variados públicos, em todo o Brasil, uma vez que dependem do tema eleito pela entidade beneficiada. Diante de uma mídia muitas vezes concentrada e inadequadamente representativa, o projeto visa capacitar essas comunidades a produzirem seu próprio conteúdo audiovisual, contando suas histórias, perspectivas e desafios de maneira autêntica. Além disso, à medida que importantes eventos internacionais, como a COP 30, destacam a importância da região amazônica para a crise climática, o projeto se torna ainda mais crucial para garantir que as vozes das comunidades locais sejam ouvidas e consideradas. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos.
Projeto pedagógico anexado no campo de documentos da proposta. O Projeto “Mídias Amazônicas” visa fomentar e capacitar na produção de conteúdo audiovisual, a partir dos próprios territórios e comunidades tradicionais da Amazônia Legal – indígenas, quilombolas e ribeirinhas – em relação aos grandes eventos sobre a crise climática a serem realizados na região, à guerra às drogas, ao garimpo ilegal e a outras realidades que afetam a vida da população local. O objetivo será alcançado por meio da capacitação técnica e do fornecimento das ferramentas para a produção de conteúdo televisivo digital, permitindo que essas comunidades documentem, por si próprias, sua história e preservem sua memória, como uma alternativa às narrativas impostas pela imprensa hegemônica. Mídias Amazônicas concentra suas ações em coletivos de jornalistas independentes, organizações sem fins lucrativos, associações e veículos de comunicação comunitários das cidades da Amazônia Legal. As produções resultantes da iniciativa serão compiladas na Midiosfera, a plataforma de TV do Instituto Mídia Cidadã no Youtube, compartilhadas com diversos parceiros estratégicos, incluindo emissoras públicas e comerciais, como CANAL FUTURA e CNN, e objeto de ampla campanha de divulgação. O projeto "Mídias Amazônicas" é uma iniciativa inovadora que busca dar voz e visibilidade às comunidades tradicionais da região amazônica. Enfrentando desafios como a concentração de mídia nas mãos de poucos, a falta de diversidade de perspectivas e questões ambientais críticas, o projeto tem como objetivo empoderar as comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas a se expressarem por meio de conteúdo audiovisual. Metas Principais: Formar comunicadores locais na produção técnica audiovisual: Um dos objetivos centrais do projeto é capacitar as comunidades a produzirem seu próprio conteúdo audiovisual. Isso inclui a criação de documentários, relatos, entrevistas e outros formatos que capturam as experiências e histórias dessas comunidades. É fundamental que o jornalista, ao desenvolver o seu ofício, tenha noção clara do país em que vive. Cultura, relações de poder, características, virtudes, particularidades, problemas e contradições. Essa proposta não trata de um curso formal de audiovisual, mas pretende estabelecer alguns marcos que nos permitam entender as condições que determinaram o Brasil de hoje e no qual desenvolvemos o nosso trabalho. Documentar Desafios e Realidades Locais: O projeto visa documentar os desafios enfrentados por essas comunidades, que incluem questões relacionadas a desmatamento, tráfico de drogas, garimpo ilegal, racismo ambiental e conflitos por terras. Ao fazê-lo, ele oferece uma plataforma para que essas comunidades compartilhem suas perspectivas e preocupações diretamente, sem intermediários. Preservar a Cultura e a Memória: Além de abordar questões contemporâneas, o projeto busca preservar a cultura, a memória e a ancestralidade das comunidades. Isso é feito ao permitir que as comunidades documentem seus processos de cura, sua relação com a natureza e a terra, e as tradições transmitidas de geração em geração. Diversificar o Discurso sobre a Amazônia: Em um cenário em que a mídia hegemônica muitas vezes não reflete as preocupações e perspectivas das comunidades locais, o projeto "Mídias Amazônicas" promove a diversificação do discurso sobre a região amazônica. Ele oferece uma alternativa às narrativas impostas por meios de comunicação convencionais, garantindo que as vozes das comunidades tradicionais sejam ouvidas e respeitadas. Preparar-se para Eventos Críticos: À medida que importantes eventos internacionais, como a COP 30, destacam a importância da região amazônica para a crise climática, o projeto "Mídias Amazônicas" se torna fundamental. Ele se propõe a garantir que as vozes e as preocupações das comunidades locais sejam levadas em consideração nas discussões sobre a preservação da Amazônia e a mitigação das mudanças climáticas.
PRODUTO CURSO/OFICINAAcessibilidade no aspecto arquitetônico: não se aplica, a formação é online.Acessibilidade para PcD visual: professores habilitados para audiodescrição.Acessibilidade para PcD auditivo: Intérprete de libras.Acessibilidade para PcD intelectual: não se aplica. PRODUTO VÍDEOAcessibilidade no aspecto arquitetônico: não se aplica, veiculação online.Acessibilidade para PcD visual: audiodescrição.Acessibilidade para PcD auditivo: Intérprete de libras.Acessibilidade para PcD intelectual: não se aplica.
Para atendimento ao Artigo 29 da IN 11/2024: Não haverá cobrança de ingresso para nenhuma das atividades. Para atendimento ao Artigo 30 da IN 11/2024: PRODUTO CURSO/OFICINA: optamos pelo Inciso III, disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional. Coordenação geral: Instituto Mídia Cidadã (proponente) Coordenação do projeto/Coordenação pedagógica: Daniele Moura Jornalista formada pela FACHA, passou por diversas redações como RedeTV, SBT, Record, Canal Futura e TV Globo. Tem experiência em produção executiva de projetos e eventos, além de reportagem, apresentação, produção, edição e finalização de audiovisual. Criou e coordenou o setor de comunicação da Redes da Maré, implementando e gerenciando redes sociais, e cobertura das ações institucionais. Em 2017, fundou o portal Maré Online, versão online do jornal comunitário com 50 mil exemplares distribuídos de porta em porta nas 16 favelas da Maré. Atualmente é gestora de comunicação comunitária do projeto Territórios em Rede, iniciativa da Fundação Vale, com a execução da Associação Cidade Escola Aprendiz, além de coordenar projetos na Redes da Maré. Os membros da equipe possuem experiência relevante e estão comprometidos com os objetivos do projeto. Diante da complexidade que é a comunicação periférica, o corpo docente é variado. * Ricardo Lisboa Pereira, jornalista, trabalhou mais de 30 anos na TV Globo como editor de texto. Chefiou o RJTV, o Globo Esporte e o Esporte Espetacular, trabalhou no Fantástico e Jornal Nacional e dirigiu programas para o Globo Repórter e Globo Mar. * Fábio Lau, foi jornalista nos impressos Última Hora, O Dia, O Globo e Jornal do Brasil; experiência de dez anos em grandes reportagens investigativas na TV Globo (Linha Direta, Fantástico, Editoria Rio); experiência em roteiros institucionais na Conspiração Filmes e Talento & Expressão; editor, roteirista, repórter e apresentador do programa Conexão, da Rádio Metropolitana AM 1090; diretor do site Conexão Jornalismo: www.conexaojornalismo.com.br * Jorge José de Melo, Doutor em História Política e Bens Culturais pelo CPDOC-FGV-RJ; Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense; pós-graduado pela Universidade Cândido Mendes em História Contemporânea; graduado em Comunicação-Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalhou nas principais redes de TV do país: Rede Globo, Rede Bandeirantes, SBT e na extinta Rede Manchete; desenvolveu pesquisas para documentários como Cidadão Boilesen, prêmio de melhor documentário de longa-metragem do Festival É Tudo Verdade, de 2009, e Alma Clandestina (2018).
PROJETO ARQUIVADO.